Episódios de Paracatu Rural - Jornal do agronegócio

Paracatu Rural - 10-07-26 - T12 Ep 35 - Boa Vista FM - Completo

10 de julho de 20261h
0:00 / 1:00:44

● Hoje é dia de análise de mercado com VlamirBrandalizze!

● Soja: Por que os preços pararam de subir?

● Milho: Por que a alta do petróleo não puxou ospreços?

● Sorgo americano em queda: Como isso favorece oprodutor brasileiro?

● Mercado do Arroz: Por que os preços começaram areagir agora?

● Alerta no Feijão: Agosto promete ser mês de altana demanda e oferta limitada

● Trigo: Redução de área no Brasil pode pressionara oferta interna?

● Mercado do Boi: Preços recuam em São Paulo efrigoríficos dão férias coletivas

● Café: o que esperar dos preços após maior altada história? Joãozinho Grafista responde

Apresentação Francys de Oliveira

(38)9-9181-0123

Participantes neste episódio3
F

Francys de Oliveira

Host
J

Joãozinho Grafista

ComentaristaAgente autônomo de investimentos
V

Vlamir Brandalizze

ComentaristaAnalista de mercado
Assuntos7
  • Produção e qualidade do caféMaior alta diária da história · Volatilidade extrema · Impacto do El Niño · Qualidade dos grãos afetada · Estoque certificado em queda
  • Mercado Internacional de SojaPreços parados de subir · China · Estados Unidos · Clima no Meio-Oeste Americano
  • Oferta global de milhoAlta do petróleo · Etanol · Safra americana · Brasil
  • Mercado de arrozSinais de reação em agosto · Redução da área plantada no RS · Tensões no Oriente Médio · Custos de fertilizantes e fretes
  • Mercado de SucupiraSafra recorde no Brasil · Quebra de produção nos EUA · Demanda chinesa
  • Mercado de Feijão CariocaEstancamento da queda de preços · Oferta limitada de feijão novo · Alta demanda em agosto
  • Desenvolvimento do TrigoProblemas na produção russa · Redução da área plantada no Brasil · Preços firmes em Chicago
Transcrição54 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Bem com a vida. Acorda de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar. Vem com a gente em toda a região com o seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação.

?Voz B

Participação.

?Voz A

Programa Paracatu Rural, programa Paracatu Rural. AÔ, bom, bom dia! Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu jornal do agronegócio, é o Paracatu Rural. Bom dia, homem, mulher, criança e adolescente do campo e da cidade. Para quem tá trabalhando, descansando, passeando, viajando, bom dia! Bom dia também aos moradores das cidades vizinhas a Paracatu. Para você que nos acompanha pela internet, para quem tá tirando leite, cuidando dos animais, tá na máquina agrícola, na estrada, na rodovia, em casa, no carro, no trabalho, comerciante, servidor público, autônomo, profissional liberal, dona de casa e aposentado.

Hoje é sexta-feira, dia 10 de julho de 2026. Bom dia para você, Hoje, hoje é o último dia da semana aqui, o último dia útil, né, Sandro Mundim? Bom dia para você também.

FDFrancys de Oliveira

Destaques do dia.

?Voz A

E hoje é dia de análise de mercado com Vlamir Brandalize. Soja, por que os preços pararam de subir? Milho, por que a alta do petróleo não puxou os preços? Sorgo americano está em queda. Como isso favorece você, produtor rural brasileiro? Mercado do Arroz: Por que os preços começaram a reagir agora? Alerta no feijão: agosto promete ser mês de alta na demanda e a oferta limitada. Trigo: redução da área no Brasil pode pressionar a oferta interna?

Mercado do Boi: preços recuam em São Paulo e frigoríficos dão férias coletivas. E o mercado do café: o que esperar dos preços após a maior alta da história? Joãozinho Grafista responde. Confira ainda cotações e previsão do tempo. Aqui no dia, cotações com fechamento ontem, dia 9, dólar R$5,11,97. Soja saca de 60 kg no Porto Paranaguá, R$140,25. Arroba do algodão em São Paulo, R$135,25. Milho, 60 kg em São Paulo, R$64,37. Tonelada do trigo no Paraná, R$1.375,68.

Arroz em casca, 50 kg no Rio Grande do Sul, R$61,89. Feijão, noroeste de Minas, Carioca 910, R$391,50. Carioca 885, R$349,17. Feijão preto tipo 1 na metade sul do Paraná, R$208,98. Açúcar 50 kg em São Paulo R$92,21. Café tipo 6 São Paulo 60 kg, arábica R$1.762,83, robusta R$1.109,55. Suíno vivo quilo em Minas R$5,88. Frango congelado quilo em São Paulo R$7,19. Ovos granja vermelho extra 30 dúzias, Seasa Belo Horizonte R$180. Nelore, 8 a 12 meses, Mato Grosso do Sul, R$3.379,25.

Arroba do Boi Gordo em São Paulo, R$324,70. E o valor base de referência do leite entregue em junho a ser pago em julho, de acordo com Conselheite Minas, R$2,6196.

?Voz D

O leite que seu filho toma, a cerveja que o boteco vende, a carne que tá no seu prato sai aqui do pasto.

?Voz A

Vocês compram da gente, só Chuva ou céu aberto?

FDFrancys de Oliveira

Saiba como anda o clima.

?Voz D

Olá, Francis e ouvintes do Paracatu Rural. Nessa sexta-feira permanece o sistema de alta pressão que tá estacionado em grande parte do estado de Minas Gerais e permanece atuando. Teve um pequeno aporte de ar mais frio, mais estável, então uma massa de ar mais fria, mais estável segue atuando. Em praticamente todo o estado, deixando o tempo estável, né? Então a previsão para Paracatu e toda a região noroeste de Minas é de céu claro a parcialmente nublado com névoa seca, a temperatura variando dos 15 aos 30 graus e a umidade relativa do ar em aproximadamente 30% nas horas mais quentes do dia.

Então já cabe redobrar os cuidados com a hidratação e com protetor solar durante todo o dia. Para o Paracatu Rural, Lisandro Jemiak, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia. Mais informações sobre Tempo e Clima em portal.inmet.gov.br.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira.

?Voz A

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FDFrancys de Oliveira

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?Voz A

Bom dia! Agora no seu dia a dia tem café Semil com sabor especial que te enche de energia. Afinal, você quer um café cheiroso, gostoso, de primeira qualidade? Café Semil, porque você merece.

?Voz B

Bom dia com Semil!

FDFrancys de Oliveira

Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM. FM, 96,5 MHz. Mercado Agrícola.

?Voz A

O cenário internacional de commodities registra nova volatilidade com acirramento das tensões geopolíticas no Golfo e a consequente valorização do petróleo que pressiona as cotações dos grãos em Chicago. Paralelamente, a redução das projeções térmicas para o cinturão agrícola norte-americano e as intensificações das importações chinesas reconfiguram os níveis de suporte para a soja. No mercado brasileiro, a comercialização da safra atual e os compromissos de exportação para o mês de julho seguem em patamares elevados.

Vlami Brandalize, da Brandalize Consulting, comenta que esse cenário reflete o ajuste estratégico que, entre os custos de insumos, e também as flutuações cambiais no setor.

?Voz B

Começamos o comentário de hoje com a situação do mercado internacional. Conflito ali no Golfo continua, né? Estados Unidos e Irã voltaram a se contra-atacar, ou seja, situação voltou à estaca zero ali por ali. A negociação perdeu forças e com isso o mercado de petróleo voltou a puxar, né? Saiu do menos de $70 para quase $80 aí na semana. Flutuações, Irã atacando alvos americanos, Estados Unidos, os americanos atacando pontos dentro do Irã, isso abalando aí os mercados automaticamente.

Muita fuga de investidores de grãos aí indo para o petróleo novamente. Petróleo deu aquela chance, daquela puxada, é a migração do dinheiro, dinheiro indo para o ouro negro, e acabou liquidando um pouco os grãos. E falando em grãos também, as condições da Saab Americana nos últimos dias as previsões climáticas, elas vieram menos piores, porque na semana anterior vinha indicativo que na próxima semana teríamos calor extremo ali de 38, 40 graus no meio-oeste americano.

Isso traria grandes problemas aí às lavouras que estão avançando forte na fase de florescimento, formação de vagem, espiga no caso do milho. Então isso traria problemas, só que nessa semana as temperaturas começaram projetadas para a próxima semana ou para as próximas duas, mostrando indicativos de calor, mas não extremo. Ou seja, antes era 37 a 40 graus, agora é 33 a 35, e muitos locais já não chegando mais aos 35. Ou seja, vem caindo a pressão climática.

E isso trouxe aí o mercado da soja, que andou negociando aí quase todo ele acima dos $12 nos bons momentos da semana, agora voltando a acomodar. Muito importante a gente apontar aí que estamos na semana do encilhado. Mercado interno de Porto, melhor do ano. Mercado de Balcão, dentro, melhor do ano. E o mercado de Chicago teve aquele arranque, agora é o mercado climático perdendo forças. É boa notícia por enquanto para criar um pequeno suporte aí nos níveis contra grandes baixas, é que a China voltou a comprar nos Estados Unidos.

E na semana deve ter levado pelo menos 600 mil toneladas. Alguns indicativos apontam que deve ter passado de 750 a 800 mil no volume da semana. Então isso é bom para o mercado, mas o mercado de clima é que tem peso importante aí nesse momento de definição. Porque no caso da soja, temos aí a soja nesse momento perto de 40% de florescimento, sendo que a média histórica seria uns 33%. Formação da vagem perto de 15%, sendo que a média seria 10%.

Ou seja, a safra foi plantada mais cedo, tá evoluindo mais cedo. E se o clima melhorar aí nas próximas 2 semanas, vai definindo essa fase de florescimento, início de formação de vagem, já vai entrar na fase de enchimento de grão aí em 2, 3 semanas. Ou seja, a safra vai se definindo. Nesse momento tem 64% do laboratório excelente. A semana passada era 65% e ano passado era 66%. Tá um pouquinho inferior em qualidade, mas agora o clima se mostrando menos pior do que era previsto pode ser fator aí que começa a limitar as cotações.

E quem aproveitou para fazer os barter aí, as trocas, pode ter levado alguma vantagem na valorização da soja, justamente porque temos o fator guerra voltando, petróleo mais firme, fertilizantes mais firmes, transporte marítimo internacional mais forte. Automaticamente isso traz um apelo de custo, né, para o produtor. Com relação à comercialização da soja, nesse momento temos a safra em 71,5% negociado. O ano passado era 72%, a média 72,5%.

Tá muito perto da média. Temos ainda um grande volume de soja na mão do produtor, cerca de 51,3 milhões de toneladas. O ano passado tinha 48. Tem um bom volume de soja ainda para ser negociado. Isso dá uma tranquilidade para a indústria nacional. Temos aí a safra nova também avançou bem, os negócios fluíram bem na semana, 23,5% negociados. Ano passado era 27, a média 28, mas negociamos aí mais de 2 milhões de toneladas na semana de safra nova.

Produtores fazendo fechamentos, aproveitando as oportunidades que apareciam, e com isso mercado fluindo em negócios. E agora o mercado voltando aí a trabalhar a maioria dos meses abaixo dos $12 em Chicago. Esse é o quadro do mercado da soja, que segue de olho na exportação, né? Exportação aí prevista para o mês de julho é uma exportação forte, né, apontada. A própria ANEC mostrando aí que É, julho ainda deve ser um mês muito forte para soja, em que se projeta nessa primeira estimativa, né, da exportação de julho, de embarques, no caso da embarques da soja de mês de julho, apontados aí pela, pela ANEC, com números aí que devem passar fácil de 12 a 13 milhões de toneladas, frente ao ano passado foram 12,3 milhões de toneladas.

Soja segue forte como maior produto da pauta brasileira. Isso é importante para o nosso mercado de soja. Produtor ainda correndo para buscar insumos, né, atrasado nas negociações de insumos nessa temporada. Prêmios seguem firmes aí, de R$85 o spot aí até R$115 os níveis de setembro, outubro, positivos. Mercado firme de prêmios. Mercado de balcão também melhorou na semana, dentro dos melhores níveis do ano, e produtores aproveitaram para fazer fechamentos. Isso que é o quadro da soja em geral nesse momento.

?Voz A

A colheita da safrinha no Brasil ganha ritmo, apesar dos atrasos registrados nos estados como Paraná e Mato Grosso do Sul, com o mercado se preparando para a entrada de um grande volume de grãos nos próximos dias. Enquanto o fluxo das exportações brasileiras começa a ganhar tração no cenário externo, as atenções se voltam para o Meio-Oeste americano, onde o clima favorável e o adiantamento da safra trazem tranquilidade. Vlamir Brandalize comenta que esse quadro se soma à pressão dos investidores em Chicago que migraram do setor de grãos para o petróleo, definindo a atual dinâmica de preços para o milho.

?Voz B

Mercado do milho, mercado do milho também pegou carona aí nessa pressão. Ele poderia ter evoluído em função da alta do petróleo, por causa do etanol, mas o fator é que os grandes investidores acabaram liquidando posições de grãos e indo para o petróleo ganhar dinheiro no petróleo. E como as condições de clima nos Estados Unidos dão sinais de melhora para frente, ou menos, menos pior do que tava projetado, temperaturas de 33 a 35 graus aí de máximas, sinalizando que essa fase de florescimento ou formação de espiga pode sentir menos.

E não tem um indicativo de uma seca prolongada, tem previsão nos 4, 5 dias, 7 dias no máximo sem chuvas no meio-oeste americano, mas depois tem indicativo de volta de chuvas. E como tá com umidade boa no solo, por enquanto não é problema na safra americana. Nesse momento tem pouco mais de 20% das lavouras em florescimento, cerca de 22% frente à média 18%. Formação de espigas já chegando a 7%, a média é 4%. Safra de milho também adiantado nos Estados Unidos.

E o Brasil começa a ganhar ritmo, é exportação, né? Embarques de exportação começando a fluir. A nível de Brasil. A colheita da safrinha segue com atraso a nível Brasil, aí perto de 35%, 35% colhidos nacional, 55% no Mato Grosso que tá na frente, todos os estados em atraso. No Paraná pouco mais de 15%, no Mato Grosso do Sul pouco mais de 12%, Goiás pouco mais de 15%. Ritmo de colheita vai ganhar força de agora em diante. E aí muito milho sendo esperado no mercado nesses próximos dias.

Produtor segue entregando contratos e pouca pressão de venda de negócios novos no milho. Então esse é o quadro do milho, que segue aí de olho na colheita.

?Voz A

Enquanto o Brasil caminha para uma safra recorde de sorgo, com a expectativa de atingir a marca histórica de 8 milhões de toneladas, o cenário nos Estados Unidos é de preocupação. Com a colheita ganhando o ritmo em estados como Goiás, Minas Gerais e Bahia, a oferta nacional cresce em um momento estratégico já que a safra americana apresenta uma das piores qualidades dos últimos 10 anos devido ao calor extremo no Kansas e no Texas.

Essa quebra de produção nos Estados Unidos, que deve colher menos de 9 milhões de toneladas, abre uma janela de oportunidade importante para o sorgo brasileiro. Vlamir Brandalizzi chama atenção para o atendimento à demanda da China e de outros grandes importadores globais.

?Voz B

E temos o sorgo também com colheita ganhando ritmo em Goiás, Minas Gerais, Bahia, Safra de sorgo vindo muito bem e há o indicativo que possa bater a marca de 8 milhões de toneladas. Safra recorde de sorgo, plantou recorde de área e produtores entregando contratos, quem tem contratos, e outros colhendo e apontando que vão segurar para vender à frente. Então esse é o quadro do Amigo Sorgo nesse momento aí em que safra americana tá na reta final de plantio, praticamente dá para considerar tudo plantado nos Estados Unidos.

Lá no Kansas tem menos de 2% para plantar. Que é o maior estado produtor. Formação dos cachos já chegando perto dos 30% na safra americana, média local é 27%. Qualidade das lavouras não é boa nessa temporada, né? O calor ali nos estados mais importantes como Kansas, Texas foi muito forte nas últimas semanas. 50% lavoura boa, excelente. Semana passada 52% do sorgo americano e o ano passado era 67%. Então safra bem inferior em qualidade, sendo uma das piores áreas em em área, em todos os piores plantios em área dos últimos 10 anos.

Pouco sorgo esperado, as projeções locais apontam que a safra pode ficar abaixo de 9 milhões de toneladas frente a 11,1 milhões colhidos no ano passado. Então vai ter menos sorgo nos Estados Unidos exportável, obrigando aos importadores, principalmente China, buscar outras oportunidades de negócios. Abre oportunidade para sorgo brasileiro, que deve crescer nesse ano. Até agora pouco sorgo exportado no momento muito pouco sorgo foi embarcado na exportação.

?Voz A

Obrigado ao homem do campo, pelo leite, o café e o pão. Deus abençoe os braços que fazem o suado cultivo do chão.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira.

?Voz A

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FDFrancys de Oliveira

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?Voz A

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FDFrancys de Oliveira

Para Catu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz. Mercado Agrícola.

?Voz A

No mercado do trigo, as atenções se voltam para o leste europeu e para a Rússia, onde problemas na produção mantêm as cotações firmes em Chicago. Com patamares acima de US$6 por bushel. Aqui no Brasil, o plantio está praticamente concluído, com lavouras apresentando bom desenvolvimento e sem prejuízos por geadas até o momento. Contudo, o dado que mais chama a atenção nesta safra é a redução da área plantada, que deve ficar abaixo de 2 milhões de hectares, enquanto o produtor nacional monitora os preços no sul do país.

O Vlami Brandalizzi comenta que o mercado aguarda a movimentação do varejo neste início de para definir o ritmo das negociações.

?Voz B

E vamos de trigo. Mercado do trigo segue de olho com os problemas lá na Europa, né, leste europeu, Rússia. Mercado sul do trigo firme lá em Chicago, todas as posições acima de $6 desde o spot. E os níveis aí desde 2027 acima de $6,50 estão de olho, $6,70, $6,80. Mercado firme do trigo lá fora. E aqui dentro, trigo já praticamente plantado, nível brasileiro, uma outra lavoura atrasada de no último momento sendo plantado no Rio Grande do Sul, mas os trigos em geral evoluindo.

Não tá tendo problema de seca, geadas não causaram problemas, as geadas vistas nos últimos dias. Trigo sem grandes novidades. A grande novidade é que tudo aponta que o plantio ficou perto de 2 milhões de hectares ou menos frente a 2 milhões e meio do ano passado. Então é uma queda importante na área do trigo. Mercado do trigo também segue sem grandes novidades, entre R$1.300 e R$1.320 aí no mercado gaúcho. R$1.360, R$1.380 o paranaense.

Produtor recebendo de R$69 a R$71 no trigo. Sem grandes novidades aí do sul do Brasil, principalmente do Rio Grande do Sul e Paraná, os grandes produtores do trigo nacional. Então sem grandes novidades, muita gente esperando vender agora farinha e derivados aí ao varejo nesse começo de mês para ter as reposições, para se posicionar novamente em compras do nosso amigo trigo aí nos próximos dias.

?Voz A

Esse é o quadro do amigo E o mercado do arroz apresenta sinais de reação nesse início de agosto, com um movimento mais comprador, especialmente na fronteira oeste gaúcha. Enquanto o produtor recua na oferta à espera de melhores preços e as exportações brasileiras ganham fôlego, o setor monitora com atenção o cenário internacional. A redução da área plantada no Rio Grande do Sul, maior estado produtor, já é dada como certa, mas o surgimento de novas tensões no Oriente Médio acende um alerta.

O Vlamir Brandalizzi destaca que a alta do petróleo e a instabilidade logística podem pressionar os custos de fertilizantes e fretes, trazendo novos desafios para o planejamento da próxima safra.

?Voz B

E vamos no outro parceiro aí do alimento básico brasileiro, chamado arroz. Arroz continua com produtor tendo em definições de quanto vai reduzir a área. A redução da área de arroz no Brasil é dada como certa por todos os produtores que a gente conversa, principalmente do Rio Grande do Sul. E com isso fica a dúvida do tamanho da redução. O que que vamos andando no mês de julho? E o mercado mostrou leve melhora ali na fronteira oeste gaúcha, uma média de R$1 melhora as posições.

Hoje mercado é mais comprador, do que vendedor. Os produtores acabaram recuando aí a pressão de oferta, justamente esperando que a partir de agosto tenha melhoras. Mercado já nacional aí de arroz com melhora de R$1, R$1,50, R$2 melhor do que era nas últimas semanas, mas não é uma corrida altíssima. Mas teve leve melhora em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, todos os estados com leve melhora, esperando virar melhor no varejo ainda.

Varejo tem grandes promoções milagrosas, mas o pacote na maioria das marcas de R$14,98 a R$18, marcas comerciais. Marcas nobres de R$22 a R$30 nas gôndolas. Promoções R$22 a R$25 das nobres. E esperamos girar aí nesse próximo dia, girar mais para as reposições. Aparentemente o arroz começou a dar uma pequena melhorada aí no ritmo dos níveis, justamente porque tem mais compradores do que vendedores, principalmente do mercado gaúcho nesse momento.

E com isso abre espaço aí para pequenos menos ajustes, né, vamos dizer assim. Exportação de arroz segue, né. Há comentários de que provavelmente na próxima semana o acumulado do ano na base do arroz em casca já esteja perto de 1 milhão e 200 mil toneladas embarcadas na exportação, sinalizando um quadro de exportação crescente e mercado podendo ser um pouco mais comprador aí nas próximas semanas para o nosso amigo arroz. Produtor ainda em ritmo lento de compra de insumos.

Muito insumo do arroz ainda não girou, esperando girar aí nos próximos dias que os produtores apontam. Estão esperando. A grande questão é que voltou a guerra no Irã. Isso é sinal de que pode ter pressão de custos, pressão de custo aí na ureia principalmente, de alta devido ao petróleo novamente forçado para cima, fertilizantes também, fretes marítimos também. Tudo isso impacta no custo do nosso amigo Arroz aí no quadro atual aí da guerra voltando ali no Irã frente aos americanos.

?Voz A

No mercado do feijão, o movimento de queda nos preços parece ter estancado, dando lugar a sinais de estabilidade e pequenas reações em praças específicas. Com o encerramento da colheita da segunda safra, a oferta do feijão novo torna-se mais limitada, concentrando as atenções na movimentação do varejo neste início de mês. Enquanto o feijão nobre sustenta cotações firmes, o mercado se prepara para o mês de agosto, que historicamente apresenta maior pressão na demanda.

O consultor Vlami Brandalize explica que esse é um período de vazio sanitário e pouca oferta, o que pode abrir espaço para ajustes positivos nos preços ao produto rural.

?Voz B

E vamos do amigo do arroz chamado feijão. Feijão aparentemente parou de cair, já começa a dar algum sinalzinho de melhora em alguns locais. Feijão Nobre da linha Do 9 sustentado com cotações firmes, comprador devendo voltar aí na próxima semana para as reposições. E os níveis aí do feijão Nobre variando de R$390 a R$415 a saca nesse momento, umas praças com pequena melhora, R$3, R$4, R$5 para cima. Outras estáveis. Mercado do feijão carioca comercial, R$8, R$8,50, também mostrando pequenos ajustes positivos de níveis aí de variação não significativa, mas de R$1, R$2, R$3 melhor do que estava nas semanas anteriores.

Feijão variando aí perto dos R$330 de base do carioca R$8,50 a R$350, e a maioria das posições algumas praças um nível menor, e ainda tendo boa oferta aí do feijão carioca, esse mais chuvado, geado aí, feijão tipo 7, feijão mais, mais usado aí nas cestas básicas ou nas grandes promoções do varejo aí de feijão barato, né. Então esse feijão aí, indicativos bem abaixo aí, mais de R$100 abaixo do que tá o feijão 8,5, né, na linha do carioca.

Esperando girar também nesses próximos dias um pouco aí para dar movimento de reposição lá no varejo. Feijão preto, esse também segue sem grandes novidades, uma calmaria no mercado no momento, variando de R$190 a R$210 a saca, com giro calmo aí nesse momento também no feijão preto, esperando aí ver o que tem de vendas no varejo nesse começo de julho aí, com salário de junho que chegou, para as reposições que devem começar a andar na próxima semana, para depois virem aí ver os empacotadores voltando a comprar aí para formar posições já para atender julho cheio e começo de agosto.

Normalmente agosto é um bom mês de demanda, daí geralmente é aquela pressão positiva no mês de agosto no feijão. E depois, em agosto, setembro, são aqueles períodos de vazio de oferta, né, porque vamos ter somente o feijão irrigado que vem lá na metade de setembro em diante. E por enquanto, ofertas muito limitadas de feijão novo, né, colheitas praticamente encerrando da segunda safra.

?Voz D

O leite que seu filho toma, a cerveja que o boteco vende, a carne que tá no seu prato sai aqui do pasto, vocês compram da gente, só quem vive entende.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira.

?Voz A

A Irriga Norte trabalha para fortalecer quem produz. Defendemos o impacto positivo e sustentável da agricultura irrigada, essencial para a segurança alimentar, com responsabilidade, representatividade e compromisso com o desenvolvimento regional. Atuamos na defesa dos interesses do produtor rural, promovendo diálogo, informação e segurança para o crescimento do setor. Irriga Norte, união, força e presença para o campo continuar avançando. Venha ser nosso associado. Informações: 38998598776.

?Voz B

Julho é o mês do cooperativismo, tempo de celebrar um modelo que gera desenvolvimento, cria oportunidades e transforma vidas. Onde existe cooperação, existe crescimento compartilhado, mais qualidade de vida e um futuro melhor para todos. A Cocari tem orgulho de fazer parte dessa história de união, trabalho e prosperidade. É muito mais do que um banco. Para mim, é um local de confiança e de parcerias que fazem a diferença no meu dia a dia.

Aqui eu encontro as melhores soluções financeiras, sempre com aquele atendimento humanizado que faz toda a diferença. Tudo fica ainda mais fácil com o aplicativo Sicoob no celular. Resolvo tudo rapidinho, sem complicações. Sicobi Crédito Copa, mais que um banco, a nossa cooperativa de crédito.

?Voz A

Na Coperva me sinto forte, a Coperva me dá suporte, seja no campo ou na cidade. Ela traz prosperidade. É a Copervap, a minha casa, a nossa casa seja sempre assim abençoada. O futuro da indústria e do agro já começou e ele passa pela inovação. O industrial Agro, iniciativa do SEBRAE Minas e do SENAI, ajuda pequenos e médios negócios a crescer com mais produtividade, tecnologia e competitividade. Com soluções em inovação, automação e eficiência produtiva, o programa apoia empresários que querem modernizar a produção, reduzir custos e aumentar resultados. Saiba mais pelo telefone 38 3679-8300. 3679 83 00.

FDFrancys de Oliveira

Para Catu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz. Análise de mercado do café com Joãozinho Grafista.

?Voz A

Em uma movimentação que remete aos grandes episódios de 1994 de 1977, o mercado do café rompeu resistências e registra a maior alta diária já vista. Com o olhar atento de quem acompanha o setor há 26 anos, o agente autônomo de investimentos João Santaella Neto detalha como essa explosão em Chicago reflete nos preços aqui no Brasil e por que as projeções apontam para alvos ainda mais ousados.

?Voz D

Olá, Francis! Olá, ouvintes, internautas! Aqui quem fala é João Santaella Neto, conhecido há 26 anos como Joãozinho grafista, simplesmente não tem palavra. Assim, eu tenho 26 anos de mercado olhando tela da bolsa embaixo do ar-condicionado. Se não é embaixo do ar-condicionado, às vezes vai lá nas lavouras ver como é que tá. Mas impressionante, eu acho que essa é a palavra. Acho que nem a palavra cê tá doida, como a gente fala aqui nas Minas Gerais, também loucura, loucura, como já dizia Luciano Huck.

Sabe, não existe, não tem palavra do que aconteceu com café nesses últimos 4 dias. Tava armando uma realização na semana passada, retrasada, mercado tinha feito uma máxima nos R$315, realizou na quinta-feira, dia 2 de julho, porque anteciparam o feriado de 4 de julho. Mercado tinha fechado uns 300 centavos por libra peso, R$2,999,90. Então, bom, agora vai, né? Agora entra o movimento de realização. Mercado tá sobrecomprado, precisa fazer um movimento de realização.

Agora vai, é como a gente fala, né? Suportes R$2,80, R$2,70 no gráfico, R$2,60. R$240, que foi a mínima. E agora vai, agora vai dar uma realização forte. Mas não, a oscilação que foi segunda, terça, quarta e quinta não tá no gibi não. É, acaba, é lógico, você tem o que a gente chama de acionamento de stop dos fundos de investimentos. Seria um termo assim técnico para passar para vocês. Então, ou seja, acima daqui eu vou comprar, e onde tiver eu vou continuar comprando e vou comprar o que tiver na minha frente.

E foi o que aconteceu na segunda-feira, 6 de julho. Então o mercado tinha uma resistência nos R$315, rompeu, tinha uma média móvel, o gráfico contínuo, CFD, como a gente fala, é aquele contrato que mostra ali na plataforma da Invest, né, que são onde você negocia esse café com pouco dinheiro mas enfim, então o café rompeu uma média móvel também de 200 dias, tava lá nos 325. Próximo objetivo de Fibonacci era os 340, rompeu, e o próximo era nos 360.

E a máxima na segunda-feira foi de 357, uma alta de 15%, ou mais de 4.500 pontos de alta. Para vocês terem noção, em termos de dia, né, segunda, terça, quarta, quinta e sexta. Então foi a maior alta diária da história. Simplesmente eu vivenciei isso e meus produtores também vivenciaram, corretores. Já no contrato normal, contrato que é negociado lá na bolsa, né, 4.875 pontos, a maior maior variação do contrato em um dia negociado.

A última vez que foi uma variação alta e uma diferença de 200 pontos, tá, uma diferença de 200 pontos, foi dia 11 de julho, coincidentemente no mesmo mês, só que de 1994. Nós tivemos uma geada gigantesca naquele ano. Lógico, o parque cafeeiro daquele ano era bem menor do que isso, É por isso que a gente fala que há muitos corretores, colegas analistas aí de mercado, falaram para mim que a jada de lá foi bem pior do que a jada de 2021.

Mesmo assim, nós vimos uma alta intraday diária naquele ano. No dia 11 de julho de 94, o mercado tinha subido 4.600 pontos, corrido jada. Também no mesmo ano, no ano Também tivemos uma alta intraday diária 3.380 pontos também no dia 27 de junho de 94. Também tivemos geada depois. Só para ter uma ideia, a última vez depois que teve uma alta gigante nos contratos futuros diária, alta intraday, fala, foi dia 17 de junho de 1977, na famosa Geada Negra.

E naquele ano tinha subido. Aquele dia tinha subido 3.100 pontos. Realmente, então, foi uma segunda-feira histórica. Lógico que aí no dia seguinte tem aquela famosa ressaca. Na terça-feira, o mercado, né, viu que tinha exagerado na alta de segunda-feira. Aí no dia seguinte, mercado caiu 8%. Quarta-feira ficou de lado, mas chegou a fechar com boa alta ali de 2.000 e não, fechou com queda, né, de 330 pontos, fechando a 313. Fez uma figura que quando aparece sinaliza tendência de alta, que é o meu candlestick, forma cruz dentro do gráfico.

E não deu outra, quinta-feira, 9/07, mais uma alta, mais uma alta. Por pouco não foi histórica de novo, mais uma alta com 3.810 de alta, fechando a 340 R$337,90, próximo dos R$350, próximo dos R$357, que foi a máxima na segunda-feira. Se o mercado cumprir ali, meu amiguinho Leonardo Fibonacci projeta R$400, R$399. Depois teria uma resistência nos R$420, depois tem um outro ponto de Fibonacci só nos R$430, R$440. Valor libra peso.

Olha só, lógico que não adianta o mercado subir uma alta expressiva com o dólar caindo e forte, né? O dólar fechou na quinta-feira 5,11, queda aí de 0,47%, 5,12, que agora no ajuste. Então se a gente faz aquelas continhas matemáticas, o físico não, é, o produtor reclama, ah, por que que o café não subiu? Por que que não tá lá fora subiu X, mas não estão me pagando Y. Não, não é por causa disso. O exportador, ele tá olhando para o contrato dezembro, usa o código, mercado tá monitorando setembro, mas usa o contrato do dezembro para fazer os cálculos.

Dezembro fechou a 328,20, subiu 3.000 pontos, 3.095 pontos. Então você fazendo aquela conta matemática que os exportadores usam, tá, é o que eles chamam de de 30 abaixo, 40 abaixo, 50 abaixo, 15 abaixo. Mas enfim, 15 abaixo você chegaria aí no café fino, fino, fino, R$1.920. E cafés mais fracos, cada um tem negociado ao longo do dia, R$1.800, pouco acima. Então é o que a gente viu aí, um café fino quinta-feira, na quarta-feira, é com a alta de uns R$1.800 1820, 1850, né?

Cerrado Mineiro, por exemplo, 1760, um 15 de cata, 1850 e 1900, um café fino, que é a famosa peneira 17/18. Sul de Minas, na quinta-feira, 1780, uma bebida fina, 1814/16. Então assim, o produtor, pelo que eu vi, andou aproveitando comprando para vender, aproveitou essas máximas, tá na colheita, ele precisa fazer caixa.

?Voz A

E o mercado do café entrou em um terreno perigoso e fascinante, comparado, ou melhor, é melhor, isso mesmo, comparado por traders americanos às famosas ações meme, devido à volatilidade extrema e a forte presença de algoritmos de alta velocidade. Enquanto os fundos de investimento impulsionam os preços a patamares históricos em Chicago, no campo a realidade é de preocupação. Relatos vindos de grandes cooperativas indicam que o excesso de chuvas está quebrando a xícara.

Grãos que visualmente parecem finos, mas que não entregam a bebida esperada. Com os estoques certificados globais em queda e a ameaça climática do no horizonte, o analista Joãozinho Grafista alerta: o mercado está esticado e qualquer sinal de mudança no clima pode trazer uma correção tão rápida quanto a subida.

?Voz D

Então, como comentei, então na segunda-feira alta aí de até 18%, maior alta intradiária desde 2000, desde 94, como comentei. 2000 também tivemos geada. E não só o café que andou subindo, o mundo. O cacau também são commodities mais consumidas e negociadas no mundo, registraram forte valorização ao longo do dia. Mercado preocupado com padrão climático El Niño podendo comprometer as colheitas do Brasil e lá da África Ocidental. E aí os americanos, os traders, chamaram, somente alertaram o café chegando no território de ações meme.

Eles chamam em inglês, chamaram em inglês de meme stock Story, ao pé da letra. O que significa isso? Significa que é uma metáfora para ativos que sobem ou caem de forma exagerada por causa da especulação e não apenas pelos fundamentos do mercado. Então, como eu falei, testamos a máxima de 3,57, maior alta intradiária. O movimento ampliou uma valorização de 48%. Café subiu, olha só, desde o dia 10 de junho E é isso aí, uma alta histórica levando os contratos para essa região de especulação gigante.

A Stonex informou que compras agressivas por investidores institucionais, quer dizer, os gringos, fundos de investimentos que utilizam negociações automatizadas por computador. Então foi como eu comentei, você chegou lá acima de tal valor você vai comprar, comprar, comprar. No caso, você é o comprador, os algoritmos, como a gente fala. E abaixo dali você vai vender, vender, vender até a sogra. Mas não, não venderam, compraram, compraram exageradamente.

E aí o que acontece? A bolsa acaba, quando sobe demais assim, para evitar aquele movimento de especulação grande, que que a bolsa faz? Ela aumenta o que a gente chama de margem para você investir. De lá na bolsa. Então, ou seja, o café começa a ficar caro, começa a ficar caro exagerado, porque a alta foi exagerada. E aí a International Exchange, que é onde é negociada a bolsa, é o nome da bolsa lá nos Estados Unidos, lá em Nova York, então eles aumentam as margens para os contratos futuros de café.

E aí acaba diminuindo a liquidez, porque se eu tô comprado, comprado, comprado, comprado, eu tenho que picar minha mula. E aí força os fundos fundos de commodities a realizarem lucros, como a gente viu, por exemplo, na terça-feira, com o mercado caindo em torno de— na terça-feira, por exemplo, o mercado caiu em torno de 8%. As informações aí são da Forbes lá dos Estados Unidos. O El Niño se formou no Oceano Pacífico no início desse mês, de acordo com a Administração Oceânica Atmosférica, ZONUA.

Esse padrão climático geralmente ou normalmente exerce um impacto significativo sobre os países do hemisfério norte durante o inverno, deverá atingir seu pico entre novembro e janeiro e provocar temperaturas acima da média e chuvas mais regulares, irregulares. Falei do chocolate, né, do cacau. Cacau subiu 13% na segunda-feira, atingindo o maior nível também desde janeiro, impulsionado pela chuvas, que vem chovendo demais lá na África Ocidental, que ampliou as preocupações com a oferta.

Então é isso aí. Notícias também que forçam o mercado para cima, quais são? Colheita. Tivemos uma notícia nesta, na segunda, na terça-feira, no final da terça-feira, e vem lá da Minasul, que é uma das maiores cooperativas lá do sul de Minas. E aí que acontece, existem, está ocorrendo no mercado uma preocupação gigante com a qualidade dos grãos, tá? De acordo com o engenheiro agrônomo da Cooperativa Minasul, lá do estado, lá do sul de Minas, ele chama Fabrício Alves, a colheita está atrasada e há um grande volume de café no chão.

O excesso de chuva levou a incidência de doenças fúngicas e aumentou a umidade, fatores que podem comprometer a qualidade dos grãos. E aí, com isso que acontece, você força o mercado, o torrador, a correr atrás de, principalmente, de, de um café mais fino. E ele só vai encontrar esse café mais fino lá na bolsa de Nova York, lá no CD, lá no contrato do café, lá no cafezinho CD, cereja descascada, café lavado de países da América Central, do Brasil.

E esse estoque vem caindo, vem caindo, vem caindo, vem caindo. Terça para quarta esse estoque caiu 8 mil sacas. E na quarta e na quinta-feira, então desculpa, de quarta para quinta, e na quinta-feira esse estoque caiu quase 8 mil sacas novamente, 7.800 242 sacas, tá? Caiu demais esse estoque certificado. Até meu filho trabalha lá na Expocacer, ele fica na área de torra. Perguntei para ele como é que tá vindo os grãos, ele falou café lavado, café chuvado, é café, você olha para o grão, você vê que aquele é um cerejo, você vê que é um café finíssimo.

E aquele café finíssimo que ele tá olhando lá, que ele tá aquele café finíssimo não tá dando bebida. E como ele me falou com todas as vezes, tá quebrando a xícara, que é o termo usado aí pelos provadores de café, que graders. Então é o que ele falou com todas as vezes, tá quebrando mais xícara do que não deveria quebrar, principalmente por ser um café fino, tá? Vale o alerta aí para vocês aí. Clima, clima, clima. Tivemos o mercado tá monitorando o clima ainda.

Previsões de chuva para início dessa semana, final de semana, principalmente domingo e segunda, tem previsão de chuva para sul de Minas, previsão de chuva para o Cerrado. Mas a princípio, pelo que eu andei apurando, esse volume de chuva tá diminuindo. Então se ocorrer uma diminuição dessas chuvas, é lógico, o mercado vai acabar entrando em realização de lucros e vai descida de elevador aí, como a gente fala. Então vamos ver como é que vai ser esta sexta-feira, que geralmente o mercado sempre recua nas sextas, tá?

E para recuar, é isso aí, voltando para o gráfico, teria que voltar para casa dos 330, 325, perder os 300, 300, porque aí na minha opinião voltaria para os 270 ou pelo menos 260. Aí seria uns próximos suportes aí. E lógico 4.240. Vai café, vai café riado, vai Brasil! Não deu aí na Copa, vamos voltar a torcer aí para o nosso café e para o nosso Brasil, né? E vai commodities!

?Voz A

Agora são 8 horas e 37 minutos. Queremos agradecer a audiência de todos aí. Um abraço para o Adalmir, sintonizado aqui na Boa Vista FM, e também para Iara, que disse que não perde nenhum programa aqui da Rádio Boa Vista FM. Sintoniza todas as manhãs no Zé Fernandes, acompanha o Paracatural. Muitíssimo obrigado a todos vocês. Vamos conferir o recado dos parceiros, volto já. Obrigado ao homem do campo, o estudante e o professor, a quem fecunda o solo cansado recuperando o antigo Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira.

No noroeste mineiro, muita gente já sabe, para colher bons resultados não basta só trabalho duro, é preciso também contar com as parcerias certas. E quando o assunto é parceria, a Progresso Sementes está junto com você em Minas Gerais, oferecendo atendimento personalizado e uma linha completa de cultivares NeoGem e Dom Mário que garantem altas produtividades no campo. Quer saber mais? Acesse o Instagram @progresso.sementes ou fale com um de nossos representantes comerciais.

Progresso Sementes, semear, cultivar, progredir. O Sindicato dos Produtores Rurais de Paracatu apoia quem faz a diferença na agricultura e pecuária, oferecendo soluções associados, serviços de emissão de notas fiscais, declaração de Imposto de Renda, RH, e cursos de capacitação em parceria com o sistema FAENG Senar. Além disso, descontos exclusivos em estabelecimentos como Farmácia Minas Master, Clínica Odontológica RL, UNA Terras Gerais e Instituto ONE.

Entre em contato: 38988222206. Juntos fortalecemos o agronegócio da região. Falta falta energia na fazenda e tá difícil aumentar a produção? A Genvolt Geradores e Serviços, agora em Paracatu, tem a solução. Somos especialistas em energia para agronegócio, com locação, venda e assistência técnica em geradores diesel de qualquer marca. Temos também soluções com energia solar e integração com a rede da SEMIG. Somos autorizados DEIF em Minas, com suporte técnico de ponta.

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FDFrancys de Oliveira

A contagem regressiva começou. Vem aí a Feira Minas 2026, a maior vitrine de negócios e tecnologia do Cerrado Mineiro. Para aproveitar, baixe o aplicativo oficial da Feira Minas. É fácil, entre no Google Play ou na App Store, procure por Feira Minas e faça o download. Com ele você acessa a programação completa, consulta os catálogos de expositores e encontra tudo com facilidade pelo mapa interativo do evento. FENAMINAS, de 21 a 24 de julho, de 12 às 20 horas, no Parque de Exposições de Patos de Minas. FENAMINAS 2026, Feira de Negócios e Tecnologia do Cerrado Mineiro.

?Voz A

Atenção, produtor rural associado Cooper VAP, para o plantão veterinário. Caso você necessite de atendimento técnico nas áreas de tanques e ordenhas, entre em contato com o nosso canal de negócios. O plantonista de serviço fará o direcionamento e prestará as orientações necessárias. Canal de Negócios Coopervap, 389-9870-3713, 99870-3713. Coopervap, Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu.

FDFrancys de Oliveira

Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz.

?Voz B

Insiders.

FDFrancys de Oliveira

Mercado pecuário.

?Voz A

O mercado de proteínas animais vive momentos distintos nesse fechamento de ciclo. Enquanto a pecuária de corte enfrenta uma fase de calmaria, com a rouba do boi gordo perdendo o fôlego em São Paulo e frigoríficos ajustando escalas com férias coletivas, os setores de aves e suínos seguem em ritmo de celebração. No acumulado do ano, tanto para carne de frango quanto para suína, essas carnes registraram recordes históricos de exportação, com volumes que superam amplamente os índices do ano passado.

O consultor Vlami Brandalize explica que esse cenário reflete uma dinâmica de mercado onde a demanda externa compensa a estabilização interna, desafiando você, produtor rural, a monitorar de perto as cotas de exportação e os custos logísticos.

?Voz B

E o mercado do boi? Mercado do boi deu uma acalmada aí, aparentemente. O pessoal agora ficou meio preocupado, né, porque acabou saindo do Brasil, as churrascos de comemoração aí nos dias dos jogos agora desaparecendo. E mercado do boi aí na base paulista, 324 R$328, arroba. Mercado desceu aí dos R$330 e aparenta mais calmo aí. Alguns indicativos têm alguns frigoríficos até com escala muito frouxa aí, apontando que estão dando alguns dias de férias coletivas, ou seja, parando porque tá esperando se definir aí como é que vai ficar de agora em diante a questão da cota de carne aí para China, né.

Então esse é o temor de alguns frigoríficos exportadores. Exportadores. Indicativos são de que no momento estaria perto das 70 mil toneladas embarcadas nesse mês de julho. O ano passado, em julho, foram 276,9. As apostas do setor é que esse mês aqui as exportações fiquem abaixo do ano passado, no mês, né? No acumulado segue com recorde, né? Estamos aí com quase 1 milhão e 570 mil toneladas frente a 1 milhão e 390 mil toneladas da carne bovina do mesmo período do ano passado.

Segue embarcando e vamos ver aí como é que vai andar as próximas semanas. Mas calma o mercado da pecuária bovina nesse momento. Mercado do frango, mercado do frango já passou bem fácil aí das 110 mil toneladas embarcadas nesse mês de julho, tá caminhando aí para superar tranquilamente também as 375,5 mil toneladas que teve julho todo ano passado. Tem fôlego para ir acima de 450 mil pelo mês de ritmo que tá vindo até agora. O acumulado da carne de frango na exportação do frango já tá na bagatela de 2,85, 2.850.000 toneladas, frente a 2.550.000 toneladas o mesmo período do ano passado.

Segue com 300.000 toneladas à frente do ano passado também. O frango com recorde histórico no acumulado do ano. É suíno, pouco mais de 45 mil toneladas já embarcadas. Prende a 112,8% de todo mês de julho do ano passado. Também não tá com ritmo muito forte de corrida exportação, mas tá evoluindo aí na semana. Vamos ver aí as próximas semanas como é que vai, vai andar. No momento, pouco mais de 725 mil toneladas embarcadas. O ano passado era 680 mil toneladas no mesmo período.

Suíno também com recorde histórico de acumulado na exportação. Então esse é o quadro do amigo continua também forte na exportação.

?Voz D

O leite que seu filho toma, a cerveja que o boteco vende, a carne que tá no seu prato sai aqui do pasto, vocês compra da gente, só quem vive entende.

?Voz A

Acabou, mas a gente volta amanhã, 7:45 da manhã, depois do Brasil Sertanejo do José Fernandes, aqui na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz, e você ouve também pela internet na Alexa, Rádios Net, vários outros aplicativos. Direção geral de Humberto Neiva, mesa de som Sandro Mundim, redação e edição Rafael Mendonça, apresentação Francisco de Oliveira, realização Agência Locutores Online. Bom dia, muito obrigado pela sua atenção, obrigado parceiros do Paracatu Rural, Deus te abençoe, tchau tchau!

Acorda de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar. Vem com a gente em toda a região com seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação. Programa Para Catu Rural, programa para Catu Rural.

FDFrancys de Oliveira

96,5, Boa Vista FM.

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