Episódios de Dois Empregos

#277 - CHIFRANDO Dentro de Casa!

18 de maio de 202646min
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🔵😏 O churrasco de um milionário viciado no azulzinho pode virar uma crise conjugal! Recenseador do IBGE aceita o convite pra entrar na casa de um homem gigante e esquentadinho pra fazer suas perguntas, e um funcionário de depósito deixa um estranho usar seu banheiro. Qual ou quais dos três irão se arrepender rapidamente? Descubra no #MomentoMárcioCanuto de hoje, é só subir o som e descer o play!  🔊🔥

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🎙️Edição: Silas Ravani

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Participantes neste episódio1
C

Caio

Co-host
Assuntos4
  • Fenômeno no BanheiroVendedor de picolé e o 'presente' de culpa · O colosso fecal na privada · Limpeza improvisada com mangueira · A desconfiança da cliente sobre o 'culpado'
  • Divórcio BilionárioLíngua azulada e uso de Tadalafila · Amantes em festa familiar · Carros de luxo · Corte de dedo em preparo de cebola · Buffet completo com rã e escargot · Intervenção do churrasqueiro para evitar flagrante · Recompensa financeira e uísque caro
  • Exploração econômica e laboralDescarregar caminhão no horário de almoço · Esconder-se no banheiro para evitar trabalho extra · Aprender a ser 'chato' para não ser explorado · Almoçar na casa da avó para ter paz
  • Estatisticas IBGEO homem forte e a pergunta sobre renda · A interpretação do 'charuto' como pênis · Fuga do recenseador e registro de casa abandonada
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Não preciso trabalhar, meu marido tem dois empregos.

Olá, empregados e desempregados da nossa grande nação brasileira. Começa mais um programa Dois Empregos. Eu sou o Klaus Aires e estou aqui, como sempre, com o meu amigo Caio. Olá, Klaus. Olá, queridos ouvintes. Estamos aqui, Klaus, como toda semana, né? Às vezes, Klaus, a gente não chega na segunda-feira, mas a gente geralmente chega, né? Geralmente, geralmente.

religiosamente quase toda segunda-feira de manhã aí no ar pra vocês, certo? Também pra te avisar que continua o outlet de até 70% de desconto na Basicamente, meus amigos. Exatamente. Você entra lá em basicamente.com.br

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Agora é pra você comprar o seu moletom, né, cara? Porque o friozinho bateu, né? Se não chegou aí, vai chegar. E com isso, Klaus, tendem os preços a subir. Mas basicamente não, meu querido. Basicamente você encontra no precinho e ainda pode aplicar os nossos cupons. É verdade, com cupom.

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e esse desconto é maior do que o nosso, combine ele com o nosso cupom de frete grátis que você tem o desconto de ouvinte e o desconto da promoção do dia. Perfeito. São várias opções aí para você fazer aquele carrinho fenomenal. Perfeito. Vai lá em basicamente.com, links na descrição. Maravilha. Então, Caio, vamos chamar a vinheta? Vamos chamar a vinheta, Klaus. Bora. Dois empregos orgulhosamente apresentam...

Momento Marcio Caldo!

Eita, que beleza, que beleza. E a primeira história aqui, Caião, é do tutor do demônio. Ele já apareceu aqui antes, né? Acho que era ele que... Pô, isso é, rapaz. Ele era tutor de um menino que atacou todo mundo na escola, né? Acho que era isso. É, batia na professora, um negócio assim, né? Isso, é.

Ele diz, fala Rivaldo e Ronaldo dos podcasts, aqui é o tutor do demônio. Agora eu vim com as histórias do churrasco. E antes de tudo, e aí Silas, você tá bonzinho? Silas, valeu pelas músicas, sempre fui fã de Mac DeMarco, música que toca nas aberturas.

Mas vamos pro relato. A galera é fã das playlists do Silas, hein, Caio? Ah, faz muito sucesso, viu, Caio? E várias pessoas que comentam. Ele tinha que fazer um show tipo o Alok, entendeu? DJ Silas, né? É, fazer um evento aí. Um Silas Palooza, viu, Caio?

Eu iria, eu iria. Eu também, eu também. Aí ele diz... Assim que saí da faculdade de gastronomia, entrei para uma equipe de churrasco muito conhecida no Maranhão. Deixem off o nome da equipe. E ele mandou um link de Instagram. Vamos ver, né, Cláudio? Vamos dar uma olhada, Cláudio? Se temos essa oportunidade, vamos aproveitar, né? Pois é, vamos ver.

Olha só, varal, defumação. Bastante seguidor, hein, cara? Tem, é grandinho o perfil. Nossa, me deu fome, rapaz. Rapaz, olha muitas carnes maravilhosas.

Que isso, hein? Não, quem for vegano fica triste de ver esse perfil aqui, viu? Porque é um espetáculo do churrasco. Muito animal morto. Nossa, bicho, ó. Manda aqui no nosso endereço. Faz um sedex de picanha aí pra nós, rapaz. Bom, ele diz... Um dia fomos contratados pra um churrasco de uma família enorme. Uma boa família brasileira. Pai, mãe, filhos, netos, bisnetos. E como toda grande reunião familiar, aparentemente bem organizada, havia também amantes circulando com naturalidade. Risos.

Que isso, cara. Ah, é, às vezes, né, convidou a secretária, a babá, né, a professorinha do moleque. Muitas vezes o pai tradicional, ele é muito criativo nos locais onde ele arranja as suas amantes, né, Caio? É, tem alguns empregos que facilitam, né, você exercer o cargo de amante, né?

Pois é. Aí ele diz aqui, inclusive uma delas envolvia diretamente o aniversariante, um senhor de quase 60 anos. E não qualquer senhor. Sabe aqueles homens que parecem ter saído de um filme? Pois era exatamente esse perfil. Postura calma, dinheiro visível e carros expostos no gramado como se fossem parte da decoração da festa. Uma Porsche 911, um Supra e um Skyline GTR. Rapaz.

Tem dinheiro, né, Claudio? Tem dinheiro. Perceba que o cara tem dinheiro quando eles citam nomes de carros que eu nem sei qual é, tá ligado? Exato, eu também. Eu não sou muito do carro. Eu também. Eu não sei o que é um supra, tá ligado? Eu conheço só o supla, né? As mulheres gostam desses homens com mais de 60, né? Porque eles têm princípios e valores, né, Caio?

Princípios de infarto e valores na conta, né? É, olha aí. Perfeito. E confesso, como curto carro, isso já chama atenção logo de cara. Até pra quem não curte carro, ainda mais que geralmente é um carro esportivo roxo, né? Geralmente não é um carro pouco chamativo. A garagem, curiosamente, estava vazia. Só havia um quartinho no fundo. E foi exatamente ali que a história começou a ficar interessante. Como o churrasco teria costelão e fogo de chão, o trabalho começou cedo demais.

Chegamos 5 da manhã, mas eu moro longe, vim de outro evento em outra cidade. Então, cheguei 3 horas, dormi rapidinho na casa do meu chefe e 4 da manhã já tava molando faca pra estar pronto às 5 no local. Jovem resolve isso fácil, energético, um Red Bull, um Monster Energy e segue o baile. O evento ia até meia-noite. Nossa, rapaz. Cara, é o dia inteiro, hein? É, puxado, puxado. Além do fogo de chão, ainda tinha parrilha mais pesada, mais quente.

e exigindo atenção constante. Equipe de cinco. Caraca, era um evento grande, pelo jeito. Churrasco exige bastante gente mesmo, né? Porque enquanto um está preparando as coisas, o outro está cortando, o outro já está lavando a louça, já está fazendo não sei o quê. E a julgar pelo quanto esse cara é rico, eu imagino que ele queria até ser servido na boquinha, né?

É verdade. Precisa de uma pessoa e sobe para essa finalidade. Cada um com sua função, mas logo cedo o caos apareceu. Um rapaz recém-chegado que achava que churrasco profissional era glamour foi cortar cebola para arroz e conseguiu cortar metade do dedo bem na junta. Olha lá.

Olha lá, nós já vimos essa história antes, hein? Pois é. O pessoal cortando o dedo aí. Espero que ele não tenha também temperado a carne da galera, né? Igual aquele dia com baita aflição daquela história. Aí ele fala que... Detalhe, o cardápio dele ainda inclui arroz, farofa, purê, camarão, escargot, feijoada e rã. Nossa!

Meu Deus! Realmente, não era só um churrasco normal, era um... Não! Nem sei descrever isso aqui, era um buffet completo com praticamente um casamento. Sim, rã, ele fala, né? Antes que alguém estranhe, rã é uma delícia. Mas não é qualquer rã, não. É criada para isso, não é dessas que aparecem em época de chuva.

É, pô, tem criação de rã e a galera realmente consome a carne. Eu acho que eu nunca comi, cara. Nunca comi também. Conheço muita gente que comeu e gosta. Costumam fazer ela empanada assim, faz muito sucesso. Eu conheço gente que comeu e falam que parece frango. É, é. Aí diz aqui, equipe contada, tudo no limite. E eu precisei assumir minhas funções e as dele também. Apesar dos míseros 150 da diária, o respeito pelo trabalho falava mais alto.

Corri entre arroz, faca, panela, costela e fogo. Quando terminei, faltava uma hora para o evento começar. Costela pegando fogo, parrilha cheia. O evento começou e a galera daquele jeito. Fome e perguntas. Foi aí que comecei a notar uma movimentação. Toda vez que eu estava na parrilha, o aniversariante entrando na garagem e sempre com a língua azulada. Que isso? Com a língua azulada? Língua azulada?

Eu não faço ideia do que é isso. O que faria uma pessoa numa festa com a língua azulada? É alguma droga que faz isso? Eu estou completamente por fora do mundo das drogas. Eu não faço ideia também. Para poder te falar, cara. Caraca, cara. Eu não sei, deve ter alguma coisa, porque ele citou aqui, né? Mas eu, se eu vejo alguém com a língua azulada, eu penso na hora, ah, chupou um pirulito.

Tá ligado? É, pode crer. Pouco depois, uma moça também ia e entrava no quartinho. Ficava alguns minutos... Ah, será que ele tava tomando um azulzinho, Claus? Mas azulzinho pinta a língua? Pô, não sei, cara, não sei. Ah, eu vou ter que procurar no Google isso, cara. Agora fiquei até curioso.

A ocorrência de língua isolada após o uso de sildenafila é um efeito colateral incomum e específico, associado a formas de administração não convencionais ou manipuladas. Será que o cara estava consumindo aquelas balinhas de tadala que a galera inventou aí? Será que é isso? Ou alguma outra... É, porque aqui no Google falou que o tradicional comprimido não faz isso, né? Não sei, responda aí. Dr. Rossi, manda um salve para nós.

Boa. Pouco depois, uma moça também ia, entrava no quartinho, ficava alguns minutos, saía e depois voltava. E eu ali só observando. Ah, quando o cara sai do povo e combina um tempinho para outra pessoa sair também e tentar desassociar. É, entrava ali no quartinho...

algo acontecia e aí eles saíam de mansinho, né? Quando eu pedi história, porque eu falava que churrasqueiro tem história para contar, eu já tinha uma noção disso, cara. A visão global que o cara tem ali, justamente por não ser da família, não estar entretido por conversar com ninguém. Já tem que olhar para as mesas, já tem que ter noção, ver mais do que gostaria, né? Não, e...

Quando você chega às 5 da manhã pro evento, você acaba tendo uma visão assim de quem... Porque se você chega numa festa do nada, tá todo mundo lá já, é uma coisa. Você não sabe quem é o aniversariante, você não sabe quem é o dono da festa, você não sabe quem é casado com quem, você entendeu? Se você chegou lá antes do evento começar, você foi vendo o evento se formar aos poucos. Então você consegue ter...

certinho a percepção, né, cara? De saber quem que é da casa, quem que é mais chegado, quem que não é. Você vê, o cara já caçou de alguma forma aqui que tinha amante envolvida ali, Klaus. Quer dizer, é uma visão que não é todo mundo que tem não, cara. Exatamente, Caio. Aí ele diz justamente isso, né? Eu ali só observando, até que antes mesmo da esposa dele vir procurar qualquer coisa, uma voz dentro da minha mente dizia puxa a parrilha pra porta da garagem.

Parrilha é tipo aquela churrasqueira... Parrilha móvel, pelo jeito. É, que vai um monte de espeto ali, né? Meio de carrinho, não é um negócio assim? Parrilha, por si só, não necessariamente é uma churrasqueira móvel, né? Ela pode ser fixa e tal. Mas acho que no caso dele, eles levam as deles, né? Bom, pelo que a gente viu no Instagram que ele mandou aqui, né? Dá pra ver que tem essas coisas mais móveis assim, né? Entendi, entendi. E é grande, viu, cara? Não é pequena não, cara. Tô vendo aqui, realmente.

Aí ele fala... Ele teve essa intuição, né? Puxa a parrilha pra porta da garagem. Sem ninguém mandar, só a intuição, eu puxei. Levei a parrilha pra perto da entrada, quase criando uma barreira visual. Uma barreira visual de fumaça, né? Pouco depois, a esposa apareceu. Tu viu, velho? Ela perguntou pra várias pessoas até chegar em mim. E eu sabia exatamente onde ele estava. Mano, o cara tem a cara de pau de trair a esposa com a esposa presente no evento. Na casa dela, né, bicho? Indo pra um cantinho da casa dela.

Ela conhece o território ali, né, cara? Ele está famoso com a toca-onça com a vara curta, né, cara? É um canário de marca maior, né, cara? Pois é. Eu sabia exatamente onde ele estava, o que estava fazendo e com quem estava fazendo. Naquele momento, parecia que a lente churrasqueira tinha virado um gestor de emergência familiar. Respondi, vi ele lá em cima na cozinha pegando um vinho, nem saí do lugar. Só pensei rápido, rico sempre tem vinho. Então, a mentira precisava combinar.

Pô, cara, às vezes o cara não bebe vinho, bicho É E você vê, eu não sei Eu não sei se ele quis ajudar o cara aqui Por uma questão, assim, de amizade masculina Sabe, essa parada Ou se ele só não quis ver o circo pegar fogo No evento que ele tava fazendo ali, tá ligado? É, medo de não receber, né? Mas o fato é que ele ajudou o coroa, né? Ajudou O fato é que ele ajudou Cara, eu não sei se eu teria essa frieza, não Eu acho que eu simplesmente ia deixar o pau-torá

É, eu provavelmente falaria não sei. É, não sei, não faço ideia. Ela acreditou e foi para a cozinha. Nesse instante que foi até o quartinho, ali ficou claro que o velho realmente funcionava na base de Tadalafila. Até a língua azul denunciava que a química estava trabalhando firme. Quando ele me viu, tomou um susto. A cena era praticamente uma guerra silenciosa. Ela empurrando ele para trás, ele insistindo em avançar, tudo no desespero de quem sabia que o tempo estava contra.

Que isso, cara. Falei baixo, mano. Desculpa interromper a tua guerra contra o bacalhau. Que isso. Ah, não, você não falou isso. Não, você não falou. Eu não acredito que você falou isso. Mas tua esposa está te procurando. Eu mandei ela para a cozinha. Disse que tu foi tomar vinho.

explicar para ele não perder o fio solto que eu deixei. Na hora ele se ajeitou, respirou fundo e saiu rápido. Rapaz, mas isso tudo é... Você queria ser legal com ele mesmo ou foi para... Ele dava gorjeta boa? Como que funciona isso aí, hein? É. Pois não, aparentemente ele não conhecia o cara, né? Não estou entendendo bem o motivo, né? Eu não acho que era um cara que ele conhecia. Então? Pois é.

Passou por mim e foi direto pra piscina. Pulou na água como se tivesse acabado de sair de um passeio tranquilo. E a moça ainda ficou alguns minutos no quartinho. Eu só esperando a cena fechar sem desastre. Detalhe, a moça chamava atenção também. Visual claramente harmonizado. Do tipo impossível de ignorar um verdadeiro lula molusco harmonizado. E eu já imaginando que o velho provavelmente financiava a boa parte da estética.

Pois é, né, rapaz? Aquela cara quadrada, né? Com aquela bochecha, aquele maxilar marcado, aquela boca de salsicha, né? É o bonito de hoje, né, Cláudio? O bonito. É, o bonito de hoje. Mas é com o visual que você só vê em ricas e famosas, cara. Ninguém normal tem essa beleza, entendeu? Você não vai ver na feira. Ah, algumas coisas você vê, cara. A boca de salsicha já tá... A boca de salsicha, é verdade. Já chegou nas classes mais baixas, Cláudio.

É. Mas daí os ricos e famosos param de fazer. Quando ela fica popular, eles inventam.

Ele não tomou outra merda pra intoxicar a galera. Com certeza, com certeza. Vamos lá. Pouco depois, a esposa viu ele na piscina e perguntou... Onde tu tava? E ele respondeu... Eu fui ver os carros no final da... Um belo par de carros, né? Um belo par de carros que ele foi lá dar uma palpada pra ver se estava em ordem. Apertar as peças, né? Os parafilos. É, dar a buzinada, Caião. Tenho certeza que tá tudo em dia, né? No final...

No final da festa, a carne já tinha acabado. O costelão virou só osso. Eu fui curtir com a equipe. Galera na cerveja e eu não energético pra não apagar. Foi quando ele me chamou. Ei, gordinho, vem cá. Eu fui. Ele me entregou uma garrafa de... Como é que é? Nem sei pronunciar isso aqui. Macallan 18 Years Old Double Cask. Que isso? Procurem o preço. Pra já que eu vou procurar. Caralho, mano. Pelo que eu tô vendo aqui... É entre 2 e 4 mil. É, de 2 a 4 mil reais. Aê, vamos dizer que...

3 mil reais, aê! Caraca, cara. Isso aqui é o quê? Um whisky? Ele deu um whiskão de 3 mil reais para o cara que estava ganhando 150 da diária, cara. Puta merda! Eu não sei se ele ia querer beber ou vender isso. Ah, eu venderia, com certeza.

Eu também, fácil, fácil. Meu chefe não acreditou também. Não bebi no local, só refrigerante, água energética, o evento inteiro. Tudo encerrado, uma da manhã, pronto para ir embora. E ele chama de novo, vem cá, gordinho. Eu fui, me levou para a sala, tirou um bolo de notas de 100 e me entregou mil reais. Que isso, ele estava muito grato mesmo, né?

É, porque tem que ver o quanto que ele economizou nesse aviso aí, nesse sobreaviso. Talvez metade de tudo que pudesse ser visto ali durante o churrasco. Ah, é, exatamente. Um divórcio desse aí, Cláudio, sai caríssimo. A esposa ia levar um carro esportivo e meio daqueles lá que estavam enfileirados no jardim. Ah, tranquilamente. E disse...

Toda vez que essa equipe vier, eu quero que tu venha. Se tu não vier, nem adianta. Naquele dia, sair com 1.150 no bolso, 150 da diária, 1.000 pela descrição. E mais o uísque, né? E mais o uísque. Na verdade, eles saem em valor financeiro absoluto com mais de 5.000 por essa diária de 150, né? Se contar o uísque. E uma lição, às vezes no churrasco, além da carne, a pessoa também evita incêndios maiores que o fogo da parrilha. Olha só, rapaz. Eita!

Você vê, cara, aqui não se aplicou que nenhuma boa ação vem sem punição, porque não foi uma boa ação. Pelo menos pra esposa do velho, não foi nem um pouco, né? Ele fez ali uma má ação pro... Uma má ação. Que era do interesse do chefe rico. Isso. O qual recompensou, como costuma ser. Que beleza, cara.

É, valeu a pena ajudar o ricaço, né, cara? Pois é. Que preço? Não sei, mas assim, você não tem envolvimento com ninguém ali também, né? Então, tanto faz, né? Um dia esse velho vai ter um treco, rapaz. E não vai ser dirigindo um Porsche em alta velocidade, viu, cara? Mas vai ser fazendo aquilo que amava, tenho certeza.

É, cara, porque se esse cara vive a base de Tadala e whisky de dois mil reais, Klaus, e Porsche, né? Pois é. Em algum momento vai dar ruim isso, cara. Pois é, rapaz. E a esposa sabe, né, cara? A esposa sabe, é impressionante. Se ela já foi procurar, é porque sabe. Ela deve saber. E ele não é muito bom de disfarçar também, entendeu? Não parece ser mesmo. Me pergunto pra que o teatria, o balé, né? É.

Ah, meu Deus. É, eu vou morrer sem entender os mistérios do ser humano, Canhão. Ah, Carlos, não temos tempo de vida suficiente para entender. Nem 10% dos mistérios, Carlos. É isso aí. Tá bom, tá bom. Bora para a próxima, hein? Vamos lá. Atenção. Cuidado. É fezes. Esta história pode conter fezes, urima e outras nojeiras. Fezes com 99% de...

Vamos lá, a próxima é do Gustavo. Ele diz o seguinte. Olá, Adriano, Adriano e Silão, mestre da edição. Me chamo Gustavo, sou de Serra, Espírito Santo. E essa história é do meu primeiro emprego formal. Que convenhamos, o primeiro é pra se fuder. Pode me identificar porque a empresa da qual esse e outros eventos ocorreram não existe mais.

Sou ouvinte já há um bom tempo e só agora tomei coragem de mandar meu relato. Desde já agradeço por todas as horas de companhia de fone do ouvido durante o expediente. Falando nisso, escreva esse relato em horário de trabalho, no computador da firma, enquanto desfruto do ar-condicionado.

Vamos lá. Eu trabalhava em um depósito de gás de cozinha. Eu tomava conta do escritório enquanto os motoboys ficavam nas ruas fazendo as entregas de gás e água mineral. E só vinham na empresa para abastecer mais mercadoria, trocar dinheiro e etc. Nesses tempos a gente leu uma história de gás de cozinha que o cara tentou arremessar um bujão na cabeça do outro. Tentou, vamos ver se essa daqui... Pois é, rapaz. Vai acontecer esse tipo de coisa.

Isso fazia com que eu ficasse a maior parte do dia sozinho. Volta e meia chegavam um ou outro cliente e eu atendia. Vale ressaltar que a região na qual a empresa ficava é uma região de litoral. Literalmente praia. Na rua de trás da empresa já era praia. Esse dia começou normal como qualquer outro. Estava eu lá no escritório quando vejo pelas câmeras um rapaz empurrando um carrinho de picolé. Olha o clima de praia aí, Klaus. Olha aí. Entrando no depósito. Então eu tava entrando com o carrinho, né?

Saí da sala e fui ver o que era. Quando reconheci o meliante, eu já o conhecia de vista. Um baixinho, meio rasta, que devia pesar uns 60 quilos no asso. Passava sempre por ali oferecendo um picolé. Quando já estava pronto pra dizer que eu não queria, ele me indaga. Bom dia, meu camarada. Será que eu posso usar o seu banheiro?

É, putz, isso aqui é muito complicado, hein, cara? A gente já viu várias histórias aqui que começam assim, né, cara? Chega um estranho pedindo pra usar o banheiro... E você não quer negar, né, cara? É uma coisa muito básica, você não quer falar não pra ninguém de usar o banheiro, né? Fica sempre aquele... Aquela linha tênue, né, cara? De você ser uma pessoa ali... De você não negligenciar a sua humanidade, né, cara? Ao mesmo tempo que a probabilidade de dar merda nisso aqui é gigantesca, né, cara? Literalmente. Literalmente.

Literalmente Ele diz, rapidamente eu disse que sim E apontei onde era E aqui a nossa história Começa Rapaz, eu tô com medo até de ler É porque é o seguinte, cara Eu até queria pedir pro ouvinte deixar o comentário Aí no Spotify Se você acha que você deve deixar As pessoas usarem o banheiro da sua firma Quando te pedem ou não Eu não tenho opinião formada, Klaus

Parece ser simples de falar, tem que deixar, tal, você vai deixar a pessoa apertada, não sei o quê. Mas tem muita coisa ruim que acontece a partir desse símbolo, cara. Então, eu não sei, não sei. Ah, cara, é, eu acho que tem que avaliar caso a caso. É, então... Vai da cara do cliente, então. Se eu for uma idosa, você não vai falar não, então... Não é assim...

Foram nóia, né? Aí tudo depende, né? É, o problema, Carlos, é que o terrorista de banheiro, ele não tem cara, não. Ele não tem cara, isso você tem razão, não tem cara, né, velho? É verdade. É difícil. É difícil. Não é fácil, não é fácil. Ele fala... O rapaz voltou em poucos minutos, me agradeceu fervorosamente, se dirigiu até o carrinho dele e pegou vários picolés e me deu em agradecimento.

Eu disse que não precisava, mas ele insistiu, me deu 4 ou 5 picolés e foi embora. Rapaz. Rapidamente eu voltei ao meu trabalho, saboreei os picolés e um bom tempo depois entrou uma moça de carro no depósito. Pediu 2 botijões de gás, abriu a mala e rapidamente já peguei os botijões vazios dela pra trocar pelas mãos.

nossas abastecidas. Quando ela me pediu também para usar o banheiro, novamente eu disse que sim e apontei para onde ele ficava. Quando a moça se dirigiu ao banheiro e voltou rapidamente, muito rápido mesmo, como até se tivesse desistido de ir, me pagou e foi embora sem dizer nem mesmo um obrigado. O tempo passou, eu continuei trabalhando.

Deu meu horário de almoço, almocei, sentei um pouco na sombra, quando me deu vontade de usar o banheiro. Banheiro esse que mal sabia eu, mas tinha uma grande criatura me aguardando. Ah, meu Deus. Quando abro a porta, me deparo primeiro com uma parede de calor. Ah, nossa, velho. É quando o calor tá físico, né, cara? Meu Deus.

seguida de um cheiro que acredito eu ter vindo do próprio inferno. Um cheiro horripilante. Rapidamente tampei o rosto com a camiseta e olhei o que era esse cheiro, sem nem entrar no banheiro, apenas tentando ver do lado de fora. E quando eu percebo ali, me olhando, tal qual um gigante crocodilo australiano, deitado na beira da água, com uma parte do corpo pra fora... Ah, não! Um enorme, gigante...

Que colossal tolete de bosta repousado na louça da privada. É isso, cara. Essa foi uma das descrições mais desgraçadas que a gente já recebeu aqui, cara. Caramba, cara. Não, a analogia com o crocodilo foi maravilhosa, cara. Caramba. Foi maravilhosa.

Ele fala, estava repousando na louça da privada a ponto de mais da metade estar para fora da água. Devia ter facilmente mais de 20 centímetros, fora a grossura do indivíduo. Nossa, rapaz. Era tão grande que não foi cagado e sim parido. Rapidamente lembrei do vendedor de picolé. O porquê ele me agradeceu tanto por um banheiro. O cara fez uma desova.

Com o nariz tampado e tentando não olhar a criatura, que com toda certeza olhava no fundo da minha alma, entrei no banheiro para puxar a corda da descarga. Ah, vai descer sim. Fique tranquilo, vai descer. Ainda mais, cara. Geralmente essas descargas de cordinha não tem muita pressão, né? Não tem.

Na hora que ele falou corda aqui, eu já pensei, não, você não tem o equipamento apropriado para lidar com essa questão. É, isso aí não derrota o chefão. Tem que ser aquela água que vem da rua mesmo, ou de uma caixa acoplada bem robusta, porque aquela caixinha de plástico ali não... É, ou de uma caixa d'água que fica a 20 metros de altura, né, cara? Isso, é. Aí ele fala, então puxou a corda da descarga, me segurando para não vomitar, porque eu tinha acabado de almoçar. Nossa!

Quando a água desceu e bateu contra aquele jacaré, ela espirrou pra fora, tal qual ondas do mar se chocam contra pedras. E aquele Godzilla fecal permaneceu imóvel, meu Deus. Godzilla fecal. Caraca, cara.

Que situação horrorosa, cara. Nossa. Esses picolés que o cara deu não foi a gratidão, foi culpa. Foi culpa, lógico. Evidente, né? Ele sabia que ia embora sem se responsabilizar por aquilo. Evidente. E aí ele tentou, nem para dar um whisky de 2 mil reais, não. Ele deu cinco picolés e meteu o pé, cara.

E, cara, fica mais engraçado ainda pensar que ele descreveu o vendedor de picolé como alguém que pesava no máximo 60 quilos, né, cara? Pois é, né, cara? Então, se ele pesava, Cláudio, 60 quilos quando chegou, ele pesava 50 quando foi embora, né? Pois é. Meu Deus. Ah, cara. Bom, não desceu, né? Aí ele fala, tive então que procurar alternativas. Puxei uma mangueira do pátio que tinha bastante pressão.

E usei contra aquela aberração. Talvez eu tenha exagerado, pois quando eu o atingi, ele se partiu e espirrou um pouco pra fora do vago.

Não, velho. Como era um banheiro na parte externa, não foi de todo mal. Fiquei ali durante uns 20 minutos jogando água no banheiro com a mangueira, sem nem mesmo entrar. Cara, ele teve que fazer um lava-car ali dentro do banheiro, bicho. É. E fiquei pensando, será que aquela moça viu isso? E pior, será que ela pensa que fui eu, pela minha fisionomia, 1,90m e 110kg?

Será que ela pensa que fui eu que dei origem àquilo? Com certeza ela pensa, cara. Sim, cara. A resposta é sim. Não tem será. Já te garanto que é exatamente isso que ela pensa. Ela associou com a única pessoa que estava ali. Ah, cara, que tristeza, porque... Eu acho que agora...

só vez que alguém pediu pra usar o banheiro lá, ele não fica sem conferir depois, viu? É, no mínimo, né? Mas é o seguinte, cara, eu acho que você perdeu uma cliente, não vai ter como. Essa pessoa deve ter chegado em casa e falado eu não compro mais gás na loja daquele cagão.

Isso com certeza aconteceu, cara. Pois é. Enfim. Aí ele fala, depois desse dia, eu nunca mais vi aquele vendedor de picolé. Obviamente, ele nunca mais vai passar lá, meu amigo. Desculpa se ficou um pouco longo, mas essa é a minha história, no qual eu aprendi que nenhuma boa ação fica sem punição. Pois é, rapaz. É o lema, né? Que coisa, hein?

É isso, cara. Meus sentimentos, eu não sei nem o que dizer. Isso aqui foi uma história muito angustiante. Ainda bem que o programa não tem vídeo, Caio, porque eu fiquei com a minha cara retorcida durante toda a leitura aqui. Eu também, cara. Eu também. Minha cara ficou ainda pior, Cláudio.

Que fase, velho. Um abraço aí pra você. É isso, cara. Eu não sei que conselho dar, que comentar. Isso aqui me desconcertou demais. É, cara, eu fico triste porque o cara, quando ele sai da casa dele pra ir pro trabalho, ele já começa a pensar nos possíveis problemas que vai acontecer.

Ah, o fornecedor não vai levar. Ah, aquele vendedor vai achar, tu vai brigar comigo, não sei o que. Mas o cara não pensa que ele vai ter que matar um jacaré fecal, tá ligado? Isso, ninguém vai preparado pra isso, entendeu? Isso que me pega. Exato, cara. Entre ele ficar tentando dar descarga, depois decidir pegar a mangueira, tudo foi 25 minutos de batalha, tá ligado? Exatamente. E merece, não? Não. Ninguém merece. Mas é isso. Vamos pra próxima aí, né, Caio? Bora.

A próxima aqui é de um ouvinte anônimo. Ele diz, fala Flaco e Roque, beleza? Ah, boa. Essa aí, essa eu gostei, hein? Essa eu gostei. O ataque do Verdão, Klaus. Ah, essa eu tinha boiado. Flaco Lopes e Vitor Roque. Eu ia passar reto. Tinha boiado. Vou mandar aqui um relato de primeiro emprego que até hoje não sei se dou risada ou fico puto. Lá em 2021, eu trabalhava numa concessionária da Honda no setor de peças. Era o meu primeiro emprego e vocês já sabem. Era aquele funcionário que fazia tudo e achava que estava...

arrasando. É, você quer impressionar, né, cara? Começo, assim e tal. Já fui assim também, muito tempo atrás. Tempos imemoriais. Você faz mais do que te pedem, né? Aí você acha que, porra, vão me reconhecer. A minha escala era seis por um, sábado até meio-dia. Mas o problema nem era isso. Eu era o único estoquista. Então, tudo que vocês imaginarem que chegava de caminhão, eu descarregava, conferia a nota, separava, guardava, organizava estoque.

tudo sozinho. Num dia normal já havia umas 40 caixas, mas começo de mês era diferente, vinha muita coisa pra abastecer o estoque do mês inteiro. E como se não bastasse, quando o pessoal do balcão tava ocupado, ainda sobrava pra mim atender cliente. Agora vinha o melhor ou pior. Meu horário de almoço era de uma hora e meia. Dava pra comer tranquilo e tirar um cochilo.

Só que tinha um pequeno detalhe. O caminhão sempre resolvia chegar bem na hora do meu almoço. Puta merda, velho. E você acha que alguém descarregava para mim? Claro que não. Eles simplesmente me chamavam. E eu inocente ia até que chegou um dia específico. Não, espera aí, espera aí. Esse aí é complicado, cara. Isso é uma coisa que a gente tem que falar aqui, cara.

Eu não sei, Cláudio, se você já trabalhou em local que você almoçava no local. Eu, praticamente 100% dos meus empregos, eu almoçava no local. Não voltava pra almoçar em casa. E isso é uma coisa terrível, cara. Se no local há esse hábito de chamar a pessoa que tá almoçando pra resolver problema, cara. Porque se a pessoa tá almoçando, você tem que entender que ela está ausente do serviço.

Ela não tem que ser chamada pra nada. Não, eu tive um emprego onde almoçar no local era opcional, porque eu podia almoçar lá, mas também dava tempo de ir pra casa, eu morava pertinho. E eu, dependendo de quem estivesse no escritório, eu preferia almoçar fora, porque tinha pessoas que me interrompiam, outras não. E não era a interrupção, assim, pra resolver um problema, tipo, aqui que ele precisava descarregar um caminhão e tal.

Às vezes era só para ser bucha de canhão. Tipo, tem um vendedor chato lá na porta, vai lá dar atenção para ele, porque o pessoal aqui está ocupado. E sobrava para mim essa merda, porque eu era o mais novo da empresa e tal. Então era para despachar vendedor chato, era para atender telefone, era para... Sei lá, cara.

Qualquer coisa que ninguém mais queria fazer, entendeu? Aí, dependendo de quem estava no escritório, eu meti o pé para casa, nem que fosse pesquentar o miojo. Justo. Às vezes, meu almoço já estava na geladeira do trabalho e eu nem resgatava. Amanhã eu como isso aí. Ia para casa.

É, cara, é. E se tem essa possibilidade, às vezes é bom mesmo. Ah, é, porque é horrível. Era melhor ter menos tempo, porque eu tinha que me deslocar, mas era um tempo de paz do que ter mais tempo e ficar em alerta, porque você não sabe se vão te encher o saco, né? Justo. Mas enfim, até que chegou um dia específico. Quinta-feira, 1º de abril de 2021. Dia da mentira. E parecia mesmo. Eu estava almoçando, vi o caminhão chegar e pensei, hoje não.

Fui para o banheiro, me escondei e fiquei lá quietinho. Três minutos depois, toque, toque. Deu o chefe na porta. Cadê você? Cara, mas isso aqui é muito ridículo, né? O chefe não achou ele almoçando e decidiu procurar ele no banheiro. Não, não. Está tudo errado, cara. Isso aqui é digno de estar naquelas novelas de fruta do TikTok, cara. É...

Não é pra ser real. Eu só fiquei sabendo dessa porra, eu não vi isso aí, cara. Você ficou sabendo? Ficou sabendo. Ah, é? Daqui três semanas acabou também, né? Mais uma modinha maluca aí da internet, mas é... Não, velhinha, mas sei lá, cara, eu não sei nem como descrever. Geralmente elas giram em torno de putaria, traição e... Meu Deus. Sei lá, é só um mini baixaria, só que com bonequinhos de fruta.

E por alguma razão que eu não entendo, o abacate sempre é o comedor e o que sai por cima e tal. Quem inventou essa parada deve gostar muito de abacate, cara. Porque as outras frutas são muito humilhadas. É isso.

Agora você está inteirado. Não, é, vou continuar desinterado. É, a melhor que você faz. Aí ele fala, até hoje eu não sei quem me entregou, porque tinha uma galera almoçando que me viu entrar no banheiro. Sempre tem o X9. Resumo, fui lá eu de novo descarregar caminhão no meu horário de almoço. Quando eu peguei a nota e vi a quantidade, quase desisti da vida. 210 caixas. Meu Deus.

Não era nem um caminhão só. Veio um outro pra completar. Nesse dia, eu fiquei até mais tarde fazendo hora extra pra dar conta. Pelo menos um colega teve pena e ajudou. Depois disso, aprendi. Comecei a almoçar na casa da minha avó, que ficava sete minutos de carro. Gastava gasolina, ajudava ela com a mistura, mas em troca tinha paz. Perfeito, cara. Boa, perfeito. É isso. Você resolveu bem a questão. Exatamente.

a melhor decisão que eu tomei naquele trabalho. Fica a lição. No primeiro emprego, se você não impõe limite, o pessoal monta em você sem dó. Meu amigo, no segundo, no terceiro, essa é a parada, cara. É isso. No primeiro emprego, coitado. A gente falou muito disso aqui, que é o famoso, uma boação fica sem punição. No trabalho, ou você não faz a boação.

Ou você faz e já vai falando na brincadeirinha assim, ó, não fica mal acostumado não, hein? Vou fazer só hoje que eu estou almoçando. Que pode até parecer que você é chato, mas quem não é chato tende a se ferrar muito, cara. Eu também aprendi da pior forma. Quem não é chato não vence, né, Klaus? É, eu aprendi da pior forma. O cara que eu achava chato, porque ficava negando o favor, eu vinha me tornar ele, entendeu? E hoje eu acho ele um cara muito legal, inclusive.

É bom quando depois de anos você reconhece a genialidade das pessoas. Pois é, pois é. Eu ficava pensando, pô, a galera vem pedir um negocinho pra ele de boca, ela dá umas respostas atravessadas. Hoje eu entendo. Hoje eu entendo. São anos de experiência, meu amigo.

Pois é. Aí ele fala... E aquele ditado... Toda boa ação não fica sem punição. Se quiserem, tem mais histórias desse lugar e de outros trampos também. Quem me indicou o podcast foi o Adriano, do episódio 265, que uma velha deu mil reais no mercado. E agora estou maratonando. Olha que beleza, hein, cara? Boa, boa, boa. Bom, indica também, ajuda a fortalecer a pirâmide aqui, cara. Agora que sua história entrou, manda para todos os seus amigos, inclusive para a galera lá do lugar que você trabalhava.

Manda pros X9 e tudo. É, isso aí. Isso aí. Obrigado, cara. Ele fala abraço pra vocês e sucesso no podcast. É isso. Tamo junto, tamo junto. Mas ele aprendeu a lição, Klaus. Ele fez o que tinha que ser feito. Parou de almoçar no serviço. Porque é isso, cara. Se ele não tá lá, alguém vai dar um jeito. Simples assim. Alguém vai dar um jeito de resolver a situação sem precisar dele. Exato.

Eu passei por isso até em trabalho remoto, né? Um tal de... Você tem que vir aqui em São Paulo resolver uma treta porque é urgente, porque não tem o que fazer, não sei o que lá e tal. Ah, ia ficar meio... Putz, será que eu vou? Será que eu não vou falar nada? Ó, não vou. Não tem como, eu não vou, não sei o que. No outro dia a treta estava resolvida. Simplesmente acharam outra pessoa para fazer. Aquilo que queriam que eu me deslocasse 300 quilômetros só pelo reembolso da gasolina para resolver, entendeu?

É, isso acontece com muita frequência, cara. Com muita frequência. Ele aprendeu a lição, Cláudio. Esse aí não erra mais. É, boa. Isso aí. Boa.

A próxima, então, quem mandou foi o José Eduardo. Ele diz o seguinte, olá Jair, olá Bolsonaro. Já está em clima de eleições aí, hein? Que beleza. Ah, como eu queria ter dinheiro para ficar fora até janeiro, viu, Caio? Pegar um avião e ir para o Japão. É, exato. Ai, rapaz, como eleição é complicado. Passar esses próximos seis meses no Alasca, né?

Diga-se de passagem, cara, não é só pela eleição. Parece que intensifica tudo, tá ligado? É, é isso. Todo tipo de notícia vira um debate eleitoral. Todo tipo de problema de saúde pública vira vida ou morte. Todo tipo de coisa parece que fica vezes 10, tá ligado? É, não, é chato mesmo. Mas vamos lá, né? Vamos lá, vamos lá.

Ele falou, ouvindo o episódio 113, onde contam uma história de um trabalhador do IBGE, relembrei um episódio estranho que aconteceu comigo. Atuei como recenseador do IBGE no censo de 2022, num bairro da minha cidade, onde eu não tinha muito costume de ir.

Meu trabalho consistia em bater na porta das pessoas e entrevistá-la sobre os mais diversos temas de cunho pessoal. Logo na primeira casa que bati, um homem me atendeu. Ele era um homem jovem, de cerca de uns 30 anos, e aparentava ser fodidamente forte. Ele me convidou a entrar pelo portão para fazer a entrevista na varanda. Eu não vi problema e desci a escada para entrevistá-lo. A entrevista ia bem.

Até chegar as perguntas sobre a renda do homem. É uma pergunta meio pessoal mesmo, né? Você perguntar quanto a pessoa ganha e tal. Tem gente que não gosta de falar. Quando perguntei sobre o salário mensal que ele recebia, uma pergunta normal, feita pra todos os entrevistados, o homem ficou visivelmente puto. Ele deu um passo na minha direção e sacou da calça o charuto. Que isso? É o quê? Que isso? Não.

Não, mas peraí. Não, pera lá. Qual é o charuto? Não, peraí. Vamos ler tudo aqui. Já pensei em umas três possibilidades. Que isso? Ele deu um passo na minha direção e sacou da calça o charuto enquanto me encarava fixamente. Que isso. E respondia as perguntas sem muita paciência.

Não é possível. Pera aí, cara. O que é o charuto, Klaus? Não é o charuto, né? Não, então... Não é o charuto. Eu estou em dúvida se é o de tabaco, se ele está se referindo a um revólver, ou se é o de carne, Klaus. Se for o charuto de carne, é preocupante também. Eu estou achando que é o de carne, Klaus. Porque charuto... Eu nunca vi usar esse termo para arma de fogo, Klaus. Eu também não, Klaus.

Estranho isso. Como assim, sacou? Mas por outro lado, é muito estranho. Não, mano. Você fazer uma pergunta pra alguém, né? Você pergunta, quanto você ganha? Aí você vê que o cara ficou puto e põe o pau pra fora. Que isso? Não, não é possível. Eu não consigo nem conceber uma cena dessa. Ah, cara. Bom, vamos continuar, Leandro, porque eu quero entender também. Tá, é. Ele fala... Eu estava ali em terras inexploradas, no território inimigo, completamente à deriva, e com um negão segurando o charuto e me encarando.

Que isso, cara. Não pensei duas vezes. Dei meia volta, subi as escadas e segui meu caminho sem nem olhar pra trás. É porque assim, não tem como manter um diálogo, né, Klaus? A partir do momento que o cara tá com o charuto pra fora, não tem mais diálogo, né? Pois é, eu entendi, cara. Eu tô confuso com isso ainda. Eu não entendi também. Eu achei muito do nada assim, né, cara? Não faz sentido isso aqui não, cara.

Aí ele fala, eu cadastrei a casa como abandonada no sistema e nunca mais retornei. Cara, será mesmo que o cara sacou malaquias pro funcionário de IBGE, velho? Cara... Então, porque se ele tivesse querendo dizer outra coisa, não sei se ele falaria sacou da calça, né, cara?

Pois é, né, cara? Mas quando o pessoal do IBGE for aí, que for para você mostrar o documento, não é disso que eles estão falando, entendeu? Rapaz, não, não. Isso aí não tem cabimento, cara. Você pergunta a renda do cara, a não ser que seja a fonte de renda dele, era o Kid Bengala que ele foi na casa. Aí você pergunta a renda do cara e mostra o pau. Não é possível. Não é possível, cara. Confirma para a gente se o entrevistado não se chamava Clóvis Basílio, porque às vezes isso sana a nossa dúvida aqui.

Não, aí faz todo sentido. Faz todo sentido. Eu estou chocado. Cara...

Não, não tem como, cara. Não tem como. Isso aqui é muito surreal pra mim. É porque é o seguinte, cara. Eu não sei, Klaus, se ele tava querendo alguma coisa ali, entendeu? Se ele botou o bicho pra fora ali. Porque tem muito cara que acha que tá o tempo inteiro em roteiro de filme pornô, né, Klaus? Às vezes o cara era um desses, entendeu? Ele viu ali a situação, mas não encaixa a história, né, cara? A história não encaixa. Ele fala, concluindo...

Trabalhei pro IBGE por um mês inteiro debaixo de sol e apenas recebi minguados 300 reais. Foi sem dúvida um dos empregos mais esquisitos que já tive o desprazer de ter. É, a sua história foi uma das mais esquisitas que a gente já teve prazer de ler aqui também, cara. É.

Pois é, cara. E eu não sei, José, você explica melhor pra gente aqui o que você quis dizer com o charuto aqui, porque eu fiquei em dúvida. Ou será que é óbvio só a gente que tá boiando aqui, cara? É, não, é, então... Eu tô chocado. É esquisito. É muito esquisito isso, cara. Bom, se o ouvinte percebeu alguma coisa que a gente não percebeu aí, comenta aí pra gente, cara. Exato.

Ah, eu até joguei a história no GPT aqui, perguntei o que ele quis dizer com charuto. Ah, e aí? O GPT falou, nesse contexto é uma forma cômica de dizer que tirou o pênis para fora. A interpretação... Nós não estamos loucos, então. A interpretação do GPT também foi essa. É, nós não estamos loucos. A gente não está tão fora da curva, não é possível. É. Está bom, né? Está bom. Então está bom, está bom.

É isso, abraço então pra você, José. Vamos agradecer aos assinantes, né, Caio? Caraca, cara. Depois de tantos anos, hein, Cláudio? A gente ainda se surpreende aqui. Pois é, cara. Da hoje eu me surpreendi várias vezes, cara. Me surpreendi várias vezes. Seja com o crocodilo ou com o charuto. Sempre se surpreendendo. É isso.

Mas então tá, valeu, valeu José Vamos agradecer aqui a galera Se você também quiser mandar a história É pelo 2empregos.com.br Lá tá fácil de você escrever, pode ficar anônimo se quiser Pra nos apoiar financeiramente também com qualquer valor Pelo tempo que você preferir É nesse mesmo site Lá tem algumas sugestões de valor Você também participa do grupo secreto E sorteios de brindes, beleza?

A gente agradece por nome no programa aqueles, Caio, os bonitos, ricos, maravilhosos e joeados que apoiam com os maiores valores. Estamos falando aqui deles, do Lucas Regis Telles, o Jonathan Neiri Cardoso, Débora de Barros, Oswaldo Brogliato, Danilo Eduardo Estrela, Lucas Peron, Thiago Gliçoy, Caio Cesar, Gabriel Rico e Ben Urbrião. Boa! E eles lá do Plano Você, alô?

que contribuem com a maior cota sugerida, tem eles. Rodrigo Bastos, Sérgio Gonçalves, Pedro Henrique Schneider, João Marcos Vieira, André Esquenor, Anderson Alves e a Débora Lancaster.

Boa! Muito obrigado, pessoal, pela contribuição de vocês. Graças a vocês a gente está conseguindo aqui segurar o programa semanal, mesmo em semanas que a gente não tem aquele jabá gostoso para entregar no começo. Então, só tenho a agradecer de coração e voltamos aí semana que vem. É isso. Valeu, galera, e até semana que vem. Um abraço. Tchau. Falou.

E aí

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