Fut da Firma #06 - As BETS Podem Acabar com o Futebol?
🎰⚽ As bets dominam o esporte: movimentam bilhões, patrocinam quase toda a Série A e sustentam grandes projetos de mídia. Mas há outro lado: vício 🧠, publicidade investigada 🚨, apostas suspeitas em cartões 🟨e escândalos envolvendo atletas e árbitros. Até onde vai o entretenimento e onde começa o problema? 🤔
Edição: Luccas editor@reginaldo.horse
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Nova skin desbloqueada aqui. Klaus e Silas, futeboys, assistindo o jogo contra Noruega. E tá difícil, hein, Silão?
Vai dar ruim, mano. Isso daí a gente vai mamar legal.
Isso daí, cadê o otimismo, Silão?
Ah, otimismo eu saí de casa, deixei lá, mano. Aqui vai, é mais energia mesmo, não tem o que fazer. Bem, amigos, acabou, acabou o fim do programa, né?
Tá bom, tá bom. Valeu, pessoal, tchau!
Acabou a Copa do Mundo do Brasil, mas começa mais um Fute da Firma. Em clima de velório, estamos aqui para falar sobre a derrota do Brasil. Mas não só isso, traremos outros temas aqui. E para isso, você já sabe, eu sou o Caio e estou aqui com a dupla de especialistas. Primeiro, Thiago Cabelo. Você tá bem, meu querido?
Panificadora Alfa Informa, o sonho acabou. Mas a gente tá aqui, tamo vivo, tamo de pé e vamos em frente.
É isso. Klaus Aires, tudo bem, meu querido?
Tudo bem. Olha, eu mal comecei a me interessar um pouquinho por futebol, já estou muito decepcionado. Não sei como vocês conseguem gostar disso, é muito ódio. Muita raiva que a gente passa. Como diria o filósofo Rousseau, o homem nasce bom, mas acreditar na CBF o corrompe.
É, Klaus, a gente passa por isso pelo menos umas 2, 3 vezes por ano, cara.
Deus me livre!
Se bem que eu já desanimei tanto que para mim já é protocolar já passar por isso com São Paulo.
A gente vai calejando, né, cara?
A gente vai, a gente vai.
Aliás, eu acho que é um dos efeitos que essa derrota vai causar nessa geração, viu, cara? Infelizmente, a galera mais nova está ficando absolutamente acostumada a perder, né?
A gente falava isso, é uma hexa derrota, né? São 6 eliminações seguidas.
O sonho do hexa está adiado.
A gente falava isso lá no primeiro episódio, né? Porque lá no primeiro episódio a gente fez algumas projeções, né? Estávamos pessimistas, né? Estávamos naquela, é, acho que não vai dar, a seleção não encaixou.
E deveríamos ter continuado.
Pois é. Não, mas calma, calma, faz parte também. E aí, cara, a gente a gente falava, eu lembro perfeitamente do Cabeça falando assim, não, porque antes pelo menos a gente sabia que a gente só ia cair pra uma grande seleção. Mas nas últimas Copas isso mudou, a gente caiu pra Bélgica, depois caímos pra Croácia. E esse ano a gente até citou, né, que poderia cair pro Japão, poderia cair pra Noruega, porque a gente já sabia que esses times estariam ali no chaveamento, né, provavelmente do lado do Brasil.
E aconteceu. Então foi surpresa ou era mais ou menos isso que dava pra se esperar da seleção brasileira?
Ai, Caio, eu confesso que eu esperava que a seleção seleção fosse um pouco mais longe, sabe? Acho que poderia ter caído para o Japão, poderia ter caído para o Japão, poderia ter caído para Noruega, poderia. Eu quero dizer aqui, estou usando o verbo poderia no sentido de pode ser que aconteça, mas poderia no sentido de poder, de ser permitido, né? Permitido, quero dizer que não, não é permitido a seleção brasileira cair para um time como a Noruega, tá?
Mas fazer o quê, né? Eu imaginava que a gente passaria da Noruega e a gente cairia talvez aí. Eu imaginava a gente passando da Noruega e até de uma possível pronto com a Inglaterra, pra ser sincero.
Cara, eu pelo menos queria que não importa quando a gente perdesse, a gente perdesse com aquela dignidade que o Cabo Verde perdeu, dando trabalho até o segundo tempo da prorrogação, com todo mundo suado, ferrado, e aquela derrota onerosa pro adversário, tá ligado? Que deu trabalho, perdemos, mas a gente fez o máximo. Mas não, ficou aquele gosto amargo na boca de, pô, os cara perderam penalti, pô, aquele gol triste do Neymar também no final, quando já não faria mais diferença e ainda provocando o goleiro, né, cara? Eu acho que me deu mais raiva. Aquilo foi de uma depressão profunda, cara.
Aquilo ali é, aquilo ali é para você morder o pé do sofá, cara. Aquilo ali é para você bater a cabeça na parede, chutar o cachorro, tá ligado? Aquilo ali é porra, bicho.
É o gol mais inútil do futebol brasileiro desde o 7x1.
Não, mas o gol beleza, né, cara? Porque poderia até ter saído empate depois daquele gol. A gente ainda teve uma bola que o Casemiro saiu pela esquerda ali e deu um balão de esquerda lá, errou. Mas então assim, o gol beleza, mas ele ficar de provocaçãozinha com o goleiro, né, que pô, engole o choro, pega a bola, traz para o meio e vamos, entendeu? Não é hora, né?
Muito ser mau perdedor, né? A seleção tava muito derrotada para querer provocar. Mas isso foi meio a história do nosso, a nossa história com a Noruega foi essa, né? Todo mundo já tava zoando antes, fazendo os memes das branquelas ali, que o Vini Júnior iria enrabar o Haaland. Vendo entrevista dos caras, não, a gente respeita muito o futebol brasileiro, é uma honra, não sei o quê. E aqui no Brasil, a galera esculachando, esculachando.
Aí, viram por último, né, cara?
Hoje eu vi o meme invertido das branquelas, com o Haaland no lugar do lateral, o Vini Jr. de peruca loira. E foi um meme muito triste, mas eu dou razão pra eles por ter feito isso.
A gente mereceu.
E aí, cara, como sempre no Brasil, a seleção brasileira, quando é eliminada, temos o grande debate da imprensa, que é: eleger o culpado, né? Ninguém nunca aceita que todos erraram ou que todos, né, como um time perderam para outro time melhor e tal. Então temos aí candidatos, né? Temos Ancelotti, temos Bruno Guimarães que perdeu o pênalti, temos Hendrik que perdeu um gol na cara do gol e temos Neymar, né, que é sempre o grande candidato a vilão aí, né?
Eu lanço aqui um outro culpado que não foi muito falado, que é o Klaus. Porque no jogo passado a gente falou para ele, Klaus, assista essa partida com a mesma roupa do jogo passado. Mas não, ele mandou a fotinha lá com uma camisetinha nova, verde e amarela, não sei o quê. Então assim, fica aí, né? Coincidência?
Acho que não. Ele é culpado.
Meu erro foi acreditar, cara.
Sua camiseta do Hexa tá renovada por mais 4 anos, Klaus.
Não, mas eu, sem brincadeira, que passou pela minha cabeça assim, eu vou tirar essa camiseta verde e amarela do armário porque talvez não tenha outra oportunidade nesses próximos 4 anos. Então é hoje.
E estava certo, você tava certo. Pois é, tem que viver a Copa do Mundo intensamente mesmo, como se fosse o último jogo, porque pode realmente ser.
Mas quantos minutos da Copa o Neymar jogou? Eu não acho que tem, que ele faz muito sentido ele ter a culpa. Agora, o Ancelotti é um, para mim, é um forte candidato a culpado sim, porque, né, No fim das contas, ele é o responsável pelo time.
Eu acho que foi um conjunto de culpados, e o Ancelotti eu coloco também na conta dele, sim. Eu acho que o jogo que o Ancelotti fez é um jogo muito tático. Eu gosto muito de ficar analisando taticamente assim o jogo, sabe? E se você reparar o jogo do Brasil, apesar do Brasil tá o tempo todo sem a bola, a Noruega pouco levou problema para o Brasil. Você vai falar, ah, o Odegaard tá solto. Cara, o Odegaard tava solto, só que ele tava lá na área da Noruega.
Buscando a bola, porque ele não conseguia chegar perto da área do Brasil. Mas eu achei que o time foi muito passivo, foi meio apática a forma da marcação brasileira. E esse jogo do Ancelotti, assim, ou ele ia sair como um gênio, que, ah, porque o Ancelotti é muito inteligente, viu que a seleção norueguesa tinha lá o Haaland e o Ødegaard, e aí trouxe o time do Brasil para trás para jogar no contra-ataque, fez com isso o Brasil ganhar.
Ou ele ia sair como uma mula, cara, que é onde já se viu o Brasil jogar para trás Pô, é Brasil, Brasil tem que ir pra frente. E aí deu no que deu, né? Eu acho que daqui pra frente vão começar a questionar mais o trabalho dele.
Com certeza, é, eu concordo com você. Eu acho que a estratégia dele até foi boa, porque de fato o Brasil conseguiu anular a Noruega. Eu sei que é incômodo pra muita gente, né, assistir um jogo onde o Brasil deixa o adversário com a bola e não se incomoda em ir pressionar o goleiro, em ir pressionar os zagueiros na saída de bola e tal. Muita gente se incomoda com isso. Eu sou palmeirense e o Abel faz muito disso. Então assim, eu não vejo realmente problema algum nisso, mas a questão foi: em determinado momento do jogo, a coisa mudou de cenário, e muito por conta das alterações que ele fez, né?
Sim.
Quando ele coloca o Endrick e em seguida ele coloca o Neymar, ele exige do time algo que dificilmente daria certo, né, cara? Que é: o Vini teve que vir pra ponta esquerda, o Endrick ficou lá na ponta direita, ele tentou povoar o meio-campo ali com com o Ederson depois e tal. E aí, cara, parece que ele tirou o que tinha de melhor e forçou dois bons jogadores a terem que marcar mais, né? E o Endrick claramente sentiu isso no primeiro gol lá da Noruega, ele dá um bote errado.
Então eu acho que aí tá a grande cagada do Ancelotti, e não na estratégia inicial, que a estratégia inicial funcionou, cara. Ele conseguiu anular a Noruega, o Haaland não pegou na bola no primeiro tempo. E ele conseguiu ter chance de fazer o gol. Só que aí, pô, perdemos um pênalti, né? O Endrick perdeu um gol na cara do gol que não pode perder, né?
Podia perder.
E aí, meu amigo, é detalhe, né?
Eu acho que a gente errou muito, né, Caio? A gente se deu o luxo de errar demais. A gente se deu o luxo de errar um pênalti, a gente se deu o luxo de perder esse gol do Endrick, a gente se deu o luxo de mexer mal no time. Porque, pô, olha como o Ancelotti mexeu no time. Ele tira um centravante, coloca o Endrick. Beleza, o Endrick centravante. Aí ele tira um ponto, coloca o Neymar e puxa o Endrick para ponta, sendo que você tinha outro ponta no banco.
Se fosse para fazer isso, se fosse para botar o Endrick na ponta, botasse o Luiz Henrique para ser ponta. Isso não faz sentido isso que ele fez. Além disso, um detalhe, mais um detalhe: ele faz essa mudança 1 minuto antes da parada para hidratação. E aí o técnico da Noruega faz o quê? Ó, time, vem cá, eles mudaram, agora é assim, vamos marcar assim assado. Então ele dá a chance do técnico da Noruega conversar com todos os jogadores ali e refazer o sistema de marcação.
Quando eu digo que eu não gostei do Brasil no sentido da passividade, é que assim, ah, o Brasil criou chance? Criou. Mas para mim, se o Brasil tivesse sido um pouco mais ativo ali na marcação, teria criado 3 chances a mais, teria criado 4 chances a mais.
Principalmente quando viu que não tinha feito gol ainda, né, cara? Aí você precisa dar um pouquinho mais, né?
É bizarro a gente tomar um gol da Noruega onde a Noruega ficou 5 minutos e 40 segundos com a bola pé. Não existe isso, cara. É loucura. A gente fala tanto de futebol moderno, pressão, não sei o quê. Cara, 5 minutos e 40 segundos com a bola no pé é muita coisa. É muita coisa. Eu jogo Society aqui, é 7 minutos, irmão.
7 minutos por jogo.
Tem que ficar 5 minutos e 40 sem a bola. Porque nós não merecemos nada, pô.
Outro erro que a gente pode apontar aqui do Ancelotti, para mim, foi a escolha do do Bruno Guimarães para bater o pênalti, cara. Tá certo que é muito fácil falar agora que o cara perdeu, mas assim, é difícil entender o critério, entendeu? Porque se o critério for o cara treinou bem e bateu o pênalti bem no treino, eu acho um critério merda, cara.
Eu acho também.
Uma coisa é você bater pênalti no treino, outra coisa é o cara ser acostumado a pegar a bola e bater o pênalti sob pressão. E ali acho que o único que tinha um pouco disso é o Vini. Nem acho ele um grande batedor de pênalti nem nada.
Era ele, né, cara? Era ele. Ou Matheus Cunha para bater, que é o 9.
Ele passou reto um pênalti ali que parecia que ia ser dele. Não sei se a escolha foi dele ou se o técnico foi escolha do técnico, mas eu acho que ele poderia ter batido bem, né? Ele tava saindo.
Perguntaram para o Ancelotti, ah, por que que você escolheu o Bruno Guimarães? Aí ele foi, ah, escolhi o Bruno Guimarães por causa da estatística. Escolheu por causa da estatística, mas que estatística? O Bruno Guimarães bateu 4 pênaltis na carreira aqui nos últimos anos. E outra, uma coisa é você bater, é liso demais, cara.
Eu acho que ele respondeu um total de 0 perguntas que foram feitas para ele ao longo de toda a Copa, tá ligado? Ele sempre tem uma respostinha meio que fala, mas não fala, entendeu?
E uma coisa, cara, é você bater o pênalti na 13ª rodada da Premier League contra o Brighton. Outra coisa é você bater o pênalti nas oitavas de final da Copa do Mundo, cara.
Exatamente.
Enfim, né, eu acho que o Bruno Guimarães também poderia ter feito errou igual você falou. Ah, a gente tá criticando porque errou, mas tinha chance de ter feito também, tinha chance de ter feito. É um pênalti.
Mas eu vou falar também, cara, achei muito esquisito a maneira como ele bateu o pênalti, porque hoje tem muito isso do jogador dar essa paradinha, né, antes de dar essa corridinha final e tal, como Neymar faz, né. O Neymar faz isso, porém o cara quando faz isso, ele tá olhando para o goleiro, esperando o goleiro decidir o canto, e aí ele joga no outro, que é o que Neymar faz, e ele dificilmente perde. O Igor Thiago também, que tava no banco, também é um ótimo batedor de pênalti, faz isso.
O Bruno, ele foi para deu essa paradinha e continuou olhando pra bola.
Então quer dizer, pra quê ele fez isso, cara?
E se você ver a batida, o goleiro sai antes e mesmo assim ele bate no canto do goleiro.
Exatamente. Só que aí o cara dando essa paradinha, o cara perde impulso, perde força, perde o fator surpresa, entendeu? Enfim. Agora a gente aponta tudo, né?
É, agora é fácil.
Engraçado, cara, muita gente veio ouvir o episódio do jogo do Japão mais recentemente que a gente fez e a gente tava começando a ficar otimista naquele episódio e no seguinte o Brasil já não tá mais na Copa, né, cara?
É, mas tem que ser uma coisa, tem que ser falada, cara. Eu não gosto de viver a Copa do Mundo sem me iludir.
Tá certo.
Então assim, se o Brasil achou um gol, pra mim já o hexa tá chegando, tá ligado? E tem que ser assim, cara, porque eu já sou chato com o Palmeiras, tá ligado? Eu sempre acho que não vai dar, não vai dar, não vai ir.
Cara, eu acho que pediram muito pra gente falar mal da Argentina. Argentina, porque tem essa rivalidade. A gente acabou passando reto um jogo que eu acho que foi muito importante, apesar de não ter nada a ver com o Brasil, que foi o do Cabo Verde. O brasileiro torceu pelo Cabo Verde e os caras estreando na Copa fizeram um jogo muito bonito, né, cara? Deram trabalho. Argentina até ganhou, mas saiu todo mundo fodido, suado, esmilinguido, com galo na cabeça.
A gente foi desclassificado duas vezes em dois dias, uma na sexta com Cabo Verde, outra no domingo com o Brasil. E agora eu digo No meu caso ainda, acabei de ser desclassificado agora com Portugal, que pelo menos eu queria que Portugal ganhasse por causa do Cristiano Ronaldo, né, que pudesse ganhar uma Copa.
Exatamente. Mas Cabo Verde, cara, me surpreendeu muito, porque ao contrário de outros times menores, é como por exemplo Paraguai contra França, né, que aplicou o antijogo sul-americano, né, o Cabo Verde não, cara, jogaram bola. Os caras saíram tocando da defesa sob pressão, porra, tem uns cara, os argentinos correndo atrás de você, os cara aqui, ó, só Tapa pro lado, enfiada de bola, não sei o quê. Um golaço que o cara fez pra empatar o jogo na prorrogação.
E pô, esse é o tipo de derrota que gera orgulho do povo e tal. Apesar que eu acho que o jogador não tem essa, viu, cara?
Perdeu, de qualquer forma vai ficar triste.
É, ele não vai dormir de qualquer jeito. Não tem essa de, ah, perdemos bonito.
Não existe. Eu acho que perder bonito às vezes é mais doloroso ainda.
É, é, exatamente. Só que você lutava, né?
Eu gosto muito do pessoal do Choque de Cultura, do Falha de Cobertura, né? E aí eles falam, né, que a pior forma de você perder é você perder fazendo esforço, porque além de tudo você se esforçou pra ganhar. Mas quase ganhar é a mesma coisa que perder, Juninho. É até pior, na verdade, porque você tem o dobro de esforço pra chegar no mesmo resultado do cara que não teve esforço nenhum. É, você se esforçou e ainda perdeu.
Nós estamos gravando esse episódio na segunda-feira, então ainda tem muitos stories que o povo postou durante o jogo, logo após o final do jogo, ativos, que eu só vim ver agora. Eu acho que pra muita gente essa foi a realidade. Você ficou meio no fim de semana sem pegar o celular, segundona, vai trabalhar, não sei o quê, começa a ver. Aí você vê a novelinha de cada família empolgada, a galera de verde e amarelo no sofá, não sei o quê.
Depois só as fotos do meme do vovozinho abraçando a taça. A tristeza e tal. E o que eu mais achei comédia, apesar de ser trágico, foi o tiozão que tem lojinha de roupa e meteu ali camisa da seleção, encheu a loja de camisa da seleção. Ele comprou até camisa marrom da seleção, que eu nem sabia que existia.
Meu Deus do céu.
Falando, segunda-feira nós vamos estar aberto e não sei o quê. E depois ele arrancando tudo da zarara com ódio, porque ele investiu, ele apostou o comércio dele na seleção.
Coitado dele.
Coitado.
Cara, e aí tinha alguém filmando falando, calma, calma, não precisa. Ele, é claro que precisa, eu vou abrir a loja desse jeito.
Mas o Caio tá bem, o duro sou eu que agora vou ter que voltar a torcer pro São Paulo, porque o Caio vai voltar a torcer pro Palmeiras, provavelmente vai ser campeão brasileiro, tá na Libertadores. O duro sou eu, irmão, que agora o meu futuro é lutar contra o rebaixamento.
É a realidade batendo na porta, né?
Acabou, não dá pra ser feliz.
Eu agora entro no meu caixão e só acordo de novo daqui a pouco.
Eu queria ser o Klaus.
A ignorância é uma bênção.
Podemos mudar de assunto, né? Acho que tá tudo muito bem falado sobre o jogo. E também, a hora que o ouvinte for ouvir isso aqui, já passou bastante tempo, muita coisa já aconteceu. Então chega de falar.
Todo mundo reclamando do pênalti das mais diversas formas.
Mas a nossa forma de comentar é diferente, é diferenciada.
O Klaus falou aí do tiozinho que apostou tudo no Brasil, comprou produtos para vender na sua loja e se deu mal. E é um ótimo gancho para o nosso próximo assunto aqui, que são as bets, né, as casas de aposta que geraram muita polêmica aí nas nas últimas semanas, denúncias e mais denúncias, principalmente com foco na Kazé TV, né, por algumas condutas que eles estavam tendo ali na hora de divulgar bets, né. Às vezes eles davam dicas, né, de como, olha, essa odd aqui tá ótima, né.
Então assim, se o Vozinha fizer 2 gols e der uma cambalhota, a odd tá 6. Então pegou um pouco mal, a galera falou, não, pera lá, isso aí o Bonar não não permite e tudo mais. E levantou novamente esse assunto das bets, né? Vocês acham que as bets podem acabar com o futebol, ou pelo contrário, sem as bets o futebol não sobrevive? Que que você acha, Cabelo? Cara, eu acho, chamei o Cabelo, pode ser o Cláudio.
Já travei.
Eu acho legal que a gente discutiu a derrota da seleção e agora discute a derrota da população como um todo, né? Porque a bet é Pra mim é um negócio muito simples, consiste em eles arrancam um cadastro lá com consentimento de você ser tirado dinheiro de graça e você vai lá e dá dinheiro pra eles de graça, vai fazendo Pix, vai dando dinheiro embora e você já assinou que tá tudo bem, não ganha nada em troca. Então eu acho que é basicamente isso, né?
Aquela história, a casa sempre ganha, eles já calcularam todas as odds, eles só colocaram valores que fazem sentido pra eles, eles têm a infraestrutura de engenharia, matemática, qualquer que seja, que você perde. E até se você ganhar tentando várias vezes, tem grandes chances de você voltar a perder ganhando confiança e reapostando. Enfim, no longo prazo você sempre perde, não tem como. A não ser que você saia na hora que você ganhou e nunca mais aposte, você está fadado ao fracasso.
Você não faz umas apostinhas não, Gabi?
Cara, eu já fiz. Inclusive eu tenho uma história bem interessante com bet. Eu acho que eu sou uma das poucas pessoas que venceu a bet, porque o Klaus talvez saiba uma história, não sei se ele lembra ou não, enfim, mas é real essa história. Quem é mais próximo aqui pode confirmar. Eu tenho uma conta numa determinada bet, não vou falar o nome, vai que eles me procuram. Um dia, do nada, absolutamente do nada, apareceu R$4.000 na minha conta da bet.
E eu tentei rastrear e eu vi que foram 2 depósitos de R$2.000. Eu não sei como que aconteceu, eu sei que eu ganhei R$4.000 do nada na bet. Automaticamente, quando eu vi esse dinheiro, pensei em informar a Bet, mas logo pensei, será que a Bet informa para os seus clientes também quando eles estão sendo roubados?
Acho que não.
E foi aí que transferi o dinheiro para minha conta rapidamente.
Caraca, velho!
É, essa história é foda, cara. Do nada, cara, eu tomei um susto assim, cara.
Pois é, ele conseguiu passar a perna na Bet, cara. Conseguiu. Ô, Caiel, você falou disso de sustentar o futebol. Esses tempos eu tava vendo uns vídeos do Canal 90 Ele tem, além das nostalgias, pra você lembrar do Uhuu, da Hebe, não sei o quê, ele tem ali também segmentos sobre golpes tradicionais, as pirâmides, Telex Free, Boi Gordo, não sei o quê, o Antônio Fagundes fazendo propaganda lá na época e tal. E eu percebi a imprensa seguindo um padrão, cara, várias vezes ao longo dos anos 90, que eu acho que já tá se repetindo hoje, que é assim, a imprensa promove uma coisa que tá deixando as pessoas ricas rápido, promove assim porque tipo a própria empresa vai lá e compras comerciais.
A imprensa começa a fazer matérias sobre as pessoas que mudaram de vida através daquele negócio que deixa rico rápido, aí endossa pra caralho. Aí a polícia começa a investigar, rola um silêncio, não sei o quê, e a imprensa volta fazendo matéria sobre os coitados que perderam tudo achando que aquele negócio era legítimo. E cara, eu acho que isso se repetiu na Bebon, na Boigordo, na Telex Free. Eu acho que pra isso se repetir nas bets é uma questão só de tempo, apesar de que já tá acontecendo, só que nos anos 90 tinha esse passo a passo e hoje é simultâneo.
Ao mesmo tempo que tem a propaganda, já tem a matéria contando que o coitado perdeu tudo ao mesmo tempo, tá ligado? Porque a diferença é que não incomodou o governo, né? É a hora que incomodar, pode ser que a coisa vá para etapa final.
Assim, seria um mundo maravilhoso, o mundo da bet, se a galera soubesse e conseguisse jogar a bet como um fator diversão ali, né? Que eu, é a forma que jogo. Até hoje, todas as vezes assim que eu joguei, eu devo ter perdido, sei lá, R$25 mil. Não, zoeira. Eu coloco R$50, esses R$50 dura 3 meses enquanto eu vou brincando ali, sabe? Então, pô, você pagar R$50 para brincar durante 3 meses, normal, cara. É uma brincadeira como outra qualquer aí que você pode fazer.
Tem 2 jeitos que eu— porque todo mundo fala, ah, quando uma vez que o cara tá lá dentro, ele vicia porque ele tá lá dentro. O problema não é só lá dentro, o problema é que assim, tem o jeito que a TV faz propaganda. Jogue com responsabilidade, não sei o quê. Eles têm os limitadores lá para você colocar e tudo. Esse é um jeito. Mas tem o outro jeito, que são centenas de retardados fazendo live na madrugada falando assim: agora deu certo aqui, ó, essa roleta aqui ela tá aqui, não vai na outra não, não vai na do tigre não, vai dar nessa aqui da nave espacial, porque a da nave espacial agora das 2 às 4 da manhã eles estão premiando muito.
E você pega uma população população que tem analfabetismo funcional alto, que tipo em geral não tem educação financeira. Cara, eu vi um percentual, agora não lembro o percentual, mas tem um percentual alto das pessoas que nem sabe a diferença de apostar para investir. Sim, não sabem a diferença, tá ligado?
A pessoa fala, ah, se eu ganhasse 1 milhão, eu ia pôr tudo na bet, ia transformar em 10.
Tem gente que pensa assim, velho.
É bom a gente fazer uma diferenciação aqui das bets no sentido de apostar em jogos de futebol ou de outros esportes pros cassinos online, né, que aí tem a roleta e tal.
Mas geralmente é os dois na mesma plataforma.
Que eu falo que eu jogo é bet de apostar em jogos de futebol. Então vou lá, coloco R$10 que vão bater, ah, tal time vai ganhar, tal time vai ganhar, tal time vai ganhar. E mano, isso aí eu coloco num dia pra ter um resultado daqui 2. São R$10 que eu coloquei que eu vou ter um resultado daqui 2 dias. Não é essa loucura de, pô, vou colocar dinheiro na roleta, dinheiro na roleta, dinheiro na roleta, dinheiro na roleta. Isso eu nunca fiz na vida.
Eu não acho que tem que criminalizar tudo. Eu acho que é comparável assim ao álcool, tipo, né? Não dá para você proibir o cara de fazer o que quer com o dinheiro dele. Se ele quer enfiar o dinheiro dele no rabo, fazer uma coisa que faz mal para ele, acho que tem essa liberdade. Não sou a favor de proibir tudo, mas que eu julgo a galera que divulga, principalmente quando divulga de um jeito escroto, eu julgo muito.
A gente já percebeu que o Klaus é o inimigo da bet.
Não, eu sou também.
Eu detesto.
Eu sou. E eu acho que, pô, vou falar pra você, eu nunca joguei, não tenho conta em nenhuma. A única aposta que eu faço é de 4 em 4 anos participar do bolão da Copa com meus amigos. E falar pra você que eu já nem gosto, cara. Eu participo porque virou uma tradição e tal, mas às vezes eu me vejo torcendo...
E por medo de ficar de fora, esse é o único que ficou pobre.
Eu me vejo torcendo pra um negócio que eu não queria que acontecesse, mas eu apostei que vai acontecer, tá ligado? Então... Eu não gosto dessa sensação, mano, você ficar aflito de tipo, porra, se esse lazarento fazer um gol, eu vou ganhar o bolão, tá ligado?
Hoje eu tava indo embora mó feliz do trabalho que eu tava tendo empate de Portugal-Espanha. Eu também tenho um bolão com os meus amigos aqui, eu tô em primeiro. Eu falei, putz, agora eu vou estourar no Norte, né? Porque quase ninguém colocou empate de Espanha e Portugal. Aí a hora que eu tava indo embora do trabalho, gol da Espanha. Eu falei, não acredito, perdi. Mas eu também, eu sou apostador, cara, eu acho que eu não lembro a última vez que eu fiz uma aposta, de verdade.
É, então, na verdade, o que eu acho mais complicado dessas bets aí é que assim, você já sabe que no geral você tem muito mais chance de perder do que de ganhar. Só que com essas plataformas digitais, talvez você nem tenha chance de ganhar, porque não tem como você saber o que eles estão fazendo por trás, principalmente que as empresas se instalam nas ilhas.
Tá falando tipo tigrinho da vida, né? É tipo roleta, tigrinho.
Concordo.
Acabo misturando um pouco as coisas, mas na questão dos jogos, né, que aposta esportiva, né, que o cara aposta nas odds e tal, eles também têm uns truques. Por exemplo, se o cara vê que numa casa as odds estão de um jeito, estão favorecendo, sei lá, o São Paulo, e na outra estão favorecendo Palmeiras, e ele quer jogar nas duas casas ao mesmo tempo para dar uma garantida na aposta, ele pode ser banido por estar fazendo arbitragem. Então até quando o jogador tem um jeito de ser esperto, a casa é mais esperta.
Os caras têm N algoritmos lá na casa também para pegar quem usa desses truquezinhos aí, né?
Aí beleza, não tem maracutaia de roleta, não tem. Mas quando o cara finalmente ganha o prêmio, aí ele vai sacar e a casa fala: você infringiu os nossos termos e excluímos sua conta. Às vezes não tem nem para quem reclamar porque tá nas ilhas caralho lá, empresa, entendeu?
Fora manipulação de resultado que pode acontecer, algumas coisas assim que podem estragar o esporte, né?
Então vamos entrar nisso daí. Aí, porque é um problema muito sério, problema muito sério. Tivemos alguns casos aí no Brasil, né, de casos suspeitos e tal. Vamos falar sobre isso, mas só para trazer alguns números aqui, né, para ilustrar um pouco a nossa conversa. O Banco Central estima que o brasileiro movimenta entre R$20 e R$30 milhões por mês em bets.
Só desculpa, uma correção, fui eu que peguei esse número. Não são R$20, R$30 milhões, são R$20 a R$30 bilhões.
Bilhões, bilhões, exatamente. Foi mal. E olha aqui, esse número aqui é sensacional, porque o que eu vou falar agora, porque quem acompanha futebol sentiu isso no visual, né, que até, sei lá, alguns anos atrás um time ou outro começou a pintar ali com patrocínio de casa de aposta e tal, e de repente acabaram os patrocínios de outros tipos de empresa praticamente, e somente bets patrocinam os times hoje.
É praticamente isso, né.
Então dos 20 clubes da Série A do ano passado, né, 2025, 18 têm casas de aposta como patrocinadores.
Cara, eu tenho uma camisa do Ibis, patrocínio é uma bet.
É absurdo, cara. Eu não sei que time que jogou contra o Palmeiras esses dias, cara, um time um pouco menor, que ele tinha na camisa 3 bets diferentes.
O Catanduva tem bet? Pô, 3 bets diferentes é bom, hein? Aí dá pra você fazer uma arbitragem também, né?
Na mesma camisa, cara, Eu fiquei de cara, falei, que isso, cara? Tão concorrendo com o outro no mesmo lugar, tá ligado?
Ô, Catanduva aqui de time da cidade tem, pô, tem bet no patrocínio. Time do Padre, Padre fazendo patrocínio pra bet.
Tá uma febre. Inclusive, tem, tá rolando uma betização de coisas que não são bet. Comentei isso no programa outro dia, eu fui pedir comida e, ah, faça chutes no gol pra ganhar cupom. Mas não é simplesmente ganhar cupom, você tem lá, ele te dá lá 7 chutes, tá bom que não é igual uma bet, você não comprando os chutes com o seu dinheiro. Você ganhou ali, ou ganha indicando amigo no aplicativo, ou ganha fazendo mais pedidos de comida.
Só que ele sempre te deixa ganhar até a barrinha quase preencher e faltar mais um chutinho para você conseguir ganhar aquele cupom. Aí ou você vai pedir uma outra comida para completar, ou você vai querer indicar amigos para completar. Quando você ganha mais alguns chutes, você fica próximo de completar já a outra barra que o prêmio é maior. Ou seja, ele tá sempre aquela cenoura pendurada na esteira assim, que sempre que você tá tentando morder, tá ligado, aquela imagem, ela tá um pouquinho mais longe.
E eles vão brincando com isso, só que na prática esses cupons não são tão vantajosos. É com consumo mínimo, vence rápido, é só restaurante X ou Y. E quando você vê, você já teve que gastar muito mais em comida do que realmente você ganhou vantagem do desconto para ter aqueles cupons. Ou seja, betizaram os aplicativos de pedir lanche. Videogame, um monte de coisa.
Meu primeiro problema com apostas foi quando eu tava na 7ª série. Aí teve uma excursão pro Butantã. E aí, depois do Butantã, a gente ia no Shopping Morumbi. E aí tinha daqueles fliperamas que você joga a bolinha, a bolinha rampa e ela tem que cair no buraquinho assim. Se ela cai no buraco do centro, ela ganha... Você ganha mais ponto e tal, sabe? Cara, isso foi em 2007, talvez. 2007... Não, 2007 não, 2004. E aí minha mãe me deu R$50 para eu ir na excursão.
Eu gastei os R$50 jogando nisso e eu saí com 2 Nescau Ball e um salgadinho, cara. Eu cheguei em casa, cara, eu cheguei em casa, o mais triste da história. A minha mãe tinha me comprado uma colcha assim de pôr na cama do São Paulo. Eu cheguei, minha mãe tinha arrumado minha cama assim, colocado a colcha do São Paulo mó bonita assim. Olha, filho, que bonita sua coxa do São Paulo. Mamãe, eu perdi R$50 jogando, mãe. Filho, eu te dei R$50, como que você faz isso?
Cara, R$50 era muito dinheiro, velho. 20, 30 anos atrás, eu gastei, sei lá, é tipo eu gastei R$200 num fliperama de aposta, velho.
É bizarro. Você ilustrou bem, porque eu não tenho raiva de ter uma brincadeirinha, um futebol pra ganhar um cupom no aplicativo de comida, não é isso. Eu tenho raiva Não importa o formato que se apresente, de ficar me dando a ideia de que eu tô muito perto de ganhar um prêmio, um dinheiro fácil, um desconto, seja lá o que for, e é só um passinho que falta. Aí você dá aquele passinho, tem mais um passinho. Aí você dá aquele outro passinho, tem mais outro passinho.
Essa cenoura na esteira, é essa a sensação que eu me sinto otário usando o aplicativo, faz isso. Então hoje aparece um anúncio lá no Instagram, a galera sabe qual loja que eu tô falando. Ah, venha ganhar um capinha de celular de graça, tal. Abriu uma roleta, tchau. Se tiver instalado no celular, já desinstalo só de raiva.
O Klaus falou aí de passinho para lá, passinho para cá. É uma boa deixa para a gente falar do caso do Paquetá, né?
Caralho, que gancho! Porra, cara, você foi gênio!
Porque o caso do Paquetá foi simbólico aqui no Brasil, né? Não, não foi exatamente aqui no Brasil, porque a investigação informação correu lá pela Inglaterra porque ele foi acusado de ter, como é que eu posso dizer, manipulado o resultado e tomado cartões, né? O foco foi cartões ali, tomado cartões de propósito para beneficiar algum conhecido, né? Eles começaram a desconfiar disso porque perceberam um volume alto de apostas em cartão amarelo dele nesses jogos específicos que ele de fato tomou cartão amarelo.
E essa essas apostas estariam vindo exatamente da ilha de Paquetá, que é onde ele nasceu.
Olha só que coisa, que coincidência, né?
Aparentemente foi apenas uma coincidência, porque as investigações terminaram e concluíram que ele não pode ser considerado culpado, né?
Ô Sherlock Holmes, vá trabalhar na Lava Jato, Sherlock Holmes! Não tem provas suficientes para culpar.
Exatamente. Então ele é inocente, né? Então temos que tratá-lo como inocente.
Mas ele vem de uma forte tradição de amarelamento? Porque às vezes é isso também.
Não, não. Assim, a gente sabe que existem casos, por exemplo, vamos supor que com 3 cartões amarelos o jogador ele fica fora do próximo jogo, ele toma uma suspensão. O cara já tem 2 e ele sabe que ele vai ficar de fora do próximo jogo para poder descansar, por exemplo, já tem isso combinado com o técnico, porque o jogo depois daquele é mais importante às vezes. Então o cara já entra sabendo que vai tomar um cartão.
Sim.
E aí, o que que pode acontecer? O cara simplesmente falar pra galera dele, falar, ó, tá o jogo, vou tomar um cartão.
Pô, não sabia que existia isso.
Existe. Curioso. Porque assim, você controlar o cara de fazer um gol é muito difícil você conseguir isso, né? Não sei se é, pô, um gol contra, apostar no fulano vai fazer um gol contra, apostar que um time vai ganhar ou perder, tipo, apostar que seu time vai perder perder. Aí você vai, faz N cagadas durante o jogo, é muito difícil, dá muito na cara. Agora, um cartão amarelo é algo que assim, primeiro, na cabeça do cara não muda o resultado do jogo.
Ah, eu tô fazendo isso, não tô mudando o resultado do jogo. E segundo, é algo meio natural de acontecer. Então o cara vai e faz dessa forma, sabe? Teve um jogo do Palmeiras que eu lembro que a galera começou, ah, é bet, é bet, que sai a bola no meio de campo, Gabriel Menino já dá uma bicuda para lateral.
Sim.
E aí a galera começou, ah, Isso aí é bet, que apostaram que ia ter lateral em menos de tantos segundos de jogo. Aí agora a gente vê o PSG fazendo a mesma jogada, né? Toda vez sai do meio de campo, os cara chuta a bola pra lateral.
E pior é que nem era exatamente essa jogada, porque ele chutou a bola muito antes da bandeira de escanteio ali e tal. Era uma outra jogada que ele já tinha feito num jogo anterior, que era pra um cara ter puxado ali. Só que ele foi, ele errou, tá ligado? Ele bateu mal pra caralho na bola. Acusado de estar envolvido em esquema.
Agora várias cagadas que acontece no futebol, a galera fica achando que é bet também, sabe?
Tudo é bet, é paranoia.
Teve o caso do Bruno Henrique também, né, cara? Pelo que eu sei, ele já foi absolvido no STJD, mas acho que ainda tem um processo criminal rolando aí, não tem? Ah, não sei, esses tempos e tal. Provavelmente não vai dar nada, ele foi absolvido no STJD, mas também a mesma coisa, né? Tinha lá conversas dele com conhecidos, eu não sei se era irmão, se era primo, é dando a entender que ele tomaria cartão no jogo contra o Santos. E de fato ele tomou.
Não, foi abertamente essa assim, ele fala pro cara, ele fala, eu vou tomar um cartão contra o Santos. E tem a gravação disso, dele falando isso pro cara. O que que a defesa dele alegou é que primeiro o benefício do jogo era muito pequeno perto do patrimônio do Bruno Então não faria sentido o Bruno Henrique estar manipulando o resultado para ter um benefício tão pequeno perto do patrimônio que ele já tem. E segundo, que foi uma meio que uma ordem do Flamengo que ele tomasse o cartão.
Então a conversa que ele tava tendo não era uma conversa em prol com essa finalidade, era uma conversa normal que ele tava tendo.
É muito complicado realmente, você teria que pegar uma conversa do cara combinando algo com essa finalidade clara e tal, vai ser difícil, né, isso daí. Agora, eu acho que quando isso acontecer, se pegar alguém nisso, eu acho que a pena tem que ser exemplar, cara. Porque eu realmente acho que isso pode acabar com futebol e com outros esportes. Eu realmente acho que isso aí pode fazer as pessoas perderem o interesse pelo esporte, pensar que tá todo mundo envolvido no esquemão, sabe?
É pensar que alguém tá tirando um por fora. Eu acho que isso tem que ser tratado com muita seriedade. Eu não tô dizendo que é o caso do Bruno Henrique ou do Paquetá, que não tive acesso aos autos, né, pra saber.
Quem somos nós pra julgá-los?
Quem somos nós? Eu não sou a favor, tipo assim, ah, ficou comprovado que o cara errou, dá 2 meses de gancho pra ele. Não, cara, tem que ser exemplar, tem que expulsar o cara do futebol, tem que ficar 5 anos fora, sei lá.
A gente teve caso de cara que foi expulso do futebol brasileiro e foi jogar, tipo, na Turquia. Pô, tem que inoperar. Não pode, cara, não pode fazer isso.
A FIFA tem que fazer algo, né?
É, cara. Pô, você lembra do Campeonato Brasileiro de 2005? É o campeonato brasileiro mais manchado da história. Pra quem não conhece a história, o Campeonato de 2005, 11 jogos foram anulados e refizeram os jogos por causa de esquema de aposta, que tinha juiz que tava sendo comprado.
Caraca, cara.
Esses 11 jogos que voltaram, até hoje tem a polêmica do jogo lá do Corinthians e Internacional, né, que o Inter poderia ter sido campeão. Acho que esse jogo não foi um jogo que voltou, mas quando voltaram esses 11 jogos, o time que mais se beneficiou de ter voltado os jogos foi o Corinthians, que fez ponto suficiente para ser campeão brasileiro.
Isso.
Então, porra, isso estraga o campeonato até hoje.
Até hoje esse é o ponto. É, exatamente.
Apesar da— eu acho que a CBF até fez o certo de ter voltado os 11 jogos, que onde que houve comprovação de manipulação. Só que fica um papo do que, ah, voltou os 11 jogos para o Corinthians ser campeão. Na boca do povo é isso.
Até porque teve alguns jogos que, tipo, tinha manipulação, a manipulação era para tal time perder, mas ele não conseguiu fazer o time perder e o outro ganhou.
É verdade, teve esse caso mesmo assim.
Então tem todas essas nuances, né?
Tem um que o Edmundo acaba com o jogo, o Edmundo acaba com o jogo, e era, pô, acho que é da época do Figueirense, era Figueirense. E aí tem o áudio do Edilson, que era o árbitro da época. Pô, você quer que eu faça o quê? O mundo acabou com o jogo, cara.
Cara, que toca de coelho que é essa parada, velho. Não fazia ideia que tinha ainda essa.
Quem é o culpado dessa maracutaia? Um outro ponto que a gente não falou é também do jogador de futebol que se vicia em apostas. A gente teve alguns casos desses na Europa. Um deles é o Tonali, que é um jogador italiano que tava no Newcastle. Hoje eu vi que ele foi contratado pelo Tottenham. E ele é um prodígio da Itália, era assim o próximo Pirlo, né? Não, não vai ser o próximo Pirlo, mas é um bom jogador italiano e tal. É viciado em aposta, cara.
Ele ficou fora, ele foi suspenso, ele ficou acho que 6 meses sem jogar e ele teve teve que fazer uma reabilitação, passar por psiquiatra e tudo mais. E tinha também um problema dele não poder tomar medicação adequada pra tratar esse tipo de situação, porque senão ele cairia no doping lá na frente. Então, pô, é embaçadíssimo você pensar nisso, cara, que os caras que estão praticando esporte também podem estar viciados em apostas.
E como você vai garantir que esse cara não vai fazer alguma coisa pra se beneficiar, tá ligado? Ou um amigo, ou o que for.
O jogador é proibido, né, de apostar. Se ele for, se ele pegar apostando, ele toma lá as punições, né? Mas como que você controla, pô? É muito difícil, ainda mais a raça jogador de futebol gosta de fazer uma coisa errada. Muito difícil de controlar.
É, cara, eu tô surpreso que realmente não, eu sempre parei para pensar no lado da pessoa que não entende direito o que tá fazendo, é iludida, parecendo sempre tá perto de ganhar. E perde tudo, mas nunca pensei no lado do esporte, né? Fica atravessado por essas...
Você que tava mais por dentro aí, você chegou a alguma conclusão do que que você acha que foi esse movimento contra a KZTV aí? Se teve o fato assim de ele estar incomodando a Globo ou se realmente eles estavam fazendo práticas erradas? Porque assim, beleza, acho que eles estavam fazendo algumas práticas que eu, por exemplo, Odeio. Eu achei que teve um movimento meio acima do tom aí, assim, de parlamentares se manifestando de uma forma como se o problema fosse a BEAC, não a forma que eles estão apresentando.
Eu não tô muito por dentro não. Eu acho que esse negócio de misturar discussão é sempre assim. Quando teve o negócio de regular a internet, foi assim também, de Telegram, Discord, não sei o quê. Confunde o que está discutindo, o mérito do que está sendo feito, culpa de quem cometeu o crime ou se a culpa é da ferramenta. Sempre vira esse bolo de ruído, né? Pra eu estar por dentro mesmo, eu teria que ver como que a Globo anuncia bets, se é tão diferente assim do Cazé, o que eu não sei.
O que eu sei é que o Cazé pisou na linha, né, misturando a emoção do jogo ali, sugerindo umas odds, né, dando a entender que o momento era bom pra apostar. E você não pode fazer isso, você tem que fazer o disclaimer do momento da propaganda, que você percebe claramente o que é narração, o que é propaganda, não ir enfiando ali.
Eu acho que então durante jogo, o tom tem que ser tipo, ó, pessoal, X-Bet tá com uma odd de tanto para tal coisa. A Kazé já levava num tom de tipo, ó, a odd é isso aqui para isso aqui, hein, impossível não bater, não tem como, não tem como, tá muito fácil, sabe? Acho que ele é bom, né? Tá boa a odd, tá, sabe? Acho que ele ia para esse lado assim.
Então aí pisou na linha. Então não acho que seja só perseguição. Agora é aquilo, talvez exista sim uma leniência com imprensa tradicional quando pisa na linha e seja outro tratamento para o cara que é o cara da internet, sabe? Porque tô falando totalmente especulando, viu? Não sei nenhum fato, mas assim, a imprensa tem uma relação longeva, ela nasceu, é um setor regulado, né? O espectro, o UHF, VHF, tipo, o governo criou a televisão aberta.
Então você tem 50 anos de relação próxima onde o governo é praticamente o chefe da televisão aberta. Inclusive todas as emissoras têm programação parecida, o jornalzinho à noite e tal, em vez de ter tipo um canal só sobre tubarão igual é nos Estados Unidos, justamente porque aqui no Brasil foi regulamentado assim, tem que ter uma cota disso, uma cota daquilo. Essa velha imprensa que tem uma relação próxima do governo e tal, muito provavelmente não recebe o tratamento de igual para igual com a empresa nova que tá sendo pedra no sapato.
Então eu não duvido que exista assim um rigor da lei maior ou algo assim, mas não significa que os caras são inocentes e estão apanhando de graça. Certamente. Isso fica um pouco no meio, entre as duas coisas aí, que vira um rolê meio taxista contra Uber, né?
Quando acontece isso, né? O taxista reclamando do Uber e o Uber reclamando do taxista.
É claro que a televisão, eles têm mais contatos onde interessa, eles têm mais facilidade de apontar o dedo, de acionar as autoridades e tal, e de se blindar também. Eu não tenho nenhuma dúvida disso também. O caso é pisou na linha mesmo, cara. Não é assim, ah, todo todo mundo anuncia bet, tá? Ele não tava fazendo igual todo mundo em algum momento. E no entanto, eles pisaram no freio, né, depois.
É, mudou, mudou. E tá certo, tá certo. Por mim não teria, mas a gente, como a gente viu aqui, os números são gigantescos, cara. E se, por exemplo, amanhã baixar um decreto que não pode ter patrocínio de bet nem nas transmissões e nem nos clubes, acabou as transmissões. Então Essa é minha grande preocupação, tá ligado? Porque é um mercado que agora tá quente, agora não sei o quê, mas eu não sei quais serão as consequências disso não, cara.
Acho que os patrocínios estão um pouco inflados por causa disso, eu acho que tá movimentando muita grana, isso pode desestabilizar alguns setores do consumo, do comércio, e lá na frente eu não sei o que vai acontecer, cara. Não sei o que vai acontecer.
Queria trazer um dado aqui, Caio, que a gente vê as bets em muitos times de futebol E aí a gente se pergunta, porra, como que esses caras têm tanto dinheiro para patrocinar tanto clube? Pelo levantamento que a gente fez aqui, os patrocínios que eles fazem nos clubes de futebol são menos de 1% do valor gasto pelo brasileiro na bet. Meu Deus, é menos de 1%! Então é muita grana mesmo que rola, é muita grana. Porque a gente falou 20, entre 20 e 30 milhões, por bilhões por mês.
Faz a conta aí, cara, são de 240 a 360 bilhões gastos por ano. Em bets. É, meu amigo, é muita coisa.
É isso aí.
Então é isso, galera, jogue com responsabilidade. E se puder, não jogue, deixe que os jogadores jogam e você assiste. Esse é o meu conselho.
Ao invés de jogar, assina aqui o Dois Empregos.
É, exatamente, exatamente.
Isso, aposta em nós, que nós estamos aí há 6 anos colocando episódios no ar, certo? Exato, nós somos uma aposta mais garantida, uma aposta mais segura.
Estamos aí toda semana. E se você gostou do Fute da Firma, apoie também o Dois Empregos, porque só assim que o fute pode continuar aqui no seu feed, né? Quem sabe aí ao fim da Copa a gente não continua trazendo esse tema do futebol e outros temas adjacentes, não é isso? Recados finais?
É isso. Bom, Caio, só complementando o que você falou, é doisempregos.com. .com.br, quem quiser apoiar.
Meu recado final é para quem tá me ouvindo aqui, tá gostando da minha participação, para me apoiar lá no Quase Embolotei, ouvir o meu podcast. Ficarei muito feliz se vocês passarem por lá. É meu podcast que eu faço junto com a minha esposa, com a Rafa Longuine, onde a gente fala de tudo que é coisa. Inclusive, o último episódio que a gente gravou, o Klaus participou. Talvez já deva ter saído o episódio. E a dica que eu dou para vocês é joguem no Macaco, joga no raiz, que é o jogo do bicho.
Algum recado, Claus, ou encerramos?
Rapaz, assim como o Brasil na Copa, encerramos.
Que triste, fechou com chave de bosta.
Puta merda, você lembrou, você lembrou.
É isso, galera.
Ao contrário do Brasil, que só volta daqui 4 anos, nós voltaremos, se não semana que vem, em algum dia próximo aí. Estaremos no seu feed.
Igual nós também igual o Brasil caiu, eu vi umas manchetes falando assim: com derrota na Copa, futuro da seleção é incerto. Eu pensei: não, como assim é incerto? Para mim é certo, é um fracasso. Tá bom, então o futuro do Food da Firma é incerto.
É isso aí, grande abraço, valeu, até a próxima, abraço, até, falou!