Episódios de Rádio Assembleia - Novidades

Porta-voz Paulo Lamac - A Rede Sustentabilidade nas eleições de 2026

04 de maio de 202628min
0:00 / 28:09
Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o porta-voz do Rede Sustentabilidade, Paulo Lamac, comenta a decisão de a legenda formar federação com o PSOL. Lembra que esse modelo é como casamento, em que há uma perda de autonomia, mas elogia a experiência com o partido parceiro. Lamac acredita que a Rede vai superar a cláusula de barreira, contudo, alerta para uma redução exagerada de legendas, porque avalia que a maioria das siglas não têm lideranças, mas sim “donos”. Fala ainda sobre a permanência da ministra Marina Silva na Rede e que grupos envolvidos em conflitos internos devem se acomodar com o tempo. Lamac critica a polarização que,  pondera, não favorece os brasileiros. E diz que a divisão de poderes está sendo atropelada. Aponta o custo das emendas parlamentares, que considera inviabilizar o poder público pela distribuição desiquilibrada de recursos.
Participantes neste episódio2
M

Marco Antonio Soalheiro

HostEntrevistador
P

Paulo Lamac

ConvidadoPorta-voz nacional da Rede Sustentabilidade
Assuntos6
  • Terras raras brasileirasAtualização da legislação sobre minerais estratégicos · Necessidade de política nacional de minérios estratégicos · Importância do beneficiamento e agregação de valor · Soberania nacional e exploração por empresa estrangeira
  • Eleições PSD-PSOLFuncionamento e balanço da federação · Superação da cláusula de barreira · Movimentações partidárias e saídas de parlamentares · Metas para eleições de 2026 (Câmara e Senado)
  • Transparência de Emendas ParlamentaresAgressão à divisão de poderes · Superposição de atuação do STF e parlamentos · Custo inviabilizador das emendas parlamentares · Desequilíbrio institucional e afronta entre poderes
  • Contexto político de Minas GeraisApoio a Alexandre Kalil (PDT) · Candidatura de Áurea Carolina ao Senado · Dificuldade da esquerda em disputar o governo estadual · Legado do governo Pimentel
  • Reorganização política e janela partidáriaEnxugamento do quadro partidário · Riscos de não superação da cláusula · Crítica à concentração de poder em poucos partidos
  • Possível quarto mandato de LulaLeitura do quadro de momento e empate técnico · Crítica à divisão e polarização nacional · Dificuldade em pacificar o cenário político
Transcrição76 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Essa é a versão em podcast do Mundo Político. Programa de entrevistas sobre política da TV Assembleia. No programa de hoje, a Rede nas Eleições de 2026.

A legenda ambientalista decidiu manter a federação com o PSOL. Apoiará a candidatura à reeleição do presidente Lula e ainda não definiu seu posicionamento na sucessão estadual. Na disputa parlamentar, buscará recompor representações na Câmara, no Senado e na Assembleia de Minas após baixas nos últimos anos.

Eu converso com o ex-deputado e porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade, Paulo Lamarck. Bem-vindo, Paulo. Sempre uma alegria receber. Alegria sempre estar aqui. É sempre um prazer voltar a essa casa, saudar os nossos espectadores. Muito bom estar sempre aqui.

Paulo, mirando a eleição de 2026, a Rede Sustentabilidade aprovou por unanimidade a manutenção da federação partidária com o PSOL. A renovação dessa atuação conjunta vale até 2030 e veio após uma recusa do PSOL em federar-se com o PT. Houve essa possibilidade em um determinado momento, nos primeiros meses do ano. Qual o balanço que o senhor faz do funcionamento desse arranjo até aqui?

E o que foi mais determinante para o prosseguimento da federação? A federação é como um casamento. Você vai conviver com alguém que tem hábitos um pouco diferentes dos seus. São dois partidos distintos e conviver numa federação é naturalmente você abrir mão de parte da sua autonomia.

Mas do ponto de vista da rede e acredito que do ponto de vista do PSOL, análise é que o processo de federação, foram quatro anos federados, a Federação Rede PSOL foi a primeira federação a ser celebrada no Brasil e avaliamos que foi positiva para as duas legendas, conseguimos a superação da cláusula de barreira.

E também tivemos uma convivência bastante harmônica e entendemos que bastante sinérgica, não apenas no processo eleitoral, mas também nos estados, nos municípios e a própria convivência da bancada na Câmara Federal. Então, entendemos que valeu a pena renovar por mais quatro anos.

Então, com as exigências progressivas dessa cláusula de barreira, Paulo, nós temos em 2026 novos índices, 2,5% de votos totais para a Câmara ou eleição de pelo menos 13 deputados distribuídos no mínimo nove estados. Em que medida você acredita que haverá um enxugamento?

desse quadro partidário e se a federação está tranquila em relação a esses índices? Bom, a gente sempre fala aqui em Minas que eleição e mineração é só depois da apuração, né? Então, não existe condições de dizer que estamos tranquilos, estamos confiantes.

O trabalho foi feito em todo o país para viabilizar a superação desses índices, mas eu acredito que pós eleições de 2026 teremos certamente uma redução do número de partidos que conseguiu superar a cláusula. Para algo em torno de 10, 12, talvez? Talvez, talvez.

Então, temos algumas legendas aí que assumiram riscos e, uma vez não superada a cláusula, ou bem o partido convive quatro anos com a ausência de fundos e tempo de televisão, ou bem o partido se submete a um processo de fusão, que é mais traumático que o de federação. Então, acredito que nós teremos fusões pós-eleitorais, assim pelo menos nós estamos avaliando.

pela sua experiência parlamentar anterior. Para o Executivo, essa é uma boa notícia, esse enxugamento do quadro partidário.

Olha, para quem lida com a diversidade, com naturalidade, e é o nosso caso da rede, nós entendemos que você restringir demais as possibilidades partidárias, isso acaba deixando todo mundo político e o próprio parlamento submetido a muito poucas pessoas, a muito poucos players.

Ainda mais no Brasil, onde os processos partidários são muito pouco democráticos. Poucos são os partidos onde você tem eleições, onde um filiado pode almejar alcançar a presidência de um partido. A maior parte dos partidos tem dono.

Então, penso que isso acaba ficando meio perigoso, na medida em que uns poucos presidentes, donos de partido, começam a ter uma hegemonia grande demais no cenário nacional.

Paulo, a Federação Rede Pessoal lidou com algumas saídas de parlamentares nos últimos anos, até que tinham atuações destacadas. No Senado, o Randolfe Rodrigues se filiou ao PT em 2024, movimento que foi repetido agora na última janela pelas deputadas estaduais Ana Paula Siqueira, que estava na Rede, e Bela Gonçalves, do PSOL. A que o senhor atribui essas baixas?

Bom, é natural as movimentações partidárias, especialmente essas movimentações pré-eleitorais. Nós tivemos a entrada agora recente do deputado federal André Janones e da deputada Luiziane Lins, ambos deputados extremamente bem votados, que entenderam...

A rede é uma boa alternativa, assim como o pessoal recebeu a Duda Salabé, uma parlamentar que dispensa apresentações, especialmente em Minas Gerais. Então, é natural que algumas movimentações aconteçam, mas nós entendemos que o balanço é extremamente positivo para a federação. Aqui na Assembleia, após essa janela, a federação ficou apenas com o deputado Lucas Lasmar.

que é da Rede. Qual a meta para as eleições de 2026 em relação a essa bancada estadual? A chapa de deputados estaduais da Federação PSOL-REDE ficou extremamente atrativa, exatamente porque duas parlamentares com mandato deixaram essa disputa na nossa legenda.

Então, a federação certamente repete o desempenho, o bom desempenho, elegendo três deputados, pelo menos aqui na Assembleia Legislativa, sendo que apenas o deputado Lucas Lasmar detém mandato hoje. Ou seja, é certo que dentro da federação, pelo menos duas pessoas não mandatárias ocuparão cadeiras dentro da Assembleia Legislativa, se tudo acontecer como estamos planejando.

Na Câmara, são 16 deputados federais da federação. Quais são as metas de cadeiras para essas eleições por lá? Nós estamos imaginando eleger algo em torno de 18 deputados federais.

Entre os próprios 16 existentes hoje e 18 que nós pretendemos eleger, Minas Gerais, inclusive, é um estado que elegeu apenas uma deputada, a deputada Célia Chacriabá, e nessa eleição temos a expectativa de fazer quatro deputados federais, com a vinda da Duda Salabéer e do André Janones. Acreditamos que essa chapa reeleja a Célia, a Duda, o Janones e eleja um Lula.

mandatário federal pela federação. A ex-ministra Marina Silva, que é pré-candidata ao Senado em São Paulo, também chegou, segundo o noticiário político, a ensaiar deixar a legenda. Mas acabou ficando, e uma nota da direção após esse anúncio da Marina falava em perplexidade.

Por que essa palavra foi usada? A nota dizia respeito a uma fala específica, não era uma perplexidade, pela permanência da ministra, da ex-ministra Marina Silva, que é uma das fundadoras do partido e que a permanência dela é absolutamente natural dentro do partido e ela tem boa chance de se eleger, inclusive, pelo Estado de São Paulo.

Mas essa nota fazia referência a uma outra nota emitida pela ministra, onde fazia comentários, tecia comentários a respeito do processo interno.

dentro do partido e foi nesse sentido a aplicação da palavra perplexidade, mas não pela permanência da Marina, que é uma das figuras fundadoras do partido. Sobre esse processo interno, as divergências do grupo majoritário na legenda que o senhor representa, com a ala mais ligada à Marina, vêm de mais tempo expostas, inclusive, no processo eleitoral interno.

Há uma pacificação em curso ou as tensões permanecem? Às vezes, quando as coisas não têm uma solução formal, elas acabam se acomodando. Aqui em Minas a gente fala do ajeitamento das abóboras.

O caminhão vai andando, a carga vai ajeitando. Então, nesse momento, nós estamos focados no processo eleitoral, não é momento de disputas internas e a nossa expectativa é o melhor desempenho possível no país inteiro. Isso inclui o desempenho eleitoral da ex-ministra Marina Silva.

No plano nacional, a Federação Rede Pessoal já tem alinhado o apoio à reeleição do presidente Lula. Qual sua leitura, Paulo, sobre o quadro de momento que está expresso nas pesquisas, indicando empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno? É bastante preocupante. Uma situação que demonstra que o país está dividido.

E, mais uma vez, a gente reafirma que essa divisão não favorece a ninguém no Brasil. É mais um pleito que sinaliza um processo de polarização, de divisão nacional. Isso é muito bom para quem está nos dois extremos.

que se beneficiam dessa polarização. Mas a população não ganha nada com isso. Então a nossa expectativa é que possamos avançar para governos que sejam...

mais pacificadores e menos polarizadores, porque isso é bastante bom para quem está nos extremos da polarização. Mas entendemos que não é favorável para a sociedade e temos a expectativa, vamos trabalhar na federação pela reeleição do presidente Lula, entendemos que os indicadores...

da sociedade hoje são muito melhores do que eram há quatro anos atrás, mas ressalvando que essa tática de polarização pode eventualmente favorecer os dois partidos que estão à frente dela, os dois grupos políticos que estão à frente dela, mas isso é deletério para qualquer país. Lula e o PT, na sua avaliação, não deram sinais para essa pacificação ao longo desses últimos quatro anos?

Eu penso que vários sinais foram feitos, até porque vários das pessoas e dos partidos que estavam na gestão anterior, hoje se encontram na gestão atual. Até porque é necessário disso para você manter maioria parlamentar.

mas naquilo que de fato interessa, eu penso que a gente ainda tem um distanciamento muito grande de posições e penso que isso é estrategicamente trabalhado pelas legendas que se beneficiam dessa polarização.

Por que, na sua visão, Paulo, o governo Lula vem enfrentando dificuldade em fazer arrefecer essa polarização, mesmo com índices econômicos que avançam, muitos deles que estão aí em um bom momento, questão de desemprego, por exemplo, na menor baixa histórica, fortalecimento de programas sociais?

Nós temos uma complexidade no arranjo político hoje. A divisão de poderes definida constitucionalmente e, enfim, concebida há séculos atrás, ela vem sendo frontalmente agredida, tanto por superposição de atuação do Supremo Tribunal Federal.

como por superposição da atuação dos parlamentos, que avançam sobre os orçamentos que são prerrogativas dos governos, dos executivos. Então, quando você começa a ter um poder...

Fagocitando o outro, um poder, tomando áreas de atuação do outro, você começa a ter movimentos como esse, que na realidade, no meu ponto de vista, eles não significam de fato derrotas, significam simplesmente aumento do custo.

para as relações entre os poderes. O custo do legislativo se torna cada vez mais inviabilizador para a operação do poder público, considerando, por exemplo, os valores que são absurdos, que estão alcançando as emendas impositivas, não apenas no poder.

federal, mas nos estados e em vários municípios, você tem boa parte do recurso disponível para investimento sendo fragmentado sem considerar as prioridades reais e servindo para beneficiar interesses econômicos.

ou interesses eleitorais de parlamentares. É uma realidade que se reproduz em vários estados, se reproduz no governo federal. Quem paga o preço é a população, que acaba tendo serviços públicos básicos cortados por falta de recurso, como está acontecendo em Belo Horizonte agora, com vários servidores sendo exonerados, inclusive no SAMU. Isso tudo está relacionado. Se falta dinheiro numa ponta, é porque está jorrando dinheiro na outra.

E esse desequilíbrio é institucional, ele é uma afronta de um poder sobre as prerrogativas do outro. Infelizmente, muito difícil de ser controlado, porque quem pode fazer essa reorganização é exatamente quem mais se beneficia da desorganização.

Essa recente rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal na semana passada, derrotado no Senado, é reflexo desse desequilíbrio institucional também? Claro, você tem por um lado os raivosos.

que querem derrotar o Lula, o indicado do Lula, de qualquer jeito. E você tem, de um outro lado, aqueles que querem aumentar o custo da relação. Veja bem, a indicação dos ministros do Superior Tribunal, perdão, do Tribunal de Contas da União, é uma indicação do presidente da República. E sempre foi dessa maneira. Do Supremo Tribunal Federal. Do Supremo Tribunal Federal.

do STF, perdão, do Supremo Tribunal Federal do STF. É uma indicação do presidente da República. Há mais de um século que não acontecia isso que aconteceu aqui. E evidentemente a leitura é muito clara e quando você faz esse paralelismo com os tribunais de contas, por isso eu me confundi, você vê o parlamento querendo avançar sobre prerrogativa presidencial, por óbvio.

O presidente do Senado deixou muito claro que queria fazer a indicação do novo ministro. Então, é um desequilíbrio entre poderes. Isso, às vezes, pode parecer um Atlético contra Cruzeiro. É assim, eu gostei porque derrotou o cara que eu não gosto. Então, mas isso é ruim para a democracia e é ruim para o arranjo institucional nacional.

Vamos falar também de Minas Gerais. O nome preferido do presidente Lula para disputar o governo do Estado é o senador Rodrigo Pacheco, que ainda não confirma que será candidato. E chamou atenção, Paulo, nas últimas semanas, o encontro de integrantes da Federação Rede Pessoal com o ex-prefeito de BH, Alexandre Calil, que é pré-candidato do PDT ao governo de Minas.

Apoiar a Calil formalmente é hoje o caminho mais provável dentro da federação? É um caminho possível, indiscutivelmente é um caminho possível, até porque outras candidaturas não foram colocadas no nosso campo. Nós temos muito respeito pela candidatura da companheira Maria da Consolação, do PSOL, que se apresentou.

Mas, considerando que precisamos, de fato, avançar para um palanque à altura da disputa nacional e de uma competitividade no cenário,

Hoje, a candidatura do Alexandre Calil se coloca como uma possibilidade real. E o não posicionamento do PSB, seja com o Rodrigo Pacheco, seja com a definição da candidatura do Jarbas, tudo isso acaba fragilizando.

o posicionamento desse campo no estado de Minas Gerais. Então, a nossa expectativa é que esse cenário possa se configurar o quanto antes, até para que nós possamos tomar essa posição de maneira consciente e responsável. Mas não tem veto, em princípio, também a Rodrigo Pacheco, da parte da Federação? Não, nós não temos veto algum. Só não tem a candidatura posta e não tem conversa.

Após duas vitórias seguidas do campo conservador para o governo do Estado, e tendo, neste momento, o senador Cleitinho Azevedo à frente das pesquisas, não era o momento da senta-esquerda estar mais unida em Minas?

Nós não temos hoje uma candidatura de esquerda natural, digamos assim, em condições de fazer uma disputa real pela eleição do governo do Estado. E nós sabemos disso que o governo anterior...

ao atual governo deixou marcas profundas e negativas com relação à gestão da esquerda. Então, em que pese ser uma pessoa que eu prezo pessoalmente e que era do meu partido à época, a gestão anterior foi bastante desgastante, especialmente para os servidores públicos, para os prefeitos, e a esquerda paga um preço por esse desgaste.

Na época, nós fizemos a defesa aqui na Assembleia, enquanto parlamentar. Você refere ao governo Pimentel? Sim, o governo Pimentel. Na época, enquanto parlamentar, nós fizemos a defesa de que era necessário deixar claro o estado de calamidade pública que o governador, à época, recebeu a administração.

Foi feita uma definição estratégica de não apresentar, de não apontar a gravidade da seriedade da situação econômica que se recebeu o governo e acabou que o governador paga o preço até hoje da população mineira e dos servidores públicos compreenderem que todos aqueles fatos que sucederam teriam sido produzidos por aquela gestão.

Nós sabemos que não foi bem dessa maneira, mas, de fato, o governo não comunicou à população a seriedade que vivia já a situação econômica de Minas Gerais. Então, hoje existe uma grande dificuldade da esquerda voltar a disputar a administração estadual e, por conta disso, essas alianças com o centro são a tônica hoje de todos os partidos da esquerda.

O senhor já citou a pré-candidatura ao governo que o PSOL defende, da professora Maria da Consolação, e a ex-deputada Áurea Carolina também surge ali dentro do PSOL como pré-candidata ao Senado.

Essa é uma opção que a rede pode colocar como um fator para, de repente, selar a aliança, essa candidatura da Áurea? Olha, se por um lado a gente ainda não consegue vislumbrar claramente como será a disputa para o governo do Estado, é certo.

que a nossa federação lançará a candidatura de Áurea Carolina para o Senado. Isso é certo. Isso tem um acordo entre os dois partidos da federação e nós vamos fazer essa disputa e acreditamos que a Áurea é um quadro experimentado, experiente e altamente qualificado para representar Minas Gerais no Senado Nacional e a gente está precisando de representantes que...

não envergonhem tanto o nosso Estado nacionalmente. Nós estamos precisando de representantes que honrem a tradição da qualidade política de Minas Gerais e não figuras caricatas que, lamentavelmente, parecem que vieram de um desenho animado para representar o nosso Estado, que já foi visto com tanta seriedade. Então, a nossa expectativa é contribuir para a recuperação de representantes...

respeitáveis para a política de Minas Gerais. Quer dar nome aos bois aí? Quem são esses representantes? Todo mundo sabe, todo mundo sabe. A rede também recebeu na janela nomes que o senhor já citou, que são os deputados federais André Janones e a deputada Duda Salabé.

O senhor até citou-os como candidatos, de fato, à reeleição para deputado federal. Mas são nomes que também podem participar de alguma composição a depender do desenho final, se a federação fica, por exemplo, com Calil ou com Pacheco.

Nós estamos falando de nomes que compõem hoje o primeiro time da política do Estado de Minas Gerais, tanto o deputado André Janones quanto a deputada Duda Salaber. E eles podem ser candidatos e eles têm condições eleitorais para serem candidatos em praticamente todas as posições que estão colocadas. Hoje, taticamente, estão apresentados como candidatos à reeleição a deputados federais. Então, vamos lá.

com enormes chances de serem reeleitos. Mas, eventualmente, em caso de necessidade, tenho certeza que nenhum deles faltaria ao Estado de Minas Gerais. Mas é um cenário que ainda está muito confuso, muito turbulento. Nas condições atuais, serão dois deputados importantes para o nosso Estado na Câmara Federal.

Último assunto para fechar nessa conversa, Paulo. Recentemente o Rede Sustentabilidade acionou o STF contra as normas existentes para a exploração das terras raras no Brasil. Essas terras que são um conjunto de 17 elementos químicos que estão entre minerais estratégicos para transição energética.

O que motivou essa ação da rede e qual desfecho ela espera? Olha, o Brasil ainda não atualizou a sua legislação sobre minerais, agregando o aspecto estratégico desses elementos que passaram a ser importantes na medida em que chegaram novas tecnologias. Então, ah, mas por que isso não foi discutido há 10 ou 15 anos atrás? Porque...

ainda não existia esse olhar sobre a importância estratégica desses minerais. Então é necessário que exista uma política nacional de minérios estratégicos para as novas tecnologias, como o Brasil tem.

legislação e trabalhos estratégicos, por exemplo, para a questão do urânio. A área nuclear já há muito tempo, há muitas décadas, o Brasil se debruçou sobre isso. É necessário fazer para que nós não percamos a oportunidade. Se a gente é exportador de matéria bruta...

Isso agrega muito pouco para o Brasil. A gente precisa ter tecnologia, como nós temos tecnologia de beneficiamento do urânio, a gente precisa ter tecnologias para separação dos minerais que compõem as terras raras e beneficiamento desses minerais para que nós possamos ter tecnologias industriais, aplicações que de fato agregam valor para uma riqueza.

que não é de um dono. Essa riqueza é do Brasil. O patrimônio do subsolo nacional é brasileiro. E tivemos o governo de Goiás antecipando uma operação. Exato. E passando isso para uma empresa norte-americana que tem contratos de fornecimento com exclusividade para o governo norte-americano.

Cadê a soberania nacional? Então, nós entramos questionando isso junto ao Supremo, esperamos que essa negociação seja suspensa e que o país possa se dar ao devido respeito de tratar com seriedade a riqueza que não é de um governante nem de uma empresa, a riqueza que é de todo cidadão brasileiro que vive hoje e que viverá.

Então, nós estamos lidando com coisas aqui que dizem respeito ao potencial futuro do nosso país. Muitíssimo obrigado por mais essa conversa conosco no mundo político, Paulo. Eu que agradeço. Saudação a toda a equipe, saudação a todos os nossos espectadores.

Conversei com Paulo Lamar, que porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade. Falamos sobre as articulações e metas da legenda federada com o PSOL para as eleições de 2026. O apoio renovado ao presidente Lula, a indefinição em Minas e as apostas nas chapas proporcionais. O Mundo Político fica por aqui. Obrigado por nos acompanhar e até o próximo programa.

O Mundo Político é uma realização da TV Assembleia de Minas. A apresentação é de Marco Antônio Soalheiro, produção Taiana Máximo e direção Vivian Menezes. Você pode seguir o Mundo Político nos principais tocadores de podcast. Para ver essa entrevista e outros conteúdos da TV Assembleia, é só acessar a lmg.gov.br.tv.

Porta-voz Paulo Lamac - A Rede Sustentabilidade nas eleições de 2026 | Castnews Index — Castnews Index