Episódios de Dois Empregos

#275 - O LADRÃO Devoto

05 de maio de 202645min
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O devoto foi até a basílica histórica de Nossa Senhora Aparecida pra ROUBAR uma Santa!   Um chefe presenteou a novata a e em troca ganhou uma obrigação. Crimes de banheiro, motoristas praticando a direção OFENSIVA, gentileza e grosseria, o profano e o sagrado são os conflitos do #MomentoMárcioCanuto de hoje. Sobe o som e desce o play!  🔊🔥

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🎙️Edição: Silas Ravani | Comercial: contato@klausaires.com

 

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Participantes neste episódio1
C

Caio

Co-host
Assuntos5
  • Higiene Pessoal Não-ConvencionalFuncionário com hemorroidas e higiene precária · Uso de água da caixa acoplada para higiene · Falta de ação da gerência e do dono · Empresa com preocupação ambiental e site quebrado
  • Direção Ofensiva e UberMotorista de Uber com direção perigosa · História de Ana em Goiânia · Fiat Uno Turbo · Policial de licença dirigindo Uber · Capotamento de viatura e facada em pneu
  • Roubo de Imagem Religiosa em AparecidaVenda de artigos religiosos e lembrancinhas · Roubo de imagem de Nossa Senhora · Perseguição e recuperação da imagem na Basílica · Pagamento de promessa com roubo
  • Choque cultural no JapãoPresente de boas-vindas vs. aniversário · Obrigação de retribuir presentes no Japão · Troca de presentes entre chefe e funcionária brasileira · Feijão doce vs. salgado
  • Momento ManancialHomenagem a Márcio Canuto pelos 80 anos · Lançamento do episódio com Márcio Canuto
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Não preciso trabalhar, meu marido tem dois entretes.

Olá, empregados e desempregados da nossa grande nação brasileira. Começa mais um programa Dois Empregos. Eu sou o Klaus Aires e estou aqui, como sempre, com o meu amigo Caio. Olá, Klaus. Olá, queridos ouvintes. Estamos aqui mais uma vez reunidos e já, Klaus, entrando naquele friozinho de maio. É verdade, Caio.

Tinho gelado, né? É verdade. E foi bom que você falou nisso, Caião, porque a gente tem aqui o recado da Basicamente, né? Boa. Que é roupa tecnológica de qualidade. Roupa básica, né? De qualidade, combina com tudo.

serve em todo mundo, do PP ao GG5, ali você encontra opções, e que agora nesse frio tem ótimas promoções no Outlet, descontos de até 70%, que também você vai encontrar moletons lá, viu? Exatamente, que aliás, moletons, Klaus, são as minhas peças favoritas, viu, cara? Basicamente, eu gosto muito da camiseta modal, que a gente tanto fala aqui, mas os moletons são sensacionais, cara, porque eles são muito confortáveis, tem aquela flanela, né, por...

dentro, que é excelente. E a maioria deles é impermeável, cara. Eu acho que tem alguns, talvez, que não sejam, mas aí vai ter informação lá. A maioria é impermeável, que é maravilhoso. Maravilhoso. Pra você tomar aquela chuvinha, pra você derrubar aquele refrigerante no sofá e pro que mais você quiser, né, cara. Isso vale, inclusive, pros shorts moletom, que eu tenho três aqui em casa, são muito bons.

Verdade. Então, pessoal, confiram lá, porque na guia de Outlet tem esses descontos de até 70% off e você aplicando o nosso cupom FAZBARULHO em cima da peça que já está com o preço remarcado, você ganha mais desconto ainda. Ou também com o cupom 2EMPREGOS você ganha frete grátis.

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Vixe, o que tem de opção lá, meu amigo? Pois é. Tá bom demais, tá bom demais. Então combine os cupons aí, faz o teste, faz o seu carrinho e você não vai se arrepender. Boa, basicamente.com tem o link e os cupons aqui na descrição do episódio. E sem mais delongas, Caião, vamos pedir a vinheta do nosso... Dois Empregos orgulhosamente apresenta... Momento Marcio Canuto! Aê!

Boa! É isso aí. É ele. Como é bom, né? Ouvir essa rouca voz empolgada do Mariscano. Pô, que aliás, completou 80 anos há algumas semanas, Klaus. E nós esquecemos de homenageá-lo aqui, o que foi um lapso... Que mancado. É imperdoável, né? Que mancado. Mas fica aqui o nosso parabéns completamente atrasado, né?

Esse monstro da comunicação. Total, muito meu herói, cara. Cara, com uma história inspiradora. Pra quem não viu o nosso episódio com ele, tem que ver, é canônico aqui do Dois Empregos. E entrevistá-lo foi muito inspirador, no momento que eu tava precisando, inclusive. Bom, bom.

Bom, vamos pra primeira história, Caião. Ela é da Ana. Bora. E ela diz... Olá, meninos. Essa é uma história sobre o trabalho de outra pessoa. Eu era só o cliente. Era uma terça-feira comum. Eu ia acompanhar minha mãe em uma endoscopia. Pedi um Uber, mas ele cancelou três vezes porque eu moro nos limites de Goiânia. E a consulta era no centro. 40 minutos de carro. E eram 7h20 da manhã. Segundo minha mãe, a consulta era às 8h. Em cima da hora já, rapaz. É.

Depois de muito esperar, finalmente um Fiat Uno aceitou nossa jornada pelo caótico trânsito de Goiás. Ainda bem que foi um Fiat Uno, velho. Porque aí agora vocês vão chegar em cinco minutos. Se tiver uma escada em cima, já entrou. Aí chega a voar.

Aí ela disse, só que as coisas começaram a mudar de rumo logo no início. O carro que chegou não era um Fiat Uno comum, era um Fiat Uno Turbo. Porra, bicho. Será que ela está concluindo o Turbo porque ela viu a escada em cima ou é uma definição de motor mesmo, Claudio? Rapaz, eu não sei exatamente o que é um Fiat Uno Turbo, eu confesso para você. É, eu também não. Quando tem a escada em cima, a gente já conclui que vai voar, né? Então, pode ser isso. Exato.

Mas aí o interessante está depois aqui, Caião, que ela disse. Coberto de adesivos da polícia e do exército. Para quem é de Goiânia, isso não é tão raro assim. Caraca, o pessoal de Goiânia vai ter que me explicar. Então, é pequena dúvida se é assim, tipo, um adesivo assim de um brasão, da polícia, do exército e tal, ou se o carro estava inteiro adesivado como uma viatura, entendeu?

Acho que é a primeira opção, né? Não é possível, né? Que o carro tá... Não é possível que era uma viatura isso aí. Deve ser um monte de adesivo, mas tipo no vidro atrás ali. Não tipo uma viatura, eu acho. É, imagino que sim. Entramos no carro e tudo parecia normal. Pelos primeiros três minutos.

Quando entramos num trânsito mais intenso, aquele rapaz, muito bonito por sinal, começou a se transformar. Ah, caraca. Ele dirigia como se estivesse em uma viatura. Pegava a contramão, fazia ultrapassagens desnecessárias e ao mesmo tempo perguntava o tempo todo se estávamos bem.

É, então, parece muito que ele tinha uma escada, Caio. É todo um estilo, é a direção ofensiva, né, no caso. Isso. É todo um estilo, geralmente, aplicado por pessoas que têm escada em cima do carro. É, tá me parecendo ser um cara, assim, deve jogar muito GTA, causa e assistir perseguições policiais no YouTube. É, pode ser. Eu acho que pode ser isso, Caio. Aí ela diz, eu com meus 20 anos...

A flor da pele só concordava, hipnotizada pelo sorriso bonito do rapaz. Êêê, aquele maldito sorriso. Igual aquela cena do Nicolas Cage com o Pedro Pascal, você tá ligado com o que eu tô falando? Não. É daquele filme Cage mesmo, que é a parodiana da vida do Nicolas Cage. Aí tem uma cena que o Pedro Pascal tá dirigindo loucamente e ele olha com sorrisão pro Nicolas Cage, que tá apavorado. Ah, acabei de ver aqui. É uma cena meio meia, tem um gif disso aí. Inclusive eu gostei desse filme, bem palhaçado.

Ela diz até que minha mãe solta a frase mais fora de contexto possível. A gente já estava voando baixo, com direção perigosíssima, e ela simplesmente diz, filha, avisa sua avó que vamos atrasar para o aniversário, porque a consulta é às 8, e eu vou perder o horário, então nós vamos ficar mais tempo lá. O motorista ouviu isso, abriu o sorriso mais lindo e charmoso do mundo, e disse, não se preocupe, senhora, meu trabalho é ajudar o povo. Meu Deus.

cara. Pô, mas peraí, tem um negócio muito estranho nisso, cara. Que aniversário é esse que é de manhã, cara? Não, mas eu acho que deve, talvez fosse pro almoço, mas tipo, ela tava pensando, ah, já vou ser atendida às nove, sair de lá, tem trânsito, não sei, né? Pode ser. Não sei. Mas, cara, a treta aqui é que, assim, essa frase geralmente ela é bem-vinda, em qualquer contexto ela é bem-vinda, mas nesse contexto aqui a gente já sabe que o cara vai...

meter o pé mesmo, né? É porque se ele já tava fazendo isso sem motivo, né, cara? Pois é. Agora que ele tem o motivo... Pois é. Aí ele deve ter colocado o Sweet Dreams pra tocar ali na playlist. A senhora vai chegar nesse aniversário a tempo. Ele falou isso com muita ênfase na última frase, com um olhar que eu definitivamente não estava preparada pro que viria depois.

De repente, ele jogou o carro na contramão de uma avenida movimentada e acelerou como se não houvesse amanhã. Meu Deus, velho. Rapaz. No meio da ultrapassagem, vinha um ônibus na nossa direção enquanto ele tentava passar um caminhão. Puta que... Cara, pelo que eu entendi, ele tentou ultrapassar uma avenida movimentada, um caminhão e tava vindo um ônibus, né? Então... Exato. Ele meteu a pista simples ali e ele meteu a ultrapassagem arriscadíssima.

Dentro da cidade, meu Deus, velho. Pois é, cara. Isso aqui, ela não fala do que é a consulta, não, né? Ela falou, acho que é uma endoscopia, não é? Ah, endoscopia, é verdade. Eu tava torcendo pra ser ortopedista, porque eu tô sentindo que vai precisar. Mas enfim.

No meio da ultrapassagem, eu e minha mãe nos olhamos com puro terror nos olhos. Seguramos as mãos e começamos a alternar o olhar entre caminhão, ônibus e motorista. Caminhão, ônibus e motorista. Caminhão, ônibus e motorista. Até o momento que ele conseguiu fazer a ultrapassagem.

Eu juro que consegui ver até as rugas de desespero no motorista do ônibus que passou por nós quase em câmera lenta na minha cabeça. E ele repetiu a façanha mais umas cinco vezes com carros menores. Até que finalmente paramos num sinal vermelho.

Foi aí que eu percebi que ele estava extremamente focado no semáforo. Cara, será que esse cara usou alguma coisa? Não é possível, cara. Não é possível. Tá tão empenhado assim em fazer uma coisa que ele não tem obrigação nenhuma, né, cara? Exato. Às vezes foi algum ilícito, às vezes foi até algum lícito, viu? O cara tomou ali um Aritalino, um Venvanse ali, deu uma caprichada na medicação naquele dia. Pode ser, viu, cara? Não sei.

Sei, cara, isso aqui tá muito estranho. Foi aí que eu percebi que ele tava extremamente focado, olhando o sinal vermelho como se pudesse transformá-lo em verde com a força do pensamento. E eu, sinceramente, tava mais preocupado em chegar viva do que chegar na hora. Então decidi puxar assunto pra tentar distrair ele da promessa que ele tinha feito pra minha mãe.

Depois de algumas perguntas, o sinal abriu e seguimos. Ainda rápido, mas um pouco mais calmo. Ele contou que era sargento, amava ser policial e principalmente dirigir viatura. Ah, Iocos. Então tá explicado, ele tava dirigindo como se ele tivesse o giroflex ligado. Isso. Só que sem ter o giroflex pra ligar. Exatamente, cara. Ele tava dirigindo o mundo como se fosse uma viatura, bicho. Como se fosse uma viatura com o giroflex ligado.

Quando estávamos a cinco minutos do hospital, ele começou a dizer que estava trabalhando com Uber para não ficar parado, porque tinha sido colocado em licença. Um cara desse, se ele fica em casa parado, ele treme as pernas, ele fica batendo o pezinho na cadeira, mordendo caneta, sabe? Já dá para ver aqui que esse cara precisa de atividade. Não tem como. Nesse momento, todos os sinais vermelhos da minha mente começaram a piscar. Ele vai ignorar os seus sinais vermelhos tanto quanto ele ignora os da rua.

Ignorei e continuei a conversa tentando levar para o assunto mais leve. Quando viramos a esquina do hospital, minha mãe, sem absolutamente nenhum senso de perigo, pergunta, mas por que você foi colocada em licença? Brigou com alguém? Ah, rapaz. É, é.

Eu diria que é importante. Tudo que ela tava tentando evitar, a mãe dela pincelou. Ela não queria falar que tava com pressa, a mãe falou. Ela não queria explorar mais a vida do cara, a mãe foi... Então, eu diria que é importante saber isso, mas isso pode trazer mais apreensão pra esse resto de caminho que falta aí, né, cara? Pois é. Não, às vezes a ignorância é uma bênção, Caio.

Aí veio a resposta. Ele disse com a maior tranquilidade do mundo. Então, moças, agora que chegamos, eu posso contar. No meio de uma perseguição, eu tentei desviar de um Fusca, mas bati na lateral do para-choque da viatura e a gente capotou. Meu Deus. Eu perguntei, então você foi suspenso por capotar a viatura? E ele respondeu, não. Foi porque eu furei um dos pneus do Fusca com uma faca e meus colegas tiveram que me segurar.

Caraca, velho Não, não dá, velho O cara é totalmente abublé, Cláudio Não dá não Às vezes o que faz falta na vida dele é justamente o GTA, Caio Como você falou, às vezes ele não tá jogando muito, ele tá jogando de menos Ele tinha que extravasar um pouco ali, entendeu? A vontade de andar na rua de tanque Explodir uns carros Rampar em cima de prédios, essas coisas Pra não ter que fazer na vida real, né, cara? Exato

Nesse momento eu e minha mãe descemos do carro agradecendo a ele pela viagem, agradecendo a Deus por ainda estarmos vivas Entramos no hospital 7h50 da manhã, ela saiu atrasada e chegou adiantada. Meu Deus, que loucura velho. E foi lá que eu descobri que o atendimento era por ordem de chegada Na verdade, 8 horas era só o horário que abria Nossa

Caramba, hein? Quer dizer, não precisava de pressa, né, cara? Tá certo que assim, é bom chegar cedo, né? Nesses casos aí, mas pô... E mal sabem elas que esse Uber saiu dali a 7h50, de deixar elas e pegou o próximo passageiro a 7h49, cara. Exatamente.

E mais um detalhe importante O aniversário não era da minha avó Era do cachorro da minha avó Mas a gente nem lembrou de contar Isso pro motorista porque tínhamos falado Do aniversário antes dele chegar É cara, é

Eu vou dizer pra você, viu, cara, esse Uber aí, o Mikael Schumacher aí, ele não precisava, assim, de um motivo tão profundo pra pisar no acelerador, viu, Klaus? Então eu acho que mesmo o aniversário sendo do cachorro, mesmo a consulta não sendo às 8 horas, eu acho que tudo isso já seria motivo suficiente pra esse cara correr pra caralho igual ele fez, cara. É, não tem, não tem justificativo, na verdade. Ele só precisava de um mínimo motivo, cara, pra colocar pra fora aí suas habilidades.

Ah, é. Qualquer coisa. Qualquer coisa. Se elas falassem, tô indo lá no Poupa Tempo, ele já ia falar, Poupa Tempo? Deixa comigo. Vamos poupar tempo. É isso. Muito obrigado aí, Ana, pela sua história. Eu ia dizer até pra você pegar o contato dele, porque o dia que você estivesse com pressa poderia ser útil, mas às vezes a pressa acaba sendo pra chegar no cemitério, né? Então, deixa pra lá. É melhor evitar, cara. Bora pra próxima, Klaus. Bora lá.

Atenção! Cuidado! Esta história pode conter fezes, urima e outras nojeiras. Fezes com 99% de pureza.

A próxima quem mandou foi o 75% Faustão. Ah, será que é o Faustão de verdade, cara? Porque o Faustão de verdade já tá só 75% Faustão mesmo. Não, eu acho que tá menos, né, cara? O Faustão de Teseu. Tá menos, acho que tá menos.

Cara, outro dia eu vi um vídeo do Faustão de verdade, ele reapareceu aí nas redes sociais porque ele tava comprando um cachorro, alguma coisa assim. Ah, eu vi, eu vi. Ele tá assim, ele tá sem energia, né, cara? Ele não tem um rolou pra oferecer, né? Não tem, não tem. Falando pausadamente, não mete nenhum porno no meio das... Sabe aquela coisa dele? Eu falei, cara, tá realmente outra pessoa, viu?

Não, e a questão corporal ali também, né? Pra quem já viu o Faustão nos áureos tempos, né, cara? Ocupando ali a tela toda, né? É. A gente vê ele ali parecendo um bonecão de Olinda, né, cara? Só tá sua cabeça, né, cara? Pois é, tá fininho, né, cara? Tá fininho sua cabeça, o famoso jaca no palito, né, cara?

É, ele teve várias fases, né, cara? Ele já foi todo gordinho, né, bicho? Olha lá, todo fortinho, redondo, rechonchudo e rosado. Depois ele teve a fase temaki, né? Que ele era fino nas pernas e grande em cima. E agora, realmente, ele tá na fase mais pirulita. É, é. Que coisa. Não sei se é ele aqui, Klaus. Não sei se é ele, não. É, quero acreditar que seja. Vamos lá, vamos ver. Vamos lá. Então, ele diz o seguinte, Klaus.

Olá, Klaus e Caio. Meu nome é 75% Faustão. Eu estou aqui para contar uma história que acontece diariamente aqui na empresa onde eu trabalho. E mandou até o nome aqui, mas não publicarei. Ah, vou meter no Google esse nome.

Estamos em um caso onde o detetive de banheiro seria acionado se não soubéssemos quem é o criminoso barra alma cebosa que comete recorrentemente os vandalismos no banheiro. A situação é a seguinte, temos dois banheiros precários, piso que há algumas décadas já foram brancos.

porta azul de madeira mal feita e o agravante não existe tia da limpeza. Puta merda, véi. É, cara, aqui, Claus, tá o cenário, né, onde você valoriza mais do que nunca a tia da limpeza, cara. Porque tem vez, cara, que a tia da limpeza falta por algum motivo, fica doente.

Quem trabalha no setor público, às vezes o pessoal está em greve, às vezes o terceirizado não renovou, não sei o quê. E, cara, basta dois dias para você valorizar demais a presença da tia da limpeza na firma. Nesse caso aqui, nós estamos falando de uma firma que simplesmente não tinha tia da limpeza, cara. Você imagina a qualidade deste banheiro. Pois é. Que doideira, velho. Beleza, vamos lá. O que deixa o ambiente igual a um cativeiro do PCC.

Graças a Deus, existe uma alma cheirosa que foi iluminada por Deus e pelo menos uma vez na semana ela retira o lixo e dá uma geral com produtos de limpeza fortíssimos. Incluindo alguns ácidos e misturas que foram proibidas na Segunda Guerra Mundial.

A sujeira é grande, precisa de medidas urgentes mesmo, né cara? Pois, né? Aí ele fala, vamos aos fatos. O meliante, a pessoa que nasceu descompensada, fora de esquadro, sem alma e sem noção de civilidade humana, trabalha ao meu lado no setor de solda. Posso dizer que ele é um brasileiro mediano, QI 84, semi-alfabetizado, tem uns 11 anos de empresa, aposentado e que trai a mulher, e provavelmente dá uns teco na farinha que o padeiro não usa.

e que era muito conhecido pelo Maradona. Ele tem uma higiene extremamente precária de dar inveja a qualquer indiano que toma sopa na valeta de uma rua.

Caralho, velho. Foi pintado o cenário aqui, Cláudio. Foi pintado o cenário. Pois é, cara. Alguns exemplos de falha de caráter são os seguintes. O bebedouro fica no setor de expedição. Então, os outros setores precisam se deslocar ao mesmo sempre quando falta água. Eu e mais cinco pessoas sempre estamos disponíveis e trocamos. Acho que ele quer dizer trocar o galão, né? Porém, o cu sujo não faz e se recusa.

E além de não trocar, cobra os demais para que reponham água e sai reclamando. Ele prefere ficar com sede a pegar água. Puta merda, velho. Brincadeira, bicho. O pior vem agora. Ele tem hemorróida. Como que vocês sabem disso, cara? Então, cara, tem alguma coisa errada nisso.

Ele tem hemorróida. Até aí, ok. É uma condição que afeta muitas pessoas. O problema é o grau. Aparentemente, o cu dele cai do chão quando ele faz força em posição de cagar. Cara, não era pra ninguém estar sabendo disso, Klaus. Não era pra ninguém estar sabendo disso. Pois é, mas deve ter uma razão pra todo mundo saber, entendeu? Deve, deve. Talvez ele mesmo tenha anunciado, né? Não sei se ele grita no banheiro, se ele saiu falando, se o RH fofocou, é sei lá.

Mas enfim, aparentemente o cu dele cai no chão quando ele faz força. E por isso, ele não usa o assento. E quando caga, voa bosta para todos os lados. Ah, não. Assento, chão, parede, caixa acoplada. Ah, não. Não acontece... Não, não é possível, velho. Não, não. E se ele tá falando isso, quer dizer que é uma coisa frequente, né, cara? Que é pior ainda. Não, mas aí o cara... Não é possível que esse cara, ele... A condição dele é tão grave que ele... Não, mas aí o cara...

precise fazer tudo isso, cara. Não é possível, cara. Não é possível. Tem má vontade envolvida aí. Eu não acredito que é só a condição de saúde do cara que obriga ele a explodir fezes no banheiro. É, na casa dele, será que ele faz isso, cara? Duvido, ele já tá deixando pra cagar no trabalho e na maldade, entendeu? Exatamente, cara. Porra, não é possível. Médicos do Brasil, essa é a única forma de lidar com a hemorroida nesse grau? Diz aí. Não é possível que seja, Cláudio? Não, não é, não é. Aí ele diz...

Acontece isso na maioria das vezes que ele usa o banheiro. E não satisfeito com o crime, ele não usa papel higiênico. Então, sempre quando ele termina a pintura com a técnica dadaísta anal... Ah, não, cara. A la Faculdade Federal de Humanas...

Pode virar artigo científico. Ele tira a tampa da caixa acoplada, pega a água e lava o rabo. Não é possível. Ah, não, não, não. Esse cara é um animal, bicho. Não é possível. Não, não. Não é possível. Isso aqui é...

Não é culpa do hemorroide, não é culpa da falta de escolarização formal, nem mesmo, eu diria, do baixo QI, Caio. Isso aqui já tem dolo, tem maldade, mal-caratismo aqui envolvido, porque não é possível. É, e talvez, Klaus, entre na categoria de terrorista mesmo, né, cara? O cara que tá ali pra causar o caos, às vezes nem tem uma motivação, assim, uma finalidade específica do ato, né? Só quer ver o caos mesmo, né?

que não tá nem aí pra ninguém, entendeu? Que joga lixo na rua, cospem em local fechado, tá ligado? Eu quero... Não é possível. É um anarquista, né? É um anarquista. É um anarquista. Anauquista, né? Pode ser.

Enfim, ele lava o rabo com a água da caixa da privada. Não é possível isso, mano. Ele fala, ou melhor, ele empurra o rabo pra onde não deveria ter saído. E se limpa espalhando mais bosta. E vai embora sem dar satisfação à humanidade. E o espírito de irmandade que permeia a sociedade.

Todos os funcionários ficam abismados com tamanha cara de pau. Ele entra e faz a desgraça e sai como se não houvesse feito nada. Sem olhar pra trás. As perguntas são muitas. Ninguém faz nada. Como ele ainda tá na empresa? Os gerentes não vão intervir? Rapaz, ele fez todas as perguntas que eu gostaria de fazer mesmo. Vamos ver se ele vai ter a resposta.

A resposta é, já houve reunião pra falar disso, nada resolve. Não mandam o sujeito embora, pois ele é aposentado e acabou de voltar de uma cirurgia no ombro e tem estabilidade. E além disso, o dono é uma pessoa muito boa e espera redenção.

Ah, cara, mas se não pode mandar o senhor hemorroído embora, pelo menos não pode dar uma advertência no cara, deixar ele uns dias de molho. Fazer o cara limpar, alguma coisa tem que ser feita, cara. Não é possível que não tenha nada que possa ser feito, cara. É, não dá. Chega um ponto que eu pensaria até em construir um banheiro à parte pra ele, no caso, um banheiro de unidade prisional, né, desses que tem a privada no chão. Isso. Que tem um buraco ali, assim, só pra ele e o outro pra seres humanos.

conseguem ter decência humana no geral, assim. É, cara, o dono provavelmente não utiliza esse banheiro, cara. Ele deve ter outro banheiro. É, às vezes é isso, às vezes é. Porque se ele se deparasse com isso... Às vezes é falta de pele em risco também. Você tá achando que o dono é santo, que ele é tudo isso, mas às vezes é falta de pele em risco. É isso que eu pergunto também. Se ele senta no mesmo vaso...

ou cento. Exato, exatamente, cara. Porque se você vê essa situação com frequência, você tem o poder na mão pra tomar uma atitude e não toma, você é terrorista também. É cúmplice. Cúmplice, obviamente. As digitais do seu rabo estão ali também. Também. Não só do senhor hemorroide aqui, não. Enfim, ele fala. Ele é a chacota de toda a empresa, mas tá pouco se fudendo.

Nas últimas reuniões, o gerente tirou foto da cena do crime e mostrou para o dono da empresa que, envergonhado, falou que não havia necessidade, que todos na empresa são pessoas adultas e se espera o mínimo de educação. Claramente, um fleumático esperançoso.

E não tem necessidade de usar o nosso banheiro. Ah, eu acho que é isso que ele quis dizer. É, acho que o cara não usa mesmo o banheiro, cara. Enfim, ele termina. Essa é a história de desesperança. Obrigado pelo espaço e oportunidade. Um abraço a vocês, um beijo para minha mulher. E quero dizer que acompanho vocês desde o começo do extinto carne moída. Ei, rapaz. Ah, lá. Isso aí já foi. Faleceu, faleceu. Faleceu. Deus o tenha.

Rapaz, eu tô chocado dessa história, principalmente porque ele deu o nome da empresa aqui, não vou falar, claro. Mas eu entrei no site, é toda uma empresa com uma preocupação ambiental, viu, Caio? Tá faltando essa mesma preocupação ambiental aí dentro, tá? Além disso, fica o aviso também que o site de vocês tá quebrado. Não funciona direito, não. Os textos estão encavalados um em cima do outro. Aí vem me falar no site de consciência ambiental. Ah, ameaça as suas privadas, meu amigo. Não é possível.

Pô, Cláudio, eu não esperaria que tivesse um site muito bem feito, uma empresa que não cuida do banheiro, né, cara? Pois é, né? Esse senhor aí que faz essa sujeira toda, por acaso, ele é do TI?

Você vai falar assim, o site está uma bosta. Não, meu amigo. A bosta é a imagem da empresa, né, cara? Bosta é a própria empresa. Você entra na empresa, a empresa é bosta. Você cheira a bosta. Você vê bosta nas paredes. Então é isso, pô. Caraca, cara. Não, lamentável, lamentável. Queria poder te ajudar, cara. Me solidarizei muito dessa história aqui, mas eu não sei o que fazer.

É, cara, eu acho que tem que juntar os funcionários e comer esse cara na porrada, viu, Cláudio? Não tem outra solução. Eu acho que alguém tem que se sacrificar pelo grupo aí, cara. Não dá mais para passar por isso, não. Não, a violência não é a resposta, é a pergunta. Não, nesse caso a violência é a resposta, cara. Violência é a pergunta, a resposta é sim.

Bom, vamos para a próxima aqui, Caio. Ela é do Sérgio, ele diz. Olá, Ralph e Life. Tudo bem com vocês? Já deixo meu mega abraço para o Silão. Essa história se passa em terras nipônicas. Ah, será que é o Sérgio que eu estou pensando? Onde a educação e o respeito pelo espaço dos outros reinam. Essa história é o contrário do anterior, pelo jeito. Na verdade.

Não sou japonês nem descendente, mas moro aqui há três anos. Com o tempo, fui analisando detalhadamente o comportamento dos locais e também as diferenças entre brasileiros que moram aqui há muito tempo e os que acabam de chegar. Comecei a notar que aqueles que cresceram ou vivem aqui há muitos anos

acabam sendo diferentes dos recém-chegados, e é aí que mora a preciosidade da história. Na época, uma garota brasileira, recém-chegada, chamada Adriana, foi contratada pela empresa em que trabalha. Após o período de dois meses de experiência, ela foi efetivada e recebeu um presente. Ó, que legal, boa.

Como ela não consegue ler hiragana e katakana muito bem, a Adriana achou que aquele presentinho era um mimo de boas-vindas do nosso chefe. Isso que ele falou aí é o alfabeto japonês lá, aqueles ideogramas, sei lá como é que chamam. Rapaz, se eu tentar responder essa pergunta, eu vou estar mentindo para você, porque eu não tenho a mínima ideia do que é hiragana e katakana.

Vou tacar no Dr. Google aqui também. É isso mesmo, cara. Silabares japoneses usados em palavras nativas. E o katakana é usado em palavras estrangeiras. Ah, entendi. Apresentam os mesmos sons com propósitos diferentes. Tá bem. Adriana achou que aquele era um mimo de boas-vindas do nosso chefe. Entretanto, era apenas uma lembrança pelo fato de estarmos no mês de aniversário dela. Isso estava descrito no papel que ela recebeu.

Mas aparentemente, a Adriana não usou o Google Tradutor pra entender o que estava recebendo. Algum tempo depois, ela colou em mim no trabalho e perguntou Nossa, nosso chefe é tão bonzinho, né? Eu tô pensando em dar um presentinho pra ele também. Respondi, presente do nada? Ela disse sim, porque eu recebi um presente de boas-vindas dele. Nesse momento, duas coisas passaram pela minha cabeça. Será que devo contar sobre o costume japonês? Ou será que deixo rolar e vejo o que acontece?

Horas, adivinha qual eu escolhi. Rapaz, pelo fato de você ter mandado a história pra gente, eu só posso acreditar que você escolheu deixar rolar, né? É, é. Que é a escolha certa, né? É, exato. Eu pensei, respirei e disse com convicção.

Com certeza você deveria dar um presente pra ele. Adriana me perguntou que tipo de presente eu poderia dar. E eu sugeri que ela fizesse alguma comida brasileira pra ele experimentar. Ela achou uma ótima ideia. Passou a semana e na segunda-feira ela chegou com um bentô. Palavra em japonês pra marmita.

PF brasileiro com arroz, feijão, bife a céu bolado, ovo e vinagrete. Oh, rapaz, deu até fome agora. Eu também, cara, fiquei com fome. Tudo tão caprichado que eu fiquei com inveja do japonês. Eu também. Após algumas horas, ela o presenteou com o bentô. Nitidamente, o chefe ficou confuso. Afinal, por que diabos ele estava ganhando comida do nada?

Então eu me aproximei e disse que era um presente dela, que ela tinha cozinhado especialmente pra ele experimentar. Só que é aí que mora o plot da história. No Japão, se você dá um presente fora de uma data comemorativa, a pessoa que recebe se sente na obrigação de retribuir. Caraca.

ver. Mas, então será que aqui vai ficar uma troca eterna de presentes entre eles? Pode ser, cara. Seria maravilhoso. Nosso chefe aceitou o presente, mesmo tímido e sem graça, e levou pra casa. No dia seguinte, fez questão de agradecer, elogiar a comida, disse que nunca tinha comido feijão salgado daquela forma, aqui se come feijão doce. É, isso é estranho, né, Carlos? Já experimentou feijão doce?

Nunca comi, cara. Nunca comi. Eu já experimentei uns bolinhos recheados de feijão doce, assim, cara. Eu boto fé que seja gostoso para eles, mas para a gente tem aquela esquisitice, né? De você estar a vida inteira acostumada ao feijão ser salgado. Ah, é estranho mesmo. E devolveu o recipiente lavado dentro de uma sacolinha.

Quando eu pensei que minha ideia inicial tinha se perdido, nosso chefe retorna com presente pra ela. Exatamente, senhores. Deu certo. Nossa, a menina deve ter ficado muito confusa. Dá medo dela começar a achar que o chefe tá no meio em cima dela, né? Ué, né? Do lado do cara vai... Pois é, cara. Me enchendo de presentes aqui? Que negócio é esse? Ele claramente se sentiu na obrigação de retribuir o gesto e comprou uma caixa de cookies pra Adriana. Ela ficou confusa, mas aceitou.

No fim do dia, ela veio conversar comigo e perguntou por que ele tinha dado cookies pra ela. Ela tá se consultando com o cara mais errado, né, cara? O cara tá na maldade aqui. E ela veio fazer as perguntinhas dela. Se ele estava tentando flertar ou algo assim. Ah lá, cara. Puta, tá vendo? É.

Absorve a mulher que fica ganhando presente do chefe, sem contexto, no caso tinha contexto, mas ela não entendia, né? É a suspeita natural, né, cara? É, no Brasil é a primeira coisa que você pensaria, né, cara? Pois é. Eu disse que não e expliquei. Então, na verdade, no Japão, quando alguém te dá um presente, a regra social é retribuir. É só uma questão de respeito. Foi aí que selei minha pegadinha inocente, porém diabólica.

Mais uma semana se passou e a Adriana voltou com outra comida diferente pra ele. Agora é ele que vai achar que ela quer alguma coisa, né, cara? Pode ser, cara. Eu não sei, porque às vezes nem passa. Ou puxar o saco do chefe, né, prazer. É, às vezes nem passa pela cabeça dele, né, cara? Essa diferença cultural às vezes dá esses bugs que seria totalmente diferente se as pessoas tivessem a mesma criação, a mesma cultura e tal. Exato. É complicado, cara. É.

E se ela tivesse lido também que não era boas-vindas, que era aniversário, daí ela esperar o aniversário do chefe. Exato. Ter todo esse capricho, né? Enfim, ele mais uma vez aceitou e trouxe outro presente em troca. Isso se estendeu por dois meses. Cara, chega uma hora que acho que os dois já estavam com ódio, tá ligado? Puta merda, me trouxe outro presente. Ah, não. Que droga.

Semana após semana Até que a Adriana exausta exclamou pra mim Meu Deus, cara Eu não aguento mais cozinhar no fim de semana Porque ele não para de me dar presente Maravilhoso, cara Ele arquitetou a situação aqui Realmente, cara Você foi um gênio master of puppets, né? Na miúda Tá ali só realmente orquestrando o caos Eu respondi Não sei, ué

Nossa, o chefe também comentou de forma educada que não entendia por que recebia sempre algo dela e já tava ficando sem ideia do que comprar, mas que tava achando divertido experimentar comida diferente toda semana, né? Pelo menos tem isso, né? Por fim, eu acabei saindo da empresa no meio da história. Nossa, então pode estar rolando até hoje isso aí. Uts, cara, que pena, hein? Que pena, que pena. Eu queria saber se uma hora ia acabar.

Rezo todos os dias para que eles tenham ficado presos eternamente, como num pacto satânico, já que ambos são tímidos demais para esclarecer tudo isso. Cara, ele realmente interpretou plenamente ali a situação e colocou os dois num limbo, né, cara? Sabe aquele símbolo do infinito, que é uma cobra comendo o próprio rabo, assim? Sim, sim.

Ele realmente criou ali um ritual interminável, cara. É, cara, porque aqui tem a questão cultural do japonês, né? Que impõe essa questão de devolver um presente e tal. E o japonês, via de regra, ele é mais fechado mesmo, né? Pelo menos é o que dizem o pessoal que trabalha lá e tal. Que ele não vira muito amigo seu assim no trabalho, né? Demora pra ganhar confiança e tal. E ela também era tímida, né?

Então, cara, sem querer eles estavam nessa. Me lembrou aquela história do cara que não sabia dizer não para o maluco que queria comer ele lá, Klaus, o professor lá. Verdade. Na hora que ele viu, ele se viu na moto do cara, tá ligado? É, ele acabou roubando a moto do cara por pura vergonha de falar não. Exatamente, cara.

Caraca, cara Mas é isso E eu acho que Os descendentes Desses dois Vão trocar presentes aí É verdade No próximo século Sem saber por que também Se continuar assim É verdade Mas é isso Ele fala É isso, galera Forte abraço pra vocês Preciso intimar O Klaus e Silão Pra jogarmos novamente Caio está convidado também Então sim Pô, que isso

Era o Sérgio que eu estava pensando Um abraço pra vocês, Sérgio Amigão nosso aí, valeu, cara Sérgio do Japão, ele mesmo Essa fera aí O ouvinte Sérgio, o ouvinte Sérgio tem um meme bom desse do ouvinte Sérgio Vocês já ouviu essa? Não, não ouvi Do Milton Neves Não, não ouvi o que é É, o Milton Neves estava na rádio e mandou um O ouvinte Sérgio está pegando no meu pau aqui Mas ele queria falar pegando no meu pé Que que é isso? Caraca, hein, Sérgio

o Silão achar o áudio aí, você põe aí, Silas. Ouvinte Sérgio, pega no meu pau aqui. Não, não, não. Pega no meu pé, pô. Desculpem. Pera, escapou aqui, ó. Maravilhoso. Tá, né? Um abraço aí pro Sérgio e pro Milton Neves. Boa, boa, boa. Bora pra próxima então, hein, Klaus? Acho que cabe mais uma aí, hein? Bora lá.

Bom, a próxima quem mandou foi o Cronos. Ele diz, fala Klaus e Caio, tudo certo? Tudo certo. E Silas, o melhor editor do meu Brasil, com Z mesmo. Você tá bonzinho? Me chamo Cronos e vou contar uma história pra vocês que aconteceu comigo quando eu trabalhava em Aparecida do Norte. Olha só, Klaus.

Olha só, a cidade que estivemos há pouco tempo aí atrás, né cara? Pois é, visitamos ali a Basílica, Silão foi com a gente. Sim. A gente gravou aí até um bar do Adriano, que eu não sei quando vai ao ar, galera, por motivos de ter tempo para editar, porque sou eu que estou editando o bar do Adriano e está difícil, mas... Verdade. Talvez já tenha ido para o ar quando você vai sair, talvez não.

Então não sei. Então se já foi ao ar, confira aí o Bar do Adriano que a gente conta as nossas aventuras e a Aparecida do Norte, entre outras coisas. Caso não, aguardem, né? Salvo engano, é o Bar do Adriano 6 aí que já saiu ou ainda vai. Isso. Boa, boa, boa. Enfim, ele trabalhava...

é parecido no norte, cidade que eu passei boa parte da minha infância e onde eu tenho parentes. O caso ocorreu em 2004, quando eu era apenas um garoto no auge de seus 16 anos de idade, numa época em que o celular ainda era um artigo de luxo.

Ei, saudade, hein? Bons tempos. Eu trabalhava na banca de propriedade da minha tia e do meu padrinho. Lá eram vendidos todos os tipos de artigos religiosos, desde rosários a imagens de Nossa Senhora Aparecida em gesso. Ô, Claus, olha só que beleza. Ele trabalhava naquelas banquinhas que a gente passou lá, cara, e viu imagens de santos sendo vendidas ao lado de pendrives do Leandro e Leonardo. Exato, Jesus de pelúcia junto com o Stitch e a capivara.

Maravilhoso, tem de tudo, cara Tem de tudo Aí ele fala Detalhe que eu morava em Pindamonhangaba E pegava o ônibus toda sexta noite E trabalhava nos finais de semana Pra ganhar 100 conto Era uma manhã de domingo E a avenida das bancas Estava razoavelmente lotada Nesse dia estávamos eu Meu padrinho E minha tia

acontece que a minha tia sempre saía pra resolver pepinos, tipo pagar uma conta e tal. Já meu padrinho era o tipo de cara gordo que era bem do relaxado. Sempre saía pra fazer não sei o quê. Isso sempre quando a minha tia saía também. E me deixava sozinho na banca. E sempre voltava com uma sacola enorme de salgados e saía distribuindo para quem passasse. Pô, que pessoa maravilhosa, cara. Pô, cara, enquanto na Fórmula 1 ninguém passou oferecendo um salgado. Não.

Pra nós não? Não, não. Tivemos que comprar. É, tivemos que comprar. Comprar até o cafezinho, que inclusive veio do pote de cachorro, né, Caio? A gente simplesmente escolheu o pior lugar pra tomar café. A gente tinha ali, uma praça de alimentação. Aliás, não falando mal do lugar, é tipo uma praça de alimentação super decente mesmo. Muito legal. Com boas opções. Mas a gente, ah, vamos tomar um café aqui mesmo, tá pedindo um cafezinho, veio um balde de plástico super esquisito, Caio.

Que fase. Tá ótimo, tá ótimo. Mas vamos lá, né? Vamos lá. Aí ele fala, e sempre sobravam uns três pra ele comer depois. O problema era que quando minha tia voltava, eu sempre levava bronca, pois vendia os produtos de acordo com o preço que o meu padrinho dava. Porém, isso não é relevante. Vamos ao ocorrido. Em uma dessas saídas deles, eu estava sozinho, como sempre. Quando chegou um cara meio estranho. Parecia a mistura do Raul Seixas com Noia. Meu Deus.

Ele parou em frente à banca e perguntou o preço do escapulário. Eu falei. E foi aí que tudo ocorreu bem diante dos meus olhos. Ele simplesmente surrupiou uma imagem de Nossa Senhora e saiu correndo. Que isso, cara? Não dá, galera. Isso aqui não dá. O cara rouba... Esse é um dos roubos mais incompreensíveis que tem. Roubar a imagem de Nossa Senhora.

Eu acho que ele está querendo ser abençoado e amaldiçoado ao mesmo tempo. Aí anula e não acontece nada. Ele quer gerar uma confusão, cara. Não é possível, cara. Isso me lembra um vídeo que eu vi hoje rolando na minha timeline. Vou tentar encurtar a história porque a gente já está estourando o tempo. Mas assim, a mina postou um vídeo falando assim, olha, eu estou com uma ideia para eu subir na vida porque eu já ralei muito, estou cansado, o brasileiro sofre, eu trabalhei, não saio do lugar, tal, tal, tal.

E essa ideia é um negócio meio errado, mas eu espero que vocês orem por mim, que Deus me ajude a concluir essa missão, porque eu vou mudar de vida se isso acontecer, não sei o que lá e tal. E vocês só vão ver se esse vídeo se der errado. Ela programou no Instagram. Se desse certo, ela ia apagar antes de ser postada. Resultado, saiu o vídeo, o que a menina estava fazendo? Entrando com 5kg de cocaína na França.

pra Deus abençoar a empreitada dela, tá ligado? Eu fico de cara quando as pessoas pegam e colocam Deus no meio do crime, cara. Inaceitável, cara. Inaceitável. Eu fico de cara com isso, sabe? Fazer isso muito publicamente, sabe? Não, mas... É errado, o que eu tô fazendo é errado, é ilegal, é, mas... Orem por mim, tá? Que dê certo.

É, o pessoal orou e você foi pega, né? Não deu, não deu. Não deu certo. Não deu, e tá aí o vídeo, beleza. Vamos ver o que deu aqui, ele fala. Eu fiquei meio sem saber o que fazer na hora, mas senti um alívio quando vi meu padrinho voltando do seu rolê. Daí gritei ele e disse que um cara tinha acabado de roubar uma santa. Então nós dois saímos correndo atrás do cara, enquanto eu apontava a direção pra onde ele tinha ido. Rapidamente, meu padrinho avisou um vizinho de banca pra tomar conta até a minha tia chegar.

Até esse ponto já tinha perdido o meliante de vista, mas eu tinha certeza de que ele tinha ido em direção ao portão da Basílica. Adentramos ao santuário e eu fui perguntando desesperado se alguém tinha visto um cara com uma camisa meio solta, correndo com uma santa na mão. Os romeiros ali diziam que não tinham visto. Estávamos dispostos. E tem santas que são caras, né, bicho? Porque é artesanal, é porcelana, né? Tem umas mais simples e outras... É, tem de tudo, né? Não sei qual foi aquele robô aqui, mas...

Pô, eu tô até agora inconformado que o cara roubou uma santa, velho. Pois é, cara.

É possível isso, cara. Estávamos dispostos a encontrar o desgraçado. Quando não sei por que cargas d'água, eu achei que deveríamos ir mais fundo e adentrar na Basílica mesmo. Foi então que eu vi a cena que me marcou até hoje. E quando eu lembro, eu rio e penso. Que merda aconteceu nesse dia? Dentro da Basílica, quando você entra, tem uma ala que tem uma rampa onde fica exposta a imagem original da santa. Ah, nós fomos lá, hein, Claus? Sim, sim.

E lá as pessoas peregrinam e fazem promessas e tal. O meliante simplesmente estava ajoelhado com a imagem surrupiada nas mãos e erguendo ela enquanto ele rezava. Meu Deus do céu. Então nós chegamos perto e eu identifiquei o candango pro meu padrinho, que por sua vez enquadrou o cara e tirou a santa da mão dele. Resumo da ópera. O cara só queria pagar uma promessa ou rezar mesmo. O problema é que ele cometeu um pecado antes disso.

Caraca, cara. Boa, maravilhoso, cara. A lógica do maluco. Porque se o cara vê importância em ter uma santa, né, Klaus, quer dizer que ele acredita, né? E se ele acredita, ele não deveria roubar, né, cara? É a coisa mais básica do universo isso, bicho.

Pois é, cara. Maravilhoso. Desculpe a história longa e obrigado por lerem. Parabéns pelo seu podcast. Eu acompanho vocês há quatro anos, mais ou menos, e sempre ouço enquanto estou trabalhando ou fazendo exercícios. Pô, muito obrigado você por essa história, cara. Maravilhoso. Maravilhoso. É isso aí, cara. Obrigado. Obrigado. Pô, legal, cara. A gente ter ido lá há pouco tempo e ler a história conhecendo o local do crime é mais interessante, com certeza. É, cara. Que da hora. Foi muito bom.

Pois é, Guri, eu nunca imaginei que eu ia sair correndo com uma Nossa Senhora ali. Caraca, mas é isso. Absurdo isso, cara, absurdo. É isso, pessoal. Fica a indicação aí do Bar do Adriano 6, se é que saiu. E vamos agradecer, né, Caio? A galera que nos apoia aqui, ajuda a manter o programa, né? Com o seu rico dinheirinho.

E se você quiser apoiar financeiramente o Dois Empregos, é doisempregos.com.br, mesmo site onde você envia as histórias. O valor é o que o seu coração mandar, sendo que tem sugestões lá e algumas pequenas recompensas. Isso. E se você não quiser apoiar, apoie mesmo assim. Apoie mesmo assim, é. E apoie espalhando a palavra, entendeu? Tá cheio de gente aí que ainda não conhece o Dois Empregos e às vezes que ainda nem conhece o hábito de consumir áudio, que é muito bom.

Porque ele é bom pra quando você tá com a mente vazia e o corpo ocupado. Exato. Lavando uma louça no trânsito, fazendo trabalho repetivo. Alivia o dia a dia. Então, indiquem. Indiquem. Bom, vamos lá, Caião. Aqui no Plano Patrão, nós temos que agradecer eles. A Débora Laurentino de Barros, Oswaldo Brogliato Neto, Danilo Eduardo Estrela, Lucas Peron, Thiago Gliçói, Caio Cesar, Gabriel Rico e Ben Urbrião.

Boa, e lá no plano você é louco, que contribuem com a maior cota sugerida e são os grandes heróis desta bagaça, temos eles. Rodrigo Bastos, Sérgio Gonçalves, Pedro Henrique Schneider, João Marcos Vieira, André Esquimor, Anderson Alves e a Débora Lancaster. Boa, obrigado pessoal, voltamos então aí como sempre semana que vem na Segundona de Manhã. Aquele abraço e tchau. Falou.

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