Paracatu Rural - 07-07-26 Completo - T12 Ep 32 - Boa Vista FM
● Audiência públicanos EUA discute tarifas aos produtos brasileiros
● Europa exige rastreabilidade territorial: o queisso significa para a pecuária brasileira?
● Balança do leite: importações seguem altas eproduto brasileiro perde força no exterior
● Fórum discute como transformar qualidade emvalor na carne bovina
● Plano Safra mantém juros elevados e deixadúvidas sobre acesso ao crédito, avalia Federarroz
● Deputados defendem investimentos na assistênciaao produtor rural
● Teto do MEI sobe, mas Governo segue pressionadopelo Simples Nacional
● Como o agro pode faturar no setor debiocombustíveis para avião e navios
Apresentação Francys de Oliveira(38)991810123
Francys de Oliveira
Sandro Mundim
Arthur Chagas
Carlos Henrique
Denis Dias Nunes
Flávio Mingorance
Gabriel Brum
Lisandro Jemeac
Paulo Henrique Pereira
Raul Belém
Ricardo Alban
- Atualização do MEI e Simples NacionalMicroempreendedor Individual (MEI) · Simples Nacional · Inflação · Paulo Henrique Pereira · Denis Dias Nunes
- Tarifas de ImportacaoTarifas de importação · Competitividade das exportações · CNI · Ricardo Alban · Gabriel Brum
- Crédito RuralRecursos para custeio e comercialização · Juros · Endividamento de produtores · Fedearroz · Denis Dias Nunes
- Biodiesel e BiocombustíveisSAF (Combustível Sustentável de Aviação) · Biodiesel de origem vegetal · Descarbonização · Rio Grandense · Flávio Mingorance
- Localização e contexto geográficoRegulamento EU DR · Desmatamento · Georreferenciamento · União Europeia
- Custos de produção de leiteImportações de leite em pó · Exportações de derivados lácteos · Mercosul · Rafael Mendonça
- Agricultura e propriedade ruralEmater · População mundial e oferta de alimentos · Agricultura familiar · Raul Belém · Carlos Henrique
- Produção de CarnesReforma tributária · Mercado da Carne Premium · Origem e sistema produtivo · ABHB · Arthur Chagas
Acordo de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar. Vem com a gente em toda a região com o seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação. Programa Paracatu Rural. Programa Paracatu Rural.
Ah, ô bom, bom dia! Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu Jornal do Agronegócio Paracatu Rural. Bom dia, homem, mulher, criança e adolescente do campo e da cidade! Para quem tá trabalhando, descansando, passeando, viajando, bom dia! Bom dia também aos moradores das cidades vizinhas a Paracatu. Para você que nos acompanha pela internet, para quem tá tirando leite, cuidando dos animais, tá na máquina agrícola, na estrada, na rodovia, em casa, no carro, no trabalho, comerciante, servidor público, autônomo, profissional liberal, dona de casa, aposentado.
Hoje é terça-feira, hoje é dia 7 de julho de 2026, Dia do Produtor Rural Mineiro.
Parabéns a você, produtor rural de Minas Gerais!
Muito obrigado aí pelo que você faz todos os dias.
Insiders.
Bom dia para você, fala Sandro Mundim, bom dia. Destaques do dia: audiência pública nos Estados Unidos discute tarifas aos produtores brasileiros, Europa exige rastreabilidade territorial. O que significa isso? Balança do leite, importações seguem altas e o produto brasileiro perde força no exterior. Fórum discute como transformar qualidade em valor na carne bovina. Plano Safra mantém juros elevados e deixa dúvidas sobre o acesso ao crédito.
Deputados defendem investimentos na assistência ao produtor rural. Como o agro pode faturar no setor de biocombustíveis para avião e navios? Tem também cotações e previsão do tempo. Cotações com fechamento ontem, dia 6 de julho, dólar R$5, R$12,82. Soja saca de 60 kg no Porto Paranaguá, R$139,01. Arroba do algodão em São Paulo, R$135,48. Milho 60 kg em São Paulo, R$64. Tonelada do trigo no Paraná, R$1.363,13. Arroz em casca 50 kg no Rio Grande do Sul, R$60,66.
Feijão: Carioca 910, R$398,31 no noroeste de Minas, e o Carioca 885, R$354,38 na metade sul do Paraná. Feijão preto tipo 1, R$207,13. Açúcar, 50 kg em São Paulo, R$91,94. Café tipo 6, São Paulo, 60 kg. Arábica, R$1.787,48. Robusta, R$1.117,33. Suíno vivo quilo em Minas, R$5,89. Frango congelado quilo em São Paulo, R$7,18. Ovos granja vermelho extra, 30 dúzias, Ceasa, Belo Horizonte, R$180. Nelore 8 a 12 meses, Mato Grosso do Sul, R$3.387.
Arroba do boi gordo em São Paulo, R$326,45. Valor base de referência do leite entregue em junho a ser pago em julho, de acordo com o Conselheite Minas, R$2,59,1.
Chuva ou céu aberto?
Saiba como anda o clima.
Olá, ouvintes do Paracatu Rural! Nesta terça-feira seguimos com a atuação do sistema de alta pressão atmosférica que inibe a formação de nuvens, deixando o céu predominantemente claro, com temperaturas mais frias pela manhã e com um aquecimento durante o dia, ficando a temperatura máxima aí com até, faz um certo calorzinho, né, no período da tarde. Então a previsão para Paracatu e toda a região noroeste do estado de Minas Gerais é de céu claro a parcialmente nublado, não há previsão de chuvas, temperatura em Paracatu variando dos 15 aos 30 graus e a umidade relativa do ar em aproximadamente de 35% nas horas mais quentes do dia.
Então já cabe redobrar os cuidados com a hidratação e também com a proteção solar por conta da forte radiação. Para o Paracatu Rural, Lisandro Jemeac, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia. Maiores informações sobre tempo e clima em portal.inmet.gov.br.
Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira.
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Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz. Agronegócios.
A ampliação do uso de biocombustíveis na aviação e na navegação ganha cada vez mais espaço como estratégia para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e acelerar a transição para uma matriz energética mais sustentável. Impulsionados por avanços tecnológicos e por políticas de descarbonização, combustíveis renováveis como como o SAF, Combustível Sustentável de Aviação, e o biodiesel de origem vegetal despontam como alternativas para tornar o transporte aéreo e marítimo mais eficiente e alinhado com as metas globais de combate às mudanças climáticas.
Para o agronegócio, essa expansão é muito bem-vinda, uma vez que parte da matéria-prima para a produção desses combustíveis vem dos campos. O jornalista Estevão Damásio, da CNA, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, conversa sobre essa possibilidade que se abre então com Flávio Mingorance. Ele é diretor de biorrefino da refinaria Rio Grandense.
Eu vou começar com uma pergunta meio óbvia, mas eu acho que a gente pode direcionar o nosso bate-papo começando por ela. Quando a gente fala em SAF biobunker, Nós estamos falando de combustíveis do futuro ou já é realidade, seu Flávio?
Eu diria que já, já são combustíveis do presente, né? Esse mercado do biorrefino é um mercado que ele já existe no mundo desde 2007. E aí você tem já um mercado hoje de aproximadamente 45 bilhões de litros sendo comercializados globalmente, metade Estados Unidos. E a outra metade entre Ásia e Europa. Então você tem biorrefinarias já operando com diesel renovável e SAF, mas majoritariamente o diesel renovável. Mas assim, diria que esse já é o mercado atual e que o Brasil está se inserindo nele agora.
Então a gente tem um mercado que ele tende a dobrar nos próximos anos até 2030 e olhando para frente quadruplicar até 2050. Então ele é um mercado, entre 2030 e 2050, quadruplica. Então ele é um mercado enorme e que o Brasil tem totais condições de ser uma das potências do biorrefino global.
O senhor citou aí, Flávio, Estados Unidos, Europa, mercados que já estão bem avançados em relação a nós aqui no Brasil. Mas nós brasileiros sempre fomos rotulados como o país celeiro do mundo, no caso do agro. País com potencial para combustíveis menos poluentes. Nós temos grande potencial então, pela experiência que o senhor tem?
Total. Na verdade, o Brasil ele já é, se você for pensar na indústria do etanol, na indústria do biodiesel, nossa matriz energética já é uma matriz super limpa e o Brasil já é uma referência em biocombustíveis, né? Então a gente tem uma indústria do etanol super robusta, do biodiesel da mesma forma. A indústria do biorrefino, produção de SAF, diesel renovável ou o próprio diesel marítimo, você tem um potencial gigantesco de você ampliar essa posição do Brasil globalmente.
Eu diria que aqui a diferença é que no etanol, no biodiesel, o grande mercado dessa indústria tá dentro do Brasil. No mercado do biorrefino, você obviamente tem uma oportunidade sim dentro do país, mas o que é muito positivo é que a gente tem uma possibilidade de abastecer o mundo, né? Então o Brasil, por ter uma abundância de feedstocks diferentes, óleo de soja, óleo de canola, carinata, gorduras animais, um óleo de milho, então assim, a gente tem uma oportunidade de, a partir dessa biomassa, dessas matérias matérias-primas, produzir biocombustíveis para atender o mundo, né?
Então, quando você pensa nas rotas de descarbonização, nas metas de descarbonização que já existem hoje, né? Então, na Europa, por exemplo, o SAF começou a ter obrigação em 2025 de 2% do combustível que hoje é vendido lá na Europa, você tem que ter o SAF ali. Então, 2030, isso sobe para 6% e assim cresce mais. Ásia também com as suas metas. Então, para que você, para que você atenda toda essa demanda global a partir de 2030, 35, 40 e 50, você precisa de diversas rotas tecnológicas a partir dos óleos vegetais, gorduras animais, óleo de cozinha usado, etanol, para atender, para atender mercado europeu, mercado americano e também mercado asiático, né?
Então o Brasil, sim, ele tem, ele tem, ele sabendo aproveitar essa janela de oportunidade, tem potencial enorme de criar uma indústria que pode ser uma alavanca importante para, inclusive, né, assim, eu diria que tem uma integração gigantesca, né, desse mundo do oil and gas com o mundo agro, né? Então assim, os biocombustíveis que a gente tá aqui criando essa indústria nova no país, elas terão um papel importante para o desenvolvimento, para o novo desenvolvimento do agro brasileiro, que eu acho que cresceu muito com China nos últimos anos, mas eu diria que para o futuro os biocombustíveis eles têm uma relevância similar Olha o que foi a China nos últimos 20 anos para o agro brasileiro.
Antes de entrar aqui nesse bate-papo com o mestre aí, eu dei uma estudada, né? Porque SAF que eu conhecia era SAF do futebol, viu? Eu agora fui apresentado, e com muito prazer, ao SAF, que é um combustível, um biocombustível direcionado para aviação. E o biobanker é direcionado para navegação marítima, né? Como é que vocês aí na Rio Grandense estão trabalhando isso? Como é que tá a produção? O que que você pode dividir com quem tá nos acompanhando?
Ótima pergunta. Eu vou aproveitar rapidamente a audiência aqui para apresentar a Rio Grandense. Rio Grandense é a primeira refinaria do país. Nós estamos localizados em Rio Grande do Sul, extremo sul. Do Rio Grande do Sul, extremo sul do Brasil, porém no centro, no centro da América do Sul. Nós temos como acionistas Braskem, Petrobras e Ultrapar, e a gente vem num processo de conversão dessa refinaria numa biorrefinaria. Então a gente tá agora, então a gente começou esse estudo e esse projeto no início de 2023, e a gente tá agora nos próximos, nas próximas semanas, tomando a decisão final de investimento de seguir com o projeto.
Então, neste momento, a gente ainda não produz o biocombustível. A gente já investiu 120 milhões no projeto e estamos agora tomando, levando aos sócios o projeto para sua decisão final. E aí nós estamos falando de um projeto de aproximadamente 1 bilhão de dólares para produção do SAF, do diesel renovável. Então o nosso projeto ele prevê como plano de negócios uma produção de aproximadamente 800 mil toneladas de óleos vegetais, gorduras animais e óleos residuais para atender mercado internacional.
Nos primeiros anos, Europa, Estados Unidos, mas com potencial também de atender a Ásia. Então, obviamente que a gente também, nós também teremos um mercado nacional para atender, mas o grande, o grande mercado que, e aí reforça um pouco do que a gente já vinha falando aqui, mercado internacional, né? Então esses projetos de biorrefino, eles são projetos que eles têm que ser resilientes ao mercado internacional e trabalhando, portanto, com matérias-primas de baixa intensidade de carbono, matérias-primas sustentáveis, que você consiga acessar esses mercados.
Então essa é um pouco, essa é um pouco a visão do nosso projeto hoje. Então a gente não produz ainda biocombustível, a gente tem aqui, nós seremos aí uma das primeiras biorrefinarias do país a ter esse biocombustível em 2029.
Então o senhor tá tendo muito trabalho, que é um momento, quem sabe, de virada de chave?
Não, sem dúvida, eu tenho muito trabalho, é o momento de virada de chave, é isso aí. Eu diria que é um prazer enorme tá liderando esse projeto e ser uma das pessoas que tá ajudando essa agenda super positiva, não só para refinaria, mas para o país, né? Então vou trazer aqui algumas informações falando um pouco aqui especificamente do agro, né? Rio Grande do Sul tem um potencial enorme ali hoje, na verdade não potencial, na verdade o mercado de soja pujante já no Rio Grande do Sul.
Então a gente tem ali 7 milhões de hectares de produção de soja, sendo que apenas 1 milhão de hectares nas culturas de inverno, né, você tem a intressafra, você tem o cultivo. Portanto, nós temos 6 milhões de hectares aproximadamente para processar as culturas de inverno. O nosso projeto é um projeto que acredita especialmente nas culturas de inverno. Então a gente entende que a gente consegue agregar muito valor aos produtores locais, a economia gaúcha em especial, mas não só gaúcha, mas especialmente a gaúcha, no desenvolvimento dessas culturas de inverno.
Que para o meu projeto, se eu tiver um pouco mais de 1 milhão de hectares desses 6 milhões, já atende a minha capacidade. Então veja o potencial que o Brasil tem de desenvolver esses projetos para serem exportadores. E aí, de um projeto de 1 bilhão de dólares que eu tô colocando dentro do meu ativo, você pode colocar mais de 1 a 2 bilhões de dólares na cadeia do agro, pensando em crushing, em outros investimentos dentro do setor logística, infraestrutura, para que você, para que você tenha esse biocombustível sendo exportado.
Então eu digo assim que esse, esse, essa agenda é uma agenda que o país não pode perder. É porque ela é uma agenda estruturante e transformadora.
Obrigado ao homem do campo, dê no leite o café e o pão, Deus abençoe os braços que fazem o suado cultivo do chão.
Você está ouvindo Paracatu Rural, Jornal do Agronegócio, com Francis de Oliveira.
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A FENAMINAS está chegando de 21 a 24 de julho. O Parque de Exposições de Patos de Minas recebe a Feira de Negócios e Tecnologia do Cerrado Mineiro em sua 4ª edição. A FENAMINAS traz uma estrutura 100% indoor, mais conforto, cerca de 150 expositores e expectativa de mais de 30 mil visitantes. Serão 4 dias de inovação, informação, networking, palestras, rodadas de negócios, exposição de máquinas, feirão de veículos e a tradicional queima do alho.
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Para Catu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz. Notícias do Leite.
O comércio agropecuário global começa a fazer uma nova pergunta aos produtores: não apenas quanto se produz, mas também onde e como se produz. Durante décadas, o comércio internacional de produtos agropecuários foi estruturado em 3 pilares: preço, volume e requisitos sanitários. Esses fatores continuam importantes, mas um novo elemento vem ganhando peso crescente na definição de quem consegue acessar determinados mercados. Cada vez mais, a capacidade de comprovar a origem territorial da produção passa a ser parte central da competitividade agrícola.
Essa mudança ficou evidente com a aprovação pela União Europeia do regulamento conhecido como EU DR, que estabelece novos requisitos de rastreabilidade e de comprovação de origem para produtos associados ao desmatamento. A nova legislação estabelece que empresas que comercializam determinados produtos no bloco europeu devem comprovar que esses produtos não estão associados a desmatamento recente. Para isso, as empresas que colocam esses produtos no mercado europeu passam a ter que apresentar informações geográficas avaliando riscos e demonstrando com dados verificáveis a origem e as condições de produção ao longo da cadeia produtiva.
O Rafael Mendonça, direto da nossa redação, nos conta os principais impactos dessa nova regra.
O regulamento europeu estabelece um conjunto de exigências que altera de forma significativa a lógica de rastreabilidade nas cadeias agroalimentares. Entre os principais requisitos estão a identificação das coordenadas geográficas das áreas de produção animal, que no caso de produtos bovinos pode envolver todos os estabelecimentos associados à criação do animal, comprovação de que não houve desmatamento após data estabelecida pela legislação, mecanismos de rastreabilidade da cadeia produtiva e documentação auditável capaz de sustentar essas informações.
Mais do que um requisito documental, trata-se de uma mudança estrutural. O acesso a determinados mercados passa a depender da capacidade de demonstrar a origem geográfica da produção com precisão e transparência. A obrigação jurídica direta recai sobre os operadores e comerciantes abrangidos pela regulação da União Europeia. Na prática, porém, as suas exigências tendem a ser repassadas aos fornecedores ao longo da cadeia de suprimentos por meio de contratos, auditorias e sistemas de rastreabilidade.
Embora a discussão seja concentrada nas cadeias de carne bovina e soja, as implicações desse movimento tendem a se espalhar por diferentes sistemas produtivos. O leite e os derivados lácteos não estão diretamente incluídos no escopo do Anexo 1 da União Europeia. Além disso, diferentemente de cadeias como soja e carne bovina, a cadeia leiteira brasileira permanece majoritariamente voltada ao mercado interno, ainda que o país exporte alguns derivados em volumes pontuais.
Ainda assim, mudanças regulatórias internacionais tendem a redefinir padrões de rastreabilidade e governança em diferentes sistemas produtivos. Primeiro, porque grandes empresas de alimentos e redes varejistas globais vêm adotando políticas de rastreabilidade e sustentabilidade que se aplicam a toda a sua cadeia de fornecedores, independentemente do destino final do produto. Segundo, porque padrões regulatórios internacionais frequentemente acabam se tornando referências para políticas públicas e iniciativas privadas em outros países.
E terceiro, porque a crescente demanda por transparência ambiental está transformando a forma como as cadeias agroalimentares organizam seus sistemas de informação. Um dos elementos centrais dessa transformação é o avanço do georreferenciamento das propriedades rurais. No Brasil, instrumentos como o Cadastro Ambiental Rural já representam um passo importante na organização dessas informações territoriais. No entanto, a consolidação, validação e integração desses dados ainda é um processo em solução.
Ao mesmo tempo, diferentes políticas públicas e iniciativas privadas vêm ampliando a importância do georreferenciamento para regularização ambiental, rastreabilidade produtiva, gestão territorial e comprovação de conformidade socioambiental. O que antes era visto principalmente como instrumento cadastral tende a se tornar progressivamente uma infraestrutura essencial para o funcionamento das cadeias agroalimentares. Essas transformações revelam uma mudança mais ampla na lógica da competitividade agrícola.
Se no passado o diferencial estava concentrado principalmente em produtividade e eficiência, hoje ele passa a incluir também a capacidade de gerar e organizar informações sobre a produção. Entre essas informações, a gente destaca localização geográfica das áreas produtivas, histórico de uso da terra, indicadores ambientais, métricas de emissões de gases de efeito estufa, indicadores de bem-estar animal, práticas de manejo e gestão de propriedade.
Nesse novo contexto, dados deixam de ser apenas registros operacionais e passam a representar ativos estratégicos na cadeia. Essa mudança também reflete uma transformação na forma como a sociedade se relaciona com os sistemas alimentares. Consumidores, empresas e governos buscam cada vez mais transparência sobre a produção de alimentos. A capacidade de organizar informações de forma estruturada e confiável passa a ser um elemento central para fortalecer a confiança entre produtores, empresas e consumidores. Direto da redação, Rafael Mendonça.
A exigência crescente por rastreabilidade territorial não é um fenômeno isolado. Ela faz parte de uma transformação mais ampla na governança dos sistemas alimentares globais. Para a pecuária brasileira, isso representa ao mesmo tempo um desafio e uma oportunidade. O desafio está em estruturar sistemas capazes de organizar e comprovar essas informações de forma consciente. A oportunidade está em demonstrar com dados sólidos e gestão transparente o potencial de uma produção agropecuária cada vez mais eficiente, responsável e alinhada às demandas da sociedade.
Porque no futuro produzir bem continuará sendo essencial, mas cada vez mais a capacidade de demonstrar como se produz pode se tornar o verdadeiro passaporte para acessar mercados, conforme as informações divulgadas no portal Milk Point.
Mercado do leite.
O mês de junho apresentou leve recuo nas importações e nas exportações As importações totalizaram 211 milhões de litros em equivalente leite, enquanto as exportações foram 4,4 milhões de litros em equivalente leite. Apesar do déficit da balança comercial ter sido mantido, houve um recuo de 8 milhões de litros em equivalente leite, totalizando 206,6 milhões de litros em equivalente leite de déficit na balança comercial. Rafael Mendonça chega com mais detalhes direto da redação.
As importações de leite registraram recuo de 4,2% em relação ao mês anterior. Apesar desse recuo, os volumes importados ainda apresentaram avanços relevantes comparados ao mesmo período do ano anterior, totalizando o avanço de 35,2%. Os principais movimentos observados nas importações foram leite em pó integral, principal produto da cesta de lácteos importados, que apresentou recuo de 6% no volume importado na comparação mensal.
Já o leite em pó desnatado apresentou alta de 8% na comparação mensal, atingindo o patamar de aproximadamente 3,85 mil toneladas. A categoria de queijos correspondeu a 24% do volume importado e apresentou recuo de 11% no volume. A subcategoria de queijo tipo mussarela fresco não curado contribuiu para uma queda de 22% dentro da categoria. Já em relação às exportações, junho apresentou recuo de 23,9% frente ao mês de maio, passando de 5,8 milhões de litros em equivalente leite para 4,4 milhões de litros em equivalente leite.
O volume exportado também apresentou queda em relação ao mesmo período do ano anterior, que apresentou 5 milhões de litros em equivalente leite, indicando um recuo de 13%. Esse movimento mostra uma leve redução dos embarques, apontando para um cenário de baixa competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Nas exportações de junho foram observados os seguintes movimentos para os principais produtos: o soro de leite, principal item da pauta exportadora brasileira, apresentou recuo de 19% no volume embarcado.
O leite condensado, segundo principal produto, recuou 35%. E por último, o creme de leite, que representou 11% da cesta de produtos exportados, apresentou recuo de 44%. Em junho, as importações voltaram a recuar na comparação mensal, mas seguiram em níveis elevados. Para o restante do ano, a expectativa é que as importações continuem acima dos níveis observados em 2025, embora sem grandes oscilações no curto prazo. Esse cenário é sustentado principalmente pela maior disponibilidade de leite no Mercosul, com produção uruguaia e argentina em volumes elevados.
Esse contexto amplia a oferta de produtos importados ao Brasil e tende a pressionar os preços dos derivados no mercado. Além disso, o ambiente socioeconômico internacional tem causado uma maior volatilidade do dólar. Ainda assim, no comparativo anual, o câmbio segue favorecendo a competitividade dos produtos externos, reforçando a atratividade das importações e mantendo o mercado doméstico mais exposto à concorrência com os derivados importados. Direto da redação, Rafael Mendonça.
Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira.
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É o mês do cooperativismo, tempo de celebrar um modelo que gera desenvolvimento, cria oportunidades e transforma vidas. Onde existe cooperação, existe crescimento compartilhado, mais qualidade de vida e um futuro melhor para todos. A Cocairi tem orgulho de fazer parte dessa história de união, trabalho e prosperidade.
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Destaque na pecuária e na produção de soja, milho e café. A região do Triângulo Mineiro contribui para colocar Minas Gerais no topo do agronegócio nacional. E foi lá na cidade de Araguari que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou uma audiência para discutir a importância da assistência técnica e da extensão rural para impulsionar a economia de todo o estado. Levar para o campo o conhecimento produzido por pesquisadores.
Esse é o principal objetivo da extensão rural. Nesse cenário, as universidades e instituições de pesquisa como a Emater ocupam um papel de destaque, como explica o gerente da empresa em Uberlândia, Gilberto Carlos Freitas.
Nos próximos 24, 25 anos, estima-se que a população mundial chegue a 10 bilhões, que vai ser aí praticamente mais mais 1,8 bilhão de pessoas no mundo e vai ter que aumentar, né, a oferta de alimentos para essas pessoas que estão chegando.
Esperam-se, a ONU espera-se que o Brasil, desse para 1,8 bilhão de pessoas, que o Brasil seja responsável por esse incremento de 40%.
A audiência foi uma iniciativa da Comissão de Agropecuária e Agroindústria e da Frente Parlamentar em defesa da extensão rural pública e gratuita em Minas. O encontro reuniu o poder público, produtores rurais e entidades de classe. O deputado estadual Raul Belém defendeu o fortalecimento da Emater.
Não pode o Estado crescer e o agro crescer e a nossa empresa de extensão ela diminuir o seu quadro de funcionários, ela não ter a condição necessária para poder dar as recomposições salariais para essas pessoas que estão no dia a dia com o produtor rural, ajudando com tecnologias, com informações, com esse trabalho que é feito lá na ponta.
A audiência faz parte de uma série de encontros que estão sendo realizados em várias cidades mineiras. Deputado estadual Carlos Henrique afirmou que levará os candidatos ao governo de Minas uma carta reforçando a importância da Emater para o agronegócio mineiro.
Muitos os debates que estão acontecendo, e eu tenho— e ao final desse encontro nós vamos elaborar um documento, uma carta pública que será entregue ao governo de Minas e aos candidatos também ao governo do Estado de Minas Gerais. A gente precisa levar a informação do que é a Emater, qual a importância dela na vida da sociedade, qual a importância dela na vida da agricultura familiar, na produção, na pesquisa.
Economia Rural.
O governo federal e o Congresso avançaram nas negociações para atualizar as regras do microempreendedor individual, o MEI, com proposta que eleva gradualmente o limite anual de faturamento e amplia as condições de contratação de funcionários. Durante audiência na Câmara dos Deputados, parlamentares defenderam a medida como uma correção necessária após quase uma década sem reajuste, enquanto empresários também cobram a atualização dos limites do Simples Nacional, apontando os defeitos da inflação, ou melhor, apontando os efeitos da inflação sobre o micro e pequenas empresas. José Carlos Oliveira tem os detalhes direto da Rádio Câmara.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, celebrou consensos entre governo e parlamento em torno de ajustes no limite de faturamento para enquadramento dos microempreendedores individuais. Ele participou de audiência da Comissão Especial da Câmara dos Deputados sobre proposta já aprovada no Senado e que deve ser analisada em conjunto com o projeto enviado pelo governo no fim de junho. A medida vai beneficiar 17 milhões de MEI.
Acho que esse é um momento histórico de correção da realidade dos microempreendedores individuais que estavam quase 10 anos sem correção do teto, da permissão da segunda contratação, de modo que o Brasil tem muito a ganhar nessa medida capitaneada pelo presidente Lula, mas fruto da importância que o presidente Hugo Motta na construção de um fecundo diálogo com o governo federal nos últimos meses.
Paulo Henrique Pereira destacou os números da proposta do governo, que eleva o teto de enquadramento do MEI dos atuais R$81 mil para R$140 mil até 2028. Segundo ele, a medida faz parte de um conjunto de esforços para fortalecer o ambiente do empreendedorismo no Brasil. Brasil, incluindo a estabilização da economia, instrumentos de crédito como PRONAMPE e Procred 360, e novas políticas públicas como o Contrata Mais Brasil. O ministro ainda citou iniciativas de controle do endividamento das famílias nas 3 edições do Desenrola Brasil e anunciou para os próximos dias o lançamento do programa de parcelamento de dívidas dos cerca de 3 mil microempreendedores inadimplentes.
O relator da comissão, deputado Jorge Guetten, do Republicanos de Santa Catarina, adiantou que esse tema também será realizado na proposta em análise na Câmara.
Na atualização do MEI, nós queremos tratar a inadimplência, porque é muito bom um refiz do inadimplente, mas isso é tratar as consequências só. Nós queremos tratar na aprovação da atualização do MEI as causas da inadimplência.
Ao longo da audiência, o governo foi pressionado a também corrigir os limites para enquadramento de micro e pequenas empresas no Simples Nacional. As confederações nacionais da indústria, de diretores logistas e de comércio de bens, serviços e turismo mostraram que IPC-A, Índice Oficial de Inflação, subiu 60% desde a última correção do Simples em 2016. O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, Alfredo Cotaiti Neto, expressou a pressão de 23 milhões de micro e pequenos empresários.
Se não incluir o Simples Nacional no projeto, também sujeito à correção, a sociedade vai se mobilizar porque existe uma ação orquestrada para destruir o Simples Nacional e nós da sociedade civil não aceitamos.
A presidente da comissão, deputada Ana Ortiz, do PP do Rio Grande do Sul, vê cabo de guerra conceitual com o Ministério da Fazenda, que classifica a correção do enquadramento do Simples Nacional como renúncia fiscal. Ela entregou ao governo o Manifesto dos Empresários por Justiça Tributária.
O Simples Nacional tá ali junto desses 70% que compõem a geração de trabalho informal no país, uma parte importantíssima do nosso PIB, e que a gente possa enxergar para esses empreendedores também a relevância, né, e que todos têm na nossa economia.
O ministro do Empreendedorismo concordou que a correção do Simples Nacional não é renúncia fiscal, mas atualização monetária. Paulo Henrique Pereira espera que governo e parlamento cheguem juntos à solução para problemas que, segundo ele, vem da circunstância fiscal gerada pela inflação acumulada nos últimos anos.
Atualização do MEI está sendo feita sem adição de nenhum real a mais de tributação ao povo brasileiro. Quer dizer, o presidente Lula cortou na carne para atualizar o teto de 17 milhões de brasileiros. E temos que imediatamente trabalhar em tentar achar uma solução para o Simples. O governo tá absolutamente aberto.
O relator Jorge Getten citou brechas nos projetos em análise na Câmara para busca de soluções em torno da correção do Simples Nacional. Inclusive na proposta de fim da escala 6 por 1 de trabalho, já aprovada na Câmara e enviada ao Senado. Da Rádio Câmara de Brasília, José Carlos Ribeiro.
Obrigado ao homem do campo, o estudante e o professor, a quem fecunda o solo cansado, recuperando o antigo valor.
Você Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira.
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Mais de 4 mil produtores rurais brasileiros que somam cerca de 15— perdão, mais de 4 mil produtos brasileiros que somam cerca de 15 bilhões de dólares em exportações para os Estados Unidos podem ser atingidos por novas tarifas propostas pelo governo norte-americano. A medida, que prevê sobre taxas de até 35— perdão, 37,5%, é debatida em audiência pública em Washington. E preocupa a indústria e o agronegócio brasileiro, que alertam para os impactos sobre a competitividade das exportações e defendem a manutenção da relação comercial entre os dois países. Gabriel Brum traz as informações direto da Rádio Nacional.
Mais de 4 mil produtos brasileiros podem ser impactados pelo tarifação de 37,5% dos Estados Unidos contra o Brasil, segundo a CNI, a Confederação Nacional da Indústria. Isso equivale a quase 15 bilhões de dólares em exportações brasileiras. O tarifaço está em discussão numa audiência pública em Washington marcada para esta segunda e terça-feira. Segundo a CNI, entre os produtos que podem ser afetados estão ferro gusa usado na fabricação de aço, madeira, granito, açúcar de cana, tabaco, entre outros.
O Brasil é o país que mais vende esses itens aos Estados Unidos. O presidente da CNI, Ricardo Alban, diz que em termos econômicos e técnicos esse tarifaço não tem o menor sentido.
É porque, como todos sabemos de cor e salteado, o Brasil é deficitário na balança comercial com os Estados Unidos. Nós temos nessa a nossa relação, uma relação de complementariedade de capital importância para ambos os lados. Para ter ideia, cerca de 11 dos 13 maiores produtos de exportação que serão afetados, eles são— o Brasil é o principal fornecedor para os Estados Unidos, ou seja, também afeta o interesse americano.
Na audiência pública norte-americana, o Brasil vai ser representado por setores do agronegócio, como arroz e café, etanol, calçados, entre outros. O embaixador Roberto Azevedo vai falar em nome da CNI, que acompanha o caso de perto, diz Alban.
Repor produtos manufaturados sempre é muito mais complexo do que repor commodities no mercado internacional, porque eles têm especificações de cada país, de cada região, de cada demanda, para que a gente possa compor. Isso nos preocupa bastante, e é por isso que nós estamos desprendendo todos os esforços possíveis para termos o melhor resultado também possível. É um desafio grande.
São duas taxas, uma de 25%, com base numa investigação comercial por supostas práticas anticompetitivas, em que um dos alvos é o Pix. A outra, de 12,5%, foi proposta com base na acusação de que o Brasil não fiscalizaria a importação de produtos feitos com trabalho forçado. A decisão final está marcada para sair no dia 15 de julho. Da Rádio Nacional, em Brasília, Gabriel Bruno.
Vamos agora à pecuária. Margens mais apertadas nas propriedades, dificuldades econômicas previstas com a reforma tributária a partir de 2027 e o desafio de fazer o consumidor perceber valor além do preço estiveram no centro do Fórum da Carne. O debate reuniu produção, indústria, varejo e certificação e devendeu mais informação sobre a origem, sistema produtivo e atributos da carne prêmio. Arthur Chagas tem os detalhes direto da agência Agroeffective.
Associação Brasileira de Éreflor e Bráfora, ABHB, promoveu mais uma edição do Fórum da Carne, desta vez dentro da programação da 3ª Feira Nacional de Genética, PROMEBU, a FENAGEM. O evento aconteceu no auditório central do parque, que ocorre na Associação Rural de Pelotas. A ideia do Fórum da Carne foi discutir os principais desafios e oportunidades atividades da cadeia da carne de qualidade. A iniciativa reuniu representantes da produção, indústria, varejo e certificação.
Participaram do evento o presidente da BHB, Eduardo Soares, o gerente executivo Felipe Zambuja, a consultora da Carniária Forana, Doralina Menezes, e também participaram o especialista da Afecton Grupo, Ricardo Pass Gonçalves, o representante da Estância Banca, Luciano Terra, presidente do Núcleo Sul de Hereford e Braford, Luiz Mascarenhas, o representante do macroatacado Treichel, Davi Treichel, e o representante do frigorífico coqueiro, Luiz Roberto Safeld.
Ricardo Paes falou sobre as dificuldades econômicas previstas com a reforma tributária para o produtor rural a partir do ano que vem. Já no painel Mercado da Carne Premium: Como Transformar Qualidade em Valor, a consultora de carne Hereford da BHB, Ana Doralina Menezes, defendeu que toda a cadeia da carne deve investir em informação e comunicação para fortalecer a relação com o consumidor. Segundo a consultora, produtores rurais, indústrias, frigoríficos e o varejo precisam atuar de forma integrada.
A ideia é oferecer ao consumidor o maior volume possível de informação sobre o produto. Entre os aspectos destacados por Doralina estão a origem da carne, o sistema de produção, os atributos de qualidade e os diferenciais que agregam valor. Valor ao alimento. No final, houve uma roda de debates onde o público pôde interagir com os convidados, assuntos como o futuro da carne bovina, certificação, mercado e integração entre os diferentes elos do setor.
O presidente da ABHB, Eduardo Soares, avaliou de forma positiva a realização do Fórum da Carne. Segundo ele, o evento cumpriu o papel de aproximar os diferentes elos da cadeia produtiva da carne, reunindo produtores, fornecedores, varejo e consumidores em um mesmo espaço de debate. Para Soares, a iniciativa representa uma oportunidade importante para fortalecer o setor por meio da troca de conhecimento e da aproximação com o público.
Fantástica oportunidade que a Associação de Agrofrigoríficos proporcionou para juntar todos os elos da cadeia, juntar o público consumidor da carne, varejo e também os fornecedores da carne. Então que seja mais um evento de muitos.
O dirigente ressaltou ainda que um dos principais desafios é ampliar o acesso à informação e incentivar o consumo de carne de qualidade. Essa cobertura tem o patrocínio de Senar, conhecimento que movimenta o agro, da Agência Agroefectiv, Arthur Chagas.
Crédito Rural.
O Plano Safra 26/27 ampliou para R$525,1 bilhões os recursos da agricultura empresarial, mas reduziu o custeio e comercialização em R$29,8 bilhões. Para a Fedearroz, juros de 12,5% e a falta de solução para o endividamento ainda podem impedir produtores de arroz de acessar o crédito. A entidade também aguarda detalhes sobre a operacionalização dos recursos e seguro rural. Ieda Risco tem os detalhes direto da agência Agroefectiv.
Plano Safra 2026/2027 anunciado pelo governo federal amplia em R$9 bilhões os recursos destinados à agricultura empresarial, que passam de R$516 bilhões para R$525 bilhões. Apesar do aumento no volume total de crédito, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul avalia que as condições anunciadas ainda estão abaixo das necessidades do setor, especialmente em relação às taxas de juros, aos recursos para custeio e à situação financeira dos produtores.
Do total previsto para a nova safra, R$384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização e R$140 bilhões aos investimentos. Na comparação com No ciclo anterior, os recursos para custeio e comercialização foram reduzidos em R$29,8 bilhões, enquanto os investimentos cresceram R$38,7 bilhões. Para o presidente da Fedearroz, Denis Dias Nunes, o setor esperava condições mais favoráveis para o financiamento da produção.
O Plano Safra veio com valor abaixo do que a gente pretendia, né? Vamos ver, não sei te dizer ainda do seguro rural, da subvenção de seguro, quanto que o governo destinou para o seguro, que é importante, tá, para subvenção de seguro rural, é importantíssimo. Os juros também não vieram como a gente pretendia, nós pretendíamos abaixo de um dígito, né, ele veio para agricultura empresarial a 12,5%, né.
Nunes ressalta que ainda é necessário conhecer detalhes da operacionalização dos recursos e do programa de subvenção ao prêmio do seguro rural, considerado estratégico crédito para atividade. Segundo ele, também há preocupação com a capacidade das instituições financeiras de captar recursos suficientes para atender à demanda por crédito em um cenário econômico desafiador. Outro ponto destacado pela entidade é a necessidade de uma solução para o endividamento dos produtores.
Conforme Nunes, a definição sobre o Projeto de Lei 5122 e as medidas que poderão ser adotadas pelo governo serão determinantes para que parte dos arrozeiros consiga acessar linhas de financiamento da próxima safra. Ele diz que estão na dependência das renegociações e de como será resolvida a questão do endividamento, até para que os arrozeiros consigam ter acesso ao crédito rural, porque senão vários produtores de arroz vão ficar alijados do Plano Safra. Da agência Agroefect.
Acabou o seu Jornal do Agronegócio para a Catu Rural, mas a gente volta amanhã. É 7:45 da manhã aqui na sua rádio Boa Vista FM 96, 103,5 MHz, também pela internet, na Alexa, Rádios Net e vários outros aplicativos. Depois do Brasil Sertanejo do José Fernandes, estamos aqui. Direção geral de Humberto Neiva, mesa de som Sandro Mundim, redação e edição Rafael Mendonça, apresentação Francisco de Oliveira, realização Agência Locutores Online.
Bom dia, muito obrigado pela sua atenção. Obrigado, parceiros do Paracatu Rural. Deus te abençoe, tchau tchau!
Acorda de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar. Vem com a gente em toda a região com o seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação. Programa para Catu Rural, programa para Catu Rural.
Agropeças
Peças para irrigação, tratores, plantadeiras e colheitadeirasCooper Transnord
Cooperativa de transporteFiltro Óleo
Filtros, higienização e lubrificantesGenvolt Geradores e Serviços
Energia para agronegócioIrriga Norte
Agricultura irrigadaLindsay
Pivôs de irrigaçãoProgresso Sementes
Cultivares NeoGem e Dom MárioSebrae Minas e Senai
Indústria AgroSenac
Conhecimento que movimenta o agroSicoob Coopemata
Cooperativa de créditoSindicato dos Produtores Rurais de Paracatu
Serviços para associados