Episódios de Paracatu Rural - Jornal do agronegócio

Paracatu Rural - 06-07-26 Completo - T12 Ep 31 - Boa Vista FM

07 de julho de 20261h
0:00 / 1:00:50

● Alerta no Café: Frente fria e a disparada em NY- Haroldo Bonfá comenta

● Feijão a R$ 400: Até quando o preço se sustenta?Marcelo Lüders responde

● Vale a pena vender agora? Joãozinho Grafistadetalha estratégia do produtor de milho

● Alerta no Algodão: Clima nos EUA e na Índia podesacudir os preços - acompanhe o comentário de Lício Pena

Apresentação Francys de Oliveira(38)991810123

Participantes neste episódio5
F

Francys de Oliveira

Host
H

Haroldo Bonfá

ComentaristaEconomista
J

João Santaella Neto

ComentaristaAgente autônomo de investimentos
L

Lício Pena

ComentaristaDiretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão
M

Marcelo Lüders

ComentaristaPresidente do Instituto Brasileiro do Feijão
Assuntos7
  • Preços do caféFrente fria e alerta no mercado · Disparada em Nova York · Colheita avançada no Brasil · Volatilidade e oportunidades de comercialização · Projeções de exportação
  • Zé Gotinha· SaudeFeijão carioca a R$400 · Recomendação de venda rápida · Cenário do feijão preto · Importações e baixa oferta · Formação de estoques
  • Classificador de MilhoPressão de preços em junho · Colheita da segunda safra · Cautela do produtor rural · Volatilidade do dólar · Incertezas climáticas
  • Valorização do algodãoTensão climática global · Estresse hídrico no Texas · Monções irregulares na Índia · Estoques chineses · Janelas estratégicas para o Brasil
  • Oferta global de milhoPossível reversão de tendência · Fundo duplo no gráfico · Estoques trimestrais abaixo do esperado · Preços abaixo do custo de produção · Recomendação de hedge
  • Verão e climaAtuação de crista e alta pressão · Inibição de nuvens de chuva · Temperaturas estáveis · Queda na umidade relativa do ar
  • Uso de FosfinaInterpretação da Anvisa · Uso em ambiente urbano · Mobilização do setor · Falta de substitutos
Transcrição41 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Acorda de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar. Vem com a gente em toda a região com o seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação. Programa Paracatu Paracatu Rural, programa Paracatu Rural. Ah, ô bom dia! Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu jornal do agronegócio, Paracatu Rural. Bom dia, homem, mulher, criança e adolescente do campo e da cidade!

Para quem tá trabalhando, descansando, passeando, viajando, bom dia! Bom dia também aos moradores das cidades vizinhas a Paracatu, para você que nos acompanha pela internet, para quem tá tirando leite, cuidando dos animais, tá na máquina agrícola, na estrada, na rodovia, em casa, no carro, no trabalho, comerciante, servidor público, autônomo, profissional liberal, dona de casa e aposentado. Hoje é segunda-feira, dia 6 de julho de 2026.

Falei, Sandro Mundim, bom dia! Destaques do dia: alerta no café, frente fria e a disparada em Nova York. Haroldo Bonfá aumenta. Feijão a R$400, até quando o preço se sustenta? Marcelo Líderes responde: vale a pena vender agora? É, rapaz, o Joãozinho Grafista detalha a estratégia do produtor de milho. Alerta no algodão, clima nos Estados Unidos e a Índia pode sacudir os preços. Acompanhe o comentário de Lício Pena. Tem também cotações e previsão do tempo.

Cotações com fechamento na sexta-feira, dia 3, dólar R$16,89. Soja saca de 60 kg no Porto Paranaguá, R$135,45. Arroba do algodão em São Paulo, R$136,85. Milho 60 kg em São Paulo, R$64,05. Tonelada do trigo no Paraná, R$1.372,32. Arroz em casca 50 kg no Rio Grande do Sul, R$60,43. Feijão carioca 9/10, R$394,56. No noroeste de Minas, e o carioca 8, 8,5, R$357,86. Já o feijão preto tipo 1 na metade sul do Paraná, R$205,31. Açúcar 50 kg em São Paulo, R$93,59.

Café tipo 6 São Paulo, 60 kg arábica, R$1.636,25. Robusta, R$1.070,57. Suíno vivo quilo em Minas, R$5,89. Frango congelado quilo em São Paulo, R$7,20. Ovos Granja Vermelho Extra, 30 dúzias, Seasa, Belo Horizonte, R$180. Nelore 8 a 12 meses, Mato Grosso do Sul, R$3.391,18. Arroba do Boi Gordo em São Paulo, R$329,85. E o valor base de referência do leite entregue em junho a ser pago em julho, de acordo com o Conselheite Minas, R$2,59,1.

O leite que seu filho toma, a cerveja que o boteco vende, a carne que tá no seu prato sai aqui do pasto, vocês compra da gente, só quem vive entende.

?Voz 1

Boa noite, ouvintes do Paracatu Rural! Nessa segunda-feira seguimos com atuação de uma crista, um sistema de alta pressão que inibe a formação de nuvens tanto de nuvens normais quanto de nuvens de chuva, né? Então a gente pode ter alguma nebulosidade, mas mais nebulosidade esparsa durante o dia. Na região noroeste de Minas não há previsão de chuvas. As temperaturas seguem estáveis aí, as mínimas na casa dos 15 graus e a máxima na casa dos 30 graus.

A umidade relativa do ar tende a cair um pouco, ficando na casa dos 35%, não ainda em níveis muito críticos, mas já baixa. É bom redobrar os cuidados com a hidratação e também com utilizar proteção solar por conta da forte radiação durante todo o dia. Para o Paracatu Rural, Lisandro Jemiak, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia. Maiores informações sobre tempo e clima em portal.inmet.gov.br.

FDFrancys de Oliveira

Chuva ou céu aberto? Saiba como anda o clima. Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio. Com Francis de Oliveira.

?Voz A

No noroeste mineiro, muita gente já sabe: para colher bons resultados não basta só trabalho duro, é preciso também contar com as parcerias certas. E quando o assunto é parceria, a Progresso Sementes está junto com você em Minas Gerais, oferecendo atendimento personalizado e uma linha completa de cultivares NeoGem e Dom Mário que garantem altas produtividades no campo. Quer saber mais? Acesse o Instagram @progresso.sementes ou fale com um de nossos representantes comerciais.

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Saiba mais pelo telefone 38 3679-8300. 3679-8300. Produtor rural, você já conhece o valor da irrigação? Dê o próximo passo, ganhe mais eficiência com pivôs Lindsay. Menos manutenção, mais precisão, maior uniformidade de aplicação e controle inteligente na palma da mão. Conte com a pivô e evolua sua produção com a Lindsay. Pivô em Paracatu: 0800-300-0600. 0800-300-0600. Pivô e Lindsay, quem produz mais escolhe o melhor. Gente, eu vou falar agora com o Tider da Medic Mais, que tem um recado importante para você que é empresário, gestor ou dono de empresa.

?Voz 2

Isso mesmo, Francis! Se a sua empresa precisa de medicina do trabalho, a Medic Mais resolve tudo em um só lugar.

?Voz A

E o que vocês oferecem, Tider?

?Voz 2

Nós temos Axios, exames ocupacionais, PCMSO e outros tantos serviços, tudo por agendamento, sem filas, com atendimento médico de segunda a sexta.

?Voz A

MedicMais, saúde de qualidade mais acessível e ao seu alcance. Telefone 3834080405. O Sindicato dos Produtores Rurais de Paracatu apoia quem faz a diferença na agricultura e pecuária, oferecendo soluções aos nossos associados: serviços de emissão de notas fiscais, declaração de Imposto de Renda, RH, e cursos de capacitação em parceria com o Sistema FAENG e Senar. Além disso, descontos exclusivos em estabelecimentos como Farmácia Minas Master, Clínica Odontológica RL, UNA Terras Gerais e Instituto ONI. Entre em contato: 38988222206. Juntos fortalecemos o agronegócio da região.

FDFrancys de Oliveira

A Fena Minas está chegando de 21 a 24 de julho. O Parque de Exposições de Patos de Minas recebe a Feira de Negócios e Tecnologia do Cerrado Mineiro em sua 4ª edição. A Fena Minas traz uma estrutura 100% indoor, conforto, cerca de 150 expositores e expectativa de mais de 30 mil visitantes. Serão 4 dias de inovação, networking, palestras, rodadas de negócios, exposição de máquinas, feirão de veículos e a tradicional queima do alho.

Com expectativa de movimentar R$1 bilhão em negócios, a Fenaminas espera por você. Para Catu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz. Café com Prosa com Haroldo Bonfá.

?Voz A

Com o avanço da colheita do café no Brasil atingindo a marca de 55% e a entrada de uma nova frente fria que coloca os cafeicultores em alerta, o mercado global vive dias de intensa agitação enquanto o campo corre contra o tempo e contra os efeitos do clima na qualidade do grão. A Bolsa de Nova York surpreende ao romper a barreira dos $3, abrindo janelas estratégicas de comercialização em meio a uma volatilidade extrema. O economista Haroldo Bonfá da Faros Consultoria comenta como essa combinação de fatores climáticos, câmbio favorável e as projeções recordes de exportação estão redesenhando o cenário para a safra 26/27.

?Voz 2

Olá, amigos do café! Mais uma semana de inverno e a sua volatilidade. Pois é, temos 3 assuntos importantes hoje para falarmos: a frente fria que tá entrando, a colheita que já tá bem avançada e a volatilidade de Nova York. Vamos começar então pela colheita. Saíram os dados agora dizendo que já foram colhidos aproximadamente 55% do café no Brasil, 75% do Conilon, e aí 50% do Arábica. Bons números, significa que já dá para a gente dar uma boa avaliada sobre principalmente o nosso Conilon e do Arábica ainda tem muita lavoura ainda para ser colhida.

O que que aconteceu ou o que está acontecendo? Essa semana foi mais tranquila em relação ao clima, não tivemos tanta chuva e tem uma frente fria entrando agora já no final de semana E com isso pode sim trazer um pouco mais de problema para quem está ainda colhendo. O que temos aí então de diferente? Temos de diferente que o Nova York teve uma volatilidade tremenda. Ele subiu na semana saindo aí de um número bem confortável abaixo dos $3, estava no $2,77 e terminou a quinta-feira, sexta foi feriado, Dia da Independência Americana, completaram aí 250 anos de independência no dia 4 de julho.

Então sexta-feira, dia 3, foi feriado. Então na quinta-feira terminou aí a semana acima dos $3 por libra peso no setembro 26. Importantíssimo essa informação, por quê? Porque com isso deu mais um fôlego para o mercado, muita gente fez nesses números muito fortes que tiveram. Nova York chegou a bater $3,16, né, e depois voltando aí a $3 e trazendo aí então todas essas oportunidades. Londres acompanhou toda essa colocação, Londres trabalhou na sexta-feira normalmente e fechando aí então acima dos $3.700 a tonelada, no setembro 26.

Importantíssimo, tanto Nova York como Londres romperam suportes aí muito importantes e trazendo aí resistências, né, muito importantes, trazendo então aí muito mais uma aflição técnica para o pessoal que gosta de gráfico e trazendo aí também é uma realização de lucro na sexta-feira para Londres e na quinta-feira para Nova York. Uma subida dessa tão importante, com tanta volatilidade, deu oportunidade para os especuladores, é claro, trabalharem nas suas posições e com isso trazer aí um pouco de lucro, que não faz mal a ninguém, nos seus bolsos, né?

O que temos de diferente foi o dólar, que não é tão diferente, chegou a bater 5,21, né, terminando sexta-feira com R$5,16, R$5,17. De novo, essa combinação de um Nova York alto e de um dólar de R$5,21 sempre ajuda a fazer conta positiva na área da exportação, trazendo aí bastante alento. No entanto, existem sim muitas informações referentes aos problemas que já ocorreram devido à chuva. Nós já falamos aqui no passado sobre a qualidade de bebida, sobre problemas do terreiro de secagem e também da florada, que foi, mesmo que seja pequena, né, vai haver essa perda de florada durante, porque é muito precoce e temos aí muito tempo ainda pela frente.

E tudo isso já com um número muito estimado do fechamento de junho acima de 3 milhões e 200 mil sacas de exportações. Isso traz aí também já um alento, dizendo que já saíram até outros reports dizendo que agora no segundo ano, no primeiro mês do ano cafeeiro, nós estamos falando então agora de 26, 27, vai ser julho, né? Então tá sendo prometido ou tá sendo programado ou esperado um número muito forte. O Departamento de Agricultura americano fala em 49 milhões de sacas, sendo 45 de verde e 4 milhões de solúvel.

E já saiu aí uma outra projeção no total de 45 milhões, ou seja, números muito fortes e já esperando aí então a exportação dessa safra que tá sendo colhida agora. Tenham todos aí uma ótima semana, um grande abraço, sucesso!

?Voz A

Pelo meio do café e o pão, Deus abençoe os braços que fazem o suado cultivo do chão.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, Jornal do Agronegócio, com Francis de Oliveira.

?Voz A

Bom dia, agora no seu dia a dia tem café Café Sem Mil, com sabor especial que te enche de energia. Afinal, você quer um café cheiroso, gostoso, de primeira qualidade. Café Sem Mil, porque você merece. Bom dia com Sem Mil. Atenção, produtor rural associado Cooper VAP, para o plantão veterinário. Caso você necessite de atendimento técnico nas áreas de tanques e ordenhas, entre em contato com o nosso canal de negócios. O plantonista de serviço fará o direcionamento e prestará as orientações necessárias.

Canal de negócios Coopervap: 389-9870-3713. 99870-3713. Coopervap, Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu. Amigo produtor, Agropeças tem tudo para o campo e para o seu negócio. Na Agro Peças você encontra o maior estoque de peças para irrigação, tratores, plantadeiras e colheitadeiras. Oferecemos também equipamentos de segurança, máquinas elétricas e suprimentos completos para sua serralheria, borracharia e oficina. Na Agro Peças você, produtor rural e empreendedor, encontram qualidade, variedade e atendimento de confiança.

Seja no campo ou na cidade, a solução está na Agro Peças. WhatsApp 389-998- A irrigação possui papel fundamental nas produções de todo o mundo, na medida em que garante a disponibilidade de água como item essencial para as necessidades e desenvolvimento de diferentes culturas. No Projeto 1 do Entre Ribeiros, a sustentabilidade é um de seus pilares principais. Os sistemas de irrigação favorecem a implantação de uma agricultura irrigada sustentável, com eficiência de uso de água, energia e outros insumos.

Conheça o Entre Ribeiros, modelo em irrigação sustentável e gestão compartilhada de bacia hidrográfica. AAPER, Associação de Apoio aos Produtores do Projeto Entre Ribeiros, 3671-3082.

?Voz 1

Julho é o mês do cooperativismo, tempo de celebrar um modelo que gera desenvolvimento, cria oportunidades e transforma vidas. Onde existe cooperação existe crescimento compartilhado, mais qualidade de vida e um futuro melhor para todos.

?Voz A

A Cocairi tem orgulho de fazer parte dessa história de união, trabalho e prosperidade.

FDFrancys de Oliveira

A Fena Minas está chegando de 21 a 24 de julho. O Parque de Exposições de Patos de Minas recebe a Feira de Negócios e Tecnologia do Cerrado Mineiro em sua 4ª edição. A Fena Minas traz uma estrutura 100% indoor, mais conforto, cerca de 150 expositores e expectativa de mais de 30 mil visitantes. Serão 4 dias de inovação, networking, palestras, rodadas de negócios, exposição de máquinas, feirão de veículos e a tradicional queima do alho.

Com expectativa de movimentar R$1 bilhão em negócios, a Fenaminas espera por você. Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz. Viva o Feijão com Marcelo Líderes.

?Voz A

Com o início de julho, o mercado do feijão entra em um momento decisivo, exigindo estratégias opostas para quem produz e para quem comercializa. Enquanto o feijão carioca mantém sustentação na casa dos R$400, a recomendação técnica é de venda rápida diante da expectativa de maior oferta na segunda quinzena. Já para o feijão preto, cenário de importações e baixa oferta sinaliza que este é o momento ideal para a formação de estoques.

Além das tendências de preço, o setor se mobiliza contra novas interpretações da Anvisa sobre o uso da fosfina, um insumo vital para armazenagem urbana. O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão, IBRAFE, Marcelo Eduardo Líderes, traz os detalhes dessa movimentação e o que você, produtor rural, precisa fazer para garantir a rentabilidade em julho.

MLMarcelo Lüders

Início do mês de julho e você se pergunta sobre o mercado, o que vai acontecer com o mercado a partir de agora. Por isso que eu vou abordar 3 assuntos com você: o preço do feijão carioca, o preço do feijão preto, para onde vai a tendência do mercado de feijão preto e de carioca, e o que você precisa fazer se você é produtor ou se você é comerciante. Então vamos lá, feijão carioca. A gente inicia o mês de julho, há mais lavouras sendo colhidas, mas ainda não são suficientes para diminuir o preço.

Não há força para subir. R$400 é um preço mais do que a média de todos os últimos anos, né, quando houve uma diminuição de oferta. Por isso é um preço muito bom que o produtor deve estar aproveitando para vender, tirou da terra, vende. Por isso tem gente vendendo na rama. R$385 no Vale do Araguaia é um preço realmente muito bom. Caso do feijão preto, feijão preto você tem uma diminuição na oferta, mas vai devagar diminuindo e ainda não tem uma reação no mercado.

Há uma expectativa que isso venha a acontecer na medida em que diminui a oferta de feijão comercial carioca. Feijão comercial carioca é aquele que atende aí a necessidade, a demanda de quem não quer pagar o preço mais caro, né? Aí o feijão nota 9, 9,5, né, o feijão de peneira 12, né, acima de 92, 93, 95 de peneira 12, Então falta o feijão comercial carioca no meio do caminho, tem pouco. Tanto que esse feijão sim andou subindo no interior do Paraná.

Eu diria que dependendo da qualidade dele, de R$15 a R$20 a mais do que tinha sido aí há uma semana, 10 dias atrás. Então esse feijão é um feijão que tem um pouco de mancha, é um feijão que tem um pouco de brotado, é o feijão que dá uma nota 7, 7,5. E aí tem de todo preço, porque depende do percentual aí dessas manchas, né, da aparência geral do feijão. Mas vai desde R$270, R$280 até R$310, R$320. A gente viu alguns relatos aí dos melhores lotes, né, R$310, R$320.

Também diminuindo muito e rápido a oferta desse feijão. No caso do feijão preto, preto. Feijão preto, ele vem com importações da Argentina, dólar um pouquinho mais mexido, os argentinos na ponta dos dedos para negociar, negociando devagar, procurando o melhor momento, né? Quando tem compradores, eles vendem. Quando não tem, eles se retraem. Enfim, eles sabem que tem tempo para comercializar esse feijão. E não vão se desesperar nessa venda.

E o feijão preto é o melhor momento para comprar, né? Então, se você é empacotador, a hora de comprar o feijão preto, aproveita para comprar o feijão preto. Se você tá decidindo o plantio ainda tarde e tiver uma janelinha para plantar alguma coisa de feijão preto, considere, mas não ponha todas as moedas numa cesta só. Considere essa possibilidade de poder jogar com feijões dos mais consumidos, o feijão preto e o feijão carioca, mais à frente aí no momento da colheita.

Por isso, a recomendação para produtores então é: carioca venda rápido, feijão preto não tem por que ter pressa. Para quem é comerciante, compre o máximo que você puder de feijão preto. O feijão preto tem uma tendência de ir melhorando, ao contrário do feijão carioca, que você deve estar indo da mão para boca, comprando aquilo que é necessário para ir atendendo a demanda do momento. Todos sabem que tenha mais ou menos feijão sendo colhido no mês de julho, a tendência, principalmente depois do dia 15 de julho, de 15, 20 de julho em diante, é a tendência de ir baixando o preço.

Então, teto de R$400 durante essa primeira semana no Carioca, e feijão preto variou de R$180, R$190 até R$200 210, 220 lotes vendidos por cerealistas do Paraná, lote de feijão tipo 1 de boa qualidade. O que mais rolou essa semana? Questão foi discutida na Câmara Setorial, a questão do uso de fosfina. Existe uma determinação da Anvisa, né, mas um entendimento errôneo aí de uma interpretação da realidade, né, das daquilo que existe de orientação, inclusive normatizada há muitos anos, né?

A fosfina é usada há mais de 150 anos. A fosfina, ela é um gás volátil, então ela não vai deixar resíduo no grão. Mas houve um entendimento um pouco diferente, principalmente no que diz respeito ao uso de fosfina em ambiente urbano. Então alguns cerealistas, alguns comerciantes foram levados a receber pela fiscalização autuações por estar usando a fosfina em ambiente urbano. Então acontece administrativamente por enquanto pela Câmara Setorial, vários setores estão se mobilizando para ter um entendimento melhor da Anvisa, né, de que não existe outro substituto e de que não há mal nenhum em você ter essa fosfina sendo aplicada, como vem sendo aplicada há 150 anos, e a única solução que a gente tem para armazenagem de grão, seja na área urbana, seja na área rural.

Acredito que essas informações foram as principais, né. Rolou muita coisa no mercado aí durante a semana. Mas essas foram as informações principais da semana, desta primeira semana do mês de julho. Boa semana para vocês, bons negócios, e isso aí, viva o feijão do Brasil!

?Voz A

O leite que seu filho toma, a cerveja que o boteco vende, a carne que tá no seu prato sai aqui do pasto, vocês compra da gente.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira.

?Voz A

Falta energia na fazenda e tá difícil aumentar a produção? A Genvolt Geradores e Serviços, agora em Paracatu, tem a solução. Somos especialistas em energia para agronegócio, com locação, venda e assistência técnica em geradores diesel de qualquer marca. Temos também soluções com energia solar e integração com a rede da SEMIG. Somos autorizados DEIF em Minas com suporte técnico de ponta. Genvolt, energia que move o campo. Fale com a gente, 319-9720-9331.

A Irriga Norte trabalha para fortalecer quem produz. Defendemos o impacto positivo e sustentável da agricultura irrigada, essencial para a segurança alimentar, com responsabilidade, representatividade atividade e compromisso com o desenvolvimento regional. Atuamos na defesa dos interesses do produtor rural, promovendo diálogo, informação e segurança para o crescimento do setor. IrrigaNor, união, força e presença para o campo continuar avançando. Venha ser nosso associado. Informações: 389-9859-8776.

?Voz 1

Julho é o mês do cooperativismo, tempo de celebrar um modelo que gera desenvolvimento, cria oportunidades e transforma vidas. Onde existe cooperação, existe crescimento compartilhado, mais qualidade de vida e um futuro melhor para todos.

?Voz A

A Cocairi tem orgulho de fazer parte dessa história de união, trabalho e prosperidade. O Sefob é muito mais do que um banco, Para mim é um local de confiança e de parcerias que fazem a diferença no meu dia a dia. Aqui eu encontro as melhores soluções financeiras, sempre com aquele atendimento humanizado que faz toda a diferença. Tudo fica ainda mais fácil com o aplicativo Sicoob no celular. Resolvo tudo rapidinho, sem complicações. Sicoob Credicopa, mais que um banco, a nossa cooperativa de crédito.

MLMarcelo Lüders

Na Copervap eu me sinto forte, a Copervap me dá suporte, seja no campo ou na cidade, ela traz prosperidade. É a Copervap, é a minha Minha casa, a nossa casa seja sempre assim abençoada.

?Voz A

O futuro da indústria e do agro já começou e ele passa pela inovação. O Indústria Agro, iniciativa do Sebrae Minas e do Senai, ajuda pequenos e médios negócios a crescer com mais produtividade, tecnologia e competitividade. Com soluções em inovação, automação e eficiência produtiva, o programa apoia empresários que querem modernizar a produção, reduzir custos e aumentar resultados. Saiba mais pelo telefone 38 3679-8300. 3679-8300.

FDFrancys de Oliveira

Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz. Comodities Agrícolas com Joãozinho Grafista.

?Voz A

E o mercado do milho brasileiro encerrou o mês de junho sob pressão, com intensificação da colheita da segunda safra ditando o ritmo dos preços nas principais praças produtoras do país. Enquanto consultorias como a Stonex elevam as projeções para safrinha O produtor rural adota uma postura cautelosa, segurando as vendas à espera de melhores janelas de oportunidade em meio à volatilidade do dólar e às incertezas climáticas. O agente autônomo de investimentos João Santaella Neto detalha o comportamento do mercado físico, o impacto das chuvas recentes e as perspectivas para o início de julho.

?Voz 1

Olá, ouvintes! Olá, internautas! Aqui quem fala é João Santaella Neto, conhecido há 26 anos como engrafista desde março de 2020, representando a corretora Terra Investimentos aqui no Cerrado Mineiro. Terminamos o mês de junho, começando o mês de julho. Então vamos lá comentar como foi o mercado físico ao longo do mês de junho, mercado físico do milho, alguma notícia de destaque, e depois falar como trabalhou, o que que a gente pode esperar do mês de julho aí para o nosso milho lá na na bolsa de Chicago.

Falar em Chicago, não tivemos bolsa na sexta-feira, então foi uma semana mais curta. O pessoal lá antecipou o feriado que era no sábado para sexta-feira, e aí com isso não tivemos bolsa lá em Chicago. B3 ficou de lado. Milho fechando na casa dos R$67, o milho setembro, contrato setembro, 2026, tá? Bora comentar como foi o mercado do milho ao longo do mês de junho. E vamos lá, o mercado brasileiro de milho então, de modo geral, apresentou um cenário de preços mais baixos ao longo de junho.

Conforme a Consultoria Safras e Mercado, esse movimento foi motivado pelo avanço da colheita da segunda safra pelo país. Em alguns locais, os preços até se sustentaram em meio a uma evolução dos negócios bastante lenta. Os consumidores atuaram de maneira bem comedida nas aquisições, esperando uma queda maior nos preços e adquirindo apenas lotes pontuais. A especulação em torno do clima fez com que muitos produtores relutassem fixar milho para venda a preços mais baixos, fazendo com que os preços subam, na minha opinião, porque você tá retendo, você não tá vendendo no mercado.

Também houve chuvas na última semana em áreas no sul do Brasil, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, e também dificultando, né, os trabalhos da colheita da safrinha. A paridade de exportação também não teve espaço para avanços contundentes diante de uma bolsa de Chicago bastante fraca em termos de preços no mês de junho. Já vou estar comentando e de um movimento limitado de valorização do dólar frente ao real. Por falar em dólar, o dólar comercial dia 3 de julho fechou a R$5,1682.

Então vamos lá, preços do milho, mercado disponível ao produtor. Milho em Cascavel, no Paraná, foi cotado a R$60, inalterado frente ao mês de maio. Campinas, Recife, a cotação ficou em R$66, também também sem mudanças frente ao mês de maio. Mogi, Ana Paulista também manteve a R$60 ao longo do mês de junho, sem alteração com o mês de maio. Estado do Mato Grosso, base Rondonópolis, a saca foi cotada a R$52 frente a R$51 no final de maio.

Rio Grande do Sul, base Erechim, o preço ficou em R$69 frente a R$67,50 no final do mês de maio. E aqui na nossa Minas Gerais, base Uberlândia, o preço na venda ficou em R$58 frente a R$59 no final de maio. E no estado de Goiás, base em Rio Verde, a saca foi cotada R$55. Essa aí foi que mais variou, tá? Queda de 5% frente a R$58 registrados no encerramento do mês de maio de 2026. Bom, também nessa semana que passou tivemos números importantes aí da Stonex, elevando a safra, a estimativa brasileira da segunda safra de milho, né, 2025/26, que estão aguardando, esperando 107,5 milhões de toneladas.

Foi Stonex, né, a consultoria Stonex, que informou na quarta-feira, dia 1º de julho, eles aumentaram sua estimativa em 1,4% em relação à previsão anterior do mês passado, de junho. A segunda safra de milho, safrinha, que está sendo colhida e representa a maior parte da produção brasileira, é plantada após a colheita da soja nos mesmos campos. A previsão parádia de plantio no estado mais agrícola do Brasil, estado Mato Grosso foi elevada, assim como a produtividade para outros estados.

O progresso da colheita mostrou bons resultados em muitas partes do país e as chuvas em junho beneficiaram as áreas plantadas, só que tardiamente, disse o relatório da Stonex. As perspectivas para a produção total de milho do Brasil safra 25/26 aumentaram em mais de 1 milhão de toneladas, chegando a 138 8,4 milhões de toneladas. O Brasil é o terceiro maior produtor de milho e um dos principais exportadores do mundo. Vai milho, vai Brasil!

?Voz A

E o mercado internacional do milho emite sinais de uma possível reversão de tendência, despertando o otimismo de analistas e traders na Bolsa de Chicago. Após testar suportes históricos e configurar o que os especialistas chamam de fundo duplo, o grão encontra sustentação em estoques trimestrais abaixo do esperado e em preços que já desafiam os custos de produção americanos. O Joãozinho Grafista analisa a visão de um especialista de mercado dos Estados Unidos e traz recomendações estratégicas sobre proteção de preço e o momento ideal para retenção de estoque.

?Voz 1

Bom, tava lendo aqui, né, alguns— gosto muito do portal AGWeb, né, lá dos Estados Unidos, e sempre mostra analistas, colegas de mercado, traders, diretores de corretoras, enfim, falando sempre sobre milho, milho, trigo, soja. Diretor, ele chama Jerry Gilkey, presidente da Gilkey Group. Bem otimista o tiozinho lá, o o tiozinho gringo, falou do gráfico do milho e que ele chamou atenção, que eu acho interessante também, que os preços tão, fizeram, a gente chama de fundo duplo, mais ou menos respeitando o suporte na casa dos, que a tendência de uma correção.

Aí ele comentou também que os preços, falou do mês de maio, né, de maio nós testamos a máxima das máximas, o milho, com a compra dos famosos fundos de investimentos desencadeados por temores de inflação, aumento do petróleo, como a gente viu na guerra contra o Irã, Estados Unidos contra o Irã. Ele disse que lá no dia 13 de maio o mercado voltou, esse mesmo fundo que comprou foi às vendas e levando o mercado para a mínima do dia 29 de junho nos $3,98, contrato setembro.

O que me chamou atenção, ele achou o relatório, então só ele com o próprio mercado, tá? Saiu na terça-feira, na última terça-feira da semana passada, saiu o relatório trimestral dos estoques lá do USDA, divulgou falando em 5,29 bilhões de bushels de milhos armazenados. E veio simplesmente 100 milhões de buchos a menos do que o mercado esperava. Então foi o que ele disse, então isso fez com que o mercado revesse a tendência, tava de queda para alta, e com isso respeitando o suporte que a gente fala no gráfico de 15 de janeiro de 2025, tá?

Então a gente chama isso de fundo dúplo. Então, na opinião dele, ele acha que o gráfico confirma para ele, né, uma tendência de alta. Ele sugere que os agricultores americanos mantenham o estoque armazenado porque a tendência é que o mercado irá iniciar um processo de recuperação, que com a queda dos preços dos últimos dias, o mercado tá chegando no que a gente chama de abaixo do custo de produção. Por exemplo, no café, o governo, ele não só no café como no milho também, o governo chega, chega no preço, no patamar.

Então só o governo brasileiro, principalmente governo brasileiro, ele, a gente chama de PEP, né, opções. Então o governo compra, né, o café, compra o milho, compra o trigo de produtores para naquele, para que o mercado não fique abaixo do preço de custo. E isso é interessante, somente não só para o milho, para como todas as commodities. Então lá, vamos dar uma olhadinha então lá no gráfico do milho e ver se eu concordo aqui com gringo.

É, na verdade é o seguinte, a mínima que o mercado fez, né, do contrato milho dia 25 de junho foi nos 403 bushel. Contrato que a gente chama de gráfico contínuo. Então é lógico, se eu aplicar uma linha reta, a gente chama isso de quê? De suporte. Lógico que abaixo dos 400, o mercado, a gente pode ver, sei lá, a mínima de agosto de 2000 do ano passado, que foi lá nos 380 por bucha. Venho comentando com vocês que o mercado pode buscar essa região, mas as últimas cimas do mês de junho foi bem importante, o mercado conseguiu Com um rendezinho, né, conseguiu trabalhar acima dos 420, deixou os 400 lá para trás.

Então vamos ver, vamos ver os próximos dias. Acho que tudo, lógico, que próxima resistência precisa romper é os 430, e aí ganhando força, aí vai, aí vai embora, 440, 460, 480, e a resistência forte lá nos 490, né, a máxima de abril. Então é, até concordo, concordo com o gringo. Indicadores estão apostando para cima, tendência é de alta. E é lógico, é o que a gente sempre fala, aquela famosa palavrinha que eu sempre falo também nos cursos que eu dou, chamado, chamada de hedge, proteção.

O produtor sempre tem que olhar, se proteger de alguma forma. Então, como ele sugeriu, segura um pouco milho, a não ser que você precisa fazer seu caixa, você tem custo da sua lavoura. Não, eu acredito numa melhora de preço. Então segura, faz um hedge, compra contrato na bolsa, compra opções de compra na bolsa, que a gente chama de call, e segura um pouco físico. A não ser que você precisa de caixa, você tem que vender o físico, é lógico, não tem como escapar.

Mas é o que eu recomendo e concordo com o gringo, a tendência é de uma recuperação. Chegamos num patamar que que é o que a gente chama de preço lá, olhando lá para eles, preço de custo. E aqui, na minha opinião, tá no suporte importante aí o gráfico, tá? Lógico, perdeu os R$400, aí vamos lá para os R$380. Mas enquanto isso, a tendência é de uma correção, tá joia? Então é isso aí, vai milho, vai correção de preço, vai Brasil, vai commodities!

?Voz A

Obrigado ao homem do canto. O estudante e o professor, a quem fecunda o solo cansado, recuperando o antigo valor.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira.

?Voz A

No noroeste mineiro, muita gente já sabe, para colher bons resultados não basta só trabalho duro, é preciso também contar com as parcerias certas. E quando o assunto é parceria, a Progresso Sementes está junto com você em Minas Gerais, oferecendo atendimento personalizado e uma linha completa de cultivares NeoGem e Dom Mário que garantem altas produtividades no campo. Quer saber mais? Acesse o Instagram @progresso.sementes ou fale com um de nossos representantes comerciais.

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FDFrancys de Oliveira

A contagem regressiva começou. Vem aí a Feira Minas 2026, a maior vitrine de negócios e tecnologia do Cerrado Mineiro. Para aproveitar, baixe o aplicativo oficial da FENAMINAS. É fácil, entre no Google Play ou na App Store, procure por FENAMINAS e faça o download. Com ele você acessa a programação completa, consulta os catálogos de expositores e encontra tudo com facilidade pelo mapa interativo do evento. FENAMINAS, de 21 a 24 de julho, de 12 às 20 horas, no Parque de Exposições de Patos de Minas.

FENAMINAS 2026, feira de negócios e tecnologia do Cerrado mineiro. Para Catu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz. Mercado do Algodão com Lício Pena.

?Voz A

O mercado global do algodão encerra a primeira semana de julho sob forte tensão climática, com os maiores players mundiais, enfrentando desafios que podem comprometer a oferta da safra 26/27. Enquanto o USDA aponta um aumento de 6% na área plantada americana, o estresse hídrico no Texas e a irregularidade das monções na Índia mantêm os preços em alerta na Bolsa de Nova York, neutralizando possíveis pressões baixistas. Lício Pena, diretor-executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão, AMIPA, detalha as oscilações das cotações, o dilema dos estoques chineses e como esse cenário de incerteza global pode abrir janelas estratégicas para a pluma brasileira.

LPLício Pena

Olá, aqui quem fala é Alício Pena, executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão, a AMIPA. Vamos falar sobre os destaques da semana de 29 de junho até o dia 3 de julho sobre o mundo do algodão. São informações geradas pelo Serviço de Inteligência de Mercado da Abrapa, informações no âmbito do ProAlminas, programa dinheiro de incentivo à cultura do algodão. No comentário da semana, vamos falar sobre dois destaques. O primeiro destaque são as oscilações da cotação do algodão durante a semana.

Com uma semana reduzida na Bolsa de Nova York devido ao feriado da última sexta-feira, dia 3 de julho, nos Estados Unidos, a semana terminou com as cotações em queda. Mas mesmo assim, no acumulado da semana, Nova York recuperou parte das perdas recentes. Já retorno neste assunto com o fechamento das cotações na bolsa. E o segundo destaque da semana são sobre as safras nos Estados Unidos e na Índia. Aliás, o principal ponto de atenção do mercado.

O USDA estimou a área plantada de algodão nos Estados Unidos com 9.850.000 acres, alta de 6% em comparação com 2025. Só que esse aumento de área poderá não significar em aumento de produção. O maior problema é o clima, com calor e estresse hídrico. No Texas e déficit de chuvas na Índia. Esse risco climático sobre duas grandes safras mundiais de algodão mantém o mercado em alerta, de olho na possibilidade de pressão na oferta de algodão.

A cotação na Bolsa de Nova York e o clima nos Estados Unidos e Índia são os destaques da semana e vamos tratar de ambos os assuntos durante o nosso comentário de hoje. Começando pela cotação do algodão na bolsa, já que as oscilações de preço na semana são um dos nossos destaques. Vamos agora então ao fechamento dos contratos da semana na Bolsa de Nova York. O contrato de 2026 fechou na quinta, dia 2 de julho, cotado a US$77,12 por libra-peso, uma alta de 0,2% na semana.

O contrato dezembro 27 fechou em US$75,42 por libra-peso, uma alta de 0,9% na semana. E o basis médio do algodão brasileiro posto leste da Ásia ficou em 820 pontos para embarque julho-agosto de 2026, isto para o algodão 31/3 padrão 36. Vamos agora falar um pouco sobre quais foram os fatores que contribuíram para a alta das cotações do algodão na semana. Voltando ao assunto da área plantada nos Estados Unidos, que ficou em, como eu disse, em 9.850.000 acres, é que esse aumento de área não trouxe reflexo baixista para os preços do algodão.

Explico: o mercado ainda aguarda confirmação de área efetivamente colhida, especialmente no Texas. Dependendo do clima, o abandono de áreas pode ser significativo. O histórico recente mostra que ajustes de área e produtividade podem mudar a leitura de oferta. Portanto, apesar da área maior, 6% maior do que a última estimativa, a safra americana está sob suspeita pelo mercado. Então vamos aprofundar um pouco mais nesse assunto.

A condição da safra dos Estados Unidos piorou na semana, com apenas 48% das lavouras do país em condição boa a excelente, uma queda de 5 pontos. O Texas, maior estado produtor, o índice caiu para 39%, com 25% em condição ruim ou muito ruim. Ou seja, o maior estado produtor de algodão dos Estados Unidos tem 61% da área plantada sob suspeita, podendo ter baixa produtividade e até mesmo alto índice de abandono de áreas. Vai depender do clima.

E o nosso outro destaque da semana, dentro do mesmo assunto climático, é a safra na Índia. O plantio na Índia está atrasado, com 2.970.000 hectares semeados até o dia 25 de junho. Esse índice de plantio é 35% abaixo do mesmo período do ano passado. As chuvas de monções, essenciais para as lavouras na Índia, seguem fracas, com chuva acumulada 38% abaixo da média histórica. Abro um parêntese aqui para explicar ao público o que são essas monções.

Monção é um fenômeno meteorológico caracterizado pela mudança brusca e sazonal na direção dos ventos, podendo provocar longos intensos períodos de chuvas torrenciais. Esse fenômeno ocorre principalmente no sul e sudeste da Ásia, sendo vital para a agricultura e economia dessa região. Portanto, as chuvas de monções não estão ocorrendo em volume suficiente para garantir segurança para a safra na Índia. E a Índia é o segundo maior produtor de algodão do planeta.

Uma queda na produção local irá impactar na oferta mundial da pluma. E já que o assunto é clima, vamos à principal região produtora na China, que é Xinjiang.

?Voz A

Por lá, a situação climática climática está delicada.

LPLício Pena

Isso no maior consumidor mundial de algodão. A região produtora da fibra na China enfrenta período de calor mais intenso desde o início do verão, com temperaturas acima de 40 graus Celsius no sul e leste da região e máximas locais podendo superar 45 graus Celsius. É muito calor. O risco de danos nas plantas, nas lavouras de algodão, por estresse térmico pode sim afetar a produtividade na maior região produtora de algodão da China.

Reduzindo os impactos na demanda por algodão brasileiro caso ocorram quebras de safra, de safras, né, nos Estados Unidos, na Índia ou na China. Continuando com os comentários sobre os fatores de alta da cotação do algodão na semana, a demanda chinesa mostra sinais de aperto relativo no mercado doméstico, com alta nos futuros da bolsa local, a bolsa de Zhengzhou. Persistem rumores de venda de estoques pela reserva estatal estimados entre 2,5 milhões de toneladas até 3 milhões de toneladas.

Isso sendo confirmado, o mercado entenderá que a China estará em breve mais atuante nas compras de algodão, principalmente do Brasil, Estados Unidos e Austrália, isto para recompor os estoques internos. Mas, por outro lado, temos notícias que a China mantém estoques elevados de algodão importado nos portos, com o principal porto do país estimando estoques acima de 500 mil toneladas. Portanto, a ausência de novas cotas de importação e a cautela dos compradores limitam novas compras externas.

Enfim, temos um dilema: a China mostra, por um lado, um aperto por algodão, abrindo mão de reservas estatais, e apresenta, por outro lado, estoques relevantes nos portos. Mais um fator de baixa para a cotação do algodão é o mercado de fios bastante estagnado. A demanda global das fiações permanece fraca, com compras concentradas no curto prazo, pouca disposição para alongar coberturas. A baixa confiança na cadeia têxtil limita altas mais consistentes.

E a queda recente do petróleo também não ajuda, pressionando o complexo de commodities e também reduzindo o custo relativo das fibras sintéticas. Isso pesa sobre fios mistos de algodão e poliéster e reduz o apetite das fiações por algodão. Agora de volta aos Estados Unidos, a safra americana que comentei bastante como fator de alta devido ao clima pode ser também considerado fator de baixa da cotação de algodão caso o clima melhore, pois o USDA elevou a área plantada dos Estados Unidos acima da intenção de março, passando de 9.640.000 acres para 9.850.000 acres.

Se o clima melhorar, esse aumento pode significar maior oferta na safra 26/27. E por fim, para encerrar essa análise de mercado dos fatores baixistas, as vendas líquidas semanais de algodão dos Estados Unidos foram modestas, com 49.700 fardos corridos, equivalentes a cerca de 11.300 toneladas. O ritmo mostra que a demanda externa segue no âmbito primeiro do ano.

?Voz A

Enquanto as principais polêmicas, ou melhor dizendo, enquanto as principais potências produtoras de algodão enfrentam um cenário de incertezas climáticas e atrasos no plantio, o Brasil se consolida como o grande pilar de estabilidade para o mercado têxtil global. Com uma expectativa de produtividade recorde e o início de uma colheita promissora em estados como Minas Gerais, a fibra brasileira então o alvo principal das exportações, especialmente com o momento de novos acordos comerciais entre Washington e Pequim.

Lício Pena avalia o avanço das lavouras em Xinjiang e no Texas, e os detalhes também do novo Plano Safra 26/27, e como a excelência do produtor mineiro está garantindo uma das melhores séries históricas de produtividade do Brasil.

LPLício Pena

Agora um giro de notícias pelos países importantes para o mundo do algodão. China e Estados Unidos avançaram nas negociações comerciais e chegaram a um acordo de princípio para reduzir tarifas recíprocas sobre produtos agrícolas, incluindo parte do comércio bilateral do setor, com o objetivo de ampliar a parceria. Na Índia, os preços do algodão no mercado doméstico indiano recuaram levemente. As cotações caíram para cerca de 85,60 centavos de dólar por libra-peso.

No Paquistão, a região produtora de Punjab recebeu chuvas recentes, favorecendo desenvolvimento das lavouras, enquanto outra importante região produtora do país, chamada Sindhi, continua sob clima quente e seco, com produtores aguardando maior umidade. Apesar disso, a safra evolui de forma satisfatória no Paquistão. O mercado doméstico de algodão no Paquistão segue ativo, favorecido pelos preços locais abaixo da paridade de importação.

As cotações da nova safra recuaram, refletindo a boa disponibilidade de matéria-prima. Em Bangladesh, a demanda das fiações segue relativamente ativa, embora os compradores permaneçam sensíveis aos preços em meio aos altos custos de produção. Entre os negócios recentes, destacou-se a compra de algodão brasileiro da safra 2026, reforçando a presença da fibra brasileira em um dos principais mercados importadores de algodão no mundo.

E nos Estados Unidos, as vendas líquidas de exportações de algodão upland permaneceram positivas, com compromissos de 49 mil fardos. Os principais destinos do algodão americano foram o India, Paquistão, China e México. Agora voltamos a falar sobre as safras na Índia, na China, nos Estados Unidos e no Brasil. Na China, o desenvolvimento da safra na principal região produtora, em Xinjiang, segue avançando, com cerca de 51% das lavouras já em floração.

As altas temperaturas e a escassez de água têm desacelerado o desenvolvimento das plantas em algumas áreas e mantêm preocupação com perdas adicionais e aumento de pragas. Na Índia, o plantio de algodão segue atrasado. Até 25 de junho, junho, a área semeada alcançava 2.970.000 hectares, como eu disse, 35% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Nos Estados Unidos, metade das lavouras estão entrando em fase crítica, sofrendo com o clima seco e estresse hídrico.

Resumindo, temos 3 safras com lavouras ainda, ainda em desenvolvimento, e boa parte ainda sendo plantado sob risco climático. Estados Unidos, segundo maior exportador mundial. China, maior produtor e maior consumidor mundial de algodão. E a Índia, maior área plantada do planeta e segundo maior produtor de algodão e um gigante consumidor também de algodão. Em paralelo, temos o Brasil com o clima nessa atual safra, a safra 25/26, de uma maneira geral bastante satisfatória.

Deveremos fechar com produtividade média nacional em torno de 1.954 kg de algodão em pluma por hectare, garantindo com esse índice a maior produtividade de algodão sequeiro do mundo. O Brasil segue como maior exportador mundial de algodão e terceiro maior produtor, com área plantada nesta safra 25/26 de 996.767 hectares. Expectativa de produção de 3.902.111 toneladas e com previsão de consumo da indústria brasileira em torno de 720 mil toneladas.

Ou seja, o Brasil está com a safra garantida iniciando a colheita e com mais de 3 milhões de toneladas destinadas à exportação. Acontece que a maior parte desse volume de algodão está comprometida em contratos firmados de exportação. Com volumes e preços definidos e o comprador já com esse algodão alocado em sua produção têxtil. Caso ocorra quebra de safra em um desses grandes produtores, como Estados Unidos, Índia e China, o Brasil será o principal fornecedor dessa pluma extra ao mercado.

E dependendo do tamanho dessa quebra de safra, poderemos sim ter dificuldade para atender essa demanda adicional por algodão. Quando a demanda fica maior que a oferta, todos já sabemos o que ocorre com os preços de qualquer commodity nessa situação. Por outro lado, o mercado já testou recentemente preços bem acima de 80 centavos de dólar por libra-peso e não foi bem aceito pela indústria têxtil, que viu suas margens afetadas. Vamos acompanhar de perto o clima nesses países, principalmente neste momento de início da colheita brasileira.

E já que falamos de Brasil, o governo federal divulgou o Plano Safra 26/27 com R$525 bilhões e R$100 milhões em crédito para agricultura empresarial. Os recursos serão destinados a custeio, comercialização e investimentos na produção agropecuária. Agora, a exportação O Brasil mantém constantes os embarques de algodão para o exterior. As exportações brasileiras de algodão somaram 146.800 toneladas nas 3 primeiras semanas de junho de 2026.

A colheita da safra 25/26 avança nos estados da Bahia, com próximo a 2% de área colhida, Goiás com 5% de área colhida, Maranhão 13%, Minas Gerais 10%, Mato Grosso do Sul 17%, Mato Grosso começando agora 1%, Piauí em torno de 7%, Paraná praticamente encerrado e São Paulo com 62%. Em Minas Gerais, a colheita iniciou no mês de junho e começa a intensificar a partir de meados de julho. As primeiras áreas colhidas apresentam excelente produtividade.

Ainda é cedo para cravar, mas nossa expectativa é que Minas Gerais terá em 2026 uma das melhores produtividades de sua série histórica, com produção estadual superando o consumo da indústria mineira. Parabéns aos produtores mineiros pela excelência na produção de algodão com qualidade e produtividade. E para finalizar nosso comentário semanal, vamos aos preços praticados na semana em Minas Gerais. A semana finalizou com o algodão tipo 41/4, incluso o ajo, ProMinas e Posto Indústria, precificado em R$147,28 a arroba de pluma.

Bem, meus amigos e amigas, por hoje é só. Aquele forte abraço de fibra e até a próxima semana, se assim Deus permitir.

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