#288 - A VELHA E SEU CÃOZINHO LADRÃO!
🐕🥪 Um motoboy imigrante tenta ter um momento de paz na Inglaterra quando um cãozinho possuído decide que ele não irá comer hoje! E cadê a dona? Um mecânico da BMW decide fazer uma boa ação e adivinhe no que deu? Enquanto isso no Brasil o "idoso-aranha" ataca o transporte público... São as loucuras do #MomentoMárcioCanuto - sobe o som e desce o play! 🔊🔥
---
👚CUPONS: BASICAMENTE - Melhores promoções em Roupa Tecnológica!
Frete grátis: 🎫 DOISEMPREGOS
Desconto: 🎫FAZBARULHOAE
www.basicamente.com
📷 NOSSO INSTA
@doisempregos
🌐 ENVIE HISTÓRIAS / APOIE
Participe como preferir pelo site:
www.doisempregos.com.br
🎙️Edição: Silas Ravani
💻Comercial: contato@klausaires.com
See omnystudio.com/listener for privacy information.
- Cachorro ladrão de lanche na InglaterraMotoboy imigrante · Parque na Inglaterra · programação no metrô · Cachorro comendo lanche · Velha agressiva
- Tentativa de roubo em concessionáriaCarro manual nos EUA · Casual Friday · Bradley · BMW
- Priorização de transporte públicoPerrengues do trajeto casa-trabalho · Ônibus e metrô lotados · Transporte alternativo e vans · Gratuidade em ônibus · Idoso Aranha
- DesempregoCurrículo impecável · Titulação acadêmica · Regime híbrido · Flexibilidade de horário · RH
Não preciso trabalhar, meu marido tem dois empregos.
Dois empregos, dois!
Olá, empregados e desempregados da nossa grande nação brasileira! Começa mais um programa Dois Empregos. Eu sou Claus Aires e estou aqui Como sempre, com meu amigo Caio.
Olá, Klaus. Olá, queridos Adrianos. Estamos aqui mais uma vez reunidos e prontos para levar as histórias dos ouvintes para vocês, né? Para vocês.
É isso aí, Caião. Histórias enviadas por trabalhadores de todo o Brasil e às vezes até do mundo, né?
É verdade, é verdade. Que aliás, Klaus, falar em trabalhadores do mundo, quero mandar mais uma vez um abraço para os nossos ouvintes lá de Cabo Verde. Ô, verdade, hein? Porque falamos deles no Fute da Firma, porque Cabo Verde fez uma campanha memorável na Copa do Mundo, quase eliminou a Argentina.
Como eu gostei, cara, de ver esses caras jogando, viu? É, pois é, era canseira na Argentina, deliciosa.
Bom demais, bom demais, fizeram uma puta campanha. E sabemos que temos ouvintes de lá, né, direto o pessoal comenta aí, manda mensagem no Instagram.
Então um grande abraço para vocês, maravilhoso, nossos irmãos, Caião. Bom, dito isso, Caião, vamos aqui também passar aquele recado do nosso patrocinador, a Basicamente. Basicamente, que tá aí com o site com várias novidades, cores da estação, desconto, sempre tem descontos porque os descontos são rotativos, né? Então se você tava em Nárnia, não tava ouvindo Dois Empregos antes e não conhece, tô falando de roupa básica com tecnologia e qualidade no precinho.
Exatamente, e é isso que você falou, Klaus, como tá sempre tendo desconto, às vezes você entrou lá na Basicamente e falou, puta, mas bem essa peça que eu queria aqui não tá com desconto legal para mim. Sei lá, o valor não tá bom, não sei o quê, você tem duas opções, meu amigo. Ou você aplica os nossos cupons, né, tem o FAZBARULHOAE e tem também o cupom DOISEMPREGOS. Ou você espera um pouquinho, que é possível que já já ela entre em promoção.
Então se você passou por isso há um tempo atrás, entra lá no site agora que talvez aquela peça que você queria tá em promoção, viu, cara. Eu falo isso porque já aconteceu comigo, viu, Cláudio. É verdade, já aconteceu de olhar e falar, pô, essa aqui é da hora, hein, vou esperar um pouco. Esperei um pouco, cara, entrou em promoção. Então aproveite, é verdade, roupa básica todo mundo precisa.
Geralmente a gente quer ter bastante, inclusive é bom para dar de presente, justamente por esse motivo.
Não tem erro.
E os descontos que tem lá, por exemplo, tem a guia de outlet, tem desconto de até 70%. Esses valores remarcados você ainda aplica o nosso cupom em cima e ganha mais desconto. Blusinha feminina, o preço é imbatível. E as camisetas também, anti-odor, né, a modal, que é aquela que não amassa, todas elas têm Preços muito legais e com Dois Empregos é frete grátis em qualquer carrinho. Tá tudo escrito aqui na descrição.
Boa, aproveita lá basicamente.com.
Isso aí, maravilha, Caião! Então vamos sortear a vinheta?
Bora! Dois Empregos orgulhosamente apresenta Momento Márcio Cardoso!
Eita, que beleza, que beleza! A primeira história aqui, Caião, é do Dom Adriano. Ele diz: Olá, funcionário e empregado assalariado, você tá bonzinho? Aqui é o Dom Adriano e escrevo esse relato de 20 anos atrás, quando eu morava na região metropolitana do Rio de Janeiro e enfrentava diariamente os 44 km de perrengue casa-trabalho. Zona Sul.
É coisa, hein?
É, eu não conheço lá o Rio não, mas 44 km é 44 km em qualquer lugar.
É, é. Não, é melhor se você pega 44 km de estrada, né? Ah, é. Mas muito provavelmente não é só estrada que ele pega aqui, né? E aí, meu amigo, a coisa pode ficar demorada, hein?
Pois é, rapaz. Aí ele diz, como muitos brasileiros, cumpri o regime semiaberto, voltando pra casa basicamente pra dormir algumas poucas horas. Nossa, velho. Achei que semiaberto ele ia falar daquele híbrido, né, que é com home office, mas não, no caso eu só volto para dormir mesmo.
Não, é o semiaberto, é isso, né, você volta para dormir.
Caraca, cara. Aí ele diz aqui: o percurso do meu lar à casa de detenção, digo, trabalho, em dias normais, sem protestos, vias fechadas ou ocorrências de bala perdida, leva ao menos 2 horas. As opções de transporte, todas ruins, com baldeações, eram variadas. Ônibus mais ônibus, ônibus mais metrô, trem mais ônibus, trem mais metrô, van mais ônibus. É, já sentimos drama aqui, caiu no ônibus. Definitivamente não é estrada, é percurso de obstáculo.
Nossa, tô com dó já, velho. E tem muita gente que passa por isso, hein, cara.
Pois é, cara.
Muita gente passa por isso.
Pois é, cara.
Pô, vem pro interior, galera. Sai das grandes capitais aí, vem buscar serviço no interior, bicho.
Esses tempos eu até peguei no pé da minha namorada, coitada, porque ela tava reclamando do trânsito, só que ela mora em Araraquara, né, cara? Então o trânsito é tipo 20 minutos, né? É isso, 20 minutos, acabou o problema.
Não, mas reclamar a gente vai reclamar sempre, né? Não tem como.
A gente reclama, a gente reclama de tudo, Canhão. Eu trabalho dentro de casa e às vezes reclamo também.
É isso.
Ele prossegue aqui: um dia surgiu uma alternativa, vans diretas para Zona Sul, mesmo sem autorização dos órgãos reguladores e com custo mais alto. A ideia deu certo, havia 3 horários. É o transporte alternativo, do choque de cultura, né?
É, cara, eu não sou contra isso aí não, velho.
Eu também não.
Se eles fazem é porque tem demanda, né, cara? E se o Estado não tá cobrindo essa demanda aí, o povo tem que se virar mesmo, bicho.
É, o Estado e o pessoal monopolista aí das companhias de ônibus também, que é treta também. Então tá certíssimo, viva o transporte alternativo! Eu tinha uns amigos que faziam intermunicipal para ir para o cursinho e o cara não pode fazer transporte escolar intermunicipal, né? Aí ele Todos os dias tinha que fazer de conta que tava numa excursão. Então a galera assinava um papel lá, um termo. Isso virou um meme da turma: ô, assina aqui para mim o papel. E todo dia a gente se encontrava, falava: assina aqui para mim o papel.
E era isso. O povo dá um jeito, né, cara? Não tem como, pô.
Todo dia era uma excursão diferente. Eu tentava pegar a de 6:30. Era isso, tinha os 3 horários: 6:15, 6:30, 6:45. Sem baldeação e com rotas flexíveis, o trajeto podia cair para 1 hora e 10 nos melhores dias. E um dia qualquer acordei atrasado e sair correndo para não perder a última van e evitar as baldeações. Da minha casa até o ponto eu podia caminhar por 25 a 30 minutos ou pegar um ônibus de trajeto curto. Optei pelo ônibus.
A empresa havia feito uma mudança recente. Para cada 2 ônibus comuns, que ele chama aqui de roletinhas, passou a circular um micro-ônibus conhecido como corninho. Corninho eu nunca vi. Eu já vi a galera chamar ônibus que vai parando de cata-corno, né? Fazendo um trajeto de 20 minutos, tem 10 paradas. A principal diferença é que, além do tamanho, é que o corninho não aceitava gratuidades, como idosos, grávidas, escolares, etc. Veio um corninho, entrei, paguei com meu vale-transporte de papel, né?
Porque era quase como uma moeda paralela, usada até em pequenos comércios ou trocada por dinheiro com um leve deságio numa negociação que rolava em locais nos quais você normalmente subir uma escada e ao final havia uma porta com uma pequena passagem por onde uma mão recebia seus vales e entregava o dinheiro.
Maravilhoso, cara.
Cara, eu queria descobrir a figura por trás dessa mão misteriosa que tem nessas portinhas. Às vezes é isso aqui, às vezes é o tal do Compro Ouro. Já foi num desse? Compro Ouro. Eu queria um dia até entrevistar aqui, cara, porque essa galera deve ter umas histórias inusitadas também, né?
Não sei que esse povo quer falar não.
É que o foda é isso, né, cara? Tem que pôr voz de ET. Ele diz aqui: até hoje me faz pensar na Família Addams, já que só se via a mãozinha. Voltando ao meu infortúnio, logo atrás de mim entrou um senhor, não passou pela roleta e se posicionou ao lado do capô. Foi quando o motorista, que também era cobrador, disse: o senhor não pode ficar aí, esse ônibus não tem gratuidade. O idoso aranha retrucou dizendo que tinha direito à gratuidade.
E o motorista rebateu que nesse caso ele deveria aguardar o roletinha, pois o corninho não concedia o benefício. O velho se recusou a descer e o motorista respondeu que não seguiria viagem enquanto ele não pagasse ou saísse do ônibus.
Esses velhos aí, todo mundo com pressa, né, e o cara lá.
Aí tem esse impasse. E o pior é que não dá para você culpar nenhum dos dois, cara, que o motorista não quer abrir o precedente com todo mundo vendo ele furar a regra Porque a notícia espalha e o véio não quer descer porque ele tem direito e os dois estão certos, tá ligado?
É, é, é.
Isso foi um problema criado provavelmente pelo estado, pela concessionária, sei lá.
É muito estranho esse negócio de não permitir a gratuidade para alguns ônibus, né? Pô, complica, né?
Não sei quem é o culpado, entendeu? Mas não parece que é nenhum desses dois aí.
Eu não sei quem é o culpado, eu só sei que o culpado é um corninho.
É um cornão, Caião. Eu que já estava sentado tive meu senso de justiça esvaziado. Pouco me importava quem estava certo ou errado. Aí eu voltei à frente, tirei um vale-transporte e disse ao motorista: a passagem dele tá paga. Ó, ó, foi um herói aqui. O motorista me olhou sem entender e eu disse: bora, bota essa merda pra andar, tá pago. E ele disse que não ia andar enquanto o velho não passasse pela roleta. E o velho dizia que não ia passar.
Ah, velho, pelo amor de Deus. Aí já é a vontade de brigar é maior do que a vontade de resolver, né, cara?
É.
Aí agora o velho que tá de sacanagem, né? Aí perdi a paciência com o velho e falei: passa logo, caralho, já paguei sua passagem, para de encher o saco. E antes que pudesse falar qualquer coisa, aumentei o tom: passa nessa merda agora! O ancião, o cara de assustado, empurrou a roleta e foi passando. Cara, essa foi a boa ação mais controversa que eu já vi aqui no programa. Foi a boa ação, foi a punição, e a mesma pessoa que ele beneficiou ele já tá ameaçando E isso em 30 segundos, tá ligado?
É porque, é porque isso aqui, Clausa, foi uma boa ação para ele mesmo, né?
É, foi, foi isso aí.
Ele não tava querendo ajudar o idoso e tal, ele só tava querendo que o negócio fosse logo, tá ligado? Aí ele tava disposto inclusive a pagar a passagem para o idoso para que isso andasse logo. Só que imediatamente veio uma frustração para ele, né, cara? Porque ele falou, bom, eu vou ter prejuízo aqui, vou pagar a passagem para esse cara, mas Mas pelo menos vai acabar a briga e o ônibus vai andar logo, né? Ele trocou uma coisa pela outra, só que ele ficou pistola porque ele não teve aquilo que ele esperava ter, né? Ele falou, vou pagar aqui, vai acabar a briga. A briga não acabou, não acabou.
Pois é, cara. E quem nunca, né, cara? Quem nunca fez uma boa ação que na verdade era para si mesmo, só para ninguém encher o saco, né? Com certeza, né? Com certeza. Aí ele prossegue, o assustada, pô, a roleta foi passando, eu voltei pro meu lugar e o motorista engatou marcha e foi saindo devagar. Eis que o Munra, já do outro lado da roleta, começa a xingar o motorista: Você é um safado, você vai ficar velho também, seu FDP. Ah, cara, o véio tá pro crime, viu?
Às vezes ele nem precisava ir a lugar nenhum, ele saiu de casa pra arrumar uma treta, esse véio.
É, encontrou.
O motorista novamente para o ônibus pra discutir com o Munra, mas daí o motorista também tá de sacanagem, né, cara? Que ele tá envolvendo 20 pessoas nessa tretinha besta. Ignora o véio, cara. Ô, você tem que ter casca, cara. Você é motorista de ônibus, você não pode perder a boa por qualquer motivo, senão você não sobrevive nessa profissão.
E se é para discutir também, que pelo menos discuta dirigindo, né, Cláudio?
É, mas só ignorar, cara, ignorar acaba, entendeu? Eu no meu desespero, com medo de perder a van, volto lá para frente já aos berros: vai sentar, seu velho encrenqueiro! Deixa o motorista trabalhar! E o motorista, achando que eu o apoiava, começa É isso mesmo, velho, sai de casa cedo para perturbar e etc. Que baco, né, cara?
Que baco!
Isso que é o foda, cara, que trabalhador tem que enfrentar. O cara nem chegou no serviço ainda e olha quanta coisa já aconteceu no dia dele, tá ligado?
Isso é, não, aí o cara se estressa já na primeira, logo cedo, o cara fala, pô, mas você acordou com o cu virado, né? Não, não é isso, meu querido, eu tava bem a hora que eu acordei, mas veja o que eu passei para chegar até aqui, né?
Ou o cara chega em casa no fim do dia exausto e o chefe tá reclamando: pô, nem curte os nossos posts no Instagram, não veste a camisa, funcionário que não veste a camisa é foda. É isso, é isso. Eu que sempre fui conhecido por ser extremamente calmo e equilibrado, perdi o equilíbrio totalmente nessa hora, já que o ônibus já não se movimentava, e soltei: ô seu corno, filho da puta, coloca essa caralha para andar logo de uma vez, cala a porra da boca e só dirige, senão vai apanhar de todo mundo aqui dentro, você, esse velho e quem mais se meter, vai tomar um cacete.
Caraca, velho, silêncio total no ônibus. O motorista mais uma vez engatou a marcha, mas dessa vez sem interrupções.
Parece que resolveu, cara. A ameaça de violência, ela às vezes funciona. Pois é.
E ele diz: retomei o meu assento reparando que todos olhavam assustados. Eu já me recuperava do meu momento de fúria, essa altura morrendo de vergonha do que havia feito. Foi quando me sentei e a senhora que estava ao meu lado me disse: Meu filho, a gente precisa de mais homens como você nesse lugar, parabéns. O que me fez crer fortemente que ela tinha problemas ou com velhos, ou com idosos, ou com a humanidade em geral. Enfim, no apagar das luzes consegui pegar a van do último horário e seguir meu trajeto com o melhor conforto que era possível para algumas horas de labuta e várias pausas para cafezinho. Desculpa o longo relato, sou fã de vocês e vida longa ao Dois Empregos. Ônibus.
Maravilhoso, cara, maravilhoso. E ó, vou falar para você, viu, Cláudio, essa senhora tem razão. O nosso ouvinte foi um herói, cara, porque se não é ele, se não é ele, esse ônibus não ia andar. Era capaz do motorista sair na mão com o velho, entendeu? Isso aí podia acabar na delegacia. Quem tava no ônibus não ia chegar a tempo no trabalho. A hora que chegasse no trabalho, ia tomar esporro do chefe. Não, mas não sei o quê, que o motorista brigou com o idoso.
Eu não estou nem aí, você chegou atrasado, tá aqui uma advertência, não sei o quê. É assim, cara. É assim, então ele foi um herói.
Foi mesmo, cara, foi mesmo. Às vezes tem que ser escroto, entendeu, cara? Às vezes tem que ser escroto. Uma vez ameacei mijar na recepção de um hospital, cara, e foi necessário.
Eu não achei que ia vir isso quando você começou a falar.
É verdade, cara. Às vezes só ser escroto que resolve. Eu tava no hospital para fazer um exame, não lembro se era infecção de urina, se era alguma suspeita de rim, o que que era. Mas era esses exames que você tem que ficar segurando a urina. E aí demorou 1 hora, 2 horas, 3 horas. Eles te orientam a tomar um monte de água e ficar lá esperando. Pô, cara, chegou uma hora que eu tava 5 horas esperando, já tava com fome, sem poder mijar.
E aí: Não, é que agora teve a troca de turno, não vai ter ninguém pra te atender, não sei o quê. Eu falei: Mas não é possível que não tem ninguém pra atender, se eu tô aqui esperando todas essas horas pra fazer um exame que é sensível ao tempo. Não, mas vai lá fazer xixi, quando você tiver com a bexiga cheia de novo de novo você faz. Não, de jeito nenhum, porque demora, né, cara? De jeito nenhum. Se for para eu fazer xixi, eu vou fazer xixi aqui mesmo.
Não tiver ninguém para fazer meu exame aqui, eu faço xixi aqui. Vocês estão me deixando esperando e não sei. Não é que tava troca de turno, não tinha ninguém, em 5 minutos apareceu alguém, rapaz.
Apareceu, né, cara?
Foi necessário, entendeu? Às vezes é a única solução.
Tem hora que tem que pagar de louco mesmo, cara. Infelizmente é assim, cara.
Eu não gosto também, cara, sou um cara muito comedido, mas não sei, é complicado. É duro, é duro.
Ai, ai, mas vamos lá. Maravilhoso.
É isso, um abraço. Um abraço aí para o nosso ouvinte do Adriano.
Boa, boa. Bora para a próxima, Cláudio. Bora lá. A próxima quem mandou foi o Iago e ele diz o seguinte: Bom dia, boa tarde, boa noite, senhores Pantera Cor-de-Pau e Pica-Rosa. Que isso, cara? Que isso, confundiu aí, mano. Vocês estão ok? E o senhor Malafaia Silas, você tá bonzão? Moro em Fort Lauderdale, na Flórida. Ó, a história é internacional, hein, bicho. Sou mecânico de carreira para BMW.
Rapaz, animal, hein? Manda uma para nós aí. Manda, pode ser só alguma, a gente divide.
Pode ser uma, nós divide, bicho. Quanto a isso, tranquilo. Pode ser usada tudo, inclusive, tranquilo. Ele fala: trabalhando assim em um centro de serviço de concessionária, meu departamento é separado do departamento de vendas. Isso é importante para entender o meu lado, pois não temos muito contato com o pessoal da área de vendas. Como aqui quase todo mundo dirige automático, quando aparece um carro manual sempre sobra para alguém da oficina ajudar.
Bom, Bom, com isso dito, última sexta-feira do mês e tinha um carro quase pronto depois de um reparo extenso. Decidi ficar até tarde no trabalho para terminá-lo, para assim o cliente ter o seu carro para o fim de semana e a gente fechar o serviço para o mês. Vai que a gente bate a meta. Terminei tudo, deixei o carro na área de picape e fui me limpar para ir para casa. Enquanto estava lavando os braços, escutava um carro na bay no final da oficina, logo ao lado da porta, acelerando, mas acelerando muito, e logo depois o carro engasgava.
Então fui lá ver o que estava acontecendo. Quando chego no carro, me deparo com um rapaz que eu nunca tinha visto. Eu pergunto: tudo ok? E ele me fala que o Bradley das vendas mandou ele buscar o carro, pois o cliente estava trocando esse carro para um mais novo e que estava tendo dificuldade de sair do elevador de carros, mas se eu pudesse tirá-lo, ele conseguiria tranquilo. Esse carro era manual.
Ah, não, tem que observar que nos Estados Unidos não é comum o carro manual, né? As pessoas geralmente não sabem lidar com isso.
O cara tava tendo dificuldade, né? Aí ele fala: até aí tudo bem, disse o frango na porta do forno. Isso acontece muito. Então eu disse: ah, tranquilo, deixa eu entrar aí de boa. Quando ele saiu do carro, eu achei estranho. O cara tava vestido como se tivesse acabado de sair da praia, mas era uma Casual Friday e eu mesmo estava de jeans e camiseta da Basicamente. Olha só, rapaz, pedi para o meu pai trazer 5 camisas da Basicamente quando ele veio me visitar aqui.
Ó, que maravilha, cara!
Use o cupom Dois Empregos. Então ignorei, dei ré no carro e vi meu gerente pelo retrovisor lá do outro lado da oficina. Enquanto tudo isso passava na minha cabeça, permanecia Bradley? Quem é Bradley? Deve ser alguém novo. Mas como eu vi o gerente, fui com o carro até ele e perguntei: quem é Bradley? Ele me olhou como se eu tivesse perguntado para ele qual o sentido da vida. Muito confuso, ele me pergunta: quem é Bradley? Eu digo: não sei, ele mandou aquele cara vir buscar esse carro.
Ficamos os dois olhando um para a cara do outro, depois olhamos para o cara, o cara olhou para nós, Nós olhamos para ele de novo e aí ele simplesmente saiu correndo. É o quê? Já saquei o que aconteceu aqui, cara. Era uma tentativa de assalto isso aqui, Clóvis. O cara tava querendo levar o carro na mão leve, velho. Quer ver, ó?
Mas aí o cara é incompetente, ele foi pedir ajuda para fazer isso?
Eu acho que ele deve ter tentado levar, mas não conseguiu porque o carro era manual. Eu acho que é isso, cara.
Nossa, cara, o ladrão incompetente que pede ajuda para funcionário do estabelecimento tá roubando para conseguir concretizar o roubo.
Eu acho, né? Vamos ver.
Se for isso, é maravilhosa essa história.
O silêncio foi ensurdecedor por uns 10 segundos, nós dois computando o que acabou de acontecer. Meu gerente quebrou o silêncio com: é, você quase foi demitido, viu? Quem é Bradley? Esse cara não tava nem de uniforme. Você ia ser cúmplice de um roubo.
É isso mesmo, caraca, cara.
Na qual eu respondi com toda certeza: hoje é Casual Friday, ninguém tá de uniforme.
Nossa.
E eu perguntei exatamente isso para você: quem é Bradley? Quem diabos é Bradley, Klaus? Quem é Bradley?
Caraca, cara, não sei. Às vezes é amigo do Cleitinho, né, lá do Catanduva, lá do meio do Cabeça.
Pô, cara, Essa história me lembrou muito uma história que o Marcos, ex-goleiro do Palmeiras, sempre conta, cara. Que ele fala que um dia ele tava, ele tava na rua ali perto da casa dele e tal, e aí ele viu um cara empurrando um Monza, né? Aí ele falou, pô, o cara ali empurrando o Monza, né? Aí ele foi lá, ajudou, ajudou o cara a empurrar o Monza para pegar no tranco e tal. Aí foi lá, empurrou, empurrou, empurrou, pegou no tranco.
Valeu, valeu, falou, falou, tchau. Nisso aparece um cara correndo e fala, porra, mano, você viu um cara Tá roubando um Monza aqui perto.
Aí ele falou assim: Nossa, sério?
Não, não vi não, rapaz.
Nossa, cara, que treta.
O cara ajudou um roubo, velho, sem saber, mano.
Treta. Não, mas antes vou ajudar a roubar um Monza do que uma BMW, bicho. Imagina o tamanho do problema, cara.
É, não, mas essa história do Marcão é nos anos 90, Cláudio.
E aí nos anos 90 um Monza é um bom carro, pô. Tem razão. Nossa, mas que sorte, porque realmente foi uma falha de comunicação ali, esse negócio de Casual Friday, e maluco aproveitou. E que bom que ele era muito incompetente no fim das contas, né?
É, acho que se o carro fosse automático ele tinha levado, cara. Verdade é essa. Aí ele fala: resultado, na segunda-feira teve reunião geral, acabaram com a Casual Friday.
Tá certo.
Agora vendas e oficina não podem mais resolver nada direto entre si, tem que passar pelo gerente. E até hoje ninguém sabe quem era Bradley, mas toda vez que alguém aparece pedindo alguma coisa estranha na oficina, a primeira pergunta é: tá bom, mas quem é Bradley? Muito bom.
Caraca, cara.
Desculpa a longa história, moro aqui desde os 10 anos de idade, então legal. Desculpa pelos erros de grafia e também por não saber o nome de algumas coisas em português. Escuto vocês desde o episódio 1 para me manter conectado ao Brasil e recomendo vocês para todos os brasileiros que conheço aqui. Pô, aí sim, cara, obrigado, obrigadão, hein, bicho.
Fiquei feliz de saber disso, hein. O cara é uma função para o Dois Empregos que a gente não pensa muito, né, manter brasileiros fora do Brasil conectados aos nossos os perrengues.
Quem já me falou isso, Klaus, é a nossa querida Débora Lancaster, que tá sempre aqui com a gente, que também mora fora e já me falou que ela escuta, faz questão de escutar o Dois Empregos, que é legal para se manter conectada com o Brasil, cara.
Um abraço aí, Débora. Um abraço também aqui para o nosso querido Iago.
Boa! Ele termina aqui: beijos e abraço a todos, e lembre-se, nenhuma ação vem sem punição, e às vezes pode ser até crime ajudar os outros.
É, cara, tem golpes que são assim, né? Alguém entra de pato mesmo, sem saber o que tá acontecendo, né? É isso, gozíssimos. É isso aí, vamos para a próxima aí, Caião.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Teste a sua sorte no mundo sombrio do Godfather Slots. Algum dia eu vou te chamar para fazer um serviço para mim. Jogue Godfather agora no chumbacasino.com. Bem-vindo à família.
Sem necessidade de compra.
Grupo VGW, proibido por lei.
21+, termos e condições aplicam-se. A próxima história foi enviada pelo Jota JD, JD se for aqui no Brasil, né? Se for lá nos Estados Unidos igual o outro é JD.
É, se for na gringa JD. O vice-presidente dos Estados Unidos chama JD Vance. É verdade. Será que é ele?
Ah, deve ser, com certeza ele tá ouvindo Dois Empregos agora e escrevendo. Ele diz, olá, Caio, Caos e nosso grande Silas, vocês estão bonzinhos? Tamo bonzinho. Trabalho como operador de logística expressa aplicada a gêneros alimentícios também. Também conhecido como motoboy, porém na Inglaterra, o que não deixa esse trabalho menos enfadonho.
É JD mesmo, Cláudio.
É JD. Assim como no Brasil, nosso patrão é o aplicativo, mas isso não impede de encontrarmos alguns seres que transformam nosso dia de trabalho em um dia de cão. É, cara, a figura do arrombado ela transcende fronteiras, né?
Sim, sim, ela permeia todos os âmbitos da sociedade.
É democrática, né? Tá entre os pobres, entre os ricos, não há preconceitos. Eu estava na minha rotina diária, o dia estava agradável, temperatura média, sol brilhando, algo até raro nessa terra abençoada. Decidi comprar um lanche no Subway e comer em um parque aqui perto, para poder ter meu lanche na paz e distante de qualquer ser que poderia tirar a minha paz. Afinal, são longas horas em cima de uma moto, moto, trânsito, isso cansa.
Pedi logo o lanche maior, aqui chamado de footlong, que é o de 30 cm, porém pedi para cortar ao meio e embalar separado, pois já estava resolvendo o lanche da noite também. Lanche coletado, rumei para o parque, estacionei minha moto e fui em direção a uma bela árvore, longe de tudo e de todos, sombra e gama bem aparada. Será que lá na Inglaterra tem BemTV, Caião?
Cara, lá tem algo que pra gente é muito mais bonito, mas acho que pra eles, eles odeiam tanto quanto a gente odeia um urubu aqui, por exemplo, que é o corvo, né, cara?
Caraca, cara, não, é corvo, é um bicho—
Eu acho animal corvo, velho.
É, mas é um bicho bizarro mesmo, né, cara?
É bizarro, é bizarro.
Levei a bag, diferente do Brasil não usamos bolsa nas costas, e sim uma bolsa térmica de mão. Sentei-me, abri minha coquinha gelada, peguei metade do meu lanche e comecei a degustar aquele sanduíche. Quando ouço uma voz de alguém chamando um nome ou algo parecido. Olho e vejo uma velha tentando correr na minha direção. Fixei mais o olhar e vi algo menor, bem mais rápido se aproximando. Era um fodendo cachorro, pequeno, peludo e possuído pelo capiroto.
O bicho veio logo tentando pegar o lanche da minha mão. Nossa, cara, isso que ele foi procurar paz, né? E a velha gritava: para, para, Não come isso! Eu olhei para a velha com um olhar de desaprovação, típico que os ingleses fazem. Mas o diabo do cachorro, com seu faro apurado, sentiu o cheiro que emanava da minha bag e estava com o sobre entreaberto. Em um piscar de olhos, enfiou a cabeça dentro da bag, abocanhou a outra metade do lanche.
Nossa, cara, eu achei que o cachorro ia tirar o lanche da mão dele, que pelo menos não tava mordido. Mas não, ele pegou o lanche zerado, Caiom.
Meu Deus, velho.
E nisso a velha maldita chegou e para minha surpresa disse as seguintes palavras: para, para, não coma esta merda, faz mal. Rapaz, que velha lafrunhuda, né, cara?
Mano, que filha da puta, velho.
Que que é isso, cara? Não, não, eu tô indignado aqui também, cara. O mínimo que essa velha devia fazer era pedir desculpa, oferecer de pagar outro lanche.
Porra, lógico, bicho.
Parece a época Dona Florinda Faria, tá ligado? Não, não coma comida da gentalha, né?
Não, pô. E é uma merda quando a pessoa tá tirando pra bosta a sua comida, tá ligado?
É escroto, cara.
Porra, não coma esta merda. Que isso, velho? Então quer dizer que essa pessoa acha que eu como merda?
É isso?
Pois é.
Eu olhei indignado pra ela e retruquei: esta merda É meu lanche! Essa porra de cachorro deveria estar em uma coleira! Tudo em inglês, mesmo eu falando inglês até bom, entrou por um ouvido e saiu pelo outro, já que a velha tentava pegar o cachorro, que tava com a metade do meu lanche na boca, chacoalhando a cabeça violentamente de um lado pro outro e tentando desembrulhar o lanche. Cara, a cena era essa, eu com cara de corno vendo meu lanche devorado por um cachorro, a velha histérica gritando e tentando pegar o animal, e o animal dobrando a velha até que conseguiu o que queria, livrou o lanche da embalagem e em poucas mordidas acabou com o lanche.
E confesso que fiquei meio impressionado com um cachorro tão pequeno comendo um lanche tão rápido. Mas como miséria pouca é bobagem, a velha começou a me xingar dizendo que eu tava matando o cachorro dela e que ele não podia comer comida de gente, ainda mais um lixo desses. Ah, é claro, né, porque ele foi lá enfiar o lanche na na boca do cachorro, né?
Isso, onde já se viu comer lanche no parque?
E ainda mais um lixo desses, isso em tom agressivo, em volume alto, chamando atenção de quem estava por perto. Tentei argumentar, mas seria em vão devido ao quão histérica estava a maldita velha. Aqui, cara, eu não sei se eu fico com raiva ou se eu já começo a questionar se ela é senil, tá ligado?
É, dependendo do quão velha, né?
E ele prossegue: discutir com uma velha é jogo perdido. Até que a velha solta: espero que essa merda não tenha cebolas. Será que o cachorro é alérgico a cebola?
É, acho que cachorro não pode comer cebola, né?
Todo cachorro não pode comer cebola, cara?
Eu não tenho essa informação não, mas a gente pode pesquisar.
Vamos ver, vamos ver. Doutor Google, cachorro pode comer cebola? Porque é muito específico, por isso que eu fiquei curioso.
É específico, né?
Cachorro não pode comer cebola, é tóxico, aí, ó, causa danos graves ao sangue, podendo levar anemia, fraqueza e risco de morte. Caraca, cara, eu não sabia. Olha aí, e tem gente que dá pizza para cachorro, cara, é um perigo então.
É, tem que tirar a cebola.
Luzíssimo, tá aí, aprendi alguma coisa. Ele fala: nessa hora olhei para outra metade do lanche em minha mão, olhei para o cachorro que até babava olhando para o meu lanche, não pensei duas vezes, joguei a metade para o cachorro que pegou no ar e saiu correndo.
Caralho!
A velha olhou para mim incrédula e antes que ela soltasse outra ofensa eu disse: tem cebola extra? Espero que ele tenha uma morte lenta e dolorosa.
Que caralho, cara!
Não, mas não tem não, eu me recuso a acreditar que tem. Eu acho que ele só quis dar um apavoro na velha por causa da grosseria, e não ia fazer isso com o cachorro.
É, mas pô, cachorro não tem nada a ver.
Não quero crer que alguém do garbo e elegância de um ouvinte do Dois Empregos iria maltratar um cachorro. A velha simplesmente começou a gritar histericamente: você matou meu cachorro! Algo repetidas vezes. Nessa hora tomei a melhor atitude disponível para inusitada situação. Peguei a bag, fui em direção à moto e saí o mais rápido possível, pois se aparecesse alguma polícia seria a palavra de um imigrante motoboy contra uma velha inglesa. É verdade, verdade. O fator velha inglesa pesa, né, cara?
Pesa.
Até se for aqui no Brasil, a velha inglesa, onde você é o nativo e ela é a imigrante, quem espera é você.
É verdade, não é?
A velha inglesa ela tem uma credibilidade, ela tem.
O pessoal lembra da Cebolinha, né?
Só lembrando, o lanche não tinha cebola. Ah lá, é isso. Então eu achei até bem feito, cara, o susto, viu?
Não, foi bem, foi bom.
Porque ele passou esse apavoro na velha e o cachorro, por sua vez, não ia se assustar. Pelo contrário, até ficou feliz, né? Sim. Então foi, eu acho que foi na medida pela grosseria essa punição.
Mas que a velha ficou uns 2 dias observando o cachorro atentamente, ela ficou, né?
Ficou, ficou. Ele diz: não tinha bolha, era salame, queijo, maionese e salada. Ah, me parece até inofensivo pro cachorro.
Não, ele gostou, né?
Não é algo que o cachorro comeu uma vez só, ele ia ficar mal por isso. Espero que tenham gostado. No auge dos meus 43 anos já vi muita coisa enfadonha. Inclusive fui vítima de assédio moral, importunação sexual, tentativa de pirâmide, tudo em menos de um ano, em 3 lugares diferentes. Desculpe qualquer erro, esse conto foi escrito durante o trabalho. Vida longa ao Dois Empregos e cheers!
Boa, boa. Que história, hein, bicho.
Valeu, cara. Gostei, gostei da história. Essa velha é muito amaldiçoada, cara. Que sacanagem, né?
Pô, mas deve dar muita raiva, né, cara?
Fifi, não coma comida da gentalha. Que nojo.
É. Porra, bicho. Ai. E nem por um instante ela não pensou, tipo, caralho, meu cachorro roubou a comida de um cara que tá trabalhando, tá ligado? Que isso.
É, teria que você pedir desculpa, pagar outro lanche, às vezes até pagar uma coisa melhor, entendeu? Cara, se eu passo essa vergonha com cachorro meu, o cara tá ali comendo e tal, eu dou 50 na mão dele, entendeu? Fala, ó, cara, vai almoçar, sabe?
É para o cara comprar outro e ainda sobrar um dinheiro pelo transtorno, tá ligado?
Pelo transtorno, exato. Você não sabe se o cara tá com pressa, só tinha 10 minutos para almoçar, é uma sacanagem muito grande.
É, não, bizarro.
É isso, abraço.
É isso, bora para a próxima então, Klaus.
Bora lá.
A próxima quem mandou foi a Adriana e ela disse: Olá, trio perfeito, Klaus, Caio e Silas. Que isso, hein? Tamo com tudo, Klaus.
Tamo com tudo. Que moral.
Perfeito, hein?
Não acho muito perfeito não.
É, vamos relevar, né? Não vamos também contar os nossos próprios defeitos aqui, o pessoal já percebe.
Um trio razoável, né?
É, um trio nota 6, eu diria. Tá bom demais. Ela diz: fui chamada para uma entrevista de trabalho e logo de cara a gestora disse, nas exatas palavras dela, que o meu currículo era impecável. Ela também falou que eu tinha um perfil diferenciado porque eu unia academia e experiência corporativa. E só para contextualizar a minha saga, sou uma profissional sênior com 20 anos de experiência na área, duas graduações, duas especializações, mestrado, doutorado e pós-doutorado.
Pô, estamos falando com alto gabarito aqui, hein, Klaus? Altíssimo gabarito é o nosso ouvinte aqui.
Não, comparado a isso aqui, nós somos o trio analfabeto, Caião.
Exatamente. Que isso, cara?
Que isso?
Na entrevista Aí ficou tudo combinado: 30 horas semanais, flexibilidade de horário para eu poder fugir do trânsito, regime híbrido, VR de R$1.500 e R$6.000 de salário. Sim, apesar de toda a titulação, eram 6 paus. Eu aceitei porque achei que a proposta fazia sentido, mesmo sendo mais longe da minha casa. No fim da entrevista, eu ainda confirmei todas as condições: 30 horas semanais, regime híbrido, salário, horário VR, flexibilidade de horário e tudo mais.
Com o acordo feito, pedi demissão do trabalho que ficava a 5 km de casa. Eu ia de carro, tinha estacionamento e em 10 minutos já estava lá. É isso no antigo, né? Foi um privilégio que vivi por alguns anos ali e em outros lugares onde já trabalhei, morar perto do trabalho. Pô, isso é muito bom mesmo, cara.
Depois de trabalhar em casa é a segunda melhor coisa, com certeza. Eu lembro Eu lembro de um trabalho que eu tinha que a galera ia almoçar na cozinha ali dividindo o mesmo micro-ondas e tal. Eu pegava meu Celtinha, espichava pra casa, comia vendo um The Officezinho ali e voltava em tempo, que era pertinho. Nossa, que satisfação!
É, isso aí é bom demais. O novo trabalho me colocaria numa rotina de 1 hora e meia pra ir e 1 hora e meia pra voltar. Nossa, voltamos lá na primeira história, hein? São 20 km em cada trajeto. 3 horas por dia só de transporte. Nossa! Com o metrô lotado no meio do caminho. E foi justamente por isso que eu insisti na flexibilidade de horário, para fugir do horário de pico. Ou seja, flexibilidade era condição para a vaga fazer sentido.
Eu deixei isso muito claro na entrevista e ao final confirmei novamente todas as informações da proposta e a minha condição de flexibilidade de horário. No primeiro dia, me pediram para chegar às 8 horas. Considerando o meu horário de entrada, saí após cumprir a carga horária combinada. No início da tarde, no segundo dia, o RH me chamou para assinar o contrato. Eu ainda não tinha visto, lido ou sequer encostado nele. O representante do setor me informou que o horário seria fixo, presencial, das 8 às 17. Ah não! E que, ué, mas quer dizer, nada do que foi combinado, né?
Pois é.
E que iria invalidar o meu ponto. Lembrando que eu cheguei às 8 nos 2 dias. Calmamente eu respondi que aquilo não era o combinado e que eu iria checar com a gestora. No dia seguinte, como eu já tinha trabalhado 2 dias de graça, eu não fui e pedi uma reunião online com a gestora. Ela ouviu, confirmou exatamente tudo o que tinha sido combinado na e completou dizendo que não conseguiu me contratar nas condições oferecidas porque existiam outros funcionários.
Só esqueceu de avisar, né, que beleza, tem essas condições aqui, só faltou o parênteses, né, se eu conseguir.
Não mencionou que podia ser, né, que era condicional, né.
E aí vem o detalhe que deixa tudo ainda mais curioso: os demais eram formados, júnior, e não tinham a mesma titulação que eu. Ela reforçou que o meu perfil era diferenciado, titulação mais experiência, e que comigo as entregas seriam críticas profundas e não operacionais. Em outras palavras, perfil diferenciado para entrevista, contrato padrão para a realidade.
Meu Deus.
No fim, a proposta seria remuneração proporcional a 6 horas horas por dia sem VR, com flexibilidade das 9 às 18.
Cara, como ela já tinha sido demitida de outro trabalho aqui e tal, cabe até um processinho aqui numa situação dessa, cara. É, também acho, né? Causou um transtorno muito grande. Eu também acho fazer uma promessa assim em reunião, no contexto ali de trabalho, tudo certinho. Por mais que não era ainda o contrato, o verbal também vale, né, cara?
É, cara, eu não sou desses que acha que tem que botar a empresa no pau por qualquer coisa e tal, mas nesse caso aqui eles foram muito filha da puta, velho. Isso aqui não se faz não, bicho.
Deixar a pessoa descobrindo a surpresa.
É, não, isso aí foi na maldade mesmo, cara. Isso aqui foi na maldade. Ela fala: a flexibilidade nesse caso era mais ou menos como o cano de ferro, dizem que dobra, mas na prática não cede nem com pedido educado.
É o famoso horário flexível para a empresa e o regime híbrido, que é presencial de segunda a sexta e home office de fim de semana.
Isso, perfeito, perfeito. E como em outras histórias de dois empregos, aprendi que tem muita empresa que aposta sim na dificuldade das pessoas de dizer não e impor limites. Pô, isso é muito real, velho. Isso é muito real. Você tem que saber falar não mesmo.
E é uma skill, né, como dizem, muito necessária saber falar não. Não, cara. Eu conheço muita gente que— a gente já recebeu histórias aqui, também conheço na minha vida pessoas que sofreram muito por ter dificuldade com assertividade, falar não, lembrar que não estava algo combinado, às vezes ser um pouquinho mais grosso na hora que precisa, nem grosso, às vezes simplesmente conforme o print, como fazem aí no meio empresarial.
E tem vários estudos que apontam que isso é fator determinante importante para você conseguir subir de cargo, inclusive, né? Você mostrar insatisfação e você pedir as coisas, né?
Temosia é prerrogativa para sucesso na carreira.
Exatamente.
Temosia e paciência, no fim das contas, né?
É isso. Aí ela fala: adoro o podcast e sinceramente não gostaria de ter mais histórias para contar. Saudações e abraços. Muito bem, muito bem.
Ah, obrigado, Adriana. Eu fiquei curioso só porque não ficou claro o que que ela fez depois aqui, né? Se ela acabou metendo o pé, verdade, ou se ela teve que ficar lá um tempo. Enfim, manda para gente aí, Adriana. Engoliu um sapo, né? É, manda para gente aí que eu tô curioso. Mas nossa, cara, isso aqui é de você querer comer vidro mesmo. Dá muita raiva algo assim, dá vontade de bater a cabeça na parede. Essas foram as histórias de hoje, Caião.
Boa, boa, boa, boas histórias hoje, hein?
Gostei. Boas histórias, boas histórias. Bom, vamos agradecer então, Caião, aquela galera que faz o Dois Empregos acontecer, não é? Porque a gente lá no doisempregos.com.br aceita apoios financeiros. Você apoia com o valor que você quiser lá no botão Apoie. Você encontra valores sugeridos que dão acesso alguns mimos e sorteios de brindes, mas você faz como quiser, como preferir, com cartão ou com Pix, uma vez só ou com recorrência ou no anual, aquilo que o seu coração mandar. E os maiores valores a gente agradece por nome aqui no programa.
Exatamente. E considere ajudar, viu? Você que ficou até o fim ouvindo esse podcast aqui, considere ajudar, porque realmente, galera, sem esse apoio de vocês a gente não consegue estar aqui toda semana.
É verdade.
Com esse apoio já já tá difícil, viu, Cláudio? Então a gente precisa aumentar o que a gente recebe aí para a gente conseguir estar aqui toda semana, cara.
6 anos trazendo conteúdo, contando aí Dois Embarques, Bardo Adriano, Fute da Firma, outros conteúdos extras, né, que a gente não põe na contagem oficial. Creio eu que já passou de 300 episódios aí no ar para galera. Deem essa moral para gente aí, quem puder. E quem não puder pôr a mão no bolso, divulga para os amigos, passa a pirâmide do Dois Empregos, faz 2 amigos amigos ouvirem e chamarem mais dois. Tem tanta gente arrancando dinheiro dos outros aí para nada, e quando se você apenas ouvir o programa já tá ajudando. Então espalha a palavra, espalha a palavra.
Boa, boa.
Dito isso, Caio, vamos agradecer então aqui, começando pelo Silas Campos Barros, o marido da Débora Laurentino, o Esdras Santos Borges, Oswaldo Brogliato, Lucas Peron, Thiago Grissoi, Caio César e Gabriel Rico.
Boa! E lá no plano Você é Louco tem eles: o Rodrigo Stranieri Bastos, o João Marcos Vieira, o Pedro Henrique Schneider e a mamãe Débora Lancaster.
Eita, obrigado, hein, Débora! Eu acho, a Débora merece um obrigado muito especial porque, não sei se tô falando besteira, mas eu acho que ela é apoiadora mais longeva do programa, Rafa.
Eu acho que é, ininterruptamente, né?
É, ininterruptamente. Muito obrigado, Obrigado de coração aí, viu, Debra?
É isso, valeu, Debs, tamo junto!
E é isso, pessoal, obrigado a todos, né? Todos são nossos heróis aí. A gente volta como sempre semana que vem. Aquele abraço e tchau, falou!
Basicamente
Roupa TecnológicaChumbacasino.com
The Godfather Slots