Episódios de Paracatu Rural - Jornal do agronegócio

Confira os valores do novo Funcafé; exportações e importações do agro em pauta no Congresso

02 de julho de 202611min
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O Conselho Monetário Nacional definiu as taxas de juros do Funcafé para a safra 2026/2027 e reduziu o custo do crédito para produtores, cooperativas e indústrias do setor cafeeiro. Com mais de R$ 7 bilhões disponíveis para financiamento, a medida busca fortalecer uma cadeia produtiva em que o Brasil segue como líder mundial na produção e exportação de café. Confira os detalhes com Rafael Mendonça.A Comissão do Senado, que analisa a Medida Provisória (MPV) 1345/2026 no Congresso, aprovou linhas de crédito no valor de R$ 15 bilhões para exportadores brasileiros, por meio do Plano Brasil Soberano. Além do setor industrial, foram incluídos no grupo de beneficiários também as empresas do setor agropecuário, da pesca e aquicultura, e os exportadores de recursos minerais. O senador Alan Rick (Republicanos-AC), relator da MP, argumenta que a iniciativa dará maior proteção e suporte em cenários de instabilidade internacional. O texto seguirá para análise dos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente.Lana Dias tem mais informações, direto da Rádio Senado.A Câmara dos Deputados aprovou uma medida provisória que reduz de dois anos para seis meses o prazo de isenção de tributos sobre o cacau importado utilizado como matéria-prima pela indústria brasileira. A proposta, que agora será analisada pelo Senado, busca estimular o uso do cacau nacional e fortalecer os produtores brasileiros, mas também gerou críticas de parlamentares que avaliam que a mudança pode reduzir a competitividade das empresas exportadoras de chocolate.Antônio Vital tem mais informações direto da Rádio Câmara.

Participantes neste episódio2
F

Francis de Oliveira

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Rafael Mendonça

Convidado
Assuntos3
  • Exportações BrasilPlano Brasil Soberano · Setores beneficiados: industrial, agropecuário, pesca, aquicultura e minerais · Instabilidade internacional · Allan Rick · Lana Dias
  • Produção e qualidade do caféTaxas de juros do Funcafé para safra 2026/2027 · Crédito para produtores, cooperativas e indústrias cafeeiras · Brasil líder mundial na produção e exportação de café · Rafael Mendonça
  • Reforma TributáriaPrazo de isenção reduzido de 2 anos para 6 meses · Estímulo ao uso do cacau nacional · Críticas sobre competitividade de exportadoras de chocolate · Antônio Vital · Kim Kataguiri · Jandira Feghali
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FDFrancis de Oliveira

Ao bom, boa tarde. Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu Jornal do Agronegócio para a Catu Rural. Funcafé reduz juros e disponibiliza R$7,3 bilhões para financiar safra 26/27. Empresas do agro e da pesca poderão ser incluídos em créditos de R$15 bilhões. Medida provisória reduz benefícios fiscais sobre o cacau importado. Hoje é 2 de julho de 2026. Sou Francis de Oliveira e é um prazer estar aqui com você.

?Voz B

Crédito Rural.

FDFrancis de Oliveira

O Conselho Monetário Nacional definiu as taxas de juros do FUNCAFÉ para a safra 26/27 e reduziu o custo do crédito para produtores, cooperativas e indústrias do setor cafeiro. Com mais de R$7 bilhões disponíveis para financiamento, A medida busca fortalecer uma cadeia produtiva em que o Brasil segue como líder mundial na produção e exportação de café. Confira os detalhes com Rafael Mendonça, da nossa redação.

RMRafael Mendonça

Os produtores de café vão contar com crédito mais barato na safra 26/27. O Conselho Monetário Nacional definiu as taxas de juros do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, o FUNCAFÉ, principal instrumento de financiamento da cafeicultura brasileira, reduzindo os custos das principais linhas de crédito em relação ao ciclo anterior. A medida integra as ações do Plano Safra 26/27 e busca ampliar o acesso a recursos para produtores, cooperativas e indústrias do setor.

As operações de custeio, comercialização, contratos de opções, mercados futuros e recuperação de cafezais danificados terão juros de 11,5% ao ano. Já as linhas voltadas ao financiamento para aquisição de café e ao capital de giro de indústrias e cooperativas vão operar com taxa de 13% ao ano. Na safra passada, essas modalidades tinham juros de 13% e 14,5%. Para o ano safra 26/27, o FUNCAFÉ vai contar com um orçamento de R$7,3 bilhões.

A maior parte dos recursos vai ser destinada à comercialização do café, com R$ 2,7 bilhões. O Custeio das Lavouras vai receber R$ 1,6 bilhão, enquanto o FAC terá R$ 1,7 bilhão. Também estão previstos R$ 1,15 bilhão para capital de giro de indústrias e cooperativas e R$ 180 milhões para recuperação de cafezais atingidos por adversidades climáticas. Os recursos do fundo podem ser utilizados em diferentes etapas da cadeia produtiva, O crédito para custeio atende às despesas da produção, como aquisição de insumos, tratos culturais e manejos de lavouras.

Já as linhas voltadas à comercialização permitem que produtores e cooperativas armazenem o café e escolham momentos mais favoráveis para a venda, reduzindo a necessidade de negociação imediata após a colheita. O financiamento para aquisição de café e o capital de giro também contribuem para manter o fluxo de operações de cooperativas, indústrias de torrefação e exportadores. O FUNCAFÉ é considerado um dos principais mecanismos de apoio financeiro à cadeia cafeira, financiando desde a produção até a comercialização.

A redução das taxas de juros ocorre em um momento de custos elevados de produção e de necessidade crescente de investimentos em tecnologia, sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas, fortalecendo a competitividade da cafeicultura brasileira. Direto da redação, Rafael Mendonça.

?Voz B

Notícias do Senado.

FDFrancis de Oliveira

A comissão do Senado que analisa a Medida Provisória 1345/2026 no Congresso aprovou linhas de crédito no valor de R$ 15 bilhões para exportadores brasileiros por meio do Plano Brasil Soberano, além do setor industrial, Foram incluídos no grupo de beneficiários também as empresas do setor agropecuário, da pesca e aquicultura, e os exportadores de recursos minerais. O senador Allan Rick, do Republicanos do Acre, relator da medida provisória, argumenta que a iniciativa dará maior proteção e suporte em cenários de instabilidade internacional.

O texto seguirá para análise dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente. Lana Dias tem mais informações direto da Rádio Senado.

?Voz 1

A comissão mista aprovou a medida provisória que concede até R$15 bilhões em linhas de crédito a exportadores por meio do Plano Brasil Soberano. O objetivo da MP é conter os impactos de instabilidades internacionais, como os conflitos no Oriente Médio e as tarifas impostas pelos Estados Unidos. O texto original disponibilizava os financiamentos a exportadores de bens industriais e seus fornecedores. Mas o relatório do senador Allan Rieke, do Republicanos do Acre, incluiu as empresas da agropecuária, pesca e aquicultura e os exportadores de recursos minerais, incluindo cooperativas e associações que exerçam essas atividades.

Allan Rieke explicou a importância do apoio aos exportadores em momento de instabilidade.

?Voz F

O sistema oficial de apoio ao crédito à exportação cumpre função estratégica de política industrial e de inserção internacional. Em ambiente de fragmentação do comércio global e de elevação unilateral de tarifas, a capacidade do Estado prover liquidez e garantir as empresas exportadoras é condição para preservação de mercados, da paz produtiva e do emprego.

?Voz 1

As linhas de financiamento administradas pelo BNDES poderão ser destinadas a capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos na cadeia de produção, inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos, até para atender requisitos exigidos no comércio internacional. Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação e de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda.

Essa MP segue a linha da medida provisória anterior. Que perdeu validade no final de 2025, quando as principais tarifas aplicadas contra o setor haviam sido suspensas. A próxima etapa é a votação do texto no Plenário da Câmara dos Deputados e depois no Senado. Sob supervisão de Samara Sadek, da Rádio Senado, Lana Dias.

?Voz B

Agronegócios.

FDFrancis de Oliveira

A Câmara dos Deputados aprovou uma medida provisória que reduz de 2 anos para 6 meses o prazo de isenção de tributos sobre o cacau importado utilizado como matéria-prima pela indústria brasileira. A proposta, que agora será analisada pelo Senado, busca estimular o uso do cacau nacional e fortalecer os produtores brasileiros, mas também gerou críticas de parlamentares que avaliam que a mudança pode reduzir a competitividade das empresas exportadoras de chocolate. Antônio Vital tem mais informações direto da Rádio Câmara.

?Voz 2

O plenário da Câmara aprovou medida provisória que reduz o prazo de isenção de tributos sobre o cacau importado utilizado como insumo em produtos como chocolate exportado pelo Brasil. Hoje, o cacau inteiro ou partido, bruto ou torrado, comprado de outros países paga menos IPI, PIS/PASEP e COFINS. Essa operação, quando o produto importado é depois usado como insumo de produtos industrializados, é conhecida como drawback. No caso do cacau, até a edição da medida provisória, em março, Essas isenções e reduções de tributos valiam por até 2 anos.

Com a medida, passam a valer por apenas 6 meses, com possibilidade de renovação a critério do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Isso significa que empresas que exportam produtos fabricados com cacau estrangeiro terão prazo menor para usufruir de benefícios fiscais na importação da fruta. Ao editar a medida provisória, o governo argumentou que os produtores de cacau brasileiros serão beneficiados com um possível aumento de venda à indústria.

Ficam de fora da redução do prazo de isenções a manteiga de cacau, o cacau em pó e o chocolate importados. A medida provisória foi criticada em plenário por deputados do Novo e do Missão. Para o deputado Kim Kataguiri, do Missão de São Paulo, reduzir benefícios fiscais para produtos que depois serão usados como insumo para exportações prejudica a indústria nacional.

?Voz G

O que a gente está falando é o seguinte: Brasil, export menos chocolate e export mais cacau. Agregue menos valor para sua produção, aquilo que mais se critica no desenvolvimento da nossa indústria. O raciocínio é muito simples: se eu estou importando um produto, mas esse produto na realidade é para eu processar, agregar valor e exportar, eu tenho uma suspensão desses tributos porque eu estou agregando valor na indústria nacional. E o governo quer acabar com isso, enfraquecer a nossa indústria.

?Voz 2

A medida provisória foi defendida por deputados da base do governo. Para a deputada Jandira Feghali, do PCdoB do Rio de Janeiro, os produtores brasileiros de cacau serão beneficiados.

?Voz H

Ela garante a proteção da produção nacional. Cacau é uma produção importante no Brasil que não pode ser penalizada por prazos e questões tributárias. É importante que a gente proteja essa produção para não gerar crise no setor, particularmente na região do Norte e do Nordeste brasileiro.

?Voz 2

A medida provisória que reduz o prazo de isenção de tributos sobre cacau importado utilizado como insumo em produtos como chocolate exportado pelo Brasil seguiu para análise do Senado. Da Rádio Câmara de Brasília, Antônio Vital.

FDFrancis de Oliveira

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?Voz I

Muita gente acredita que seguir Jesus significa viver sem erros, sem dificuldades e sem sofrimento, mas Jesus nunca prometeu isso. Seguir Jesus não quer dizer que nunca vamos falhar, cair ou enfrentar problemas. Quer dizer que mesmo quando erramos, somos perdoados, amados e acompanhados por Ele. Jesus foi claro: "No mundo teríamos aflições, mas Ele venceu o mundo" . A fé não nos livra de todos os desafios, mas nos dá presença, direção, descanso e esperança.

Jesus não nos chamou para uma vida fácil. Ele nos chamou para uma vida com propósito, graça e amor verdadeiro. Que Deus te abençoe.

?Voz J

Tchau, tchau!

?Voz K

Participação. Programa Paracatu Rural. Programa Paracatu Rural.

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