Episódios de Paracatu Rural - Jornal do agronegócio

China de olho no algodão brasileiro!

30 de junho de 202613min
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O mercado internacional do algodão enfrenta a pressão de um cenário macroeconômico desafiador, marcado pela força do dólar e pela volatilidade do petróleo. Enquanto a Bolsa de Nova York reflete a melhora nas condições de safra dos Estados Unidos, a demanda aquecida da China e os riscos climáticos na Índia surgem como importantes suportes para os preços da pluma. Lício Pena, diretor-executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (AMIPA), detalha os principais fundamentos que movimentaram o setor entre 22 e 26 de junho, analisando desde a competitividade do algodão brasileiro no mercado asiático até os impactos da política monetária global. O Brasil consolida sua posição como protagonista no mercado global de algodão, ampliando a liderança nas importações chinesas e registrando um salto de quase 58% na média diária de exportações neste mês de junho. Enquanto a colheita da safra 25/26 ganha ritmo em estados como Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso, o setor se reuniu para projetar os desafios da competitividade e inovação na cadeia produtiva. Lício Pena faz um balanço sobre o avanço das máquinas no campo e as cotações atualizadas da pluma em solo mineiro.

Participantes neste episódio2
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Lício Pena

ConvidadoDiretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão
Assuntos4
  • Valorização do algodãoCenário macroeconômico · Dólar forte · Volatilidade do petróleo · Demanda da Índia · Riscos climáticos na Índia · Safra dos Estados Unidos
  • Tendências de mercadoBolsa de Nova York · Contrato dezembro 26 · Basis médio do algodão brasileiro · Notícias altistas · Notícias baixistas
  • Manchetes InternacionaisChina · Índia · Paquistão · Estados Unidos
  • Estratégias de Negócios e Inovação23º Aneia Cotton Dinner · Sustentabilidade · Inovação · Competitividade
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Ao bão, boa noite! Algodão brasileiro, Brasil fornece mais da metade das importações chinesas nesse ano. E o que muda para o produtor com os novos dados da safra brasileira do algodão? Lício Pena comenta. Está começando com a graça do nosso bom Deus o seu Jornal do Agronegócio para a Catu Rural. Hoje é terça-feira, 30 de junho de 2026.

LPLício Pena

Mercado do algodão com Lício Pena.

?Voz A

O mercado internacional do algodão enfrenta pressão de um cenário macroeconômico desafiador, marcado pela força do dólar e pela volatilidade do petróleo. Enquanto a bolsa de Nova York reflete a melhora nas condições da safra nos Estados Unidos, a demanda aquecida da China e os riscos climáticos na Índia surgem como importantes suportes para os preços da pluma. Lício Pena, diretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão, AMIPA, detalha os principais fundamentos que movimentam o setor entre os dias 22 e 26 de junho, analisando desde a competitividade do algodão brasileiro no mercado asiático até os impactos da política monetária global.

LPLício Pena

Olá, aqui quem fala é Lício Pena, executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão, A Amipa. Vamos falar sobre os destaques da semana de 22 a 26 de junho do mundo do algodão. São informações geradas pelo Serviço de Inteligência de Mercado, Abrapa, informações no âmbito do ProAlminas, Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão. Apesar da leve alta registrada na quinta-feira passada, o mercado de algodão em Nova York voltou a operar sob pressão.

O movimento parece refletir mais o ambiente macroeconômico do que uma deterioração específica. A queda do petróleo melhora a competitividade relativa do poliéster, enquanto o dólar forte reduz a competitividade das exportações americanas e mantém pressão sobre o conjunto das commodities. E outro detalhe: o mercado segue atento aos dados de inflação dos Estados Unidos. E as expectativas para a política monetária do Federal Reserve.

Ao mesmo tempo, câmbio, demanda de exportação, clima nas regiões produtoras e desdobramentos geopolíticos continuam sendo os principais fatores de influência sobre os preços do algodão. Esses são os destaques da semana. Algodão bolsa de Nova York, o contrato dezembro 26, fechou na quinta, dia 25 de junho, cotado a 76,97 cento de dólar por libra peso, uma queda de 3,4%. O contrato dezembro 27 fechou em 74,76 cento de dólar por libra peso, uma queda de 1,4%.

O basis médio do algodão brasileiro posto leste da Ásia ficou em 786 pontos para embarque julho-agosto de 2026, isto para um algodão 31/3 padrão 36. Vamos comentar um pouco as notícias autistas para a cotação do algodão. Começando pelo aumento da demanda. A queda de Nova York para a faixa de 75 a 77 cento de dólar por libra peso voltou a estimular compras pontuais das fiações, principalmente na Ásia. Esse nível foi apontado como uma zona em que a demanda física aparece com mais força.

Outro fator de alta vem da demanda da Índia por algodão importado. A Índia segue como principal suporte fundamental, com consumo robusto e fiações operando em ritmo elevado. A Kotlook elevou a estimativa de consumo indiano para o ciclo 25/26 para aproximadamente 5,7 milhões de toneladas, reforçando a necessidade de importações nos próximos meses. Ainda na Índia, O clima por lá também é um fator que influencia nos preços do algodão.

A monção indiana está atrasada, com chuvas cerca de 40 a 42% abaixo da média, aumentando o risco climático em estados importantes como Gujarat e Maharashtra. Esse fator pode limitar produtividade, atrasar o plantio e reduzir a produção de algodão local. Mais um fator de alta é o preço do petróleo. O preço do petróleo pode estar próximo de uma espécie de zona de suporte, com algumas consultorias destacando suporte relevante no preço do Brent setembro 26 entre US$69 a US$71 o barril.

Se o petróleo estabilizar, parte da pressão negativa sobre o algodão via poliéster pode diminuir. E por fim, para encerrar o ciclo de notícias altistas para a cotação do algodão, a demanda chinesa é um componente que afeta o mercado e causa uma percepção de aquecimento do fluxo de algodão importado. Como exemplo disso, as importações chinesas de algodão no acumulado da temporada até maio ficaram 31% acima do mesmo período do ano anterior, com o Brasil fornecendo mais da metade desse volume de algodão.

Agora vamos comentar as notícias com viés baixista para a cotação do algodão, começando pelo principal fator negativo que é macro, ou seja, dólar forte, petróleo em queda e desalavancagem de fundos continuam pressionando commodities. Para o algodão, isso pesa diretamente em Nova York, mesmo sem uma deterioração nova e específica dos fundamentos da Pluma. O petróleo mais barato melhora a competitividade relativa do poliéster frente ao algodão.

Esse é um risco importante porque reduz o suporte indireto que o algodão recebeu quando a energia e petróleo estavam mais firmes. O dólar atingiu máxima de 13 meses, apertando condições financeiras globais e pressionando commodities. A moeda mais forte também reduz a competitividade das exportações americanas de algodão. E por fim, a melhora de umidade no oeste do Texas aumenta a probabilidade de uma safra maior nos Estados Unidos do que o estimado pelo USDA em junho.

Analistas já veem a chance de produção igual ou superior a 14 milhões de fardos, cerca de 3,5 milhões de toneladas. Contra as 2,9 milhões de toneladas previstas anteriormente. A condição da safra dos Estados Unidos não mostra grande preocupação produtiva no momento, com índices de formação de maçãs próximos da média de 5 anos. Isso reforça a leitura de que não há, por enquanto, risco de quebra de safra nos Estados Unidos.

?Voz A

O Brasil consolida sua posição de protagonista no mercado global do algodão ampliando a liderança nas importações chinesas, registrando um salto de quase 58% na média diária de exportações neste mês de junho. Enquanto a colheita da safra 25/26 ganha ritmo em estados como Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso, o setor se reuniu para projetar os desafios da competitividade e inovação na cadeia produtiva. Lício Pena, da Amipa, faz um balanço sobre o avanço das sobre máquinas no campo e as cotações atualizadas da pluma em solo mineiro.

LPLício Pena

Agora vamos ao giro de notícias pelos países importantes para o mundo do algodão, começando pela China. Os preços do algodão na bolsa de Zhengzhou recuaram na última semana, revertendo a trajetória de alta observada anteriormente. No ano comercial, as importações chinesas de algodão somaram 1 milhão e 380 mil toneladas, acima das 1,5 milhão de toneladas registradas no mesmo período anterior. O Brasil ampliou sua liderança, respondendo por 52% do total importado, acima dos 45% do ano anterior, enquanto a participação dos Estados Unidos caiu de 18% para 8%.

Na Índia, os preços do algodão no mercado doméstico indiano voltaram a subir após a queda observada no início do mês. As cotações na Índia avançaram para cerca de 85,80 cents dólar por libra-peso. No Paquistão, o mercado doméstico de algodão segue pressionado, com o ritmo mais lento de negócios devido aos feriados religiosos e a continuidade da tendência de baixa nos preços. As cotações da nova safra voltaram a recuar, refletindo a oferta mais abundante e a demanda tem enfraquecido no mercado interno.

Nos Estados Unidos, as vendas líquidas de exportação de algodão Upland permaneceram firmes na semana encerrada em 18 de junho, com compromissos de 83.900 mil fardos. Os principais destinos foram Vietnã, Índia, Bangladesh, China e Coreia do Sul, reforçando a demanda internacional pela pluma norte-americana. Agora, notícias do Brasil. Exportações. As exportações brasileiras de algodão somaram 146.800 toneladas nas 3 primeiras semanas de junho 26.

A média diária de embarque foi 57,9% maior que no mesmo mês de 2025. E a colheita da safra 25/26 iniciou nos estados da Bahia,, com 1% da área colhida, Goiás com 2%, Maranhão 10%, Minas Gerais 5%, Mato Grosso do Sul 2%, Mato Grosso com 0,5% da área colhida, Piauí 1%, Paraná e São Paulo acima de 60%. E ocorreu entre os dias 25 e 28 de junho em Mangaratiba, Rio de Janeiro, o 23º Aneia Cotton Dinner, um dos principais eventos do calendário global do algodão.

A programação reuniu especialistas para debater as perspectivas da safra brasileira, os avanços em sustentabilidade, inovação e desempenho das fibras naturais, além dos desafios e oportunidades para competitividade da cadeia algodoeira no mercado internacional. Durante o evento foram aferidos os números da safra brasileira 25/26, com 1.996.000 hectares plantados, sendo Mato Grosso, Bahia, Piauí e Minas Gerais como os principais estados líderes produtores de algodão.

E já que falamos de Minas Gerais, a semana terminou um algodão precificado em R$144,42 a rouba de pluma. Isso para um algodão tipo 41/4, posto indústria, e incluso ágil para o Alminas. Bem, meus amigos e amigas, por hoje é só. Aquele forte abraço de fibra e até a próxima semana, se assim Deus permitir.

?Voz A

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Seguir Jesus não quer dizer que nunca vamos falhar, cair ou enfrentar problemas. Quer dizer que, mesmo quando erramos, somos perdoados, amados e acompanhados por Ele. Jesus foi claro: no mundo teríamos aflições, mas Ele venceu A fé não nos livra de todos os desafios, mas nos dá presença, direção, descanso e esperança. Jesus não nos chamou para uma vida fácil. Ele nos chamou para uma vida com propósito, graça e amor verdadeiro.

Que Deus te abençoe. Tchau, tchau. Acordo de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar. Vem com a gente em toda região com o seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação. Programa Paracatu Rural, programa Paracatu Rural.

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