Confira os valores do novo Funcafé; exportações e importações do agro em pauta no Congresso
O Conselho Monetário Nacional definiu as taxas de juros do Funcafé para a safra 2026/2027 e reduziu o custo do crédito para produtores, cooperativas e indústrias do setor cafeeiro. Com mais de R$ 7 bilhões disponíveis para financiamento, a medida busca fortalecer uma cadeia produtiva em que o Brasil segue como líder mundial na produção e exportação de café. Confira os detalhes com Rafael Mendonça.A Comissão do Senado, que analisa a Medida Provisória (MPV) 1345/2026 no Congresso, aprovou linhas de crédito no valor de R$ 15 bilhões para exportadores brasileiros, por meio do Plano Brasil Soberano. Além do setor industrial, foram incluídos no grupo de beneficiários também as empresas do setor agropecuário, da pesca e aquicultura, e os exportadores de recursos minerais. O senador Alan Rick (Republicanos-AC), relator da MP, argumenta que a iniciativa dará maior proteção e suporte em cenários de instabilidade internacional. O texto seguirá para análise dos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente.Lana Dias tem mais informações, direto da Rádio Senado.A Câmara dos Deputados aprovou uma medida provisória que reduz de dois anos para seis meses o prazo de isenção de tributos sobre o cacau importado utilizado como matéria-prima pela indústria brasileira. A proposta, que agora será analisada pelo Senado, busca estimular o uso do cacau nacional e fortalecer os produtores brasileiros, mas também gerou críticas de parlamentares que avaliam que a mudança pode reduzir a competitividade das empresas exportadoras de chocolate.Antônio Vital tem mais informações direto da Rádio Câmara.
Francis de Oliveira
Rafael Mendonça
- Exportações BrasilPlano Brasil Soberano · Setores beneficiados: industrial, agropecuário, pesca, aquicultura e minerais · Instabilidade internacional · Allan Rick · Lana Dias
- Produção e qualidade do caféTaxas de juros do Funcafé para safra 2026/2027 · Crédito para produtores, cooperativas e indústrias cafeeiras · Brasil líder mundial na produção e exportação de café · Rafael Mendonça
- Reforma TributáriaPrazo de isenção reduzido de 2 anos para 6 meses · Estímulo ao uso do cacau nacional · Críticas sobre competitividade de exportadoras de chocolate · Antônio Vital · Kim Kataguiri · Jandira Feghali
Ao bom, boa tarde. Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu Jornal do Agronegócio para a Catu Rural. Funcafé reduz juros e disponibiliza R$7,3 bilhões para financiar safra 26/27. Empresas do agro e da pesca poderão ser incluídos em créditos de R$15 bilhões. Medida provisória reduz benefícios fiscais sobre o cacau importado. Hoje é 2 de julho de 2026. Sou Francis de Oliveira e é um prazer estar aqui com você.
Crédito Rural.
O Conselho Monetário Nacional definiu as taxas de juros do FUNCAFÉ para a safra 26/27 e reduziu o custo do crédito para produtores, cooperativas e indústrias do setor cafeiro. Com mais de R$7 bilhões disponíveis para financiamento, A medida busca fortalecer uma cadeia produtiva em que o Brasil segue como líder mundial na produção e exportação de café. Confira os detalhes com Rafael Mendonça, da nossa redação.
Os produtores de café vão contar com crédito mais barato na safra 26/27. O Conselho Monetário Nacional definiu as taxas de juros do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, o FUNCAFÉ, principal instrumento de financiamento da cafeicultura brasileira, reduzindo os custos das principais linhas de crédito em relação ao ciclo anterior. A medida integra as ações do Plano Safra 26/27 e busca ampliar o acesso a recursos para produtores, cooperativas e indústrias do setor.
As operações de custeio, comercialização, contratos de opções, mercados futuros e recuperação de cafezais danificados terão juros de 11,5% ao ano. Já as linhas voltadas ao financiamento para aquisição de café e ao capital de giro de indústrias e cooperativas vão operar com taxa de 13% ao ano. Na safra passada, essas modalidades tinham juros de 13% e 14,5%. Para o ano safra 26/27, o FUNCAFÉ vai contar com um orçamento de R$7,3 bilhões.
A maior parte dos recursos vai ser destinada à comercialização do café, com R$ 2,7 bilhões. O Custeio das Lavouras vai receber R$ 1,6 bilhão, enquanto o FAC terá R$ 1,7 bilhão. Também estão previstos R$ 1,15 bilhão para capital de giro de indústrias e cooperativas e R$ 180 milhões para recuperação de cafezais atingidos por adversidades climáticas. Os recursos do fundo podem ser utilizados em diferentes etapas da cadeia produtiva, O crédito para custeio atende às despesas da produção, como aquisição de insumos, tratos culturais e manejos de lavouras.
Já as linhas voltadas à comercialização permitem que produtores e cooperativas armazenem o café e escolham momentos mais favoráveis para a venda, reduzindo a necessidade de negociação imediata após a colheita. O financiamento para aquisição de café e o capital de giro também contribuem para manter o fluxo de operações de cooperativas, indústrias de torrefação e exportadores. O FUNCAFÉ é considerado um dos principais mecanismos de apoio financeiro à cadeia cafeira, financiando desde a produção até a comercialização.
A redução das taxas de juros ocorre em um momento de custos elevados de produção e de necessidade crescente de investimentos em tecnologia, sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas, fortalecendo a competitividade da cafeicultura brasileira. Direto da redação, Rafael Mendonça.
Notícias do Senado.
A comissão do Senado que analisa a Medida Provisória 1345/2026 no Congresso aprovou linhas de crédito no valor de R$ 15 bilhões para exportadores brasileiros por meio do Plano Brasil Soberano, além do setor industrial, Foram incluídos no grupo de beneficiários também as empresas do setor agropecuário, da pesca e aquicultura, e os exportadores de recursos minerais. O senador Allan Rick, do Republicanos do Acre, relator da medida provisória, argumenta que a iniciativa dará maior proteção e suporte em cenários de instabilidade internacional.
O texto seguirá para análise dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente. Lana Dias tem mais informações direto da Rádio Senado.
A comissão mista aprovou a medida provisória que concede até R$15 bilhões em linhas de crédito a exportadores por meio do Plano Brasil Soberano. O objetivo da MP é conter os impactos de instabilidades internacionais, como os conflitos no Oriente Médio e as tarifas impostas pelos Estados Unidos. O texto original disponibilizava os financiamentos a exportadores de bens industriais e seus fornecedores. Mas o relatório do senador Allan Rieke, do Republicanos do Acre, incluiu as empresas da agropecuária, pesca e aquicultura e os exportadores de recursos minerais, incluindo cooperativas e associações que exerçam essas atividades.
Allan Rieke explicou a importância do apoio aos exportadores em momento de instabilidade.
O sistema oficial de apoio ao crédito à exportação cumpre função estratégica de política industrial e de inserção internacional. Em ambiente de fragmentação do comércio global e de elevação unilateral de tarifas, a capacidade do Estado prover liquidez e garantir as empresas exportadoras é condição para preservação de mercados, da paz produtiva e do emprego.
As linhas de financiamento administradas pelo BNDES poderão ser destinadas a capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos na cadeia de produção, inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos, até para atender requisitos exigidos no comércio internacional. Os recursos virão do superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação e de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda.
Essa MP segue a linha da medida provisória anterior. Que perdeu validade no final de 2025, quando as principais tarifas aplicadas contra o setor haviam sido suspensas. A próxima etapa é a votação do texto no Plenário da Câmara dos Deputados e depois no Senado. Sob supervisão de Samara Sadek, da Rádio Senado, Lana Dias.
Agronegócios.
A Câmara dos Deputados aprovou uma medida provisória que reduz de 2 anos para 6 meses o prazo de isenção de tributos sobre o cacau importado utilizado como matéria-prima pela indústria brasileira. A proposta, que agora será analisada pelo Senado, busca estimular o uso do cacau nacional e fortalecer os produtores brasileiros, mas também gerou críticas de parlamentares que avaliam que a mudança pode reduzir a competitividade das empresas exportadoras de chocolate. Antônio Vital tem mais informações direto da Rádio Câmara.
O plenário da Câmara aprovou medida provisória que reduz o prazo de isenção de tributos sobre o cacau importado utilizado como insumo em produtos como chocolate exportado pelo Brasil. Hoje, o cacau inteiro ou partido, bruto ou torrado, comprado de outros países paga menos IPI, PIS/PASEP e COFINS. Essa operação, quando o produto importado é depois usado como insumo de produtos industrializados, é conhecida como drawback. No caso do cacau, até a edição da medida provisória, em março, Essas isenções e reduções de tributos valiam por até 2 anos.
Com a medida, passam a valer por apenas 6 meses, com possibilidade de renovação a critério do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Isso significa que empresas que exportam produtos fabricados com cacau estrangeiro terão prazo menor para usufruir de benefícios fiscais na importação da fruta. Ao editar a medida provisória, o governo argumentou que os produtores de cacau brasileiros serão beneficiados com um possível aumento de venda à indústria.
Ficam de fora da redução do prazo de isenções a manteiga de cacau, o cacau em pó e o chocolate importados. A medida provisória foi criticada em plenário por deputados do Novo e do Missão. Para o deputado Kim Kataguiri, do Missão de São Paulo, reduzir benefícios fiscais para produtos que depois serão usados como insumo para exportações prejudica a indústria nacional.
O que a gente está falando é o seguinte: Brasil, export menos chocolate e export mais cacau. Agregue menos valor para sua produção, aquilo que mais se critica no desenvolvimento da nossa indústria. O raciocínio é muito simples: se eu estou importando um produto, mas esse produto na realidade é para eu processar, agregar valor e exportar, eu tenho uma suspensão desses tributos porque eu estou agregando valor na indústria nacional. E o governo quer acabar com isso, enfraquecer a nossa indústria.
A medida provisória foi defendida por deputados da base do governo. Para a deputada Jandira Feghali, do PCdoB do Rio de Janeiro, os produtores brasileiros de cacau serão beneficiados.
Ela garante a proteção da produção nacional. Cacau é uma produção importante no Brasil que não pode ser penalizada por prazos e questões tributárias. É importante que a gente proteja essa produção para não gerar crise no setor, particularmente na região do Norte e do Nordeste brasileiro.
A medida provisória que reduz o prazo de isenção de tributos sobre cacau importado utilizado como insumo em produtos como chocolate exportado pelo Brasil seguiu para análise do Senado. Da Rádio Câmara de Brasília, Antônio Vital.
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