Episódios de Paracatu Rural - Jornal do agronegócio

Paracatu Rural - 20-07-26 - T12 Ep 43 - Boa Vista FM - Completo

21 de julho de 20261h
0:00 / 1:00:12

● Feijão abaixo de R$ 300? Marcelo Lüders comenta4 Motivos para ficar atento

● Menos milho e mais soja? Petróleo pode alavancaro cereal Joaozinho Grafista comenta

● Fator China: Como a recompra de estoques podeelevar o Algodão; Lício Pena comenta

● Vai faltar café? Colheita Atrasada? HaroldoBonfá responde

Apresentação Francys de Oliveira

38-9-9181-0123

Participantes neste episódio5
F

Francys de Oliveira

Host
H

Haroldo Bonfá

ConvidadoEconomista
J

João Santaella Neto

ConvidadoAgente autônomo de investimentos
L

Lício Pena

ConvidadoDiretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão
M

Marcelo Lüders

ConvidadoPresidente do Instituto Brasileiro do Feijão
Assuntos6
  • Mercado de Feijão CariocaPreços abaixo de R$300 · Demanda interna resiliente · Escassez de variedades substitutas · Incertezas climáticas El Niño · Marcelo Lüders
  • Produção e qualidade do caféExportações sólidas e recorde · Atraso na colheita Arábica e Conilon · Preocupações com oferta futura · Haroldo Bonfá
  • Valorização do algodãoLeilões de reservas estatais na China · Calor extremo nos EUA e China · Fraqueza do dólar · Desaceleração das vendas externas · Fanfulla
  • Oferta global de milhoPreços mistos e cautela dos produtores · Recuo na área de safra verão 26/27 · Custos de produção elevados · Avanço da soja em operações de barter · Joãozinho Grafista
  • Previsão do TempoFrio em grande parte de Minas Gerais · Sol entre poucas nuvens · Temperaturas estáveis · André Fernandes
  • Produção agrícola em Mogi das CruzesDólar · Soja · Algodão · Milho · Trigo · Arroz · Feijão · Açúcar
Transcrição57 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
FDFrancys de Oliveira

Acordo de manhã para prozear no mundo do campo, as notícias escutar. Vem com a gente em toda a região com o seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação. Programa Paracatu Rural, programa Paracatu AÔ, bom dia!

?Voz B

Com a graça do nosso bom Deus, está começando o seu Jornal do Agronegócio Paracatu Rural. Bom dia, homem, mulher, criança e adolescente do campo e da cidade! Para quem tá trabalhando, descansando, passeando, viajando, bom dia! Bom dia também aos moradores das cidades vizinhas a Paracatu, Para você que nos acompanha pela internet, para quem tá tirando leite, cuidando dos animais, tá na máquina agrícola, na estrada, na rodovia, em casa, no carro, no trabalho, comerciante, servidor público, autônomo, profissional liberal, dona de casa, aposentado, estudante. Hoje é segunda-feira, dia 20 de julho de 2026. Bom dia!

FDFrancys de Oliveira

Destaques do dia.

?Voz B

E hoje no seu Paracatu Rural: feijão abaixo dos R$300, Marcelo Líderes comenta 4 motivos para ficar atento. Menos milho e mais soja? Petróleo pode alavancar o cereal. Joãozinho Grafista comenta: Fator China, como a recompra de estoques pode elevar o algodão? Lício Pena comenta: Será que vai faltar café? Colheita atrasada? Haroldo Bonfá responde: Também tem cotações agropecuárias e previsão do tempo.

?Voz C

Cotações.

?Voz B

Vamos conferir as cotações agropecuárias com fechamento na sexta-feira, dia 17. Dólar ficou em R$5,10,92. Soja saca de 60 kg no Porto Paranaguá, R$141,02. Arroba do algodão em São Paulo, R$136,08. Milho 60 kg em São Paulo, R$64,94. Tonelada do trigo no Paraná, R$1.399,86. Arroz em casca, 50 kg, no Rio Grande do Sul, R$64,25. Feijão, noroeste de Minas, Carioca 9/10, R$336,35. Carioca 8/8,5, R$312,50. Feijão preto tipo 1 na metade sul do Paraná, R$210,14.

Açúcar, 50 kg, em São Paulo, R$93,56. Café tipo 6, São Paulo, 60 kg, Arábica, R$1.712,23. Robusta, R$1.110,80. Suíno vivo, quilo em Minas, R$5,61. Frango congelado, quilo em São Paulo, R$7,27. Ovos granja vermelho extra, 30 dúzias, Seasa Belo Horizonte, R$180. Nelore 8 a 12 meses, Mato Grosso do Sul, R$3.384,66. E a arroba do boi gordo em São Paulo, R$333,50.

?Voz D

Do início da terra até o fim do mundo, o agro tá em tudo. O adubo da vaca nós transforma em lucro, o agro tá em tudo.

FDFrancys de Oliveira

Chuva ou céu aberto, saiba como anda o clima.

?Voz D

Olá, Francis, ouvintes e espectadores do Paracatu Rural. Anete Fernandes, do Instituto Nacional de Meteorologia, Trazendo a previsão do tempo para esta segunda-feira, dia 20 de julho de 2024. Bom, segunda-feira ainda será um dia com frio em grande parte de Minas Gerais, ou seja, o dia amanhece com temperaturas amenas em todas as regiões mineiras, inclusive em Paracatu. O dia ainda será de sol entre poucas nuvens, como foi a última semana, e a expectativa é que as temperaturas permaneçam estáveis, variando na região entre 12 e 30 graus, e em Paracatu especificamente entre 13 e 26 graus.

No decorrer da semana, a massa de ar frio enfraquece e as temperaturas esboçam elevação gradual. Mais informações sobre a previsão do tempo no site do IMET, portal.imet.gov.br.

FDFrancys de Oliveira

Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz.

?Voz B

No noroeste mineiro, muita gente já sabe, para colher bons resultados não basta só trabalho duro, é preciso também contar com as parcerias certas. E quando o assunto é parceria, a Progresso Sementes está junto com você em Minas Gerais, oferecendo atendimento personalizado e uma linha completa de cultivares NeoGem e Dom Mário que garantem altas produtividades no campo. Quer saber mais? Acesse o Instagram @progresso.sementes ou fale com um de nossos representantes comerciais.

Progresso Sementes, semear, cultivar, progredir. Falta energia na fazenda e tá difícil aumentar a produção? A Genvolt Geradores e Serviços, agora em Paracatu, tem a solução. Somos especialistas em energia para agronegócio, com locação, venda e assistência técnica em geradores diesel de qualquer marca. Temos também soluções com energia solar e integração com a rede da SEMIG. Somos autorizados DEIF em Minas, com suporte técnico de ponta. Genvolt, energia que move o campo. Fale com a gente, 319-9720-9331.

?Voz C

A FENAMINAS está chegando! De 21 a 24 de julho, o Parque de Exposições de Patos de Minas recebe a Feira de Negócios e Tecnologia do Cerrado Mineiro em sua 4ª edição. A FENAMINAS traz uma estrutura 100% indoor, mais conforto, cerca de 150 expositores e expectativa de mais de 30 mil visitantes. Serão 4 dias de inovação, networking, palestras, rodadas de negócios, exposição de máquinas, feirão de veículos e a tradicional queima do alho.

Com expectativa de movimentar R$1 bilhão em negócios, a FENAMINAS espera por você.

?Voz B

Você, amigo produtor. Agro Peças tem tudo para o campo e para o seu negócio. Na Agro Peças você encontra o maior estoque de peças para irrigação, tratores, plantadeiras e colheitadeiras. Oferecemos também equipamentos de segurança, máquinas elétricas e suprimentos completos para sua serralheria, borracharia e oficina. Na Agro Peças você, produtor rural e empreendedor, encontram qualidade, variedade e atendimento de confiança. Seja no campo ou na cidade, a solução está na Agro Peças.

WhatsApp 389-9987-6336. Atenção, ouvinte do Paracatu Rural, a Madeireira Andrade tem nova promoção para você. Tábua de pinus 3x30 somente R$38. Isso mesmo, tábua de pinus 3x30 somente R$38. E ainda chuveiros Lorenzetti com 40% de desconto. Madeireira Andrade, atrás da antiga arquitetura. Madeireira Andrade, desde 1978 atendendo você com carinho.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira. Café com Prosa com Haroldo Bonfá.

?Voz B

Enquanto o Brasil encerra o ano cafeeiro com exportações sólidas e um recorde histórico. Para a próxima safra, o atraso na colheita do arábica e do conilon acendeu o alerta na bolsa de Nova York, gerando preocupações sobre a oferta futura. Somado a isso, o cenário geopolítico ganha contornos complexos, com novas tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos e também a disparada do petróleo, fatores que trazem volatilidade ao dólar e pressionam a economia global.

O economista Haroldo Bonfá, da Faros Consultoria, comenta detalhes que envolveram o mercado do café e o que esperar para os próximos dias no setor.

?Voz E

Olá, amigos do café! Começamos mais uma semana de inverno com cara de inverno. Noites frias, sim, bastante sol, ótimo para as plantas, e sem chuva. Essa é a perspectiva que temos aí para a semana. Também não tem previsão de geada, mesmo com esse frio intenso que vamos enfrentar. Ele faz parte do processo de inverno. O que temos aí de diferente? Bom, saíram os números de exportação do mês de junho. Fechamos o ano cafeiro com 38 milhões e meio de sacas exportadas, um número razoável.

Lembrando que a previsão do Departamento de Agricultura americano para o ano, próximo ano cafeeiro, que é esse que nós estamos agora, né, que é o 26/27, Estados Unidos está prevendo que o Brasil exportará 49 milhões de sacas, sendo que vamos exportar 4 milhões de solúvel e 45 milhões entre o café arábica e o Conilon. Um número excepcional que vai requerer que tenhamos aí então uma safra excepcional. A ver, quanto à safra, saíram os números do Safras e Mercado e com isso a bolsa subiu.

Por quê? Porque nesses números estão falando que já foram colhidos 64% de todo o café brasileiro, sendo que do Conilon já foram colhidos aí 84%, 85%, e 54% de arábica. O mercado sentiu isso, estava esperando números mais fortes, se você for comparar então com o ano passado, e com isso o mercado achou que esse atraso pode sim configurar aí em problemas de oferta no futuro próximo. A previsão para o embarque no mês de julho não é animadora.

Se fala inclusive até abaixo de 3 milhões de sacas. Lembrando que junho agora exportamos aí 3 milhões e pouco. O que temos pela frente? Bom, o Trump puniu de novo o Brasil como um todo. O café ficou isento dessa vez, inclusive o café solúvel, uma ótima notícia para o setor. Porém, ele sobretaxou ou sobretaxará, nunca se sabe, o Brasil em 25% em muitos outros produtos. Essa retaliação tem uma visão política e tem toda aí uma discussão por trás disso.

De qualquer forma, houve a retaliação. A segunda colocação que houve com essa guerra entre Estados Unidos e Irã, preço de petróleo muito alto, chegou a bater aí na sexta-feira $84 o barril do Brent. Lembrando que Uma semana atrás estava 72, e com isso pode sim fazer pressão não só aqui no mercado interno como também no mercado internacional. Pressão de inflação, que é um bicho-papão que obviamente ninguém gosta e ninguém quer assumir.

Continuando sobre o mercado, a Bolsa de Nova York subiu na sexta-feira fechando aí a 3,20, com uma alta aí forte de 770 pontos, 2,5% de alta. Porém, na semana, na semana passada, houve sim uma queda de 4%, né? Lembrando que com muita volatilidade, dizendo, o pessoal ficou muito preocupado se o fechamento de sexta já não ia determinar aí uma queda futura. Porém, as notícias que houveram, como eu já mencionei, sobre a safra trouxe aí então um arrefecimento dessa queda, que se confirmar números expressivos de safra, de colheita, sim, teremos pressão obviamente para queda de preço.

Caso contrário, não. Então é muito importante não só termos esse conceito de volume, e obviamente qualidade e peneira, que tudo isso obviamente afeta não só o mercado interno como o mercado internacional. A bolsa de Londres na sexta-feira fechou aí com uma alta de 2%, chegou aí acima dos $3.800 a tonelada no setembro 26, um número excelente se você imaginar que todo o volume que também se espera da colheita do conilom brasileiro seja muito alto, mesmo que caia um pouco, o pessoal estava falando em 25 milhões, caia para 23, tem sim um problema ou uma limitação pressionando então novamente as bolsas, pressionando as bolsas lá fora.

O dólar andou de lado, terminou na sexta-feira no 5,11, Durante a semana chegou a bater 5,07 e subiu um pouquinho, mais aliado a essas incertezas. Nós estamos falando então de guerra, política internacional, aumento de inflação já mencionado, aumento do petróleo já mencionado, e tudo isso também pressionando a economia não só brasileira como a economia mundial. Tenham todos aí uma excelente semana. Sucesso! O café que te acorda para trabalhar duro, a gruta em tu.

FDFrancys de Oliveira

Para Catu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz.

?Voz E

Julho é o mês do cooperativismo, tempo de celebrar um modelo que gera desenvolvimento, cria oportunidades e transforma vidas. Onde existe cooperação, existe crescimento compartilhado mais qualidade de vida e um futuro melhor para todos. A Cocairi tem orgulho de fazer parte dessa história de união, trabalho e prosperidade.

?Voz B

Produtor rural, você já conhece o valor da irrigação. Dê o próximo passo, ganhe mais eficiência com pivôs Lindsay. Menos manutenção, mais precisão, maior uniformidade de aplicação e controle inteligente na palma da mão. Conte com a Pivot e evolua sua produção com a Lindsay. Pivot em Paracatu, 0800-300-0600, 0800-300-0600. Pivot e Lindsay, quem produz mais escolhe o melhor. A irrigação possui papel fundamental nas produções de todo mundo, na medida em que garante a disponibilidade de água como item essencial para as necessidades e desenvolvimento de diferentes culturas.

No Projeto 1 do Entre Ribeiros, a sustentabilidade é de seus pilares principais. Os sistemas de irrigação favorecem a implantação de uma agricultura irrigada sustentável, com eficiência de uso de água, energia e outros insumos. Conheça o Entre Ribeiros, modelo em irrigação sustentável e gestão compartilhada de bacia hidrográfica. AAPER, Associação de Apoio aos Produtores do Projeto Entre Ribeiros, 3671-3082.

?Voz C

A contagem regressiva começou. Vem aí a Feira Minas 2026, a maior vitrine de negócios e tecnologia do Cerrado Mineiro. Para aproveitar, baixe o aplicativo oficial da Feira FENAMINAS é fácil. Entre no Google Play ou na App Store, procure por FENAMINAS e faça o download. Com ele você acessa a programação completa, consulta os catálogos de expositores e encontra tudo com facilidade pelo mapa interativo do evento. FENAMINAS, de 21 a 24 de julho, de 12 às 20 horas, no Parque de Exposições de Patos de Minas. FENAMINAS 2026, feira de negócios e tecnologia do Cerrado Mineiro.

?Voz B

O futuro da indústria e do agro já começou e ele passa pela inovação. O Indústria Agro, iniciativa do Sebrae Minas e do SENAI, ajuda pequenos e médios negócios a crescer com mais produtividade, tecnologia e competitividade. Com soluções em inovação, automação e eficiência produtiva, o programa apoia empresários que querem modernizar a produção, reduzir custos e aumentar resultados. Saiba mais pelo telefone 383679-8300.

?Voz D

679-8300. Quando eu penso em qualidade, eu penso em CEMIL. Aqui em casa, CEMIL faz parte da nossa história todos os dias. Começamos a manhã com sabor e cuidado, ao lado da dupla que não pode faltar: leite com café CEMIL. Na cozinha, o leite condensado e o creme de leite da CEMIL são os queridinhos das receitas. Para criançada, Chocomil é o lanche favorito. Com a CEMIL é assim, qualidade em todos os produtos.

LPLício Pena

Beba saúde, Beba C1000.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, Jornal do Agronegócio, com Francis de Oliveira. Viva o Feijão, com Marcelo Líderes.

?Voz B

O mercado do feijão vive um momento de tensão com o avanço da colheita irrigada em polos como noroeste de Minas, Goiás e Mato Grosso. Embora a entrada desse novo volume pressione os preços, uma análise técnica revela que o valor da saca não precisaria necessariamente recuar para baixo da barreira dos R$300. Com uma demanda interna resiliente e ausência de estoques suficientes para cobrir todo o segundo semestre, você produtor rural deve ficar atento aos fatores que sustentam o mercado, incluindo a escassez de variedades substitutas e as incertezas climáticas trazidas pelo El Niño para o final desse ano.

O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão, o IBRAF, Marcelo Eduardo Lieders, comenta a partir de agora 4 pontos fundamentais para negociar com consciência e evitar o prejuízo nesta safra.

MLMarcelo Lüders

Sobre o mercado de feijão nessa última semana, a gente vive um momento tenso, apesar de que todos sabiam né, o mercado, na medida em que começasse a entrada do feijão irrigado, começou lá no noroeste de Minas, mas primeiro tinha começado no Vale do Araguaia. Agora já tem lotes sendo colhidos no Mato Grosso, Goiás. Então Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, e a gente a gente vai tendo aí outros polos de produção irrigada também, com certeza vão acabar acontecendo e vão se somar a esse volume que nós já temos aí sendo colhido.

Porém, apesar de que o preço nós sabemos que vai acabar vindo abaixo dos R$300, isso muito rapidamente, infelizmente, Nós elencamos durante a semana 4 bons motivos porque o preço do feijão carioca não precisa ficar abaixo de R$300. Pode até ficar, mas não precisa. Primeiro, que nós não temos um volume de feijão suficiente para atender toda demanda de final de julho, daí agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro. São 5 meses meses.

Não temos feijão, feijões para estes 5 meses, ainda que parte do feijão vai ser colhido dessa terceira safra somente lá em novembro. Então esse seria um segundo motivo: ela não é concentrada toda ela agora em agosto e setembro, ela vai diluir durante o ano. Um outro motivo muito importante para a gente levar em consideração é que o consumidor, entre R$7, R$8 e R$10, em algumas regiões ele não diminuiu o consumo. Os supermercados têm lá que a venda na sua loja, no total de feijão, não caiu depois que o feijão veio novamente aí para R$3,70, R$3,80.

Diminuiu quando passou de R$400 no campo. Quando passou de R$10, R$11, R$12 na prateleira, aí houve uma certa retração em algumas regiões. Uma pesquisa que foi feita por um canal de TV no Paraná, muito abrangente, com bastante telespectadores, fizeram uma enquete com os telespectadores que me surpreendeu, que foi: você diminuiu o consumo de feijão por causa dos preços que foram praticados nos últimos 60 dias, e 70% dos que se manifestaram disseram que não diminuíram.

Então isso mostra que existe aí uma parcela da população que a R$300— isso aí tava R$370, R$380— a R$300 passa a ser confortável. Então a gente não vai ter afetado grandemente o consumo se for mantido a R$300. Agora, abaixo de R$300, nos R$250, a gente sabe que tem produtores que já vão entrar no vermelho, né? O custo de produção esse ano ficou bem mais alto para quem leva na ponta do lápis. A gente sabe que vai acontecer venda mais baixa, como eu comentei.

Isso vai acabar acontecendo durante o mês de agosto. Então não me surpreende R$250 e menos de R$250. O que não pode acontecer é que nós tenhamos produtores que vendam pensando que o mercado tá morto e que vai ter feijão demais. Não é assim. Muitos precisam vender, muitos têm contas vencidas, tem compras efetuadas que precisam de pagamento, então vão se submeter a vender. Mas que todos que forem vender vendam conscientes, né, conscientes de que não é por causa do volume de feijão.

Então, que essa, esse tipo de argumento ele não, não seja utilizado. Um terceiro motivo que eu colocaria como importante também para levar em consideração é que nós temos sempre o substituto de feijão nos últimos anos menos tem sido um feijão mais barato. Substituto de feijão caro é o feijão mais barato. Nós temos feijão mais barato? Muito pouco. Feijão preto, se houver uma migração do consumo de feijão, se ele subir novamente do carioca e tiver uma migração para feijão preto, ela já aconteceu essa migração, e vai encontrar o mercado de feijão preto com muito pouca oferta.

Então o feijão preto tende a subir nesse segundo semestre, principalmente de agosto em diante, deve subir, subir bem. Nós temos aí uma, o feijão caupi no Nordeste do Brasil, ele tem aí, é uma opção, né, há muito consumo e ele substitui em muitos casos o consumo de feijão carioca quando carioca tá caro. Mas a verdade aí é que não vai ter tanta opção mais barata. Então é mais um motivo. E um quarto motivo, qual seria? O risco do El Niño.

Afinal de contas, nós vamos depender das lavouras de Minas e Paraná, Minas e região sul, vamos colocar assim, a partir de dezembro, janeiro. E como vai ser essa colheita? Que área vai ser Como vai ser o clima ali na frente? Esses pontos precisam ficar bem claros para todos nós, dos desafios que existem para abastecer o mercado de feijão carioca durante o segundo semestre.

?Voz B

O mercado brasileiro do feijão enfrenta um cenário de isolamento com a falta de oferta na Argentina e a redução diária nos Estados Unidos. Sem opções de importação, com risco iminente do El Niño afetando a produção global de pulses, as evidências apontam para uma sustentação de preços e oportunidades estratégicas no próximo ano. O Marcelo Lieders, do Ibrafe, destaca como a falta de opções para compra pode impactar a vida do produtor rural brasileiro.

MLMarcelo Lüders

E eu acabei de lembrar de um quinto ponto: tem feijão para trazer de algum lugar? Não tem, não tem feijão para vir da Argentina. Feijão claro não tem, feijão carioca não tem nem rajado esse ano lá. Teria feijão preto, mas o feijão preto, eles estão olhando o que tá acontecendo nos Estados Unidos e no México, plantio lá dos Estados Unidos, México e Canadá. Nós colocamos nas mídias sociais aí e para o os assinantes do Premiere, a situação das lavouras dos Estados Unidos.

A gente colocou essa semana e eu digo para vocês que os argentinos estão bem cientes de que se eles não venderem o feijão preto para nós num preço que lhes interesse, eles têm uma possibilidade boa ali na frente, porque a área nos Estados Unidos diminuiu, diminuiu bem a de feijão esse ano nos Estados Unidos. Aliás, fica uma dica para vocês, uma dica de bônus aí para vocês: fiquem atentos, porque o El Niño, se configurado, confirmado, ele costuma a impactar grandemente a produção de pulses no mundo.

Então o próximo ano pode ser um ano de preços bem acima da média em função de que El El Niño em Mianmar, na Índia, na Austrália, na América Central, México, próprios Estados Unidos, tem um impacto bastante grande na produção. Então fique atento, na África, né, fique atento a isso. E na medida do possível, enfrentando todos os desafios que nós temos, que o El Niño vai ser apenas um deles, né, a gente sabe que os produtores têm enfrentado muitas dificuldades, mas eles insiders têm com certeza aí uma— nós temos aí na frente com certeza uma grande possibilidade de ter um mercado bastante interessante no próximo ano.

Fica a dica aí para a gente conferir mais adiante, né? A gente não tem bola de cristal, mas existem algumas evidências, algumas indicações. Ok, boa semana para vocês, bons negócios, e viva o feijão do Brasil!

?Voz B

Obrigado ao homem do campo pela carne, o arroz e o feijão. Os legumes, verduras e frutas e as ervas do nosso sertão.

FDFrancys de Oliveira

Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz. Há 13 anos escolhemos um caminho: transformar a gestão da água em compromisso, conhecimento e desenvolvimento. Neste tempo, crescemos junto com os produtores, fortalecemos nossa representatividade e ajudamos a construir uma agricultura irrigada mais inteligente e sustentável. Hoje celebramos essa história e renovamos o compromisso com o futuro. Irriganor, 13 anos. Irrigação inteligente, irrigação consciente.

Produtor, toda grande safra começa por uma boa escolha. As sementes Cocari reúnem genética superior, tecnologia, qualidade certificada e tratamento industrial para oferecer mais segurança e produtividade no campo. Converse com a equipe técnica da Cocari e plante o melhor desde o primeiro dia. Cocari, cooperação que impulsiona.

?Voz B

Produtor, o seu trabalho não espera e o seu bolso merece o melhor. Chegou a hora de colocar a máxima performance e robustez no campo com a linha de tratores Case IH da Pivot. Com o Plano Safra, a Pivô Case preparou a melhor negociação do mercado. É a oportunidade ideal para você renovar a sua frota com taxas exclusivas e o prazo que você precisa. Não feche negócio sem antes falar com a Pivô. A Case é a melhor opção para o seu maior rendimento.

Passe hoje mesmo na Pivô e fale com um de nossos consultores. Pivô e Case, sempre ao seu lado.

?Voz C

Atenção, Patos de Minas e toda a região, vem aí o grande feirão de veículos Fena Minas. É a oportunidade que você esperava para açaí de carro novo. São centenas de veículos das melhores marcas e modelos com condições especiais, taxas imperdíveis e oportunidades que cabem no seu bolso. Antes de fechar negócio em qualquer lugar, passe na Fena Minas de 21 a 24 de julho, a partir das 12 horas, no Parque de Exposições, com entrada gratuita.

Venha fazer um excelente negócio. Feirão de Veículos Fena Minas, a chave do seu próximo carro está esperando por você.

?Voz B

O Sindicato dos Produtores Rurais de Paracatu apoia quem faz a diferença na agricultura e pecuária, oferecendo oferecendo soluções completas para nossos associados. Disponibilizamos serviços como emissão de notas fiscais, declaração de Imposto de Renda, RH, e cursos de capacitação em parceria com o sistema FAENG e Senar. Além disso, oferecemos descontos exclusivos em estabelecimentos como Farmácia Minas Master, Clínica Odontológica RL, UNA e Terras Gerais.

Entre em contato pelo 38 98822-2206. Juntos fortalecemos o agronegócio da nossa região.

MLMarcelo Lüders

A Coperva me dá suporte, seja no campo ou na cidade, ela traz prosperidade. É a Coperva, a minha casa, a nossa casa seja sempre assim abençoada.

?Voz B

É a Coperva.

FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio, com Francis de Oliveira. Comodities Agrícolas com Joãozinho Grafista.

?Voz B

O mercado do milho vive um cenário de preços mistos e a cautela dos produtores brasileiros nesta terceira semana de julho. Enquanto a exportação ganha ritmo e o mercado observa a melhora climática no Meio-Oeste americano, novos levantamentos indicam um recuo de 1,3% na área de safra de verão 26/27 no Centro-Sul. Com custos de produção elevados e o avanço da soja em operações de barter, o setor se prepara para mudanças na produtividade e na intenção de O agente autônomo de investimentos João Santaella Neto, o Joãozinho Grafista, comenta os detalhes das cotações nas principais praças e as projeções para a próxima temporada.

?Voz 1

Olá, ouvintes! Olá, internautas! Olá, Frank! Que quem fala é João Santaella Neto, conhecido há 26 anos como Joãozinho Grafista, desde março de 2020 representando a corretora Terra Investimentos aqui no Cerrado Mineiro. E vamos lá falar como foi aí o mercado no milho essa última semana que passou, que que a gente pode esperar aí para a terceira semana aí de julho. Vamos lá falar então do mercado físico e logicamente do mercado futuro e o gráfico, que que a gente pode esperar aí para os próximos dias.

Bom, então vamos lá, como é que trabalhou o mercado físico e aguardando ingresso de ofertas O comprador segue limitando aquisições no Brasil. O mercado brasileiro de milho então nesta segunda semana de julho registrou preços mistos ao longo da semana, de acordo com a consultoria Safras Mercado. Esperando contar com maiores ofertas e cotações mais baixas, os compradores seguem limitando as aquisições de milho no Brasil. Os produtores, por outro lado, seguem cautelosos tentando sustentar os preços do milho milho em algumas regiões.

A exportação brasileira de milho começou a ganhar maior ritmo, ainda que a paridade de preços tenha permanecido sem um avanço consistente durante a semana em meio à volatilidade do dólar no cenário internacional. O mercado acompanhou o comportamento da Bolsa de Chicago após recentes especulações relacionadas ao clima no Meio Oeste dos Estados Unidos, que levou a um aumento nos preços. Diante das preocupações com as temperaturas elevadas na última semana.

Até comentei com vocês, a situação começou a mudar, tá? Os modelos agrometeorológicos sinalizam uma melhora das previsões climáticas para os Estados Unidos nos próximos 6 a 14 dias, reduzindo preocupações com relação ao desenvolvimento das lavouras no país. Então vamos lá, preços do milho. Em Cascavel, no Paraná, mercado disponível ao produtor, o milho foi cotado a R$59 frente a R$60 praticados na semana retrasada. Campinas, CIFI, a cotação avançou 0,76%, de R$66 para R$66,50.

Variação boa, né? Mogiana Paulista, a saca do cereal subiu 3,45%, de R$58 para R$60. Ao longo da semana. No estado do Mato Grosso, base Rondonópolis, a saca foi cotada a R$55 frente a R$56 registrados no final da semana retrasada. No estado de Erechim, opa, no estado do Rio Grande do Sul, base Erechim, o preço caiu 1,45%, de R$69 para R$68. E aqui na nossa Minas Gerais base Uberlândia, o preço na venda ficou em R$60, sem mudanças.

E no estado de Goiás, base Rio Verde, a saca foi cotada a R$55, também sem alterações em relação à semana retrasada. Bom, vamos lá, notícia importante aí da consultoria Safras e Mercado, falando um pouco da área da safra verão 26/27 no centro-sul do Brasil. Deverá recuar 1,3%. A área plantada com milho na safra verão 26/27 deverá recuar 1,3%, ocupando 3,51 milhões de hectares no centro-sul do Brasil. Na safra 25/26, o plantio totalizou 3,608 milhões de hectares, conforme o levantamento de intenção de plantio divulgado nesta sexta-feira pela Safras e Mercado.

De acordo com o consultor da Safra Mercado, Paulo Molinari, a queda na área leva em conta o fato de que os custos de produção e os preços do milho no patamar atual não motivam plantio maior. O preço da safra nova está melhor, por exemplo, na soja do que o milho. Há um cenário de dificuldade de crédito, o que leva o produtor a buscar a modalidade de barter, onde a soja tem melhor conta. Que que é o barter? É eu não tenho, digamos assim, dinheiro para comprar aquele insumo.

Então o que que eu faço? Eu vou lá na trading, assim, gente, é uma buyer, e eles pegam o meu milho ou minha soja como garantia para mim pegar, adquirir esse milho. Ou eu uso também esse milho e essa soja para comprar o adubo. Mesmo assim, o consultor da SAF Supermercado disse que deve prevalecer um cultivo maior de soja no verão e de milho na segunda safra. Ele afirma que deve haver um declínio na produtividade média da safra verão 26/27 frente ao registrado na temporada 25/26, que passaria de 7.101 kg por hectare para 7.099 kg por hectare.

Com isso, a produção da primeira safra 26/24 no Centro-Sul poderia atingir 25,283 milhões de toneladas abaixo da 25/26, de 25,6 milhões de toneladas. Para a safrinha 27, a área prevista deve ocupar 15,787 milhões de hectares, com avanço de 0,3% frente aos 15,739 milhões de hectares plantados neste ano. Informações aí são da Safras e Mercado.

?Voz B

O milho na bolsa de Chicago encerrou a primeira quinzena de julho de forma positiva, impulsionado pelas incertezas climáticas no Meio Oeste americano durante a fase crítica de polinização. Além do fator agrometeorológico, a piora das lavouras na França e a valorização do petróleo deram sustentação aos preços, favorecendo a demanda por biocombustíveis. No campo técnico, Joãozinho Grafista comenta que o mercado testa resistências importantes e ensaia um pivô de alta, mas o alerta de sobrecompra sugere cautela para possíveis realizações de lucro.

?Voz 1

Vamos lá falar do nosso milho lá em Chicago. Na sexta-feira, dia 17 de julho, os preços terminaram em alta. O mercado buscou suporte nas preocupações com o clima quente e seco registrado nos Estados Unidos ao longo desta semana que passou, em um momento em que as lavouras estão em crítica de polinização. A expectativa de um clima mais favorável no país mais para o final do mês, contudo, limitou o movimento de alta nas cotações.

Preocupações com a piora das lavouras do cereal na França também contribuíram para os ganhos, assim como os ganhos das cotações do petróleo com o acirramento do conflito entre o Irã e os Estados Unidos, fator que favorece a busca biocombustíveis como etanol do milho. Ao longo da semana, o contrato mais negociado, que é o contrato setembro lá da Bolsa de Chicago, registrou um avanço acumulado de 1,19%, tá? Os contratos do milho, então, os contratos setembro fechou a $4,44, 3/4 por bushel.

O contrato dezembro, $4,66, meio por bushel, alta de 0,75%. 5%, tá joia? Vamos para o gráfico. Bom, já o gráfico tá fazendo movimento que eu não gosto muito, né? Principalmente quando os preços sobem, sobem, sobem, o mercado faz um movimento de sobrecompra nos indicadores. Então, o que significa isso? Significa uma hora ou outra o mercado pode dar uma realização de lucros, no caso milho. Mas no Fibonacci só se perdeu os 430 por bucha, tá?

Fechou a 444. Tem uma resistência muito forte nos 450 por bucho. Se romper, na minha opinião, vai fazer um que a gente chama de pivô de alta, né, uma formação de alta mais forte, né. O milho já vem recuperando bem desde o dia 25 de junho, ali a mínima foi nos 403. Então é isso, se romper aí os 450, né, 465, 475, 495. E quem sabe o alvo é os 520 por bucho. Lógico, não pode perder os 430, porque aí levaria novamente para os 405 por bucho, tá? Vai clima seco, vai chuva, vai milho, vai safrinha, vai commodities.

?Voz D

O leite que seu filho toma, a cerveja que o boteco vende, a carne que tá no seu prato sai aqui do pasto.

?Voz B

Vocês compram da Só quem vive entende.

FDFrancys de Oliveira

Paracatu Rural, na sua Rádio Boa Vista FM, 96,5 MHz.

?Voz B

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?Voz E

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?Voz B

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?Voz E

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?Voz B

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FDFrancys de Oliveira

Você está ouvindo Paracatu Rural, jornal do agronegócio. Comércio, com Francis de Oliveira. Mercado do Algodão, com Lício Pena.

?Voz B

Mesmo com estimativas de safra maior, o prêmio climático causado pelo calor extremo nos Estados Unidos e na China, somado ao anúncio de leilões de reservas estatais empresas mantém as cotações firmes para o algodão. No cenário macroeconômico, a fraqueza do dólar aumenta a competitividade da pluma, enquanto o setor observa atentamente a desaceleração das vendas externas e os desafios logísticos para o final do ano comercial. Lício Pena, diretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão, AMIPA, explica os fatores que estão sustentando o e as projeções para o ciclo 26/27 do algodão.

LPLício Pena

Olá, aqui quem fala é Alício Pena, executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão, a AMIPA. Vamos falar sobre os destaques da semana de 13 a 17 de julho do mundo do algodão. São informações geradas pelo Serviço de Inteligência de Mercado da Abrapa, informações no âmbito ProAlminas, Programa Mineiro de a cultura do algodão. O mercado de Nova York permaneceu firme apesar do aumento da produção mundial prevista pelo USDA.

O contrato dezembro 26 alcançou o maior fechamento desde maio, sustentado pelo calor nas regiões produtoras dos Estados Unidos, pela fraqueza do dólar e pela valorização das commodities. Esse é o destaque da semana e já já volto a comentar sobre esses assuntos. Só um minuto antes, vamos às cotações do algodão na Bolsa de Nova York. O contrato dezembro 26 fechou na quinta, dia 16 de julho, cotado a 79,30 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 1,6%.

O contrato dezembro 27 fechou em 76,37 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 0,4%. O basis metal do algodão brasileiro, posto o leste da Ásia, ficou em 719 pontos, isto para embarque em julho ou agosto de 2026 para o algodão 33 padrão 36. Agora vamos fazer uma breve análise de mercado na tentativa de explicar um pouco essa resiliência dos preços do algodão, que se mantêm firmes mesmo com o USDA apontando uma safra mundial um pouco maior do que a última estimativa.

Vamos então agora falar um pouco sobre os fatores de alta para os preços do algodão, começando pela China, que anunciou que iniciará no dia 20 de julho os leilões de algodão das reservas estatais, algo muito esperado pelo mercado. O volume total ainda não foi divulgado, mas programas anteriores comercializaram entre 500 mil a 1 milhão e 200 mil Vou explicar como que a venda das reservas estatais chinesas poderá impactar nos preços do algodão internacional.

É bem simples. O governo chinês vai anunciar em 20 de julho que venderá um volume que pode chegar a 1 milhão e 200 mil toneladas, conforme os históricos anteriores. Esse volume irá abastecer as próprias fábricas da China. Normalmente, as reservas estatais chinesas a qualidade do algodão não é tão boa. Em um primeiro momento, essa notícia terá um viés baixista para o mercado, pois as fiações chinesas ficarão abastecidas e diminuirá o apetite por algodão importado.

Mas, por outro lado, o governo chinês não pode ficar sem um estoque de reserva. Então, em um segundo momento, a China irá ao mercado para recompor seus estoques, e isso causará uma boa demanda por algodão. Sustentando os preços internacionais da pluma. Portanto, dependendo do volume desse anúncio do leilão, o mercado poderá reagir prevendo essa demanda futura. Ainda na China, outra boa notícia altista é que as fiações chinesas mantêm estoques reduzidos de matéria-prima, enquanto a disponibilidade de algodão no mercado físico local é considerada relativamente apertada.

Por isso, é esperado pelas fiações chinesas os primeiros leilões da reserva estatal. Mais uma notícia também altista e também da China é com relação ao clima em Xinjiang, que é a região produtora de algodão na China. O calor extremo em Xinjiang, com temperaturas que chegaram a 44,7 graus Celsius, provocou queda de maçãs em algumas áreas e aumentou a necessidade de irrigação. A persistência dessas condições poderá reduzir o potencial produtivo da maior região algodoeira na China.

E tem mais um detalhe importante: a área de algodão plantada na China foi estimada em 3.009.000 hectares, uma queda de 3,1% em relação ao ano anterior, incluindo redução de 3,4% somente em Xinjiang. Ou seja, uma área menor limita a capacidade de recuperação da oferta caso a produtividade seja afetada por esse calor extremo. E já que falamos de clima, outro fator altista para a cotação do algodão vem do clima dos Estados Unidos.

A condição da safra norte-americana caiu para 46% as lavouras consideradas boas na semana encerrada no dia 5 de julho. Redução de 7 pontos percentuais em duas semanas e abaixo dos 52% registrados no ano A deterioração, principalmente no Texas, deterioração das lavouras, principalmente no Texas, elevou o prêmio climático do mercado. O oeste do Texas até que recebeu algumas chuvas, mas foram limitadas e irregulares, enquanto outras áreas permanecem ainda sem previsão de alguma precipitação significativa.

O aumento do percentual de lavouras ruins ou muito ruins pode resultar em maior abandono de área até o mês de agosto. E por fim, outro fator de alta é a cotação do dólar. O dólar norte-americano perdeu valor após a divulgação da primeira queda mensal da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, a primeira queda desde 2020. Um dólar mais fraco melhora a competitividade do algodão negociado internacionalmente e pode estimular compras oportunistas.

Por outro lado, as vendas externas norte-americanas de algodão somaram somente 8.700 toneladas na semana encerrada no dia 9 de julho, considerando as safras atual e futura, né, algodão antigo e algodão novo. O resultado confirma desaceleração das compras internacionais durante o mês de julho. Os embarques norte-americanos foram de apenas 48.700 toneladas na semana. Ritmo insuficiente para alcançar integralmente a projeção oficial de exportações.

Com poucas semanas restando para o fim do ano comercial, o ano comercial no mercado mundial de algodão termina em agosto, aumenta o risco de carregamento de estoques para o ciclo 26/27. E o USDA elevou a produção dos Estados Unidos para o ciclo 26/27, para 2.980.000 toneladas, aumento de aproximadamente 87 mil toneladas em relação à estimativa anterior. Mas mesmo com essa previsão de maior oferta de algodão, seria normal o mercado reagir com a queda das cotações, o que não aconteceu devido à desconfiança com relação ao clima nas safras americanas e chinesas.

E o USDA aumentou a previsão de produção mundial do ciclo 26/27 para 25.530.000 toneladas, refletindo revisões positivas para safras no Brasil, nos Estados Unidos, né, conforme a área maior plantada, na Turquia e na Ásia Central. Com isso, os estoques finais mundiais também foram elevados. Reduzindo em parte o impacto altista dos problemas climáticos regionais. Um fator de baixa para a cotação do algodão é a demanda de importação, que permanece lenta na maior parte dos destinos, pois poucas fiações aceitam ampliar estoques aos preços atuais.

Índia e Paquistão estão concentrados no algodão doméstico, enquanto o Sudeste da Ásia apresenta interesse se limitar.

?Voz B

Enquanto o déficit de monções na Índia preocupa produtores de algodão locais e abre caminho para um aumento nas exportações da pluma brasileira, o cenário na Ásia se volta para a cautela dos compradores chineses diante dos leilões estatais. No Brasil, Lício Pena comenta que a colheita avança a passos largos em todos os estados, com Minas superando a marca de 20% de área colhida. Os produtores estão focados no cumprimento de contratos e no atendimento à indústria nacional.

LPLício Pena

Agora vamos dar um giro de notícias pelos países importantes para o mundo algodão, começando pela China. Os contratos futuros de algodão na bolsa chinesa registraram leves altas, mesmo após o anúncio da futura liberação dos estoques das reservas No mercado físico, o China Cotton Index recuou, enquanto o índice Cotton Look A avançou, reduzindo o prêmio do algodão doméstico sobre a fibra importada. No Paquistão, o interesse por algodão importado permaneceu fraco nos últimos dias.

Com os contratos futuros em Nova York em níveis mais elevados, as indústrias continuam priorizando a fibra doméstica, que segue abaixo da paridade de importação. Em Bangladesh, a atividade da indústria têxtil manteve-se aquecida, estimulando novas compras de algodão. Os compradores estiveram moderadamente ativos durante a semana, impulsionados pelo bom fluxo de pedidos no setor de confecção. No Vietnã, a atividade comercial permaneceu lenta, com as indústrias já abastecidas para os próximos meses, e buscando apenas pequenos volumes para entrega imediata.

O aumento dos estoques consignados e a expectativa em torno dos leilões das reservas estatais da China reforçaram a cautela dos compradores. Na Índia, o déficit de chuvas de monções voltou a aumentar e alcançou 23% em relação à média histórica, após uma breve melhora na semana anterior. Na região central, importante região produtora de algodão na Índia, o cenário também se deteriorou, com déficit de 13%. Uma quebra de safra na Índia poderá ampliar ainda mais a participação do algodão brasileiro no mercado local.

Na atual temporada do ciclo 25/26, as exportações brasileiras atingiram 330 mil toneladas para esse país. E já que falamos de Brasil, todos os estados produtores de algodão no Brasil estão em fase de colheita e beneficiamento da pluma, com destaque para Bahia com 13% de área colhida, Goiás com 13% também, Maranhão 27%, Minas Gerais ultrapassando a marca de 20% de área colhida, Mato Grosso do Sul 30%, Mato Grosso 8%, Piauí 33% e São Paulo 81%.

Os produtores estão priorizando os embarques para o cumprimento de contratos, em contratos já firmados, enquanto em Minas Gerais alguns produtores priorizam os embarques para indústria local, aproveitando os preços firmes para o algodão disponível.

?Voz B

Lício Pena também fala dos preços do algodão em Minas Gerais e de um projeto na logística do algodão.

LPLício Pena

Falando em Minas Gerais, nasce um projeto de hub logístico em Uberlândia visando concentrar boa parte do algodão exportado do país, promover o armazenamento, desembaraço e estufagem em containers, desafogando o Porto de Santos, principal via de saída das exportações de algodão. Esse projeto, que está em fase de concepção em Uberlândia, promete driblar o caos dos embarques em Santos e trazer maior flexibilidade o processo de exportação do algodão brasileiro.

É considerado o maior hub do interior do Brasil para o algodão. E falando em Minas Gerais, vamos agora aos preços do algodão no mercado mineiro. Em Minas Gerais, para uma pluma tipo 41/4, posto indústria, e já incluso o Ágil ProMinas, a semana terminou com algodão precificado em R$146,10 a arroba de pluma. Bem, meus amigos e amigas, por hoje é só aquele forte abraço de fibra e até a próxima semana, se assim Deus permitir.

?Voz B

Obrigado ao homem do campo, pela madeira da construção, pelo couro e fios das roupas que agasalham a nossa nação. E assim a gente finaliza mais uma edição do seu Jornal do Agronegócio para Catu Rural. Voltamos amanhã, 7:45 da manhã, depois do Brasil Sertanejo do José Fernandes, aqui na sua Boa Vista FM, 96,5 MHz no seu rádio, também pela internet no Rádios Net, Alexa e vários outros aplicativos. Direção geral de Humberto Neiva, mesa de som Sandro Mundim, redação e edição Rafael Mendonça.

Apresentação Francisco de Oliveira, realização Agência Locutores Online. Bom dia, muito obrigado pela sua atenção, obrigado parceiros do Paracatu Rural, uma semana abençoada a todos, Deus abençoe, tchau tchau!

FDFrancys de Oliveira

Acorda de manhã para prosear no mundo do campo, as notícias escutar, vem com a gente em toda a região com o seu programa Paracatu Rural. Tem notícias, informação e o mais importante, sua participação. Programa Paracatu Rural, Programa Paracatu Rural.

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Paracatu Rural - 20-07-26 - T12 Ep 43 - Boa Vista FM - Completo | Castnews Index — Castnews Index