Episódios de Paracatu Rural - Jornal do agronegócio

Alta da Soja e Demanda Recorde de Milho Agitam o Mercado - Janela de Ouro!

08 de julho de 202613min
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O mercado internacional de commodities agrícolas apresenta sinais de recuperação neste início de julho, impulsionado pela estabilização do setor energético e pelo retorno do foco aos fundamentos climáticos. Em Chicago, as cotações dos grãos refletem a preocupação com as condições térmicas extremas nos Estados Unidos, onde o pico de florescimento da safra de soja coincide com previsões de forte calor, elevando o risco de perda de qualidade das lavouras. No cenário nacional, o setor observa um fluxo acelerado de exportações e a reabertura de janelas para fechamentos estratégicos. Vlamir Brandalizze destaca a possibilidade de relações de troca buscando fertilizantes como possibilidade.O mercado do milho entra em uma fase decisiva com a atenção voltada para o cinturão produtor dos Estados Unidos, onde o calor extremo ameaça reduzir a safra americana em mais de 20 milhões de toneladas. Enquanto Chicago reage a essa possível quebra, no Brasil, o setor observa uma colheita em ritmo lento devido à alta umidade e gargalos logísticos no Mato Grosso. Apesar dos desafios internos, Vlamir Brandalizze destaca que no cenário internacional se abre um 'janelão' para as exportações brasileiras, impulsionado pela demanda recorde para ração e etanol. O Brasil consolida sua posição como um protagonista no mercado global de sorgo, assumindo o posto de segundo maior produtor mundial nesta safra. Enquanto a colheita avança em solo brasileiro com boas produtividades, o cenário nos Estados Unidos acende um sinal de alerta. Com uma redução significativa na área plantada e a qualidade das lavouras caindo para apenas 50% de classificação 'boa a excelente', a oferta americana deve sofrer uma quebra importante. Vlamir Brandalizze comenta como esse déficit internacional pode favorecer o sorgo brasileiro e quais as perspectivas para o fechamento desta temporada.

Participantes neste episódio2
S

Speaker B

HostJornalista
V

Vlamir Brandalizze

ComentaristaAnalista de mercado
Assuntos3
  • Oferta global de milhoCinturão produtor dos Estados Unidos · Calor extremo ameaça safra americana · Queda de produção de milho nos EUA · Demanda recorde de ração e etanol · Colheita lenta no Brasil
  • Safra de soja nos EUAMercado internacional de commodities agrícolas · Condições térmicas extremas nos Estados Unidos · Pico de florescimento da safra de soja · Risco de perda de qualidade das lavouras · Fluxo acelerado de exportações no Brasil
  • Mercado de SucupiraBrasil segundo maior produtor mundial · Redução na área plantada nos EUA · Queda na qualidade das lavouras americanas · Déficit internacional favorece sorgo brasileiro
Transcrição10 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
VBVlamir Brandalizze

Aô, Pan, boa tarde! Aproveite a alta da soja, o cavalinho ensilhado do mercado. Milho em alerta, janelão de exportação se abriu. Alerta na qualidade do sorgo americano que caiu para 50%. São os destaques de hoje com os comentários de Vlamir Brandalize neste 8 de julho de 2026. Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu Jornal do Agronegócio para Catu Rural. Mercado Agrícola. O mercado internacional de commodities agrícolas apresenta sinais de recuperação neste início de julho, impulsionado pela estabilização do setor energético e pelo retorno do foco aos fundamentos climáticos.

Em Chicago, as cotações dos grãos refletem a preocupação com as condições térmicas, extremas nos Estados Unidos, onde o pico de florescimento da safra de soja coincide com previsões de forte calor, elevando o risco de perda de qualidade das lavouras. No cenário nacional, o setor observa um fluxo acelerado de exportações e a reabertura de janelas para fechamentos estratégicos. Vlamir Brandalize, da Brandalize Consulting, destaca a possibilidade de relações de troca, buscando fertilizantes como possibilidade.

?Voz B

E começamos o comentário de hoje com o mercado internacional. Aparentemente uma calmaria ali no Golfo, né, principalmente lá no Irã. Estados Unidos ainda batendo forte em cima do Irã. Irã naquele funeral ali do líder maior, automaticamente o mercado de calmaria do petróleo perto dos $70 aí trabalhando. Com isso, mercado das agrícolas começando a dar sinais de melhora, um pouco mais atrativo na semana o mercado das agrícolas. Com isso, o mercado agora voltando aos fundamentos, fundamento climático, fundamento climático que trouxe apelo positivo aí nesse começo de julho e forte alta nos grãos aí do Chicago.

Então o mercado olhando o clima, olhando a seca extrema na Europa, a China voltou a comprar semana passada, embarques para a China foram os maiores nas últimas semanas. Então o ambiente é um pouco melhorado aí no mercado de Chicago. E com relação a— temos os dados do USDA aí da semana, né? Soja americana com 34% das áreas em florescimento. Semana passada era 19%, ano passado era 30%, e a média 28%. Segue adiantado, né? A safra foi plantada mais cedo, tá entrando no período de pico de necessidade de clima adequado, né?

Se tiver extremo de calor, como tem previsão para a próxima semana, de 36 a 40 graus, vamos ter abortamento de flores. Então tá entrando o pico do florescimento. O estado de Illinois, o maior produtor, 33% de florescimento, a média ali é 29%. Em Iowa, 37% de florescimento, a média é 31%. E a formação de vagem chegando a 9% dessa semana, frente a 4% da semana passada, 7% do ano passado e 6% da média. Também adiantado pela lógica do plantio mais cedo, né?

Illinois com 8% das lavouras em formação inicial de vagem, a média é 3%. Em Iowa, 3%, a média é 5%. Qualidade das lavouras em leve queda, saindo, começando a perder qualidade, né? O calor é nesse momento em 64% de lavouras boas, excelentes. A semana passada era 65% e o ano passado era 66%. Safra americana de soja começando a perder qualidade e agora o clima vai ganhando forças, né? O mercado conseguindo alavancar as posições de 2027 novamente na faixa dos $12 em diante.

Abriu janela para novos fechamentos. Quem faz posição de garantia futura aí baseado em Chicago, as posições voltaram a bons interesses. É cavalo ensilhado do momento. Historicamente, esse arranque de cotações aconteceria aí na semana do feriadão da Independência Americana, que foi a semana passada. Esse ano ele tá vindo uma semana depois, mas tá vindo e tá aí abrindo oportunidade. Mercado brasileiro de porto melhorou, mercado de balcão melhorando, níveis do produtor melhorando, e Barter alternativa importante para o produtor aí fazer os seus fechamentos.

E como estamos com a comercialização da safra Safra da soja, né, no momento 71% negociado. O ano passado era 71,5%, média 72%, leve atraso, não significativo. Com relação ao volume de soja disponível para ser negociado, ainda tem 52,2 milhões de toneladas de soja na mão do produtor. O ano passado tinha 48,8%, ou seja, temos uma safra da Argentina na mão do produtor ainda a ser negociada, e ele tá aproveitando aí para tentar valorizar esse grão e fazer negócios.

Esse é o quadro da safra atual. Safra nova, 26/27, tem 23% negociado, avançou a negociação principalmente via barter. O ano passado era 26,5% e a média é 27,5%. Ainda tem atraso grande com relação à comercialização de insumos para nova safra. Provavelmente a semana vai ser de bons volumes de negócio, produtor correndo atrás dos fechamentos, principalmente na linha do barter, que se torna atrativo aí para financiamento, porque os recursos oficiais aí tá meio complicado para o produtor conseguir ter acesso.

Com relação aos embarques aí, importante, né, soja sendo principal produto de internalização de dólares aí, com mais de 852 milhões de dólares em 3 dias úteis do mês de julho no complexo soja. Soja grão com mais de 1,5 milhão de toneladas embarcadas em 3 dias. O acumulado do ano da soja é 71,1 milhões de toneladas do grão, frente a 68 no ano passado. Farelo, 13,8 milhões de toneladas exportadas, embarcadas, frente a 12,3. Complexo soja, 86,2 milhões de toneladas embarcados em janeiro até agora, frente a 81,1% do ano passado nos dados da CCEX.

Então o embarque segue acelerado. Soja nesse começo de mês de julho trouxe R$4,4 bilhões em divisa. Então a soja bombando na exportação.

VBVlamir Brandalizze

Brandalize também comenta o mercado do sorgo, mas antes, o mercado do milho entra em uma fase decisiva com a atenção voltada para o cinturão produtor dos Estados Unidos. Onde o calor extremo ameaça reduzir a safra americana em mais de 20 milhões de toneladas. Enquanto Chicago reage a essa possível quebra, no Brasil, o setor observa uma colheita em ritmo lento devido à alta umidade e gargalos logísticos no Mato Grosso. Apesar dos desafios internos, Vlamir Brandalize, da Brandalize Consulting, destaca que o cenário internacional se abre com um janelão para exportações brasileiras, impulsionado pela demanda recorde de ração e etanol.

?Voz B

E vamos de milho. Mercado do milho também de olho lá no mercado internacional. Com relação ao milho, também teve um arranque importante na semana, cotações alavancando agora o julho aí, que já vai terminar o mês, com base de suporte acima de R$4,30. E as posições lá de julho 27 Voltando a trabalhar na faixa de R$4,80 aí de base de suporte. Mercado de olho aí tentando níveis maiores se o clima confirmar realmente o calor extremo lá nos Estados Unidos na próxima semana.

No momento aí, segundo o USDA, 16% do milho em florescimento. A semana passada era 9%, o ano passado era 17%, a média é 14%. O maior produtor de milho americano é Iowa, com 8% de florescimento, a média é 10%. Illinois, 17%, a média é 19%. Formando espigas está em 3%, sendo que o ano passado era 3%, a média é 2%. Safra foi plantada um pouco mais cedo no geral, então Tá evoluindo dentro das expectativas. Vamos ver agora como é que vai ser as próximas semanas com relação ao clima.

Com relação à qualidade na semana, o USDA mostrou aí que tem 67% de lavoura boa, excelente. A semana passada era 67% e o ano passado era 74%. Tá com qualidade inferior ao ano passado e plantou 1,5 milhão de hectares a menos. Então vamos ver aí como é que vai desenrolar o clima nas próximas 4 semanas, que começa a definir a safra. Tudo indica que vem uma queda de mais de 20 milhões de toneladas na produção americana do milho. Isso deve ajudar os mercados Principalmente em ano que tá quebrando muito a safra de milho lá da França, grande produtor europeu.

E automaticamente os europeus vão ter que importar mais milho, abre janelão aí pra milho. E no Brasil começamos a ganhar exportação, né? 3 dias úteis do mês de julho, 120,3 mil toneladas embarcadas. O acumulado de janeiro até agora, 8,1 milhões de toneladas. O ano passado, 6,6. Esse é o quadro do milho na exportação. Mercado interno do milho, de olho na colheita, né? Colheita deve começar a ganhar ritmo, tá atrasada a colheita do milho.

A nível do Brasil, devido aí a alta umidade do grão, tá demorando para perder umidade. No Mato Grosso, a dificuldade de conseguir caminhão para puxar o grão das lavouras para os armazéns, e o ritmo da colheita é um dos mais lentos aí dos últimos 10 anos. E muito milho ainda vai chegar, então o mercado interno esperando pelo milho. Melhora nos portos aí com essa reação de Chicago, os portos variando de R$63 a R$65, posições de agosto em diante.

Melhorou os níveis nos portos, mas ainda não tem corrida de vendas, produtores esperando mais pelo milho nesse momento. Então esse é o quadro nosso amigo milho, que vai batendo o recorde de demanda interna no setor da ração e de etanol. Com certeza ambos aí com recorde nesse ano também puxando a demanda.

VBVlamir Brandalizze

O Brasil consolida a sua posição como protagonista no mercado global do sorgo, assumindo o posto de segundo maior produtor mundial nesta safra. Enquanto a colheita avança em solo brasileiro com boas produtividades, o cenário nos Estados Unidos acende o sinal de alerta. Com uma redução significativa na área plantada e a qualidade das lavouras caindo para apenas 50% de classificação boa a excelente, a oferta americana deve sofrer uma quebra importante.

O consultor Vlami Brandalizzi comenta como esse déficit internacional pode favorecer o sorgo brasileiro e quais são as perspectivas para o fechamento desta temporada.

?Voz B

E o parceiro do milho, não podemos esquecer. Agora o Brasil se tornando um player importante no sorgo. Brasil provavelmente é o segundo produtor mundial já nessa safra, com o sorgo brasileiro em colheita também, boas produtividades, o sorgo veio bem. Mas vamos olhar, é o principal produtor e exportador mundial, que é os Estados Unidos. O plantio do sorgo americano em 97%, a média ali é 96%. O Kansas, o maior produtor de sorgo nos Estados Unidos, com 94% plantado, lá a média é 94%.

Texas, que é o segundo produtor, com 100% plantado. O local normalmente é 96%, a média, formando o cacho do sorgo nos Estados Unidos em 25%, sendo que a média histórica é 22%. Qualidade do sorgo não é boa, porque ele tá com 50% de boa excelente. A semana passada era 52%, o ano passado era 67%. O normal seria acima de 60%. Então, safra de sorgo, além de ter queda de área, ele tá com qualidade ruim. Então, sorgo provavelmente que esteve com 11,1 milhões de toneladas produzidas no ano passado, colhido nos Estados Unidos.

Esse ano, pelo ritmo que tá indo, deve colher menos de 9, porque sai de 2,4 milhões de hectares colhidos o ano passado para 2,1, talvez até menos. E automaticamente menos sorgo exportável aí nos Estados Unidos nessa nova temporada. Então esse é o quadro Amigo Sorgo.

VBVlamir Brandalizze

Vlami Brandalize também comenta o mercado do feijão, do arroz e do trigo hoje às 18:30 no nosso canal YouTube, às 19:30 ele volta com Mercado do Boi, Frango e Suíno, Mercado do Boi também com Moacir Naves e ainda o Mercado do Leite. Seja membro do canal Paracatu Rural, inscreva-se e marque o sininho para receber notificações. Deus te abençoe, até mais! Quando viajamos, costumamos encher a mala com muitas coisas pensando que talvez possamos precisar delas.

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?Voz B

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VBVlamir Brandalizze

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?Voz B

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