#278 - O Raro MICO-VEIÃO-DROGADO
🚔Um policial militar foi atender uma “briga familiar” e descobriu que um velho queria alguém pra limpar esgoto 🤡. Na gráfica, a zoeira passou de todos os limites e na imobiliária o chefe paranoico está a beira da loucura. Já no centro de reabilitação um homem alterna entre louco e sensato como troca de roupa! 😂 É o Momento Márcio Canuto - sobe o som e desce o play!🔊🔥
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- Policial Atendido por Idoso com EsgotoChamado policial para desentupir esgoto · Idoso arremessando fezes em policiais · Comportamento primata em humanos · Desacato à autoridade · Mico-veião-drogado
- Interno em Centro de ReabilitaçãoHistórias de centro de reabilitação · Dependência química e reintegração social · Interno com comportamento alterado · Confusão entre pão e drogas · Coringa · Comentários inapropriados a enfermeira · Riso de dor alheia
- Serrinha do ParanoáComportamento imprevisível do chefe · Impacto na saúde mental dos funcionários · Comer alho cru para imunidade · Projeto de loteamento com problemas · Acusação de uso de maconha · Perfume Natura com cheiro de maconha
- Pegadinha na Indústria GráficaAmbiente de trabalho nos anos 90 · Apelidos no ambiente de trabalho · Assédio no local de trabalho · Tinta na genitália · Pegadinha com tinta de impressão
- Problemas de saúde na viagemCampanha de vendas em corretora de planos de saúde · Promessa de viagem internacional como prêmio · Desperdício de dinheiro com passaporte · Viagens repassadas para a família do chefe · Prêmio de consolação em dinheiro
Não preciso trabalhar, meu marido tem dois entretes. Dois entretes! Dois!
Olá, empregados e desempregados da nossa grande nação brasileira. Começa mais um programa Dois Empregos. Eu sou o Klaus Aires e estou aqui, como sempre, com o meu amigo Caio. Olá, Klaus. Olá, queridos ouvintes. Estamos aqui mais uma vez reunidos, Klaus, nesta semana. Bom, na semana da gravação é aquela semana que a gente descobre por que o piso frio chama piso frio, né, Klaus? Não sei aí em Taubaté, mas aqui em Bauru, meu amigo. É verdade, é verdade. Tá.
Está aí em torno de menos 2 na escala pênis, né, Caio? Exatamente, viu? Mas, bem-vindo, friozinho, viu, cara? Bem-vindo, cansa ficar só aquele... Aquela suadeira, né? Sim, não, eu estava com saudade, sim, viu, Claudio? De pegar um friozinho, mas já está passando, viu, cara? Entendi, é, passa rápido. A gente nunca está feliz, né? Essa que é a verdade.
É que eu não gosto de sentir frio dentro de casa, entendeu? Isso me atrapalha, entendeu? É, dentro de casa pega. Por isso que eu sou um adepto do aquecedor, mesmo que só ligue ele três dias por ano. Tá certo. Mas enfim, Caio, antes da gente ir aqui para o nosso momento, Marcio Canuto, quero deixar o convite para quem tiver vontade de anunciar, ter o seu negócio, sua empresa aqui mencionado para abrir as portas do momento Marcio Canuto.
a gente disponibilizou um breve formulário ali, 2empregos.com.br barra anuncie, para você semear o seu jabá aqui no áudio, onde ele fica basicamente para sempre, né, Caião? Exatamente. Então a galera vai ouvir agora, mas o ouvinte do 2empregos está muito acostumado a voltar, a ouvir episódios antigos e tal. Então esse episódio de hoje um dia vai ser um episódio antigo. E assim vai, né? Se você quer saber nossos números nesse link que eu indiquei, está aí na descrição também. Boa.
Você pode baixar nosso mídia kit e ver os números do programa. Está bem detalhadinho lá. Legal. Manda mensagem para a gente. A gente vê se dá match aí, né, cara? Às vezes é uma coisa que está super certo aí. E a gente negocia para ficar bom para todo mundo. Boa. É isso aí. E sem mais delongas, vamos então para o nosso... Dois Empregos. Orgulhosamente apresenta... Momento Márcio Canuto. É!
Eita, que beleza, que beleza. E a primeira história aqui, Caião, é da Maria Bethânia de biquíni. Ela voltou. Aí ela diz, olá, Adri, anos e claro, o nosso silão da massa. Vocês estão bons? Estão. Aqui quem fala é Maria Bethânia de biquíni. E hoje eu vou contar pequenos causos do meu ex. Graças a Deus, trabalho diabólico.
Mesmo do dia que eu driblei um tiro e ganhei uma mudinha e tomei suco na casa do véio doido. Ah, lembrei, lembrei. Era negócio de regularização de terreno, né? O véio não queria que ninguém fosse lá. É, loteamento, né? As paradas assim. Ela deu um migué que tava fotografando as flores e o véio até ofereceu um suquinho. Isso. É, episódio 269.
Ela diz, hoje eu vou falar um pouco mais sobre como meu chefe era maluco e instável, provavelmente a pessoa mais desequilibrada que já tive o desprazer de conviver na minha vida.
Todos que trabalham com ele saíram de lá na base de antidepressivos e ansiolíticos. Meu Deus. Não tinha um que saía bom, não. Aliás, a gente sempre fazia um bolão quando ele contratava os estagiários, pobres almas sofredoras, que eram obrigados a ficar com ele full time. Será que era um bolão de quando iam se demitir ou quando iam ter que levar para a UPA? Eu acho que é isso.
Eu acho que é isso, cara. Pô, é complicado se lidar com gente assim, né, cara? Porque uma coisa importante no trabalho é você ter estabilidade, né, cara? Você saber o que a pessoa espera, o que agrada, o que desagrada, né? A pessoa que é muito instável, cara, você nunca sabe quando você vai tomar um esporro, quando você vai tomar um elogio. Você matou, Caio. Eu acho que o mais tóxico que tem é isso, porque a merda conhecida...
você aprende a lidar. Você controla, você respira fundo e tal. Mas quando você está o tempo todo em alerta, sem saber porque você tem aquele chefe que muda de ideia o tempo todo, que joga a culpa em você do negócio que você nem sabia o que estava acontecendo e tal. Eu já levei amigo no hospital por causa disso, viu, Caio? Então, né? É...
É, porque vai pro hospital mesmo, a pessoa fica louca, cara. É, bicho, vai pro estômago, vai pro sono ruim, trava a coluna, é uma merda. É isso. Pois bem, ela diz, essa primeira fábula se passou durante a pandemia, onde todo mundo tava com o cu na mão com a Covid. No loteamento que eu trabalhava, tava tendo trabalho de topografia, onde estavam demarcando os lotes e as ruas do empreendimento.
E como era tudo irregular de invasão, estava muito torto e precisavam retificar essa situação. Depois de algumas semanas de trabalho, um belo dia a equipe não apareceu. Eu mandei mensagem para ver se tinha acontecido algo e fui informada que a equipe tinha pego Covid. Pois bem, fiz minha parte. Comecei a avisar a todos que entraram em contato com eles no meu trabalho, incluso o meu patrão. E mandei uma mensagem para o WhatsApp avisando. De repente, 15 minutos depois eu recebo um vídeo dele como resposta.
E nesse vídeo... Você já imagina, cara, o que vem? O que vem nesse vídeo? Cara, não sei, mas não responda nada com vídeo, né, cara? Mas eu acho que ele tem mandado um vídeo... Ou ele está querendo mostrar que ele não acreditava na Covid, tipo, que isso, olha aqui, eu passando a mão, corre-mão do shopping lambendo, sei lá.
ou mostrar que está todo mundo trabalhando, que isso aí é bobagem. Não sei, eu não consigo imaginar nada sensato assim vindo daqui. É, de fato. Aí nesse vídeo, o maluco desequilibrado do meu patrão, com seus olhos arregalados, olhava para a câmera e falava, come alho, alho é bom para imunidade. Pegava duas cabeças de alho e comia com casca e tudo, mastigando com a boca aberta. Ah, que isso, velho.
Eu chutei errado, viu, Caio? Aqui, ele queria curar as pessoas. É, mas muita gente quis curar as pessoas, né, cara? Eu tava muito mais bem intencionado do que eu tava pensando. Muita gente quis curar as pessoas nessa época aí, viu, Claus? Mas eu vou falar pra você... Teceu alho na boca, rapaz. Achou que o Covid era vampiro. Vem que me dá pastinha.
Porra, cara, se alho curasse Covid, eu estava suave, viu, Cláudio? Porque eu sempre tempero as coisas com alho aqui em casa, gosto bastante. Ele comeu o alho, pegou na mão e comeu, cara. Então, eu concordo com ele. Isso aqui já garantiu aquele distanciamento de 3 metros aí que estavam recomendando na época.
Tenho certeza que ninguém mais ficou perto. O cara para enfiar uma cabeça de alho crua na boca, com casca e tudo, tem que ser psicopata, né, cara? Se filmar fazendo isso, né? Caraca, bicho. Aí ela colocou aqui vários cacacás, dando risada, e depois que passou meu choque, apelidei ele de vampirão. Perfeito. Ah, boa.
Aquela imagem tá gravada na minha retina até hoje. E vocês acham que para por aí? Não. Mais pra frente, a equipe de topografia se recuperou e voltou a demarcar o restante do loteamento. Meu patrão tinha contratado um engenheiro muito mequetrefe pra fazer o projeto da propriedade. Então tinha vários problemas de encaixe do projeto com o que realmente existia em campo. E ele foi alarmado sobre isso desde o início pela equipe de topografia.
mas nunca deu ouvidos e quis seguir com tudo, insistindo que estava tudo certo. Como vocês podem imaginar, conforme foram evoluindo as demarcações, foi distorcendo o campo, porque quanto mais demarcavam, mais óbvio ficava a distorção do projeto. Chegou num momento que a demarcação dos lotes estava caindo no meio da rua do loteamento antigo. Quando o vampirão viu, nossa, ele ficou louco da vida. Chegou para a equipe de campo, já bravo.
O que é isso aqui? Os rapazes, senhor, estamos demarcando só o que é o projeto do loteamento do senhor.
E ele, desse jeito? Jamais. Vocês estão loucos. Estão usando o quê? Fumando maconha ou o quê? E nesse momento, o rapaz achou que ele era um ser humano normal e quis brincar. E o grotesco dessa pobre alma, o rapaz respondeu, fumando não, mas a gente está comendo. Nossa. Nossa.
É, tem isso, cara. O erro dele foi exatamente esse, achar que se tratava de uma pessoa normal, cara. É, mas ele não deve ter visto o vídeo. Se ele tivesse visto o vídeo, ele já ia... Ah, é? Ele já ia evitar. Não, você vai ouvir um vídeo desse, Clóvis, não passa pela sua cabeça que esse cara pode ser normal.
Exato. Meus queridos, o homem ficou louco. Entrou no carro já dando cavalo de pau, veio para o escritório cantando pneu e logo atrás a equipe de topógrafos junto. Ele ligou para o patrão deles e descascou os topógrafos, falando que era um bando de perdidos maconheiros, que inclusive ele sentiu o cheiro de maconha deles. Que porra é essa aqui? É maconha essa porra? Rapaz, nossa.
É o caramente para dar mais credibilidade para mentira, né, cara? Para reclamação, né? Caramba, né, cara? Esse cara está sem olfato, cara. Ele está entupido de alho, não tem nem condição. Eu vi esse banzé acontecer. Um dos topógrafos era um senhor de mais idade e chorava de raiva falando para o patrão no telefone.
Você me conhece, eu nunca faria isso. Puta, mano, você imagina o tiozinho de boa lá, pagando de maconheiro, cara, não fez nada, pô. O cara já tem neto, né? E tá me chamando de maconheiro, né, cara? Vai ser demitido da Fior porque supostamente tava fedendo maconha, cara.
É, que isso. Eu não sei se fiz certo, ela fala, mas fiz questão de ligar para o patrão deles, longe do meu patrão, e dizer o que realmente aconteceu. Ah, boa. Realmente, realmente, é. Às vezes alguém é sendo emitido à toa, né? E sabem da bosta maior da história? O coitado do topógrafo usava um perfume da Natura que foi descontinuado justamente porque lembrava cheiro de maconha. Uh!
Que isso? Eu nunca ouvi falar disso, cara. Eu nunca ouvi falar dessa história, cara. Chamava Colônia Natura Urbana. Eu nunca ouvi... Como que eu nunca ouvi falar dessa história, Caio? Pô, mas procede isso aí mesmo? Caraca, cara. Eu achando que o cara mentiu, mas ele às vezes realmente já levantou essa bola se estavam fumando maconha por causa do perfume. Será? Que isso, cara. Ele voltou em 2025 com a flagrância reformulada. Caraca, cara. Clientes reclamam que perfume nacional tem cheiro.
cheiro de maconha. A fragrância possui um cheiro herbal, verde e intenso. Rapaz, hein? E eu julgava o pessoal da nossa faculdade lá, às vezes só tava usando Natura. É, não, eu acho que não era isso aí não. Tem um bosque lá perto da biblioteca onde... O pessoal usa muito esse perfume. Usava muito esse perfume.
Mas é melhor esse do que aquele da Virgínia, né? Que viralizou lá, que tem cheiro de fezes, né? Cara, no final do podcast a gente chegou a comprar e fazer o teste. Era body splash de waffle, acho que era isso. Isso, é. A gente chegou a fazer um teste, porque eu achei que a galera estava inventando na internet aquelas reações exageradas, né? Com ânsia de vômito, não sei o quê.
E a gente verificou que algumas pessoas... Não tem meio termo. Ou a pessoa falou, não, é normal, cheiro doce e tal. Ou a pessoa passa mal. Deve ter alguma coisa que reage com certos tipos de pessoa, com a sensibilidade olfativa de certos tipos de pessoa, que é específico, assim. Então, teve gente que falou, é enjoativo, mas não, normal, sei lá. E teve duas pessoas que saíram da sala. Eu falei, não, não dá. Não dá, me avisa quando acabar, brincadeira. Desdoideira, cara.
curiosíssimo, cara. Aparentemente nenhuma dessas pessoas que ficam dessa forma participaram da elaboração do produto, né, cara? Porque se tiver uma dessa na sala, já não passa, né? Então, caraca, cara, curioso mesmo. Aí prossegue aqui. Podem pesquisar, tem até resenha, tá pesquisado. E a parte mais triste desse dia é que, infelizmente, seguraram o topógrafo e eu não vi o meu patrão levar um murrão. Ele bem que lembrar.
merecia. Ah, porque seguraram, porque o cara ia pra cima, não é, amor? É. Caraca. Ele era tão maluco e desequilibrado que achava que vinha invasão em tudo. Até onde não era. Um dia brigou com um homem que tava cercando um lote falando que ele era invasão e, na verdade, ele tinha comprado o lote dias antes com o corretor dele mesmo. Meu Deus. Caraca, cara. O cara noiado, né, bicho?
Paranóico, né, bicho? Paranóico. O cara que acha que está todo mundo passando a perna dele, né, cara? Por que será, né? Às vezes, quando a pessoa é assim... Quando estávamos indo embora pelo caminho da estrada que ia para o loteamento e ele via um carro, somente indo na direção do loteamento, ele já surtava. Falava que era invasor, queria dar a volta e, às vezes, até dava mesmo. Hoje é engraçado lembrar dessas coisas, mas esse tipo de trabalho te leva a ter cicatrizes psicológicas para o resto da vida. Então... Eu concordo, viu? Eu concordo.
Então o recado de hoje é para quem está nessa situação e não consegue sair. Uma hora vai dar certo, guerreirinho. Não desista, você vai sair dessa e ainda vai rir um dia desses dias sombrios que passa hoje trabalhando para a gente maluca. Cara, eu tenho certeza que muita gente está precisando desse recado aqui, viu? É verdade, cara. É verdade.
É Vitor, né? Ficar citando nomes de lugares que eu mesmo trabalhei e tal. Mas eu já passei por alguma coisa mais ou menos assim. E tem amigos muito próximos que passaram, tá ligado? Eu acho que é bem mais normal do que parece, né? É aquilo que a gente tava falando antes de estar em alerta o tempo todo. Isso. O Dois Empregos também é isso, né, Klaus? É aquela história que o ouvinte vai se identificar, né?
E essa é uma delas, né? Eu acho que todo mundo trabalhou com alguém parecido com esse cara. Sim, pois é. Aí ela diz... Outro dia mando mais causa desse emprego nefasto e desgraçado que eu tive. Por hora, abraço para os adrianos mais queridos do Spotify e para o Silão, queridão também. E claro, vida longa ao Dois Empregos, melhor podcast de todos. Ó, que moral, hein? E a Bethânia está na nossa, viu, Klaus? Está completamente doisempreguizada. Pois é, é uma embaixadora praticamente. Exatamente.
Muito obrigado, muito obrigado. Muito bem, podemos avançar? Bora lá, Caião.
Próxima quem mandou foi o Clayton. Ele diz o seguinte. Olá, Cláusula Pétria e Caio Pinto. Nossa, Cláusula Pétria. Zula Pétria, é muito bom, cara. A galera faz muito trocadilho com o meu nome, mas essa é a primeira vez que eu vejo, cara. Gostei, parabéns, inovador. Cláusula Pétria e Caio Pinto. Aí já deixou a desejar, primeiro porque Caio Pinto, né? E segundo porque essa tá manjada já, né? É. E Silas, você tá malvadinho?
Não interessa pra você, palhaço. Trabalhávamos em uma indústria gráfica com máquinas enormes de cerca de 12 metros. Era um prédio cinzento nos fundos de um bairro industrial da Barra Funda, em 1900 e bolinha, onde o cheiro de tinta e solvente nunca saía das roupas. Rapaz, parece ser uma introdução num conto de terror isso aqui. É? Uma gráfica, cara, com cheiro de tinta. Beleza.
Todo mundo ali se conhecia há anos e éramos muito unidos. E todo mundo gostava de uma brincadeira saudável, saudável entre aspas, do tipo que fazia a vítima questionar a própria existência durante o almoço. Quando o novo funcionário chegava, era uma festa no chão de fábrica. Pra vocês terem uma ideia, entrou um negão daqueles que no escuro só se vê os olhos e dentes e logo ganhou o apelido de Maisena.
É muito comum isso aí, né, cara? O cara dá o apelido de maisena, maionese pro negão, dá o apelido de asfalto pro cara que é branquelo, tá ligado? Eu acho bom. Outro dia, levou uma funcionária no abate e deu aquela broxada. Eita, rapaz. E a rapaziada ficou sabendo. Ele trabalhava no almoxarifado e daí em diante sempre tinha requisição de Viagra. Hahaha.
Cara, você vê, né? Hoje em dia a gente já ouve falar muito da galera dar aquela chumbada na firma, né? E hoje todo mundo tem uma câmera no bolso. Agora você imagina o que era em 1900 e bolinha, Caio. É, meu amigo, é isso. É porque o pessoal fala muito que hoje a galera está mais liberal, que hoje é mais fácil. Não sei, viu, Cláudio? Não sei o que foi esses anos 90 aí, entendeu? É. Não sei, não. Só não estava filmado.
né Caio? Então, exatamente, a produção de provas é que não existia, né? Isso sabemos. Enfim, ele diz, bem, tudo isso é pra vocês sentirem o ambiente. Vamos lá. Era um lindo dia de segunda-feira quando o Adriano inicia trabalhando nas máquinas. E a gente começa conversando, se conhecendo, pegando confiança e daí passa o encarregado rebolando e fixa o olhar nele.
Então você tá enxergando a cena, né cara? Tá ali o cara novo na firma. Nisso, passa o encarregado rebolando e fixa o olhar nele. Beleza. Logo eu falei, esse aí é o encarregado. Ele é um viadão e tá de olho em você. Se você der o que ele quer, rapidinho vai subir de cargo. Rapaz!
Assim foi indo o dia de trabalho, até que Adriano foi no banheiro. Lá era Mictório. De repente, o encarregado chega, vai do lado dele e fala, deixa eu ver se é grande? Rapaz, isso aí hoje em dia dá uma cadeia. Isso aí hoje em dia, Glauco. Dá uma cadeia.
É, cara, 1900 e bolinha era outro mundo, né, Cláudio? Era outro mundo, cara. Era outro mundo. Eu tenho medo de comentar muito a história e já ia o players por estar comentando, entendeu? Tem razão, cara. Tem razão. É as brincadeirinhas da época, né, Cláudio? Aí ele fala...
Então o Adriano, acanhado, hesita, mas vira e direciona a giromba para o encarregado. Quer dizer, ele pediu para ver e ele mostrou. É, ele trucou, né? Eu acho que ele lembrou do que o cara falou, que se ele fizer o que o encarregado quiser, ele ia subir de cargo e tal. Avaliou ali na hora e falou, bom, vou mostrar a giromba aqui. Acho que não dá nada, né?
E mostrou quando, de repente, o encarregado tira uma espátula cheia de tinta e taca na giromba do Adriano, meu amigo. Ah, ah, ah.
E o encarregado sai gritando do banheiro. Ah, caraca, cara. A gente já acha que leu de tudo aqui quando me aparece uma tinta na giromba, né, cara? Não, não dá, cara. Poxa vida, velho. Isso aqui não dá. Ele fala, o encarregado sai gritando do banheiro. Tá achando que eu sou o viado, é? Vai se fuder.
Quer dizer... Esse questionamento, o cara passa rebolando por ele, depois pede para ver a girumba dele no banheiro. Ele fala, não, não, você está me interpretando mal. Não, mano. Pera lá, pera lá. Ele não achou que o cara ia trucar, entendeu? Ele não estava contando com isso, eu acho. Não, eu não sei se é isso não, Klaus.
Eu acho que isso aqui era uma pegadinha desde o começo, cara. Eu acho que ele passou rebolando. O outro que já conhecia falou, ó, o cara é gay e tal. Se você fizer o que ele quiser, você vai se dar bem, não sei o quê. Pra depois o cara já pegar o cara no banheiro e fazer essa pegadinha aí da tinta, cara. Eu acho que é isso, bicho. Não faz sentido, não? É, faz sentido também, cara. Mas é porque o cara já tava com a tinta, né? Mas... É, eu acho que é pegadinha combinada isso aí. Caralho, os caras...
contaram com a reação dele que ele ia mostrar giromba, né? É, ou então o cara ia jogar tinta mesmo sem ver, né, cara? Era um mictório, sei lá. Sei lá, cara. Eu sei que é o tipo de pegadinha que... Bem anos 90 mesmo, né, cara?
Pra baixo aí. Nem a galera do Pânico ganhando salário já não fazia mais essas... Aí ele fala, ó... Aí, ó... Tá vendo, ó? Na porta do banheiro estavam uns 40 peões esperando desenrolar como crianças na manhã de Natal, aguardando a hora dos presentes. É isso, cara. É isso. Caramba. A galera já tinha combinado... Pô, cara, pra você que faz pegadinha aí, pedindo pro estagiário pegar o martelo de vidro, tá ligado?
Como é que é caixa para guardar? Faísca? Essas paradas. Pega dois litros de faísca, né? Dois litros de faísca, tá? Vocês não fazem nada, meu amigo. Aqui o cara passou tinta na rola do outro, meu camarada. Exato. É isso. E ele fala aqui, ó, detalhe, essa tinta só sai com benzina e arde para caralho, vixi. Ah, eu consideraria nessas alturas do campeonato ficar com a giroba colorida, né? Dota isso como...
Uma parte aí, um traço de personalidade. Assuma isso como um diferencial, né, Cláudio? Exato, exato. Tá bom, pegadinha hardcore essa. É isso aí, cara, eu sou sem reação, essa não vai pra capa do programa, tá? Não, não, é não, né, por favor. Sem giromba colorida na capa dos dois empregos, por favor. Não dá. Bom, vamos pra próxima aqui, Caio.
A próxima é do Adriano. Ele diz... Olá, Caio e Klaus. Olá, Silas Melnob. Eu sou o Adriano da história 248, que foi perseguido pela alma penada no cemitério quando tinha 16 anos. Ah, boa. Era ele que estava com aquela calça larga? Eu acho que é isso, é. Assim, fazia um barulho. Trago aqui uma história que me acaba de acontecer. Ou melhor, um desabafo. Sou policial militar e o Copom me pegou numa ocorrência de desinteligência entre familiares.
Desinteligência é o nome policial que se dá... É o quebra-pau, né, Caio? É a treta, né? Treta. Ao chegar no local, eu e meu parceiro vimos a merda que entramos. Literalmente, um demônio senil de idade avançada ligou para o 190 porque queria que nós, da gloriosa polícia militar, fôssemos desentupir uma caixa de esgoto.
após o irmão dele se recusar a fazer e mandar ele ligar para algum profissional. Pois bem, a alma cebosa ligou para nós. Nossa, cara. O cara ocupa o tempo da polícia com caixa de esgoto, né, cara? O que tem a ver? Pô, maravilhoso, cara. Isso aqui é maravilhoso, bicho. Você imagina você estar causando dúvida? Pô, rapaz, alguém tem que limpar essa caixa de esgoto aqui. Para quem será que eu ligo?
Pegaram um 9-0 aqui, acho que eles devem fazer isso aí sim, né? Ligo para um cara que vem na caminhonete com um desentupidor ou para o cara que vem com um giroflex e uma arma na cintura? Qual será que está mais apto a resolver? Qual dos dois? É. Não, é capaz de chegar lá ainda, o cara falar, veja bem, meu amigo, o senhor ligou para a polícia e tal. É!
A polícia, pelo jeito, não quer ajudar a população, né? Não gosta de trabalhar. Braço curto. Pois é. Meu Deus do céu. Ao tentar explicar que não éramos o profissional que ele procurava, o velho se emputeceu e começou a gritar e xingar. Ah, tá maluco. Ao tentar acalmar o avô do Munhá, ele fez o impensável. Pegou uma pá, foi em direção à caixa de esgoto e tacou merda em nós. Ah, tá maluco.
Que isso, cara? Que isso? Isso aqui é o desacato plus, né? Não, esse aí... Esse aí... Aparentemente encontramos o ser humano que parou no estágio de macaco ainda, né, Cláudio? Esse aí realmente não dá. O cara desevoluiu, né, Cláudio? Andou para trás aí na evolução. Pois é, cara. Porque o Homo sapiens, o saber está no nome da classificação, entendeu? Se você está arremessando fezes na polícia com a pá...
Sem razão nenhuma ainda, né? Nem que o cara foi injustiçado. É, porque você vê que ele evoluiu ao ponto de conseguir utilizar ferramentas, né, Klaus? Mas ele continua na fase de arremessar fezes, que é próprio dos primatas, né? Pois é, não tem nem que ser preso, né? Teria que ser levado para um zoológico. Isso. Aí fala, tá com merda em nós, na viatura, na rua.
Até ele se jogou naquela caixa de esgoto, tirando a roupa e gritando. Nossa, cara, você tem razão, cara. Ah, não, velho. O cara, ele meteu um babuíno. Eu nem sei qual espécie de macaco que faz esse tipo de coisa, né? Eu não sei, mas de ser humano eu desconhecia o cara. Esse aqui é o mico velhão drogado, né? Aí ele diz aqui. Porra, maravilhoso isso.
Aí ele diz aqui, só se acalmou após a chegada do SAMU. É. E agora eu estou aqui repensando toda a minha vida profissional. É, não, eu repensaria também, cara, porque é o seguinte, você sabe que eu valorizo demais a galera que escolhe ser polícia, porque é uma galera que está disposta a enfrentar bandido, está disposta a enfrentar perigos.
E geralmente é uma pessoa que sonhou Não, eu quero fazer isso Eu quero proteger, eu quero fazer o bem Eu quero não sei o que, não sei o que lá Mas uma coisa que o cara nunca pensou É que ele ia ter que encarar um idoso Arremessando fezes pra ele Arremessando fezes e se jogando nas fezes Também, imagina os caras chegarem lá Tudo sujos, tem que lavar a viatura
Possivelmente é o próprio polícia que tem que fazer isso, entendeu? E aí você repensa mesmo, porque você olha e fala... Pô, mas será que isso aqui foi um caso isolado? Ou isso aqui faz parte, né? Eu vou presenciar isso aqui com frequência? Porque se é a segunda opção, o cara não vai querer mais. Pois é. Aí ele diz aqui... Foi só um desabafo. Desculpem os erros de português. Ainda estou abalado. Ele escreveu, tinha acontecido há pouco tempo, Caio. Ou não, às vezes foi um ano depois, mas ele ainda estava abalado.
Gosto muito de vocês e um cheiro no cangote do Silas Boa, boa Caraca, cara É o mico, véi, é um drogado É uma espécie nova aí que tem que ser catalogada Tá certo, tá certo Espero que tenham cuidado dele lá no centro de zoonoses Ao qual ele foi encaminhado Que fase Beleza, bora pra próxima então, Cláudio Bora lá
A próxima é de uma ouvinte anônima que diz o seguinte. Olá Claudinho e Buchecha, como vocês estão? Tudo bem? Bom. Bom, depois de muito ouvir histórias horrendas, decidi compartilhar a minha. Comecei trabalhando com planos de saúde com 16 anos. Primeiro como estagiária e depois CLT, ainda com a mesma idade. Muito empolgada, vendendo e ganhando algumas premiações.
Porém, teve uma campanha que eu me empenhei muito pra ganhar na corretora que eu trabalhava. A campanha era com uma operadora de saúde. Vou chamar de Happy Saúde. E a corretora que eu trabalhava, vamos chamar de Mareia. Pois o nome correto eu não posso divulgar.
Enfim, a Mareia estava disputando essa viagem. Colocou para nós, humildes vendedores, que quem ficar em primeiro lugar de vendas dentro da corretora, ganharia a viagem, se claro, ficássemos no ranking com a Rappi Saúde. Então, enfim, a empresa tinha que ficar bem colocada num ranking, e aí ganharia uma viagem que ela repassaria a melhor vendedora, pelo que eu entendi é isso, né?
Isso, mas tinha que ficar pau com o concorrente ali. Isso. Pois bem, foi uma campanha longa de um ano. Pois eu vendi a minha alma naquele ano. Próximo da premiação, a senhora Mareia falou... Tira seu passaporte porque você está em primeiro lugar.
Ih, a viagem internacional ainda, hein, Clóvis? Rapaz! Rapaz, sensacional, hein? Eu tava esperando outro desfecho. Eu feliz e cheio de esperanças fui tirar o passaporte. Foram investidos por volta de 250 reais. E assim, pra um CLT recebendo salário mínimo, não é pouca coisa. E olha que, né, foi outra época, eu acho, essa história. Porque aqui, 250, na época que eu fiz o meu, que já deve ter uns 7 anos, já foi bem mais caro que isso. É, eu acho que é. Pois bem, tirei o passaporte.
Chegou na premiação da Rap Saúde, ganhamos em segundo lugar. É uma expressão que eu adoro, ganhar em segundo lugar.
Ganhou em segundo lugar. E eu, feliz que ia sair do país pela primeira vez. Pois então, chega a premiação interna da corretora Mareia e, adivinhem, não ganharam viagem suficiente para me levar. Ué, ué, ué, ué, ué, mas como assim? Mas aí é que vem o pior. Ganharam três viagens.
E quem foi? A família Mareia, é claro. O pai, a mãe e o filho. Ah, que maravilha. Ah, eu não tinha entendido que ia premiar os primeiros colocados. Não, achei que era só um, mas então... Não, mas pelo que eu entendi é o seguinte, Cláudio. Eu acho que a empresa ganhou um certo número de viagens, certo? E aí a empresa era familiar, pelo que eu estou entendendo.
E ao invés de passar uma dessas viagens para a vendedora conforme ou prometido... É, já tinha até falado pra ela tirar o passaporte. Deixaram só entre a família. Caramba, cara. Aí ela fala, aí sabe o que fizeram comigo? Me deram mil reais de consolação por não ter ganho a viagem. Eu ralei o caralho do ano todo pra ganhar mil reais por não ir pra uma viagem que custaria pelo menos uns 40 mil.
Meu amigo Rapaz, é muita canalice isso aqui, Klaus Cara, isso aqui é muita canalice Não é a primeira história que a gente pega aqui Que a galera promete Viagem como premiação A galera vai lá e bate a meta Programada e por algum motivo Isso não acontece E ninguém vai viajar Nesse caso aqui, é ainda pior, cara Porque eles ganharam viagens
Só que não repassaram para o vendedor, ficou somente ali com os donos da empresa, cara. Pois é, cara, e piora essa consolação aí que se a viagem vale 40 mil, representa 2,5% do total do prêmio que foi prometido a ela.
é uma esculhambação, entendeu? É uma esculhambação, porque se vocês vão usurpar dos funcionários que vocês tinham prometido, que com certeza se passaram o ano inteiro rachando de vender, deram lucro pra caramba pra vocês, pelo menos desse uma certa equivalência, não precisava nem dar 40 mil, uma certa equivalência. Esse prêmio de consolação não consola.
Não, você não vai fazer uma viagem internacional, mas com isso daqui você já pode pagar metade das parcelas de um Xiaomi, tá bom? Não, cara. Eu sou contra até a consolação nesse caso, cara. Porque é o seguinte, quando você ganha uma viagem, Klaus, e você já ganhou viagens, inclusive comigo, você sabe como é que funciona. Sim, sim.
muito melhor do que qualquer outra coisa. Porque se você dá o dinheiro na mão do cara, o cara não vai fazer a viagem. O cara vai comprar uma máquina de lavar, que a dele tá meio zoada, ele vai pagar a dívida do tigrinho que ele tem, ele vai fazer eu não sei o quê, tá ligado? Ele não vai viajar.
Isso vive acontecendo comigo, cara. Vive juntando dinheiro pra viajar quando chega perto da época de comprar o passeio. Putz, mas tem que pagar o preço. Tá complicado, vamos adiar pro ano que vem. E assim vai. Exatamente, só quando você ganha a viagem, isso aí é uma sensação maravilhosa, porque você faz uma viagem despreocupada, que você não faria normalmente, tá ligado? É maravilhoso, é maravilhoso.
E a sociedade te abraça, né? Sim. Se você fala assim, olha, eu não vou poder fazer tal coisa porque eu vou viajar. Se você comprou a passagem, as pessoas te julgam. Mas se você fala, porque eu ganhei uma viagem, a pessoa falava, ai, não, depois a gente vê. Nossa, você tem que aproveitar, né? É, você tem que aproveitar. Chega as pessoas que ficam mais generosas com você, entendeu? É verdade.
Então, realmente, aqui o prejuízo foi material e moral. É isso mesmo, cara. Quando a gente ganhou a nossa viagem pra Espanha, Cláudio, lá na graduação, eu cheguei pro meu chefe trabalhar, eu falei, pô, eu vou ter que tirar férias, será que você não consegue me dar férias? Eu ganhei uma viagem... Nossa, mas que maravilha! Vamos pro...
Vamos dar um jeito, tá ligado? Eu era universitário, a gente foi, foi quase que um mini intercâmbio, né? Que a gente fez, a gente foi participar de um evento lá na Universidade de Sevilha. E eu me lembro que eu era tão liso quando a gente era universitário que eu não tinha o mínimo de euros para entrar no... Exigido para entrar no país sem visto. Porque você ia mostrar que você tinha uma graninha que você não ia acabar mendigando lá.
E aí até isso, a minha família chegou junto, agilizou, emprestei daqui, meu pai me deu um pouquinho dali e tal, pra eu conseguir ir, cara. Porque realmente as portas se abrem daí, né? Pois é, cara, eu tô com muita dó dessa ouvinte aqui, cara. É, eu também, cara.
Eu tô curioso pra onde também, ela não falou, né? Não falou, pois é. Ela fala. E não é como se eles não tivessem condições e precisavam daquela viagem. É, se referindo aos chefes, né? O filho fez o intercâmbio pra Austrália. Eles sempre viajavam, tinham boa condição de vida.
E a senhora maréia não vendia porra nenhuma. Não usei o passaporte naquela viagem e nem em outra, porque não saí do país. O passaporte venceu e eu tive que fazer de novo e pagar de novo quando eu precisei. Olha só. No fim, fiz um sorriso amarelo de desculpa esfarrapada e não deu dois meses, decidi sair de lá. Fora outros absurdos que aconteciam que fica pra próxima história.
Desculpa, a história é longa e vida longa é o podcast. É isso que acontece, cara. Você desmotivou a pessoa, a pessoa foi embora e quem presenciou isso aí deve ter ficado desmotivado e foi embora também, cara. Deve. Ou fez corpo mole no próximo ciclo para vender, depois não me premia. Agora aqui, vou me corrigir, Caio, antes que me corrijam nos comentários. Eu acho que eu entendi errado antes. Não é que concorria com a Rappi Saúde.
Eu acho que era a corretora que vendia os panos da Rappi Saúde. Isso. E se a corretora tinha boa performance, então a Rappi Saúde...
daria as viagens ali pra Maré. Só eu que tinha entendido errado? Você já tinha entendido certo? É isso, mas é que... Acho que havia um ranking de outras empresas que também vendiam esses planos. Era competição interna, né? Quem vendia mais ali da Rappi. Entendi.
Certo, coitado, sinto muito. Espero que você tenha outra oportunidade um dia de viajar, aproveitar bem esse passaporte, esse novo passaporte, né? É isso, que a vida te retribua aí, cara. Eu tive muita sorte no quesito viagens pagas, viu, Caio? Eu também. Tive uma para o Rio, na época que eu tinha um canal no YouTube, fui fazer uns comerciais lá, um canal de TV. Depois teve essa da nossa... Depois não, né?
A primeira foi essa do nosso TCC e tive uma também que foi... Eu fui dar aula na Colômbia, que foi o negócio mais improvável do mundo, mas era uma empresa de curso online e eles não tinham estúdio no Brasil, então eles levavam os professores para lá na época. Eu estava na hora certa e lugar certo, foi um curto período que eles fizeram isso. Pô, animal. É bom demais ganhar viagem, né, cara?
Ah, é bom demais. Saudade, viu? Quem estiver querendo pagar as viagens para mim, para o Caião aqui também, estamos aceitando, tá? Estamos aceitando. A gente nunca mais ganhou. Só o Spotify, agora saí daqui para São Paulo mesmo, né? Para gravar lá com o Marcio Canot. É verdade. Mas está bom. Está bom demais. Então vamos para a próxima aí, Caião? Bora!
A próxima aqui é do Kahneman. Ele diz, olá lindo e feio, vocês que decidem quem é quem. O lindo é o Silas, né? É o Silas, é o Silas. Vamos deixar só assim. Brincadeiras à parte, podem me chamar de Kahneman. Meu irmão mandou a história do seu ligeirinho do episódio 269, Fuga do Manicômio. Ah, boa. Trabalhamos em um centro de reabilitação há muitos anos e por isso temos várias histórias desse período.
Como ele disse, nosso centro foi criado inicialmente só para dependentes químicos a serem reintegrados à sociedade. Mas ao longo dos anos fomos recebendo todo tipo de pessoa, porque as famílias não têm condições de cuidar e acabam mandando para a nossa fazenda. Hoje vou contar a história do Coringa, um interno que ficou um ano conosco e enlouqueceu misteriosamente.
O Ringo chegou com uma depressão gravíssima. Nos primeiros dias ficava trancado no quarto e saía só pra comer. Aos poucos foi melhorando e quando completou um ano de internação, no caso, né, estava totalmente recuperado. Mesmo assim, preferiu continuar na fazenda e não voltar pra sua cidade. Até aí, tudo bem, porque ele ajudava muito. Cuidava da horta, dos porcos, dos cachorros abandonados na frente da clínica, entre outras coisas. Mas um dia tudo mudou.
Eu tinha saído de férias e quando voltei os funcionários já avisaram. O Coringa tá diferente, parece que tá usando drogas. O que não fazia sentido, porque tudo que entra na clínica é vistoriado. Fui conversar com ele na horta e ele estava com papos estranhos. Enquanto você tava fora, plantei melancias e já podemos comer. Plantei tudo sozinho. Só que as melancias nem tinham nascido ainda.
O que estávamos escolhendo era moranga. É um pouco diferente, né? É um pouco diferente. Naquela noite, eu e o dono da clínica decidimos vigiar a casa dele. Sim, ele tinha uma casa só pra ele, porque ele não era mais interno, era um funcionário, mas sem acesso à cidade. Ele estava em observação ali, né?
É, não, acho que deixaram ele continuar lá, trabalhando, mas mesmo assim não tinha acesso à cidade, né? Continuava ali como se fosse um interno, né? Ficamos espiando pela janela e vimos em cima da mesa um tipo de pó branco em grande quantidade. Ficamos desesperados, achando que era droga. Entramos na casa direto na prova do crime e era só pão esfarelado.
O cara estava doido de pão, Cláudio. Coringa coringou. Disse que não confiávamos nele porque ele estava louco. Fomos dormir e pouco depois... Essa afirmação também é preciosa, né? Vocês não confiam em mim só porque eu estou louco? Fomos dormir...
E pouco depois, alguém bateu na porta. Adivinha quem era? O Coringa, com uma roupa camuflada e um facão na cintura, dizendo que estava de vigia porque estavam roubando à noite. Isso era algo normal. Alguns ladrões já tinham tentado roubar durante a noite. E depois que ele virou funcionário, ele ficou responsável por vigiar. Como ele estava com o diálogo na mão, concordamos e mandamos ele voltar para casa. Mas decidimos que precisávamos fazer algo mais sério.
Na mesma noite, levamos ele ao hospital. Durante todo o caminho, ele dizia coisas tipo...
Eu tô louco, eu sempre fui doidinho da cabeça. Preciso melhorar. Que louco consciente, cara. Pois é, né, cara? Preciso melhorar, tomar uns remédios. Minha família não vai me querer assim. No hospital, o dono da clínica teve que voltar pra fazenda e eu fiquei responsável. Quando a enfermeira entrou na sala, ele soltou. Eita, que enfermeira gostosa!
Rapaz. Que situação horrorosa, cara. Rapaz. E ele tem o salvo conduto de ser louco, né? Isso. Pra fazer isso. Na hora, briguei com ele. Que falta de respeito, Coringa. Se comporta? Senão vamos chamar a polícia. À vez é ruim pra nós dois. Ele. Tá bom, me desculpa. Eu não pude me conter. Em Chernobyl, o clima era muito mais confortável do que estava naquela sala. Nossa, imagina, né, cara? A enfermeira deve ter fuzilado ele com os olhos ali por esse comentário, né, cara?
Porque enfermeira também já não é a primeira vez que fazem algum gracejo, né? Geralmente elas passam por esse tipo de coisa. Aí o cara, voz alta desse jeito, assim, do nada, né? Deve ter dado um ódio muito grande. Chegou uma paciente de uns 20 e poucos anos com dor na barriga e o Coringa começou a rir enquanto ela gemia de dor. Puta merda, cara.
Isso que o cara até outro dia estava normal, né? Pensa que desgraça, cara. Você vai para o hospital, te bota num quarto, o maluco fica rindo da sua dor, tá ligado? Pois é, né, cara? Tiveram que colocar uma cortina entre as camas e sedá-lo para ele se acalmar. Foi um dos dias mais vergonhosos da minha vida. Hoje o Coringa voltou para a cidade dele para morar com a família e não sabemos como ele está. O irmão disse que uma vez ele enlouqueceu assim e voltou ao normal de repente. Eu não sei se isso é possível.
o cara vira uma chavinha, entendeu? Vira uma chavinha e ele... Tô louco? Não tô louco. Tô louco? Não tô louco. Mas depois de tudo que já vi nessa clínica, eu acredito. É isso, tenho mais histórias e qualquer hora mando outras. Pô, eu lembrei daquele filme fragmentado, cara, que aliás é tenebroso. Ah, é, exatamente. Pelo menos esse louco só passava umas vergonhas, né? O louco do fragmentado era assassino mesmo.
É, mas depois teve a versão brasileira, que foi aquela entrevista do Fantástico lá com a moça dele. Nossa, cara, aquilo ali. É melhor eu não falar porque a gente não tem tempo de programa para eu discorrer sobre sem arrumar problema. Tá bom. Mas aquela reportagem é muito errada. Pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus. Ah, né, vamos lá. Aquilo será lembrado por anos, Klaus. Aquilo para mim é o que a autópsia do ET foi nos anos 90. Aquela reportagem foi para mim nos anos 2000, cara.
Aí ele diz aqui... Um abraço para o melhor duplo do Spotify e para o segundo melhor editor do planeta. O primeiro são todos os outros. Que isso, cara? Esse bando de badernista não aguenta dar minuto de porrada comigo, morô? Se precisar se recuperar do vício, venha se tratar conosco.
Pô, os caras tiram os Silas pra bosta. Não pode, cara. Eu não admito isso aqui, cara. Pois é. Neste ambiente não se fala mal de Silas. Pois é. Morde-sopra, né? Depois ficam falando, não, eu te amo, Silas. É. Que absurdo, que absurdo. Eu acho que pode ser retaliação por ele ter atrasado o episódio um dia desses aí, viu, Cláudio? É, pode ser, cara. O pessoal se uniu aí pra retaliar. Que preguiçoso. Que preguiçoso o quê? Vai plantar batata? Eu, hein, mulher mal educada.
Passou de 8h30, não tem episódio no ar, a galera já tá todo mundo louco também. É isso. Tá todo mundo cheirando pão já nessas alturas. É, cara, mas eu vou falar pra você, esse louco aí, o Coringa, né? Pra mim ele tá muito mais normal do que o Mico, o véi, é um drogado, cara. Tá, tá.
Está bem mais normal. Para mim, é o verdadeiro louco desse episódio. Talvez a diferença seja que um estava medicado, o outro não, né? Não sei. É, pode ser. Alguém tem que mandar esse véio lá para essa fazenda para ver se dá jogo, né? Urgente.
Então é isso, pessoal. Essas foram as histórias de hoje. Vamos agradecer aqui, é claro, como sempre, nossos heróis, a galera que apoia pelo site 2empregos.com.br. Lá no site você manda suas histórias e também, se quiser, faz a sua contribuição financeira, que é muito importante para a gente manter o programa no ar semanalmente, certo? Exatamente. Essencial, né? Essencial para a continuidade do programa.
E aqueles mais ricos, bonitos e joiados, né? Que contribuem nos maiores valores. Não ganham uma viagem, Caião. Mas ganham o nosso agradecimento por nome aqui no programa. Que é o caso do Lucas Regis Telles. O Jonathan Neri Cardoso. Débora de Barros. Oswaldo Brogliato. Danilo Eduardo Estrela. Lucas Peron. Tiago Gliçói. Caio César. Gabriel Rico. E Benhur Brião. Boa. E lá no plano você é louco, Claus. Que tá incluso aí o pessoal que arremessa merda com uma pá. Será?
Tá incluso o pessoal que chama a enfermeira de gostosa. Mas também tá incluso aqui a galera que mais patrocina o Dois Empregos, né? Rodrigo Bastos, Sérgio Gonçalves, Pedro Henrique Schneider, João Marcos Vieira, André Esquenor, Anderson Alves e a Débora Lancaster. É isso aí, pessoal. Um abração pra vocês. Obrigado por contribuir. Voltamos aí semana que vem. E é isso, né, Caião? Até segunda-feira. Se não atrasar, se atrasar, galera.
joga pedra na janela do Silas, é um perigo. É isso, joga em pedra, mas não joga em fezes, por favor. É, por favor. Até segunda. Abraço, tchau. Falou.
Basicamente
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