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Feijão tomando lugar do milho? Pior Safra de Trigo vai impactar o Brasil!

08 de julho de 202610min
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O mercado global de trigo acende um sinal de alerta com a confirmação de uma das piores safras dos Estados Unidos nos últimos 20 anos e incertezas crescentes sobre a produção na Rússia e na Europa. Enquanto Chicago reage a esse cenário de escassez, o Brasil enfrenta um desafio interno: com uma queda de até 35% na área plantada, o país precisará importar mais de 7 milhões de toneladas para suprir a demanda dos moinhos. Vlamir Brandalizze detalha porque o mercado está travado no Brasil e o que o produtor deve esperar dessa combinação de quebras históricas e baixa liquidez.O mercado do arroz no Rio Grande do Sul inicia o mês de julho com uma movimentação estratégica: após semanas de cautela, as indústrias voltam às compras buscando lotes de alta qualidade. Com foco no arroz de padrão superior na Fronteira Oeste e cotações diferenciadas na região litorânea, o setor produtivo começa a ver uma nova dinâmica de preços. Vlamir Brandalizze avalia essa retomada da demanda industrial e como o arroz brasileiro se mantém competitivo, sendo considerado um dos mais acessíveis do mundo pela qualidade que entrega ao consumidor final.O mercado de feijão entra em uma fase de transição importante com o encerramento das colheitas no campo e a redução da oferta de grãos de alta qualidade. Com o feijão carioca nota 9 superando a casa dos 400 reais a saca e o varejo voltando às compras para reposição de estoque, o cenário é de valorização para os produtores que ainda detêm produto nobre. Vlamir Brandalizze avalia o iminente 'vazio de oferta' do feijão preto e como as cotações atuais, mais atrativas que as do milho e da soja, podem impulsionar o aumento da área plantada na próxima safra.

Participantes neste episódio1
V

Vlamir Brandalizze

ComentaristaAnalista de mercado
Assuntos3
  • O Broto do TrigoPiores safras nos EUA em 20 anos · Incertezas na Rússia e Europa · Queda na área plantada no Brasil · Necessidade de importação pelo Brasil
  • Razões para queda no consumo de feijãoEncerramento das colheitas · Redução da oferta de grãos de alta qualidade · Feijão carioca nota 9 acima de R$400 · Vazio de oferta de feijão preto · Cotações atrativas frente a milho e soja
  • Mercado de arrozRetomada das compras industriais · Foco em arroz de padrão superior · Competitividade do arroz brasileiro
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VBVlamir Brandalizze

AÔ BÃO! Feijão venceu milho, trigo em alerta, arroz reagindo são os temas do comentário de Vlamir Brandalize. Está começando com a graça do nosso bom Deus, seu Jornal do Agronegócio para a Catu Rural neste 8 de julho de 2026. Mercado Agrícola. O mercado global do trigo acende um sinal de alerta com a confirmação de uma das piores safras dos Estados Unidos nos últimos 20 anos e incertezas crescentes sobre a produção na Rússia e na Europa.

Enquanto Chicago reage a esse cenário de escassez, o Brasil enfrenta um desafio interno. Com a queda de até 35% na área plantada, o país precisará importar mais de 7 milhões de toneladas para suprir a demanda dos moinhos. O consultor Vlamir Brandalizzi detalha porque o mercado está travado no Brasil e o que o produtor deve esperar dessa combinação de quebras históricas e baixa liquidez.

VBVlamir Brandalizze

E vamos de trigo, né? Mercado do trigo lá no mercado americano de Chicago também pegando carona, né? Trigo na Europa com problema, trigo na Rússia também tem problemas. Os russos estão escondendo o leite, mas há um indicativo que a safra não é boa, né? O inverno foi muito longo, trigo perdeu potencial, e agora mostra uma safra provavelmente menor, menor potencial exportável. Mercado do sorgo, do trigo aí conseguindo suporte no julho acima de 6, e os níveis de 2027, tentando trabalhar aí na faixa dos níveis de R$6,50 em diante.

Mercado do trigo também teve uma melhora na semana. E aqui no Brasil, trigo plantado aí foi uma safra menor. Ainda tem dúvida sobre o tamanho, né? Produtores apontam de 20 a 35% de queda na área. E agora vamos ver os números finais. Provavelmente vão ser uma safra pequena de trigo em função da queda forte na área. Provavelmente vão ficar aí perto de 6 milhões de toneladas frente a quase 8 do último ano, em função de queda forte de área.

E vamos ter que importar mais de 7 milhões NLZ para atender a demanda. Então vamos ter que importar trigo nesta nova temporada 26/27. É isso que tá mostrando, né? Então esse é o quadro, porque lá no mercado internacional o trigo tende a se valorizar, né? A safra de trigo americana aí é a principal safra, trigo de inverno com 59% colhido. A média histórica é 51%. O trigo morreu mais cedo, por isso que tá colhendo mais cedo. Com relação à qualidade da lavoura, é uma das piores em 20 anos, com apenas 26% de lavoura boa excelente.

O ano passado tinha 48%, já não era uma safra boa de trigo americano. Então o quadro americano do trigo não é nada bom. É isso que mostra aí a condição da safra dos Estados Unidos, com lastro para a questão principal aí, que é o trigo exportável deve ter volumes menores nessa temporada. E no Brasil começou julho com 92.600 toneladas importadas em 3 dias úteis. O ano passado foram 616.200 no mês de julho, e o acumulado de janeiro até agora é 3,4 milhões de toneladas, e o ano passado era 3,3.

Segue importando forte aí também o trigo para atender a demanda interna, que segundo setor industrial do trigo. Vamos ter um aumento de demanda de trigo nesse ano aí, é o que apontam os moinhos. É isso aí, esse é o quadro do trigo, que agora espera que a safra evolua aí no mercado brasileiro. Os negócios com o trigo no mercado brasileiro seguem lentos aí, os produtores apontando que tá com pouca liquidez, moinhos apontam que compram na mão para boca, né?

Então não tem muita mudança nas cotações. Mercado gaúcho aí de R$1.320, ao redor disso, R$1.330. Paranaense R$1.360, R$1.370. As cotações não têm mudado muito nos balcões, R$69 a R$71 os indicativos do trigo. Sem grandes novidades no amigo trigo.

VBVlamir Brandalizze

Brandalize comenta sobre a oportunidade para o setor do feijão, mas vamos falar do amigo dele primeiro. O mercado do arroz no Rio Grande do Sul inicia o mês de julho com uma movimentação estratégica após semanas de cautela. As indústrias voltam às compras, buscando lotes de alta qualidade. Com foco no arroz de padrão superior na fronteira oeste e cotações diferenciadas na região litorânea, o setor produtivo começa a ver uma nova dinâmica de preços.

O consultor Vlami Brandalize avalia essa retomada da demanda industrial e como o arroz brasileiro se mantém competitivo, sendo considerado um dos mais acessíveis do planeta, pela qualidade que entrega ao consumidor final.

VBVlamir Brandalizze

E vamos de mercado de arroz. Mercado de arroz aí no Rio Grande do Sul, aparentemente as indústrias agora nesse começo de julho começando a voltar a comprar, estavam meio paradas aí nas últimas 2, 3 semanas. Mercado gaúcho do arroz ali mostrando a região da fronteira oeste, agora a indústria voltando e querendo arroz com 60 de inteiro ou mais e pagando R$60 ali na fronteira oeste. O arroz comercial, 58 inteiro na faixa de 59 ali, indicando nominalmente.

Arroz Papparbo com indicativos de R$55 a R$56 ali na fronteira oeste, e nas demais regiões de R$3 a R$6 melhor, pagando pro arroz em casca na faixa litorânea. Mercado de varejo aí com arroz começando as promoções básicas mínimas aí de R$12,98. A maioria dos estados começa com R$13,98 a R$17,98 o arroz comercial. E arroz nobre nas gôndolas promocionais vão de R$22,98 a R$25, R$26, e as marcas nobres de gôndola normal de R$27 a R$32 pelo pacote de 5 kg.

Continua sendo o arroz mais barato do planeta aqui no varejo brasileiro pela qualidade que o arroz chega ao consumidor. Mercado da Ásia aí, um pouco de calmaria ali no mercado da Tailândia em função que teve valorização do dólar frente à moeda local, né, ao baht. Isso deu um acomodado no mercado do arroz, que segue aí com boa demanda em semana de calmaria, vamos dizer assim, no mercado asiático, que agora espera que vamos ter mais demanda e mercado com produção menor que o consumo do arroz mundial. É a própria USDA que aponta isso também. Então esse é o quadro Amigo Arroz.

VBVlamir Brandalizze

O mercado do feijão entra em uma fase de transição importante com o encerramento das colheitas no campo e a redução da oferta de grãos de alta qualidade. Com o feijão carioca nota 9 superando a casa dos R$400 a saca e o varejo voltando às compras para reposição de estoque, o cenário é de valorização para os produtores que ainda detêm produto nobre. Vlami Brandalize, da Brandalize Consulting, avalia o iminente vazio de oferta do feijão preto e como as cotações atuais, mais atrativas que as do milho e da soja, podem impulsionar o aumento da área plantada na próxima safra.

VBVlamir Brandalizze

E vamos no mercado de feijão. Feijão já dando sinais aí que as colheitas estão fechando. Não vai sobrando muito feijão nos campos. E feijão nobre, isso tá dando cotações, né? Feijão nobre acima de R$400 a saca, feijão na linha do nota 9 em diante, pouca oferta, mercado devendo voltar as compras nesses próximos dias, né, para reposição do varejo. Feijão comercial nota 8, 8,5, na faixa aí começando na base de R$290, R$330, R$340, alguns comentários de R$350, o feijão carioca comercial 8,5.

E feijão 7, 7,5, indicativos aí de R$210 a R$220. Esse caiu bastante cotação porque teve uma oferta maior desse produto em função de geadas, em função de chuvas, feijão de menor qualidade, principalmente feijão que vai muito para cesta básica, feijão mais industrial, de valor menor aí ao produtor. Voltando a ter um pouco de demanda também, devendo voltar um pouco de demanda no próximo dia. Feijão preto Aparentemente trabalhando na estabilidade, com leve viés de alta, se a gente olhar, porque terminando as colheitas agora vamos ter um vazio de oferta de feijão preto, principalmente, que volta a ter oferta mais no fim do ano.

E dependendo do clima, principalmente, né, pelos plantios aqui de Santa Catarina, Paraná, que vai depender se o inverno for duro ou não, porque pode ter geadas e atrapalhar a vida do produtor para plantar aí já no final de agosto, setembro. Que normalmente começam os plantios. Por enquanto, o mercado de feijão variando de R$190 a R$210 a saca, sem grandes novidades nas cotações, esperando demanda, né, esperando o consumidor aí para levar mais feijão para casa, né.

Então esse é o quadro do amigo feijão, que ainda tem dúvidas sobre o tamanho da nova safra que vem pela frente. Produtor segue na dúvida. Tudo indica que a primeira safra de feijão deve ter um crescimento diário em função das cotações, que estão boas, né. As cotações estão boas frente a milho e soja, que mostram cotações aí mais apertadas aí para o produtor.

VBVlamir Brandalizze

Vlami Brandalize comenta o mercado do boi, frango e suíno. Moacir Naves, o mercado pecuário bovino. E a gente também tem informações do mercado do leite daqui a pouco, às 19:30, aqui no seu canal YouTube. Seja membro do canal, contribua com o nosso trabalho, inscreva-se, marque o sininho para receber notificações. Muito obrigado, Deus te abençoe, tchau tchau! Quando viajamos, costumamos encher a mala com muitas coisas, pensando que talvez possamos precisar delas.

Na vida, nós fazemos o mesmo. Carregamos lembranças, mágoas, vícios, decepções e pesos antigos que já deveriam ter ficado pelo caminho. Com o tempo, essa bagagem se torna pesada e dificulta a nossa caminhada. Mas quando nós aceitamos Jesus Cristo, Ele nos convida a entregar tudo aquilo que nos sobrecarrega. Ele cuida dos nossos fardos. Ele nos liberta do passado e nos ensina a seguir com leveza. Por isso, deixe Deus levar a sua bagagem. Não carregue o velho com você. Deus te abençoe. Tchau, tchau.

?Voz C

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