Episódios de Dois Empregos

#269 - Fuga do MANICÔMIO

30 de março de 202644min
0:00 / 44:21

Num estranho centro de reabilitação, um interno vivia tentando fugir por um caminho perigoso. 🏃‍♂️🌳 O tutor de um aluno agressivo enfrenta caos da escola pública sem ser levado a sério enquanto na particular um professor finge dar aula pra segurar o emprego! Neste #MomentoMárcioCanuto, tretas, crianças em surto por joguinhos, adultos em surto por churrasco e muito mais! Sobe o som e desce o play  🔊🔥
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🎙️Edição: Silas Ravani | Comercial: contato@klausaires.com

 

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Participantes neste episódio1
K

Klaus

Co-hostEditor
Assuntos4
  • Exploração infantil digitalRoblox · jogos digitais
  • Bet Educardificuldades na sala de aula · educação inclusiva
  • Historias de Workplaceexperiências de trabalho · relatos de emprego
  • Resolucao de Conflitosbrigas em ambientes de trabalho · conflitos com usuários de drogas
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Não preciso trabalhar, meu marido tem dois entretes.

Olá, empregados e desempregados da nossa grande nação brasileira. Começa mais um programa Dois Empregos. Eu sou o Klaus Aires e estou aqui, como sempre, com o meu amigo Caio. Olá, Klaus. Olá, queridos ouvintes. Estamos aqui mais uma vez, como toda semana, Klaus, para tentar tirar um pequeno sorriso do ouvinte. Já estaremos satisfeitos se tirarmos sorrisos deles.

Com certeza, Caião, com certeza. Então, antes de irmos aí para mais um Momento Março Canuto, eu quero aqui tirar um sorriso da galera com as promoções da Basicamente, hein, Caião? Boa, boa, boa. É, roupa tecnológica. A gente está falando de roupa básica, de qualidade, com diversas propriedades mágicas.

Exatamente, meu querido. Se você é daqueles que não cansa, que já está esgotado de ficar lavando roupa, vendo suas roupas desbotarem, vendo a qualidade das suas roupas caírem a cada lavagem, você precisa conhecer...

As roupas da basicamente que possuem propriedades tecnológicas que não amassam, não desbotam, não desgastam nas lavagens, né? Como outras que a gente vê por aí. Então, dê uma chance para as roupas tecnológicas, né, Cláudio? Exato, Caião. Ainda mais agora nesse calorão, hein? Uma camiseta modal que é respirável, né? Deliciante, desamassa no corpo ali. E tem a modal premium também, que é mais grossinha, tem uma costura especial com excelentes...

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Ou combinar o nosso frete grátis com um cupom diferente que já está lá no site. Enfim, fazer o melhor carrinho aí para você, porque é uso ilimitado. Esse cupom você usa quantas vezes você quiser em qualquer carrinho, hein, Caio? É isso, meu amigo. Então, aproveite. Para você que já conhece, aposto que vai usar aí para comprar mais peças. E para você que não conhece, dê uma chance. Dê uma chance, porque geralmente a camiseta tecnológica, principalmente, ela surpreende demais aquele que nunca viu, viu?

Na verdade é que há anos vocês ouvem a gente falar toda semana aqui, basicamente, no programa. Então eu peço a você que ainda não deu essa moral, simule um carrinho, vai lá sem compromisso, aplica cupom, imagine só. Faça esse exercício aí, eu acho que você pode acabar gostando de alguma opção, hein? É verdade. Então é isso, link na descrição, cupons também. E bora lá, Caião, que é hora do... Dois Empregos, orgulhosamente apresenta...

Momento Marcio Caldo! Ei!

Eita, que alegria, que alegria. É ele. E a primeira história aqui, Caião, é do tutor do demônio. Que isso, cara. É, ele diz... Olá, Neymar e Messi do Barcelona, do podcast. Como vocês estão? Tudo bem. Com essa moral toda, Caião? É, eu não sei, viu, Klaus? Acho que não é pra tanto, assim, também. Vamos ser mais humildes, né? É, acho que não, acho que não.

E aí, Silas, tudo very good? Irineu! Eu tenho várias histórias de churrasco, histórias de cozinha também, afinal, sou formado em gastronomia. Olha só, hein? Olha só, rapaz. Praticamente um jacã brasileiro. Ele fala, já trabalhei em cozinha, já vi de tudo, desde ver cozinheira dando para o rapaz da limpeza. Eita, rapaz, não é esse tipo de comida?

Que a gente espera que esteja acontecendo, né? Tá certo. Até o professor comendo aluno pra aumentar a nota dele. Que isso, cara? Que isso, rapaz? Que que é isso? Mas isso será que é do curso de gastronomia? Eu não sei. O professor entra com a mandioca e o aluno... Mas não é o tipo de história que a gente quer ouvir aí dos restaurantes, né, Klaus? Dos churrascos e tal. Porém, se forem essas, também serão bem-vindas. Então mande mesmo. Pois é.

Ele fala, mas hoje eu vim contar outra parada. Eu vim contar a história do que o diabo trabalha para que as crianças joguem Roblox. O que é isso? O diabo trabalha para que as crianças joguem Roblox. Sabe que eu demorei para descobrir na minha vida exatamente o que é Roblox. Eu não descobri até hoje. Não é bem um joguinho.

Ele é tipo um microblog, assim, quase que... Não chega a ser uma rede social também, mas é uma galeria de joguinhos que todo mundo que entra lá também pode criar. Ah, tá. Os joguinhos que estão mais populares vão ficando no topo ali em destaque para a garotada. Então, a galera entra desde para aprender a programar...

Até para os absurdos que a gente já viu nas reportagens, né? É meio que um ecossistema próprio a parada ali, mas vamos ver qual que é. Que doideira, né? Você sabe que eu estou naquela fase, Klaus? Porque quando a gente é jovem, eu tinha muito a impressão de que eu seria um velho antenado, tá ligado? Só de falar antenado, você já vê que é velho, né? Sim.

Eu via os velhos da nossa infância e eu falava assim, porra, mas não é possível que esse cara não sabe como é que usa o Facebook, tá ligado? Como assim ele não se atualizou nesse tanto? Então eu achava que eu ia ser um velho atualizado. E eu nem tô tão velho assim e já tô completamente por fora de tudo, cara, de tudo. Isso simplesmente não me interessa mais, tá ligado? É, eu também me sinto assim às vezes, cara. Esses dias eu vi no Twitter, alguém postou um corte de um vídeo que era uma propaganda do começo dos anos 2000 falando assim... E eu...

Eu vou aqui falar de coisas que só vai entender quem tem menos de 30. Vamos conversar sobre torpedo. Começa, tá ligado? Sobre torpedo, chat online, não sei o quê. E eu pensando, cara, isso envelheceu de tal forma que hoje quem tem menos de 30 não entende. É só a gente que tem mais de 30 que sabe que era um torpedo, tá ligado? Torpedo, cara.

Ai, ai. Maravilhoso. Mas enfim, né? Aí ele diz aqui, eu trabalhei como tutor de aluno atípico. Aluno atípico é que tem autismo ou algum tipo de problema dessa natureza, né, Klaus? Acho que é isso, né? Acho que sim, né? Que o pessoal chama aí de neurodivergente, né? É, acho que é isso.

Aí ele diz, aqui no Maranhão, em vez de pensarem, vamos colocar esses alunos numa sala menor, com mais atenção e mais cuidado e apoio. Não, fazem o seguinte, pegam uma sala com 32 alunos, jogam o aluno atípico lá dentro e dizem que se vira. Os alunos considerados típicos avançam, acompanham e aprendem. E o aluno atípico, se ele não aprender, o problema é seu. Se ele não evolui, a culpa é sua. Ah, no caso do professor, né? Ah, do tutor, né?

E se der merda, o tutor que se foda. Cada aluno tem que ter um tutor. Não pode ser um para dois. Ou seja, uma sala que tem 11 dos 32 alunos e bota 11 tutores e um professor. Ele está falando que deveria ser assim. É, não, mas é assim. Tem que ter um tutor por aluno. Que seja atípico. Então, se tiver... É, o que ele quis dizer... Se tiver 11 e são... São 11 tutores e o professor. A sala fica lotada mesmo e vamos que vamos.

Aí ele diz, fechando a conta em 44 pessoas dentro de uma sala com ar-condicionado. Pelo menos tem o ar-condicionado, hein? Eu fiquei responsável por um dos alunos mais violentos da cidade. Antes de mim já tinham passado cinco tutores em um único ano. Cinco pessoas que desistiram. Caramba, velho. E a mãe achava que o mundo girava em torno do filho. E em vez de ajudar...

atrapalhava. O menino não dormia direito, não tinha rotina, não fazia atividades. Eu mandava tarefa e avisava no WhatsApp. Olha, ele tá levando atividade, tenta ajudar ele em casa, não trabalha em dupla e absolutamente nada. Até que um dia o moleque chega pra mim e diz

Tio, me dá teu celular para eu jogar Roblox. Eu disse não. Expliquei com calma que o celular é meu, não é um brinquedo e eu não ia dar. Ele insistiu. Disse que já tinha me visto jogando futebol no celular. Eu jogo nos intervalos porque é o meu intervalo e o único horário que os monitores que passam o dia no celular só olham na hora do recreio dos alunos. Acho que ele está dizendo aqui, né? O intervalo dele é quando os outros dão trégua do celular. Aquela meia horinha que ele pode ficar.

Expliquei que aquilo não era jogo, que eu praticava um esporte. Olha o Big Air. Ele foi na diretoria reclamar. A diretora brigou comigo porque eu não dei o celular pra ele jogar Roblox. Que isso, cara? Ô, bicho. Não, mas peraí. Ah, mas agora até criaram lei pra tentar exigir documento pro moleque jogar. Você vai emprestar o celular de outra pessoa pra jogar? É por isso que eu não acredito que lei resolve as paradas. De que adianta botar mil exigências de documento e de facial num aplicativo se algum adulto vai dar o aplicativo logado na mão da criança?

Antes fosse Roblox, os adultos deixam o celular logado em todo tipo de coisa que eles escondem da esposa, mas dá o celular na mão do filho, tá ligado? Aí, cara, não tem lei que resolva, pai e mãe, negligente, né? Pois é, e eu fiquei surpreso aqui da diretora ter brigado com o tutor porque não deu o celular pro moleque, cara. Que isso? Exato, cara. Porque dá a impressão que assim, por ele ter essa neurodivergência aí, né? Ele não pode ser contrariado em nada, né? Mas aí não sei se é o melhor pra ele não, né, cara? Não parece, né, cara?

Aí ele diz aqui, pouco tempo depois o inferno começou. O moleque entra em surto, surto pesado. A própria secretaria de educação tinha orientado. Quando ele entrar em surto, isola. Ele é agressivo, vai tentar te bater e bater nos outros. Beleza, rapaz. Isolei o menino dentro da sala, organizei as cadeiras, tentei acalmar e falei, bora fazer uns garranchos, desenhar. Ele me chamou de filha da puta e mandou tomar no cu, cara.

Nossa, cara. O moleque é o Eric Cartman, né? Do South Park. Disse, vai te fuder. E eu continuei tentando manter a calma. Do nada, ele pega o caderno e taca na minha cara. Levanta, pega uma cadeira e arremessa. Nossa, cara. O moleque é o da T, né? Cara, é difícil lidar, hein, bicho. É complicado, hein? É difícil, é difícil. Não é fácil não, bicho.

Bom, eu não sei nada sobre a criança, né? Não posso julgar, mas pelo contexto que ele está dando, dá até dúvida até onde que termina o surto e começa a coisa da mãe ter acostumado a recompensar a agressividade. Ele vai ficar agressivo, eu faço tudo o que ele quer. Aí até uma criança que não é neurodivergente fica agressiva se o padrão for estabelecido dessa forma, né? É sempre complicado a gente ficar julgando pai e mãe aqui, a gente não sabe qual é a condição da pessoa que está criando a criança e tal. É sempre complicado, né? Mas...

Pô, o pai e a mãe tem obrigações ali, né? Principalmente quando o seu filho tem algumas necessidades diferentes, né? De lidar com isso de uma forma diferente, né? Porque ele necessita de cuidados especiais. Tem a obrigação de fazer qualquer pai. Mãe tem a obrigação de fazer coisas que os filhos não gostam, né? Isso.

Pois é, e aqui, o que a gente tá vendo aqui é que parece que não só os pais não faziam, como até a escola, né, cara? Parecia pecar nesse sentido. É, porque posso estar errado, cara. Eu sei que tem criança que tem o surto e não tem nada a ver com a qualidade da educação, nem nada. Mas aqui, a impressão que passa é que todo mundo jogou pro tablet criar, tá ligado? É.

Vai agravando a situação, poderia ser um pouco mais amena. Essa cadeira foi parar na porta e bateu direto na cara da professora que estava entrando na sala, porque estava vindo do banheiro naquele momento. Caraca, cara. Ela que passa mais tempo cagando do que dando aula, aquela f...

Ele tá muito pistola aqui. Ele tá pistolás, cara. Eu tô tentando nem ler todos os palavrões, porque eu não sei como que o Spotify trata o episódio. Ali acabou qualquer conversa. Eu segurei ele como um policial seguro, um traficante. Caraca, velho. Com as duas mãos pra trás, o corpo travado, perna firme por meio da cintura. E vou falar uma coisa, a força do moleque não era normal. Eu segurei ele não pra machucar, mas porque ele queria bater a porta.

própria cabeça na parede, queria se machucar e machucar os outros. É, perigoso, cara. Ele gritava, se debatia e xingava todo mundo. Nisso chega a diretora gritando. Que coisa é essa? Que gritaria é essa? Eu disse, ele tá em surto. Se eu soltar, vai bater em mim e nos outros. Passou uma aluna perto, ele ainda conseguiu dar um chute e a perna da menina ficou roxa. Cara, mas nota-se que a escola não tá nem um pouco preparada também pra lidar com a...

com a situação, né cara? Então, eu não sei qual é a solução aí, viu Klaus? Olhando assim, o cara tá escrevendo, me parece ser o caso de chamar o médico, equipe preparada. Ou o Felca, de fato.

Aí ele diz, eu não vou soltar enquanto a mãe não chegar. E ela respondeu, solta agora, sou eu que mando aqui. Caraca, cara. Nossa, mãe, que seduço. Os caras põem o cara entre a cruz e a espada também, né? É. Caramba. Eu disse, a senhora vai se fuder. Ele já...

Ele já tinha perdido a burra, né, cara? Porque a situação dele ali não dá fácil também. Birra de criança, ele entende, né? Tipo, a criança tem uma condição ali. Agora, birra de adulto, ele já não tem a mesma paciência, né? É. A senhora vai se fuder, porque se eu soltar ele, ele vai pra senhora da senhora. E a senhora não vai conseguir se defender. É, ele tá avisando.

que ela vai se fuder, né? Ele não mandou ela se fuder. Ah, ele não mandou. Eu achei que ele tinha mandado. Não, não. A senhora vai se fuder. Ele está tentando alertar. Ela disse, solta ou perde o teu emprego. Ixi, eu tenho boleto para pagar. Soltei. No segundo em que soltei, o moleque veio para cima de mim com um lápis tentando me furar. Caraca, cara. Só grava a história. Daqui a pouco ele tira um rebote.

Devolve aqui. Não, daqui a pouco ele vai pedir uma arma e a escola vai falar, não, por favor, dê a arma na mão dele. Dá a arma para o menino, você não vê que ele precisa. Ele vai ficar melhor se você der a arma. Arranquei o lápis na mão dele, fui retirado da sala. Do lado de fora, pelo vidro, eu vi tudo. A diretora tentou abraçar o menino. Ele pegou uma chinela e tacou na cara dela.

Meu Deus. Rapaz, é a primeira vez que eu vejo a criança dar a chinelada no adulto e ter razão, tá ligado? Eu acho que ela mereceu essa chinelada aí. É verdade. Chamaram o bombeiro. O bombeiro tentou segurar ele do mesmo jeito que eu tinha segurado.

Resultado, o moleque mordeu o cara, arrancou pedaço de pele, que isso. Minutos depois, a mãe chegou e entregou o celular com o Roblox. O menino ficou calmo e andou normal, como se nada tivesse acontecido. Meu Deus. Puta merda, cara. Rapaz.

psicólogos, eu tô muito errado, as minhas impressões aqui, eu estou me precipitando, vocês comentem aí, vocês que, pedagogos, psicólogos, galera que entende de criançada aí, me corrijam, por favor. Ajuda a nós aí nos comentários, por favor, porque somos leigos, né, Cláudio, somos leigos, mas assim, olhando, não sei se...

Tá certo isso aqui não, cara. Eu não sei se tá certo não. Eu tô achando bem estranho. Duas semanas depois, veio o menino me pedindo celular. E eu, como um bom tutor, disse não. E sabe o que deu? Outro surto. Só que dessa vez foi só eu e o moleque. A diretora não veio. Eu saí do trampo tem alguns meses. Hoje trabalho como churrasqueiro. Tenho muita história de churrasco pra contar. E também família doida, gente bêbada, confusão e loucura.

E é isso, cara, ele termina aqui. Mas já sabemos que não importa o surto, o garoto acabava conseguindo ali o seu Roblox. Só mesmo o Felca na causa para conseguir tirar o Roblox da mão do menino. Se bem que eu não sei se é verdade, cara, eu vi no meu feed que agora pediram confirmação de idade facial, né? O moleque pintando a barba na cara com canetinha e conseguindo passar na facial do Roblox. Não sei se é verdade, mas eu vi esse vídeo por aí. E...

É, então, é complicado porque aí esse moleque aqui, por exemplo, quando ele não conseguir acessar o Roblox aí por causa do Felca, ele vai surtar com quem, né? Quem que vai resolver o surto dele aí? Vai ter que realmente chamar o Felca, não vai ter como. Cara, eu sou tiozão também, não sou antenado, como você diz, cara. Antenado é bom.

Mas eu tenho certeza de uma coisa. Se você é pai, mãe, aí está confiando... Não, mas tal joguinho é seguro porque tem lá um controle parental. O controle parental é você. Se você não olhar o que a criança está fazendo, não adianta você confiar em empresa, confiar no governo, confiar na lei, confiar num outro negócio terceiro que você instalou. Você tem que dar aquela conferida. Até porque as crianças são mais espécies que nós.

Eles sabem mentir idade. Eles sabem... Ah, mas meu filho é boozinho. Nenhum filho é boozinho. Eu sei porque eu fui o filho boozinho.

Nenhum filho é 100% bonzinho. É verdade. Tomem cuidado aí, galera. Não existe isso. Não existe, cara. É uma criança. É uma criança. Se ele soubesse fazer boas escolhas, ele não precisava de um adulto legalmente responsável por ele. Ele estava fazendo o imposto de renda e ganhando dinheiro em março. Exatamente.

Exatamente. É, deixa seu filho escolher o que ele vai comer, por exemplo. É. E aí você já vê se ele vai fazer uma escolha equilibrada, balanceada, né? É. Provavelmente não, né? Então, por aí você já vê que ele precisa da sua ajuda, né? Vai comer traquinas de morango e terra e vai pegar uma toxoplasmose e você vai tentar dar um abraço para curar, né? É isso. Então é isso. Siga dicas de como educar seus filhos com o Klaus e o Caio. Pessoas que não têm filhos.

Dois não pais, né? Maravilha. É isso aí. Quando eu for pai, eu volto pra contar os nossos fracassos aqui. Se isso envelheceu bem, né? Tá certo. Beleza, bora pra próxima, então. Bora pra próxima. Vamos lá.

Quem mandou foi a Maria Bethânia de biquíni. Ô, beleza. Nossa, rapaz, que visão. Começou bem já. Ela diz o seguinte, ó. Bom dia, Adriano, Adriano e Adrianinho Júnior. Aqui é a Maria Bethânia de biquíni. E hoje vim contar a história engraçada e desgraçada do meu ex-trabalho. Graças a Deus.

Eu trabalhava pro cara mais instável e maluco que eu já conheci na vida. E olha que o trabalho já era satânico por si só. Vocês vão entender já já. Pra quem não sabe... Bom, ninguém sabe, né? Então é bom... Ninguém te conhece, né? Pra quem não sabe...

Eu trabalhava em uma imobiliária que estava fazendo um reúrbio, que é uma forma de regularizar núcleos residenciais irregulares, ou seja, áreas de invasão. Ah, então eles pegavam lá um lugar que foi invadido e tal, e tentava regularizar. Eu acho que é isso, né? Cara, eu não sabia nem que... Eu trabalhei muitos anos em imobiliário, eu não sabia nem que isso era um trabalho feito por imobiliário. Pois é, eu também não. Enfim...

Só por aí vocês já devem imaginar como a vibe é boa, né? Presenciei muito tiro pro alto só porque os moradores não queriam que regularizasse os imóveis deles. Hum, rapaz. Os ânimos se acirram nessa hora aí, realmente.

É difícil. E como vocês bem sabem, remédio pra louco é um louco e meio. Se você não fosse movido a peido, não se sustentava muito tempo no lugar daqueles não. Pra vocês terem uma noção, eu tinha um pedaço de pau de um metro e meio do lado da mesa, só pra caso precisasse.

Meu Deus! É o famoso diálogo, né, Caio? Aquele taco de baseball escrito diálogo. Vamos resolvendo o diálogo. Aí ela fala, o caos de hoje foi um dia que meu patrão me ligou falando que identificou uma invasão nova no loteamento. Um homem que já tinha uma casa lá estava cercando o lote vizinho dele e que era necessário tirar uma foto para mandar para o advogado da empresa entrar com um processo contra a invasão.

Como eu era uma mera auxiliar administrativa, alguém tirava a foto e me enviava pra eu fazer os trâmites com o advogado, né? Porém, o encarregado de campo foi ao terreno, discutiu com o senhor que estava cercando o terreno e foi afugentado porque o véio simplesmente deu tiro pro alto gritando pra ele ir embora. E que se tirasse alguma foto, os tiros iam ser no cu dele.

Pô, rapaz. Eu acho que ele deu um bom motivo pro cara ir embora. Pois é, bicho. É um duro, é exatamente isso que eu fico pensando. Como que, velho, começa a resolver essa questão de advogado? Se o cara tá armado, cercando um terreno que não é dele, sabe? Você vai começar o diálogo por onde? Quem que vai intimar o cara, entendeu? É, em algum momento vai ter que envolver a polícia. É, vai ter que ser polícia.

Vai chegar um oficial de justiça pra intimar o cara lá, o cara vai botar um oficial pra correr, né, cara? Pois é. É, vai precisar do reforço policial, não vai ter como, cara. Aí ela fala, aí o encarregado veio me contar isso. Aí eu falei, ok, eu vou tentar. Ih, rapaz, ela foi tentar tirar a foto, é isso, né? Cheguei lá e quando já tava tirando a foto, o homem veio brabíssimo falando.

E que você tá tirando foto aí? E eu aproveitei a minha cara de boa moça e inocente e disse, Moço, desculpa. É que eu tava passando aqui essa semana e vi essa roseira linda no seu portão. E tava falando pra minha mãe sobre ela. E ela pediu pra eu tirar uma foto pra ela ver. Desculpa, só tava tirando uma foto porque eu achei muito linda mesmo. Capaz.

Olha só, cara. Mas aí ele usou realmente da psicologia, né? Da engenharia social ali. De repente ela... O cara... Não, eu tô fazendo um registro aqui e tal, velho. Mas uma jovem interessada em jardinagem, né? É, pô. Pô, falou da mãe, né, cara? Falou, pô, eu falei pra minha mãe, eu quero mostrar uma foto pra ela. É, realmente... Amoleceu o coração do velho, né, cara?

Aí ela falou aqui, ó, o véio mudou na hora comigo. Ó, minha querida, se quiser uma mudinha, eu até te dou. Que maravilhoso. Falei, nossa, eu quero sim, é tão bonita. Ganhei a mudinha, tomei suco na casa do véio e ainda tirei a foto. Olha só. Maravilhoso, cara. Pô, parabéns, que tato, hein? Maravilhoso. A próxima vez que alguém quiser colher uma florzinha lá no terreno dele, ele vai descer a porrada também. Você complicou.

complicou a situação da outra pessoa, hein? É bom você não passar lá de novo, não, né, cara? É, e é verdade. Deve ter chegado depois a intimação pro cara lá, e aí talvez ele tenha ligado os pontos aí, o cara tem arma, hein? Será? Pois é, rapaz, que medo. Como que você teria resolvido isso, Caião? Rapaz, eu certamente não teria tido esse tato aqui que a mulher teve aqui, cara, que o nosso ouvinte teve, porque... Uma solução que eu imagino é falar pro Ben Mendes que o velho me vendeu alguma coisa sem nota. É, é.

Quem que é o Ben Mendes, seu Cláudio? Explica pra audiência. O Ben Mendes é um novo Celso Somano que apareceu aí agora, né? Sim, é o 2.0. 2.0, é. Ele é mais jovem, mais forte, dá voador em gerente de loja, é brabo.

Ai, sacanagem, sacanagem. Ele tá sempre envolvido aí em confusões. Eu não sei se ele agrediu ou se ele foi agredido. Eu sei que já tem uns dois vídeos na internet dele metido com porradaria com a galera. As coisas chegam às vias de fato com facilidade ali com ele, né, cara? É.

O Celso, a gente fala muito do Celso Russomano, mas ele tem uma habilidade muito admirável de não deixar a coisa extrapolar o limite do aceitável, entendeu? É. Ele consegue contornar a situação, às vezes ameaçando de prender o cara, às vezes ameaçando de prender o cara, mas ele contorna a situação para não chegar às vias de fato. Isso ele faz muito bem, cara. Já o Ben Mendes, cara, eu já vi galera, ele se pegando com galera de loja de rasgar camisa, tá ligado? Então, cara, então...

Complicado, complicado Ai, ai, que fase Enfim, ela conseguiu tirar a foto lá Ainda tomou um suco na casa do Ray e ganhou uma muda Sensacional, saiu num lucro fudido aqui Aí ela fala Quando cheguei no escritório, o encarregado falou Não acredito que você conseguiu E o lema do dia é No trabalho, a dissimulação Vale ouro, meus queridos Ah, eita

Tenho muito mais histórias engraçadas e desgraçadas daquele lugar. Posso enviar mais depois. Abraço para os adrianos mais queridos do Spotify e vida longa ao Dois Empregos. Pô, maravilhoso. Muito obrigado. Eu gostei demais dessa história, cara, porque mostrou como você tem que lidar de forma diferente com pessoas que exigem que você lide de outra forma. Então ela conseguiu amolecer o coração do véio, cara. Foi sensacional isso daí. Tomou até um suquinho, né? Pô, ó.

Mas é isso, obrigado aí, um abraço pra você também Obrigado por acompanhar o programa Espalha a palavra, tamo junto

A próxima aqui, Caio, é do Gauchinho. Ele diz... Brincadeira. É, ué, né?

Eu tava escutando os episódios antigos e um episódio, eu não lembro qual, vocês pediram histórias de centro de reabilitação. E eu trabalho em um... Uia! Em uma fazenda afastada da cidade. Aqui, em tese, é pra pessoas com problemas com drogas e álcool, entre outros vícios. Mas, na realidade, aqui também é asilo e manicômio. Uia!

Por que não, né? Por quê? Vou contar uma história de um senhor que veio de uma cidade vizinha, o seu ligeirinho. Ele todos os dias sentava a voltar a pé pra sua cidade. Nós todos os dias tínhamos que convencê-lo a ficar aqui. Mas segundo ele, tinha uma mulher esperando pra se casar com ele na sua cidade.

E era assim todos os dias. Sempre no mesmo horário, entre meio-dia e uma. A gente ia, conversava com ele e falava, seu ligeirinho, sua cidade fica muito longe daqui. Fica com nós aqui, o senhor tem tudo. Não falta nada pro senhor. Só que um dia depois que eu já tinha convencido ele a voltar, fui servir o café pra ele e puta que pariu, quem disse que eu achava ele? Entrei em desespero.

Cara, que maravilhoso essa história, velho. O cara voltava a pé pra cidade dele, cara, em busca da esposa, cara. Dá um filme do Mazaropi excelente essa história aqui, hein? Caramba. Entrei em desespero, procurei ele em toda fazenda e não o achei. Pedi pros internos, é como chamamos os homens em recuperação.

pra procurar na fazenda. Enquanto eu ia no rio, que fica ao lado da fazenda, procurar ele e com o cu na mão, pedindo pra Deus pra ele não ter caído no rio. Pô, tem isso, hein? Ele não tava na beirada do rio. Daí eu já comecei a me imaginar preso, por ter deixado o seu ligeirinho se afogar. Não passava nem Wi-Fi.

Foi aí, então, que vi algo se movendo entre as árvores que ficam mais afastadas do rio. E quem era? Era o maldito do seu ligeirinho. Eu fiquei muito puto, mas ao mesmo tempo saiu uma montanha de mim. Perguntei, seu ligeirinho, o que o senhor tá fazendo aqui no rio no meio das árvores? E ele disse, a mulher me ligou dizendo que se eu não fosse, ela não ia mais casar comigo. Detalhe, nenhum interno tem telefone.

É maravilhoso isso, cara. Cara, a vida desse cara deve ser maravilhosa, né? Tipo, ele tá totalmente em outro mundo, né, cara? Cara, que doideira. Que coisa fantástica, cara. Não, é fantástico isso que é uma parada que a gente vê em filme, né, cara? Esse cara é o doidinho de filme, assim, né? É o doidinho, é o seu trocadeiro do Chapolin colorado, né?

É, então, exatamente. É bem o estereótipo mesmo do manicômio, né, cara? É. Que loucura, sensacional. Você imagina o cara ter na cabeça dele, todos os dias, a ideia fixa de que tem uma mulher esperando ele pra casar lá na cidade dele e faz o cara sair a pé, cara.

Imagina o quanto esse cara não anda pra chegar lá pra casar com a mulher imaginária, bicho. Cara, uma das grandes curiosidades que essa história me deixa é... Se alguém botasse uma GoPro nele ali... E deixasse ele, né? Que era maravilhoso. Seguisse ele. Onde chegaria essa história? Sim. Que tipo de casamento teríamos, canhão?

Não, é. Onde chegaria? Que tipo de diálogos a gente ia presenciar ali, né, cara? Porque podia fazer isso mesmo, cara. Amarra uma GoPro no peito dele aí, bota um rastreador para não perder o cara também, né? É. E liga uma live aí, cara. Vamos ver o que dá, entendeu? Eu adoraria saber, cara. E se chegar lá e tiver uma mulher esperando para casar com ele mesmo, Klaus? Aí ia ser um puta prostituição, velho. É verdade.

É, ou uma mulher, ou uma boneca de balde do Kleber Mamban, um negócio assim. Acho até mais provável. Muito bom, cara, muito bom. Ele fala, é isso, esse foi o dia que eu achei que ia preso por deixar o seu ligeirinho se afogar. Espero que tenham gostado da história, um abraço para vocês e um beijo na bunda do Silas. Boa. Muito obrigado. Gostei, gostei da história do seu ligeirinho.

Deve ter mais história, hein, cara? Deve ter mais história aí, porque... Deve ter. Bom, o lugar desse, bicho. Que isso, cara? Daria um ótimo filme nacional, cara. É, sim. Se não, Dom Mazzaropi, um com Moacir Franco. Excelente, excelente. Muito bom. Bora pra próxima.

A próxima quem mandou foi o Chumbinho. E ele diz o seguinte. Fala, meus queridos Soca e Frango. Aoba! Saudações também para o maior e melhor editor de todos, Silas Malafaia. Eita, tá certo. Eu trabalho em uma oficina com mais três caras. O Chimbinha, o Patrão...

gordinho e o personagem principal dessa história, o Jamaica. Conhecido assim por usar as paradinhas verdes e naturais. Grande Jamaica. Ah lá, rapaz, ó, tudo apelido de videocassetada, hein? Ah, o Chimbinha, o torcicolo do Jamaica, hein?

É, o Chimbinha, o Gordinho e o Jamaica. Beleza. Nossa oficina fica em uma região meio hostil da cidade, onde tem muitos noias. Rapaz. Certa vez, depois de tanto implorar para o Chimbinha, ele aceitou fazer o nosso tão esperado churrasco pós-expediente de sábado. Ô, maravilhoso, cara.

Pô, já tá trabalhando no sábado, que já é uma coisa maldita, né, cara? Aí, pelo menos depois do expediente, o chefe liberou um churrasquinho, né? Já dá uma animada, né? Estava tudo certo pra acontecer. Churrasqueira já estava na oficina e o Chimbinha tinha saído pra comprar a carne e o carvão. Estávamos preparando tudo pra chegada da carne, mesa já estava posta e a churrasqueira estava pronta pra ser acesa. Lembra que eu disse que havia vários nóias na região? Pois é.

De repente, aparece um doidinho só de cueca e pega a nossa churrasqueira e sai correndo, levando ela embora. Meu Deus, mano. Nossa, bicho. O cara foi roubar uma churrasqueira, cara. Não é possível isso, cara. Bom, nós já vimos aqui o cara roubar um Listerine, né, Claus? Então, a churrasqueira... Pois é, cara.

cara, mas... Até vai, né? Não, é inacreditável, cara, porque esse tipo de coisa estraga totalmente o sábado, né? Às vezes, se roubasse a carteira com uma soma maior do que o que a churrasqueira vale... Dá menos desgosto, né? Estragaria menos o dia do que terem roubado a churrasqueira e os caras esperando a carne chegar. Não, e foi um evento esperado, um evento aguardado aqui, né, Claus? Então, realmente... Pois é. Não dá, né?

Aí ele fala, quando o Jamaica, já com a mente corrompida, decide intervir, sai correndo e gritando, volta aqui seu filho de uma puta e pega uma vassoura. Puta, o cara está correndo atrás do cara com uma vassoura. Saímos correndo atrás dele já pra tentar parar ele de querer bater no Noia. Mas nosso esforço não foi o suficiente. Ao virar a esquina, só enxergamos o Jamaica quebrando o cabo da vassoura na cabeça do Noia.

Nossa, essa eu não esperava, hein? Essa eu não esperava. Mas ele falou que o jamaica já com a mente corrompida, será que ele já tinha usado as suas... Ah, provável, né? Já tinha temperado antes do churrasco chegar ali? É, provável. O apelido do cara é jamaica, né? E você vê o que dá você tirar o churrasco de um cara com larica, né, bicho?

Ah, é. Deixou com a pessoa errada, né, cara? Nossa, muito, muito. Caramba, cara. Ele fala, bom, enxergaram o Jamaica quebrando o cabo da vassoura na cabeça do Noia e o Noia não entendeu legal. Soltou a churrasqueira e partiu pra cima do Jamaica. E ambos entraram em uma briga muito eletrizante.

O Noya deu um soco na boca do Jamaica. Nisso, o Jamaica solta um gemido de dor e vira um chute na perna do Noya. E ele cai. O Noya, já no chão, tentando se levantar, tenta arremessar pedras no Jamaica. Nossa, cara. O Jamaica pega o cabo de vassoura quebrado e bate de novo na cabeça do Noya. E ele apaga de uma vez. Rapaz, apagou o Noya, velho. Caramba, cara. No Jamaica, então, pula.

pega a churrasqueira e volta para a oficina rindo e dizendo, sem o meu churrasco, eu não fico. Eu estou chocado, bicho. Maravilhoso. Porque quando o cara queima uma erva, o que eu fico esperando é que ele vá perder a briga, né? O cara está meio lento, sei lá, mas aqui, bicho, o cara realmente entrou na fúria de Tandera aqui, não teve jeito. É, eu acho que aí a questão é... Eu sairia na mão por causa do churrasco também, viu, Klaus?

Eu acho que o motivo da briga é muito importante aqui nessa história. É. Entendeu? Eu não acho que o Jamaica, sendo o Jamaica, né? Eu não acho que ele sairia na mão por qualquer coisa, não, cara. Não. Mas não teria sido um tênis Nike, uma caixinha da JBL, essas coisas acho que não teriam afetado ele nesse nível. Isso aqui foi churrasco. O motivo é churrasco, né, cara? Então, realmente, eu entendo, eu consigo entender. Eu sairia na mão depois do churrasco. Vem quando agarrar, vem quando agarrar...

A próxima história aqui, Caion, é do Eric Silas Bonzinho. Olha, é o sobrenome dele, cara. Família Silas Bonzinho. É, família Silas Bonzinho. Um forte abraço. Às vezes ele é Silas por parte de pai e Bonzinho por parte de mãe. Fala, Optimus Prime, Bumblebee. Vocês estão bons? Bão.

Vim falar sobre uma situação engraçada que aconteceu comigo e me fez pensar em como o mundo é pequeno. Com 18 anos, consegui emprego como professor infantil de pensamento computacional. Eu quase nunca segui o cronograma que tinha das apostilas. Eu basicamente improvisava todas as aulas. E pelo jeito deu certo. A escola gostava do meu serviço. Pô, cara, daqui é uma área que às vezes usa ali o Roblox para o bem, viu, Caio? Cara, eu nunca nem tinha ouvido falar nesse termo pensamento computacional. Não fazia ideia que existia aula disso, cara. É, eu...

Não sei bem não, mas eu tô imaginando que é uma aulinha básica ali de programação, ensinar a criança a criar um joguinho, fazer umas... Da hora. É, umas pequenas lógicas ali. Gostaram tanto, né, do serviço dele, que me indicaram pra uma escola particular caríssima da cidade. E a vaga era professor de robótica, algo que tenho zero conhecimento. Mas como precisava pagar a faculdade, inventei um monte na base da lábia e blefe e consegui o emprego. Meu Deus, velho. O cara, bicho...

É, ele conseguiu se dar bem ali no balé da entrevista, né, cara? Mas, pô, e aí? Como é que você vai fazer? Você vai aprender robótica pra poder ensinar em pouco tempo, né? Sei não. O exame, bicho, parece complicado, né, robótica? Fiz uso ao nome do podcast e tinha dois empregos. Como eu não sabia porra nenhuma de robótica, eu pegava um monte de Lego e deixava a criançada brincar. Minhas aulas eram basicamente a aula da Lego.

Porra, bicho, mas... Mas aí é foda, porque... Mas tem uns LEGO... Acho que é a linha LEGO que é... Você sabe que a LEGO tem várias linhas, né? Tem uma que é só de reprodução de monumentos lá, a outra que é só de super-heróis, sei lá. E tem uma que é LEGO Technic. Sim.

Lego Technic, ele é todo articulações, engrenagens, motorzinhos e tal, para você fazer coisinhas que funcionam, né? Então, tem uma galera que estuda com isso. Agora, não sei se é isso ou se ele realmente só jogou lá um barrodão e falou... Monta aí, constrói o arco-íro aí, afro...

Eu acho que se utiliza Lego nas aulas de robótica pra isso aí que você falou mesmo. Mas acho que precisa ter uma instrução, né, cara? Basicamente, igual o professor de educação física que joga a bola na quadra e fala, ó, joga a bola aí. E a galera se resolve ali, tira os times e joga, tá ligado? Mas acho que ele fez isso só que com o Lego, né? Mas aí... Pois é, cara. Agora eu não aprendi nada, né? Caramba, ele fala, minhas aulas eram basicamente a aula da Lego. Isso foi numa escola que cobrava uma fortuna.

Quer dizer, ele tem plena consciência de que ele não estava fazendo a coisa certa. Eu acho que é, ele só largou o Lego lá mesmo. Caraca, bicho. Caraca. E quem passa do lado da sala, né? Olha ali, ó, que bonito, né? As crianças trabalhando ali. Que aula dinâmica. A mordomia, infelizmente, não durou muito, pois fui demitida após três meses e colocaram uma professora que sabia de fato robótico.

Pô, há três meses, gente. É, boa decisão. Agora vamos pegar o DeLorean e viajar um ano e meio no futuro. Eu já não era professor e estava na minha área de formação na TI como qualidade de software. Um dia comento com o meu P.O., que é libanês. O que é o P.O. mesmo? O que é P.O., hein, cara? Não sei, não sei bem, não. Algum termo corporativo aí, né, Klaus? É, já estamos por fora.

e comenta com o meu Pio, que é libanês. Cara, eu já fui professor infantil. Uma vez a aula de robótica sem saber nada. Largava o Lego pra criançada e a vaga foi a maior migué que já meti na minha vida. Ele ficou em silêncio, me olhando e fala. Eu coloquei minha filha na escola, escaminhol-se lá pra aprender robótica. Mas só dava uma porcaria de Lego. Chamei todo mundo de incompetente e tirei ela de lá.

Nossa! Meu Deus, velho. Ele diz aqui, era a mesma época, a mesma escola e era eu. Rimos muito e ele, como um bom libanês, brincou dizendo que eu mereci uma bomba na minha mesa. Caraca!

bicho, calma. Que isso, meu bicho? Calma. Tem uma xenofobia gratuita aqui, cara. Pior que eu conheço o Descendentes de Árabe que gosta daquela auto-zueirinha, né? Sim, sim, sim, é verdade. Então deve ser isso. Ele fala... Essa história virou piada por um bom tempo no escritório. Enfim, essa foi a minha história. Futuramente estarei enviando mais Vida Longa, Dois Empregos e um beijão na boca dos Silas. Olha só. Que isso. Quer aprender robótica, Silão? Adoro beijão na boca. É.

Cara, você vê, né? Você faz a parada, você pensa, pô, vou enrolar aqui, empurrar com a barriga, não vai dar nada. Em três meses o cara tava demitido, aí ele deve ter pensado assim, ah, pelo menos não prejudiquei ninguém, né, cara? Pelo menos me tiraram logo aí, né? Ninguém vai nem lembrar que eu passei por aqui. Um ano e meio depois ele cruza com um cara que tirou a filha dele da escola por causa disso, cara.

Pois é, cara. Que doideira. Eu também ficaria revoltado, cara. Porque o pai que está disposto a pagar uma fortuna numa escola e pôr a criança numa aula de robótica, ele acha que a criança está saindo assim, preparada para, sabe? Para sair de cultura. É, vai ser a criança mais inteligente do mundo e tal. Aí a criança está ali brincando de Lego, bicho. Que situação. Eu brinquei de Lego a minha infância inteira e nunca aprendi absolutamente nada de robótica. Posso garantir para vocês. Nada.

Não, o pai é que o senhor libanês aqui tem total razão, viu, Klaus? Tem total razão. Que, aliás, não é tão fácil assim uma escola demitir um professor no meio do ano, né, cara? É verdade. Não é normal. Geralmente espera o fim do semestre, o fim do ano e tal. Pelo menos nas minhas escolas que eu passei era assim, cara. Mesmo professor merda, que todo mundo reclamava e tal, não era demitido, não. Então, para o nosso ouvinte aqui ter sido demitido, é porque foi um caos realmente irrelevante ali dentro da...

escola, tá ligado? Cara, mas eu vou falar pra você, mais uma dica de criação de filhos de quem não tem filho. Vai virar um quadro isso aqui. Vai lá, vai lá. Cuidado com essas escolas, que é a escola do futuro, aí cobre uma fortuna e aqui tem aulas multimídia, virtuais e equipamentos chablausísticos e tal. Por quê? Eu estudei um período da minha vida numa dessas escolhas do futuro.

Aí tinha o grande diferencial da sala 3D com aulas dinâmicas, não sei o quê. Bicho, eu fiquei, sei lá, mais de seis anos naquela escola. Eu acho que teve uma aula, uma única aula naquela desgraça daquela sala que eles mostravam pra todos os pais que era fantástico, não sei o quê. Ficou inativa a maior parte do tempo, tá ligado? Durante anos. Aí um dia chegou um CD-ROM velho pod lá e eles exibiram um passeio pelo corpo humano. Ai, que bonitinha 3D, vem na cara da gente, as celulazinhas e tal. E nunca mais, tá ligado? Foi...

Foi aqueles 25 minutos em 6 anos e nunca mais teve. Observem, hein? Observem. É, porque tem algumas coisas que você vê claramente que são colocadas ali para encher os olhos dos pais, né, cara? O pai vê a parada e fala, não, meu filho precisa disso. Exato, exato. Nem sempre, né, cara? Então... Cuidado, cuidado. Vai com cuidado, vai com cuidado. É isso aí.

Bom, Caio, essas foram as histórias de hoje. Eu quero aqui, Caio, fazer um rápido sorteio, porque a gente já está estourando o tempo aqui. Ah, boa. Porque nós tivemos aqui no bar do Adriano a presença da Valesca, né? Que trabalha com mentorias de carreira. E quem tiver mais curiosidade sobre esse papo, recomendo aí o episódio. Porque ela lançou um livro chamado Converse com quem você quiser.

Onde vai falar sobre networking? Tipo, como que eu me vendo sem ficar fazendo ali spam no WhatsApp dos outros? Sem ser forçado? Então, se você é tímido ou você não sabe muito bem como abordar o negócio do networking, né? Do relacionamento nos negócios ali. Um ótimo livro. Não li inteiro ainda, mas já comecei a ler, Caião. Realmente muito legal. Tem dicas boas. Tem diálogos ilustrativos com balõezinhos ali de situações e tal. A gente ficou devendo aí para a Valesca mais um sorteio. Então...

Primeiramente quero indicar, pra quem tiver interesse em comprar o livro, tem digital e impresso em valescapetec.com.br. Tem na descrição aqui o link, fica a recomendação. E vamos sortear, né, Caião? Bora! Então vamos sortear, Caião, pros nossos apoiadores. Se você ainda não apoia, lembrando, é pelo 2empregos.com.br. Participa aí do grupinho secreto, sorteios. E o livro vai para...

Luciano Cavamata. Valeu, Luciano. Você ganhou um presente, hein? Olha a sua caixa de entrada do e-mail aí ou olha lá o Telegram que a gente vai falar com você pra fazer o envio. Show de bola. Então é isso, Caião. Vamos falando em apoios, né? Vamos agradecer eles que ajudam aqui a financiar o programa, manter o nosso semanal, nosso sagrado semanal, que...

É a galera do Plano Patrão, começando aqui pelo Danilo, Eduardo, Estrela do Santos, Leandro Nunes, Lucas Peron, Thiago Gliçoy, Caio Cesar, Gabriel Rico e Ben Urbeão. Boa, e no Plano você é louco, que são os grandes heróis deste programa, temos eles.

Sérgio Gonçalves, Pedro Henrique Schneider, João Marcos Vieira, André Esquenor, Anderson Alves, Joa Tancalcman Gonçalves e a Débora Lancaster. Maravilhoso, maravilhoso. Obrigado, pessoal. Lembrando, tanto para ajudar financeiramente como para mandar a sua história, doisempregos.com.br. Então ficamos por aqui. Até semana que vem. Um abraço e tchau. Falou.

E aí

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