Episódios de Dois Empregos

#276 - Fui TRANCADA no Banheiro!

11 de maio de 202645min
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Ana exagera nos drinks com muito álcool e leite fermentado na festa da firma 🍹 e acaba em uma situação cada vez mais difícil! Adriano descobre várias maracutaias do gerente que passa a persegui-lo, e os estagiários tocam o terror nas pegadinhas no #MomentoMárcioCanuto de hoje! Sobe o som e desce o play!  🔊🔥

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🎙️Edição: Silas Ravani

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Participantes neste episódio2
K

Klaus

Co-hostEditor
C

Caio

Co-host
Assuntos4
  • Descoberta de traição através de conversa em banheiroVodka com Yakult de Morango · Ana · Dona da Empresa · Banheiro Feminino
  • Roubo de Produtos ComerciaisGerente Operacional · Fábrica de Gás · Combustível · Assédio Moral
  • Pegadinha de E-mailAdrianinho · Estagiários · MSN Messenger · Grupos de Encontro Gay
  • Produção de PodcastsMercado de áudio no Brasil · Spotify Top 50 Comédia · América Latina
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Não preciso trabalhar, meu marido tem dois entretes.

Olá, empregados e desempregados da nossa grande nação brasileira. Começa mais um programa Dois Empregos. Eu sou o Claus Aires e estou aqui, como sempre, com o meu amigo Caio. Olá, Claus. Olá, queridos ouvintes. Estamos aqui mais uma vez reunidos para tentar arrancar um sorrisinho dos nossos ouvintes.

É verdade, é verdade, que muitas vezes estão no trabalho, Caião, tentando disfarçar, acabam dando apenas aquele riso de canto de boca, aquela fungada mais alta, o chefe olha, a pessoa já dá aquela... Opa, nada não, mas somos muito gratos pela audiência de vocês aí. Sempre ouvindo da melhor forma, né, Caião?

Exatamente. A galera comenta muito lá no Spotify. Que, aliás, se você não comenta no Spotify, faça o favor de comentar, rapaz. Exato. Porque isso ajuda muito a gente, né, Claus? Gera engajamento e tal. Então, muita gente chega lá para comentar, pô, agora sim eu posso começar a trabalhar. Finalmente, saiu dois empregos. Exato. E além de nos ajudar, a gente lê todos os comentários. Sim, um por um.

Então, por favor, deixe seu comentário aí. E é o seguinte, Caião. Neste momento aqui, nós temos um... Quero comunicar aos nossos ouvintes, Adriano, de todo o Brasil, que neste momento nós temos aqui um espaço vago o qual poderia estar falando da sua empresa. Exato.

É nesse momento aqui, milhares de pessoas ouvindo, Caião, que a gente gostaria de ter um jabá no lugar que você trabalha, se você tem uma empresa ou trabalha no marketing de uma empresa, já pensou em anunciar em podcasts? Porque o mercado do áudio está aí sempre crescendo no Brasil, aliás o Brasil é um dos mercados de áudio mais fortes que tem, e nós estamos, ano passado a gente permaneceu 52 semanas, foi praticamente um ano em...

inteiro nas paradas do Spotify, no Top 50 Comédia Spotify, certo, Caio? Exatamente. Esse ano acho que vai ser toda semana, todo mês, né, Klaus? Amém. Até agora acho que não falhou uma, viu, Klaus? Estamos lá e bem no ranking, viu? Bem no ranking. Exato, exato. Estamos entre os podcasts mais ouvidos e comentados. Fomos Top 10 no ano passado, porque a gente sabe que...

consolido no fim do ano ali naquele Spotify Rapid, né? Isso. Então eu falo do ano passado, porque ano passado a gente esteve no top 10 programas mais ouvidos de 43 mil pessoas. Absurdo. E estando aí no ranking de mais ouvidos da América Latina entre os programas de áudio. Isso é muito interessante. E a sua empresa?

Podia estar aqui. Exatamente. Abrindo a porta do momento mais que o anoto pra galera, né? E pra quem tá pensando assim, pô, mas a minha empresa é pequena, rapaz, eu não vou conseguir pagar vocês. Calma, calma. Vem falar com a gente que a gente negocia, ainda mais se for pra ouvinte nosso, Cláudio. Exato. A gente negocia, vai ficar bom pra todo mundo, entendeu? E você tá falando direto com os donos, entendeu? Não é a agência, não é o pessoal da mídia programática. Então, vem a falar conosco. Você pode usar ali o 2empregos.com.br barra...

anuncie. Boa. Ali já tem um formulário prontinho pra você que tem interesse. Vem falar com a gente, sem compromisso, explica qual que é o seu negócio, vamos ver se combina aqui com a pega do programa e se dá pra gente... Se dá jogo, hein, Caio? Exatamente. E tem uma coisa, cara, a galera esquece que anunciar no podcast, Klaus, um podcast igual o nosso, que é atemporal.

o seu anúncio vai ficar aqui eternamente no episódio, entendeu? Então a galera que vai ouvir daqui dois, três anos vai estar ouvindo falar da sua empresa, cara. Então pense bem, pense bem. Você tem aquele impacto da semana do lançamento e depois tem o que a gente chama de long tail, aquela redescoberta de episódios antigos que ela vai, aos pouquinhos, continuar acontecendo por anos. Exatamente, exatamente.

planta essa sementinha aí do seu negócio na internet. E aí você ajuda o Dois Empregos a continuar semanal, porque não está fácil, meus amigos, não está fácil. Exatamente. Vem para cá, anuncia com a gente, 2empregos.com.br, anuncia, vou deixar aí na descrição também. Dê essa força para a gente, que eu tenho certeza que o nosso programa também pode ajudar você, beleza? Fechou. Vamos para as histórias então, Caio? Bora lá.

Solta a vinheta, Silão! Dois empregos! Orgulhosamente apresenta Momento Marcio Canuto! Aê!

Eita, é isso aí, que beleza. E a primeira história aqui, Caião, é claro, é do Adriano. Ele diz, fala aí, Monkeys, Ouro e o Sop. Vocês estão bonzinhos? Estão. Você pegou essa, Caião? De maneira alguma. Essa é de One Piece. Essa eu peguei. Eu só vi a série Netflix, porque o anime tem mil episódios, daí eu não tive todo esse desprendimento, cara. Essas coisas são muito grandes, assim, eu tô evitando começar, viu, Cláudio? É.

É, então, não dá coragem, né? É, não dá. Falam bem, mas não dá coragem. Ele diz, meu nome é Adriano e vou contar de quando eu era jovem e quase fazia merda. Se você era jovem e apenas quase fazia merda, você foi jovem errado. Um jovem muito comportado. É, muito comportado. Era meia-as de 2003 e eu era um recém-desempregado que tinha acabado de ser dispensado de um bico de ajudante de pedreiro.

Consegui esse emprego através do meu tio, que, recém-chegado do Pará, arrumou o trabalho como motorista e entregador de gás. Logo, ele ficou sabendo que estavam precisando de ajudante de pátio também e já aproveitou pra me indicar pra função. Fui chamado quase que imediatamente. Essa empresa tinha uma frota de caminhonetes de pequeno porte que carregavam, em média, 24 botijões de gás de 13 quilos. Então, era o famoso carro que tem a musiquinha, né, Caio? Ah, esse é maravilhoso, né, cara?

Passa aqui direto, viu, Cláudio? Na frente da minha casa. É. Impressionante como o mercado de gás é bom, né, cara? Se esse tempo acabou o gás aqui, eu tô bom, eu moro no interior, né? Não sei como é que é em São Paulo, por exemplo. Mas, cara, me liguei lá pedindo um gás, mas não demorou cinco minutos pra chegar em casa, bicho. Caramba, cara, que legal. Coisa linda. É.

Mas tem uns que tem uma música depressiva, né? Você já reparou? Ah, mas não. Aqui é sempre a mesma, né? É sempre a mesma? Ela é meio nostálgica, né? Essa música. Ela dá um negócio assim, né? É verdade, é verdade. Aí ele diz... Além de um caminhão maior que levava cerca de 48 putijões de 13 quilos e mais alguns de 20 e 48 quilos. Então tinha a caminhonete e tinha o caminhão. A equipe era composta por alguns motoristas. Um ajudante de caminhão e dois ajudantes de pátio. Um deles era eu.

No escritório havia uma secretária, uma operadora de PABX, que era o rádio de comunicação, e uma gerente administrativa que tinha sido contratada há pouco tempo. E por último, o personagem principal da história, o gerente operacional, um senhor grisalho de óculos fundo de garrafa na faixa dos 50 anos e amigo de infância do dono da empresa. Com o tempo, fiquei sabendo que esse velho fazia algumas coisas erradas na empresa.

Ele mantinha um caso com a secretária que atendia o telefone, mesmo sendo casado. Boa. Já começa bem. Parabéns. E no pátio, próxima entrada do escritório, ficava o carro tipo bug de areia que o dono mantinha limpo e abastecido para usar quando fosse ao litoral. Um dia, no horário do almoço, quando todos deveriam estar fora, eu que levava marmita, fiquei por ali andando pelo pátio.

Em uma dessas andanças, passei em frente à garagem do buggy e vi o velho com a boca enfiada numa mangueira, sugando gasolina pra colocar num galão e depois usar no seu fusquinho. Aí ele meteu o pica-pau, né? No carro do chefe, cara, no buggy do chefe, cara. Rapaz, não, quando ele falou a boca enfiada numa mangueira, eu pensei até outra coisa, mas não, não era nada disso. Ele estava apenas roubando gasolina, apenas isso. Pois é.

É, eu também pensei que poderia ser apenas uma brincadeira gostosa. Mas não, ele estava em pleno cometimento de crime, Caio. Rapaz, e pior que, ó, é que isso aqui faz tempo, né, cara? Mas hoje em dia, o litro da gasolina, eu vou falar pra você, viu, Claus? Está digno de roubo mesmo, viu? Porque, pelo amor de Deus... É, o cara está... Às vezes ele estava ali sugando uma fortuna. Uma fortuna, bicho. Ou seja, um amigo de infância do dono estava roubando o combustível do amigo. E, cara, é um amigo que te deu, hein?

emprego, né, cara? Que loucura, velho. É uma sacanagem inacreditável. O cara te deu um emprego, te deu uma secretária, e não bastando isso aqui, até a gasolina do cara, bicho. O que é isso? O que é isso? Rapaz... Um cara desse, cara, é porque ele não tem limite, entendeu? Tu pode ter certeza que ele tá levando até pauzinho de mexer café pra casa dentro dos bozos. Nossa, com certeza esse é daqueles caras que vai num restaurante e rouba sachê de sal, tá ligado? É, rouba sal.

Pode crer. E o gerente me viu, ficou sem graça, cuspiu a gasolina e disse... Estou vendo se a gasolina não estragou. Será que está com gosto de gasolina? Ele sabe isso pelo sabor da gasolina? É. Que isso, cara? Ele sabe, né? Às vezes está meio vinagrada, é um sommelier. É isso, é. Nossa, esse aqui está aqui com notas de carvalho, né? É. Nossa, bicho. Que cara de pau, cara. Que cara de pau. Pizarro.

nessas horas, cara, é menos feio o cara assumir, tá ligado? Ele fazer um um xiu assim, né? Botar o dedo na frente da boca, comenta nada, hein? É menos cara de pau do que falar um negócio desse, cara. É, porque aí você vê que o cara é traiçoeiro, nível master, assim, cara, tá ligado? É um cara que é dissimulado, né? Coragem de dar uma desculpa dessa, cara. Você tem razão, cara. Nessa hora aí, se ele falasse a verdade, pegava menos mal.

Begava menos mal. É, pois é. Ele prossegue aqui. Fingi que acreditei, disse, tá bom, e fui embora. Um tempo depois, já fora da empresa, fiquei sabendo que ele também roubava em um esquema maior. Ó, e eu pensando em palitos de café, canhão. É, sachê de sal, né? É, ele roubava com gosto mesmo, na mão grande, ó.

A empresa deixava botijões e alguns estabelecimentos pra venda, repassando uma comissão. Como ele era responsável por controlar e faturar essas vendas, ele dizia que alguns locais não pagavam ou não devolviam os cascos. E, na verdade, ele desviava botijões e ficava ruim o dinheiro. Pô, ele ligava dos dois lados, cara. Canalha, hein? Ligava dos dois lados, botava na conta do cliente. Como não havia contrato, a decisão era dele mesmo.

Para evitar processos, a empresa não conseguia cobrar nada judicialmente e acabava absorvendo prejuízo. Nossa. Velho safado. Cara, aí, ele está diante de um dilema complicado, cara. Porque não é simples assim. Tipo, você descobriu que tem um cara roubando na empresa e você fala ah, obviamente vou lá e vou falar para o chefe e tal, não sei o que. Cara, às vezes é pior, porque às vezes você não vai conseguir provar. Às vezes o cara vai achar que você...

Você tá de sacanagem, entendeu? Então não é fácil você saber de um dilema desse, não, cara. Saber o que fazer com isso, né, cara? Ah, não. Só se você tiver afim de comprar a briga toda, produzir as provas e até o fim, porque é difícil. É só abrir a boca e apontar o dedo difícil. E aqui nós estamos falando de um cara que engana a mulher e o melhor amigo, né, cara? É, uma pessoa perigosa, né? Não, a mulher, o melhor amigo, os clientes. E isso funciona todo mundo.

Todo mundo, não tem ninguém que convive com esse cara e não tá sendo lesado, né, cara? Impressionante. Isso é perigosíssimo. Né? Porque tem gente sacana, malandro, que ainda tem pelo menos um certo código de honra, que fala, não, a minha família eu não sacanei, os meus chegados eu não sacanei. Esse cara aqui, ele não tem limite nenhum. Nenhum. Ele realmente tá agasalhado na chama do capeta. Vamos ver o que mais que tem aqui.

Lembra da gerente administrativa? Ela era, na verdade, uma espécie de espiã da esposa do dono, que não confiava no amigo do marido. Foi colocada pra entender porque a empresa vivia dando prejuízo. Ah, então alguém já tava no caso. Ela era rígida, mas justa e agradável. Rapidamente entrou em conflito com o gerente, que claramente era responsável pela bagunça. Aí o que ele vai falar, né? Não, eu tava testando os botijões vazios, eu tava testando a secretária, eu tava só fazendo algumas... Algum...

É um negócio corporativo, você não vai entender. O gás vendido ali vinha de uma distribuidora em São Paulo. Quando o caminhão chegava, eu e outro ajudante recebíamos, acompanhávamos o descarregamento e fazíamos a contagem. E assinávamos a nota. A empresa também dava uma caixinha para os motoristas, cerca de 10 reais na época. Um dia eu e outro ajudante não estávamos no pátio e o gerente deveria assumir, mas também não estava.

Sobrando assim pra gerente administrativa cuidar do processo. Ela fez tudo corretamente. Descarga a contagem, assinatura e ao final foi entregar a caixinha. Foi aí que tudo caiu. O motorista disse, nossa, finalmente uma caixinha aqui. Hum, rapaz, ela estranhou. Ué, vocês nunca receberam?

Não, quando é a molecada do Pátio, eles dão, mas quando é o senhor grisalho, nunca vem nada. Na hora, ficou claro, até a caixinha ele desviava. Cara, ele colocou a empresa ao seu dispor, né? Tudo que ele pudesse tirar um troco, ele tirava, bicho.

Total self-service desse cara. Que doideira. Ela reportou tudo pra dona. Não sei exatamente o que aconteceu depois, mas sei que a partir daquele dia minha vida virou um inferno. Veio a ordem de cima. O Pátio não podia mais ficar sem ajudante. O gerente não podia mais fazer a conferência. Ah, vai dizer que manteve o cara empregado, só que botaram os outros pra se babar dele.

Tem empresário que gosta de um prejuízo também. Não é possível, né? Pô, cara, que às vezes por ser amigo dele, ele está custando acreditar, tá ligado? Não é possível isso, bicho. Ah, mas chega o ponto de você ter que pôr uma babá no cara. É porque está óbvio. Pouco depois, o outro ajudante começou a ser deslocado para dirigir e eu ficava sozinho no pátio. Antes, os motoristas ajudavam, mas isso parou. O gerente começou a me obrigar a fazer tudo sozinho, muitas vezes na hora do almoço, dizendo, você só sai daí quando todos os carros estiverem abastecidos.

Eram mais de oito veículos, com 24 botijões cada. Eu terminava duas, três da tarde, quase fim de expediente. Além disso, ele começou a implicar comigo por qualquer coisa, me expor e me colocar em situações constrangedoras. Hoje eu sei, era assédio moral. É, ele tá falando aqui 2003, né? Não se falava muito em assédio moral como se fala hoje, né? Nossa, é 2003? Eu não tinha me dado conta disso, cara. É, realmente, não. Era outros tempos.

É, essa história toda foi 2003, cara. 2003 é muito mais anos 90 do que anos 2000. A cultura, assim, né? Um dia, do nada, ele começou a me chamar de Cagueta X9. Achei estranho. Eu sabia muita coisa, mas nunca falei nada pra ninguém. Cansado, perguntei qual era o problema. Ele começou a me xingar e disse que ia me ferrar. Me insisti e ele soltou. Você sabe, você foi falar que eu peguei o dinheiro dos caras do caminhão.

Na hora eu entendi, me defendi e disse que não fui eu. Mesmo assim, ele insistiu que ia acabar comigo. Aí eu perdi a cabeça. Pensei, já tô me ferrando sem ter feito nada, então agora vai ter motivo? Posso ter que ser raciocínio, viu, cara? Pô, porque a gente falou lá atrás, Klaus, do dilema que é o cara pensar, né? Pô, falo ou não falo pro chefe e tal, eu tô sabendo que ele tá roubando e tal. Cara, nesse caso ele não falou e se fudeu mesmo assim, né, cara? Por isso que é complicado, bicho.

E é compreensível você não apontar o dedo pro seu superior, que ainda por ser meu amigo do chefe, porque a chance maior é você estar demitido. Mas daí, agora que sobrou pra ele, acho que bateu o sentimento de não ter nada a perder. Isso. Que é tudo que ele precisava. Comecei a xingar ele na frente de todo mundo. Falei das coisas que ele fazia. Roubo. A secretária. Ele ameaçou me mandar embora. Naquele momento eu tava em cima do caminhão.

Eu era forte na época, mas cabeça quente. Peguei um botijão cheio, uns 25 quilos, e arremessei na direção da cabeça dele. Que isso? No instante que eu soltei o botijão, tudo ficou em câmera lenta. Pensei, caralho, eu vou matar o cara. Nossa, caralho.

Aí você fez a única coisa que você não podia fazer para não perder a razão numa situação que a razão era toda sua. Simplesmente arremessou um botijão, velho. Era a única coisa que você não podia fazer. Por sorte, errei. Ele se virou assustado, começou a tremer. O cara que trai a esposa e rouba do chefe, ele espera a agressão vir de vários lados, mas não do funcionário que ele está dando esse colacho. Ele se virou assustado, começou a tremer, quase babando de nervoso. Desci do caminhão e fui para cima dele. Pensei, já que não acertou, vai na mão.

Não sabia que não tá explicado ele falar que quase fez merda. É. Na verdade, ele fez merda, mas é que quase que a merda foi muito pior. Foi irreversível. Poderia ter matado o cara, velho. Aliás, ele falou que pensou nessa fração de segundo. Caralho, vou matar o cara. E é impressionante o tanto de coisa que a gente consegue pensar numa fração de segundos, né, cara? É. Esses dias quase bateram no meu carro, Cláudio. Mas...

Quase, quase. Eu fui tirando, assim, o cara roletou um par. Impressionante, nesse meio segundo, o tanto de coisa que eu não pensei. Falei, acabei de comprar o carro, vou bater, tá ligado? É. Impressionante, cara. Toda aquela novela, né, cara? Já aconteceu também desse capado um acidente por pouco e já me vê parado na rua, pô, triângulo, ligando pro seguro. E minha mãe chateada e tal. Você vê tudo, né, cara? Naquele segundo, é impressionante. Você vê tudo. Impressionante, cara.

Mas o pessoal, aí ele fala, o pessoal segurou, ficamos só nos xingamentos. Tudo se acalmou e eu continuei trabalhando normalmente e ninguém da administração ficou sabendo. Olha o que é o cara ficar com medo. Ele viu que você sabia muito mais do que ele achava que você sabia. Provavelmente porque ambos poderiam ser mandados embora. Ah, com certeza, nessa situação caiu os dois, porque daí se você fosse contar tudo, né? Algumas semanas depois, pedi demissão.

A dona ainda perguntou o motivo. Eu disse que eu era um bom funcionário, pontual e sem faltas. Perguntou até se era por causa do meu tio, que tinha sido demitido meses antes. Eu disse que não. Falei apenas que não estava satisfeito com algumas pessoas ali dentro. Se entrar em detalhes. Não quis entregar o velho. Pensei, eles que se resolvam. Ele foi leal até demais, né, cara? Até na hora de ir embora. Que doideira. Na hora de ir embora, podia falar, vocês ficam mantendo esse velho sacado aí, entendeu? Já me encheu muito o saco.

Mas, cara, isso é o mais normal, viu? Eu já vi, assim, lugar que era muito inferno, com rotatividade alta, e todo mundo na hora de sair, assim... Já aconteceu de eu sair de um lugar que era muito zoado, e as pessoas que foram saindo depois, acabavam desabafando no meu ombro. Porque, ah, você já trabalhou lá, sabe como é que é, e coisa e tal. E aí, sempre as pessoas me contavam os perrengues, mas na hora de se demitir, não, apareceu uma oportunidade melhor e tal, porque a pessoa não quer se indispor. E é compreensível, né? Dá pra entender, é.

compreensível. É difícil o cara que tá indo embora, ele dá um feedback assim eu não tava gostando de trabalhar aqui, era tudo uma merda. Sim. E às vezes o próprio dono da empresa permanece cego do problema. Só que é fugir do problema, né? É, exato. Aí ele fala, no fim até agradeço. 20 dias depois comecei a trabalhar com vendas na área de informática.

Fiquei lá por três anos e acabei me tornando gerente geral da rede. E meu tio, que tinha me indicado, acabou sendo pego dormindo dentro do caminhão em horário de trabalho mais de uma vez. Ele não foi mandado embora por justa causa, porque alegou que era motorista e não vendedor e só faria entregas quando fosse chamado. Não ia ficar gritando e oferecendo gás de porta em porta.

Folgado demais. O cara era motorista de caminhão do gás, então ele levou muito a sério a questão de que ele era só o motorista. Outra pessoa que gritasse ao gás, né? Não, é, tem que gritar, pô. Ao gás! Faz parte, pô. Faz parte. Não dá nem pra dizer que é acúmulo de função gritar ao gás se você está dirigindo o carro do gás, né? Não, não.

tem que estar em contrato, inclusive obrigado pela oportunidade por contar essa história no melhor podcast do Brasil oba conheci vocês quando fiz uma busca por audiobooks no Spotify e curiosamente apareceu vocês e depois disso não parei mais de ouvi-los caraca, cara será que é normal isso? não sei como você chegou na gente mas seja bem-vindo aí bem-vindo, bem-vindo

E uma curiosidade sobre essa história é que depois que eu conto ela pra galera nas empresas que trabalho, raramente encarregados ou líderes me enchem muito o saco. É claro, você taca um botijão neles, né? Fique sabendo que eles ficam meio receosos e levaram um botijão na cabeça, é isso mesmo. Abraço a todos. É, isso aí, cara. O nosso... Já dado o recado. O nosso ouvinte arremessador de botijões, cara. É isso.

Maravilhoso, Cláudio. Maravilhoso. Então, cuidado aí se você está passando por alguma confusão na empresa de gás, viu, cara? Porque pode rolar botijão na cabeça, meu amigo. E aí é perigoso, hein? Eu recomendo você já não brigar com ninguém que está em cima de um caminhão, entendeu? Se tem que brigar com alguém olhando pra cima e do lado dele tem toneladas de carga e do seu não tem nada, você está na flagrante desvantagem. É, não é a melhor hora, né, cara? Ainda mais se você tem um rabo preso, né, cara?

É, então. Você está traindo a esposa, roubando o chefe, escondendo um monte de segredinho, levando a caixinha de todos os funcionários. Não vai lá olhar para cima para brigar com um deles, porque você sair ileso aqui foi sorte. O cara foi sorte, cara. Eu não sei como é que não juntou logo 10 nele para ele descer a porrada depois dele ter roubado a caixinha de todo mundo várias vezes. Capaz de estar lá até hoje, viu, Claus? Ou se não estiver lá, vai estar roubando em algum outro lugar. Pois é.

Mas o chefe muito cego também, né? E a esposa também, né? Demais. O cara se cercou de pessoas meio ceguetas, viu? É isso. É isso mesmo. Bom, bora pra próxima, hein, Klaus? Vamos lá. Atenção. Cuidado. É fezes. Esta história pode conter fezes, urima e outras nojeiras. Fezes com 99% de purê.

A próxima quem mandou foi a Ana. E veio com o título aqui, hein? A Confraternização, o Iacute e a Fuga. Oi, meninos. Tudo bem? Tudo bem. Espero que sim. Essa é a história da minha pior e, ao mesmo tempo, mais marcante experiência no meu novo emprego. Eu tinha só um mês na empresa quando rolou a tão falada Confraternização.

Era na casa do dono, que ficava literalmente grudada nos fundos da empresa. Uma casa gigantesca. Cheguei toda tímida, deslocada, mas tinha churrasco, música e principalmente uma mesa de drinks com dois rapazes muito educados e prestativos. Eu tinha um mês de empresa. Conversando com os meninos dos drinks, que me fizeram provar todo o cardápio, descobri o meu elixir da noite.

Vodka com Yakult de morango e espuma de rapadura com limão. Rapaz, que perigo isso aqui. Existe Yakult de morango? Nem sabia dessa informação também, viu, Caio? Ou é vodka de morango com Yakult que ela quis dizer? Sei lá, bicho. Mas, cara, a vodka. A vodka é uma bebida fortíssima, hein? Qual que é o teor alcoólico da vodka, será? Ah, não tenho ideia, não. Deixa eu dar um Google aqui. Liberar os 40% aí. É.

normalmente 40%. É o padrão, mas pode variar pra mais e pra menos. Aí, aqui, vodka. Aí dizem que essas bebidas mais alcoólicas, né? Quando vai o açúcar, o açúcar disfarça o álcool, a pessoa não percebe muito. Só que aqui, no caso, vai a coat de morango, espuma de rapadura. Quer dizer, é vodka com açúcar e com mais açúcar, ele bom. Aí, meu amigo, o espetáculo já tá anunciado aqui, né? Exatamente, exatamente.

Porque se você tomou dois desses, parece que você não tomou nada e você já tá doido, bicho. É que a hora que bate, bate de uma vez. É, exatamente. Enfim, ela fala aqui, ó. Meninos, aquilo desceu doce, desceu fácil e desceu quatro vezes. Olha aí, hein. Xiii!

Já tava cantando, dançando, me achando parte da família da empresa. Só que aí, meu estômago, que até então só tinha recebido álcool e responsabilidade, começou a borbulhar. Parecia um aviso do além. Mana, vai dar ruim. Eu pensei, beleza, liberou a janta, eu dou um perdido, corro pra casa e resolvo.

O universo disse, hoje não. É porque além de tudo tem o Yakult, né, cara? Se você for, por exemplo, intolerante à lactose... Ih, rapaz, aí já... É, mas acho que ela pensou assim, põe uma comida no estômago já vai aliviar essa sensação de... De estar muito bêbado, assim.

É, eu não sei se foi isso, porque o que ela falou foi que o estômago começou a borbulhar, então dá a impressão que deu a famosa... Aquela pontada, viu, Claus? Acho que deu aquela pontada e ela pensou em ir pra casa pra resolver a situação, ou seja, pra mandar o barro em casa, entendeu? Mas, enfim, o universo disse hoje não, não...

Pra mim não ficou claro se ela tá com um mal-estar, se ela quer vomitar, se ela quer ir no banheiro. É, pode ser os dois, né? Enfim, vamos ver. Antes de liberar a comida, cantaram parabéns para os aniversariantes. E eu lá, suando frio, rezando pra durar pouco. Aí, pra piorar, resolveram rezar o Pai Nosso.

Eu já não sabia se dizia amém ou socorro. Tudo passando em câmera lenta. É, mas rezar o Pai Nosso nessa hora é bom. É, é de arréia, é de arréia. É de arréia, é de arréia mesmo. É que ela queria que cantasse o parabéns pra não pegar mal ela e meter o pé pra casa, né? Isso. Acabou a festa. Aqui já acabou a festa pra ela.

Quando finalmente liberaram a janta, saí de lá ainda ganhando um panetone com laço e tudo da esposa do dono. Corri então pra frente da empresa, subindo os degraus pra minha sala, já imaginando o pior. Enfiei tudo dentro da mochila na velocidade da luz e desci as escadas internas com uns gases traiçoeiros escapando. É, é, Klaus. Aqui já está claro, hein? Aqui está claro.

Chegando no estacionamento, percebi. Não ia dar tempo nem de ligar o carro. Voltei correndo e encontrei um banheiro na recepção. Entrei numa cabine do canto e, meninos, foi a cena das branquelas no banheiro.

Minha alma saiu do corpo. Eu vi a luz. Eu vi Deus. Eu vi todo o meu histórico escolar passar na minha frente. Quando eu pensei, ok, o pior já passou. Puxei o papel, saiu três quadradinhos de papel. Meu amigo. Não, mas eu vou falar, ele ainda teve sorte, cara. Ele achou o banheiro. A maioria das histórias que a gente lê aqui, que começam dessa forma, terminam com a pessoa na situação muito mais deplorável. Teve um cara que virou ateu. Ela ainda viu Deus aqui.

É a diferença entre você acabar cagando na rua ou achando o banheiro. Cara, eu nunca achei, cara, que o fato de você encontrar um vaso sanitário seria tão determinante na fé das pessoas, cara. É, pra você ver. Porque aqui, realmente, né? Ela encontrou o vaso ali e viu Deus, né? O outro não encontrou o vaso e se distanciou completamente, né, cara?

Exato, foi o episódio 260, pra quem não ouviu essa história, do cara que virou ateu por causa do Ladiahé, vá ouvir que é uma das melhores, com certeza. Ai, meu Deus. Enfim, tinham três quadradinhos de papel. Aí ela fala, Entrei em modo desespero avançado. E como se eu já não quisesse deixar de existir ali mesmo...

A porta do banheiro abre e entra a dona da empresa com a moça da limpeza indignadas dizendo Quem foi o macho que cagou no banheiro feminino? Que rato esse homem comeu?

Meu Deus do céu. Ninguém acha que a mulher vai fazer isso, né, cara? O que é um erro. O que é um erro. Mas ninguém acha. Eu, quietinha na cabine, existindo na vergonha. Um mês de empresa. Ela sempre ressalta que é um mês de empresa.

Então ela mandou trancar o banheiro e disse que só segunda-feira ia resolver. Meu Deus! Que isso, cara? Quando eu ouvi a chave virando, pensei. Bom, pior que tá, não fica. Levantei o vestido na cintura, abri minhas pernas como se fosse fazer alongamento de pilates e fui para a cabine do lado e terminei o serviço. Agora,

limpa e com metade da alma a menos, o problema era outro. Como sair do banheiro trancado? Puta, velho. Cara, mas eu ainda acho que ela teve sorte. Eu acho porque, ó, veja... Você tá enxergando o copo meio cheio mesmo, né, Cláudio? Eu tô, cara, porque assim, primeiro, ela achou um banheiro. Isso daí já foi um milagre, dada a urgência da situação. Segundo...

Se o pessoal foi lá e não a viu, ela já teve sorte de novo. Porque ela podia ter sido vista. E aí ficar com a fama de cagona na empresa. Mas agora não vai ter como escapar, porque ela vai ter que ligar pra alguém abrir pra ela. Mas daí trancaram o banheiro, ela teve oportunidade de trocar de cabine antes de se limpar em segurança. Se o banheiro tá destrancado, outra pessoa podia entrar e ver ela tentando trocar de cabine antes de se limpar.

Ah, é verdade. Bem pontuado. Então ela passou a ter o banheiro só pra ela. O fato de ele estar trancado é um problema que ela podia resolver depois. Bem pontuado. É perfeito.

prioridades, entendeu? Ela foi possibilitada a resolver cada problema no seu tempo. É um milagre isso aqui. É um milagre, você tem razão. O fato de estar trancado possibilita pra ela escolher qual pessoa ela vai ligar e qual pessoa vai ficar sabendo disso, né, cara? Entendeu? Às vezes ela tem alguém de mais confiança ali na empresa, você liga pra esse pulando e fala, ó, tô trancado no banheiro aqui, não conta pra ninguém e tal.

Provavelmente ela vai acabar contando, mas você pode escolher a pessoa que vai ficar sabendo, né? Isso realmente é uma vantagem também. Então. Enfim.

Aí ela fala, graças a Deus as janelas eram grandes. Ah, rapaz, olha aí. Subi na pia, me espremi, passei eu, minha mochila e o panetone intactos. Saí da janela, caí do lado de fora e corri pro carro, como se tivesse acabado de fugir de uma penitenciária. Pô, maravilhoso, cara, deu certo. No fim...

No fim de semana eu fiz a egípcia, fingi que nada tinha acontecido. Mas segunda-feira, meio-dia, a secretária da dona me chamou pra ter uma conversa na sala dela. Cheguei lá e estavam ela e a moça da limpeza, me olhando com um cara de... Então, né? Putz, acho que tinha câmera no... Será que tinha câmera no estacionamento? Acho que é isso, ó. Putz, quase que ia ser o crime perfeito ali. Quase o crime perfeito, bicho.

Elas disseram que chegaram cedo para limpar o banheiro, mas estava tudo limpo porque eu já tinha dado descarga, né? E como não tinha cheiro nem nada, resolveram ver nas câmeras. Cara, olha, é o único crime de banheiro que o problema é ele estar limpo, porque se ela não tivesse dado descarga, todo mundo ia saber que estava como antes de trancar. Mas ela deixou essa evidência, cara.

Ela só não pensou... Quase foi perfeito, mas ela deixou... A limpeza foi evidência que não poderia ter aqui, cara. E a primeira história de crime de banheiro que eu tô torcendo pelo criminoso, porque aqui ela não teve escolha. Claramente foi um ato de desespero. Não, mas eu não tenho...

Não teve crime aqui, Klaus. Não teve crime. Aqui foi... O banheiro foi utilizado para o que ele foi criado, tá ligado? O banheiro foi criado para isso. Ela não cagou para fora. Ela não passou no teto igual o nosso amigo Michelangelo. Ela não passou nas maçanetas, entendeu? Está tudo certo, cara. Ela só cagou pedido para caralho. É verdade.

Até aí tá tudo certo. É, então... Enfim. Câmeras, ela fala, que eu nem sabia que existiam, porque eu tinha um mês na empresa. E lá estava eu, entrando, correndo, sendo trancada no banheiro, me jogando da janela e correndo pelo estacionamento, segurando um panetone.

E olhando pros lados como se tivesse roubado ele. E perguntaram o que tinha acontecido. E sem mais nada para esconder. E sem dignidade mediante a imagem da câmera. Com um zoom em mim. Com o panetone na mão. Olhando pra trás. Contei tudo. Do começo ao fim.

Nem precisava, era só você responder vodka. O que aconteceu com você? Precisa ter feito isso com vodka. É isso que aconteceu. É. Caramba. Eu acho que ela fez certo de contar tudo, cara. Porque é uma história, Klaus, que quando você escuta passo a passo, você entende cada movimento dela. É. Eu não acho que ela foi incoerente em nenhuma situação aqui. Ela fez tudo o que devia ser feito. Eu também.

acho que ela fez tudo que devia ser feito. Ela só não pensou na hora, com a melhor das intenções, ela não pensou na hora de talvez se eu deixar como tá, a galera vai achar que foi um homem que entrou aqui e tal, mas ela foi responsável, né? Ela foi responsável, ela não quis botar no cu de ninguém, cara. É, pois é, cara. Tá certo. É uma pena. Realmente é uma pena.

Passou tão perto, cara, de dar tudo certo pra ela. Evitar essa humilhação. Ela fala, com muita pena de mim, me deram um remédio pro estômago, pediram desculpas e me desejaram um ótimo dia. Eu só queria minha dignidade de volta. Achei que ia ser demitida, mas hoje eu e a secretária, que segurou o riso durante toda a reunião, somos amigas.

E foi ela mesma quem me indicou dois empregos. Olha aí, rapaz, olha aí. Bom, mulheres também passam sufoco no banheiro e cuidado com drinks com Yakult. Um abraço para vocês e um beijo no Silas. Rapaz, é isso, cara. E eu vou te falar, Caio, existe Yakult de morango sim.

Quando eu fui pôr no Google para saber se existe, eu digitei Yakult, o autocompletar colocou com vodka. Quer dizer... Putz! Isso é mais popular do que eu pensava, Caio. É, cara. Yakult não pode tomar muito, né, cara? Tem a questão dos lactobacilos vivos ali. Então... Lactobacilos, né, Caio? É, exatamente. Caramba, cara!

E a tal da caipirinha de Yakult, que eu não sabia que isso era uma coisa que existe. A galera curta. Eu já tinha ouvido falar, assim, de drink com Yakult, mas eu achei que era simplesmente vodka e Yakult. E o tradicional, não esse de morango. Eu nunca tinha ouvido falar disso. É. Olha, vou tomar, viu, Cael. Não confunde no meu lar. Toma em casa, hein. Com o meu banheirinho cheiroso aqui do ladinho, bonitinho. Ai, ai. Vou experimentar, fiquei curioso.

Muito bom, muito bom. Obrigado. E o pior é que eu sou ignorante a lactose também, viu, Cael.

Que tristeza. Muito bom. Mas é isso, é isso. Muito obrigado por mandar a sua história, viu, Ana? Oxa, que legal. A gente tem mais gente, cada vez mais gente nova chegando aqui. Boa, boa, boa. Bem-vinda.

A próxima aqui, Caião, é de um ouvinte anônimo E ele diz, olá caros, Kramer e Jorge, vocês estão bão? Essa você sabe, né, Caião? Não Essa é Seinfeld Ah, Kramer, pô, sensacional, Seinfeld é bom demais Eu gosto, eu gosto demais, um show sobre nada Muito bom Sila, você tá bonzão?

Ó, diferente hoje. Hoje eu vou contar uma história muito antiga de 2004, quando eu fui estagiário de uma grande empresa de telecom. Pra entrar no clima, eu vou passar uma visão de como era o ambiente de trabalho. A gente ficava em uma sessão vazia da empresa, num canto confortável, ficavam 40 estagiários juntos em um grande cubículo com paredes altas pro som não vazar.

Hum, que delícia, hein? Quando entrei, já põe 40 estagiários numa caixa de sapato. E fecha bem. Foi quando entrei, já tinha o papo de que os estagiários estavam separados fisicamente do resto da empresa pela zona que causavam. Melhor não ter, então, caralho.

As soluções que a galera encontra, né? Não, inacreditável. Como era meu primeiro trabalho da área, eu achei normal, caraca, né? A galera pensa assim, pô, tem essa galera, eles estão com dificuldade, porque fica uma bagunça que a gente faz, confina tudo no mesmo campo. Faz isso. Joga uns caranguejos lá também. Bom...

Na empresa que era mundialmente conhecida, famosa por ser fundada pelo inventor do telefone. Fundada pelo inventor do telefone? Eu não sei que empresa é essa, não. Fazemos um trabalho bem técnico, mas como todos os estagiários ficavam juntos, muita doideira rolava. Como, por exemplo, abrir conversas com meninas pelo MSN, com um bando de marmanjo junto.

ajudando o cara a se dar bem. Ficava uma torcida ali. Até umas webcams rolavam do lado delas, mostrando coisas que elas achavam estar mostrando somente para uma pessoa. Ih, rapaz. E esse era o tempo da internet... Mostra, tem gente que fala internet, não pode continuar sem lei. Meus amigos, vocês não sabem o que é internet sem lei. É. Nessa época aqui do MSN... É verdade, bicho. Era uma escolhambação, cara. Quando o padrão do aplicativo que você usa para conversar é você poder tremer e travar a tela do outro... É...

O que acontece daí pra baixo é... Ai, que saudade, hein? É só escolhambação. E-mails com conteúdo proibidão. Não existia YouTube, então eram PowerPoints de putaria o dia todo. Meu Deus. Também pediram, né? Cara, eu vivi essa época, mas eu acho que eu nunca recebi PowerPoint de putaria, viu? Ah, eu já. Você já recebeu? Eu acho que porque...

comecei a trabalhar, já tinha... Porque isso, o PowerPoint, o e-mail com PowerPoint era mais no meio do trabalho, né? Quando eu comecei a trabalhar, já tinha passado um pouco essa era do e-mail com PowerPoint. Era coisa mais dos cinquentão. Ah, não. Eu recebi, eu tava na escola ainda, eu não trabalhava, não. Caramba, cara.

Eu recebia, mas era PowerPoint com curiosidades, PowerPoint com mensagem motivacional. Muita corrente, né, Cláudio? É, as correntes, exato. Uma dessas zoeiras mais recorrentes era avacalhar com um amiguinho esquecido. Na empresa era obrigatório andar com crachá no peito e quando esquecíamos, o desgraçado na mesa sempre rolava uma zoada. Ah, entendi. Cara deixava o crachá pra trás e a galera vandalizava o crachá.

Era comum pintar de canetão a foto e tirar uma foto para mandar por e-mail para todos. Uma vez pegaram o meu, amarraram no teto, naquelas tubulações que ficam expostas em prédios mais industriais, e eu tive que pegar uma escada na manutenção para conseguir ir para casa.

Cara, isso aqui eu fazia muito no colégio, meus amigos faziam comigo, esse clima de esculhambação que ele viveu no trabalho, eu vivi no colégio. Isso aqui tá clima de escola, cara, porque juntou 40 jovens, bicho, não tem como. É, mas é, né? Você não pode juntar 40 jovens, Klaus, e esperar que eles vão trabalhar como se fossem experientes, não vão, eles vão tratar aquilo como um clima de escola mesmo, cara. É verdade, é inevitável, cara, biológico. Exatamente. Naquele tempo, a porta só abria com crachá.

E se você passasse para sair, só funcionava do lado de fora. Como era um tempo pré-smartphone, tinha um cidadão que deixava uma máquina digital no trabalho para isso. E você já sabia que era zoeira quando pingava na caixa um e-mail com o assunto. Crachá. A gente tinha a lista de todos os e-mails e só tirava o alvo do e-mail para ele não perceber a zoação. Os caras tinham um sistema dentro do e-mail da empresa para coordenar a zoeira.

Exatamente, é coisa séria, né? Pois é. Outras zoeiras rolavam como esquecer o computador destravado.

ao ir ao banheiro ou reunião. E o comum era inverter a tela do cidadão. Ah, já fiz muito, isso eu fiz até na faculdade. É, eu lembro. Virando de ponta cabeça, ou tirar um print da área de trabalho dele, esconder os atalhos numa pasta oculta e ver ele tentar abrir coisas clicando no plano de fundo. Eis que um belo dia, um colega nosso, que eu vou chamar de Adrianinho, que adorava zoar a todos, mas ficava bravo quando zoavam com ele, ficou falando o dia todo sobre uma viagem que ia fazer e que precisaria sair mais cedo pra viajar.

E meio que querendo se mostrar pra gente. Pois esse cara foi embora mais cedo, numa sexta tarde, e largou o PC destravado com os e-mails logados, pessoal e profissional. Ah, meu Deus. Foi uma festa. O Baião, que era como chamávamos o lugar, parou pra zoar o PC do Adrianinho. Ah, é tudo que todo mundo espera, né, cara?

É, pois é. Ele deu aqui na bandeja de ouro a oportunidade. É. Fizemos tudo o que pensamos, mas como ele havia saído 3h30 da tarde, deu tempo de ficar pensando em muita coisa. Eis que alguém teve a brilhante ideia de e se a gente escrevesse ele em lista de e-mails de coisas chatas? Hoje em dia seria equivalente a pegar o WhatsApp

A pessoa ia entrar em grupo de condomínio, igreja, aleatórios. Pô, eu com certeza, cara, ia botar o cara no da pescaria, no do anúncio de usados de pipoquinha do sudoeste. É, só que é pior, cara. Essa comparação que ele fez, é muito pior a questão do e-mail, porque hoje o grupo do WhatsApp, você vai vendo onde que entrou lá, você vai saindo, dá pra você silenciar e tal. Agora os e-mails, cara, às vezes você se inscrevia em umas listas de e-mail que não dava jeito de sair, cara.

Ah, clique aqui pra sair, mas você clicava, os caras não te tiravam, era terrível. É.

É verdade, o negócio de filtro de spam não era muito eficiente e tal, né? É. Mas você tinha que ter uma lista de 40 pessoas, tinha que fazer um por um de bloquear os endereços. É horrível. É, ele fala, eu lembro de alguém, umas 20 listas depois, que falou, e se fosse lista de grupos gays? E aí a coisa pegou fogo. Escreveram ele em 40 listas de grupos de encontros gays. Meu Deus.

com e-mail pessoal e profissional dele. Meu Deus. Bom, segunda-feira de manhã, todos ficaram quietos esperando e Adrianinho chegou falando da viagem. Contando vantagem do fim de semana até abrir o seu e-mail.

Eu nunca vi uma cara tão branca no trabalho. O cara perdeu toda a cor. Ficou mais branco que o sulfite. Saiu correndo para o TI da empresa dizendo que foi hackeado. Depois de muita risada nossa, ele entendeu que foi tudo a gente que fez e ficou full pistola por meses.

Rolou até e-mail copiando nossos líderes para falar que escrever o e-mail de trabalho em lista gay era errado. Foi respondido que era. Porém, deixar a máquina destravada também era contra o compliance. E não iriam repreender e nem fazer nada contra os que zoaram ele. Caraca, cara, olha isso. A empresa entendeu, Klaus, que isso aí foi basicamente assim, ó. Mereceu.

O famoso mereceu. Enfim, depois de muito chorar, ele, enfim, aceitou, criou um novo e-mail pessoal, porque não aguentava mais receber ofertas amorosas no e-mail antigo. E anos depois, a questão ainda era sensível para ele. Se você perguntasse, e aí, Adrianinho, como vão as listas de e-mail? Era a receita certa para ouvir um sonoro? Vai tomar no seu filho. Que isso, meu filho?

Sou fã do programa que descobri recentemente e estou escutando aleatoriamente no meu dia a dia. Outro dia eu deixei rolando no celular enquanto cozinhava e só ouvia minha esposa rindo do outro lado da porta enquanto escutava. Boa. Ah, que legal, cara. Boa. Um grande abraço. E Sila, sou muito fã da sua edição. Você faz muito bem o trabalho. Isso é muito verdade. Parabéns. Boa.

acabou. Muito bem, muito obrigado. O Silão tá impecável mesmo na edição, viu, bicho? Tá, cara. Tá. Impecável. Um dos últimos episódios aí, pode usar minha esposa, é o 273. Cara, que edição primorosa. Primorosa. Tem uns assim que sobrepõem, assim, as referências, cara. Excelente.

As trilhas, tudo impecável O do aniversário do Capetinha também Foi um episódio fantástico Mesmo a gente já estando aqui na gravação E sabendo como são todas as histórias Eu faço questão de reouvir todos os episódios Porque... E não é pra revisar o trabalho Do Silas não, quando eu ouço o Silas já colocou No ar que ele tem essa liberdade, a gente confia cegamente É verdade É porque eu me divirto ouvindo de novo com as escolhas De edição que ele faz, parabéns Silão Chega de elogiar também, senão ele vai pedir Aumento de novo, cara, então

Se você ouvinte quer dar um aumento pro Silas, como é que faz, Klaus? Como é que faz pro ouvinte dar um aumento pro Silas? Aí você contribui com a gente através do doisempregos.com.br Lá a gente tem sugestões de valores que você pode escolher.

E ter acesso a alguns sorteios de brindes, grupos secretos, mas também você pode não escolher os valores que estão lá e ajudar com o que seu coração mandar pelo nosso Pix, certo? Então, tem tudo lá. Pedimos que você apoie. A galera que apoia com valores maiores, a gente sempre agradece também por nome aqui no programa, né, Caio? Exatamente, Klaus.

Inclusive, Caio, vamos falar deles, né? Nós temos aqui a nossa querida Débora Laurentino de Barros, o Osvaldo Brogliato Neto, o Danilo Eduardo Estrela, o Lucas Peron, o Thiago Gliçói, Caio César, Gabriel Rico e Benhur Brião. Pô, aí lá no plano você é louco, Klaus, que são os que mais contribuem, hein? Com a cota mais alta sugerida, né?

Temos eles, Rodrigo Bastos, Sérgio Gonçalves, Pedro Henrique Schneider, João Marcos Vieira, André Esquinor, Anderson Alves e a Débora Lancaster, sempre ela. Maravilhoso. Obrigado aí, pessoal, pela ajuda. Então quem quiser ajudar é pelo nosso site. Mandar stories também pelo nosso site. E agora, se você for lá no barra anuncie, pode conversar com a gente para anunciar a sua empresa aqui.

Se você não puder fazer nenhuma de todas essas coisas, divulga o Dois Empregos para um amigo que você também está ajudando a gente, beleza? Perfeito. Fechou, Caion? Fechou. Semana que vem estamos aí novamente, Klaus. Claro, como sempre, alegrando sua segundona. Aquele abraço. Até lá e tchau. Falou.

E aí

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