Algodão: Momento é de priorizar contratos
Mesmo com estimativas de safra maior, o prêmio climáticocausado pelo calor extremo nos Estados Unidos e na China, somado ao anúncio deleilões das reservas estatais chinesas, mantém as cotações firmes. No cenáriomacroeconômico, a fraqueza do dólar aumenta a competitividade da pluma,enquanto o setor observa atentamente a desaceleração das vendas externas e osdesafios logísticos para o fim do ano comercial. Lício Pena, diretor-executivoda Associação Mineira dos Produtores de Algodão (AMIPA) explica agora osfatores que estão sustentando o mercado e as projeções para o ciclo 26/27.
Lício Pena
- Valorização do algodãoChina e leilões de reservas estatais · Clima nos EUA e China · Dólar e competitividade · Vendas externas e logística
- Impacto das Reservas ChinesasAbastecimento de fábricas · Recomposição de estoques · Demanda futura por algodão
- Condições climáticas pela manhãCalor extremo em Xinjiang · Queda na qualidade da safra dos EUA · Redução de área plantada na China · Previsão de safra mundial
- Operação comercial e logísticaHub logístico em Uberlândia · Desafogamento do Porto de Santos · Priorização de contratos · Atendimento à indústria nacional
Arroupão, fator China, como a recompra de estoques pode elevar o algodão. Logística da pluma, produtores priorizam contratos e mercado interno. Comentários de Lício Pena. Está começando com a graça do nosso bom Deus, seu Jornal do Agronegócio para a Catu Rural neste 20 de julho de 2026. Mercado do Algodão com Lício Pena. Mesmo com estimativas de safra maior, o prêmio climático causado pelo calor extremo nos Estados Unidos e na China, somado ao anúncio de leilões de reservas estatais chinesas, mantém as cotações firmes para o algodão.
No cenário macroeconômico, a fraqueza do dólar aumenta a competitividade da pluma, enquanto o setor observa atentamente a desaceleração das vendas externas e os desafios logísticos para o final do ano comercial. Lício Pena, diretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão, a AMIPA, explica os fatores que estão sustentando o mercado e as projeções para o ciclo 26/27 do algodão.
Olá, aqui quem fala é Lício Pena, executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão, a AMIPA. Vamos falar sobre os destaques da semana de 13 a 17 de julho. Do mundo do algodão. São informações geradas pelo Serviço de Inteligência de Mercado da Abrapa, informações no âmbito do ProMinas, Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão. O mercado de Nova York permaneceu firme apesar do aumento da produção mundial prevista pelo USDA.
O contrato dezembro 26 alcançou o maior fechamento desde maio. Sustentado pelo calor nas regiões produtoras dos Estados Unidos, pela fraqueza do dólar e pela valorização das commodities. Esse é o destaque da semana e já já volto a comentar sobre esses assuntos. Só um minuto. Antes, vamos às cotações do algodão na Bolsa de Nova York. O contrato dezembro 26 fechou na quinta, dia 16 de julho, cotado a 79,30 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 1,6%.
O contrato dezembro 27 fechou em 76,37 centavos de dólar por libra peso, uma queda de 0,4%. O basis médio do algodão brasileiro posto leste da Ásia ficou em 719 pontos, isto para embarque em julho-agosto de 2026 para o algodão 31/3 padrão 36. Agora vamos fazer uma breve análise de mercado na tentativa de explicar um pouco Essa resiliência dos preços do algodão que se mantêm firmes mesmo com o USDA apontando uma safra mundial um pouco maior do que a última estimativa.
Vamos então agora falar um pouco sobre os fatores de alta para os preços do algodão, começando pela China, que anunciou que iniciará no dia 20 de julho os leilões de algodão das reservas estatais, algo muito esperado pelo mercado. O volume total ainda não foi divulgado, mas programas anteriores comercializaram entre 500 mil a 1 milhão e 200 mil toneladas. Vou explicar como que a venda das reservas estatais chinesas poderá impactar nos preços do algodão internacional.
É bem simples. O governo chinês vai anunciar em 20 de julho que venderá um volume que pode chegar a 1 milhão e 200 mil toneladas, conforme os históricos anteriores. Esse volume irá abastecer as próprias fábricas da China. Normalmente, as reservas estatais chinesas, a qualidade do algodão não é tão boa. Em um primeiro momento, essa notícia terá um viés baixista para o mercado, pois as fiações chinesas ficarão abastecidas e diminuirá o apetite por algodão importado.
Mas, por outro lado, o governo chinês não pode ficar sem um estoque de reserva. Então, em um segundo momento, a China irá ao mercado para recompor seus estoques, e isso causará uma boa demanda por algodão, sustentando os preços internacionais da pluma. Portanto, dependendo do volume desse anúncio do leilão, o mercado poderá reagir prevendo essa demanda futura. Ainda na China, outra boa notícia altista é que as fiações chinesas mantêm estoques reduzidos de matéria-prima, enquanto a disponibilidade de algodão no mercado físico local é considerada relativamente apertada.
Por isso, é esperado pelas fiações chinesas os primeiros leilões da reserva estatal. Mais uma notícia também altista e também da China é com relação ao clima em Xinjiang, que é a região produtora de algodão na China. O calor extremo em Xinjiang, com temperaturas que chegaram a 44,7 graus Celsius, provocou queda de maçãs em algumas áreas e aumentou a necessidade de irrigação. A persistência dessas condições poderá reduzir o potencial produtivo da maior região algodoeira na China.
E tem mais um detalhe importante: a área de algodão plantada na China foi estimada em 3.009.000 hectares, uma queda de 3,1% em relação ao ano anterior, incluindo redução de 3,4% somente em Xinjiang. Ou seja, uma área menor limita a capacidade de recuperação da oferta caso a produtividade seja afetada por esse calor extremo. E já que falamos de clima, outro fator altista para a cotação do algodão vem do clima dos Estados Unidos.
A condição da safra norte-americana caiu para 46% das lavouras consideradas boas na semana encerrada no dia 5 de julho. Redução de 7 pontos percentuais em 2 semanas e abaixo dos 52% registrados um ano antes. A deterioração, principalmente no Texas, deterioração das lavouras, principalmente no Texas, elevou o prêmio climático do mercado. O oeste do Texas até que recebeu algumas chuvas, mas foram limitadas e irregulares. Enquanto outras áreas permanecem ainda sem previsão de alguma precipitação significativa.
O aumento do percentual de lavouras ruins ou muito ruins pode resultar em maior abandono de área até o mês de agosto. E por fim, outro fator de alta é a cotação do dólar. O dólar norte-americano perdeu valor após a divulgação da primeira queda mensal da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, a primeira queda desde 2020. Um dólar mais fraco melhora a competitividade do algodão negociado internacionalmente e pode estimular compras oportunistas.
Por outro lado, as vendas externas norte-americanas de algodão somaram somente 8.700 toneladas na semana encerrada no dia 9 de julho, considerando as safras atual e futura, né, algodão antigo e algodão novo. O resultado confirma desaceleração das compras internacionais durante o mês de julho. Os embarques norte-americanos foram de apenas 48.700 toneladas na semana, ritmo insuficiente para alcançar integralmente a projeção oficial de exportações.
Com poucas semanas restando para o fim do ano comercial, o ano comercial no mercado mundial de algodão termina em agosto, Aumenta o risco de carregamento de estoques para o ciclo 26/27. E o USDA elevou a produção dos Estados Unidos para o ciclo 26/27 para 2.980.000 toneladas, aumento de aproximadamente 87.000 toneladas em relação à estimativa anterior. Mas mesmo com essa previsão de maior oferta de algodão, seria normal o mercado reagir com a queda das cotações.
O que não aconteceu devido à desconfiança com relação ao clima nas safras americanas e chinesas. E o USDA aumentou a previsão de produção mundial do ciclo 26/27 para 25.530.000 toneladas, refletindo revisões positivas para safras no Brasil, nos Estados Unidos, né, conforme a área maior plantada, na Turquia e na Ásia Central. Com isso, os estoques finais mundiais também foram elevados, reduzindo em parte o impacto altista dos problemas climáticos regionais.
Um fator de baixa para a cotação do algodão é a demanda de importação, que permanece lenta na maior parte dos destinos, pois poucas fiações aceitam ampliar estoques aos preços atuais. Índia e Paquistão estão concentrados no algodão doméstico, enquanto o Sudeste da Ásia apresenta interesse limitado.
Enquanto o déficit de monções na Índia preocupa produtores de algodão locais e abre caminho para um aumento nas exportações da pluma brasileira, o cenário na Ásia se volta para a cautela dos compradores chineses diante dos leilões estatais. No Brasil, Lício Pena comenta que a colheita avança a passos largos em todos os estados, com Minas Gerais superando a marca de 20% de área colhida. Os produtores estão focados no cumprimento de contratos e no atendimento à indústria nacional.
Agora vamos dar um giro de notícias pelos países importantes para o mundo do algodão, começando pela China. Os contratos futuros de algodão na bolsa chinesa registraram leves altas, mesmo após o anúncio da futura liberação dos estoques das reservas estatais. No mercado físico, o China Cotton Index recuou, enquanto o índice Cotlook A avançou, reduzindo o prêmio do algodão doméstico sobre a fibra importada. No Paquistão, o interesse por algodão importado permaneceu fraco nos últimos dias.
Com os contratos futuros em Nova York em níveis mais elevados, as indústrias continuam priorizando a fibra doméstica. Que segue abaixo da paridade de importação. Em Bangladesh, a atividade da indústria têxtil manteve-se aquecida, estimulando novas compras de algodão. Os compradores estiveram moderadamente ativos durante a semana, impulsionados pelo bom fluxo de pedidos no setor de confecção. No Vietnã, a atividade comercial permaneceu lenta, com as indústrias já abastecidas para os próximos meses, e buscando apenas pequenos volumes para entrega imediata.
O aumento dos estoques consignados e a expectativa em torno dos leilões das reservas estatais da China reforçaram a cautela dos compradores. Na Índia, o déficit de chuvas de monções voltou a aumentar e alcançou 23% em relação à média histórica, após uma breve melhora na semana anterior. Na região central, importante, região produtora de algodão na Índia, o cenário também se deteriorou, com déficit de 13%. Uma quebra de safra na Índia poderá ampliar ainda mais a participação do algodão brasileiro no mercado local.
Na atual temporada do ciclo 25/26, as exportações brasileiras atingiram 330 mil toneladas para esse país. E já que falamos de Brasil, todos os estados produtores de algodão no Brasil estão em fase de colheita. E beneficiamento da pluma, com destaque para Bahia com 13% de área colhida, Goiás com 13% também, Maranhão 27%, Minas Gerais ultrapassando a marca de 20% de área colhida, Mato Grosso do Sul 30%, Mato Grosso 8%, Piauí 33% e São Paulo 81%.
Os produtores estão priorizando os embarques para o cumprimento de contratos em contratos já firmados, enquanto em Minas Gerais alguns produtores priorizam os embarques para a indústria local, aproveitando os preços firmes para o algodão disponível.
Lício Pena também fala dos preços do algodão em Minas Gerais e de um projeto na logística do algodão.
Falando em Minas Gerais, nasce um projeto de hub logístico em Uberlândia visando concentrar boa parte do algodão exportado do país. Promover o armazenamento, desembaraço e estufagem em containers, desafogando o Porto de Santos, principal via de saída das exportações de algodão. Esse projeto, que está em fase de concepção em Uberlândia, promete driblar o caos dos embarques em Santos e trazer maior flexibilidade ao processo de exportação do algodão brasileiro.
É considerado o maior hub do interior do Brasil para o algodão. E falando em Minas Gerais, vamos agora aos preços do algodão no mercado mineiro. Em Minas Gerais, para uma pluma tipo 41/4, posto indústria, e já incluso o Ágil Pro Minas, a semana terminou com algodão precificado em R$146,10 a rouba de pluma. Bem, meus amigos e amigas, por hoje é só. Aquele forte abraço de fibra e até a próxima semana, se assim Deus permitir.
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Talvez seja a culpa de um pecado passado que o nosso inimigo espiritual continua colocando na nossa mente, ou os desejos de um vício que a gente ainda não tenha superado totalmente. Talvez ele esteja sussurrando palavras negativas que nos trazem dúvidas sobre a nossa fé ou a capacidade de realizar o que Deus planejou pra gente fazer. Faça hoje como em Romanos 12:2: permita que Deus transforme-o através da renovação da sua mente.
Ore e peça a Deus hoje para remover os pensamentos negativos que o nosso inimigo espiritual continua a infiltrar na nossa mente. Permita que Deus renove a sua mente e substitua a negatividade com clareza e pureza. Deixe Deus ajudá-lo a lutar a batalha em sua mente e obter vitória. Esse devocional faz parte do estudo Experimentando a Renovação de Deus do aplicativo Bibli.com. Deus te abençoe. Tchau, tchau! Acorda de manhã para prosear no mundo do campo, as notícias escutar.
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