Episódios de Paracatu Rural - Jornal do agronegócio

Vender milho agora ou esperar?

06 de julho de 202614min
0:00 / 14:14

O mercado brasileiro de milho encerrou o mês de junho sob pressão, com a intensificação da colheita da segunda safra ditando o ritmo dos preços nas principais praças produtoras do país. Enquanto consultorias como a Stonex elevam as projeções para a safrinha, o produtor rural adota uma postura cautelosa, segurando as vendas à espera de melhores janelas de oportunidade em meio à volatilidade do dólar e às incertezas climáticas. O agente autônomo de investimentos, João Santaella Neto, detalha o comportamento do mercado físico, o impacto das chuvas recentes e as perspectivas para o início de julho.O mercado internacional de milho emite sinais de uma possível reversão de tendência, despertando o otimismo de analistas e traders na Bolsa de Chicago. Após testar suportes históricos e configurar o que os especialistas chamam de "fundo duplo", o grão encontra sustentação em estoques trimestrais abaixo do esperado e em preços que já desafiam os custos de produção americanos. Joãozinho Grafista analisa a visão de um especialista de mercado dos Estados Unidos e traz recomendações estratégicas sobre proteção de preço e o momento ideal para a retenção de estoques

Participantes neste episódio1
J

João Santaella Neto

ComentaristaAgente autônomo de investimentos
Assuntos3
  • Mercado de Milho nos EUA e BrasilPreços em junho · Colheita da segunda safra · Postura cautelosa do produtor · Volatilidade do dólar · Chuvas recentes
  • Oferta global de milhoSinais de reversão de tendência · Fundo duplo no gráfico · Estoques trimestrais abaixo do esperado · Preços desafiando custos de produção · Jerry Gilkey
  • Recomendações de conteúdoTendência de alta no gráfico · Recomendação de retenção de estoque · Proteção de preço (Red) · Compra de opções de compra (call) · Preço de custo
Transcrição8 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

AÔ, bom, boa noite! Milho especialista aponta alta após bater preço de custo. E vale a pena vender agora? Joãozinho Grafista comenta. Está começando com a graça do nosso bom Deus, seu Jornal do Agronegócio para Catu Rural. Hoje é 6 de julho de 2026.

JSJoão Santaella Neto

Comodities Agrícolas com Joãozinho Grafista.

?Voz A

O mercado brasileiro do milho encerrou o mês de junho sob pressão, com a intensificação da colheita da segunda safra ditando o ritmo dos preços nas principais praças produtoras do Brasil. Enquanto consultorias como a Stonex elevam as projeções para a safrinha, o produtor rural adota uma postura cautelosa, segurando as vendas à espera de melhores janelas de oportunidade em meio à volatilidade do dólar. E às incertezas climáticas.

O agente autônomo de investimentos João Santaella Neto, Joãozinho Grafista, detalha o comportamento do mercado físico, o impacto das chuvas recentes e as perspectivas para o início de julho.

JSJoão Santaella Neto

Olá, ouvintes! Olá, internautas! Aqui quem fala é João Santaella Neto, conhecido há 26 anos como Joãozinho Grafista, desde março de 2020 representando a corretora Terra Investimentos aqui no Cerrado Mineiro. Terminamos o mês de junho, começando o mês de julho. Então vamos lá comentar como foi o mercado físico ao longo do mês de junho, mercado físico do milho, alguma notícia de destaque, e depois falar como trabalhou, o que que a gente pode esperar do mês de julho aí para o nosso milho lá na bolsa de Chicago.

Falar em Chicago, não tivemos bolsa na sexta-feira, então foi uma semana mais curta. O pessoal lá antecipou o feriado que era no sábado para sexta-feira, e aí com isso não tivemos bolsa lá em Chicago. B3 ficou de lado, milho fechando na casa dos R$67, o milho setembro, contrato setembro 2026, tá? Bora comentar como foi o mercado do milho ao longo do mês de junho. E vamos lá, o mercado brasileiro de milho então, de modo geral, apresentou um cenário de preços mais baixos ao longo do de junho.

Conforme a consultoria Safras e Mercado, esse movimento foi motivado pelo avanço da colheita da segunda safra pelo país. Em alguns locais, os preços até se sustentaram em meio a uma evolução dos negócios bastante lenta. Os consumidores atuaram de maneira bem comedida nas aquisições, esperando uma queda maior nos preços e adquirindo apenas lotes POM atuais. A especulação em torno do clima fez com que muitos produtores relutassem fixar milho para venda a preços mais baixos, fazendo com que os preços subam, na minha opinião, porque você tá retendo, você não tá vendendo no mercado.

Também houve chuvas na última semana em áreas no sul do Brasil, Mato Grosso, de São Paulo, Minas Gerais, e também dificultando, né, os trabalhos da colheita da safrinha. A paridade de exportação também não teve espaço para avanços contundentes diante de uma bolsa de Chicago bastante fraca em termos de preços no mês de junho. Já vou estar comentando. E de um movimento limitado de valorização do dólar frente ao real. Por falar em dólar, o dólar comercial dia 3 de julho fechou a R$5,1682.

Então vamos lá, preços do milho, mercado disponível ao produtor. Milho em Cascavel, no Paraná, foi cotado a R$60, inalterado frente ao mês de maio. Campinas, Recife, a cotação ficou em R$66, também sem mudanças frente ao mês de maio. Mogi, Ana Paulista, também manteve a R$60 ao longo do mês de junho, sem alteração com o mês de maio. Estado do Mato Grosso, base Rondonópolis, a saca foi cotada a R$52 frente a R$51 no final de maio.

Rio Grande do Sul, base Erechim, o preço ficou em R$69 frente a R$67,50 no final do mês de maio. E aqui na nossa Minas Gerais, base Uberlândia, o preço na venda ficou em R$58 frente a R$59 no final de maio. E no estado de Goiás, base Rio Verde, a saca foi cotada R$55. Essa aí foi que mais variou, tá? Queda de 5% frente a R$58 registrados no encerramento do mês de maio de 2026. Bom, também nessa semana que passou tivemos números importantes aí da Stonex, elevando a safra, a estimativa brasileira da segunda safra de milho, né, 2025/26, estão aguardando, esperando 107 1,5 milhões de toneladas.

Foi a Estonex, né, a consultoria Estonex informou na quarta-feira, dia 1º de julho. Eles aumentaram sua estimativa em 1,4% em relação à previsão anterior do mês passado, de junho. A segunda safra de milho, safrinha, que está sendo colhida e representa a maior parte da produção brasileira, é plantada após a colheita da soja nos mesmos campos. A previsão para a área de plantio no estado mais agrícola do Brasil do estado do Mato Grosso foi elevada, assim como a produtividade para outros estados.

O progresso da colheita mostrou bons resultados em muitas partes do país e as chuvas em junho beneficiaram as áreas plantadas, só que tardiamente, disse o relatório da Stonex. As perspectivas para a produção total de milho do Brasil, safra 25/26, aumentaram em mais de 1 milhão de toneladas, chegando a 138,4 milhões de toneladas. O Brasil é o terceiro maior produtor de milho e um dos principais exportadores do mundo. Vai milho, vai Brasil!

?Voz A

E o mercado internacional do milho emite sinais de uma possível reversão de tendência, despertando otimismo de analistas e traders na Bolsa de Chicago após testar suportes históricos e configurar o que especialistas chamam de do duplo, o grão encontra sustentação em estoques trimestrais abaixo do esperado e em preços que já desafiam os custos de produção americanos. Joãozinho Grafista analisa a visão de um especialista de mercado dos Estados Unidos e traz recomendações estratégicas sobre proteção de preço e o momento ideal para retenção de estoques.

JSJoão Santaella Neto

Bom, tava lendo aqui, né, alguns— gosto muito do portal AGWeb, né, lá dos Estados Unidos. E sempre mostra analistas, colegas de mercado, traders, diretores de corretoras, enfim, falando sempre sobre milho, milho, trigo, soja. Diretor, ele chama Jerry Gilkey, presidente da Gilkey Group. Bem otimista o tiozinho lá, o tiozinho gringo. Falou do gráfico do milho e que ele chama atenção, que eu acho interessante também, que os preços estão fizeram, a gente chama de fundo duplo, mais ou menos respeitando o suporte na casa dos que a tendência de uma correção.

Aí ele comentou também que os preços, falou do mês de maio, né, mas nós testamos a máxima das máximas do milho com a compra dos famosos fundos de investimentos desencadeados por de inflação, aumento do petróleo, como a gente viu na guerra contra o Irã, Estados Unidos contra o Irã. Ele disse que lá no dia 13 de maio o mercado voltou, esse mesmo fundo que comprou foi às vendas, e levando o mercado para na mínima do dia 29 de junho, nos $3,98, contrato setembro.

O que me chamou atenção, ele achou o relatório, então só ele com o próprio mercado Tá, saiu na terça-feira, na última terça-feira da semana passada, saiu o relatório trimestral dos estoques lá do USDA, divulgou falando em 5,29 bilhões de bushels de milhos armazenados, e veio simplesmente 100 milhões de bushels a menos do que o mercado esperava. Então foi o que ele disse, então isso fez com que o mercado revesse a tendência tava de queda para alta, e com isso respeitando o suporte que a gente fala no gráfico de 15 de janeiro de 2025, tá?

Então a gente chama isso de fundo duplo. Então na opinião dele, ele acha que o gráfico confirma para ele, né, uma tendência de alta. Ele sugere que os agricultores americanos mantenham o estoque armazenado porque a tendência é que o mercado e dá a iniciar um processo de recuperação que, com a queda dos preços dos últimos dias, o mercado tá chegando no que a gente chama de abaixo do custo de produção. Por exemplo, no café, o governo, ele não só no café como no milho também, o governo chega, chega no preço, no patamar, não só o governo brasileiro, principalmente governo brasileiro, a gente chama de PEP, né, opções.

Então o governo compra o café, compra o milho, compra o trigo de produtores para que o mercado não fique abaixo do preço de custo. E isso é interessante, somente não só para o milho, para como todas as commodities. Então lá vamos dar uma olhadinha então lá no gráfico do milho e ver se eu concordo aqui com gringo. É, na verdade é o seguinte, a mínima que o mercado fez, né, do contrato mini do dia 25 de junho foi nos 403, bucho.

Contrato que a gente chama de gráfico contínuo. Então é lógico, você pode pegar uma linha reta, a gente chama isso de quê? De suporte. Lógico que abaixo dos 400, o mercado, a gente pode ver, sei lá, a mínima de agosto de 2000, do ano passado, que foi lá nos R$380 por bucha. Venho comentando com vocês, mercado pode buscar essa região, mas as últimas semanas do mês de junho foi bem importante. O mercado conseguiu, com um rangezinho, né, conseguiu trabalhar acima dos R$420, deixou os R$400 lá para trás.

Então vamos ver, vamos ver os próximos dias. Acho que tudo, lógico que próxima resistência precisa romper é os R$430. E aí ganhando força, aí vai, aí vai embora. 440, 460, 480, e a resistência forte lá nos 490, né, a máxima de abril. Então é, concordo, concordo com gringo, indicadores estão apostando para cima, tendência é de alta. E é lógico, é o que a gente sempre fala, aquela famosa palavrinha que eu sempre falo também nos cursos que eu dou, chamado, chamada de Red, proteção.

O produtor sempre tem que olhar se proteger de alguma forma. Então, como ele sugeriu, segura um pouco milho, a não ser que você precisa fazer seu caixa, você tem teu custo da sua lavoura. Não, eu acredito numa melhora de preço, então segura, faz um red, compra contrato na bolsa, compra opções de compra na bolsa, que a gente chama de call, e segura um pouco físico. A não ser que você precisa de caixa, você tem que vender o físico.

É lógico, não tem como escapar, escapar. Mas é o que eu recomendo e concordo com gringo. A tendência é de uma recuperação. Chegamos num patamar que é o que a gente chama de preço, lá olhando lá para eles, preço de custo. E aqui, na minha opinião, tá no suporte importante aí o gráfico, tá? Lógico, perdeu os 400, aí vamos lá para os 380. Mas enquanto isso, a tendência é de uma correção. Tá joia? Então é isso aí, vai milho, vai correção de preço, vai Brasil, vai commodities.

?Voz A

E logo mais às 22 horas tem o mercado do algodão com Lício Pena. Algodão pode ter oferta derrubada pelo clima? Seja membro do nosso canal e veja primeiro o conteúdo. Inscreva-se e marque o sininho para receber notificações. Muito obrigado pela sua atenção, Deus te abençoe, tchau tchau! Quando viajamos, costumamos encher a mala com muitas coisas, pensando que talvez possamos precisar delas. Na vida, nós fazemos o mesmo. Carregamos lembranças, mágoas, vícios, decepções e pesos antigos que já deveriam ter ficado pelo caminho.

Com o tempo, essa bagagem se torna pesada e dificulta a nossa caminhada. Mas quando nós aceitamos Jesus Cristo, ele nos convida a entregar tudo aquilo que nos sobrecarrega. Ele cuida dos nossos fardos, ele nos liberta do passado e nos ensina a seguir com leveza. Por isso, deixe Deus levar a sua bagagem, não carregue o velho com você. Deus te abençoe, tchau tchau!

JSJoão Santaella Neto

Acorda de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar. Vem com a gente em toda a região com o seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação. Programa Paracatu Rural, programa Paracatu Rural.

Anunciantes1

USDA

Relatório trimestral de estoques
external