Café vai buscar os 320 em NY e o físico vai reagir junto?
A segunda semana de outubro foi marcada por uma forte correção técnica. O mercado testou máximas não vistas desde o início do mês e chegou a rondar perigosamente a região de suporte nos 280. No entanto, após segurar a mínima na faixa de 282, engatou uma reação firme entre 12 e 14 de outubro, ultrapassando novamente a barreira psicológica dos 300 centavos de dólar por libra-peso. Apesar da volatilidade impulsionada pelas opções e pela oscilação do dólar, os preços seguem sustentados acima da média móvel de 200 dias, com analistas de grandes bancos destacando que a alta volatilidade continua ditando o ritmo, enquanto a safra atual caminha para a reta final de comercialização.De olho no clima e na quebra de safra internacional, o mercado físico do café continua reagindo forte! Joãozinho Grafista destaca que os relatórios apontam que o fenômeno El Niño continua no radar, gerando riscos e oportunidades para o agronegócio e exigindo cautela de produtores e traders nas lavouras de café, milho e soja. No cenário internacional, a queda de 15% na produção de café da Colômbia — o 2º maior produtor mundial de arábica — foi um dos principais motores para a alta recente das cotações. No mercado físico brasileiro, os negócios seguem firmes: o café tipo bebida dura no Cerrado Mineiro é cotado a R$1.650,00, enquanto o cereja passa de R$1.800 por saca.