Episódios de Paracatu Rural - Jornal do agronegócio

Paracatu Rural - 04-07-26 Completo - T12 Ep 30 - Boa Vista FM

07 de julho de 20261h
0:00 / 1:00:22

● Nova lei em Minas beneficia produtores de leitecom mudanças no ICMS e na energia renovável

● Empresas do agro e da pesca poderão serincluídos em créditos de R$ 15 bi

● Câmara aprova aumento do prazo de proteção dedireitos sobre plantas desenvolvidas geneticamente

● Produtores ganham mais prazo para atender exigências ambientais no crédito rural

● Medida provisória reduz benefícios fiscais sobrecacau importado

● Hoje é dia de Agronomia em Campo! ProfessorFabrício Andrade nos fala sobre doenças em galinhas!

● E no minutohortifruti: Existe porta-enxerto resistente ao greening?

Apresentação Francys de Oliveira (38)991810123

Participantes neste episódio4
F

Francys de Oliveira

Host
E

Eduardo Girardi

ConvidadoPesquisador
F

Fabrício Andrade

ConvidadoEngenheiro agrônomo
O

Olavo Bianchi

ConvidadoEngenheiro agrônomo
Assuntos8
  • Controle do Greening dos CitrosGreening · Fundecitrus · Embrapa · Citricultura · Manejo de pragas
  • Observação de AvesInfluenza aviária · Doença de Newcastle · Bronquite infecciosa · Doença de Marek · Vacinação
  • Crédito RuralPRODES · Cadastro Ambiental Rural (CAR) · Desmatamento
  • Custos de produção de leiteICMS · Energia renovável · Mateus Simões
  • Proteção de direitos sobre plantasCultivares · Propriedade intelectual · Pequenos produtores
  • Direitos de defesa processualAnvisa · Ibama · Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) · Segurança jurídica
  • Exportações GlobaisPlano Brasil Soberano · Agropecuária · Pesca e aquicultura · BNDES
  • Redução de Benefícios TributáriosDrawback · Indústria de chocolate · Produção nacional
Transcrição98 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Acordo de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar. Vem com a gente em toda a região com o seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação. Programa Paracatu Rural, programa Paracatu AÔ, bom dia! Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu Paracatu Rural. Bom dia, homem, mulher, criança e adolescente do campo e da cidade! Para quem tá trabalhando, descansando, passeando, viajando, bom dia!

Bom dia também aos moradores das cidades vizinhas a Paracatu, para você que nos acompanha pela internet, para quem tá tirando leite, cuidando dos animais, tá na máquina agrícola, na estrada, na rodovia, em casa, no carro, no trabalho, comerciante, servidor público, autônomo, profissional liberal, dona de casa e aposentado. Hoje é sábado 4 de julho de 2026. Amanhã é Dia Municipal do Pão de Queijo. Bom dia! Vamos comemorar esse final de semana comendo aquele pãozinho de queijo com cafezinho.

Que que é isso, hein? Bom dia! Destaques do dia: nova lei em Minas Gerais beneficia produtores de leite com Mudanças no ICMS e na energia renovável. Empresas do agro e da pesca poderão ser incluídas em créditos de R$15 bilhões. Câmara aprova aumento de prazo de proteção de direitos sobre plantas desenvolvidas geneticamente. Produtores ganham mais prazo para atender exigências ambientais no crédito rural. Medida provisória reduz benefícios fiscais sobre o cacau importado.

Hoje também tem Agronomia em Campo com o professor Fabrício Andrade, falando sobre doenças no galinheiro. E ainda no Minuto Hortifruti: existe porta-enxerto resistente ao greening? Tem também cotações e previsão do tempo.

FDFrancys de Oliveira

Cotações.

?Voz A

Vamos conferir as cotações agropecuárias com fechamento na sexta-feira, dia 3 de julho. Dólar: R$5,15,89. Soja, saca de 60 kg no Porto Paranaguá, R$135,45. Arroba do algodão em São Paulo, R$136,85. Milho 60 kg em São Paulo, R$64,05. Tonelada do trigo no Paraná, R$1.372,32. Arroz em casca 50 kg no Rio Grande do Sul, R$60,43. Feijão carioca 9/10, R$394,56 no noroeste de Minas. E o carioca 8/8,5, R$357,86. Já na metade sul do Paraná, feijão preto tipo 1, R$205,31.

Açúcar, 50 kg em São Paulo, R$93,59. Café tipo 6 São Paulo, 60 kg arábica, R$1.636,25. Robusta, R$1.070,57. Suíno vivo, quilo em Minas, R$5,89. Frango congelado, quilo em São Paulo, R$7,20. Ovos Granja Vermelho Extra, 30 dúzias, Seasa, Belo Horizonte, R$180. Nelore 8 a 12 meses, Mato Grosso do Sul, R$3.391,18. Arroba do Boi Gordo em São Paulo, R$329,85. Valor base de referência do leite entregue em junho a ser pago em julho, de acordo com o Conselhete Minas, R$2,59,1.

Do início da terra até o fim do mundo, o agro tá em tudo, o adubo da Para cá, mas transforma em lucro.

FDFrancys de Oliveira

Agro tá em chuva ou céu aberto? Saiba como anda o clima.

?Voz E

Olá, Francis e ouvintes do Paracatu Rural. Nesse final de semana vai ter a passagem de uma frente fria, mas essa frente fria ela passa direto para o oceano na altura do litoral do Sudeste. Deve aumentar um pouco a nebulosidade e a umidade, principalmente nas regiões sul e zona da mata, mas no restante do estado segue seguir atuando aí uma crista atmosférica, né, que é uma região de alta pressão que inibe a formação de nuvens, deixando o tempo estável, tanto com relação à condição de tempo quanto com relação às temperaturas.

E a umidade deve aumentar um pouquinho aí em Paracatu, mas nas horas mais quentes do dia deve ficar em aproximadamente 40%. Então, é, a previsão para Paracatu ao longo de todo final de semana é de céu claro a parcialmente nublado, as temperaturas variando de 15 a 30 graus. Então, uma grande amplitude térmica, friozinho pela manhã e temperaturas mais elevadas no período da tarde. Não há previsão de mudanças nessas condições para os próximos dias.

Para o Paracatu Rural, Lisandro Jemiak, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia. Maiores informações sobre tempo e clima em portal.inmet.gov.br.

FDFrancys de Oliveira

Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz.

?Voz A

No noroeste mineiro, muita gente já sabe, para colher bons resultados Não basta só trabalho duro, é preciso também contar com as parcerias certas. E quando o assunto é parceria, a Progresso Sementes está junto com você em Minas Gerais, oferecendo atendimento personalizado e uma linha completa de cultivares NeoGem e Dom Mário que garantem altas produtividades no campo. Quer saber mais? Acesse o Instagram @progresso.sementes ou fale com um de nossos representantes comerciais.

Progresso Sementes. Semear, cultivar, progredir. Produtor rural, você já conhece o valor da irrigação. Dê o próximo passo, ganhe mais eficiência com pivôs Lindsay. Menos manutenção, mais precisão, maior uniformidade de aplicação e controle inteligente na palma da mão. Conte com a pivô e evolua sua produção com a Lindsay. Pivô em Paracatu, 0800-300- 0600 0800 300 0600. Pivô e Lindsay, quem produz mais escolhe o melhor.

?Voz F

O Sifobi é muito mais do que um banco. Para mim é o local de confiança e de parcerias que fazem a diferença no meu dia a dia. Aqui eu encontro as melhores soluções financeiras, sempre com aquele atendimento humanizado. Que faz toda a diferença. Tudo fica ainda mais fácil com o aplicativo Sicoob no celular. Resolvo tudo rapidinho, sem complicações. Sicoob Credicopa, mais que um banco, a nossa cooperativa de crédito.

?Voz A

A IrrigaNor trabalha para fortalecer quem produz. Defendemos o impacto positivo e sustentável da agricultura irrigada, essencial para a segurança alimentar, com responsabilidade, representatividade e compromisso com o desenvolvimento regional. Atuamos na defesa dos os interesses do produtor rural, promovendo diálogo, informação e segurança para o crescimento do setor. E Riganor, união, força e presença para o campo continuar avançando.

Venha ser nosso associado. Informações: 389-9859-8776. Gente, eu vou falar agora com o Tider da Medic Mais, que tem um recado importante para você que é empresário, gestor ou dono de empresa.

?Voz G

Isso mesmo, Se a sua empresa precisa de medicina do trabalho, a Medic Mais resolve tudo em um só lugar.

?Voz A

E o que vocês oferecem, Tider?

?Voz G

Nós temos ASOS, exames ocupacionais, PCMSO e outros tantos serviços, tudo por agendamento, sem filas, com atendimento médico de segunda a sexta.

?Voz A

Medic Mais, saúde de qualidade mais acessível e ao seu alcance. Telefone 3834080405.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira. Notícias do leite.

?Voz A

Produtores rurais de Minas Gerais passam a contar com novas regras para tributação do ICMS sobre a produção de leite. E com mudanças na política estadual de incentivo à energia renovável no campo. A nova legislação, sancionada pelo governador Mateus Simões, altera as normas tributárias e amplia a participação do setor agropecuário nas ações voltadas à geração de energia limpa, trazendo impactos para produtores, cooperativas e agricultores familiares em todo o estado. Rafael Mendonça tem as informações direto da redação.

?Voz B

Os produtores rurais de Minas Gerais já podem contar com novas regras tributárias e avanços na Política Estadual de Energia Renovável. Foi sancionada pelo governador Mateus Simões a Lei 25.933, publicada no Diário Oficial do Estado, que altera dispositivos da legislação tributária mineira e da Política Estadual de Energia Rural Renovável. A norma tem origem no projeto de lei de autoria do deputado estadual Antônio Carlos Arantes, do PL, aprovado em definitivo pela Assembleia Legislativa.

A principal mudança beneficia produtores rurais pessoa física que exploram uma mesma propriedade em regime de sociedade, parceria, comodato ou modalidades semelhantes. A partir de agora, aqueles que comercializam até 657 mil litros de leite por ano poderão optar pela apuração individual do ICMS pelo sistema normal, independentemente de compartilharem a produção com outros produtores. Na prática, a medida evita que o volume total produzido na propriedade seja considerado para o cálculo do imposto de cada produtor, tornando a tributação mais justa e permitindo maior transparência na gestão fiscal.

Além das mudanças tributárias, a lei também atualiza a Política Estadual de Energia Rural Renovável. O texto passa a reconhecer como fontes de energia renovável a solar, a eólica, a hidráulica gerada por centrais geradoras hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas, além da biomassa e do biogás. Outra novidade é a inclusão de produtores rurais, agricultores familiares, cooperativas, associações e entidades representativas no planejamento e na execução das ações da Política Estadual de Energia Rural Renovável, fortalecendo a participação do setor na definição de projetos voltados à geração de energia limpa.

A legislação já está em vigor. Especialistas recomendam que os produtores enquadrados no limite de produção consultem seus contadores ou a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais para avaliar se a apuração individual do ICMS é a alternativa mais vantajosa. Também é importante manter o controle atualizado da produção anual de leite e acompanhar possíveis normas complementares que regulamentem a aplicação da nova lei. Direto da redação, Rafael Mendonça.

FDFrancys de Oliveira

Notícias da agricultura.

?Voz A

A Comissão de Agricultura e Pecuária do Senado debateu na última quarta-feira, 1º de julho, a aplicação da nova Lei dos Defensivos Agrícolas, em vigor desde o ano 2023. A norma ainda depende de regulamentação pelo governo federal. O senador Jaime Bagatoli, do PL de Rondônia, disse que a falta do decreto gera insegurança jurídica e demora no registro de novos produtos. Já a Anvisa e o Ibama defenderam rigor técnico nas análises de saúde e meio ambiente. Marcela Cunha tem as informações direto da Rádio Senado.

?Voz H

A aplicação da nova lei dos defensivos agrícolas foi tema de audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária. Em desde o fim de 2023, a norma ainda carece de regulamentação pelo governo federal. Para os participantes, a falta de um decreto cria um cenário de insegurança jurídica. Enquanto a Anvisa e o Ibama defendem a manutenção do rigor técnico nas análises de saúde e meio ambiente, o setor produtivo exige processos mais rápidos para não perder a competitividade internacional.

É o que explicou o senador Jaime Bagatoli, do PL de Rondônia, ao defender que a regulamentação da lei lei dê mais agilidade aos registros de novos defensivos usados no campo.

?Voz I

Para se ter um novo produto, um novo defensivo nesse país, nós demoramos de 5 a 6, 7 anos. É muito tempo. Temos que colocar essa lei realmente para funcionar. A gente respeita os órgãos ambientais, mas isso tem que ficar sob coordenação do Mapa. Ninguém tá querendo passar por cima do Ibama, por cima das questões ambientais, mas nós precisamos entender que nós não podemos parar.

?Voz H

O prazo também foi questionado pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária, Carlos Goulart. Ele afirmou que o Brasil precisa competir globalmente e que os concorrentes internacionais, como Estados Unidos e União Europeia, registram novas moléculas em cerca de 4 anos. Mas a gerente de toxicologia da Anvisa, Cássia Rangel, explicou que o prazo regular para inovações é 24 meses e que a aparente demora, na verdade, se deve aos períodos em que os processos ficam parados aguardando documentação das próprias empresas ou a pedidos de prorrogação que chegam a durar 1 ano.

Ela também esclareceu que a nova lei não estabelece hierarquia entre os órgãos e que o processo continua baseado em um tripé: o Ministério da Agricultura avalia os aspectos agronômicos, a Anvisa analisa os riscos à saúde humana e o IBAMA cuida da avaliação ambiental. Por isso, Cássia defendeu que questões econômicas não podem se sobrepor à proteção constitucional da saúde e do meio ambiente.

?Voz A

A lei, ela não traz uma diferença de hierarquia entre esses órgãos.

?Voz H

Então, a saúde continua como competente, né?

?Voz A

A gente lembra que a nossa legislação maior é a nossa Constituição, que pede proteção à saúde e ao meio ambiente, que não tenha retrocessos. Porque temos essa dificuldade também da imprevisibilidade regulatória quando a gente não tem uma lei que tá há mais de 2 anos sem ser regulamentada.

?Voz H

Já o coordenador-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, Allan Ferro, explicou que a maior mudança trazida pela nova lei foi a obrigatoriedade da análise de risco ambiental. Isso porque, além de olhar o perigo da substância, é avaliado o componente de exposição, ou seja, como o agrotóxico agirá na prática no meio ambiente. O representante do Ibama também afirmou que a instrução normativa colocada em consulta pública pelo órgão não tem força normativa.

Segundo ele, o objetivo é receber contribuições da sociedade antes da elaboração do texto final, que ainda deverá passar por análise jurídica e ajustes de legalidade. Também participaram da audiência representantes da Confederação Nacional da Indústria e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Da Rádio Senado, Marcela Cunha.

?Voz A

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que amplia de 18 para 25 anos o prazo de proteção dos direitos de propriedade sobre cultivares de videiras, árvores frutíferas, espécies florestais, plantas ornamentais e cana-de-açúcar. A proposta busca incentivar investimentos em pesquisa e no desenvolvimento de novas variedades mais produtivas e resilientes, ao mesmo tempo em que mantém exceções para pequenos produtores e agricultores familiares.

O texto agora segue para análise do Senado. Antônio Joel chega com as informações.

?Voz G

Plenário da Câmara aprovou o projeto que amplia de 18 para 25 anos os direitos de propriedade sobre sementes e mudas desenvolvidas geneticamente de videiras, árvores frutíferas, árvores florestais, árvores e plantas ornamentais e cana-de-açúcar. A proposta altera a Lei de Proteção de Cultivares, que é o nome que se dá às variedades de plantas desenvolvidas ou selecionadas por meio de técnicas de melhoramento genético. Cultivares apresentam características como resistência a pragas, maior produtividade e adaptação ao clima ou sabor melhor, o que as diferenciam de outras plantas da mesma espécie.

A proposta aprovada mantém o prazo de proteção dos direitos de cultivares das demais espécies vegetais em 15 anos. A legislação determina o pagamento de royalties pelos produtores às empresas que desenvolvem os cultivares. Prevê exceções, como no caso do produtor que reserva as sementes para uso próprio, sem fins comerciais, ou para o pequeno produtor que multiplica por conta própria e as troca com outros agricultores familiares.

O projeto aprovado exclui os produtores de cana-de-açúcar que exploram área de até 150 hectares da obrigação de pagar os royalties. Exclui ainda os pequenos produtores de plantas ornamentais. O relator, deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania de São Paulo, diz que as mudanças eliminam distorções que hoje afastam o investimento na produção de novos cultivares, como no caso de florestas de eucaliptos e pinus. Segundo ele, cultivares desse tipo demoram até 20 anos para serem desenvolvidos e o prazo menor de proteção dos direitos desestimula as empresas a desenvolverem novas espécies.

Cada vez que você faz o desenvolvimento de uma nova variedade, de um novo cultivar, você tem que ter investimentos em pesquisa. Então é normal que você cobre royalties por aquilo que é a utilização dos novos cultivares.

?Voz I

Cultivares.

?Voz G

Qual era o grande desafio? Você ter um justo equilíbrio. Você não poderia ter um período dessa cobrança de royalties muito pequeno porque não compensaria, e você não poderia ter também esse período muito extenso porque você restringe o acesso a essas novas variedades. O relator acatou o pedido de deputados do PSOL e do PT e excluiu do pagamento de royalties sobre cultivares os pequenos produtores de plantas ornamentais, Para o deputado Tarcísio Mota, do PSOL do Rio de Janeiro, a medida vai beneficiar mais de 800 mil pessoas.

?Voz I

Ele resguarda o direito do pequeno floricultor, ainda a garantia da questão da possibilidade do uso das sementes, troca entre pequenos agricultores. Portanto, é um benefício a mais de 830 mil produtores de flores, pequenos floricultores que existem no Brasil.

?Voz G

O projeto, que amplia de 18 para 25 anos os direitos de propriedade sobre cultivares de videira, árvores frutíferas, árvores florestais, árvores e plantas ornamentais e cana-de-açúcar, seguiu para análise do Senado. Rádio Câmara de Brasília, Antônio Vital.

?Voz I

O café que te acorda para trabalhar duro, agrutar em tudo.

FDFrancys de Oliveira

Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz.

?Voz A

O Sindicato dos Produtores Rurais de Paracatu apoia quem faz a diferença na agricultura e pecuária, oferecendo soluções completas para nossos associados. Disponibilizamos serviços como emissão de notas fiscais, declaração de Imposto de Renda, RH, e cursos de capacitação em parceria com o sistema FAENG e Senar. Além disso, oferecemos descontos exclusivos em estabelecimentos como Farmácia Minas Master, Clínica Odontológica RL, UNA e Terras Gerais.

Entre em contato pelo 38 98822-2206. Juntos fortalecemos o agronegócio da nossa região. Atenção, produtor rural associado Cooper VAP, para o plantão veterinário. Caso você necessite de atendimento técnico nas áreas de tanques e ordenhas, entre em contato com o nosso canal de negócios. O plantonista de serviço fará o direcionamento e prestará as orientações necessárias. Canal de negócios Cooper VAP, 38 998 70 37 13. 998 70 37 13.

Coopervap, Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu. Amigo produtor, Agro Peças tem tudo para o campo e para o seu negócio. Na Agro Peças você encontra o maior estoque de peças para irrigação, tratores, plantadeiras e colheitadeiras. Oferecemos também equipamentos de segurança, máquinas elétricas e suprimentos completos para sua serralheria, borracharia e oficina. Na Agro Peças você, produtor rural e empreendedor, encontram qualidade, variedade e atendimento de confiança.

Seja no campo ou na cidade, a solução está na Agro Peças. WhatsApp 389-9987-6336. A irrigação possui papel fundamental nas produções de todo o mundo, na medida em que garante a disponibilidade de água como item essencial para as necessidades e desenvolvimento de diferentes culturas. No Projeto Um do Entre Ribeiros, a sustentabilidade é um de seus pilares principais. Os sistemas de irrigação favorecem a implantação de uma agricultura irrigada sustentável, com eficiência de uso de água, energia e outros insumos.

Conheçam Entre Ribeiros, modelo em irrigação sustentável e gestão compartilhada de bacia hidrográfica. AAPER, Associação de Apoio aos Produtores do Projeto Entre Ribeiros.

?Voz B

3671-3082. Junho chegou com o arraiá de ofertas Cocari. É oportunidade em toda a linha de máquinas e implementos agrícolas, botinas, pneus, lubrificantes, ferramentas elétricas e insumos agrícolas, com condições especiais em todas as unidades Cocairi. Produtor, corra, fale com nossa equipe e aproveite as melhores ofertas do mês. Cocairi, cooperação que impulsiona.

?Voz F

O Sifob é muito mais do que um banco. Para mim, é o local de confiança e de parcerias que fazem a diferença no meu dia a dia. Aqui eu encontro as melhores soluções financeiras, sempre com aquele atendimento humanizado que faz toda a diferença. Tudo fica ainda mais fácil com o aplicativo Sicoob no celular. Resolvo tudo rapidinho, sem complicações. Sicoob Credicopa, mais que um banco, a nossa cooperativa de crédito.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira.

?Voz A

Direito Agrário. Os produtores rurais brasileiros ganharam prazo para regularizarem as informações ambientais antes que alertas do PRODES voltem a pesar no crédito rural. A Resolução 5.303/2026 adiou restrições e criou uma transição para comprovar regularidade. Inconsistências podem levar bancos a tratar você, agricultor, como presumido infrator e negar recursos. Arthur Chagas, da agência Agroeffective, tem mais informações.

?Voz I

As novas exigências ambientais para concessão de crédito rural ganharam prazo maior de adaptação após a publicação da resolução do Conselho Monetário Nacional. A norma alterou o cronograma de utilização do sistema do Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite, o PRODIS, nas análises de financiamentos agrícolas e adiou a aplicação imediata das restrições previstas para este ano. Nos últimos anos, a conformidade ambiental passou a ocupar papel central no acesso ao crédito rural.

Além da capacidade financeira do produtor, instituições bancárias e cooperativas passaram a considerar informações ambientais dos imóveis rurais antes da liberação dos recursos. A análise é feita por meio de monitoramentos automatizados e da consulta a bases de dados oficiais, entre eles o PRODES. Segundo especialistas, a adoção dessas ferramentas tem aumentado a burocracia e e em alguns casos inviabilizado operações de financiamento devido a apontamentos de irregularidades.

De acordo com o advogado Roberto Bastos Guidino, da HBS Advogados, é fundamental que os produtores mantenham atualizadas as informações do Cadastro Ambiental Rural, o CAR, e demais plataformas consultadas pelas instituições financeiras. Guidino reforça que se houver divergências, o agricultor passará a ser como um presumido infrator ambiental, tendo seu acesso aos recursos negado.

?Voz A

A norma estabeleceu regras de transição claras sobre os documentos que serão aceitos como prova de regularidade, em contraposição aos alertas emitidos pelo sistema. Também estabeleceu a dilação do prazo para aplicação das novas exigências. Portanto, é recomendável que os produtores realizem diligências para conformidade socioambiental de suas propriedades rurais.

?Voz I

Guigeno aponta que uma das principais críticas ao uso do PRODES está na incapacidade do sistema de diferenciar supressões legais legais e ilegais da vegetação nativa. Segundo ele, a ferramenta identifica alterações na cobertura vegetal, mas não determina suas causas, o que pode gerar registros considerados falsos positivos. Entre os exemplos citados está a enchente que atingiu o Rio Grande do Sul, cujos impactos ambientais podem ser registrados genericamente pela plataforma como supressão de vegetação.

Segundo Kijino, a medida oferece maior segurança jurídica e permite que produtores realizem adequações administrativas administrativas e documentais. Com a mudança, produtores que poderiam ter o acesso ao crédito negado de forma automática passam a contar com prazo adicional para corrigir inconsistências cadastrais e promover a regularização ambiental de suas propriedades. A partir de 4 de janeiro de 2027, as análises de crédito voltarão a considerar os apontamentos do sistema para imóveis rurais com área superior a 15 módulos fiscais o que poderá novamente impactar o acesso ao financiamento agrícola. Da Agência Agroefectiv, Arthur Chagas.

FDFrancys de Oliveira

Notícias do Senado.

?Voz A

A comissão do Senado que analisa a Medida Provisória 1345/2026 no Congresso aprovou linhas de crédito no valor de R$15 bilhões para exportadores brasileiros por meio do Plano Brasil Soberano. Além do setor industrial, foram serão incluídos no grupo de beneficiários também as empresas do setor agropecuário, da pesca e aquicultura, e os exportadores de recursos minerais. O senador Allan Rick, do Republicanos do Acre, relator da medida provisória, argumenta que a iniciativa dará maior proteção e suporte em cenários de instabilidade internacional.

O texto seguirá para análise dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente. Lana Dias tem mais informações direto da Rádio Senado.

?Voz J

A comissão mista aprovou a medida provisória que concede até R$15 bilhões em linhas de crédito a exportadores por meio do Plano Brasil Soberano. O objetivo da MP é conter os impactos de instabilidades internacionais, como os conflitos no Oriente Médio e as tarifas impostas pelos Estados Unidos. O texto original disponibilizava os financiamentos a exportadores de bens industriais, industriais e seus fornecedores. Mas o relatório do senador Allan Rick, do Republicanos do Acre, incluiu as empresas da agropecuária, pesca e aquicultura e os exportadores de recursos minerais, incluindo cooperativas e associações que exerçam essas atividades.

Allan Rick explicou a importância do apoio aos exportadores em momento de instabilidade.

?Voz G

O sistema oficial de apoio ao crédito à exportação cumpre função estratégica de política industrial e de inserção internacional. Em ambiente de fragmentação do comércio global e de elevação unilateral de tarifas, a capacidade do Estado prover liquidez e garantir as empresas exportadoras é condição para preservação de mercados, da base produtiva e do emprego.

?Voz J

As linhas de financiamento administradas pelo BNDES poderão ser destinadas a capital retiro, aquisição de bens de capital, investimentos na cadeia de produção, inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos, até para atender requisitos exigidos no comércio internacional. Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação e de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda.

Essa MP segue a linha da medida provisória setor, que perdeu validade no final de 2025, quando as principais tarifas aplicadas contra o setor haviam sido suspensas. A próxima etapa é a votação do texto no plenário da Câmara dos Deputados e depois no Senado. Sob supervisão de Samara Sadek, da Rádio Senado, Lana Dias.

FDFrancys de Oliveira

Agronegócios.

?Voz A

Câmara dos Deputados aprovou uma medida provisória que reduz de 2 anos para 6 meses o prazo de isenção de tributos sobre o cacau importado utilizado como matéria-prima pela indústria brasileira. A proposta, que agora será analisada pelo Senado, busca estimular o uso do cacau nacional e fortalecer os produtores brasileiros, mas também gerou críticas de parlamentares que avaliam que a mudança pode reduzir a competitividade das empresas exportadoras de chocolate, Antônio Vital tem mais informações direto da Rádio Câmara.

?Voz G

Plenário da Câmara aprovou medida provisória que reduz o prazo de isenção de tributos sobre o cacau importado utilizado como insumo em produtos como chocolate exportado pelo Brasil. Hoje, o cacau inteiro, partido, bruto ou torrado comprado de outros países paga menos IPI, PIS/PASEP e COFINS. Essa operação, quando o produto importado é depois usado como insumo de produtos industrializados, é conhecida como drawback. No caso do cacau, até a edição da medida provisória, em março, essas isenções e reduções de tributos valiam por até 2 anos.

Com a medida, passam a valer por apenas 6 meses, com possibilidade de renovação a critério do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Isso significa que empresas que exportam produtos fabricados com cacau estrangeiro terão prazo menor para usufruir de benefícios fiscais na importação da fruta. Fruta. Ao editar a medida provisória, o governo argumentou que os produtores de cacau brasileiros serão beneficiados com um possível aumento de venda à indústria.

Ficam de fora da redução do prazo de isenções a manteiga de cacau, cacau em pó e chocolate importados. A medida provisória foi criticada em plenário por deputados do Novo e do Missão. Para o deputado Kim Kataguiri, do Missão de São Paulo, reduzir benefícios fiscais para produtos que depois serão usados como insumo para exportação prejudica a indústria nacional.

?Voz B

Que a gente tá falando é o seguinte: Brasil, exporte menos chocolate e exporte mais cacau. Agregue menos valor para sua produção, aquilo que mais se critica no desenvolvimento da nossa indústria. O raciocínio é muito simples: se eu tô importando um produto, mas esse produto na realidade é para eu processar, agregar valor e exportar, eu tenho uma suspensão desses tributos porque eu tô agregando valor na indústria nacional, e o governo quer acabar com isso, enfraquecer a nossa indústria.

?Voz G

A medida provisória foi defendida por deputados da base do governo. Para a deputada Jandira Feghali, do PCdoB do Rio de Janeiro, os produtores brasileiros de cacau serão beneficiados.

?Voz B

Ela garante a proteção da produção nacional. Cacau é uma produção importante no Brasil que não pode ser penalizada por prazos e questões tributárias. É importante que a gente proteja essa produção para não gerar crise no setor, particularmente na região do Norte e do Nordeste brasileiro.

?Voz G

A medida provisória que reduz o prazo de isenção de tributos sobre cacau importado utilizado como insumo em produtos como chocolate exportado pelo Brasil seguiu para análise do Senado. Da Rádio Câmara de Brasília, Antônio Vital.

FAFabrício Andrade

Obrigado ao homem do campo que ainda guarda com zelo a raiz.

?Voz A

Da cultura, da fé, dos costumes e valores do nosso país.

FDFrancys de Oliveira

Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz.

?Voz A

Falta energia na fazenda e tá difícil aumentar a produção? A Genvolt Geradores e Serviços, agora em Paracatu, tem a solução. Somos especialistas em energia para agronegócio, com locação, venda e assistência técnica em geradores diesel de qualquer marca. Temos também soluções com energia solar e integração com a rede da SEMIG. Somos autorizados DEIF em Minas com suporte técnico de ponta. Genvolt, energia que move o campo. Fale com a gente, 319-9720-9331.

A Irriga Norte trabalha para fortalecer quem produz. Defendemos o impacto positivo e sustentável da agricultura irrigada, essencial para a segurança alimentar, com responsabilidade qualidade, representatividade e compromisso com o desenvolvimento regional. Atuamos na defesa dos interesses do produtor rural, promovendo diálogo, informação e segurança para o crescimento do setor. IrrigaNor, união, força e presença para o campo continuar avançando. Venha ser nosso associado. Informações: 38998598776.

?Voz B

Junho chegou com o arraiar de ofertas Cocari. É oportunidade em toda a linha de máquinas e implementos agrícolas, botinas, pneus, lubrificantes, ferramentas elétricas e insumos agrícolas, com condições especiais em todas as unidades Cocairi. Produtor, corra, fale com nossa equipe e aproveite as melhores ofertas do mês. Cocairi, cooperação que impulsiona.

?Voz F

O Sifob é muito mais do que um banco. Para mim, é o local de confiança e de parcerias que fazem a diferença no meu dia a dia. Aqui eu encontro as melhores soluções financeiras, sempre com aquele atendimento humanizado que faz toda a diferença. Tudo fica ainda mais fácil com o aplicativo Sicoob no celular. Resolvo tudo rapidinho, sem complicações. Sicoob Credicopa, mais que um banco, a nossa cooperativa de crédito.

?Voz G

Na Copervap eu me sinto forte. A Coperva me dá suporte, seja no campo ou na cidade, ela traz prosperidade.

?Voz A

É a Coperva, a minha casa, a nossa casa, seja sempre assim abençoada. É a Coperva.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira.

?Voz B

A sanidade é um dos principais fatores para o sucesso da avicultura, seja em sistemas comerciais ou na criação de galinhas caipiras. Doenças causadas por vírus, bactérias e outros agentes infecciosos podem provocar alta mortalidade, queda na produção de ovos, redução do ganho de peso e prejuízos econômicos. Especialistas apontam que medidas de biosseguridade, vacinação e monitoramento constante do plantel são as principais ferramentas para manter as aves saudáveis e impedir a disseminação de enfermidades.

De acordo com a publicação Sanidade Avícola da Escola Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, a prevenção é mais eficiente e econômica que o tratamento de surtos. Entre as doenças de maior importância está a influenza aviária, considerada uma enfermidade de notificação obrigatória, provocada provocada por vírus influenza do tipo A, ela pode causar problemas respiratórios graves, redução da postura, edema, alterações neurológicas e elevada mortalidade, dependendo da cepa viral.

Outra enfermidade de grande relevância é a doença de Newcastle, também viral e altamente contagiosa. Os principais sinais clínicos incluem dificuldades diarreia, alterações nervosas, torcicolo, tremores e queda na produção de ovos. Assim como a influenza aviária, trata-se de uma doença de notificação obrigatória devido ao seu potencial de causar grandes prejuízos à cadeia produtiva. Durante visita no sítio Capim Moiado, o jornalista Francis de Oliveira, graduando em agronomia, acompanhou o engenheiro agrônomo professor Fabrício Andrade em uma missão: controlar e prevenir as aves de doenças respiratórias.

FDFrancys de Oliveira

Agronomia em Campo.

?Voz A

E passando pela criação de aves no sítio Capim Moiado, o Fabrício explica que o primeiro passo é separar as aves doentes que apresentaram sintomas das demais e deixá-las a 200 metros de distância, pelo menos. Ele justifica a separação. O Fabrício, oi! Por que que você separou aquele galo sendo que ele tá apresentando assim? Talvez pode estar doente.

FAFabrício Andrade

Exatamente, o talvez você não pode confiar no talvez, sabe? Então você separa porque essas doenças, Newcastle, bombouro, cólera, difícil. Essas doenças, elas passam de uma ave para outra de uma forma muito rápida.

?Voz A

Entendi.

FAFabrício Andrade

Esse galo aí bebe água no mesmo bebedouro que as outras, ele vai passar. Então, como você não tem certeza se ele tá doente ou não, o que que você faz? Você separa. Daqui a pouco a gente vai colocar ele no viveiro separado, vamos aplicar uns antibióticos nele, entendeu? Aí você vê, ó, você toca ele aí, ó, tá vendo?

?Voz A

Ó, tá com as pernas meio tá mesmo.

FAFabrício Andrade

Você toca, ele tá meio desconjuntado. E essa perna bamba aí não é a perna bamba do índio gigante que o pessoal fala, tá? Essa perna bamba aí é da doença mesmo. Ele não tava assim com essa perna bamba não.

?Voz B

E antes de continuarmos, vamos conhecer outras doenças importantes na avicultura. A bronquite infecciosa das galinhas figura entre as principais doenças respiratórias, causada por coronavírus aviário compromete não apenas o sistema respiratório, mas também os rins e o aparelho reprodutivo das aves. Entre os impactos estão a redução da qualidade e da quantidade de ovos, além do comprometimento do desempenho produtivo. Já a doença de Marek é uma enfermidade viral que provoca tumores em diferentes órgãos e alterações neurológicas neurológicas, levando à paralisia das aves.

Segundo a publicação da UFMG, trata-se da principal doença tumoral das galinhas domésticas. A vacinação de pintinhos ainda no incubatório é considerada a principal forma de prevenção e faz parte da rotina da avicultura industrial. Outra preocupação é a anemia infecciosa das galinhas, que afeta principalmente jovens. A doença compromete o sistema imunológico ao destruir células de defesa e causar anemia, tornando os animais mais suscetíveis a infecções secundárias e reduzindo o desempenho zootécnico.

Também merece atenção a doença infecciosa da bursa, conhecida como gumboro. O vírus ataca a bursa de Fabricius, responsável pela maturação dos linfócitos B, essenciais para a imunidade das aves. Como consequência, ocorre imunossupressão, aumento da vulnerabilidade do plantel a outras enfermidades e reduz a eficiência das vacinações.

?Voz A

E voltando para o Sítio Capim Moiado, falando em vacinas, o professor Fabrício nos explica que a vacinação é o principal método preventivo a todas essas contra essas doenças citadas. A vacina, que é mantida no gelo, é colocada na água. O cálculo é de aproximadamente 20 ml de água por cabeça. Aí vem um ponto importante: deixar os animais com sede para garantir que todas vão ingerir a água com o imunizante. Já para o controle das doenças, o principal processo é o de desinfecção, com a limpeza dos dos bebedouros, dos recipientes e aplicação de cal virgem por todo o galinheiro.

FAFabrício Andrade

Essas doenças que ocorrem aqui desse jeito, elas vêm de vírus, bactérias. Então assim, vem de locais que estão sujos, aonde tem muita ave e lugar que recebe muita visita. Aqui, como eu tenho que receber visita, vem muita gente aqui por causa do meu canal, então é normal que venha um vírus, fungo na roupa e no calçado, né? Na roupa e no calçado acontece isso aí. Então é coisa da vida, cara. Isso aí não tem como você ficar preocupado com isso e achar, como diz o outro, que isso aí é bicho de sete cabeças, que é coisa comum.

Aí os bebedouros aí, ó, tirei, lavei, pus no sol para desinfetar. Bebedouro também é uma grande fonte de proliferação de bicho.

?Voz A

Segundo pesquisadores da UFMG, a melhor estratégia para manter a saúde das de galinhas é adotar programas de biosseguridade. Entre as medidas recomendadas estão o controle da entrada de pessoas e de veículos nas propriedades, higienização das instalações e dos equipamentos, controle de pragas, fornecimento de água e alimentação de qualidade, aquisição de aves de origem conhecida e o cumprimento rigoroso do calendário vacinal. A identificação de sinais como apatia, dificuldade respiratória, queda na postura, alterações neurológicas, diarreia, aumento da mortalidade, também é considerado fundamental para evitar que doenças se espalhem rapidamente pelo plantel.

Em casos suspeitos, a orientação é procurar assistência veterinária e comunicar imediatamente os serviços oficiais de defesa sanitária. Comunitária quando se tratar de doenças de notificação obrigatória. Obrigado ao homem do campo, o estudante e o professor, a quem fecunda o solo cansado recuperando o antigo valor. Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 No Noroeste Mineiro, muita gente já sabe: para colher bons resultados não basta só trabalho duro, é preciso também contar com as parcerias certas.

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?Voz G

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?Voz A

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?Voz F

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FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, Jornal do Agronegócio, com Francis de Oliveira. Minuto Hortifruti.

?Voz A

A escolha adequada de porta-enxertos é fundamental para produtividade e longevidade dos pomares. A Fundecitrus tem avaliado o potencial de porta-enxertos ananicantes em plantios adensados de laranja, com o objetivo de facilitar a colheita e o controle das principais pragas e doenças Um dos estudos que acontecem desde o ano 2016 avaliou 6 porta-enchertos e foi conduzido na região central do Cinturão Citrícola com 1.212 plantas por hectare, média bem superior à do cinturão.

Os porta-enchertos ananicantes têm possibilitado o aumento do adensamento, equilibrando produção e produtividade. As informações estão no portal Fundecitrus. Mas afinal de contas, quando nós falamos de greening, principal praga dos cítrus, existe porta-enxerto eficaz para combatê-la? Quem responde é o pesquisador da Embrapa Eduardo Girardi e o engenheiro agrônomo do Fundecitrus Olavo Bianchi. Eles conversam com o jornalista Rodrigo Brandão.

FDFrancys de Oliveira

Falando em desafios sanitários, Girardi, agora vem a pergunta de 1 milhão de Tem alguma novidade? Tem alguma notícia sobre porta-enxertos resistentes ao greening? O que que nós temos com relação a avanço nessa área?

?Voz L

Acho que essa é a pergunta que eu mais escuto.

FDFrancys de Oliveira

De 1 bilhão de dólares, deixa eu melhorar aqui.

?Voz L

Infelizmente, a resposta, né, tem que ser transparente para o produtor, é que comercialmente ainda não, né? Não existe um porta-enxerto que seja resistente ao greening ou tolerante, hoje capaz de tornar a copa também tolerante ou resistente, né? Então diversas pesquisas estão sendo realizadas no Brasil, outras no mundo todo, tentando investigar porta-enxertos que pudessem melhorar a questão do greening. E o que a gente verifica é o seguinte, é que todas as combinações são suscetíveis a doença, né?

Todas elas têm que ser protegidas contra infecção com controle do vetor. O que acontece é que tem porta-enxertos que são mais produtivos que os outros, que se adaptam melhor ou pior a um determinado ambiente. Então você vê variabilidade, né, de porta-enxertos que podem produzir até no ambiente onde tem a doença e conseguem produzir por mais tempo. Mas isso não tem nada a ver com o greening, é na verdade é uma questão agronômica da variedade.

Então assim, comercialmente hoje não tá disponível, mas as pesquisas estão mostrando que daqui alguns anos pode ser uma realidade. Porque estudos bem recentes estão mostrando, comprovaram recentemente, feito aqui no Fundecitos junto com a Embrapa, que é possível ter porta-enchertos que não multiplicam a bactéria, são livres da bactéria. Isso foi testado em casa de vegetação mas são porta-enxertos ainda não comerciais, são variedades experimentais, muitas delas baseado em espécies que vieram até da Austrália, espécies selvagens que ainda não são espécies comerciais.

Mas isso é importante porque mostra que esse caminho é viável, é possível obter porta-enxertos resistentes à doença, mas isso ainda vai ser algo para um futuro de médio prazo. Outras pesquisas, por outro lado, mais curto prazo, indicam que do ponto de vista de manejo pode ter vantagens algum porta-enchertos. Então nós sabemos que o porta-encherto ele influencia a brotação da copa. E onde é que o psilídeo se alimenta e reproduz?

No broto. Então se você influencia o broto com mais brotação, brotação mais intensa, intensa ou menos brotação, brotação menos intensa, indiretamente você influencia no manejo do greening. Então, nesse sentido, vários estudos estão mostrando que variedades de porta-enxerto ananicantes, que reduzem o vigor da copa, facilita o manejo da doença, porque justamente induzem menos brotação. Essa brotação expõe menos ao vetor, é mais fácil de ser pulverizada, é mais fácil de ser protegida.

E aí você consegue então reduzir, né, a velocidade da disseminação. Isso é muito importante. Você também diminui o tamanho das plantas e gera economias com produtos, caolim, inseticidas, porque você tem um volume menor. Então isso tudo é muito importante e muitos produtores vêm plantando áreas maiores para justamente validar esse resultado.

FDFrancys de Oliveira

Dois pontos aí. Da mesma maneira que essa, essa grande quantidade, essa diversidade nas variedades genéticas aí para você ter uma agricultura mais segura, no greening também eu percebo que vão sendo feitos estudos em várias frentes, né? E porta-enxerto mais uma. Então assim, é algo que tá no radar, né?

?Voz L

Com certeza, porque além de ter uma variedade de copa resistente, né, ao greening, é importante você ter também um porta-enxerto resistente. Por quê? Porque as variedades de hoje todas são suscetíveis. Então, se algum dia essa bactéria migrar para o sistema radicular, vai prejudicá-lo. Portanto, porta-enchertos resistentes também vão ser importantes.

FDFrancys de Oliveira

E o segundo ponto é que a gente tem falado bastante no pomar do futuro, e não tem— que em boa parte já tá no presente, e não tem jeito, ele passa por porta-encherto. Porque você pode ter uma copa mais vigorosa, com mais brotação proposital lá borda, onde você vai concentrar o inseto ali, né, e agir de maneira mais eficaz, sustentável inclusive.

?Voz L

Na borda, a ideia é atrair o inseto para você direcionar o manejo mais intensivo ali, e a parte interna da propriedade ser menos atraente e mais fácil de manejar a doença. Perfeito, perfeito.

FDFrancys de Oliveira

Tudo muito, muita inteligência interligada. Olavo, que que o produtor, tá bom, tem essa quantidade aí de porta porta-enchertos. Agora ele tá numa região X, ele produz com qual objetivo, né? Então o que que ele tem que considerar na hora de decidir o porta-encherto? Relação ao custo-benefício, direcionamento estratégico da gestão, o que que ele considera?

?Voz D

O que a gente pode falar disso, Rodrigo? Essa pergunta ela não tem uma resposta só, tá? Uma pergunta muito ampla, né? Então vai depender muito da diversidade. Hoje a gente lida com uma citricultura diversa. Tanto é que hoje nós estamos em diversas regiões, né? Por exemplo, a região que eu atuo, que é a região mais ao norte, Bebedouro, Barretos, região de Colômbia, é uma região mais quente, né? Inclusive, por mais que seja aí próximo de rios, que pode ser feita adoção da irrigação, existem ainda muitos pomares adotando sequeiro, onde você não faz irrigação.

Hoje, diferentemente do passado, dificilmente você entra em uma propriedade e o produtor tá usando um único porta-enxerto. Hoje, dentro das propriedades, existe essa diversificação. Óbvio que usam-se determinados porta-enxertos em larga escala, outros em menos, mas nunca uma propriedade vai depender de um único porta-enxerto, principalmente por conta do passado, né, Gerardo? A gente teve muito disso, onde várias propriedades dependiam de um único porta-enxerto, e aí nós podemos observar o desfecho.

Então hoje, dentro da citricultura dinâmica que a gente costuma dizer, o produtor ele tem que ter esses pontos de atenção. Quando você for implementar um pomar, eu tô buscando um pomar mais vigoroso, uma planta nanicante, semiananicante, como é que é a questão da minha oferta de água, de mão de obra principalmente? Fala-se muito a questão da otimização da pulverização, mas nós temos que ter também em conta, levar em conta a questão da colheita, otimizar a colheita, deixar mais prático inclusive e otimizar o serviço.

Hoje nós sabemos que é uma cultura de colheita 100% anual. Então todo plantio, eu costumo brincar com produtor que quando ele vai implementar uma lavoura de laranja, ele tem que pensar lá na ponta, na caixa que tá saindo da fazenda. Às vezes é difícil você vislumbrar isso, você tem ali uma cultura onde existem diversos empecilhos muitas vezes que você tem que driblar. E o tricultor, ele já tem ganhado musculatura com isso também.

Então quando você pensa implementar um pomar, não é só a copa, mas sim o porte-en-chevre, que é muito importante dentro daquela dentro daquela condição que o produtor vai ter.

FDFrancys de Oliveira

Muito bem, Girard. A gente percebe, comentei, uma inteligência interligada, muitas, muitas áreas, e percebo também muito avançada essa questão de porta-enchertos, um trabalho que você coordena aí com bastante entusiasmo, maestria aí. Quais são suas considerações gerais? Que estágio nós estamos? Próximos passos?

?Voz L

A citricultura é uma cadeia no Brasil que sempre foi direcionada pela pesquisa, pela ciência, né? Isso cada vez mais forte e evidente. E as próximas décadas vão trazer também isso, com certeza. Eu acho que o citricultor hoje ele conta com muita informação, ele dispõe hoje de uma rede de agrônomos, né, oferecidos aí pelas instituições, capacitados para treiná-lo, orientá-lo, muita informação disponível. Esse aqui é, por exemplo, é um exemplo, né, de um grande ferramenta de popularização do conhecimento.

E as variedades vêm aumentando em termos de oferta, o produtor já percebe isso e vai aumentar o número de variedades comerciais significativamente para os próximos 5 anos. Então, de um lado, isso é muito bacana porque aumenta as possibilidades de ganhos, né, de produtividade, de melhorias, mas também traz dúvidas. E aí é muito importante o produtor sempre tá buscando informação de confiança, de fontes importantes, para fazer a melhor decisão.

FDFrancys de Oliveira

É por isso que nós estamos aqui. Você é de transferência de tecnologia e a nossa função, né, na função da sua área aí, é justamente levar essas informações. Quais são suas considerações finais aí?

?Voz D

Fica muito fácil o serviço da transferência de tecnologia quando a informação vem de uma fonte segura.

FDFrancys de Oliveira

Legal.

?Voz D

E isso é o que nós levamos para o campo. Quando o produtor escuta o nome Fundecitrus, Embrapa e tantas outras parcerias que nós realizamos, fica muito mais fácil da gente levar essa informação, uma informação concreta e baseada em muita pesquisa. Essa tricultura, ela não vem de um curto espaço-tempo, ela vem de um longo espaço-tempo. Com certeza temos um longo caminho a trilhar. Então o tricultor, ele tem que ter isso em mente. Nós estamos levando a informação de qualidade para ponta nosso setor.

FDFrancys de Oliveira

É isso mesmo, você, tricultor, hoje é muito mais do que em qualquer outro momento da história, você tem muita informação disponível. A questão é saber a qualidade dessa informação, a veracidade, né, dessa informação, as comprovações, a qualidade do que você está comprando realmente em termos de informação. Muito bem, obrigado, Girardi, obrigado, Olavo. Recado dado por todos. E eu quero agradecer demais a presença do Eduardo Girardi, que tá cheio de compromisso, se encaixou, pesquisador da Embrapa, né?

Obrigado, radicado aqui no Fundecitos. Um prazer, uma honra ter você com a gente.

?Voz D

Obrigado.

?Voz A

O leite que seu filho toma, a cerveja que o boteco vende, a carne que tá no seu prato sai aqui do pasto, vocês compram da gente, só quem vive entende. E o seu Paracatu Rural vai ficando por aqui. Voltamos segunda-feira, 7:45 da manhã, depois do Brasil Sertanejo do José Fernandes, aqui na sua Boa Vista FM, 96,5 MHz, no seu rádio, pela internet, na Alexa, Rádios Net, vários outros aplicativos. Direção Direção geral: Humberto Neiva.

Mesa de som: Sandro Mundim. Redação e edição: Rafael Mendonça. Apresentação: Francisco de Oliveira. Realização: Agência Locutores Online. Bom dia, obrigado pela sua atenção, obrigado parceiros do Paracatu Rural, Deus te abençoe e até segunda. Tchau, tchau! Acorda de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar, vem com a gente em toda a região. Com o seu programa Paracatu Rural, tem notícias, informação e o mais importante, sua participação. Programa Paracatu Rural, programa Paracatu Rural.

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