Menos milho e mais soja? Petróleo pode alavancar o cereal
O mercado de milho vive um cenário de preços mistos e acautela dos produtores brasileiros nesta terceira semana de julho.
Enquanto a exportação ganha ritmo e o mercadoobserva a melhora climática no meio-oeste americano, novos levantamentosindicam um recuo de 1,3% na área da safra de verão 26/27 no Centro-Sul.
Com custos de produção elevados e o avanço da soja emoperações de barter, o setor se prepara para mudanças na produtividade e naintenção de plantio. O agente autônomo de investimentos, João Santaella Neto,comenta os detalhes das cotações nas principais praças e as projeções para apróxima temporada.
João Santaella Neto
- Ciclo agrícola do milho safrinhaSafra verão 26/27 · Custos de produção elevados · Avanço da soja em barter · Dificuldade de crédito
- Alta do petróleo e impacto nos mercados agrícolasValorização do petróleo · Demanda por biocombustíveis · Demanda por etanol e biodiesel · Conflito Irã-EUA
- Oferta global de milhoBolsa de Chicago · Clima no Meio Oeste americano · Temperaturas elevadas · Melhora nas previsões climáticas
- Mercado de Milho nos EUA e BrasilTestando resistências · Pivô de alta · Alerta de sobrecompra · Realização de lucros
Aopã, boa noite! Fator Barter: como a soja está ganhando espaço sobre o milho? Efeito etanol: por que o petróleo está ajudando o preço do milho? Está começando com a graça do nosso bom Deus, seu jornal do agronegócio para a Catu Rural neste 20 de julho de 2026, com os comentários de Joãozinho Grafista.
Comodities Agrícolas com Joãozinho Grafista.
O mercado do milho vive um cenário de preços mistos e a cautela dos produtores brasileiros nesta terceira semana de julho. Enquanto a exportação ganha ritmo e o mercado observa a melhora climática no Meio Oeste americano, novos levantamentos indicam um recuo de 1,3% na área de safra de verão 26/27 no Centro-Sul. Com custos de produção elevados e o avanço da soja em operações de barter, o setor se prepara para mudanças na produtividade e na intenção de plantio.
O agente autônomo de investimentos João Santaella Neto, o Joãozinho Grafista, comenta os detalhes das cotações nas principais praças e as projeções para a próxima temporada.
Olá, ouvintes! Olá, internautas! Olá, Frank! Aqui quem fala é João Santaella Neto, conhecido há 26 anos como Joãozinho Grafista. Desde março de 2020 representando a corretora Terra Investimentos aqui no Cerrado Mineiro. E vamos lá falar como foi o mercado do milho essa última semana que passou, o que que a gente pode esperar aí para a terceira semana aí de julho. Vamos lá falar então do mercado físico e logicamente do mercado futuro e o gráfico, o que que a gente pode esperar aí para os próximos dias.
Bom, então vamos lá, como é que trabalhou o mercado físico. E aguardando ingresso de ofertas, o comprador segue limitando aquisições no Brasil. O mercado brasileiro de milho então nesta segunda semana de julho registrou preços mistos ao longo da semana. De acordo com a consultoria Safras Mercado, esperando contar com maiores ofertas e cotações mais baixas, os compradores seguem limitando as aquisições de milho no Brasil. Os produtores, por outro lado, seguem cautelosos tentando sustentar os preços do milho em algumas regiões.
A exportação brasileira de milho começou a ganhar maior ritmo, ainda que a paridade de preços tenha permanecido sem um avanço consistente durante a semana em meio à volatilidade do dólar. No cenário internacional, o mercado acompanhou o comportamento da Bolsa de Chicago após recentes especulações relacionadas ao clima no Meio Oeste dos Estados Unidos, que levou a um aumento dos preços diante das preocupações com as temperaturas elevadas na última semana.
Até comentei com vocês, a situação começou a mudar, tá? Os modelos agrometeorológicos sinalizam uma melhora das previsões climáticas para os Estados Unidos nos próximos 6 a 14 dias, reduzindo preocupações com relação ao desenvolvimento das lavouras no país. Então vamos lá, preços do milho. Em Cascavel, no Paraná, mercado disponível ao produtor, o milho foi cotado a R$59 frente a R$60 praticados na semana retrasada. Campinas, CIFI, a cotação avançou 0,76%, de R$66 para R$66,50.
Variação boa, né? Mogiana Paulista, a saca do cereal subiu 3,45%, de R$58 para R$60. Ao longo da semana. No estado do Mato Grosso, base Rondonópolis, a saca foi cotada a R$55 frente a R$56 registrados no final da semana retrasada. No estado de Erechim, opa, no estado do Rio Grande do Sul, base Erechim, o preço caiu 1,45%, de R$69 para R$68. E aqui na nossa Minas Gerais, base Uberlândia, o preço na venda ficou em R$60, sem mudanças.
E no estado de Goiás, base Rio Verde, a saca foi cotada a R$55, também sem alterações em relação à semana retrasada. Bom, vamos lá, notícia importante aí da consultoria Safras e Mercado, falando um pouco da área da safra verão 26/27 no centro-sul do Brasil deverá recuar 1,3%. A área plantada com milho na safra verão 26/27 deverá recuar 1,3%. Ocupando 3,51 milhões de hectares no Centro-Sul do Brasil. Na safra 25/26, o plantio totalizou 3,608 milhões de hectares, conforme o levantamento de intenção de plantio divulgado nesta sexta-feira pela Safras e Mercado.
De acordo com o consultor da Safras e Mercado, Paulo Molinari, a queda na área leva em conta o fato de que os custos de produção e os preços do milho no patamar atual não motivam um plantio maior. O preço da safra nova está melhor, por exemplo, na soja do que o milho. Há um cenário de dificuldade de crédito, o que leva o produtor a buscar a modalidade de barter, onde a soja tem melhor conta. Que que é o barter? Eu não tenho, digamos assim, dinheiro para comprar aquele insumo.
Então o que que eu faço? Eu vou lá na trading, uma Syngenta, uma Bayer, e eles pegam o meu milho, minha soja, como garantia para mim pegar, adquirir esse milho. Ou eu uso também esse milho e essa soja para comprar o adubo. Mesmo assim, o consultor da Safra Mercado disse que deve prevalecer um cultivo maior de soja no verão e de milho na segunda safra. Ele afirma que deve haver um declínio na produtividade média da safra verão 26/27 frente ao registrado na temporada 25/26, que passaria de 7.101 kg por hectare para 7.099 kg por hectare.
Com isso, a produção da primeira safra 26/24 no Centro-Sul poderia atingir 25,283 milhões de toneladas, abaixo da safra 25/26 de 25,6 milhões de toneladas. Para safrinha 27, a área prevista deve ocupar 15,787 milhões de hectares, com um avanço de 0,3% frente aos 15,739 milhões de hectares plantados neste ano. Informações aí são da Safras e Mercado.
O milho na bolsa de Chicago encerrou a primeira quinzena de julho de forma positiva, impulsionado pelas incertezas climáticas no Meio-Oeste americano durante a fase crítica de polinização. Além do fator agrometeorológico, a piora das lavouras na França e a valorização do petróleo deram sustentação aos preços, favorecendo a demanda por biocombustíveis. No campo técnico, Joãozinho Grafista comenta que o mercado testa resistências importantes e ensaia um pivô de alta, mas o alerta de sobrecompra sugere cautela para possíveis realizações de lucro.
Vamos lá falar do nosso milho lá em Chicago. Na sexta-feira, dia 17 de julho, os preços terminaram em alta. O mercado buscou suporte nas preocupações com o clima quente e seco registrado nos Estados Unidos ao longo desta semana que passou, em um momento em que as lavouras estão em fase crítica de polinização. A expectativa de um clima mais favorável no país mais para o final do mês, contudo, limitou o movimento de alta nas cotações.
Preocupações com a piora das lavouras do cereal na França também contribuíram para os ganhos, assim como os ganhos das cotações do petróleo com o acirramento do conflito entre o Irã e os Estados Unidos, fator que favorece a busca por biocombustíveis como etanol do milho. Ao longo da semana, o contrato mais negociado, que é o contrato setembro lá da Bolsa de Chicago, registrou um avanço acumulado de 1,19%, tá? Os contratos do milho, então, os contratos setembro fechou a $4,44, 3/4 por bushel.
O contrato dezembro, $4,66, meio por bushel, alta de 0,75%, tá joia? Vamos para o gráfico. Bom, já o gráfico tá fazendo um movimento que eu não gosto muito, né? Principalmente quando os preços sobem, sobem, sobem Mercado faz um movimento de sobrecompra nos indicadores. Então, o que significa isso? Significa uma hora ou outra o mercado pode dar uma realização de lucros, no caso milho. Mas no Fibonacci, só se perdeu os 430 por bucho, tá?
Fechou a 444. Tem uma resistência muito forte nos 450 por bucho. Se romper, na minha opinião, vai fazer um que a gente chama de pivô de alta, né? Uma formação de alta mais forte, né? O milho já vem recuperando bem desde o dia 25 de junho. Ali a mínima foi nos R$403. Então é isso, se romper aí é os R$450, né? R$465, R$475, R$495, e quem sabe o alvo é os R$520 por bucho. Lógico que não pode perder os R$430, porque aí levaria novamente para os R$405 por bucho, tá? Vai clima seco, vai chuva, vai milho, vai safrinha, vai commodities.
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Talvez seja a culpa de um pecado passado que o nosso inimigo espiritual continua colocando na nossa mente. Ou os desejos de um vício que a gente ainda não tenha superado totalmente. Talvez ele esteja sussurrando palavras negativas que nos trazem dúvidas sobre a nossa fé ou a capacidade de realizar o que Deus planejou para a gente fazer. Faça hoje como em Romanos 12:2: permita que Deus transforme-o através da renovação da sua mente.
Ore e peça a Deus hoje para remover os pensamentos negativos que o nosso inimigo espiritual continua a infiltrar na nossa mente. Permita que Deus renove a sua mente e substitua a negatividade com clareza e pureza. Deixe Deus ajudá-lo a lutar a batalha em sua mente e obter vitória. Esse devocional faz parte do estudo Experimentando a Renovação de Deus do aplicativo uuh.com. Deus te abençoe, tchau tchau!
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