Paracatu Rural - 18-07-26 - T12 Ep 42 - Boa Vista FM - Completo
● Preço do leite e muçarela ganham força comaumento da demanda
● Senado deve votar em agosto projeto que trata deprograma de fertilizantes
● Setor de etanol critica tarifa de 25% dos EUA erebate acusações de barreiras comerciais
● Mauro Vieira diz que tarifas impostas pelos EUAnão se justificam
● Senadores da base do governo e da oposiçãorepercutem o novo tarifaço dos EUA
● Presidente da Câmaraanuncia acordo com o governo sobre dívidas dos produtores rurais
● Safra de grãos25/26: soja, milho e algodão crescem; arroz e feijão caem
● Exportações de arrozaliviam oferta interna e impulsionam recuperação dos preços
● Dica técnica: 10plantas para plantar no sítio com o engenheiro agrônomo Fabrício Andrade
Apresentação Francys de Oliveira
38-9-9181-0123
Francys de Oliveira
Fabrício Andrade
- Tarifas Americanas BrasilSetor de etanol critica tarifa · Mauro Vieira critica medida · Senadores repercutem tarifaço · Acusações de barreiras comerciais · Pix e desmatamento como justificativas
- Fertilizantes e Insumos AgrícolasProjeto de Lei PL 699/2023 · Fertilizantes e Insumos Agrícolas · Dependência de importação da Rússia e Bielorrússia · Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes
- Cuidados com PlantasMilho · Mandioca · Melancia · Abóbora · Quiabo · Hortaliças folhosas · Árvore · Capim
- Securitização de Dívidas AgrícolasRenegociação de R$100 bilhões em dívidas · Medida Provisória com novas regras · Suspensão de cobrança por 30 dias · Frente Parlamentar da Agropecuária
- Custos de produção de leitePreços firmes em julho · Demanda aquecida por mussarela · Oferta limitada de leite spot · Variação de preços em diferentes estados
- BAFTA 2026Produção estimada de 360 milhões de toneladas · Crescimento de 2,2% em relação à safra anterior · Soja, milho e algodão em alta · Arroz e feijão em queda · Pedido de recursos Conab
- Mercado de arrozCrescimento de mais de 80% no primeiro semestre · Redução da pressão de oferta no mercado interno · Recuperação dos preços para produtores · Exportacao de Arroz
Acordo de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar. Vem com a gente em toda a região com o seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação. Programa Paracatu Rural, programa Paracatu AÔ, bom dia! Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu Paracatu Rural. Bom dia, homem e mulher, criança e adolescente do campo e da cidade! Para quem tá trabalhando, descansando, passeando, viajando, bom dia!
Bom dia também aos moradores das cidades vizinhas a Paracatu, Pra você que nos acompanha pela internet, pra quem tá tirando leite, cuidando dos animais, tá na máquina agrícola, na estrada, na rodovia, em casa ou no trabalho, comerciante, servidor público, autônomo, profissional liberal, dona de casa e aposentado. Hoje é sábado, 18 de julho de 2026. Bom dia!
Destaques do dia.
Preço do leite e mussarela ganham força com aumento da demanda. Senado deve votar em agosto projeto que trata de programa de fertilizantes. Setor de etanol critica tarifa de 25% dos Estados Unidos e rebate acusações de barreiras comerciais. Mauro Vieira diz que tarifas impostas pelos Estados Unidos não se justificam. Senadores da base do governo e da oposição repercutem o novo tarifaço dos Estados Unidos. Presidente da Câmara anuncia acordo com o governo sobre dívidas dos produtores rurais.
Safra de grãos 25/26, soja, milho e algodão crescem, arroz e feijão caem. E também tem dica técnica, as 10 plantas para você plantar no seu sítio com o engenheiro agrônomo Fabrício Andrade.
Chuva ou céu aberto? Saiba como anda o clima.
Olá, Francis, ouvintes e espectadores do Paracatu Rural. Anete Fernandes, do Instituto Nacional de Meteorologia, trazendo a previsão do tempo para este fim de semana no noroeste de Minas. Bom, fim de semana segue com tempo estável. Esse friozinho pela madrugada, embora ele diminua no decorrer dos dias, ele ainda persiste e as temperaturas esboçam uma tímida elevação no decorrer dos próximos dias. Então permanece a condição de sol entre poucas nuvens ou céu claro a parcialmente nublado, com a temperatura variando no noroeste entre 11 e 30 graus no sábado e 12 e 30 graus no domingo.
Em Paracatu, temperaturas variando entre 13 e 26 graus no sábado e entre 13 e 27 graus no domingo. Então Veja que permanecem amenas as temperaturas ao amanhecer, mas começam a se elevar as temperaturas máximas à tarde. Então a massa, ela tá enfraquecendo. O tempo aberto favorece para que a gente tenha baixas temperaturas pela manhã, mas o enfraquecimento da massa permite que a temperatura se eleve um pouco mais ao longo do dia. Mais informações sobre a previsão do tempo no site do IMET, portal.imet.gov.br.
Do início da terra até o fim do mundo, o agro tá em tudo. O adubo da vaca nós transforma em lucro.
Para Catu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz.
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Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira. Economia rural.
A decisão dos Estados Unidos de Uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros provocou reação do setor sucroenergético. Entidades que representam a indústria de etanol e açúcar afirmam que a medida é injustificada, contestam as acusações de barreiras comerciais e defendem que o Brasil segue as regras internacionais no comércio de biocombustível. Rafael Mendonça tem mais informações direto da redação.
Representantes da indústria brasileira de etanol e açúcar reagiram à decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, classificando a medida como um retrocesso nas relações comerciais entre os dois países. A sobretaxa deve entrar em vigor no próximo dia 22 de julho e foi justificada pelo governo norte-americano com base em supostas práticas comerciais desleais do Brasil. Em nota, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a Única, afirmou que a decisão ignora as diferenças existentes na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.
A entidade destacou que as exportações brasileiras de açúcar continuam sujeitas a tarifas e restrições impostas pelos norte-americanos, enquanto o Brasil mantém uma política considerada não discriminatória para o etanol importado. Os Estados Unidos são o segundo principal principal destino das exportações brasileiras de etanol, atrás apenas da Coreia do Sul. Em 2025, o Brasil embarcou 253 milhões de litros do biocombustível para o mercado americano, movimentando cerca de US$163 milhões.
No mesmo período, as exportações de açúcar para os Estados Unidos somaram 420 mil toneladas, volume inferior ao registrado em 2024, quando ultrapassou 1 milhão de toneladas. A justificativa apresentada pelo escritório do representante do comércio dos Estados Unidos cita o acesso do etanol americano ao mercado brasileiro como um dos motivos para a adoção da tarifa. No entanto, a União Nacional do Etanol de Milho contestou a argumentação, afirmando que a alíquota brasileira de 18% sobre o etanol importado é aplicada de forma igualitária, em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio, sem violar acordos bilaterais.
Segundo a Unem, a queda nas importações de etanol norte-americano pelo Brasil não decorre de barreiras comerciais, mas da expansão da produção nacional de etanol de milho, que ampliou a oferta interna e reduziu a necessidade de compras internas. Direto da redação, Rafael Mendonça.
O governo brasileiro voltou a criticar o novo pacote de tarifas anunciado pelos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que as medidas não têm justificativa econômica nem comercial e reforçou que o Brasil continuará buscando uma solução por meio do diálogo e da negociação com o governo norte-americano.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira que o novo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros não tem justificativa e foi aplicado por motivação política. Em pronunciamento após reunião com ministros no Palácio do Planalto, o chanceler classificou como inaceitáveis e ofensivas as declarações do secretário de Estado americano Marco Rubio. O ministro Mauro Vieira criticou Marco Rubio por ter atacado de forma grosseira e arrogante o chefe de Estado de um país amigo, ao dizer que Lula e o governo brasileiro não negociaram com os Estados Unidos de boa Nas palavras do chanceler brasileiro, o que realmente incomoda os Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter cedido a exigências consideradas abusivas durante as negociações.
Claramente, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato do Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações. Cito como exemplo demandas de abertura total, irrestrita e exclusiva aos Estados Unidos de setores inteiros da economia brasileira, sem qualquer contrapartida para os produtos brasileiros.
Desde março de 2025, o governo brasileiro manteve mais de 30 reuniões presenciais, virtuais ou por telefone, nos níveis presidencial, ministerial e técnico, com autoridades norte-americanas. Somente entre Mauro Vieira e Jameson Greer e Marco Rubio foram realizados 11 contatos, incluindo as reuniões entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. Vieira rebateu ainda as acusações americanas sobre o sistema Pix e o desmatamento florestal, classificando as alegações como absurdas e sem lastro na realidade.
As alegações e declarações de autoridades americanas sobre o Pix são descabidas. O Pix é uma infraestrutura pública de pagamentos criada pelo Banco Central e está disponível às instituições que atuam no Brasil. Não é sério falar em competição desleal gerada pelo Pix. As acusações sobre desmatamento também são absurdas. Todas as alegações dos norte-americanos para justificar a aplicação de tarifas não têm lastro na realidade.
O chanceler reiterou que não houve racionalidade na aplicação das tarifas e que a investigação surgiu para compensar uma derrota do governo americano na Organização Mundial de Comércio sobre tarifas unilaterais. A taxa adicional de 25% foi confirmada na noite de quarta-feira e entra em vigor em 22 de julho, afetando produtos como gasolina, etanol, açúcar e tabaco. O governo brasileiro afirmou que acionará a lei de reciprocidade contra a barreira comercial. Da Rádio Nacional em Brasília, Pedro Lacerda.
Os senadores da base do governo e da oposição se manifestaram sobre o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Com a nova medida de Donald Trump, o Brasil passa a ser o segundo país mais taxado pelo país da América do Norte. E Pedro Pinzer tem os detalhes direto da Rádio Senado.
Os senadores da base do governo e da oposição se manifestaram sobre o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. As novas barreiras anunciadas pelo governo de Donald Trump a diversos produtos brasileiros são de 25% e atingem setores como o de etanol, calçados, madeira, máquinas agrícolas e açúcar. Segundo a oposição, as sanções estadunidenses são resultado direto da condução diplomática do Palácio do Planalto, e de provocações desnecessárias feitas pelo presidente Lula ao líder norte-americano.
O senador Isaucy Lucas, do PL do Distrito Federal, afirmou que não acredita em uma solução por parte da atual gestão.
Sempre provocou e vem provocando sempre, chamando ele de genocida, uma série de adjetivos totalmente criando dificuldade. Qualquer coisa que ele faça não vai resolver, porque a questão não é uma coisa pontual, é uma questão que vem acontecendo já há muito tempo.
Por outro lado, representantes do governo classificaram a taxação como injusta e acusaram a oposição de atuar contra a soberania nacional. Nas suas redes sociais, o líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues, do PT do Amapá, afirmou que o tarifaço busca forçar o Brasil a se curvar aos interesses estrangeiros e seria um ataque ao Pix.
A gente tem esse moço aqui na presidência da República e ele construiu uma trajetória que nos ensina que a coluna de um brasileiro não deve se curvar para ninguém. O Pix é do Brasil e vai continuar existindo.
Em nota, a Comissão de Relações Exteriores do Senado, presidida pelo senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso, manifestou preocupação com as tarifas e manteve o compromisso de defender os interesses dos setores produtivos do país, aumentando a lista de produtos isentos de taxa e buscando soluções que impeçam a escalada comercial prejudicial ao Brasil. Com a imposição das novas taxas, o Brasil chega ao posto de segundo país mais tarifado pelos norte-americanos.
Segundo projeções do Global Trade Alert, estima-se que a tarifa média sobre as importações brasileiras nos Estados Unidos suba de 11,73% para quase 15%. Da Rádio Senado, Douglas Castilho.
Cerca de 70% de adubos importados pelo Brasil vêm da Rússia e da Bielorrússia. Que são alvos de sanções comerciais americanas. E as tensões geopolíticas globais afetam diretamente os custos de produção no Brasil. O Brasil corre o risco de ser alvo pelos Estados Unidos de tarifas adicionais severas que podem chegar a 100% por manter fortes relações comerciais com a Rússia, caso os Estados Unidos apliquem penalidades aos países que negociam com os russos como já ocorre no caso do petróleo, a importação de fertilizantes essenciais como nitratos e fosfatos pode ser bloqueada ou encarecida.
O Senado Federal deve votar na primeira semana de agosto o Projeto de Lei PL 699/2023, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, o Proferti, tem o objetivo de fomentar a construção de novas fábricas de produção de fertilizantes no Brasil ou a expansão e modernização das atuais, com isenção de tributos federais. O governo deve apresentar um projeto de lei complementar para resolver questões fiscais que constariam na proposta. Pedro Pinzer traz os detalhes direto de Brasília.
O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, o Proferti. A proposta pretende estimular a construção de novas fábricas de fertilizantes no Brasil, além de ampliar e modernizar as unidades já existentes por meio de incentivos fiscais. As empresas participantes poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos investimentos do programa sem a cobrança de PIS/PASEP, COFINS, IPI e Imposto de Importação.
Dependendo da forma como ocorrer essa aquisição, o benefício poderá ser concedido na forma de suspensão de pagamento do tributo, alíquota zero ou isenção. Para o autor, senador Laércio Oliveira, do Progressistas de Sergipe, a iniciativa busca reduzir a dependência brasileira da importação de fertilizantes e fortalecer a segurança alimentar, a competitividade do agronegócio e a indústria.
O Brasil não pode apenas continuar reagindo às crises internacionais. Precisamos nos antecipar a elas. Precisamos construir autonomia. Precisamos fortalecer a nossa indústria. Precisamos garantir estabilidade para quem produz e segurança para quem consome.
De acordo com a líder do governo, senadora Tereza Leitão, do PT de Pernambuco, o adiamento permitirá resolver problemas fiscais e legais que o Executivo apontou na proposta. Ela citou como exemplo os trechos que tratam de renúncias tributárias.
A senadora afirmou que será apresentado um projeto de lei complementar para pacificar a questão, ajustar o que é estranho a um projeto de iniciativa parlamentar no PLP, para a gente ter um programa de A gente importa muito e a gente precisa ter autonomia, autonomia de ter os nossos próprios fertilizantes.
Uma das alterações na Câmara prevê a criação do Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo. Da Rádio Senado, Pedro Pinça.
O café que te acorda para trabalhar duro, a grudar em tudo.
Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz.
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Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira. Notícias da Câmara dos Deputados.
Após semanas de negociações, Governo Federal, Congresso Nacional e representantes do agronegócio fecharam um acordo para renegociação de cerca de R$100 bilhões em dívidas de produtores rurais. O entendimento prevê o envio de uma medida provisória com novas regras para o refinanciamento dos débitos, substituindo o projeto de lei que tratava desse tema. Outro ponto acordado foi a suspensão da cobrança das dívidas por 30 dias enquanto as novas medidas entram em vigor.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou que foi fechado um acordo entre o governo, representantes do setor e a Frente Parlamentar Agropecuária sobre a renegociação de dívidas de produtores rurais. Um dos pontos do acordo é que o projeto que tratava do tema não será votado e que o governo vai encaminhar uma medida provisória abrangendo os termos do acordo. De acordo com o Ministério da Fazenda, serão aproximadamente R$100 bilhões em dívidas renegociadas.
Participaram da reunião os ministros da Fazenda, Dario Durigan, das Relações Institucionais, José Guimarães, o líder do governo, deputado Paulo Pimenta, do PT do Rio Grande do Sul, o deputado Arnaldo Jardins, do Cidadania de São Paulo, e a senadora Tereza Cristina, do PP do Mato Grosso do Sul, integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária.
O presidente Hugo Motta explicou as medidas no intuito de podermos anunciar o acordo feito em relação ao projeto do endividamento dos produtores rurais do nosso país. Quero registrar que essa matéria foi colocada em votação na Câmara dos Deputados há um ano atrás, um dia antes do recesso parlamentar. E durante todo esse ano, no Senado Federal principalmente, foi travada uma negociação que se buscava com o governo alterar os pontos que foram aprovados na Câmara no intuito de poder ser mais abrangente no que diz respeito a essa renegociação.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o acordo só foi possível por muito diálogo, no qual todos tiveram que ceder em algum ponto. Durigan disse que o governo saiu de uma posição mais dura para acomodar a grande maioria dos produtores. Ele ressaltou que não seria possível incluir todos, mas sim os que mais precisam.
Eu vou de novo enfatizar com toda franqueza: é o limite do que o Ministério da Fazenda consegue comprometer o orçamento público dos próximos anos atendendo a um recorte que nos parece um recorte generoso, um recorte bastante apropriado dos agricultores que precisam desse auxílio para renegociar sua dívida.
O líder do governo, deputado Paulo Pimenta, ressaltou ainda que a MP vai suspender o pagamento dessas dívidas por 30 dias. Já o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o acordo é resultado de uma regra que tem se mostrado eficaz na Câmara, que são o diálogo e a negociação. Segundo ele, os temas mais polêmicos têm sido conduzidos por meio da construção de consensos amplos. O deputado também destacou o papel do presidente da Câmara na articulação do entendimento e ressaltou que o resultado foi fruto de uma construção coletiva. Da Rádio Câmara de Brasília, Luiz Gustavo Xavier.
Mercado do Leite.
O mercado de lácteos iniciou a primeira quinzena de julho com preços firmes no Brasil. A demanda aquecida sustentou a valorização da mussarela e do leite spot, enquanto a oferta segue limitada, mantendo o mercado interno em um cenário favorável para comercialização dos produtos lácteos. Rafael Mendonça, direto da redação, tem mais informações.
O mercado do leite spot registrou uma nova valorização na primeira quinzena de julho, com a média Brasil a R$3,22, um aumento de R$0,17. Esse ajuste positivo nas cotações foi impulsionado pelo giro das vendas de derivados em patamares confortáveis e pelos preços mais elevados, o que resultou em maior demanda por leite fresco. Esse aumento, alinhado à oferta mais restrita de leite no campo, contribuiu para alta generalizada do leite spot.
A mussarela voltou a apresentar alta nas cotações, refletindo o movimento do leite UHT. O cenário de estoques reduzidos e menor disponibilidade de leite seguiu dando suporte aos preços no período. A variação dos preços esteve entre R$33,70 no Rio Grande do Sul e R$37,10 no Rio de Janeiro. Com variações positivas em todos os estados avaliados, incluindo Santa Catarina com alta de R$0,90 e Minas Gerais com alta de R$0,80. O mercado de leite em pó apresentou comportamento variado entre os segmentos.
O leite em pó integral seguiu com negociações mais fracas e menor movimentação, registrando queda de R$0,30 em São Paulo e totalizando R$24,90. Por outro lado, o leite em pó desnatado encontrou sustentação em estoques mais baixos, registrando ajuste negativo de R$0,10 e totalizando R$22,40 em São Paulo. No leite em pó fracionado, houve a manutenção de estabilidade, com variações positivas em São Paulo e no Nordeste. A produção de leite segue limitada pelas condições típicas da entre-safra, mantendo a disponibilidade de matéria-prima em níveis mais baixos.
No sul, porém, o início da recuperação sazonal da produção começa a trazer sinais de aumento da oferta. A procura por derivados segue em crescimento, acompanhada pelo aumento do volume de vendas nos supermercados. Esse movimento tem contribuído para sustentar a valorização dos preços no mercado. As informações são do portal Milk Point. Direto da redação, Rafael Mendonça.
Deus abençoe os braços que fazem o suado cultivo do chão.
Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz. Há 13 anos escolhemos um caminho: transformar a gestão da água em compromisso, conhecimento e desenvolvimento.
Neste tempo, crescemos junto com os produtores fortalecemos nossa representatividade e ajudamos a construir uma agricultura irrigada mais inteligente e sustentável.
Hoje celebramos essa história e renovamos o compromisso com o futuro.
Irriganor, 13 anos.
Irrigação inteligente, irrigação consciente.
Julho é o mês do cooperativismo, tempo de celebrar um modelo que gera desenvolvimento cria oportunidades e transforma vidas. Onde existe cooperação, existe crescimento compartilhado, mais qualidade de vida e um futuro melhor para todos. A Cocairi tem orgulho de fazer parte dessa história de união, trabalho e prosperidade. Produtor, o seu trabalho não espera e o seu bolso merece o melhor. Chegou a hora de colocar a máxima performance e robustez no campo com a linha de tratores Case IH da Com o Plano Safra, a Pivot Case preparou a melhor negociação do mercado.
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Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira. Notícias da CONAB.
A produção de grãos da safra 25/26 deve apresentar alta de 2,2% em relação à temporada passada, colhida, chegando a 360 milhões de toneladas. O número representa um crescimento de 7,8 milhões de toneladas de grãos a serem colhidos. Os dados são do décimo levantamento da safra de grãos divulgado pela CONAB, a Companhia Nacional de Abastecimento. E de acordo com a companhia, o resultado reflete a maior área destinada ao cultivo de grãos no país em 83,5 milhões de hectares. A reportagem é de Isabela Ribeiro.
A produção brasileira de grãos deve chegar a 360 milhões e 100 mil toneladas na safra 2025/2026. Se confirmado, o volume é 2,2% superior ao registrado na temporada passada, equivalendo a um acréscimo de 7 milhões e 800 mil toneladas de grãos a serem colhidos. Os dados estão disponíveis no 10º levantamento da safra de grãos 2025/2026. Divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a CONAB, nesta terça-feira. Os principais indicadores que levaram a esses resultados são analisados pelo gerente de acompanhamento de safras da companhia, Fabiano Vasconcelos.
A soja continua como principal produto da safra brasileira de grãos. A estimativa da CONAB para essa temporada foi de 180,6 milhões de toneladas, então apresenta aí um crescimento em relação à safra anterior. E também o milho segunda safra com uma produção muito boa, as duas principais culturas performando muito bem nessa temporada. Além disso, a gente tem cultivos como arroz, o feijão, que também vieram com uma produção suficiente para abastecer o mercado interno, apesar ali de uma redução em relação à produção da temporada passada.
E a gente tem alguns produtos que voltam a ganhar destaque nessa temporada, como sorgo, que cresce em relação à última safra, é muito influenciado ali pela janela de plantio da segunda safra, e o trigo. Tomadas essas principais culturas, mas outras culturas que são importantes para agricultura brasileira, mas de um menor volume, a gente tem uma estimativa aí de 360,1 milhões de toneladas.
No atual ciclo, a colheita das 3 safras de milho está estimada em 141 milhões e 700 mil toneladas, o que representa um volume 0,4% superior ao ciclo passado. A primeira fase já está com a colheita quase finalizada, com estimativa de 29 milhões e 600 mil toneladas. Para a segunda safra, a colheita atinge 38,9% da área, podendo chegar a 109 milhões e 430 mil toneladas. Já para a terceira safra, a CONAB espera uma produção de 2 milhões e 700 mil toneladas, como avalia Vasconcelos.
Quando a gente olha as 3 safras de milho, a primeira safra foi uma safra de aumento na produção. A gente tem a segunda safra como a principal safra do cultivo do milho na temporada, e a gente teve um aumento na área cultivada com milho milho segunda safra, que a gente tem visto em campo agora com avanço da colheita, é de produtividades satisfatórias. Em alguns estados ali houve perdas, ali principalmente Minas, Goiás, mas no geral colheitas com produtividades satisfatórias.
E a gente tem o milho terceira safra que tá em desenvolvimento vegetativo agora, principalmente na região ali do Ceaba, no nordeste da Bahia, Sergipe, Alagoas. Esse milho ele vem sofrendo com uma certa restrição hídrica, é um milho importante para região, mas ainda assim uma produção de pouco mais de 6 milhões de toneladas.
As condições climáticas contribuíram para o incremento de 2,8% na produtividade do algodão em relação à safra 2024/2025. O levantamento da Conab prevê a produção de 4 milhões e 60 mil toneladas de pluma, com 8,1% da área já colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçã. Finalizada a colheita, a soja alcançou uma produção de 180 milhões e 600 mil toneladas, valor 5,3% acima do obtido na safra passada. Item fundamental na mesa dos brasileiros, o arroz, com a colheita também encerrada, apresenta a produção aproximada de 11 milhões e 100 mil toneladas.
Para o feijão, a produção total estimada é de 3 milhões de toneladas. Em fase final de plantio, o trigo deve chegar a 6 milhões de toneladas produzidas. Com redução de 23,5% no volume a ser colhido, como explica o gerente de acompanhamento de safras da companhia.
O trigo, ele tem aí uma área cultivada nessa temporada menor do que na safra anterior, é o que a gente tem observado. A estimativa de área cultivada, ela tá menor. A gente teve na última temporada, na última safra, produtividades excelentes para o trigo. E aí, para essa temporada, o que a Conab tem visto, baseado ali em modelos estatísticos e também análise climática, é que as produtividades, elas devem ser menores menores que na safra anterior.
Então, produto dessa menor área com produtividades ainda que boas, e ainda que a maior parte das lavouras recém-plantadas estejam em boas condições, a gente tem uma perspectiva de uma produção menor do que na última temporada. Tá atrelado ali às condições mercadológicas do trigo, a decisão do produtor no plantio do trigo ou de outras culturas, e essa condição de clima. Então, isso tudo pode impactar, e a Conab tem visto isso.
O décimo levantamento também traz a análise de mercado dos principais grãos cultivados no Brasil. Nessa edição, a Conab as estimativas para o estoque de passagem de milho na safra 2025 e 2026, que deve ficar próximo a 14 milhões e 500 mil toneladas em 31 de janeiro de 2027. A atualização da safra de algodão também permitiu ajustes na projeção de exportação, que pode chegar a 3 milhões e 380 mil toneladas, resultando em um estoque final de 2 milhões e 680 mil toneladas.
No caso da soja, o estoque final foi ajustado para 8 milhões e 800 mil toneladas. Informações detalhadas sobre o cultivo e as condições de mercado dos principais grãos nacionais estão disponíveis no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/2026, que pode ser acessado no site da companhia em www.gov.br/conab. Reportagem de Flávia Agnello, com locução de Isadora Ribeiro.
Mercado Agrícola.
As exportações brasileiras de arroz cresceram mais de 80% no primeiro semestre e reduziram a pressão de oferta no mercado interno. A Fedearroz avalia que os embarques deram liquidez aos produtores e ajudaram na recuperação dos preços, mesmo com receita menor por causa da queda internacional. A entidade projeta cerca de 2 milhões de toneladas toneladas exportadas nesse ano. Arthur Chagas tem mais informações direto da agência Agroefectiv.
As exportações brasileiras de arroz no primeiro semestre de 2026 contribuíram para reduzir a pressão de oferta no mercado interno e criaram condições para uma recuperação gradual dos preços pagos aos produtores. A avaliação é do presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, a Fedearroz, Denis Dias Segundo o dirigente, o volume embarcado entre janeiro e junho cresceu mais de 80% em relação ao mesmo período do ano passado, um dos melhores desempenhos já registrados para o setor.
Nós exportamos aí um dos recordes, exportamos mais de 80% em relação ao ano passado nesse primeiro semestre.
Então, consequentemente, isso deu uma liquidez aos produtores, né, que não precisaram vender no mercado interno, pressionando menos preço. E também aproveitamos aí os prêmios de escoamento para contemplar o valor do saco.
Apesar do avanço expressivo nas vendas externas, a receita obtida foi menor do que a registrada no ano passado em razão da queda dos preços internacionais. Segundo Nunes, os primeiros embarques do ano passado foram negociados com valores superiores a R$90 por saco, enquanto neste ano os preços ficaram na faixa dos R$60, representando uma redução próxima de um terço. Em relação aos destinos das exportações, Nunes afirmou que os principais mercados permaneceram praticamente os mesmos, mas destacou o crescimento da participação da Venezuela entre os compradores de arroz em casca brasileiro.
O presidente da Fedearroz também ressaltou que o comércio exterior vem absorvendo parte importante da produção disponível. No primeiro semestre, a balança comercial do arroz registrou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas, e a expectativa é de que o Brasil alcance cerca de 2 milhões de toneladas exportadas ao longo de 2026. Para Nunes, esse movimento já começa a refletir no mercado interno. Em relação ao segundo semestre, o dirigente projeta um cenário mais favorável para a cadeia produtiva do arroz.
A evolução dos preços dependerá, segundo ele, principalmente do comportamento da safra norte-americana e da produção nos países asiáticos, que já sofrem influência do fenômeno El Niño. Da Agência Agroefectiv Arthur Chagas.
Obrigado ao homem do campo pela carne, o arroz e o feijão, os legumes, verduras e frutas e as ervas do nosso sertão.
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Você está ouvindo Paracatu Jornal do Agronegócio com Francis de Oliveira. Dica técnica.
E hoje a dica de ouro é para você que pensa em ter um sítio, uma chácara, uma pequena propriedade rural. Tá em dúvida no que vai plantar na sua propriedade? Nós vamos então te ajudar. São várias as opções, né, mas algumas são bastante funcionais para o dia a dia no campo. Nós fomos até o Sítio Capim Moiado em Paracatu, Minas Gerais, conversamos com o professor engenheiro agrônomo Fabrício Andrade. Na prosa de hoje, ele lista as 10 melhores plantas para você começar a estruturar suas terras.
Eu sei, França, que você quer comprar um sítio, você quer plantar umas plantas aí, não quer?
Ué, você tá doido! Tem que fazer o negócio bem feitinho.
Tipo assim, você comprou um sítio hoje, aí daqui um mês você já quer começar a plantar umas plantinhas lá.
Exatamente.
Nada muito caro, pouco dinheiro, pouco dinheiro, resultado rápido. Umas plantas assim que você consegue plantar e consegue produzir mais facilmente, né?
Cuidar mais tranquilo.
Você sabe que tem umas plantas que é mais difícil, né?
Exatamente.
Mais difícil cultivo, tem que ter uma irrigação mais intensa. Então você quer um negócio básico, básico, mas que também que não deixa a desejar, não é isso?
Exatamente.
Mas por enquanto é isso. Número 1, campeão, campeão de bilheteria: milho. Por que milho? O Françoise hoje me falou uma coisa que eu gravei esse negócio que ele me falou. Françoise assim: Fabrício, Milho levanta uma vaca. A gente tava comendo ali o almoço. Eu fiz um almoço hoje, umas asinhas de frango ali que eu comprei no mercado. E aí eu fiz umas asinhas de frango, rapaz, com caldo de milho. Ele gostou para caramba, ele comeu aquele negócio.
Eu falei, é, França, esse caldo, esse caldinho de milho aí vai levantar nós. Ele falou assim, levanta até uma vaca. E é verdade, gente, milho é uma, é um grão tão forte em energia que até uma vaca parida aí na roça que não tá com queda de cálcio, você dá ela milho, ela levanta. Então milho tem que, primordial ter milho. Número 2, mandioca. Meus amigos, mandioca é uma cultura que você faz um monte de, assim como você faz fubá com milho, canjica, mandioca.
Você faz mandioca cozida com costela, cozida sozinha, farinha, aquela que a gente cozinhou aqui aquela vez, hein?
Você tá, não precisou nem de arroz.
Não, você tá é doido, rapaz.
Cheguei a salivar aqui, rapaz.
A gente fala assim, a boca da gente enche d'água mesmo, né? Vou dizer para você, é mandioca, é um trem que, olha, eu vou contar um trem para você, você tem um trem gostoso para você fazer na roça é costela com mandioca. Então mandioca, roça que não tem mandioca é uma roça que é uma meia roça, viu, Fabrício?
É fácil, né, cultivar.
É inclusive o critério que eu usei foi esse para escolher essas 10 plantas. Eu sei que muita gente vai reclamar aí, ah, mas tá faltando tal planta, faltando isso e aquilo. Vai reclamar mesmo, não tem problema, mas eu escolhi as que são mais fáceis de ser plantado, as mais simples, tá? Então mandioca tá entre elas. Só tem um detalhe, viu? Mandioca não tem esse negócio de R$1 milhão que você ganha por hectare, não. Não é R$1 milhão, não é R$2 milhão agora, né, que estão falando por aí.
Não, não ganha isso não, tá, gente? Isso aí é engajamento. Quem fala isso aí não tá errado não, que tá fazendo engajamento para lá, e cada um que cuida da sua vida para lá. Mas não dá não, negócio de falar que dá R$1 milhão, não dá não. Então, terceiro lugar, melancia. Melancia, cara, ô França, aqui na cidade nossa, que você sabe, o cara chega a vender uma melancia ali a 40, 30, 40 conto uma melancia. Tem uma irrigação aí para o gotejo ou até irrigação por aspersão, desde que você cuide direitinho de usar a variedade correta.
Melancia cai como uma luva, cara. Melancia é um negócio top você plantar na sua e você vai se alimentar dessa melancia também, viu?
Top demais!
Quarto lugar, quarto lugar é o negócio que pouca gente dá valor, mas o negócio bom, que os mais novos não gosta, mas os mais velhos gosta. Qual que é, França?
Não sei não.
Abóbora!
Ô rapaz, abóbora, você tá louco!
É bom demais!
Eu não sou muito chegado não.
Abóbora é segunda carne, é a segunda carne.
Mas assim, meu pai gostava, gosta ainda, que ele é vivo, graças a Deus. Gostava de comer na roça, né? Hoje ele não vem na roça mais, fica na cidade. Então abóbora, gente, a segunda carne da roça é abóbora. Então plante abóbora e suas variações: abobrinha d'água, abóbora disso, abóbora daquilo, japonesa, o que você quiser plantar, planta abóbora, que abóbora é uma coisa boa. Quinto lugar, essa planta é uma planta que você vende muito nos sacolões.
Essa planta é uma planta relativamente fácil de ser cultivada, planta bom para plantar em terra pequena, um lugar pequeno, e é uma planta que você colhe todo dia. E você conjuga ela com francaipira, com angu.
Quiabo.
Sabia que você ia adivinhar, cara. Isso, 5º lugar, o quiabo, tá?
E tem gente que gosta de fazer quiabo em conserva, sabia?
Fica uma delícia em conserva. Essa aí eu nunca vi falar não, então acabamos Então tá aí, quiabo em conserva, tá? Plante quiabo. Quiabo é, ó, top de linha. Você vai plantar, você tem que ter consciência que você vai ter que colher aquilo todinho. Então não planta muita coisa não, planta um pedacinho pequeno para você não desperdiçar.
Você pode se perguntar sobre os itens da tradicional horta comum em qualquer propriedade rural, principalmente nas pequenas. Sim, também é uma excelente escolha, mas para o cultivo de hortaliças é importante seguir alguns passos importantes, como por exemplo o preparo dos canteiros. De acordo com a Embrapa, é importante receber boa incidência de luz solar, ter acesso à água para irrigação e também apresentar o solo com boa drenagem, evitando assim o acúmulo de água.
Antes do plantio, é necessário fazer a limpeza da área, removendo as pedras, restos de plantas daninhas, além de revolver e nivelar o solo para melhorar a aeração e fortalecer o desenvolvimento das raízes. Outro passo importante é a correção da acidez do solo, a adubação com a matéria orgânica e com fertilizantes. A incorporação dos nutrientes a preparação final da superfície para semeadura ou o transplante de mudas. Segundo a Embrapa, essas práticas contribuem para um melhor enraizamento, maior disponibilidade de água e nutrientes.
E as hortaliças abrem a nossa segunda parte da prosa com o engenheiro agrônomo Fabrício Andrade sobre as 10 melhores plantas para você ter em seu sítio.
Sexto lugar, Hortaliças folhosas, ó, cheiro verde, que é salsinha, cebolinha. Aí vem couve, alface, almeirão, repolho, rúcula, espinafre. Isso aí tudo é bom para você ter na roça, para você poder fazer almoço, você poder comer, se alimentar. Perceba que eu não tô falando nada de lucro aqui, não tô enganando vocês. Ah, vai plantar isso que vai ganhar 1 milhão? Não, É tudo coisa que você tem que ter se você for ter um sítio. Você quer ter um sítio?
Então você tem que ter essas coisas, meu filho. Hortaliza folhosa gosta de esterco, gosta de época fria. Então plantar na época fria e jogar muito esterco, tá? Você vai ter sucesso com hortaliza folhosa. Sétimo lugar, anota aí: árvore. Tem que ter árvore no sítio. Plante árvore para fazer sombra para você colocar seu carro debaixo, você amarrar um cavalo, para fazer sombra, para você poder almoçar, jogar um truco debaixo da árvore.
Planta árvore, tá? Oitavo lugar, oitavo lugar: capim. Roça tem que ter capim. Ó, aqui, ó, capim Tifton. Acabei de fazer um feno aqui agora para o meu cavalo ali, ó. Isso aqui tudo acabei de roçar e coloquei para o cavalo. A roça tem que ter capim. Capim. Começou o sítio, escolhe os capins que você vai plantar. Tem braquiárias, tem os pânicos, tem os cínodos, que são os títulos da vida, né? Tem os andropogos, tem as braquiarinhas, tem os capiaçu, tem um monte de capim para você escolher, para você plantar.
Não fique sem capim, planta capim, tanto capim de pasto quanto capim de corte. Capim de pasto é o que são as braquiárias, os pânicos, os cínodos. Capim de corte, capiaçu, e aí vai. Nono lugar é uma cultura que você vai plantar, e você vai plantar ela sempre afastado da casa, porque se você plantar ela perto da casa dá muita cobra. Porque essa cultura ela dá moita, e ela, as moitas é grande, numerosa. É a banana. Banana é um negócio bom de você mexer, dá fruto para você poder alimentar sua família.
É um lugar, é um negócio que dá em terra fraca desde que você joga água. Banana gosta demais de água. Sem água, banana não vai para frente. Então tem que jogar água na banana, mas você planta afastado da casa. É uma, é uma cultura que você acha muda fácil com as pessoas aí. Geralmente as bananas não adoecem, as bananas caipiras que tem por aí não adoecem, não morre, não tem praga. Plantou irrigou, adubou, acabou, certo? Salvo quando você vai mexer com bananal profissional, aí dá praga, dá doença, aí é outra história.
Eu tô falando de coisa caipira, coisa que você plantar na roça aí, que você vai começar hoje ou amanhã, tá? Você iniciar, aí você vai plantar uma, duas, três moitinhas de banana, mas sempre afastado da casa. Não põe banana perto de casa que vai juntar cobra. Moita de banana dá muito rato, então o rato vai para lá a cobra vai atrás do rato. E por último, gente, não pode faltar, em décimo lugar, é aquela fruta que você usa para tomar com um golinho de aperitivo: limão. Ah, essa daí você não esqueceu, né, danado? Você toma um aperitivozinho?
Você toma só o suco de limão?
Eu também não tomo nada. Você acredita, rapaz? O povo fala para mim, rapaz, mas você é um agrônomo esquisito, que você não bebe, não fuma. Gente, vocês acreditam? Eu não bebo e nem fumo, cara.
Cara, e eu sou prova.
Agora, uma carninha de porco frita na hora ali com limãozinho por cima, isso aí é meu ramo purinho, bom demais, sabe? Então você tá ali com a carninha de porco, limãozinho por cima, você tá ali com uma tainha de uma lanha de picanha, de maçã de peito, limãozinho por cima. Tudo que você vai fazer na roça, o tal do limão tá metido no meio.
Tem outra coisa do limão Você tá andando a cavalo com a calça curta, passou perto do arame farpado, rasgou sua perna, encosta no pé de limão, arranca um bichinho daquilo ali, passa no machucado, meu filho, não dá infecção não.
Ainda funciona como curativo.
Exatamente.
Pronto, tá aí.
O leite que seu filho toma, a cerveja que o boteco vende, a carne que tá no seu prato sai aqui do pasto.
E assim a gente finaliza mais uma edição do seu Jornal do Agronegócio para Catu Rural. Voltamos na segunda-feira, 7:45 da manhã, depois do Brasil Sertanejo do José Fernandes. Direção-Geral de Humberto Neiva, Realização, empresa de som Sandro Mundim, redação e edição Rafael Mendonça, apresentação Francis Oliveira, realização Agência Locutores Online. E você já sabe, a Rádio Boa Vista FM você sintoniza na 96,5 MHz, ou ainda pode ouvir pelo Rádios Net, pela Alexa e vários outros aplicativos pela internet.
Bom dia, muito obrigado pela sua atenção, Deus te abençoe, até segunda-feira, tchau tchau! Acorda de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar. Vem com a gente em toda a região com o seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação.
Programa Paracatu Rural, programa Paracatu Rural.
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