Episódios de Paracatu Rural - Jornal do agronegócio

Tarifaço: Carne bovina fica de fora; como o mercado pode reagir?

20 de julho de 20268min
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Tarifaço: Carne bovina fica de fora; como o mercado pode reagir? Vlamir Brandalizze faz um balanço dos dados envolvendo o mercado das carnes e projeta o que pode vir pela frente a partir dos últimos acontecimentos na geopolítica mundial.Preço do leite e muçarela ganham força com aumento da demanda O mercado de lácteos iniciou a primeira quinzena de julho com preços firmes no Brasil. A demanda aquecida sustentou a valorização da muçarela e do leite spot, enquanto a oferta segue limitada, mantendo o mercado interno em um cenário favorável para a comercialização dos produtos lácteos.

Participantes neste episódio2
R

Rafael Mendonça

Reporter
V

Vlamir Brandalizze

ComentaristaAnalista de mercado
Assuntos2
  • Indicadores economicos do gadoCarne bovina fora das tarifas · Estadia nos Estados Unidos · Donald Trump e a NASA · China
  • Custos de produção de leitePreço do leite e mussarela · Aumento da demanda · Oferta limitada
Transcrição8 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Alô, bom, boa tarde. Tarifaço: carne bovina fica de fora e como o mercado pode reagir. Preço do leite e mussarela ganham força com o aumento da demanda. Está começando com a graça do nosso bom Deus, seu Jornal do Agronegócio para Catu Rural. Hoje é 18 de julho de 2026.

?Voz B

Mercado Pecuário.

?Voz A

Em uma semana de tensão com a entrada em vigor de novas tarifas dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros, o mercado pecuário pôde respirar. A carne bovina ficou de fora da taxa de 25% imposta por Donald Trump. Isso porque há uma forte dependência do mercado americano das importações. O país enfrenta a menor oferta de gado em décadas, resultado de anos de seca, aumento dos custos de produção e redução do rebanho bovino americano, o que limita a produção interna de carne.

O consultor Vlamir Brandalize faz um balanço dos dados envolvendo o mercado das carnes e projeta o que pode vir pela frente a partir dos últimos acontecimentos na geopolítica mundial.

?Voz B

E vamos no mercado, que agora é semana importante, né, do tarifaço aí do do Trump novamente sobre o Brasil, e agora com relação ao mercado da carne bovina, né? O boi aí, mesmo com tarifação lá fora, cota da China estourando, o mercado interno aparentemente mostrando leve correção positiva, já voltando a trabalhar na faixa dos R$330 no mercado paulista. Aquelas ofertas, aquela presença, aquela redução da pressão de compra que vinha dos frigoríficos aparentemente já diminuiu, já começando a voltar a buscar a escala de de abate aí para atender.

E mercado esperando aí pelos novos números da CCEX, né? A aposta é de que já teria mais de 150 mil toneladas embarcadas e o acumulado já estaríamos na faixa de 1 milhão e 650 mil toneladas acumuladas na carne bovina. Então esse é o quadro do boi no momento aí, que aparentemente não tá sentindo muito a pressão que veio lá da questão do tarifação americano e da e do fator aí China com cota estourada. Então vamos ver aí nos próximos dias o que deve acontecer.

Provavelmente a China vai ter que importar, vai ter que liberar mais cota. E vamos de frango. O mercado de frango segue acelerando na exportação, com indicativos que já estaríamos aí muito perto das 270 mil toneladas embarcadas, frente a 375.500 do ano passado. Então caminhamos aí para umas 450 mil ou mais de exportação para o mês de julho todo. O acumulado do ano já está muito perto das 3 milhões de toneladas, indicativos nominais de 2.970 milhões, devendo chegar às 3 milhões de toneladas nesses próximos dias, frente a 2.560 mil toneladas que tinha no ano passado.

Então quase meio milhão de toneladas à frente do que tínhamos no ano passado na carne de frango, sinalizando recordes de exportação e Brasil liderando fácil aí o mercado global do frango, né? Então esse é o quadro do amigo frango. E vamos de suíno. Suíno também já evoluindo, mais de 70 mil toneladas embarcadas, sendo que o ano, julho do ano passado todo foram 112,8. Então andando nesse mês aí com fôlego para superar aí o ano passado.

O acumulado já passa de 755 mil toneladas embarcadas frente a 690 mil que tinha no ano passado na carne suína. Também com recorde histórico na exportação. Continuamos com recorde histórico no boi, no frango e no suíno. No segmento da soja também com recorde histórico de embarque, tanto soja como farelo. E no complexo, complexo todo, que já anda muito perto aí de 95 milhões de toneladas embarcadas frente ao ano passado, que tinha 84 milhões de toneladas do complexo soja exportados no mesmo período, né? Soja, farelo e óleo.

?Voz A

Notícias do leite. O mercado de lácteos iniciou a primeira quinzena de julho com preços firmes no Brasil. A demanda aquecida sustentou a valorização da mussarela e do leite spot enquanto a oferta segue limitada, mantendo o mercado interno em um cenário favorável para a comercialização dos produtos lácteos. Rafael Mendonça, direto da redação, tem mais informações.

RMRafael Mendonça

O mercado do leite spot registrou uma nova valorização na primeira quinzena de julho, com a média Brasil a R$3,22, um aumento de R$0,17. Esse ajuste positivo nas cotações foi impulsionado pelo giro das vendas de derivados em patamares confortáveis e pelos preços mais elevados, o que resultou em maior demanda por leite fresco. Esse aumento, alinhado à oferta mais restrita de leite no campo, contribuiu para a alta generalizada do leite spot.

A mussarela voltou a apresentar alta nas cotações, refletindo o movimento do leite UHT, O cenário de estoques reduzidos e menor disponibilidade de leite seguiu dando suporte aos preços no período. A variação dos preços esteve entre R$33,70 no Rio Grande do Sul e R$37,10 no Rio de Janeiro, com variações positivas em todos os estados avaliados, incluindo Santa Catarina com alta de R$0,90 e Minas Gerais com alta de R$0,80. O mercado de leite em pó apresentou comportamento variado entre os segmentos.

O leite em pó integral seguiu com negociações mais fracas e menor movimentação, registrando queda de R$0,30 em São Paulo e totalizando R$24,90. Por outro lado, o leite em pó desnatado encontrou sustentação em estoques mais baixos, registrando ajuste negativo de R$0,10 e totalizando R$22,40 centavos em São Paulo. No leite em pó fracionado, houve a manutenção de estabilidade, com variações positivas em São Paulo e no Nordeste. A produção de leite segue limitada pelas condições típicas da entre-safra, mantendo a disponibilidade de matéria-prima em níveis mais baixos.

No sul, porém, o início da recuperação sazonal da produção começa a trazer sinais de aumento da oferta. A procura por derivados segue em crescimento, acompanhada pelo aumento do volume de vendas nos supermercados. Esse movimento tem contribuído para sustentar a valorização dos preços no mercado. As informações são do portal Milk Point. Direto da redação, Rafael Mendonça.

?Voz A

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?Voz D

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