Preço do boi deve disparar! Preço do leite internacional despenca!
O mês de julho começa com um desempenho avassalador para a proteína animal brasileira no mercado externo. Com o setor de carnes batendo a marca de 500 milhões de dólares em divisas em apenas três dias, o Brasil consolida recordes históricos não apenas no boi, mas também nos segmentos de frango e suínos. Com embarques diários que superam as expectativas, o acumulado do ano já projeta um 2026 de marcas inéditas. Vlamir Brandalizze faz um balanço completo sobre o fluxo de exportações e o impacto desse volume financeiro para o produtor e para o mercado nacional.Vlamir Brandalizze comenta o motivo de a China manter o apetite pela proteína brasileira e como o setor caminha para fechar o ano com recordes absolutos de volume e faturamento, pois não há alternativas viáveis na Austrália ou nos Estados Unidos.A pecuária brasileira vive um momento histórico no comércio exterior, com embarques que já somam quase 100 milhões de dólares em divisas por dia apenas neste início de julho. Enquanto o mercado interno trabalha com uma arroba acomodada, a força das exportações de carne bovina e de frango atinge níveis sem precedentes. O leiloeiro Moacir Naves comenta a valorização da reposição, a escassez de garrotes no mercado e como a estratégia do pecuarista está segurando os preços da arroba frente à pressão dos frigoríficos. O mercado de reposição de gado de corte entra em julho com oferta restrita e preços em alta. Com o fim da temporada de apartação e o início da seca, o bezerro Nelore já atinge a casa dos 16 reais o quilo vivo nos leilões do Sudeste e Centro-Oeste. A forte queda registrada no leilão de número 407 da Global Dairy Trade (GDT), principal referência internacional para os preços de lácteos, reforça o cenário de pressão sobre o mercado mundial e acende um alerta para os produtores e indústrias do setor. O recuo nas cotações dos principais derivados do leite reflete a combinação entre oferta elevada e demanda internacional mais fraca, ampliando as expectativas de manutenção dos preços em níveis mais baixos nos próximos meses e influenciando também as perspectivas para o mercado brasileiro.O levantamento é feito pelo portal “Milkpoint”.
Moacir Naves
Rafael Mendonça
Vlamir Brandalizze
- Associação Brasileira de Proteína Animal· NegociosExportações de carne bovina · Exportações de frango · Exportações de suínos · China
- Importação recorde de leite no BrasilQueda no GDT Price Index · Leite em pó integral · Leite em pó desnatado · Manteiga · Nova Zelândia
- Mercado de reposição bovinaValorização do bezerro Nelore · Escassez de garrotes · Estratégia do pecuarista · Preço do quilo vivo
- Custos de produção de leiteValorização do real · Competitividade de importados · Pressão sobre cotações domésticas
Ah, opa, boa noite! Hoje a gente tem informações do mercado do leite para você. O Moacir Naves fala do mercado pecuário com destaque para o bezerro. E ainda tem o Vlamir Brandalize com as informações do mercado do boi, frango e suíno. Hoje é 8 de julho de 2026. Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu Jornal do Agronegócio para Catu Rural.
Mercado pecuário.
O mês de julho começa com um desempenho avassalador para a proteína animal brasileira no mercado externo. Com o setor de carnes batendo a marca de US$500 milhões em divisas em apenas 3 dias, o Brasil consolida recordes históricos não apenas no boi, mas também nos segmentos de frango e suínos. Com embarques diários que superam as expectativas, o acumulado do ano já projeta um 2026 de marcas inéditas. Vlami Brandalize, da Brandalize Consulting, faz um balanço completo sobre o fluxo de exportações e o impacto desse volume financeiro para o produtor e para o mercado nacional.
E vamos de frangos. Mercado de frango também forte na exportação, tá com 75,3 mil toneladas embarcadas em 3 dias de julho. O mês de julho todo, ano passado, 375,5 mil toneladas. Ou seja, no ritmo que estamos indo, vamos para mais de 450 mil toneladas e histórico para julho, tudo indicando que caminha para esse rumo também o frango. O acumulado do ano do frango é 2.792.000 toneladas, de janeiro até agora, recorde histórico, como é recorde histórico do boi, né?
O acumulado do ano passado, 2.495.000, segue forte. O frango também trouxe um bom volume de recurso em 3 dias, 152,2 milhões de dólares em divisas, mais de 50 milhões por dia. E vamos de suíno. Suíno também começou o mês bem, 20,6 milhões de toneladas embarcadas, 20,6 mil toneladas embarcadas nesse começo de julho. O julho todo ano passado foram 112,8. O acumulado do ano do suíno, 705,1 mil toneladas. O ano passado, 660 mil. Segue um recorde histórico no suíno também na exportação.
Suíno nesses 3 dias úteis trouxe 52,6 milhões de dólares em divisas. Setor da carne aí praticamente já batendo a porta dos 500 milhões de dólares. Setor da carne, 2,6 bilhões de reais em divisas. Setor da soja, setor do milho e setor da carne trouxe R$7,2 bilhões em divisas em 3 dias úteis. Isso não é uma bagatela simples, é R$2,4 bilhões por dia. Esse é o agro aí que a turma joga pedra, né, e a gente tem que carregar nas costas.
Esse aí é o amigo produtor, é o setor agrícola que mais cria empregos, que mais traz divisas, e é o melhor setor do mundo é o agro brasileiro, meus amigos, e agora é bombando a exportação. Esse é o quadro aí que estamos vendo nesse momento, né?
Já já eu trago Moacir Naves falando do mercado bovino, porque o Vlamir Brandalize comenta o motivo de a China manter o apetite pela proteína brasileira e como o setor caminha para fechar o ano com recordes absolutos de volume e faturamento, pois Não há alternativas viáveis na Austrália e nos Estados Unidos. A pecuária brasileira vive um momento histórico no comércio exterior, com embarques que já somam quase 100 milhões de dólares em divisas por dia apenas neste início de julho.
Enquanto o mercado interno trabalha com uma arroba acomodada, a força das exportações de carne bovina e de frango atinge níveis sem precedentes.
Mercado boi segue bombando na exportação ainda, mercado mais acomodado, R$320, R$325, R$326 indicativo nominal, até R$330 no boi no mercado paulista, né, a rouba, com leve viés de baixa aí no momento em função da dúvida com relação ao final da cota de exportação de carne bovina para China. A grande questão é que não tem de onde eles comprarem, e aonde eles forem buscar carne bovina, eles vão pegar valores maiores. Carne bovina americana, que também não tem oferta da carne sobrando, é valor maior que a brasileira.
Australiana é maior que a brasileira. Ou seja, não tem muita alternativa, tem que esticar e aumentar a cota para continuar comprando carne brasileira mais barata. Provavelmente é isso que eles vão fazer para atender a demanda crescente de carne que tá acontecendo na China. A CCEC divulgou aí os primeiros 3 dias úteis do mês de julho, com a carne bovina embarcando 45,2 mil toneladas. Embarque forte, né, na faixa de 15 mil toneladas diárias, dia útil.
O ano de julho de 2025 teve um total do mês de 276,9 mil toneladas, um volume médio muito abaixo do que está embarcando no momento. E o acumulado de janeiro até agora na carne bovina está com 1.540.004 toneladas embarcadas. O ano passado tinha 1.350.000. Nesses primeiros 3 dias úteis, o boi já trouxe aí quase 290 milhões de dólares em divisas. É quase 100 milhões de dólares por dia na carne bovina.
Mercado Pecuário com Moacir Naves.
Antes da gente falar do mercado do leite, o leiloeiro Moacir Naves comenta a valorização da reposição, a escassez de garrotes no mercado e como a estratégia do pecuarista está segurando os preços da rouba frente à pressão dos frigoríficos. O mercado de reposição de gado de corte entra em julho com oferta restrita e preços em alta. Com o fim da temporada de apartação e o início da seca, o bezerro Nelore já atinge a casa dos R$16 o quilo vivo nos leilões do Sudeste e Centro-Oeste brasileiros.
Olá, amigo pecuarista, muito bom dia! Sejam bem-vindos a mais um relato semanal aqui no Diário Paracatu Rural. Estamos aqui para trazer um pouco mais da informação, como anda a nossa pecuária de gado de corte, noroeste, norte de Minas Gerais, a região sul do estado do Goiás, oeste da Bahia, aí andando nesse mundão todo aqui fazendo os leilões de gado de corte e trazendo para você as informações, como anda nosso mercado brasileiro.
Bom, Vamos direto ao assunto já essa semana. Essa semana nós tivemos aí a oportunidade de fazer vários leilões e a tendência do mercado diminuiu um pouco mais as ofertas, porque o grosso da reposição já foi vendido, essa mercadoria já foi colocada para fora. A gente entra no momento agora de início de seca, onde começa a ter uma nova estratégia de engorda dos animais dentro da fazenda. E a reposição fica um pouco mais difícil.
E quem tem animais ainda de qualidade tá ainda tendo uma oportunidade muito boa que eu vi agora nesses últimos dias dos leilões, onde um aumento um pouco maior no preço do bezerro Nelore, um preço da bezerra Nelore também um pouco mais salgado. Então o mercado começou a ter alguns valores aí que realmente foi impressionante durante esses últimos dias. Nessa última semana nós fizemos uma análise geral aqui dos leilões e o bezerro Nelore aí na categoria de 5,5 arrobas, 5 arrobas, 5,5 arrobas, esse mercado ficou um pouco mais salgado do que era antes, né?
Ficava aí na casa dos seus R$14,50, bezerro extra na casa de R$15. E agora esses dias uma bezerrada não tão extra, o mercado já começou a bater aí a casa dos seus R$16 o quilo vivo. Então os machos já começou a ter uma reposição um pouco maior e aumento de preço. Essa procura vem porque diminuiu a oferta e a escassez é um pouco maior, é uma procura um pouco mais aguçada e realmente faz com que esses preços elevam um pouco mais.
Mas me surpreendeu bastante também durante essa semana foi o preço da bezerrinha Nelore. Bezerrinha Nelore, nós no último, nos últimos dias aí, nos últimos leilões que nós fizemos da quinta-feira passada para cá, nós tivemos bezerra aí que foi vendido a mais de R$13 o quilo vivo. Bezerra extra Nelore boa, novinha, 5 arrobas. Então o mercado realmente tem colocado alguns preços um pouco mais salgado, principalmente para esse gado novo.
De apartação. Basicamente, no final de um momento de apartação, eleva-se os preços, com certeza um pouco mais de procura. Isso também dá um alerta que a gente tá diminuindo a quantidade de animais ofertados no mercado interno, nosso Brasil. Bom, passa-se as categorias entre bezerro de 7 arrobas a 8 arrobas, esse mercado volta para trás na casa dos seus R$12,50, alguma coisa R$12,80. A novilha também, ela passa aí dos seus R$10 também na casa de 7 arrobas para frente, 7, 8 arrobas para frente, ela passa dos seus R$10 caminhando aí até chegar a R$11,50 para mercadoria extra.
Eu tive uma oportunidade nesses últimos dias agora de leiloar alguns gados diferenciados, uma vacada magra, que eu achei um mercado muito interessante, que foi um mercado aí na casa dos seus R$9 o quilo vivo, R$8,80, R$9 o quilo vivo baseando aí na casa dos seus R$265 até R$270 numa vacada magra. Foi uma oportunidade muito boa para o comprador que estava no momento atento aos leilões e teve a oportunidade de comprar com preço acessível uma vacada dessa, desse naipe.
Mas uma oferta que tá sumida e muitas das vezes já tinha muita procura durante esses últimos dias foi a do garrote 12 arrobas. Muita procura, porém muito pouca oferta na nossa mão, principalmente nos nossos leilões. Mercado agora começa a diminuir, enxugar um pouco mais a quantidade de animais ofertado nos leilões. Basicamente a gente vê isso mostrando no dia a dia, e o mercado com certeza começa a ter uma valorização. Parabenizar os nossos produtores rurais que têm ofertado para os frigoríficos a quantidade necessária, regrando um pouco mais, fazendo com que se alonga mais o preço do boi gordo.
E automaticamente o preço do boi gordo atingindo esses valores, continuando com os valores que ele tem, o mercado não despenca. Mas com certeza existe uma pressão muito forte da parte dos frigoríficos falando a respeito de cota China e tudo mais, que vai parar aí os negócios todo. Mas nós temos um segundo mercado, que é o mercado dos Estados Unidos, vários outros mercados no mundo inteiro, e nós podemos colocar essa carne que tá sendo ofertada.
Até mesmo produtor rural agora faz aquela balanceada para não ofertar tanto assim no mercado, e o mercado ficar um pouco mais com muita oferta, e tendo aí que cair um pouco mais o preço do mercado do boi gordo. Afeta toda a nossa cadeia. De reposição. E eu acredito que o mercado tá firme e forte para a gente tá fazendo bons negócios agora para frente. Acompanhe nossos leilões de gado de corte todos os dias, basicamente durante a semana, a partir das 19 horas, 18 horas, através do canal MCN no YouTube.
Você acompanha e faz bons negócios conosco. Gente, um forte abraço essa semana, vamos ficando por aqui. A gente se encontra na semana que vem. Tchau, tchau!
Mercado do Leite.
A forte queda registrada no leilão de número 407 da Global Dairy Trade, GDT, principal referência internacional para os preços de lácteos, reforça o cenário de pressão sobre o mercado mundial e acende um alerta para os produtores e indústrias do setor. O recuo nas cotações dos principais derivados do leite reflete a combinação entre oferta elevada e demanda internacional mais fraca, ampliando as expectativas de manutenção dos preços em níveis mais baixos nos próximos meses, influenciando também as perspectivas para o mercado brasileiro.
O levantamento é feito pelo portal MilkPoint e Rafael Mendonça traz mais detalhes direto da redação.
O leilão 407 da Global Dairy Trade registrou queda de 4,9% no GDT Price Index, com preço médio de US$3.793 por tonelada. O resultado foi marcado por reajustes mais acentuados em diversas categorias e reforça um ambiente internacional mais pressionado para os preços dos lácteos no curto prazo. Nos leites em pó, o movimento foi de reajuste. O leite em pó integral recuou 4,4%, sendo negociado a US$3.425 por tonelada, enquanto o leite em pó desnatado apresentou queda ainda mais intensa, de 7%, atingindo US$3.135 por tonelada.
O comportamento reforça a perda de sustentação do segmento em meio ao avanço sazonal da oferta no mercado internacional. Entre queijos e manteiga, o movimento foi distinto. A mussarela avançou 3,8%, já o cheddar registrou queda acentuada de 12,3%. 3%, a maior retração entre os produtos negociados. A manteiga foi negociada a US$5.336 por tonelada, com recuo de 5%, enquanto a gordura nidra do leite caiu 3,9%. O volume negociado totalizou 26.316 toneladas, aumento de 103% em relação ao leilão anterior.
O avanço está relacionado à entrada sazonal da safra de leite da Nova Zelândia, que amplia a disponibilidade quantidade de produtos no mercado internacional. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume também apresentou alta de 2,4%. O aumento expressivo da oferta, combinado à queda do índice dos preços de importantes categorias, indica que o mercado passa a absorver uma maior disponibilidade de produtos, com compradores mantendo uma postura mais cautelosa nas negociações.
Na Nova Zelândia, o mercado futuro do leite em pó integral segue indicando o ajuste nas expectativas para os próximos meses, os contratos apresentam maior estabilidade, porém em patamares inferiores aos observados anteriormente, refletindo a expectativa de maior oferta com o avanço da safra na Nova Zelândia e na Austrália. Esse cenário tende a limitar movimentos mais consistentes de recuperação no curto prazo, uma vez que a maior disponibilidade de leite e derivados amplia a pressão sobre as cotações.
Ainda assim, a evolução da demanda internacional será determinante para definir a intensidade desse ao longo dos próximos leilões. O resultado do GDT-407 reforça o ambiente internacional mais pressionado para os preços dos lácteos, especialmente nos leites em pó. Esse movimento tende a reduzir a sustentação externa para o mercado brasileiro e pode ampliar a competitividade dos produtos importados. No Brasil, leite em pó integral já vem acompanhando parcialmente o comportamento internacional, com reajustes negativos na última semana.
Apesar dessa influência, a formação dos preços no mercado doméstico segue condicionada a fatores internos, como demanda, estoques, disponibilidade de matéria-prima e dinâmica de negociação entre indústria e varejo. O câmbio permanece como uma variável importante na transmissão desse cenário. Caso o real se valorize, a queda dos preços internacionais pode favorecer ainda mais a entrada de produtos importados, reforçando a pressão sobre as cotações domésticas.
Desta forma, o mercado brasileiro deve permanecer atento à evolução na safra da Oceania, e aos próximos resultados do GDT, além do comportamento das importações. Direto da redação, Rafael Mendonça.
Confira todos os dias no nosso canal YouTube Paracatu Rural, às 17:30, 18:30, às 19:30, novos conteúdos para você. Muito obrigado pela sua atenção. Inscreva-se, marque o sininho para receber notificações, seja membro do nosso canal. Deus te abençoe, tchau tchau! Quando viajamos, costumamos encher a mala com muitas coisas, pensando que talvez possamos precisar delas. Na vida, nós fazemos o mesmo. Carregamos lembranças, mágoas, vícios, decepções e pesos antigos que já deveriam ter ficado pelo caminho.
Com o tempo, essa bagagem se torna pesada e dificulta a nossa caminhada. Mas quando nós aceitamos Jesus Cristo, Ele nos convida a entregar tudo aquilo que nos sobrecarrega. Ele cuida dos nossos fardos. Ele nos liberta do passado e nos ensina a seguir com leveza. Por isso, deixe Deus levar a sua bagagem. Não carregue o velho com você. Deus te abençoe. Tchau, tchau. Acorda de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar.
Vem com a gente em toda a região com o seu programa Paracatu Rural.
Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação.
Programa Paracatu Rural, programa Paracatu Rural.