Feijão a R$ 400 e a Polêmica da Fosfina na Armazenagem
Com o início de julho, o mercado de feijão entra em um momento decisivo, exigindo estratégias opostas para quem produz e para quem comercializa. Enquanto o feijão carioca mantém sustentação na casa dos R$400,00, a recomendação técnica é de venda rápida diante da expectativa de maior oferta na segunda quinzena; já para o feijão preto, o cenário de importações e baixa oferta sinaliza que este é o momento ideal para a formação de estoques. Além das tendências de preço, o setor se mobiliza contra novas interpretações da Anvisa sobre o uso da fosfina, um insumo vital para a armazenagem urbana. O presidente do IBRAFE, Marcelo Lüders, traz os detalhes dessa movimentação e o que você produtor precisa fazer para garantir a rentabilidade em julho.
Marcelo Lüders
- Polêmica da Fosfina na ArmazenagemAnvisa · Uso em ambiente urbano · Insuficiência de substitutos · Segurança do insumo
- Mercado de Feijão CariocaPreço de R$400,00 · Recomendação de venda rápida · Expectativa de maior oferta
- Razões para queda no consumo de feijãoCenário de importações · Baixa oferta · Formação de estoques · Argentina
Aô, bão, boa noite! Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu Jornal do Agronegócio para Catu Rural. Feijão a R$400 e a polêmica da fosfina na armazenagem, com os comentários de Marcelo Líderes. Hoje é 6 de julho de 2026, sejam bem-vindos.
Viva o Feijão com Marcelo Líderes.
E com o início de julho, o mercado do feijão entra em um momento decisivo, exigindo estratégias opostas para quem produz e para quem comercializa. Enquanto o feijão carioca mantém a sustentação na casa dos R$400, a recomendação técnica é de venda rápida diante da expectativa de maior oferta na segunda quinzena. Já para o feijão preto, o cenário de importações e baixa oferta sinaliza que este é o momento ideal para a formação de estoques.
Além das tendências de preço, o setor se mobiliza contra novas interpretações da Anvisa sobre o uso da fosfina, um insumo vital para armazenagem urbana. O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão, Ibrafe, Marcelo Eduardo Lieders, traz os detalhes dessa movimentação e o que você, produtor rural, precisa fazer para garantir a rentabilidade em julho.
Início do mês de julho e você se pergunta sobre o mercado, o que vai acontecer com o mercado a partir de agora. Por isso que eu vou abordar 3 assuntos com você: o preço do feijão carioca, o preço do feijão preto, para onde vai a tendência do mercado de feijão preto e de carioca, e o que você precisa fazer se você é produtor ou se você é comerciante. Então vamos lá. Feijão carioca, a gente inicia o mês de julho, há mais lavouras sendo colhidas, mas ainda não são suficientes para diminuir o preço.
Não há força para subir. R$400 é um preço mais do que a média de todos os últimos anos, né, quando houve uma diminuição de oferta. Por isso é um preço muito bom que o produtor deve estar aproveitando para vender, tirou da terra, vende. Por isso tem gente vendendo na rama. R$385 no Vale do Araguaia é um preço realmente muito bom. Caso do feijão preto, feijão preto você tem uma diminuição na oferta, mas vai devagar diminuindo e ainda não tem uma reação no mercado.
Há uma expectativa que isso venha a acontecer. Na medida em que diminui a oferta de feijão comercial carioca. Feijão comercial carioca é aquele que atende aí a necessidade, a demanda de quem não quer pagar o preço mais caro, né? Aí o feijão nota 9, 9,5, né, o feijão de peneira 12, né, acima de 92, 93, 95 de peneira 12. Então falta o feijão comercial carioca no meio do caminho. Tem pouco, tanto que esse feijão sim andou subindo no interior do Paraná.
Eu diria que dependendo da qualidade dele, de R$15 a R$20 a mais do que tinha sido aí há uma semana, 10 dias atrás. Então esse feijão é um feijão que tem um pouco de mancha, é um feijão que tem um pouco de protado, é o feijão que dá uma nota 7, 7,5, né? E aí tem de todo preço porque depende do percentual aí dessas manchas da aparência geral do feijão, mas vai desde R$270, R$280 até R$310, R$320. A gente viu alguns relatos aí dos melhores lotes, né, R$310, R$320, também diminuindo muito e rápido a oferta desse feijão.
No caso do feijão preto, feijão preto ele vem com importações da Argentina, dólar um pouquinho mais mexido, os argentinos na ponta dos dedos para negociar, negociando devagar, procurando o melhor momento, né? Quando tem compradores, eles vendem. Quando não tem, eles se retraem. Enfim, eles sabem que tem tempo para comercializar esse feijão e não vão se desesperar nessa venda. E o feijão preto é o melhor momento para comprar, né?
Então, se você é empacotador, a hora de comprar o feijão preto, aproveita para comprar o feijão preto. Preto. Se você tá decidindo o plantio ainda tarde e tiver uma janelinha para plantar alguma coisa de feijão preto, considere, mas não ponha todas as moedas numa cesta só. Considere essa possibilidade de poder jogar com dois feijões dos mais consumidos, o feijão preto e o feijão carioca, mais à frente aí no momento da colheita.
Por isso, a recomendação Para produtores, então, é: carioca, venda rápido. Feijão preto, não tem por que ter pressa. Para quem é comerciante, compre o máximo que você puder de feijão preto. O feijão preto tem uma tendência de ir melhorando, ao contrário do feijão carioca, que você deve estar indo da mão para boca, comprando aquilo que é necessário para ir atendendo a demanda do momento. Todos sabem que tenha mais ou menos feijão sendo colhido no mês de julho, a tendência, principalmente depois do dia 15 de julho, de 15, 20 de julho em diante, é a tendência de ir baixando o preço.
Então, teto de R$400 durante essa primeira semana no Carioca, e feijão preto variou de R$180, R$190 até R$210, R$220. Lotes vendidos por cerealistas do Paraná, lote de feijão tipo de boa qualidade. O que mais rolou essa semana? Questão foi discutida na Câmara Setorial, a questão do uso de fosfina. Existe uma determinação da Anvisa, né, mas um entendimento errôneo aí de uma interpretação da realidade, né, daquilo que existe de orientação, inclusive normatizada há muitos anos, né.
A fosfina é usada mais de 150 anos. A fosfina, ela é um gás volátil, então ela não vai deixar resíduo no grão. Mas houve um entendimento um pouco diferente, principalmente no que diz respeito ao uso de fosfina em ambiente urbano. Então alguns cerealistas, alguns comerciantes foram levados a receber pela fiscalização, autuações por estar usando esse, a fosfina em ambiente urbano. Então conteste administrativamente por enquanto pela Câmara Setorial.
Vários setores estão se mobilizando para ter um entendimento melhor da Anvisa, né, de que não existe outro substituto e de que não há mal nenhum em você ter essa fosfina sendo aplicada, convém sendo aplicada há 150 anos, e a única solução que a gente tem para armazenagem de grão, seja na área urbana, seja na área rural. Acredito que essas informações foram as principais, né? Rolou muita coisa no mercado aí durante a semana, mas essas foram as informações principais da semana, desta primeira semana do mês de julho. Boa semana para vocês, bons negócios, e isso aí, viva o feijão do Brasil!
E o milho, hein? É hora de vender ou esperar? Joãozinho Grafista traz a resposta hoje às 20:30 aqui no seu canal YouTube Paracatu Rural. Inscreva-se, marque o sininho para receber notificações, seja membro do canal e veja primeiro. Até o próximo encontro, Deus te abençoe, tchau tchau! Quando viajamos, costumamos encher a mala com muitas coisas, pensando que talvez possamos precisar delas. Na vida, nós fazemos o mesmo. Carregamos lembranças, mágoas, vícios, decepções e pesos antigos que já deveriam ter ficado pelo caminho.
Com o tempo, essa bagagem se torna pesada e dificulta a nossa caminhada, mas Quando nós aceitamos Jesus Cristo, ele nos convida a entregar tudo aquilo que nos sobrecarrega. Ele cuida dos nossos fardos, ele nos liberta do passado e nos ensina a seguir com leveza. Por isso, deixe Deus levar a sua bagagem, não carregue o velho com você. Deus te abençoe, tchau tchau!
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