#268 - PANCADARIA no Fast-Food!
🍔 O turno da madrugada no fast-food não é pra fracos: em uma só noite Adriano viveu várias confusões! Já Hugo enrolou seu patrão pra evitar uma... Nas histórias de hoje a dor de cabeça veio seja pelo trabalho, ressaca ou nocaute!🥊 Festas, lanches e tretas no #MomentoMárcioCanuto - sobe o som e desce o play! 🔊🔥
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🔊VENHAR RIR (Democraticamente) COM O LEGISLADOR:
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🎙️Edição: Silas Ravani | Comercial: contato@klausaires.com
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- Conflitos e brigas cotidianasAgressão verbal entre clientes e funcionários · Violência física entre clientes · Comportamento de clientes embriagados · Situação de fome e stress · Demanda excessiva e fila travada no drive-thru
- Relacionamentos FamiliaresConflitos de classe média · Entregadores de aplicativo como fator de tensão · Ambiente de madrugada potencialmente perigoso · Sobrecarga de funcionários
- História pessoal e trajetóriaFalta de pontualidade · Confiança do chefe · Mentira estratégica · Reputação pessoal
- Comportamento suspeito em espaços comerciaisDesconhecimento de sistema de moedas · Dificuldade em fazer contas básicas · Comportamento confuso e agressivo · Falta de educação e desdém
- Memória e NarrativasConversas filosóficas entre bebidas · Consumo de álcool e comida · Amizade e confraternização · Experiências de juventude
Olha, meu marido tem dois empregos.
Se instalando aí. Pois é, ainda tem COP e eleições a vir por aí. É isso que a gente ainda... Ano passado a gente falava, ano que vem vai ser desgraçado por causa de COP e eleições. Está longe ainda e já a desgraça veio com tudo, hein? Veio, veio. Veio com força, veio com força. Mas estamos aqui, né, cara? Estamos aqui ainda, por enquanto, toda semana, né? O que é de se louvar, né, Klaus? É verdade, é verdade. Estamos na luta. E sigamos, né? Sigamos. Sigamos. Então, galera,
o nosso tradicional. Solta a vinheta aí, Silão. Dois empregos. Orgulhosamente apresenta... Momento Marciocano. Eita, que beleza, que beleza. E a primeira história aqui, Caion, é do Hugo. Ele diz, olá, comichão e coçadinha. Eu venho aqui contar uma história que me aconteceu uns bons 12 anos atrás. Lá pelo distante 2014. Eita, rapaz. É, acabou. Pois é.
Distante mesmo, hein, cara? Poxa vida, como o tempo passa. Já foi dois anos depois do fim do mundo maia, hein? É verdade. Não, cara, faz 12 anos isso, bicho. Tá vendo? É por isso que as coisas deram uma piorada, Caio. Porque a gente passou do prazo de validade. Tinha que ter acabado ali. É verdade. Aí ele fala, é, meus amigos, estamos ficando velhos. Mas enfim, vamos lá. Na época eu trabalhava pra um senhor que é meu amigo até hoje.
Ele era o dono de várias lojas de roupa na cidade e fora dela. No total, umas 15 lojas. Eu trabalhava no escritório com ele e com o irmão dele. E a gente cuidava de tudo.
Aquele velho saudosista, né, cara? Que fala no meu tempo... Ah, o que são 15 lojas aí ante um currículo de pegação do velho? Exatamente, exatamente. Não é nada para se gabar. Não é nada.
que pareciam mentira. Provavelmente eram, viu? Provavelmente era mentira mesmo. O véio às vezes aproveita que ninguém tava lá na época pra ver, né? É. E dá aquela aumentada, né, Caio? Acontece muito. Só que, curiosamente, sempre aparecia algum amigo dele confirmando tudo. Ih, olha lá, cara. Era surreal. Caramba, mas será que o amigo tava sendo só amigão, né? Dando a moral pro amigo ou é verdade mesmo? Então, quando tem uma testemunha o negócio fica mais sério, né, Clóvis? Fica mais sério. Ele, eu até posso contar,
algumas em outrora, mas enfim, no escritório eu tinha liberdade total. Cara, chefe legal, o cara está feliz aqui. Até agora eu só vi vantagem, não sei porque essa história chegou até nós. Então vamos ver onde as coisas vão mudar. O horário começava às 8, mas nunca ligaram se eu chegasse mais tarde ou saísse mais cedo, desde que o trabalho estivesse feito. Pô, cara, emprego perfeito. É maravilhoso. Estava tudo certo. E assim foi por muito tempo, até que em um certo mês de 2014,
Resumo da ópera. Um mês com a casa só pra mim. Boa estudante, hein, cara? Isso aí na mão do jovem. É um perigo. É um perigo. Tudo normal. Até que um belo dia meu chefe chega e fala... Hugo, nunca te peço pra chegar no horário. Mas amanhã, preciso de você aqui às sete da manhã em ponto. Ele explicou que um senhor ia visitar o escritório. Um possível sócio. Ele estaria em outra cidade.
só chegaria lá pelas nove. Enquanto eu não chego, quero que você mostre toda a operação pra ele. E eu respondi tranquilo. Pode deixar sete horas, tô aqui. Dito isso, trabalhei normal e fui pra casa. Quando eu tava chegando, um amigo meu me liga. Ganhei um kit churrasco e seis caixas de cerveja numa promoção da rádio. Bora fazer um churrasco aí na sua casa? Ih, rapaz... O jovem não consegue falar não, né, cara? Nessas horas não consegue. É uma proposta tentadora, viu?
dito não. É, eu também não. Essa que é a grande realidade. Eu também não. Até porque quando você é jovem, Cláudio, via de regra, você também não tem o aporte financeiro pra fazer um churrasco quando você bem entende, entendeu? É. E aí, nesse caso, o cara ganhou o churrasco, entendeu? Então é muito difícil mesmo de recusar, né? Teve a oportunidade, o motivo, os recursos, tá tudo ali. Tá tudo ali, cara. O jovem, cara, ele tem essa sensação de que ele é imortal. Tipo, ah, não importa o quanto
me destrua hoje, amanhã eu tomo um Red Bull e tô lá às sete. É isso que você pensa quando você é jovem. Exatamente, exatamente. Aí é isso, ele fala aqui. Casa vazia, churrasco, cerveja grátis. Nem pensei, topo na hora. Chamamos mais uns amigos, só aquela machaiada. Mas era aquilo, nada melhor do que beber com uns amigos. Era pra ser só um churrasquinho e virou aquela noite clássica. Bebemos, comemos, cai. Eu tô ficando com inveja aqui, cara.
Eu também, cara, tá me dando água na boca aqui. Tô ficando com inveja forte, tô precisando.
num churrasco desse, tá ligado? Que é só 10 pessoas ali, muita comida e conversa, né? A noite inteira. É bom, é bom. Aquelas conversas pessoal já meio alto de cerveja que começam falando de mulher e terminam em filosofia clássica, né? Tá ligado? Exato. Termina, Klaus, nos grandes dilemas do homem, né? É. O cara começa sóbrio, não, porque você viu a Sidney Swinney fez um comercial, mas ele termina loucaço falando de desistencialismo, cara. É, do sentido da vida, né?
Se o homem nasceu bom ou nasceu mal. É, tá ligado? Esse é o churrasco bom, Caio. É isso. Que é muito melhor que qualquer balada, né, Cláudio? Que na balada não consegue. É que a balada não tem espaço pra filosofia de boteco na balada. Tem que ser no churrasco em casa ou no boteco mesmo. Isso, exato. Ele fala, bebemos, comemos carne, contamos mentira, rimos de coisas que nem eram engraçadas. E quando eu vi, eram cinco da manhã. Meu Deus.
Eu tinha que acordar seis e meia pra chegar às sete no escritório. Fui dormir completamente bêbado. Que beleza. E detalhe importante, esqueci de colocar o despertador. Não, mas vai acordar sim, fica tranquilo. Acordei no outro dia, onze da manhã. Quando peguei o celular, tinha dez ligações do meu chefe. Putz, cara, se queimou com o chefe legal, que é um evento raríssimo de acontecer. Chefe legal que dá todas as liberdades ali. É, talvez não mais depois dessa, né? Talvez não mais, cara.
Meu Deus.
minutos de bronca. Cara, eu não sei se você já se viu nessa situação, Caião, de você tomar uma bronca que a pessoa que tá te dando uma bronca tem razão. Então você já tá morrendo de vergonha e aí a pessoa esfrega a sua cara no xixi ali e é... Nossa, cara, isso aí é... Não acaba. O tempo não passa, tá ligado? É porque você sabe que você tá errado, né, cara? E aí não tem conversa, né? Não tem alegação, não tem treta, não tem um contraponto, não tem nada. É só você ouvir mesmo a merda e se sentir um lixo, né?
É, exatamente. Foi uns 10 minutos de bronca e, sinceramente, ele tinha razão. Depois disso, ele respirou fundo e falou, agora me conta, o que aconteceu para você não aparecer? Eu pensei rápido, se eu falasse a verdade, churrasco, caixa de cerveja com os amigos, eu estava demitido. Então, olhei para ele e disse, Zé, você sabe que eu não gosto de mentir. Que cara de pau, hein, cara? O cara está armando, ele está confabulando ali na cabeça dele que ele vai mentir e já larga essa.
Então vou falar a verdade. Ele cruzou os braços. Meus pais estão viajando. Ontem eu saí pra beber. Ele escolheu o caminho da meia verdade, cara. Ah, verdade. Ele vai exagerar alguma coisa aqui do que aconteceu. Então ontem saí pra beber. Conheci duas meninas no bar. Chamei elas pra minha casa. A gente bebeu até tarde. Eu acabei dormindo com as duas. Ele foi no fraco do velho, né, cara? Que é aquela nostalgia da pegação.
que ele tem do passado e que ele se orgulha, né? Exatamente, cara. Ele pegou o véio naquilo que o véio mais fala, né? Naquilo que o véio mais se orgulha. Aquilo que o véio admira. Exatamente. É porque ele falou assim, ó, já que eu decepcionei o véio, eu vou pelo menos fazer ele me admirar de alguma outra forma, tá ligado? É. Caraca, cara. E quando na realidade ele tava cercado de homens... Exatamente. Jogando truco, sei lá. E falando as maiores atrocidades
Tocicidades, né? Tocicidades, exatamente. Aí ele falou, né? Acabei dormindo com as duas e acordei tarde demais. Silêncio. Quando terminei, a fisionomia dele mudou completamente. Ele abriu um sorriso e falou... Porra, Hugo, por que você não falou isso antes? Tava brigando com você à toa. Maravilhoso, cara. Nem esquenta, deu tudo certo. Eu consegui chegar aqui às sete e meia, o cara esperou tranquilo. Ele chegou mais perto e perguntou... Mas me conta, elas eram gatas mesmo?
Ele tava com o Nelsinho, o Nelsinho e o Biriba, né? Tipo, uns amigos que tem uns apelidos nada a ver. Eu confirmei, ele riu e disse, aí sim, me lembrou meus velhos tempos. Coisa boa! A próxima me chama, hein? Maravilhoso, cara. E ficou por isso mesmo. Olha, cara, eu acho que tinha todas as respostas, eu acho que todas as respostas eram erradas e você pensou rápido na única certa. Isso.
não tinha outra coisa que ia fazer o cara reverter a bronca. Pra ele ter te ligado dez vezes, mesmo se ele chegou sete e meia e deu certo, ele não te ligou dez vezes porque ele tava desesperado, ele ligou dez vezes porque ele tava puto. É. Porque ele queria passar o seu irmão, ele estava com raiva, você furou e foi a única coisa que ele pediu. Aí você reverteu, cara. Esse cara aqui tem que fazer um daqueles canais que interpretam as pessoas, tá ligado?
Diz linguagem corporal, que vê se a galera tá mentindo, porque ele tem um talento oculto aqui, cara. Ele leu,
o velho e conseguiu botar a resposta certa ali. É, então, mas também, Cláudio, o velho, ele tava tão acostumado a contar essas histórias do passado, que são meio inacreditáveis, né? Que apesar de ter testemunhas ali, né? A própria testemunha deve ajudar ele a aumentar e a enfeitar a história, tá ligado? Que a hora que ele se deparou com uma, ele nem se preocupou, né? De analisar se era verdade ou mentira, entendeu? Ele quis acreditar, Cláudio. Ele quis acreditar.
Porque é melhor se ele acreditar, entendeu? Então... Mas fica a reflexão aí, né? Ele falou que o velho tinha testemunhas que confirmavam. Se o velho perguntasse para os teus amigos que estavam no churrasco, é verdade que ele pegou duas? Teus amigos iam desmentir você ou eles iam chegar juntos? Cara, eu acho que todos iriam confirmar a história, viu? Fica a reflexão. Fica a reflexão aí, entendeu? É verdade, cara. Você levantou um ponto importantíssimo. E é isso, cara. Termina a história assim. Ficou por isso mesmo.
Maravilhoso. É isso. E pode crer, Carlos, que eles ainda vão conversar sobre esse dia que nunca existiu várias vezes, viu? Quer dizer, isso foi faz tempo, né? Então eles devem ter conversado sobre esse dia outras vezes, cara. Isso foi 2014, cara. Já se passaram 10 anos, hoje o velho é você. Aí você vai ficar contando que pegou duas no fatídico dia que o sócio foi lá e tal, e a galera vai confirmar. Virou verdade, né? Vai passando de geração pra geração. Inclusive, o patrão vai ser uma testemunha pra ele no futuro,
Hoje em dia, o patrão pode falar, eu confirmo. Ele, inclusive, faltou no serviço por causa disso. É verdade. É bem isso mesmo. É assim que começam essas histórias. Maravilhoso, cara. Muito boa. Excelente história. Muito boa. Valeu, cara. Abraço. Bora para a próxima, então, Clausinho. A próxima, pelo que eu estou vendo aqui, é muito grande. Então, peço a atenção dos ouvintes. Vamos lá, hein? Lá, lá. Quem enviou foi o Adriano, ele mesmo, hein? Ele diz o seguinte.
Caio e Silas. Aqui quem fala é o Adriano. Acompanho vocês há pelo menos dois anos e desde então fico buscando em minha memória alguma história interessante o bastante pra enviar. Por coincidência, a barbárie mais absurda que me encontrou aconteceu justamente quando eu já os ouvia. Olha só! Você quis tanto que algo acontecesse, né? Que alguma história viesse até você e ela chegou, né? Exato. O universo ouviu o seu desejo, cara. Exato.
Exato. O ano é 2025 e o ringue da selvageria que se segue é uma rede de fast food muito conhecida por exaltar garotos que se perderam em trilhas e reconciliar lutadores profissionais. Olha só. Quem pegou, pegou, hein? Uma ironia do destino, visto que em uma única noite, três lutas amadoras foram armadas em sequência.
Elas envolvendo este Adriano que vos fala. Ih, rapaz, teremos uma história de porrada, aparentemente. Cara, será que é tão normal sair porrada em fast food? Porque a gente já recebeu uma que era dos motoboys, lá do Ben 10, não sei. Verdade. Né? Era também foi meio que isso, né? É porque eu não vejo assim... Puta, eu tô parando pra pensar aqui, Klaus, se eu considero o fast food um ambiente hostil ou não. Ah, o Habibs de Bauru, duas da manhã, era bastante hostil.
Bastante. Da minha época, eu nunca vi porrada, né? Mas lembro da minha época de, assim, muita gente bêbada frequentando lá, os garçonetes já tudo de muito mau humor, com razão provavelmente. É, via de regra eu acho que não é, mas tem esses eventos aí, né? Porque o fast food às vezes ele fica aberto até mais tarde, ele acaba sendo a única opção pro cara que tá saindo da balada passar e pegar uma comida. E aí eu acho que pode se tornar um ambiente hostil sim, cara.
Eu já fui, lembrando aqui agora, eu já fui em rede de fast food aí, em horários alternativos,
e o clima tava meio estranho mesmo. Mas nunca vi ninguém sair na mão, tá ligado? Isso aí pra mim é novidade. Isso aí pra mim acontece mais em bar ou balada do que em fast food, tá ligado? Mas vamos ver, né? Vamos ver qual é o tipo de porrada que ele tá falando aqui também, né? De repente não é tudo isso. Ele fala, como toda fight night, o evento também foi precedido por um clima intenso de hostilidade entre os lutadores. E o clima do turno da madrugada da qual faço parte deixaria até o maior trash talker com um abalo psicológico
preocupante. É o turno da madrugada, ó. Turno da madrugada. É isso, cara. Porque é o turno da mãe drogada, né? Porque chega um horário... Eu lembro daquela série How I Met Your Mother. Tinha algum episódio que falava nada bom acontece depois das duas da mãe. É verdade. Não saia mais de casa. Se você já não saiu, não saia mais, entendeu? Nossa, com certeza. Porque é isso, cara. Começa os nóis andando na rua. O pessoal já é fim de festa.
O pessoal já tá muito bêbado. Tá parando pra pegar lanche pra matar larica de bebedeiras e outras coisas mais, né? Isso.
Se puder evitar, evite. Mas aqui, enfim, ele já tava trabalhando, né, Cláudio? Então faz parte, né? Ele fala, a loja fica no centro de uma grande cidade, o que significa lidar ao mesmo tempo com clientes, entre aspas, podres de ricos da classe média. Os podres de ricos da classe média são maravilhosos. Que esperam um serviço cinco estrelas de um simples fast food. Ficar mandando o suco voltar pra cozinha três vezes, né? Ah, tá com pouco gelo.
Eu acho que isso aí, cara, o brasileiro, ele tá começando agora a entender o fast food. O fast food, ele foi por muito tempo uma parada, assim, que a galera ia muito de vez em quando, porque era super caro e tal. E a proposta não é essa, né? A proposta é que ele seja comida barata pra você comer rápido e tal. A galera achava que você ia lá e você ia ter um serviço de restaurante normal. Que é um restaurante, né? Não é isso, né, cara?
Eu prefiro que saia rápido mesmo, eu pego em pé ali num balcãozinho. Então, essa é a proposta do lugar, né?
Muitas vezes prefiro até comer no carro, porque é uma coisa que eu recorro na urgência ali, né? É, exatamente. Essa é a proposta do lugar, mas o pessoal ficava exigindo realmente, né? Como ele fala, um serviço cinco estrelas, né? Aí o que mais, ó? Os andarilhos completamente drogados, que acham que o lugar é uma espécie de serviço comunitário e nos exigem lanches gratuitos sob ameaças subliminares. E bêbados, que se tornam valentões ao sair das baladas, frustrados por não terem pegado ninguém. É, junta essa galera toda.
realmente, né, cara? É, eu tô começando a entender de onde vem a confusão, Cláudio. Tô começando a entender. Eu tô começando a entender o jeito que a batata era servida no Habibs de Bauru às duas da manhã. Aquela batata arremessada, tá aí. É, realmente. Isso sem contar os entregadores de aplicativos, que em sua maioria são os queridos, mas que em alguns casos podem se revelar uma gangue temível, a ponto de, em um episódio, aparecerem armados para pegar um de
nossos coordenadores. É o quê? Mas essa já é outra história. Caraca, velho. Então nós estamos falando de um ambiente, Klaus, que junta os ricaços de classe média, os andarilhos drogados, os bêbados saindo de balada, os motoristas de aplicativo, os entregadores de aplicativo. E o rico de classe média é pior do que o rico rico. Muito pior. Porque quando o cara de classe média se acha rico, ele tem uma coisa celso-russomânica dentro dele. Tem, tem. Que ele conhece os seus direitos.
Ele precisa ser servido ao reizinho. Aí ele fala, a questão é que de todas as mais de 30 empresas pelas quais já passei, incluindo baladas, portarias e transportadoras que contratavam foragidos da lei, o rei do hambúrguer é de longe o lugar onde mais me sinto em risco quanto a minha integridade física. Que isso, cara? Meu Deus, olha só. Fazendo a gente perder o patrocínio aqui do lanche que eu gosto, tá? Fique claro. Não, que isso.
Eu gosto e aceito, inclusive. Se quiserem mandar, eu só não tô disposto a me perder numa montanha, mas outras coisas a gente negocia. Não, mas pior que eu gosto também, cara. Pra mim isso é novidade aqui, viu, Cláudio? Mas vamos ver, né? A noite, ou na manhã, se preferirem, do evento, aconteceu em um final de semana. Os dias mais movimentados da semana, por conta das inúmeras casas de show nas proximidades. Pra piorar, era a noite em que o Palmeiras tinha acabado de perder algum campeonato.
Um dia triste, cara. Um dia triste. Ele põe entre parênteses assim, não sou um cara do futebol. Beleza.
Vixe, velho. Complicado, hein, cara?
e sair da estreita via do drive que contornava a loja. Não, péssima decisão, cara. Meu Deus! Quem decidiu fazer era melhor ficar virar a noite ali atendendo do que fazer uma cagada dessa. Ou você bloqueia quem está chegando agora, né? Exatamente, cara. Não quem não pode mais sair. Que loucura isso! Eu acho que, inclusive, isso é alguma espécie de crime, tá ligado? Você trancar a pessoa contra a vontade dela ali num lugar que você não tem acesso, entendeu? Acho que você não pode fazer isso.
Eu tô claramente entendendo como que vai sair briga nesse dia aqui, cara. Claro. Se sou eu que tô trancado num drive sem poder sair dali, esperar uma hora, sendo que eu vou sair sem o lanche... É. Porra, eu ia estar virado no giraia, meu amigo. E aí nessa hora a galera começa a acreditar que a buzina tem o efeito helicopterizante, cara. E acham que vai ajudar se todo mundo buzinar muito ao mesmo tempo, né? Via de regra não ajuda, né? Nossa, só piora o humor de todo mundo, a situação.
situação de merda, né? Que loucura. É, ele fala aqui, ó, os carros iam ter que esperar, né? Os que estavam na frente, o que levaria mais meia hora, pelo menos. Não era a primeira vez que isso acontecia. E eu, com experiência e boa educação, explicava da melhor forma possível que aquilo se devia à alta demanda e que não tínhamos alternativa. Explicação essa que, ainda assim, não me poupava de ouvir belos elogios dos clientes indignados. É, mas é indignante mesmo, cara. Mas, cara, será que não dava pra
um funcionário pra ficar lá atrás, pelo menos fazendo a vez de guardinha de trânsito ali, sabe? Tirando a galera de ver, vem você, vai você e tal. É. Soltar esse povo, porque o complicado dessa situação é travar a galera. Isso. Ele falou que tava com déficit de funcionários, né? Mas você chega lá e fala, daqui pra trás não vai ter mais, né? Mas aí que esse daqui pra trás seja da galera que ainda não entrou, né? No drive, né? É, exato.
com o cara. Essa galera já ia ficar puta, né? Porque às vezes já tá na fila, né? Pra fora do restaurante ali há muito tempo. É que eu não sei, né? Cada restaurante tem uma organização, mas às vezes também eles vão tirando gente da fila que ainda não recebeu o lanche. Vai colocando aqueles cubinhos em cima dos carros, tá ligado? Sim. Isso aí depende do lugar, né? Tem uns que tem mais espaço ou menos pra adequar esses veículos com chapéuzinho aí.
Enfim, mas vamos lá, né? Não chegou a treta ainda. Ele fala, no balcão a situação não era melhor. Sabe aquele
vídeos de influencers entregando brinquedos em áreas pobres, a cena era parecida. Um amontoado de pessoas nos encarando, chamando quase com as mãos estendidas. Uma visão a qual a nossa equipe já está acostumada e que até compreende. Afinal, a fome estressa as pessoas. E é natural que, ao ver uma equipe sobrecarregada, surjam dúvidas se o pedido que já está demorando realmente vai chegar. É fato. Esses questionamentos, apesar de muitas vezes grosseiros, têm fundamento.
Olha, se eu entro num lugar, Cláudio, eu já vejo a galera desse jeito, eu nem entro, cara. Eu vou embora. Mas isso você está falando sóbrio, né, Caio? A galera que está ali não está no melhor do seu julgamento, viu? Ah, cara, mas eu ia ter que estar muito mal para me submeter a um negócio desse, cara. Não é possível. É, eu entendo, cara. Eu também fico inclinado a ir embora, dormir com fome, fazer qualquer coisa para não passar por isso aí, viu?
Mas é que tem aquele dilema também do tempo investido. O cara fala, eu já estou aqui há 40 minutos, agora eu vou desistir agora, às vezes vai sair agora,
limbo, tá ligado? É, por isso você tem que ir embora assim que você vê que o negócio tá botado, entendeu? Então você chegou, já viu que tá botado, vai embora. E é importante você sempre ter uma cartela de ovos, viu, Klaus, em casa, porque numa dessas você chega em casa e frita um ovo e tá bom demais, entendeu? É, comidas de urgência, né? Ovo, miojo. Miojo e vamos que vamos. Aí ele fala, foi nesse contexto que a primeira luta começou.
Ainda atendendo o drive-thru, chamou minha atenção um senhor alto, corpulento e grisalho que passou
passou a reclamar de um pedido com uma das funcionárias. A discussão começou com algo como, esse lugar é uma merda, quero falar com o gerente. Calma senhor, qual é o problema? Estamos com demanda alta, erros acontece. Evoluiu para, vocês são uns merda, fazem tudo errado. Fala baixo comigo, você não tá falando com um animal não. Ih, rapaz. Até que, em algum momento, já eram apenas berros e ofensas pessoais.
Putinha vagabunda. Eu só não te meto a mão na cara porque tu é mulher. E o som de mãozada no balcão. Vixe. Solta a sonoplasia do ratinho aí, Silão. Rapaz do céu. Aí ela respondia. Puta, é a sua mãe, seu corno. Você vai ficar esperando aí e ninguém vai te atender. Meu Deus. Rapaz, começou bem, hein? Em poucos minutos, a loja inteira ficou em silêncio sepulcral.
apenas assistindo a gritaria. O grisalho, já informado de que não teria seu pedido atendido, disse que chamaria a polícia e foi em direção à porta de entrada. A polícia até iria aparecer, mas ao menos a confusão tinha acabado, certo? Errado. No caminho até a saída, um motoboy que presenciou a cena resolveu confrontar o grisalho. Ó o príncipe no cavalo branco aí, rapaz. Chegou.
Chegou o príncipe da moto branca, né, Carlos? O justiceiro. Ninguém viu direito o que aconteceu, já que uma multidão de clientes bloqueava quase toda a visão da entrada, mas não o suficiente para me impedir de presenciar a cena mais satisfatória da noite. O velho disse algo a mais e o motoboy desferiu um belo soco Superman,
inteiro pra frente. Rapaz, é quem gosta de luta. Nossa. Quem gosta de luta sabe qual é o Superman Punch. É bonito de ver, viu, cara? É bonito de ver. Enfim, meteu o socaço no cara, né? Um míssel que acertou em cheio a fuça do grisalho. Ele não caiu simplesmente. Foi arremessado por uns dois metros pra trás. Indo parar já fora do estabelecimento. Meu Deus. Corri até a porta e vi o velho tentando se levantar na exata posição do Yancha.
do garoto. Uma clássica posição de derrota, Caio, que o cara tá ali com... Imagina uma posição fetal, só que uma das pernas tá mais pra trás. Sei. Tem uma cena... Eu acho que é... Não sei, mas eu acho que é disso que ele tá falando. Uma cena clássica que é o Yantia numa cratera. Ele apanhou tão forte que abriu uma cratera e ele tá no meio da cratera com a perninha em posição fetal, com uma perninha pra trás, assim. Complicado isso aqui, hein, cara? Porque a situação escalou bastante e você batendo... Não, virou selvageria, né?
no velho, não é bonito, né, cara? Brigar com o velho não tem vencedor. Não tem vencedor. Porque se você apanha, você é o trouxa que apanhou do velho. E se você bate, você é o covarde que bateu no velho. Exatamente. Só bate em um velho se você for velho. É. Apesar que ele falou grisalho, né? Não sei o quanto era velho. É verdade. Pode não ser. É verdade. A depender, tá tudo bem. Aí ele fala, o nariz era uma torneira de sangue aberta no máximo, formando rapidamente uma poça no chão de entrada. A comoção foi
geral. Muita gente comemorando o nocaute e absolutamente ninguém ajudando o velho. É velho, cara. Você falou que é velho. Caramba, cara. É. Eu não pude acompanhar aquele vexame por muito tempo, pois ainda havia muitos pedidos a entregar. E logo, alguém me chamou de volta ao posto. Até porque, naquele momento, eu ainda não sabia, mas o card da noite ainda não estava completo. Cara, o pior... Isso aí que é pior, isso, é que esse velho foi pra casa sabendo que ele apanhou por causa de uma espracação
e um duplo cheddar, tá ligado? Não foi assim, salvando uma vida, protegendo ali uma corrente de ouro. Nada, cara, ele apanhou por causa do refil. É, humilhante mesmo. De refrigerante e um pão com carne, entendeu? É, mas é isso, né? A galera quando tá... Tanto a galera que tá bêbada, quanto a galera que tá com fome, e ainda pior, quem tá bêbado e com fome, realmente se transforma em um animal, né, cara? É. Ele fala, de volta ao drive, encontrei um dos clientes que eu havia avisado que não seria atendido. Pra contextualizar,
Nesse drive, falamos com o cliente duas vezes. Primeiro pelo microfone, quando o pedido é feito, e depois presencialmente na janela, para cobrança e entrega. Esse cliente em específico era um velho ainda mais corpulento e extremamente chato. Típico da já mencionada classe média podre de rir. Mas eu até entendo se o cara foi tirar satisfação depois de ouvir pelo microfone, porque esses microfones de drive-thru, cara, não dá pra ouvir nada. Parece que o cara tá falando dentro de um balde, né? É verdade.
Não dá pra entender uma palavra, velho. Sempre tem que pedir pra repetir. Isso. São os mesmos do aeroporto e do avião, né? É, e do metrô. Péssimo. O metrô também. Estava em um carrão com a família bem vestida, um Lulu da Pomerânia e pouquíssima educação. Ah, meu Deus. Ele não aceitou a informação de que não faria o pedido e estava na janela exigindo atendimento. Atrás dele havia um casal de dois caras que já tinham aceitado a situação
Apenas sair da fila. Um deles cometeu o erro de pedir ao Coroa Playboy que liberasse a passagem. O velho não aceitou e os dois começaram a discutir. Puta foda, né? Porque você já aceitou que você não vai ter o lanche e você só quer sair dali, mas tem um cara puto porque não vai ter o lanche e não sai da frente, cara. É realmente uma situação horrorosa. Como eu já tinha feito a minha parte ao informar que não atenderíamos, não havia mais nada que eu pudesse fazer ali. Então, fui ajudar no balcão. Meus amigos,
Foi questão de cinco passos. Eu me virei de volta porque tinha decidido fechar a janela e vi o coroa acertando um soco no rosto do rapaz. Meu Deus, segundo soco. Caraca, cara. O cara, bem menor, não sofreu grandes danos, mas ficou visivelmente apavorado e recuou. O velho ainda foi atrás pra bater mais, só parando quando a família começou a chorar desesperadamente.
Pelo amor de Deus. Rapaz, que cenário caótico, bicho. Meu Deus, cara. Que cenário, velho. Eu fico chocado. Isso me lembra, eu não sei o número do episódio, uma história que a gente leu da promoção de Nike, que a galera também era poucas unidades, porque era uma queima de outlet lá, de final de estoque, poucas numerações, e a galera disputando Nike original por 60 contas, e virou essa selvageria aí também. Você lembra disso aí? Eu lembro. Não precisa muito, né, cara? Não precisa muito pras pessoas perderem
nem a civilidade. Precisa, cara, mas eu bato ainda nessa tecla. Aqui tem o elemento fome, viu, Klaus? O elemento fome é fundamental pra briga ficar ainda pior, cara. Aí ele fala, Klaus, Caio e ouvintes, lembrem-se de que tudo isso acontecia no drive, enquanto o grisalho da primeira briga ainda tentava estancar o sangue do nariz na porta da loja. Não é de se estranhar que a equipe não tenha entendido ou acreditado quando eu gritei.
Porra, tá tendo uma briga aqui. É capaz do pessoal falar assim, chegou atrasado,
Acabou a briga. Já está até parando de sangrar. Após os gritos da esposa, o velho entrou no carro e foi embora. O rapaz que apanhou, depois de algumas falas como pega a placa, chama a polícia e vamos processar, também deixou o local. Depois de duas brigas não relacionadas, decidimos fechar a loja. Está uma decisão correta aqui, meu cara. Fecha essa loja. Se possível, é para sempre. Não abre mais essa desgraça, pelo amor de Deus.
Caraca, cara. Atenderíamos apenas quem já estava esperando. Pelo menos isso, hein? O grisalho conversava com a polícia na calçada enquanto a minha coordenadora chorava no banheiro. Caraca, cara. Mas o pesadelo ainda não tinha terminado. Meu Deus. Ah, não. Ah, não. Não é possível. Cerca de 15 minutos haviam se passado desde a última confusão. E ainda havia carros no drive indignados por não comer hambúrguer. Gente, fome.
realmente transforma as pessoas. Com certeza. Mas uma calamidade como aquela noite, eu só esperaria na Segunda Guerra Mundial, em alguma cidade cercada por nazistas e privada de recursos. O restaurante estava em situação de Stalingrado. Sucumbiu totalmente ali, cara. Foi então que um desses clientes do Drive resolveu implicar diretamente comigo. Um sujeito por volta dos 40 anos que não aceitava
a minha explicação de que estávamos com poucos funcionários e que já tinham ocorrido duas brigas. Na mente iluminada dele, eu estava, na verdade, tirando sarro. Ele disse, na hora de rir da cara dos outros, vocês são bons, mas pra trabalhar são uns vagabundos. Puta merda, velho. Respondi, senhor, por favor, já expliquei que hoje não poderemos mais atender. Ele rebateu, quer que eu saia do carro e vá aí? Eu respondi, não, fala daí, chefe. É uma boa resposta.
E um joinha. Fala daí, fala daí. Fala daí. Ele saiu do carro e naquele instante eu já sabia o que ia acontecer. Eu treino Muay Thai há dois anos. Sou prajé de vermelho. Não sei se é assim que fala. Acho que deve ser tipo a faixa do Muay Thai, né? Paz, eu nunca ouvi essa palavra em toda a minha vida. É, eu também não. Agora dá pra entender o jargão de luta que ele usou aqui durante toda a história, Cláudio. Ele é um lutador. Já passei por outras situações no rei do hambúrguer.
Em que quase precisei sair na mão. Sempre pensei duas vezes, respirei fundo e evitei o conflito. Até porque, por incrível que pareça, eu não quero perder o emprego. É, tem isso também. Mas naquele momento, depois de mais de uma hora ouvindo gritaria e hostilidade de todos os lados, eu não queria partir para a agressão. Eu precisava. Meu Deus. É, o clima faz a situação também, né, cara? Isso existe. Decidi não sair da janela. Já tinha tudo coreografado na cabeça.
Olha só, hein? Te salvou, hein?
horas você ter essa confiança de que você sabe se defender. E o único recurso que eu teria nessa hora era falar, quem se mexer é corno e torcer pelo melhor. É verdade, cara. É verdade. É, deve ser bom, cara. Deve ser bom, realmente. E o cara que é lutador mesmo, cara, ele não quer brigar, mas se precisar, ele tá pronto, entendeu? É, deu pra ver que ele tentou evitar, né? Enfim, ele fala que, mesmo assim, o sujeito não se deu por satisfeito. Alguns funcionários
Os funcionários estavam do lado de fora fumando e a porta de acesso à cozinha estava aberta. Ele gritou que ia entrar e arrebentar esse desgraçado. No caso ele, né? Isso não aconteceu porque o pessoal fechou a porta rapidamente e o impediu de entrar. Logo em seguida, a polícia, que ainda estava do outro lado da rua lidando com o grisalho da primeira briga, veio conversar com ele. Eu não vi essa parte, pois a funcionária que me afastou já tinha me levado para o fundo da loja, onde a coordenadora ainda chorava.
Foi ali que contamos a história da terceira e última briga da noite desse UFC infernal. Meu Deus. Esse foi o Ultimate Fome Championship, né, Caio? Exatamente. O Grisalho conversou com a polícia e foi pra casa, mas não antes de pedir as gravações das câmeras. Onde ele apanhou, a câmera não pegava. Segundo ele, iria até o fim do mundo para encontrar o motoboy que amassou o seu nariz.
Mais tarde, o filho dele apareceu na loja cheio de perguntas. A primeira foi, quem foi os caras que deram um pau de quatro no senhor que tava aqui? Lá ele. Dissemos que, na verdade, o Grisalho apanhou de um cara só e que o errado era ele. Nossa, velho. Ele contou pro filho que apanhou de quatro caras, velho. Sacanagem. Nossa, cara. O rapaz que apanhou do coroa Playboy voltou no dia seguinte pra pedir as gravações.
vai deixar o velho um pouco menos rico. Já o sujeito que tentou me bater, nada. Parece que a polícia trocou umas 10 palavras com ele e mandou ele ir embora. E essa, meus amigos, é a história do dia em que três brigas aconteceram em menos de uma hora e me fizeram pensar se, em vez de mesas, não seria melhor colocar um ringue no salão. Apesar do tamanho... Maravilhoso. Apesar do tamanho do relato, acreditem. Eu cortei bastante coisa.
Aquilo foi uma guerra multilateral. Queria dizer também que o Dois Empregos tem sido uma grande inspiração para eu escrever um livro chamado Não Posso Me Demitir. É um terror psicológico sobre um cara que começa a ser assombrado na empresa em que trabalha. Caramba! Com muito do humor sarcástico que encontro aqui. Chefes insuportáveis e causos de banheiro, por exemplo. Sai nos próximos 10 anos. Quando sair, manda aí para nós, cara. Com certeza, cara. Com certeza. Que legal.
Inclusive, a história foi muito bem escrita, Claus. Eu acho que pode ser um bom livro, sim. Vamos aguardar. Sim. Lerei. Lerei, viu? Vê se leva pra frente. Invista na sua ideia, cara. Não deixa morrer, não. Gostei. Fica o incentivo aqui. Se quiserem, mando mais histórias. Inclusive, escrevo isso enquanto estou afastado do trabalho, já que no começo desse ano, uma funcionária novata quebrou meu dedo em uma discussão e eu precisei de cirurgia.
Não se preocupem. Não revidei. Nossa. Cara, é um ambiente hostil mesmo, hein, bicho? Que isso?
caramba beijos abraços e como dizemos no Thai sawade crap eu não sei se é assim que fala cara você vai me desculpar sawade talvez sei lá mas saudações né saudações é que saga hein que saga agora sempre que eu pedir um lanche do rei do hambúrguer cara eu vou dar mais valor no lanche pois é cara porque é um lanche forjado no calor da batalha e cara que qualidade de comida pode ser feita num ambiente nessa situação né o trabalhador dá o sangue ali
cara, mas eu não sei se é feita, né? Essas coisas não vem congelado, já meio pronto? Eu não manjo, não. Ah, vem, é. Vem tudo semipronto, né? Não, se fosse feita ali, não vamos pôr faca na mão dessa galera, não, entendeu? Não. Tá bom, tá bom. Deixa, acho que eles só jogam na fritadeira ali, vende pacotinho. Não, mas mesmo assim, cara, não dá pra imaginar que o negócio vai estar bem montado, pelo menos não nesse dia aqui, né, cara?
Não, não, não. Mas é o turno, cara, é o que ele falou. De dia deve ser outro lugar. É o turno. Aí a noite recai a maldição da cindereza,
ali vira o... fica assombrado, entendeu? É, se você puder evitar, realmente evite, né? É. Realmente... Caramba, cara. Pô, a gente leu duas histórias hoje, Caio. Acho que não dá tempo mais de ler a outra. Acho que dá. Bora mais uma aí. Dá? Então vamos muito no pique, né? Coitado do Silão. Vamos no pique aí, vai entrar três, hein? Desculpa aí, o nosso próximo ouvinte anônimo, já peço desculpa que eu vou ler aceleradaço, cara, mas vamos que vamos.
Ele diz, olá a Dona Irã e Barbosa, nosso querido editor Duque de Caxilas. Um feliz ano novo.
audiência desse belíssimo podcast. O ano pode até ser novo, ele mandou em janeirão então. Mas os causos com gente maluca aqui no armazém são velhos e hoje eles tragam a história da viajante do tempo curitibana. Nossa história se passa em uma segunda-feira atípica, meados de dezembro. O calor infernal deu lugar a uma chuva fria que já é um sinal de uma viagem temporal. Por volta das 7h10 da manhã, nossa protagonista adentra o comércio trajada com pijama de mais alto nível, um shorts curto demais e uma espécie de baby look tão curta
Quanto shorts, ambos cor-de-rosa, cheio de frufrus, cabelo amarrado, estilo gato assustado e todo arrepiado. Ele fala, como de praxe, do bom dia, pergunto o que a cliente precisa. A Martinha McFly pergunta se vendíamos acetona. E digo que sim, e pergunto, a senhora vai querer quantas? Nesse momento, a Martinha McFly, que até o momento estava com uma expressão meio confusa e desorientada, muda drasticamente pra expressão de você é burro ou tá fazendo curso. E me responde de uma forma um tanto quanto agressiva. É senhor.
não me importa com a resposta tendo em vista que hoje em dia você pode se identificar até como cachorro. Nossa, cara. Pega o aceto. Ele já também já não tava de bom humor, né? Não tava, não tava. Todo mundo tinha saído do BK na noite anterior aqui. Pega o aceto e diga o valor. 4,50. Martin McFly então para por 3 segundos como se estivesse se adaptando ao ano em que estamos e pergunta, a gente ainda usa moeda? Eu respondo que sim, ainda usamos moedas. Martin puxa uma bolsa, olha pra mim mais uma vez e pergunta,
Tá valendo as moedas de 25 centavos. Meu Deus. Que tipo de pergunta é essa? Eu sei entender nada. Respondo que ainda estavam valendo. Martin então começa a contar. Pega de duas em duas moedas de 25 centavos. E fala. Um real. Dois reais. Três reais. Nesse momento. Entendendo menos ainda da situação. Eu começo a ensinar a ela ou ele. O viajante do tempo. Não. Não é pra você ter um real. Precisa de quatro moedas de 25 centavos. Porque duas dá 50 centavos. E quatro dão um.
real. Nossa, ele teve que ensinar a conta. Meu Deus, cara. Essa pessoa acho que tava sob efeito de alguma substância, Klaus. Tava. Não é possível. Martin para por mais três segundos olhando fixamente pras moedas e fala, verdade, né? É que eu não uso mais moeda e até esqueço. Pô, você usa números, né? Não é possível. Os centavos da moeda são os mesmos do aplicativo do banco. Os números continuam funcionando da mesma forma, né, cara?
É. Caraca. Pagamento realizado. Acetona entregue. Reparo que Martin tava incomodado, um só
Meu Deus. Não.
uns 60, 80 reais. Hoje em dia, acho que já faz uns 3 anos, o cofre ainda tá vazio, cara. Tem umas 8 moedinhas no fundo lá, esquecido. Preciso até olhar. É, é. Maravilhoso. Mas é isso, cara. Essas foram as histórias de hoje, Caio. Muito boas, todas com muito caos, muita confusão, muito mau humor das pessoas. Também. Essa da cetona, acho que era pra cheirar, né? Pra beber, né? É, pra beber, sei lá. Mas é isso. Se vocês quiserem também mandar as suas histórias,
Você que ouveu o programa 2empregos.com.br, lá você manda. Apoia financeiramente o programa também, se assim seu coraçãozinho mandar. E vamos agradecer eles que já apoiaram, né, Caio? Que hoje a gente estourou o tempo. A gente tem lá no Plano Patrão o Danilo Eduardo Estrela, o Leandro Nunes, Lucas Feron, Thiago Gliçói, Caio Cesar, Gabriel Rico e Ben Urbrião. E no pique o pessoal do Plano Você é Louco são eles, Sérgio Gonçalves, Pedro Henrique Schneider, João Marcos Vieira,
André Esquinor, Anderson Alves, Joatam Gonçalves e Débora Lancaster. Que beleza. Muito obrigado, hein, pelo seu rico dinheirinho e vocês. E a gente volta então semana que vem com mais um programinha aí, mais um momento mais canuto pra alegrar o povo. Até lá, hein. Um abraço. Valeu. Falou. Tchau.