Episódios de Dois Empregos

#267 - Profissões que você NÃO SABIA que EXISTEM

16 de março de 202648min
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Já imaginou provar ração, cheirar sovaco em laboratório ou empurrar gente todo dia pra ganhar a vida? 🤢 Neste episódio, exploramos trabalhos curiosos (reais e atuais!) que mostram como o mercado acaba precisando de funções que ninguém imagina. Pra isso recebemos nossos amigos e assessores de assuntos aleatórios Rafa Longhini e Thiago Cabé do podcast Quase Embolotei! 🎧Sobe o som e desce o play! 🔊🔥
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🔊CONHEÇA O QUASE EMBOLOTEI:
https://open.spotify.com/show/0spAguh6YrIbT9c5y7vbUc?si=5097146acdf24bfa

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🎙️Edição: Silas Ravani | Comercial: contato@klausaires.com

 

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Assuntos10
  • Animais de EstimacaoTeste de palatabilidade · Controle de qualidade · Experiência do consumidor pet · Análise sensorial · Sabor e textura
  • Sexador de PintinhosIdentificação de sexo em aves · Técnica visual e manual · Triagem em frigoríficos · Especialização profissional · Processo de aprendizado
  • Empurrador de tremSuperlotação em transportes · Otimização de espaço · Funcionários de empresa de transporte · Horários precisos · Profissão em declínio
  • Jornada de TrabalhoTestador de desodorantes · Avaliador de geladeiras · Testador de privadas · Fadiga olfativa · Controle de qualidade
  • Designer de luto digitalGestão de perfis de falecidos · Curadoria de redes sociais pós-morte · Limpeza de conteúdo problemático · Memorialização online · Privacidade digital após morte
  • Segurança OperacionalDescontaminação de locais · Limpeza de resíduos biológicos · Incineração de materiais · Análise de cena · Trabalho especializado
  • Testador de equipamentos aquáticosAvaliação de segurança · Teste de experiência do usuário · Inspeção de estrutura · Risco de lesões · Validação de brinquedos
  • Caçador de TendênciasAnálise de mercado de moda · Previsão de padrões cíclicos · Monitoramento de redes sociais · Design gráfico e visual · Ciclos de tendência
  • Classificador de MilhoControle de qualidade agrícola · Detecção de pragas · Inspeção de grãos quebrados · Teste de aptidão · Processamento em usinas
  • Profissões Curiosas e InusitadasDespertador humano · Leiteira · Profissões extintas vs atuais · Mercado de trabalho diverso · Nichos profissionais
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Olha, meu marido tem dois empregos.

um com o outro, eu tô falando da Rafa e do Caber. E aí, vocês estão bonzinhos? Bom demais, melhor que eu só o Silas. Vai sumindo com essa porrada aqui, maluco. É, é verdade. Silas sempre tá muito bom, né? Sempre, sempre. Mas, galera, é o seguinte, trouxemos esses dois aí porque hoje a gente vai fazer uma pautinha diferente do habitual momento do Márcio Canuto, que é falar de profissões que você não sabia que existem. Eu não tô falando de profissão que já acabou, tipo, a sensorista,

elevador, essas paradas. O cara que acendia o poste, né? Antes tinha isso daí, né? É, o repositor de pino de boliche. Despertador humano, né? Despertador humano. Que era o cara que ia na casa das pessoas pra acordar elas antes do advento do despertador. Nossa. Quem acordava o despertador humano, hein? Era o despertador galinácio. O meu avô era leiteiro, ele era aquele cara que ia entregando garrafinha na casa das pessoas. Boa. Olha só. Teu pai é filho do leiteiro? Na verdade, eu não sei.

Tem uma história por trás disso e na verdade eu realmente não sei. Verdade, né? Mas não é disso que nós vamos falar. Nós vamos falar de profissões que ainda existem, mas que são raras, curiosas, né? A galera ainda provavelmente não sabe. Que aliás, Klaus, antes da gente começar a falar das profissões, fica o convite ao ouvinte aqui. Se você acha que você tem uma profissão que ninguém tem, se o que você faz é muito diferente, pô, manda a história pra gente lá no 2empregos.com.br.

Mesmo que não seja, ah, não aconteceu nada demais. Não, mas manda o seu dia a dia aí, cara. Às vezes o negócio é tão curioso que já vale a pena a gente saber o que faz, tá ligado? Aqui a gente vai ver algumas profissões absurdas, né? E se você for alguma delas ou alguma parecida com elas, manda história pra gente. Exato. Boa, 2empregos.com.br. E a gente trouxe aqui o Thiago Cabé e a Rafa Longuine, porque além dessa parceria de longa data que a gente tem aí nos podcasts, né? A Rafa tem lá o Não Te Contaram, que é de crimes reais. Muito interessante.

com a edição primorosa do Silão também, né? É verdade. E o Cabé agora tá com o... quase embolotei com a Rafa, onde eles contam divagações aleatórias, que é o que tem tudo a ver com a pauta de hoje aqui, né? Essa pauta de hoje, tranquilamente, seria um episódio do nosso podcast. Sim, verdade. Ah, se tem uma coisa que eu gosto é receber uma pauta de graça, hein, Cabé? Pauta de graça. Na hora que eu falei, eu já me arrependi, porque eu sei que o Silas vai usar por algum efeito espertinho.

Que desgraça. Não, mas a pessoa que faz podcast, ela comemora muito quando tem alguma pauta fácil pra fazer, porque o ouvinte não tem noção do quão difícil e quanto tempo leva pra gente montar uma pauta às vezes, né? Não, o meu podcast antigo de futebol era muito claro. Tinha as pautas que a gente se dedicava, que ia atrás de dados e N coisas, e tinha as pautas, tipo, quem é o melhor gordo do futebol?

não quer fazer pauta, né? Mas é bom, uma resenha sorta de vez em quando é boa. Lá no Não Te Contaram, as pautas são cabulosas, eu demoro dias pesquisando pra fazer pauta, e aí no Quase Embolotei não, no Quase Embolotei é eu e o Cabé sentado, a gente liga o Audacity, a gente tem só uma ideia mais ou menos do que a gente quer falar, e aí a gente vai falando. A gente vai pensando e vai. Cara, mas acho que é isso aí que tá da hora, porque vocês têm todo esse entrosamento,

aí, e o ouvinte curte, né, ver essa intimidade aí, não vou falar em frente às câmeras, porque não tem câmera, né? Em frente aos microfones. É, e aí a gente vai, fala de série, fala de filme, fala de tudo, tudo que a gente gosta. Vamos falar de videogame, vamos falar de... Música. Música. Tudo. Tudo, da nossa infância. Nostalgia, né? Nostalgia. Bicho. Bicho. Tudo. Boa. Enfim. Boa. Muito bom, muito bom. Aquele quando o YouTube era tudo mate, se um dia vocês fizerem uma parte 2, eu quero estar lá,

Muitas coisas que vocês citaram ali, eu sei de cabeça o vídeo inteiro. Mas com certeza. Sarjão berranteiro. Enquanto a gente gravava, a gente lembrava de você, Cláudio. Já tá convidado. Muito obrigado. Já se convidei, né? Parabéns, Cláudio. Mas vamos então pra pauta, né, galera? Porque o Quase em Bolotê nos brindou com essa pauta, que é dessas profissões que você não sabia que existem. E a primeira que tá aqui é do provador de ração animal. Eu achei fantástico, porque eu realmente não sabia. Cara, eu sabia,

porque eu lembro que eu tive uma professora na faculdade que falava muito do controle de qualidade da ração, de uma marca de ração aí. E aí ela falava, ah, o cara fica lá experimentando e quando você vai fazer visita na empresa, eles te dão pra experimentar também. O quê? E aí eu ficava pensando, nossa, que horrível, né? Por quê? Então... Vocês já comeram comida de cachorro ou não? Já comi, já. É, eu já comi também. Não é bom, não. É ruim.

O mundo teve a curiosidade já de pôr uma pontinha na boca ali pra ver se tem, né? Pra mim parece um que tava mordendo um isopor com cheiro de peixe, tá ligado? Não tem sabor de... Ah, sabor carne. Não é. Não tem sabor de nada. Muito bizarro. Não, cara, parece muito... Assim, ração de frango de cachorro, eu vou ser bem específica agora. Sabe quando você tá comendo frango assado e aí você come aquele meinho do osso? Como chama aqui o tutano do osso, assim?

Que é meio queimado, sabe? É um gosto de queimado com leve amargo. Não é gostoso. É, quando queima aquela pontinha do osso assim, né? É. Não é ligado. É aquele gosto da ração e sem sal. Vocês já comeram patê, aqueles patêzinhos? Eu e a Rafa já comemos já. Os de gato a gente já comeu. É, aquele lá eu vou te falar, cara. Com uma torradinha. Vai fácil. Aquele vai. Vai. É, aquele vai. Vai, ele tem gostinho de peixe, cara. Cara, a irmã da Rafa ia em casa, abrindo nossos gatos,

dedo comendo. É verdade, fazia isso mesmo. Meu Deus do céu. O patezinho é gostoso, de fato. Não, mas o cara aqui geralmente é um químico, alguém da engenharia de alimento, controle de qualidade, essas coisas, ganham bem. Sim. E aí eles têm que ver se o cachorro vai... Eles conhecem ali a intensidade de odor, que é igual o sommelier, né? Tem as métricas certinhas. Isso. E sabe se o cachorro vai rejeitar ou vai gostar. Aí eu fico pensando, mas como que ele aprendeu, né? Ele fez uma mentoria com o cachorro.

vai gostar, né? Então, pra mim, o provador tinha que ser um cachorro já. Então, cara... Por que não põe um cachorro pra provar? Então, mas é que eu acho que aí ele ia... É difícil saber, porque o cachorro não sabe analisar, tipo, ah, esse aqui tá faltando palatabilizante. Ele não ia fazer um relatório. Ah, é. Não, e assim, vamos ser sinceros, né? O cachorro não é muito confiável, né? Porque o que eu já vi de cachorro que come parede, que come cocô de perna...

É, o Bacon ontem comeu cocô de gato e veio no sofá lamber a gente. Exatamente, exatamente.

Com o nosso cachorro. É. Então é assim, só que assim, uma coisa que eu posso dizer, ração de gato é muito ruim. A ração seca de gato é uma das piores coisas que eu já comi na minha vida. Nossa, eu também. É muito ruim. Eu tinha a impressão que a ração seca ia ser menos pior, né? Da minha imaginação. Assim, eu pensei, a ração seca deve ser mais de boa, agora que elas são úmidas, ou que tem um sabor frango, uma coisa meio diferente, já deve ser meio rogenta, né?

É um pouco mais natural. Ele é um pouco menos ultraprocessado, né? Agora, a ração seca tem que tirar a água dela. Então, eu acho que o sabor fica pior por isso. Mas, tipo assim, é muito ruim. Os meus gatos aqui, eles comem uma ração. E é, tipo, das melhores rações que tem no mercado, sabe? E não tem grão na ração deles. É puro proteína. Nosso cachorro é louco na ração dos nossos gatos. É, que caramba! E aí, eu falei, cara, ele gosta tanto assim.

Vamos experimentar. Que arrependimento. Nossa, é ruim. O negócio é amargo. Eu não sei como que o provador de ração consegue provar aquilo e falar, nossa, está gostoso. O gato vai gostar. É um profissional muito treinado. É um retro gosto muito forte. É um reto gosto. Gosto de reto mesmo. Reto gosto. Eu fui dar uma fuçada na internet se eu descobri algo mais sobre essa profissão. Tem muito pouca informação, mas tem uma matéria no Mais Você. Acho que eu vou mandar o link para o Silas botar um trecho.

porque eu achei legal que tem o Loro José comentando esse mesmo assunto que a gente aqui. Tem um outro que a gente descobriu pra terminar aqui. É esse aí, ó. Deve ser bom, ele tá rindo. Cachorro não entende de culinária, entende? Cachorro não, né? Só que estava sombrinha belinha. Esse cara com essa carinha feliz, sabe o que ele faz? O que ele faz? Ele testa comida feita pra cachorro profissionalmente. Cabe a ele, cabe a um testador profissional, um humano,

de saber se a comida do cachorro vai ou não pro mercado. Da Maria, que emprego é esse? Tô falando... Mas o cara tá virando cachorro, bota a foto dele de novo. Olha só o Loro José, saudoso o Loro José antes de ser assassinado e trocado. Pois é. Eu posso dizer uma coisa, eu tinha, na época que eu morava com os meus pais, eu tinha um cachorrinho que ele come uma ração, porque hoje em dia, assim, né, a gente sabe que corante não faz bem, então a gente compra ração todas marronzinhas e tal,

Mas o meu cachorro, ele comia aquelas rações que eram coloridinhas, que para mim era mais gostoso, eu achava. Eu não sou um especialista em provador de ração, mas a amarela era pior. Eu acho que vocês têm o currículo muito acima da média. Muito, muito. Pelo que vocês estão falando aqui. Eu achei, Klaus, que eu ia falar que já comi, que o pessoal ia ficar em choque. Eu ia no mercado... A gente é curioso. Inclusive, tem um petisquinho que chama Churu dos Gatos, que é tipo um juju sacolé.

Chup-chup. Não sei como vocês pronunciam aí. Bandeclay. Nossa. É tipo um daqueles sorvetinhos de saquinho, sabe? Que você morde a pontinha pra... Eu chamava de gelinho na minha infância. Gelinho, é. Gelinho. É, que cada lugar do Brasil tem um nome diferente pra isso, né? E aí tem um de gato que chama Churu. E, cara, o Churu, da marca Churu mesmo, é uma delícia. Eu não me comi. Nossa, uma delícia. Tanto que gato, quando vai comer aquilo lá, o gato fica louco, né?

Parece que tem droga. Mas é muito bom. Ô, Klaus, eu não sabia que a gente estava diante de dois profissionais aqui da profissão. Pois é. Que isso, cara. E só mais uma coisa. Me trouxe uma memória. Tinha um mercadinho perto da casa da minha mãe. A gente ia comprar ração. Aí o cara que ia pegar ração, a gente perguntava. Ah, essa ração é boa. Ele experimentava na tua frente. Meu Deus. Ele comia. Meu Deus. Maravilhoso. Ele fala, é boa, é boa. Que doideira. Mas isso é marketing, é marketing. É, só de brincadeira.

não faz pra ganhar o pão de cada dia, né? Cara, é foda. O trabalhador brasileiro. Bom, ainda nessa área aí de testadores, nós temos o cheirador profissional. Será que é o Maradona? Ah, esses moram na favela. É o Maradona, o Chorão. O cheirador profissional avalia odores de produtos como desodorantes, mas também colchões, geladeiras e até privadas. O odor de geladeira? Eu espero que é o odor da privada antes do uso, né? Então,

me perguntando isso, porque como que você cheira a privada porcelana? Tem cheiro diferente? Não sei. Ou será que é algum rolê, tipo assim, o cara vai, faz o serviço, dá a descarga e, tipo, se a privada é muito cara, ela tem que levar o odor junto, sei lá, cara. Será que a privada é anatomicamente feita pra propagar mais ou menos o fedor, assim? Será que o formato... Pode ser que seja isso. Caralho, velho. Formato com buca ali, né? Pode ser que seja isso, porque ela tem aquele...

Aquele formatinho característico que já... Tomara que ajude a não propagar o cheiro, porque o som propaga que é uma beleza. O som é aquele amplificador. Pô, a Mayra Cardi colocou uma privada na casa dela, no banheiro da filha dela, custa 8 mil reais. Nossa! Então eu fico imaginando que o odor dessa privada já deve vir naturalmente com cheiro de perfume importado. Ou então é aquelas japonesas que jogam jatinho de água morna. É, imagina a japonesa mesmo. É, pode crer.

Porque se a gente pensar no formato anatômico da privada, teoricamente ali, ó, na hora que você faz a flatulência, ela faz uma curva que bate de volta em você e vai pra baixo, teoricamente. Ela deve segurar um pouco do... É verdade. É tipo a Air Fryer Philips Valita que tem a estrela embaixo ali que espalha o vento. Que pode distribuir o vento. É, tipo isso, só que é o contrário. Cara, e aí eles chamam um cheirador. Mas eu tava vendo que o mais comum disso é o cara cheirar mesmo produtos, né? Desodorante.

outras coisas, não só cheirar, mas tipo estressar o produto, sei lá, é um desodorante, como ele tá daqui 3 horas, como ele tá sob exercício e tal, aí o cara tem que ficar reavaliando os contextos. Ah, interessante, tipo, mas deve dar dor de cabeça, né? E deve chegar uma hora também que você não sabe mais o que você tá cheirando, porque tipo, quando eu vou comprar perfume, chega uma hora que o primeiro perfume que eu cheirei e o último estão exatamente iguais.

Mano, como que é, imagina assim, como que é a jornada de trabalho de um cheirador profissional

profissional. Eu duvido que ele fica oito horas por dia cheirando as coisas. Não, tem que descansar o nariz. Eu acho que é, sei lá, minha irmã fez curso de barista, né? Ela falava que chega uma hora que você fica com o paladar embotado e não vai. Tem que dar um tempo. Então, acho que aqui é a mesma coisa, né? É tipo, ah, você é auxiliar administrativo e cheirador profissional. Deve ser tipo isso. É verdade. Deve ser a galera do controle de qualidade, né?

É, é verdade. A galera do desenvolvimento de produtos ali. Pode crer, faz sentido. Mas não pode economizar nessa área, não, na hora de fazer ali

body splash de waffle, né? Se a Virgínia tivesse. Puta merda, sim. Contratado. Esse cara tinha evitado muito problema. É verdade. Nossa, o Ipink não deve ter cheirador profissional. Não deve ter. Mandem currículo pra lá de cheirador. Esses dias eu vi um meme, né? A mina falando assim, ah, por que que ao invés de fazer um aspirador de pó que faz tanto barulho, não inventa um aspirador de pó que toca música? Aí o cara respondeu embaixo, já inventaram, chorão, né?

Pô, cara, isso me lembra que eu coloquei o meu aspirador de pó, o comando na Alexa, pra ligar ele. Serginho Ronjakov. É verdade. Ainda tá esse nome, Klaus? Eu falava ativar Serginho Ronjakov, ele ligava o aspirador. Eu acho que não dá, porque eu já reiniciei a configuração as 10 vezes, né? Preciso fazer isso de novo. Eu sempre me divertia sozinho aqui fazendo isso. O Klaus, ele faz umas piadas escondidas, que às vezes é pra ele mesmo, tá ligado? Eu admiro muito isso.

Muito bom, cara. É isso, tipo, meus favoritos aqui do navegador, toda a parte de CNPJ tá favoritado como pagamento do roubo, cadastro do roubo, plataforma do roubo. Meu Deus do céu. Só eu vejo e tá assim. Eu gostava de mandar pics pra galera e escrever, tipo, serviço de prostituição, sabe? Ninguém vira, tá ligado? Só eu. Isso é muito bom, cara. Isso me lembra uma vez que na faculdade eu botei o... Cara, não sei se foi o telefone,

o professor o e-mail no mural e coloquei que ia ganhar 50 reais quem enviasse a melhor imitação do Chewbacca. Meu Deus! E eu não tive como ver o resultado depois, entendeu? Mas isso me fez feliz. É Andy Kaufman isso aí. Meu Deus! Não, só de pensar no resultado já tira sorriso. É tipo a história do Andy Kaufman, né? Que pediu pra colocarem uma faixa na gravação pra galera ficar pensando em casa que a TV tava com problema e ele ficar imaginando

a galera tentando consertar a TV. Carai, velho. Ah, sim, sim. É. Eu lembro disso. Isso tinha que ser uma profissão. Na verdade, é uma profissão em volanda, né? Mas não tá com vagas abertas. Pô, a próxima profissão que botaram aqui é empurrador de trem. Eu não fazia ideia que existia um cara também. Mas não é que ele empurra o trem, né? Como é? Ele entocha as pessoas pra dentro do trem. Isso. Ah, é pras pessoas. Isso, é. É no Japão essa parada. Ele tem que fazer o máximo de gente

no trem, se o cara tá meio de bobeira, ele vai entochando lá pra dentro, ele vai empurrar a mala e vai, entra, vai, vai. E o cara, nem é esse que eu vou pegar, peraí. E os caras empurrando ele. Não, eu tava vendo ali empurrador de trem, eu achei que juntavam uns 30 nego em volta do trem pra empurrar ele pra frente, sei lá. Não, isso aí, no Japão, era mais comum nos anos 70, pelo que eu vi, mas até hoje existe, só que acho que só em Tóquio, só em

com problema de superlotação, assim. E dizem que está desaparecendo com o tempo, mas são os funcionários da própria empresa de transporte e eles têm que garantir. Já o povo nem exodeia atraso, né? Não tem aquele negócio da... Ah, é 10 minutinhos, está tudo bem. Eles odeiam atraso. Então, a hora que o trem para e abre a porta, chucha todo mundo para dentro e vai, e vai. Que loucura! E se tiver alguém que não está mais cabendo, está querendo tentar caber, o empurrador de trem também tira essa pessoa de perto, sai daqui você, você não vai mais. Ele escolhe lá como é que faz e fecha.

Eu imagino eles pegando a pessoa, dobrando ela no meio e enfiando por cima, sabe? Eles vêm da multidão. Tem vídeo no YouTube, você procura Oxia, né? O-S-H-I-Y-A. Oxia, não sei se a pronúncia tá boa, mas você encontra vários vídeos desses caras empurrando a galera. É engraçado, os caras com o capzinho, parece polícia do pica-pau. É um tetris humano que esse cara faz, bicho. Vai, cara, dá uma agonia ver esses metrôs lotados, cara. Nossa, eu não entro. Eu também não.

da agonia mesmo, eu tenho medo. Ainda mais no, tipo, metrô de São Paulo, assim, que a semana inteira parece que para porque tem gente que falece nos trilhos, né? Nossa. Então, sei lá, imagina se tem um cara desse que fica socando as pessoas dentro do trem e a pessoa cai no vão ali. Deus me livre, já penso em tragédia. Imagina se você é o cheirador profissional e tem que entrar num trem tão lotado que tem gente empurrando. Nossa, imagina os cheiros. Os cheiros que você vai sentir lá dentro.

Você já chega no trabalho com o nariz nervoso e não tem mais condição. Tem que pegar testado. Nossa! O cara com um faro muito apurado é complicadíssimo. Deve dar para sentir até o que a pessoa comeu no dia. Tipo, ó, suor de lambari frito. Nossa! Às vezes é melhor você ter o nariz ignorante porque é uma benção, né? É! Eu vou falar um caso aqui. Qualquer coisa o Silas corta. Eu tinha um amigo que sabia qual whey que eu estava tomando de acordo com o meu peito. Nossa!

Olha, era um cheirador profissional. Não, cheira peido profissional, que é pior. A gente ia pra faculdade junto, na época eu tava desempregado, eu fazia academia por volta de umas duas horas da tarde, tomava whey, ia pra faculdade e a hora que dava umas cinco e meia, começava a embolotar, né? Aí ele virava pra mim, ele me chamava de gordão. Eu falava o gordão, é de morango, né? Caraca, cara. Imagina quanto whey esse cara, esse cara era boladaço.

Era nada, é. Magrelinho. Quanto whey ele consumiu pra ele ter essa proficiência?

Bem específico, assim, o cheiro. Eu acho que eu tenho uma leve intolerância à lactose que quando eu tomo whey me dá esses problemas. Que gostoso. É, se a gente fosse entrar nessa área aí de pessoas que são testadores das coisas, tem testador de caixão também. Tem números, né, cara? Então, testador de caixão é doido também. Porque, tipo, o morto tá morto. Por que ele tem que ficar confortável? É, eu pensei isso aí também, cara.

Ele testa o quê? Só pra ver se cabe? Será que não é pra ver, tipo, se a estrutura do caixão tá forte? Pra ver se não vai cair no fim?

Ficar rolando pros lados, né? Alguma coisa assim. É, pode ser isso, né? É, faz sentido. Esses dias cruzou a minha timeline um cearense lá que tinha o sonho de ser velado vivo pra ver como é que ia ser o velório dele. E aí entrevistaram, botaram o microfone lá. E aí, como é que tá, né? Ele reclamou que é ruim, que o cachorro é desconfortável, que o morto fica se sacudindo lá dentro e tal. Ele fala, pô, o cara não tem descanso nem depois que morre, porque balança demais. Meu Deus do céu, que loucura.

ser no Brasil. E não é profissional, né? Ele fez por amor mesmo isso. Foi no freestyle, né? No freestyle, é. Eu queria ver como que é o meu velório, sabe? Tipo... Ah, eu queria ver também, mas outras pessoas teriam que achar que eu realmente morri, né? Porque se as pessoas soubessem que é um teste, ia ter gente chorando de mentira. Não ia ter graça. Quem sabe é o Amin Kader, né? O Amin Kader sabe como é que é. É verdade, o Amin Kader sabe bem.

Só o Amin Kader sabe como é você estar morto, né? Sensacional. Nós temos também...

Falando em velório, né? O designer de luto digital. Essa é uma profissão recente que é o maluco que fica organizando as redes sociais e as implicações ali de cuidar do perfil que a pessoa deixou, do memorial, até da parte legal, às vezes, um pouco também. Mas só é pra famoso, né? É bom existir isso porque aquelas fotos de luto que as pessoas colocam no perfil quando algum parente morre são muito mal feitas, de fato. É verdade. Precisa de um designer melhor pra aquelas fotos.

no Orkut tinha uma comunidade que chamava Perfil de Gente Morta. Nossa, pode crer. Quando a galera morria, eles iam na comunidade e mandavam, ah, esse fulano morreu, aí você ia lá vasculhar o perfil. Eu mandava dos meus amigos. Ah lá, o espírito de porco também. Mas eu imagino, tipo, a pessoa morreu e tá todo mundo lembrando, né, tendo as boas memórias lá e tal, de repente acham um tweet xenofóbico da pessoa assim, aí fala, olha só, era um filho da puta e tal, então acho que

É tipo um desses caras que controlam o problema em rede social, só que pra pessoa depois da morte, assim, acho útil. Isso é bom, isso aí eu gostei. É, eu gostaria que contratassem um desse pra mim, viu família? Quando eu falecer, fica aqui o meu pedido. Tá o registro, tá o registro. A meta da opção de transformar num memorial ali, aí fica um feed aberto e os amigos ficam postando coisa e tal. Uma paia, paia, eu não gosto. Eu acho bizarro, inclusive tem um fenômeno, né,

que quando as pessoas morrem, a quantidade de seguidor delas mais do que duplica às vezes, dependendo da pessoa que foi e tal. Caramba. Porque a galera começa a seguir pra ver se, tipo, alguém da família entra pra postar alguma atualização, alguma coisa assim. Gente, ó, quase embolotei e morreu, tá? Falar que os dois empregos morreram também, ver se aumenta a audiência. Isso. A minha namorada me contou esses dias, eu fiquei indignado que ela teve um professor e viu uma galera que só reclamava

da aula do cara, odiava o cara, falava esse velho não tinha mais que tá dando aula, já passou da hora de aposentar e não sei o que. Quando o cara morreu, pô, saudoso professor, como tenho saudade, tive aula com ele no curso tábvio. Que que é isso, cara? Que sacanagem. Pô, cara, como o ser humano é podre mesmo, né? E tipo, por que que a pessoa se presta a isso, né? Porque o cara já morreu, ele não vai ver a pessoa escrevendo depoimento. É porque o cara é um baita nome acadêmico, aí a pessoa quer pagar de culta.

virtuosa. Eu acho que alguma coisa... Ou virtuosa, né? Ah, eu sou sensível ao luto da família e tal. Ah, é nada. Você é um caralho! Depois que morreu, todo mundo é bonzinho também, né? É, todo mundo vira santo. Todo mundo era trabalhador, todo mundo. Eu vou fazer meu próprio design de luto, tá? Não preciso dessa profissão. Eu vou fazer... O pessoal chama de Dead Man Switch. Vai ter amigo meu recebendo e-mail um ano depois que eu morrer.

Podem ter certeza disso. Nossa, sensacional. Eu não duvido, Klaus. Se eu não morrer esse ano, é bem provável que isso aconteça.

esse que eu tô planejando fazer é ao longo do ano já começar a fazer preparativos. Porque nunca se sabe. Pô, se você puder mandar um bitcoin pra mim quando você morrer... É verdade. Isso aí é uma parte que eu vou fazer a minha família brincar de caça ao tesouro. Sensacional. Maravilhoso. Pô, tem mais uma aqui que eu vi, cara, que eu fiquei bem aflito, que é o testador de toboágua. Nossa, esse o Cabé adoraria ser. Ah, eu gosto. Eu tenho uma história bem trágica na família com isso daí.

Aí, cara, um tio meu desceu num toboágua que tava com algum defeito. Eu não quero aqui atrapalhar o ouvinte, nem mesmo vocês, mas imaginem vocês que saiu uma lasca da fibra do toboágua e ficou assim como se fosse uma faca, né? Ele foi assim, cara, e basicamente rasgou assim a pele dele bem ali próximo ao olho da goiaba até assim mais ou menos nas costas, né? Então foi uma tragédia. Meu Deus! Nossa! Depois deu tudo certo, tá? Ele não morreu.

nem nada, mas o negócio foi super sério. Então, tipo assim... Meu Deus, que loucura! Pois é, isso aconteceu na minha frente, assim. E eu fico imaginando como é que o cara avalia a segurança. Não deve ser descendo, né, no toboágua. Ah, não, cara. Agora que você falou isso, eu vou ficar paranoico. Eu vou ter que jogar uma melancia lá na minha frente. Não, eu nunca mais fui. Não me chame pra ir em parque aquático, meu amigo. Eu não vou.

Se eu for, eu vou só ficar dentro da piscina. O cara deve deixar o toboágua sem água e vai descendo aos pouquinhos e olhando se tá tudo ok.

Acho que não tem como, tipo, aqueles que é quase 90 graus que tem lá no Beach Park, por exemplo, que é o mais alto da América Latina. Como que você avalia se aquilo lá tá cortando alguém ou não? Tem que ser com guindaste. Quanto em quanto tempo será que faz essa avaliação? É, mas eu acho que você pode jogar alguma coisa de lá de cima e ver se a coisa chega cortada lá embaixo. É, joga um manequim, né? Joga um sacão de arroz. É, um sacão de arroz pode ser, pode ser. Aí faz até sentido.

Mas eu duvido que os parques aquáticos do mundo tenham essa rotina de tipo, a cada X meses a gente fazer uma avaliação dessa. Acho difícil. Eu já fui num daqueles que você passa numa parte redonda, que você fica girando várias vezes pra você cair num buraco no meio, tá ligado? Sim. Ah, não é um brinquedo nem um pouco radical, né? Você tá o tempo todo encostado no chão, não tem pra onde cair e tudo, é um túnel, né? Então eu sempre fui sem qualquer medo. E olha que eu sou medo.

com brinquedos, mas agora o Caio me colocou um. É, eu também. É, pois é, acabei de adquirir um trauma. Obrigado, Caio. Um trauma devidamente instalado. Eu também vou sem medo e se Deus quiser, amanhã eu já vou ter esquecido isso que o Caio contou. Amém. O Cabé, cara, quando a gente vai em parque aquático, eu pareço a mãe dele levando ele pra brincar, sabe? Porque ele vai feliz, saltitante e ele vai pulandinho nos lugares, assim.

Ele vai alegrinho. Ocorrendo. Aí eu fico embaixo, fala, vai lá, vai lá, vai lá brincar, vai.

fico esperando ele descer. Fica igual aquelas mães que ficam na porta do restaurante quando tem aqueles escorregador. Aquelas redinhas que a criançada sobe, aí a mãe fica ali embaixo segurando com a mão na cintura. E a criança fica, olha mãe, olha eu, ó filho, que legal. É isso. Mas você vê, eu sou tão bobo que tava aqui, né, o testador de toboago. Em momento nenhum eu pensei na segurança. Eu pensei que era tipo o cara que descia e falava, esse aqui é legal. Esse aqui desmonta que tá chato.

Melhor fazer mais uma curva. Uma curva mais fechada. Aqui tá escrito que o testador de toboágua, ele viaja pra avaliar segurança, emoção e experiência. Ah, então tá bom. Mas o toboágua tem um paradoxo. Ele é legal quanto mais alto. Só que quanto mais alto, mais você fica subindo um monte de escadaria pra chegar lá. É verdade. Então, quanto mais legal, mais chato. Aí você quer ir de novo, mas você fala, putz, aí eu queria ir de novo.

Uma escada, fila de gente. É complicado, é o paradoxo. É verdade. Mas já que falamos do tio do Caio,

aqui um pouco a pauta, e vamos falar de higienista de cena de crime. É a profissão... Esse daí eu acho da hora. Que limpa locais após crimes ou acidentes. Imagina o tamanho do cotonete que o cara teve que passar lá depois, Caio, no Toboágua. Rapaz, na água da piscina, né? Aqui tem um caso em Ibirá, uma cidadezinha aqui perto, o Toboágua cortou uma pessoa e a pessoa morreu. Meu Deus! Acontece mais do que a gente imagina, galera.

por isso, né? Ele ficou um tempinho ainda aberto, tal, mas respirando por aparelhos e aí faliu. Diferente do Hopi Hari que ficou aberto pra sempre, interditou o brinquedo e ficou aquele brinquedo fantasma, amaldiçoado, bem no meio do parque. Bem no meio do parque, exatamente. Nem pros caras derrubarem e fazerem um jardim, não. Ficou ali, aquele cemitério de brinquedo ali, assombradíssimo. Não, já anunciaram o novo brinquedo, tá?

Ah, é? Anunciou o novo. Nesse novo é bem altão e as pessoas ficam girando com cadeiras presas

Quero ir. Bom, esse é um episódio patrocinado por Termas dos Laranjais. Ninguém vai mais. Esse aqui do higienista, cara, eu acho que é uma daquelas profissões que deve chegar uma hora que a pessoa já se acostumou com todo tipo de atrocidade total. Ela não sente mais, tá ligado? Igual a galera que trabalha no SAMU, essas coisas. Eu sigo um perfil de limpeza de cena do crime que eu já indiquei ele naquele podcast que a gente tinha antigamente.

Klaus, que chama Crime Scene Cleaners Inc. É um cara que faz higienização profissional de cena de crime e aí ele posta as fotos das cenas do crime que ele chega pra limpar. E aí, a galera que segue é tão doente que tem piadinhas internas com limpeza de cena do crime, assim. Então, por exemplo, tem uma cena de crime que ele foi limpar que era um cara que tinha tirado a própria vida e aí, com o sangue dele, ele escreveu I Love You Chief. Nossa.

daquela cena do crime, agora toda vez que tem uma cena de pessoa que tira a própria vida, você entra nos comentários, alguém tá lá comentando, eu acho que foi culpa da Tiff. Puta que pariu, velho. Caramba. Eu culpo a Tiff, sabe? Porque as pessoas pegaram isso pra fazer piada. Mas é muito interessante de ver, cara, porque não imagina que, tipo, o sangue, ele penetra nos rejuntes de piso e madeira e tudo mais, e aí tem realmente uma equipe que tem que ir lá e desinfetar, porque fica

com o resto de gente nas coisas, né? E é difícil tirar e tem que incinerar. É imóvel, veículo, né? Sim, tem que incinerar tudo. Então, tipo, cômodo, cama, colchão, a pessoa tem que ir lá. Eu fui pesquisar o Instagram que você falou, o perfil é fechado. É. E tem 400 mil seguidores, mas é fechado. E acabei achando sem querer que tem um jogo na Steam, que é Crime Scene Cleaner, onde você atua nessa profissão aí, virtualmente.

se confrontar com cenas bizarrésimas ali e fazer a sua limpezinha bonitinha. Que loucura que é. Interessante. São assuntos gostosos aí pra gente trazer. O cara liga pro maluco aí da cena do crime, ele chega lá, pô, mas não tem nada, o que foi o crime aqui não? Foi corrupção só. É, vem aqui limpar essa cena do crime horrorosa. Não, já lavaram o dinheiro todo. Tem um cestinho com 10 nota fiscal ali, né? Pega, joga fora, tá tudo certo. Sonegação de imposto, aí o cara só...

Olha, veja bem, eu tô vendo aqui no perfil de limpeza de cena do crime, chamaram eles pra limparem uma pessoa que teve um episódio de diarreia numa calçada, e aí eles foram limpar, porque tem sangue na diarreia aqui, então eles foram lá lavar essa calçada. Mas peraí, meu cara morreu? Não, não, só se cagou mesmo. Ah, foi um crime, um crime humanitário, né? É que cagar na rua é crime, né? É que como tem sangue envolvido, né, você tem que limpar pra tirar o sangue. Eu acho que aqui no Brasil não deve ter muito essa profissão,

em países mais limpinhos deve ter. Foi um ato de terrorismo. Provavelmente cagar na rua é crime. E a roupa que os caras vão é impressionante, porque é sangue dos outros que você tá lidando, pode ter uma hepatite, qualquer coisa ali que você vai pegar, daí o cara vai todo em baladaço mesmo, parecendo... Pera aí, mas cagar na rua é crime? Eu acho que é, né? Mijar na rua é crime, cagar na rua é crime. Nossa, mas então carnaval é o maior...

Vocês estão falando que tem crime no carnaval? Ah, não, não acredito numa coisa dessa. Então, pera lá. Mijar na rua é atentado ao pudor, não é? Não sei.

Quem seria o juiz capaz de condenar alguém que precisou cagar na rua, cara? Não, mas você fala cagada dolosa ou culposa? Então, é isso aí que tem que ser avaliado. É verdade. Não, a dolosa tem que ser punida, sim. Cagada dolosa ou culposa? Porque tem a cagada que a gente caga de propósito em protesto. Sim, a gente vê muito aqui no Dois Empregos isso aí. Geralmente não é na rua, mas pode acontecer. Detetive de banheiro. Posso trazer uma das que estão na pauta aqui que eu achei interessante? Claro, manda. Sexador de pintinho. Boa.

É, isso é doido. É o cara que identifica o sexo dos pintinhos recém-nascidos em poucos segundos. É o sommelier de pintinho. Sommelier de pinto, né? Como será que faz isso, né? Pelo nome, eu tinha achado que é um cara que põe os pintinhos pra fazer sexo. Eu tinha ficado preocupado. Não. Não, o pintinho não vai procriar. Eu vi como que faz. Então, mas peraí, ele consegue identificar só com os olhos ou ele precisa pegar no pinto? Pelo que eu pesquisei, eu acho que tem que pegar no pinto pra identificar.

pensar como que se faz pra saber o sexo do pintinho, porque eles são todos iguais. Sim. Caraca, parece que é pela asa. É, a asa do pintinho macho, ela não é uniforme. Cara, é pela asa? Ela tem penas grandes e pequenas. E o pintinho macho, ele não tem rabo. A pintinho fêmea, ela tem um rabinho. Então, pelo que eu tô vendo aqui, a asa da pintinha, ela faz tipo um M. E a asa do pintinho é um C. Sei lá, muito doido. Tá ficando especialista em pint, hein, Rafa? Você viu? E eu já tinha ouvido falar, aproveitando que nós estamos num

podcast de empregos, que isso era uma das grandes dificuldades dos frigoríficos. Porque nascia lá o pintinho e ele não conseguia, tipo, cadastrar no sistema. Tipo, você cadastrava um pintinho, mas você não sabia se ele ia evoluir pra galinha ou pra galo, tá ligado? E aí tinha que ficar fazendo isso meio que manualmente. Será que o socafrango sabia fazer sexagem de pintinhos? É, ele fazia com o pé, né? E o ovo? O ovo é macho ou fêmea também? Como assim, cara?

Tem dois. Como que será que o cara vira e fala, quando eu crescer, eu quero virar sexador de pintinho? Será que tem curso? Será que é veterinário que vira sexador de pintinho? Ou será que tem um curso de auxiliar de veterinária? É técnico, né? Sei lá, como será que... Cara, eu acho que é um negócio meio que passado de pai pra filho, assim. Tipo, o cara entra na empresa, aí ele fazia tal coisa, aí ele aprende, aí ele começa a fazer isso, aí ele passa pra outro cara,

começa a fazer isso. Inclusive, eu vou trazer uma profissão aqui. Eu meio que convivo. Eu conheci alguns caras. Os caras são classificadores de milho. Então, tipo, faz o recebimento do milho lá na usina. Aí, eles pegam o milho e ele tem que ver se o milho tem praga, se o milho tá quebrado. É meio que... É uma qualidade ali do milho. E, tipo, na região lá, como tem bastante milho, é meio que normal. Tem vários caras que trabalham como classificador de milho. Tem milhões, né?

Aí o cara fica lá, ele pega o milho, ele faz vários testes no milho, assim, pra ver se o milho tá apto ou não tá apto. Nossa, cara, nunca imaginei. Eu pegaria e falaria, é milho. É milho, é. É milho, sem dúvidas é milho. Ô, Claus, mas você preferia trabalhar pegando no sabugo ou nos pinto? Pergunta difícil, hein, cara? Pode ser os dois? O Claus pega o sabugo e dá pro pinto comer.

Eu seria incapaz de trabalhar numa profissão dessa, tipo assim, quando será que a piada para de ter graça quando você trabalha numa profissão dessa, tá ligado? Acho que nunca, cara. Eu vejo o Instagram dos borracheiros, você pensa também que eles vão parar com isso um dia, não para nunca. Não para, entendeu? Ah, mas como é que tá tua rosca? Como é que tá a roda aí de trás? Eu o tempo todo, cara. A quinta série vai comer até os 90 anos de idade e se a profissão dá oportunidade, você vai. Eu acho que é tipo, não sei se vocês assistiram How I Met Your Mother,

um episódio que o carro do Marshall fica com uma fita cassete emperrada, tocando uma música e é sempre a mesma música repetindo várias vezes. E aí começa a música e eles acham a música incrível. Aí vai passando o tempo, a música vai ficando chata. Aí eles não aguentam mais a música. Só que aí chega uma hora que dá a volta e a música fica legal de novo. Então eu acho que pra piada também deve ser a mesma coisa. Começa muito engraçado. Agora eu pego nos pinto, fico vendo

o dia inteiro, aí depois chega uma hora que fica chato, aí até que fica legal de novo, você fala, é, não tem como lutar contra isso, isso vai me assombrar pra sempre, então é melhor encarar com bom humor. A hora que vai ficando chato, você faz só pra cumprir o protocolo, ah, lá ele, aí você vai na automática, assim, é. Ah, eu fico o dia inteiro com o pinto na mão, olhando pro pinto. É, eu lembro do cacete planeta, que ficava toda hora zoando o seringueiro que ia tirar leite do pau. Verdade. Caraca, cara. Pô, eu vou trazer

uma aqui que nem é tão engraçada, mas eu sempre pensei em como isso funciona, que é o caçador de tendências, né? Que é a pessoa que identifica algo que vai virar tendência daqui a pouco. Sim. Tem muito isso na moda, né? Então, eu acho bizarro como o pessoal fala, pô, agora pra esse inverno vai usar muito a estampa xadrez. Eu falo, tá tirando isso da bunda? Como é que é? E no fim acontece mesmo. Como é que é isso, cara? Eu tenho um amigo que já trabalhou em empresas

de moda, numa empresa que fazia camiseta e tal. E aí o rolê, pelo que eu entendi, é meio que assim. No Brasil, o cara, tipo, vai lá pra Milão e a gente aqui fica uma temporada atrasada. Aí beleza. Ah, sim. Mas o cara de Milão, pega da onde? Então, tipo, o inverno de Milão... Mas e o cara de Milão? Esse é o problema. O cara de Milão vai pra onde? Netudo? Eu acho que deve ter uma análise de comportamento de mercado baseada naquela questão da moda ser cíclica. Porque a cada tantos anos,

As tendências se repetem, né? De fato, né? Então, a gente teve aquele surto de anos 90, faz pouco tempo. Então, começaram a usar calça de cintura alta de novo, calça larga. Enfim, tendências de anos 90 voltaram. Então, a tendência é começar anos 2000. E aí, de fato, agora você já tá vendo algumas calças de cintura bem baixa. Só que, claro que repaginadas pra que caibam melhor na estética atual, né?

Eu vejo a mesmíssima coisa. Tipo, até de eletrônico, essas coisas assim. A Apple fazia lá nos anos, sei lá, 2000, 90, 2000, aqueles computadores transparentes, com partes transparentes. Coloridos. Era lindo aquilo. Aí todo mundo imitou aquela parada. Chegou no liquidificador, chegou em tudo. Nos minigames de mão, em tudo. Controle de Nintendo 64. É. Chegou em tudo. Aí depois começaram a fazer um negócio mais flat. Aí todo mundo começou a fazer flat. Aí tem o design do sistema, né? Que era tudo imitando realidade.

aplicativo de notas era um caderninho mesmo, com todos os detalhes e tal. Aí da realidade foi pro vidro, aí do vidro foi pro minimalismo. Aí agora do minimalismo tá meio que voltando pro vidro, mas é um negócio meio líquido. Aí todo mundo segue a Apple e a Apple tá meio que repetindo lá atrás, que sabe, tipo, vai pro mínimo e volta o detalhe, vai pro mínimo e volta o detalhe. O que eu fico assustada é com, por exemplo, tendência de animal. Tendência? Nossa, é verdade! Por quê? A gente viu o surto da Capivara.

Que de repente tudo virou de capivara. É verdade. Tem capivara em tudo que você imaginar de objeto de uso doméstico, tem capivara. E Stitch. Nossa, é verdade. Tudo é do Stitch agora também. Antes do Stitch, era os Minions. Então, mas vocês não concordam que, por exemplo, o caso do Stitch, o caso dos Minions... É, porque saiu o filme, não é? Existe um grande grupo por trás ditando a moda. É, eu acho que sim. Eu acho que é isso mesmo. A capivara... A capivara não, a capivara é a filó, né?

a capivara filó, que fez sucesso na internet. Mas é na China que começou o rolê da capivara. O chinês viu a capivara filó na internet, porque ela fez sucesso no TikTok, que é chinês, e aí os chinês começaram a fazer a capivara filó. É mentira, eu tô aguentando aqui. Não sei, não sei. Isso aí, eu imagino mais a parte do design gráfico, né? O Facebook criou, acho que foi nos anos 2000 também, um estilo visual aí chamado Alegria, que é gente comprida, colorida.

Sabe a pessoa abraçuda, amarela ou roxa, andando de monociclo, e tem umas coisas meio de circo,

tudo geométrico e tudo simples. Sim. E esse colorido, ninguém tem raça definida, né? Aí é que é um negócio da diversidade, é do espírito do momento, também é barato de produzir, porque é desenho vetorial super simples e geométrico. Só que isso pegou em todas as empresas. De repente, todo mundo tava fazendo gente esticada, gente braçuda, gente andando pirueta. Tanto que se você procura qualquer coisa no Freepik, é assim, né? É assim, é aquele visual de Freepik, mas foi o Facebook que acabou digitando. Aí, agora, tá meio que o...

Uma coisa que o Spotify aqui faz muito na rede social deles. Umas linhas grossas, cores muito vibrantes e meio anti-estético, assim. Tipo, texto meio espalhado, misturar fonte diferente e tal. Sim, caos. Verdade. O pessoal chama de neobrutalismo. Então, tipo, esses ciclos acontecem. Aí você voltar e rastrear isso lá no passado, começa lá no Bauhaus, na Alemanha, nos anos 40, sabe? Tipo, que o cara já fazia coisas meio parecidas com o que a gente tá fazendo em 2020, sabe?

Sim. Então, é... Vai e vem, vai e vem. Essas coisas que vão e vêm, eu até entendo.

entendo como é o surto tipo da capivara. Por quê? Eu trabalho com uma empresa que faz produtos que tem esse público-alvo também, né? De fazer produto licenciado e tudo mais. Que faz capa de caderno, né? Eu faço capa de caderno. E aí a gente tá tentando ver qual que é a próxima capivara. Mas é muito difícil você descobrir qual é a próxima capivara. Vai na da Apple. É líquida, a capivara. Então, a capivara líquida.

Teve uma empresa de tendências que disse que a próxima capivara vai ser o bicho preguiça. Ah, sim. Então, mas não tem o carisma da capivara, né? Eu sou um depensor da capivara já há muitos anos antes de virar moda, viu? Inclusive, eu tenho camiseta com estampa de capivara aqui já há muito tempo, eu posso provar isso, porque pra mim é o animal mais carismático do Brasil. É, o animal mais de boas, né? Deveria ser o símbolo do Brasil, deveria estar na nota do dinheiro do Brasil. Concordo. Entendeu? Concordo.

elegante. Eu gosto que elas têm cara de foda, assim, sabe? É um animal foda, pô. Zero aí pro que você tá falando, só quer ficar de boa e mastigar. É isso. É verdade. É isso mesmo. Mas eu ia falar que eu acho que esse análise de tendências é uma profissão que deve ter uns caras aí que estão de olho no mercado mesmo. Igual a galera da bolsa. Tá vendo pra onde o dinheiro tá fluindo? Qual que é os projetos da Disney? Cada setor tem uma coisa, né? Da Vogue, sei lá.

Agora, tem também o bullshit job, né? Que o cara fala que... Ah, é que eu sou analista de tendências. É só um cara que fica no Instagram, né? É, sim, tem muito. Com certeza. Tem uma galera que finge. Ah, eu sei o que o mercado vai fazer. Não sabe. Você não sabe. Ah, eu sei. Eu faço... Eu ganho a minha vida para ficar no TikTok monitorando o comportamento do cliente. Mas, na verdade, o cara tá lá só rolando tela o dia todo, né? Tem sites que fazem isso, por incrível que pareça, né?

Músicas mais usadas no TikTok e ver um gráfico igual o da bolsa, se tá em ascensão, se tá em declínio. E a galera usa isso pra escolher qual que vai fazer a nancinha, tá ligado? Eu acho que a pessoa que trabalha vendo, identificando esse tipo de tendência, deve fazer um apanhadão de tudo, assim. Que nem você tá falando do negócio do vidro. Ai, agora tá indo pro líquido. Aí o líquido tá relacionado com o quê? É, faz o relatório focus, o boletim focus da moda e tal.

muito a cor verde. O que é verde? É líquido, narote. Ah, então a próxima tendência vai ser ranho de nariz, sei lá, sabe assim? Exatamente isso. Eu acho que a pessoa deve fazer esse cruzamento de dados, assim, pra tentar editar os padrões. Exato. Ah, galera, estão estourando o tempo, faltaram várias profissionais que estão aqui, mas infelizmente o Silas já tá apontando uma arma aqui pra nossa cabeça. Mas se vocês gostaram, comentem aqui embaixo o que vocês querem,

mais o Rafa e o Cabé aqui no programa, que vocês querem parte 2, sei lá, e a gente volta aí com profissões absurdas. É isso aí. É isso, pessoal. Vocês têm algum recadinho, algum abraço, alguma coisa? Eu queria dizer que eu tô procurando um sócio pra minha marcenaria que vai chamar Dois Empregos. Nossa senhora! Eu fiquei desde o começo do episódio pensando isso. Que pena que essa última vez que o Cabé veio, mas obrigado. Eu quero convidar a galera pra ir lá no Quase Embolotei,

ouvir o nosso podcast e também lá no Não Te Contaram, meu podcast com a Letícia Godoy falando de crimes reais. Boa. Isso aí, galera. Eu quero convidar vocês só pro Quase Embolotei, porque eu não faço Não Te Contaram, mas se você gosta de crimes reais, também pode ir no Não Te Contaram, mas o Quase Embolotei tá bem legal. Tá bem legal mesmo. Tá muito bom. Obrigado pelo convite, gente, pelo espaço. É, muito obrigado, Klaus e Caio.

Pô, imagina, tamo junto. E ó, deixa eu correr aqui então com os nossos agradecimentos, se você quer apoiar o programa ou mandar sua história pra

no Momento Março Canuto, é sempre 2empregos.com.br, apoiando aí com o valor que o seu coração mandar, você ajuda a gente a manter o programa semanal aqui, certo? E acima de 10 reais você já participa de sorteios, grupos secretos, uma série de outras coisinhas que estão rolando aí todo mês. Vou começar aqui agradecendo eles, o Danilo Eduardo dos Santos, Leandro Nunes, Lucas Peron, Thiago Gliçoy, Caio Cesar, Gabriel Rico e Ben Urbrião.

Boa, e lá no plano Você é Louco temos eles, Pedro Henrique Schneider, João Marcos,

Que maravilha. Muito obrigado, pessoal. Voltamos aí semana que vem com o habitual Marcio Canuto. A gente não deixa vocês órfãos muito tempo. E mais uma vez, obrigado, Rafa. Obrigado, Cabé. É nóis. É nóis. Abraço. Falou. Tchau. Tchau. Falou. Um abraço.