Soja e Milho andam de lado com alta do petróleo; Brasil aproveita pior safra de Sorgo dos EUA
O cenário internacional de commodities registra nova volatilidade com o acirramento das tensões geopolíticas no Golfo e a consequente valorização do petróleo, que pressiona as cotações dos grãos em Chicago. Paralelamente, a redução das projeções térmicas para o cinturão agrícola norte-americano e a intensificação das importações chinesas reconfiguram os níveis de suporte para a soja. No mercado brasileiro, a comercialização da safra atual e os compromissos de exportação para o mês de julho seguem em patamares elevados. Vlamir Brandalizze comenta que esse cenário reflete o ajuste estratégico entre os custos de insumos e as flutuações cambiais no setor.A colheita da safrinha no Brasil ganha ritmo, apesar dos atrasos registrados em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul, com o mercado se preparando para a entrada de um grande volume de grãos nos próximos dias. Enquanto o fluxo das exportações brasileiras começa a ganhar tração, no cenário externo as atenções se voltam para o Meio-Oeste americano, onde o clima favorável e o adiantamento da safra trazem tranquilidade. Vlamir Brandalizze comenta que esse quadro se soma à pressão dos investidores em Chicago, que migraram do setor de grãos para o petróleo, definindo a atual dinâmica de preços para o milho.Enquanto o Brasil caminha para uma safra recorde de sorgo, com a expectativa de atingir a marca histórica de 8 milhões de toneladas, o cenário nos Estados Unidos é de preocupação. Com a colheita ganhando ritmo em estados como Goiás, Minas Gerais e Bahia, a oferta nacional cresce em um momento estratégico, já que a safra americana apresenta uma das piores qualidades dos últimos dez anos devido ao calor extremo no Kansas e no Texas. Essa quebra na produção dos Estados Unidos, que deve colher menos de 9 milhões de toneladas, abre uma janela de oportunidade importante para o sorgo brasileiro. Vlamir Brandalizze chama a atenção para o atendimento à demanda da China e de outros grandes importadores globais.
Vlamir Brandalizze
- Sorgo brasileiro vs. americanoSafra recorde no Brasil · Pior safra de sorgo nos EUA em 10 anos · Calor extremo no Kansas e Texas · Janela de oportunidade para o Brasil · Demanda da China
- Análise de safras de milho e sojaTensão geopolítica no Golfo · Valorização do petróleo · Pressão nas cotações de grãos · Migração de investidores para petróleo · China
- Clima e Condições das LavourasProjeções térmicas no Meio-Oeste · Safra americana adiantada · Condições climáticas favoráveis · Fase de florescimento e formação de espiga
- Mercado de Milho nos EUA e BrasilComercialização da safra atual · Compromissos de exportação · Colheita da safrinha · Fluxo de exportações · Prêmios firmes
AÔ, BAM, boa tarde! Soja, por que os preços pararam de subir? Milho, por que a alta do petróleo não puxou os preços? Sorgo americano em queda, como isso favorece você, produtor rural brasileiro? Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu Jornal do Agronegócio para a Catu Rural neste 10 de julho de 2026. Mercado Agrícola. O cenário internacional de commodities registra nova volatilidade com o acirramento das tensões geopolíticas no Golfo e a consequente valorização do petróleo, que pressiona as cotações dos grãos em Chicago.
Paralelamente, a redução das projeções térmicas para o cinturão agrícola norte-americano e a intensificação das importações chinesas reconfiguram os níveis de suporte para a soja. No mercado brasileiro, a comercialização da safra atual e os compromissos de exportação para o mês de julho seguem em patamares elevados. Vlami Brandalize, da Brandalize Consulting, comenta que esse cenário reflete o ajuste estratégico entre os custos de insumos e as flutuações cambiais no setor.
Começamos o comentário de hoje com a situação do mercado internacional. Conflito ali no Golfo continua, né? Estados Unidos e Irã voltaram a se contra-atacar, ou seja, situação voltou à estaca zero ali por ali. A negociação perdeu forças e com isso o mercado de petróleo voltou a puxar, né? Saiu do menos de $70 para quase $80 aí na semana. Flutuações, Irã atacando alvos americanos, Estados Unidos, os americanos atacando pontos dentro do Irã.
Isso abalando aí os mercados automaticamente, muita fuga de investidores de grãos aí indo para o petróleo novamente. Petróleo deu aquela chance, deu aquela puxada. É a migração do dinheiro, dinheiro indo para o ouro negro, e acabou liquidando um pouco os grãos. E falando em grãos também, as condições da safra americana nos últimos dias, as previsões climáticas, elas vieram menos piores, porque na semana anterior vinha indicativo que na próxima semana teríamos calor extremo ali de 38, 40 graus no meio-oeste americano.
Isso traria grandes problemas aí às lavouras que estão avançando forte na fase de florescimento, formação de vagem, espiga no caso do milho. Então isso traria problemas. Só que nessa semana as temperaturas começaram projetadas para a próxima semana ou para as próximas duas mostrando indicativos de calor, mas não extremo. Ou seja, antes era 37 a 40 graus, agora é 33 a 35 e muitos locais já não chegando mais aos 35. Ou seja, vem caindo a a pressão climática.
E isso trouxe aí o mercado da soja, que andou negociando aí quase todo ele acima dos $12 nos bons momentos da semana, agora voltando a acomodar. Muito importante a gente apontar aí que estamos na Semana do Cavalinho Encilhado, mercado interno de Porto melhor do ano, mercado de Balcão deles melhor do ano, e o mercado de Chicago teve aquele arranque. Agora é o mercado climático perdendo forças. É boa notícia por enquanto para criar um pequeno suporte aí nos níveis contra grandes baixas é que a China voltou a comprar nos Estados Unidos e na semana deve ter levado pelo menos 600 mil toneladas.
Alguns indicativos apontam que deve ter passado de 750 a 800 mil no volume da semana. Então isso é bom para o mercado, mas o mercado de clima é que tem peso importante aí nesse momento de definição, porque no caso da soja temos aí a soja nesse momento perde 40% de florescimento, sendo que a média histórica seria uns 33%, formação da vagem perto de 15%, sendo que a média seria 10%, ou seja, a safra foi plantada mais cedo, tá evoluindo mais cedo.
E se o clima melhorar aí nas próximas 2 semanas, vai definindo essa fase de florescimento, início de formação de vagem, já vai entrar na fase de enchimento de grão aí em 2, 3 semanas, ou seja, a safra vai se definindo. Nesse momento tem 64% de laboratório excelente, a semana passada era 65% e ano passado era 66%, tá um pouquinho inferior em qualidade, mas agora Agora o clima se mostrando menos pior do que era previsto pode ser fator aí que começa a limitar as cotações.
E quem aproveitou para fazer os barter aí, as trocas, pode ter levado alguma vantagem na valorização da soja, justamente porque temos o fator guerra voltando, petróleo mais firme, fertilizantes mais firmes, transporte marítimo internacional mais forte. Automaticamente isso traz um apelo de custo, né, para o produtor. Com relação à comercialização da soja, nesse momento temos a safra em 71,5% negociado. O ano passado era 72%. A média é 72,5%, tá muito perto da média.
Temos ainda um grande volume de soja na mão do produtor, cerca de 51,3 milhões de toneladas. O ano passado tinha 48, tem um bom volume de soja ainda para ser negociado. Isso dá uma tranquilidade para a indústria nacional. Temos aí a safra nova também avançou bem, os negócios fluíram bem na semana, 23,5% negociados. O ano passado era 27%, a média 28%, mas negociamos aí mais de 2 milhões de toneladas na semana. De safra nova, produtores fazendo fechamentos, aproveitando as oportunidades que apareciam, e com isso mercado fluindo em negócios.
E agora o mercado voltando aí a trabalhar a maioria dos meses abaixo dos $12 em Chicago. Esse é o quadro Mercado da Soja, que segue de olho na exportação, né? Exportação aí prevista para o mês de julho é uma exportação forte, né? Apontada a própria, a própria ANEC mostrando aí que Julho ainda deve ser um mês muito forte para soja, em que se projeta nessa primeira estimativa da exportação de julho, de embarques, no caso de embarques da soja do mês de julho, apontados aí pela ANEC, com números aí que devem passar fácil de 12 a 13 milhões de toneladas, frente ao ano passado foram 12,3 milhões de toneladas.
Soja segue forte como maior produto da pauta brasileira. Isso é importante para o nosso mercado de soja. Produtor ainda correndo para buscar insumos, né, atrasado as negociações de insumos nessa temporada. Prêmios seguem firmes aí de R$85 o spot aí até R$115, os níveis de setembro, outubro, positivos. Mercado firme de prêmios. Mercado de balcão também melhorou na semana, dentro dos melhores níveis do ano, e produtores aproveitaram para fazer fechamentos. Isso que é o quadro da soja em geral nesse momento.
A colheita da safrinha no Brasil ganha ritmo apesar dos atrasos registrados em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul, com o mercado se preparando para a entrada de um grande volume de grãos nos próximos dias. Enquanto o fluxo das exportações brasileiras começa a ganhar tração, no cenário externo as atenções se voltam para o Meio Oeste americano, onde o clima favorável e o adiantamento da safra trazem tranquilidade. O consultor Vlamir Brandalize comenta que esse quadro se soma à pressão dos investidores em Chicago que migraram do setor de grãos para o petróleo, definindo a atual dinâmica de preços para o milho.
Mercado do milho, mercado do milho também pegou carona aí nessa pressão. Ele poderia ter evoluído em função da alta do petróleo, por causa do etanol, mas o fator é que os grandes investidores acabaram liquidando posições de grãos e indo para o petróleo ganhar dinheiro no petróleo. E como as condições de clima nos Estados Unidos dão sinais de melhora para frente, ou menos, menos pior do que tava projetado, temperaturas de 33 a 35 graus aí de máximas, sinalizando que essa fase de florescimento, formação de espiga, pode sentir menos.
E não tem um indicativo de uma seca prolongada, tem previsão nos 4, 5 5 dias, 7 dias no máximo sem chuvas no meio-oeste americano, mas depois tem indicativo de volta de chuvas. E como tá com umidade boa no solo, por enquanto não é problema na safra americana. Nesse momento tem pouco mais de 20% das lavouras em florescimento, cerca de 22% frente à média de 18%. Formação de espigas já chegando a 7%, a média é 4%. Safra de milho também adiantada nos Estados Unidos.
E o Brasil começa a ganhar ritmo, é exportação, né, embarques de exportação começando a fluir. A nível de Brasil, a colheita da safrinha segue com atraso. A nível Brasil aí, perto de 35%, 35% colhidos nacional, 55% no Mato Grosso, que tá na frente, todos os estados em atraso. No Paraná, pouco mais de 15%, no Mato Grosso do Sul, pouco mais de 12%, Goiás, pouco mais de 15%. Ritmo de colheita vai ganhar força de agora em diante. E aí, muito milho sendo esperado no mercado nesses próximos dias.
Produtor segue entregando contratos e pouca pressão de venda de negócios novos no milho. Então esse é o quadro do milho, que segue aí de olho na colheita.
Enquanto o Brasil caminha para uma safra recorde de sorgo, com a expectativa de atingir a marca histórica de 8 milhões de toneladas, o cenário nos Estados Unidos é de preocupação, com a colheita ganhando ritmo em estados como Goiás, Minas Gerais e Bahia. A oferta nacional cresce em um momento estratégico, já que a safra americana apresenta uma das piores qualidades dos últimos 10 anos devido ao calor extremo no Kansas e no Texas.
Essa quebra na produção dos Estados Unidos, que deve colher menos de 9 milhões de toneladas, abre uma janela de oportunidade importante para o sorgo brasileiro. O consultor Vlamir Brandalizzi chama a atenção para o atendimento à demanda da China e de outros grandes importadores globais.
E temos o sorgo também com colheita ganhando ritmo em Goiás, Minas Gerais, Bahia. Safra de sorgo vindo muito bem e há o indicativo que possa bater a marca de 8 milhões de toneladas. Safra recorde de sorgo, plantou recorde de área e produtores entregando contratos, quem tem contratos, e outros colhendo e apontando que vão segurar para vender. Porém Então esse é o quadro do amigo sorgo nesse momento aí em que safra americana tá na reta final de plantio.
Praticamente dá para considerar tudo plantado nos Estados Unidos. Lá no Kansas tem menos de 2% para plantar, que é o maior estado produtor. Formação dos cachos já chegando perto dos 30% na safra americana. Média local é 27%. Qualidade das lavouras não é boa nessa temporada, né? O calor ali nos estados mais importantes como Kansas, Texas, foi muito forte nas últimas semanas. 50% do lavoura-boi excelente, semana passada 52% do sorgo americano e o ano passado era 67%.
Então safra bem inferior em qualidade, sendo uma das piores áreas em área, em todos os piores plantios em área dos últimos 10 anos. Pouco sorgo esperado, as projeções locais apontam que a safra pode ficar abaixo de 9 milhões de toneladas frente a 11,1 milhões colhidos no ano passado. Então vai ter menos sorgo nos Estados Unidos exportável, obrigando aos importadores, principalmente China, buscar outras oportunidades de negócios.
Abre oportunidade para sorgo brasileiro, que deve crescer nesse ano. Até agora, pouco sorgo exportado, no momento pouco sorgo foi embarcado na exportação.
Confira na próxima edição Mercado do Feijão, do Arroz e do Trigo, com os comentários de Vlamir Brandalize. Também hoje, Mercado do Café com o Joãozinho Grafista. Inscreva-se no canal para Catu Rural Clica no sininho para receber notificações, seja membro do canal e assista primeiro o nosso conteúdo, assim você contribui também com o nosso trabalho. Muito obrigado pela sua atenção, Deus te abençoe, tchau tchau! Quando viajamos, costumamos encher a mala com muitas coisas, pensando que talvez possamos precisar delas.
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