Episódios de Paracatu Rural - Jornal do agronegócio

Paracatu_Rural_30-06-26_EXTRA

02 de julho de 202611min
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Paracatu_Rural_30-06-26_EXTRA

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Assuntos3
  • Mercado de arrozRenegociação de dívidas · Redução do custo do crédito · Federa-Arroz · Denis Dias Nunes · Seguro rural · PL 5122/2023
  • Crédito RuralPrazo para regularização ambiental · PRODES · Cadastro Ambiental Rural (CAR) · Roberto Bastos Guigino · Arthur Chagas · Rio Grande do Sul
  • Aumento de faturamento de microempreendedoresAumento do limite de faturamento · Contratação de funcionários · Governo Federal · Câmara dos Deputados · Presidente Lula · Hugo Mota · Daniela Longuinho
Transcrição15 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async
?Voz A

Produtores ganham mais prazo para atender exigências ambientais no crédito rural. Setor arrozeiro condiciona acesso ao Plano Safra a dívida e juros menores. Governo Federal envia à Câmara projeto que eleva limite de faturamento do MEI. Está começando com a graça do nosso bom Deus, seu Jornal do Agronegócio para a Caturral.

?Voz B

Economia Rural.

?Voz A

Os produtores rurais brasileiros ganharam prazo para regularizarem as informações ambientais antes que alertas do PRODES voltem a pesar no crédito rural. A Resolução 5.303/2026 adiou restrições e criou uma transição para comprovar regularidade. Inconsistências no CAR podem levar bancos a tratar você, agricultor, como presumido infrator e negar recursos. Arthur Chagas, da agência AgroEffective, tem mais informações.

?Voz B

As novas exigências ambientais para concessão de crédito rural ganharam prazo maior de adaptação após a publicação da resolução do Conselho Monetário Nacional. A norma alterou o cronograma de utilização do sistema do Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite, o PRODIS, nas análises de financiamentos agrícolas e adiou a aplicação imediata das restrições previstas para este ano. Nos últimos anos, a conformidade ambiental passou a ocupar papel central no acesso ao crédito rural.

Além da capacidade financeira do produtor, instituições bancárias e cooperativas passaram a considerar informações ambientais dos imóveis rurais antes da liberação dos recursos. A análise é feita por meio de monitoramentos automatizados e da consulta a bases de dados oficiais, entre eles o PRODES. Segundo especialistas, a adoção dessas ferramentas tem aumentado a burocracia e, em alguns casos, inviabilizado operações de financiamento devido a apontamentos de irregularidades.

De acordo com Para o advogado Roberto Bastos Guigino, da HBS Advogados, é fundamental que os produtores mantenham atualizadas as informações do Cadastro Ambiental Rural, o CAR, e demais plataformas consultadas pelas instituições financeiras. Guigino reforça que se houver divergências, o agricultor passará a ser tratado como um presumido infrator ambiental, tendo seu acesso aos recursos negado.

?Voz A

A norma estabeleceu regras de transição claras sobre os documentos que serão aceitos como prova de regularidade, em contraposição aos alertas emitidos pelo sistema. Também estabeleceu a dilação do prazo para aplicação das novas exigências. Portanto, é recomendável que os produtores realizem diligências para conformidade socioambiental de suas propriedades rurais.

?Voz B

Guigeno aponta que uma das principais críticas ao uso do PRODES está na incapacidade do sistema de diferenciar supressões legais e ilegais da vegetação nativa. Segundo ele, a ferramenta identifica alterações na cobertura vegetal, mas não determina suas causas, o que pode gerar registros considerados falsos positivos. Entre os exemplos citados está a enchente que atingiu o Rio Grande do Sul, cujos impactos ambientais podem ser registrados genericamente pela plataforma como supressão de vegetação.

Segundo Quigino, a medida oferece maior segurança jurídica e permite que produtores realizem adequações administrativas e documentais. Com a mudança, produtores que poderiam ter o acesso ao crédito negado de forma automática passam a contar com prazo adicional para corrigir inconsistências cadastrais e promover a regularização ambiental de suas propriedades. A partir de 4 de janeiro de 2027, as análises de crédito voltarão a considerar os apontamentos do Sistema para Imóveis Rurais com área superior a 15 módulos fiscais, o que poderá novamente impactar o acesso ao financiamento agrícola. Da agência AgroEfective, Arthur Chagas.

?Voz A

O Plano Safra 26/27 pode não chegar à parte dos produtores de arroz se não houver renegociação de dívidas e redução do custo do crédito. A Federa-Arroz defende custeio abaixo de 10% ao ano e seguro rural próximo de R$4 bilhões. Para a entidade, o endividamento pode impedir novas contratações, mesmo que o volume anunciado fique perto de R$600 bilhões. Nestor Tipa Jr. tem as informações direto da agência AgroEffective.

?Voz C

O Plano Safra 2026/2027 pode não alcançar parte dos produtores de arroz se não vier acompanhado de medidas para renegociação de dívidas e redução do custo de crédito. Avaliação é da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, a Federa-Arroz, que aponta a necessidade de repactuação de dívidas agrícolas como essencial ao setor, assim como a subvenção ao custeio agrícola e o seguro rural também como fatores para definir o acesso ao financiamento da próxima safra.

O presidente da FederaRos, Denis Dias Nunes, afirma que o alto endividamento do setor pode impedir a contratação de novas linhas por produtores que dependem do custeio para seguir na atividade. O dirigente cita a PL 5122/2023 como uma iniciativa importante, desde que efetivamente chegue a tempo no produtor rural. O projeto autoriza a criação de uma linha especial de financiamento para produtores rurais afetados por eventos climáticos.

Para a Federa-Roas, a proposta precisa avançar antes da operacionalização do Plano Safra, já que a existência de recursos não garante acesso para agricultores com restrições financeiras. A entidade também defende que a subvenção ao custeio agrícola da agricultura empresarial resulte em taxas de juros inferiores a 10% ao ano, Segundo o dirigente, o custo do dinheiro será determinante para a capacidade de pagamento em uma safra marcada por preços mais apertados para o arroz.

O presidente da Federa-Arroz avalia que os juros de dois dígitos podem comprometer a viabilidade econômica da atividade no próximo ciclo.

?Voz B

Também é importante que esta subvenção do custeio agrícola para agricultura empresarial seja abaixo de um dígito, porque senão também inviabiliza a cultura com os preços que nós estamos trabalhando, principalmente no arroz, e Também vai depender de como que esse crédito vai ser distribuído pelos bancos.

?Voz C

A forma de liberação dos recursos é outro ponto acompanhado pela FederaRos. Dias Nunes lembra que o Plano Safra autoriza as instituições financeiras a operar o crédito, mas os bancos precisam buscar fontes como as Letras de Crédito do Agronegócio, LCA, poupança rural e outras linhas previstas para financiar os custeios. A liberação pelas instituições financeiras deve influenciar o acesso efetivo às linhas anunciadas. A FederaRosa espera que o anúncio fique próximo ao pedido das confederações ligadas à agricultura, em torno de R$ 600 bilhões.

A entidade também aponta a necessidade de recomposição do seguro rural. Para Dias Nunes, o orçamento precisa se aproximar de R$ 4 bilhões depois de um ciclo anterior em que os recursos disponíveis ficaram abaixo da demanda das cadeias produtivas. Das agências agroefectives. Néstor Tipa Jr.

?Voz A

O governo federal encaminhou à Câmara dos Deputados um projeto de lei complementar que amplia o limite do faturamento do microempreendedor individual, o MEI, e permite a contratação de até 2 funcionários. A proposta busca atualizar as regras do regime simplificado, consideradas defasadas desde o ano 2018, e atender a uma reivindicação antiga dos pequenos empreendedores, além de acompanhar o crescimento das receitas e a inflação acumulada nos últimos anos. Daniela Longuinho traz mais detalhes direto da Rádio Nacional.

?Voz D

O presidente Lula enviou à Câmara dos Deputados nesta segunda-feira o projeto de lei complementar que aumenta o limite de faturamento do MEI, microempreendedor individual. Pela proposta do governo, o reajuste passa dos atuais R$81 mil de receita bruta anual para 110 mil já no próximo ano e 140 mil em 2028. A medida também propõe elevar o limite de contratados para 2 funcionários, o dobro do que é permitido hoje. Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, a proposta será encaminhada para a comissão especial que discute o tema.

Pelas redes sociais, Mota afirmou que essa matéria faz parte de uma negociação direta que liderou junto à aprovação da PEC do fim da escala 6x1. O aumento do teto para o enquadramento como MEI já está em discussão em uma comissão especial criada na Câmara há 2 meses para analisar outro Projeto de Lei Complementar de 2021 de teor semelhante. Segundo o Ministério do Empreendedorismo, a atualização proposta pelo governo atende a uma demanda histórica do setor e corrige uma defasagem acumulada desde 2018, quando o teto atual entrou em vigor.

Além disso, a pasta destacou que a inflação e o crescimento natural das receitas tornaram a manutenção dos empreendedores no modelo simplificado cada vez mais difícil. E completou que a ideia do Executivo é oferecer suporte a essa evolução do setor e oferecer bases sólidas para o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios. Da Rádio Nacional em Brasília, Daniela Longuinho.

?Voz A

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?Voz B

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?Voz C

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