Episódios de Dois Empregos

#273 - Pode usar a minha ESPOSA

27 de abril de 202645min
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💔 Aquele amigo do trabalho da esposa não era só amigo, e agora? Homem bate o carro perto da cracolândia enquanto um tiozão erra no jogo do Bicho e fica furioso! Histórias de romance, traição, surto e crime de banheiro 💩 hoje no #MomentoMárcioCanuto - Sobe o som e desce o play! 🔊🔥

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🎙️Edição: Silas Ravani | Comercial: contato@klausaires.com

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Participantes neste episódio1
A

Adriano

HostJornalista
Assuntos2
  • Jogo do bicho e conflitosConflito com pai de santo · Vingança com fezes
  • Relacionamentos e traiçãoCorno manso · Negociação de relacionamentos
Transcrição120 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Não preciso trabalhar, meu marido tem dois empresas.

Olá, empregados e desempregados da nossa grande nação brasileira. Começa mais um programa Dois Empregos. Eu sou o Claus Aires e estou aqui, como sempre, com meu amigo Caio. Olá, Claus. Olá, queridos ouvintes. Estamos aqui mais uma vez reunidos como toda segunda-feira, né, Claus? Toda segunda-feira estamos aqui no ouvido do ouvinte. É verdade, Caio. Tentando trazer alegria para o povo.

Um dos dias mais desgraçados que a semana tem pra oferecer aí pra gente, né? Exatamente, a gloriosa segundona. E olha, eu não sei que horas esse episódio tá aparecendo pra vocês, mas eu sei que se não tá saindo sete e meia da manhã, tem uma galera que já tá braba, viu, Caio? Tá braba, o pessoal cobra os silas, velho.

Porra, não faço mais amizade com vocês, não. Ai, porra, porra. Sai, ai, ai. Que que é isso? O podcast acabou. Nove da manhã eu já estava dizendo, acabou o Dois Empregos. É, mas eu fico feliz aí com essa vontade de vocês de ouvir o programa, que é assim que a gente fica com vontade de fazer, né? Exatamente, exatamente. Muito obrigado. E dito isso, Caião, hoje vamos ligeiro para a vinheta, que é o... Dois Empregos. Orgulhosamente apresenta...

Momento Marcio Caldo!

Que alegria, que alegria. E a primeira história aqui, Caio, é do José Garcia Neto. Ele colocou um título na história. Acidentado e apaixonado na Cracolândia. Rapaz. Saudações, Hades e Zagreus. Tudo em cima? Nem sempre eu entendo tudo que vocês escrevem aqui. É, eu também não. Eu desisti já, bicho. Como prometi para o Caio, estou fazendo um remake dessa história. E antes que eu esqueça, essa peça que você queria, Silão? Como assim? Não entendi.

rapaz. Que isso? Essa referência eu entendi. É uma referência de mecânica, né? É, sim, eu sou o mesmo fudido da história do episódio 265, no caso, o dia de trabalho mais miserável do mundo. Ah, boa. E caso vocês não lembrem, recordarei-vos de um ilustre personagem, o Fiesta Zetek Rocan fudido. Que lascado, hein? Cara, todo mecânico xinga esse Fiesta Zetek Rocan, véi.

Eu não entendo nada de mecânico, viu, Cláudio? Eu também não. Não sei, mas eu já vi muita gente, não só mecânico, mas a galera que curte carro, né? Sempre critica esse carro aí. Esse motor, na real, né? Caraca, você vê, eu joguei no Google aqui pra ver uma foto dele e aí tem uma explicaçãozinha de IA, né, do Gemini ali. É reconhecido por ser um carro robusto de manutenção fácil. Ah, tá bom, tá bom, vai nessa, Gemini, vai nessa. É.

Não, eu não sei, eu não sei por que criticam, viu, Klaus? Tô falando aqui porque já ouvi críticas, mas não sei qual é que é. Se o carro é ruim, se quebra muito, se é caro, é manutenção, não sei qual é, cara. Eu sei que já ouvi muita crítica mesmo. É, também não sei. Quem for mecânico, comente aí. Quem souber do Ler, comente aí. E engraçado que essa história que ele mandou no 265, a história do dia, como é que é? Foi um...

Tudo aconteceu de ruim com ele. Acho que era pneu furado, término de relacionamento, ficou doente, tudo no mesmo dia. Tentaram golpe no banco dele. É, tentaram golpe. Aí ele fala aqui, como eu também disse nesse mesmo caos, o dono era muito gente boa, amigo da minha família gerações, informação muito importante para eu me meter nessa enrascada. Mas José, por que você tem tanta raiva desse Fiesta? Aí Caio, a nossa dúvida vai ser sanada aqui. Simples.

Aquele carro é uma merda em quase tudo que se propõe. O consumo e acabamento são bons, diferente do Citroën Picasso que não tem nenhum ponto positivo.

Eu confesso que eu compartilho, não manjo nada de carro, mas eu compartilho desse preconceito com carros franceses, Caio. Porque quando eu estava procurando o usadão para comprar, eu ia em mecânico levar o usadão. Os caras sempre me falam, não, só não pega carro francese. É um problema, é tudo caro, tudo difícil, não sei o quê. Então, tá bom, né? É, o pessoal fala mesmo. Que é acreditando.

Eu tive um Citroën, mas não me deu problema não, viu, Claus? Foi tranquilo, mas também passou, assim, né? Não era antigo, nem nada. Não sei se mais pra frente ia ser dor de cabeça. Às vezes o problema é quando começa a ter que trocar as coisas, né? É, exatamente. Aí ele fala, um dos motivos de eu não desejar esse motor Zetek Rokan nem pros meus inimigos é uma simples válvula. Não vou me estender sobre sua função. Só saibam que é difícil de achar, vive dando pau e te deixa na mão. Além de ter muitas histórias em que é ela que causa a minha desgraça.

Com todo o contexto dado e informações relembradas, vamos começar a parte gostosa para vocês e para os ouvintes, que é a parte em que eu fico cada vez mais preocupado com minhas semelhanças com o Joseph Klimber. Eu, como grande amigo do dono daquela bomba, decidi procurar a peça nos amigos do meu pai em São Paulo, capital.

com meu gol 2015, peguei a peça e na volta me deu um tique de memória, puta merda eu preciso trocar o óleo da moto, a minha cidade é pequena, a Shariama Lube original aqui é osso, então eu também queria um capacete novo e o melhor lugar para isso.

É no centro, lá na General Osório e região, área onde os nóias da Cracolândia não entram, até porque a bala come. A maioria dos desmanches são de bandidos ou delegados, então é o lugar mais seguro do centro durante o dia.

Caraca, cara. Ia ser tranquilo, né? Mas como a vida é uma caixinha de surpresas... Ah lá, ó, Joseph Klingberg. Um caminhão amarelo de mudança, dirigindo como se estivesse tendo uma diarreia explosiva, bate no meu golzinho zerado, perto da fronteira com a Cracolândia. E ainda tentou arrumar treta comigo. Pra sorte dele, eu esqueci o facão e a motosserra na caminhonete. Nossa, cara.

Depois de conversarmos e ficarmos calmos e eu dizer que meu seguro cobriria e que eu estava justamente perto da agência do banco do meu seguro e que eu não cobraria nada dele, pensei que estava em paz. E, de fato, eu estava naquele momento porque vi um anjo. Ih, rapaz. Oh, rapaz. Viu um anjo. Viu um anjo. Será que é o que eu estou pensando? Vamos ver. Já viram um anjo, Klaus e Caio? É lindo. O que eu vi...

O que eu vi era uma mulher da minha idade, cabelo com mechas vermelhas, 1,50m de altura, camiseta do Red Hot Chili Peppers, blusa de couro, olhos cor da manhã e lábios cor de cereja.

Olha só, o cara ficou até poético aqui, hein? Que isso. Chonado o nosso amigo José. Tava resolvendo um perrengue de trabalho longe de casa e acabou se envolvendo em um acidente, mas ele ainda achou espaço no seu coração pra se encantar por uma donzela, hein? É, Klaus, porque nos momentos de dificuldade, Klaus, é que às vezes a gente consegue enxergar a beleza, né, cara? Pois é. Apareceu esse anjo aí na frente dele nesse momento difícil.

Aí ele diz, seu rosto tinha a beleza de uma tarde sertaneja, referência ao modão feitiço espanhol. O quê? Desconheço. Porra, aí é foda, né? Desconheço. Ela me perguntou se eu estava bem. Me deu toda a razão e me ajudou a acalmar os nervos.

conversamos um pouco e ela disse estar atrasada pro seu trabalho, e lá se foi a mulher mais bela e perfeita deste mundo ah, então não foi só que ele viu mas a mulher foi lá acolher ele sim, no meio do acidente ela não só parecia um anjo Klaus, como agiu como um anjo foi lá e acalmou o cara, perguntou se estava tudo bem falou que ele estava certo que a culpa foi do outro é realmente uma aparição né cara, aparição pois é

Pô, ainda mais num local como esse, né, Clausinho? Esqueceu de citar isso. O cara estava na beira da Cracolândia ali, né, cara? É, na fronteira da Cracolândia. É. Nunca tinha visto tal ternura com um estranho. Ainda mais nesse lugar, né, cara? Pois é. Na hora, não lembrei de pedir o telefone.

E perdi a dama emo no centro de São Paulo, minha estrela de ouro. Pô, pô, Klaus, pô, tá aqui, hein? Se você que tem mechas vermelhas, 1,50m, camisa do Red Hot Chili Peppers, e já ajudou um rapaz que bateu o carro perto da Cracolândia, você ouve o Dois Empregos, entre em contato, vamos fazer esse casal acontecer, Klaus. Vamos.

A operação cupido aqui no Dois Empregos, hein? É isso. Manda aqui uma mensagem para a gente, ou lá no Instagram, ou pelo site, falando eu sou a moça que socorreu o José naquele dia. Se não for você, mas você se encaixa nessas características, pode mandar também. Vamos arrumar uma dama cover aí, bro. Se você gosta de José...

Mas como a vida é uma caixinha de surpresas, nem sei se o cara ainda está soltando, mas deve estar, né? Ele está escrevendo tudo isso, imagino que se ele está comprometido, a mulher ia bater nele. Mas como a vida é uma caixinha de surpresas, na hora de acionar o maldito seguro do Bradê Minosflau, segurador...

O robô maldito ficava desligando na minha cara. E quando chegava no atendente, mesma coisa, não falava coisa alguma com porra nenhuma e desligava. E como eu estava perto de uma agência do Bradem Nosflau, fui pedir ajuda do gerente. Primeiro, o gerente do setor de seguros me atendeu imediatamente, muito gentil e educado. Pose que já já ele ia perder. E disse que iria me salvar naquele momento tirano.

Só que não deu. Não por culpa do gerente, mas sim por causa do seguro. O gerente de seguros mandou a própria empresa à merda de tanta raiva que ele passou. Chamou a esposa dele, que era gerente geral, e adivinha? A mulher saiu de lá com o cabelo em pé, mas conseguiu. O guincho chegou e retirou meu carro, mas quem disse que o caralho do táxi chegava? Putz, cara, eu já passei por isso.

de esperar esse socorro de guincho que vem depois um carro para te levar. Isso. E os dois demorarem muito, assim, de passar a noite na rua mesmo. Terrível. Desesperador. Ele fala, bati o carro meio-dia e eram seis da tarde e nenhum sinal do amaldiçoado. Tomei café, passei nas lojas, comprei coisas, tomei mais café e nada dessa merda chegar. Estava quase pagando mil reais para um taxista qualquer me levar de volta para São Bento do Sapucaí até que a criatura chega com um carro GNV.

As birras do mecânico, né, cara? Tá aí uma coisa que eu nem ia reparar, mas ele já ficou com a pulga ali. Qualquer merda que tivesse de errado, o carro explodia. E o miserável ainda tava de tanque vazio e eu tive que esperar 30 minutos pra encher o tanque. Ah, tem essa, né? É mais lento, então, o abastecimento. Conclusão final. Não invente sarna pra coçar. Toda boa ação tem punição. E quando puder, se declare pra mulher que ama. Que ama ele já...

Ficou apaixonado. Apaixonou, cara. E por fim, nunca contratem seguro de banco. Enfiar um joystick de Atari na bunda é mais sábio que isso. Que isso, cara? Caramba, cara. Que indignação, hein? É, cara. Indignação. Mas você vê como é que é o homem, né, Claus? A mulher deu uma atençãozinha ali pra ele. O cara já ficou...

apaixonado, cara. Apaixonado, cara. Apaixonado. Mas a atenção de mulher bonita às vezes faz com que o cara fique emocionado mesmo. É, é. Ainda mais inesperado, assim, né? É, no momento difícil, né? Pois é, rapaz. Que fase. Vamos tentar promover esse reencontro, viu, José? Vamos tentar. Vamos tentar. Entre em contato conosco se você é essa dama ou se você parece com essa dama, né? Quem sabe. Exato. Certo?

É isso. Um abraço aí, José. Dias melhores aí para você, viu? Vai se benzer. Boa. Grande abraço.

Bora pra próxima, Klaus, que a próxima quem mandou foi o Drauzio. Ele diz o seguinte... Olá, Kim, John e nosso maravilhoso editor 1. Vocês estão bonzinhos? Mais uma vez, seu amigo da vizinhança, Drauzio, com mais um encontro de estranhos e doidos no comércio. Estranhos e doidos é do GTA, né, Caio? Que tem aquelas missõezinhas estranhos e doidos. Você sabe de onde é referência, Caio? Não lembro disso não, cara. Faz muito tempo que eu joguei.

Não, eu voltei a jogar, cara, essas semanas aí. E aí eu lembrei disso, cara. Eu acho que a referência é isso, né, cara? É, eu joguei no Google aqui. É isso mesmo, inclusive. É uma série de missões secundárias de um dos protagonistas do jogo. O cara tá lembrando de missão secundária. Tá curtindo o GTA, hein, cara? É, eu sou um gamer, né, Cláudio? Eu sou um gamer.

Eu jogo pra acompanhar minha esposa, quem gosta mesmo é ela. Ah, eu tô tentando trazer minha namorada para o mundo gamer, viu? Boa. Aí ele fala, antes de iniciar a sidequest dessa semana, uma breve atualização. Lembram da velha que só vinha trocar notas de 50 e de 100? Por encresça que parível, ela aprendeu a lição e agora vem fazer compras e paga com cartão. Pô, maravilhoso, maravilhoso. Ensinou a velha a usar o cartão, cara. Parabéns.

Eu venci a senilidade, ele diz aqui. Pois bem. Ele tinha raiva da velha, você lembra? Porque ela escreveu a palavra velha umas 20 vezes na história. Ela era muito velha, falava que nem velha, usava palavras de velha. Pois é. Aí ele fala, Pois bem. Nessa semana venho lhes contar com imensa emoção o dia em que eu quase saí na mão com um pai de santo. Que isso? Que isso, cara. Por causa do famoso e amado jogo do bicho. Rapaz, a história tá carimoso.

Vamos ver. Era um dia frio. Nuvens escuras dominavam os céus e o vento gélido acariciava os rostos com ferocidade. O armazém estava parado e quieto. Dava pra ouvir o bater de asas de um mosquito. Até que então surge o protagonista da nossa fábula. O seu Adriano, pai de santo. Seu Adriano trajava vestes completamente brancas. Calça, camisa e um chapéu fedora.

Branco esse sendo quebra única e exclusiva, única e exclusivamente. Acho que ele quis dizer branco esse sendo quebrado, única e exclusivamente. Por uma fita vermelha carmesim em seu chapéu. Seu Adriano entra, reclama da longa jornada que estava tendo e pergunta. Você faz aquele jogo do bicho aí, pressentindo o perigo e o caos, uma vez que nunca havia visto seu Adriano pelo bairro? Respondo meio receoso que sim.

Cara, jogo do bicho não é crime, Klaus? Então, é por isso que ele tava com medo de falar que faz, né? Mas tá confessando aqui na nossa DM, é isso? Tá confessando aqui na DM que faz lá o jogo no balcão da loja, né? Rapaz. O mesmo lugar onde passa troco em moeda pra 100 horas, também faz jogo do bicho. Faz jogo do bicho, beleza. Aí ele fala, ele pede pra fazer um jogo pras 11 horas.

E jogou o número 413. Lembrem-se, pois será importante. Cara, eu nem sei como funciona o jogo do bicho, hein, Cláudio? Mas enfim... Eu também não sei, cara. Eu sei que é um tipo de loteria mesmo, né? É, é. Jogo de azar. Eu sei que tem lá os animais, que significam um certo grupo de números, mas não sei como se dá o sorteio, quantos números são sorteados. Eu confesso que eu não sei mesmo. Eu acho que nada disso é problema. O problema deve ser de onde vem o dinheiro do prêmio.

É, pois é. Enfim, seu Adriano, muito conversador, começou a contar de suas andanças. Disse que gastou 500 mil cruzeiros em um boteco e recebeu como troco uma nota de 200 reais novinha. Bem como ficou falando de sua época de jovem e como as mulheres se derretiam por ele.

Oh! Aliás, uma correção aqui, Caio. Eu joguei no Google e tem muita gente discutindo lá no Reddit que é crime, não é crime, é apenas uma contravenção penal, tem gente falando. Ah! Então tá bom. E tem muita gente falando que é proibido, mas se quiser pode.

Uma brasilidade aí que acontece. Eu, como um bom mestre da arte marcial, um mariola pra louco, apenas sorria e acenava com a cabeça. Seu Adriano, cansado de contar mentira, digo, suas histórias vividas, levanta-se e vai embora. Passam-se as horas, o vento se bila forte lá fora, quando vejo...

Seu Adriano havia emergido novamente no armazém, solicitando o resultado das 11 horas. Acho que é o resultado do sorteio, né? Uhum. Lhe entrega o caderninho do bicho. Ele aprecia calmamente o resultado, o qual foi 014. E me diz com tom de autoridade. Hum, ganhei! Ele apostou no 413, Claus. Deu 014.

Falou que ganhou. Puts. Eu lhe respondo. Que bom. O senhor tá com o talão do jogo aí? Sua afeição muda. De um senhor falador e alegre para carrancudo e ressentido e me avisa. Me roubaram o talão, rapaz. Ah, pronto. Prontamente eu entro no sistema do bicho. Quando é feito um jogo, é registrado um número do talão. E quando há vencedor, é tirado um extrato com um número e o valor que foi ganho. Porém, houve um problema. Não havia nenhuma indicação de prêmio.

avisa o seu Adriano que não havia prêmio para as 11 horas e disse que se ele havia ganhado com o número 014, foi em outro lugar e não aqui. Seu Adriano se enfurece. Como eu não joguei aqui? Deixa eu pegar o talão. Ué, ele não tinha roubado? Não tinha sido roubado?

É, pois é. Ele vai até sua bolsa de roupas e pega o talão, que até cinco minutos atrás havia sido roubado, jogando com ferocidade o talão em minha direção, o qual cai suavemente no balcão. Confiro com calma.

Não era a primeira vez que alguém tenta passar a perna com o jogo do bicho. Lembram que destaquei a importância do número que ele havia jogado? Pois bem, ele jogou 413 e deu 014. Já sabendo o que iria acontecer, eu aviso. O senhor jogou 413 e o resultado foi 014. O senhor não ganhou, infelizmente. Revoltado e librada.

Você disse que eu não tinha jogado aqui. Olha o talão na tua mão. Eu joguei sim. Você tá mentindo pra não pagar o prêmio. Ah, pronto. Ah, esse cara tá na má fé, cara. Desde o começo ele tá na má fé. Que isso. Não, porque tem duas discussões sendo feitas aqui, Cláudio. Uma é se ele ganhou ou não. E a outra é se ele jogou lá ou não. O fato dele provar que jogou lá não prova que ele ganhou. Beleza, mas o fato dele ter jogado um número diferente do que ele saiu...

valida a necessidade de discutir qualquer outro assunto. Exatamente. O cara jogou um número e saiu outro, pô. Não importa mais onde foi, se ele tá, não dá algum talão. Já era, amigo. Perdeu. Mal perdedor. Pois é. Explico mais uma vez que pra ele ganhar, ele deveria acertar todos os números na mesma sequência. É. O que não ocorreu com o jogo dele. Ele sai irado com a situação e começa a reclamar com a minha mãe do lado de fora do armazém.

O rapaz tá mentindo, ele tá me roubando e não quer pagar o meu prêmio do jogo. Nessa hora, sinto meu sangue borbulhar. Eu tentei explicar ao velho duas vezes com a maior calma do mundo, que ele não havia ganhado e o porquê dele não ter ganhado.

E ainda assim ele me saiu me chamando de mentiroso e ladrão. Com um impulso de fúria, cato o caderninho do bicho e o jogo dele, bato o caderno contra uma parte de ferro do balcão, aquele estalo alto se propaga pela rua inteira. Vou em direção ao velho e com toda a delicadeza que ainda havia em mim explico. Ô seu velho fudido!

Ó a delicadeza. Ô, seu velho fudido. Tu quer confusão? Então vamos ter confusão. Tá vendo a caralha desse jogo? Tu tá vendo essa porra desses números? Consegue entender que essa bosta aqui... Mostra o jogo pra ele. É diferente da porra do resultado, seu fudido. É, eu acho que ele foi claro aqui. Ele arregala os olhos. Suas pálpebras tremulam freneticamente. O que antes me acusava de roubo, agora fala mansinho.

mas você disse que eu não tinha feito o jogo aqui. Olha o meu jogo na tua mão aí. Você não quer me pagar. Ah, não é possível. Ah, não, cara. Não é possível. Lidar com esse tipo de pessoa, cara, não faz bem para o ser humano. Você acaba passando por um processo de pinterlização, onde depois qualquer um que falar com você, você vai ficar reativo, tá ligado? Porque não tem como você sair dessa e aceitar que a vida continua, cara.

Como que pode você estar de boa na sua? Entra um cara disposto a te achacar por um dinheiro que não é dele, insistir, envolver os outros no meio, lá fora falar mal e voltar. Isso é sacanagem, cara. Cara, eu tô pensando aqui, esse cara era pai de santo, né, Clóvis? Talvez, talvez alguma entidade tenha passado pra ele o resultado do jogo do bicho e passou o resultado errado, certo?

E aí ele não tá nem cogitando que ele jogou no número errado, porque ele tá confiando na entidade, entendeu? E aí, agora, ele só tá querendo ganhar a discussão de se ele jogou ali ou não jogou ali. Ele nem se ligou que a discussão que importa não é essa. Não é essa. E, aliás, diga-se de passagem, mais feio ainda, né, Karen? Se tratando de um líder religioso... Pois é, pô. É uma brincadeira. Geralmente, ali, faz, às vezes, de conselheiro pras outras pessoas.

O cara tá arrumando confusão em porta de loja por causa do jogo do bicho que ele perdeu, né? Pois é, pois é. Aí ele falou assim, tranquilamente eu respondo, enfia a porra desse teu jogo no cu.

Que isso, cara. Pai de santo, cara. Tu errou a merda dos números e tu ainda quer ganhar? Seu arrombado, tá querendo bancar o malandro pra cima de mim, seu corno. Após essa explicação levemente mais enérgica, seu Adriano compreende o que havia acontecido. Ele entendeu realmente que não ganhou. Pegou suas coisas e saiu correndo com calma e olhando para trás. Se correndo com calma, hein? E olhando para trás, se certificando de que eu não estava o seguindo.

Enquanto eu mandava palavras de boa energia para ele. Eu falo para você, cara. Ele passou aqui pelo processo de pinterlização. Depois dessa situação, o cara é só ódio e tremedeiro. Ele acaba passando o resto do dia assim. Se alguém chegar para ele e falar, boa tarde, o que foi? Não tem como. Coitado de quem entrou nesse armazém logo em seguida, hein, cara? Acabou pagando o preço.

Com esse tumulto, alguns vizinhos saíram para ver o que ocorria, dos quais, ao olharem em minha direção, voltavam para suas residências. Perdão pelo longo relato, espero que tenham gostado. Um grandioso abraço para todos da maravilhosa equipe do Dois Empregos. E Silas, você já ganhou no bichinho? Ah lá. A Sila é carioca, é lá que tem, né? Ah, tem em todo lugar, tem em todo lugar. Em todo lugar? Não, aí vai responder aí para nós. Morre, porra!

A próxima aqui, Caio, é de um ouvinte anônimo. Ele diz, fala Dante, Ramon e Ledesma. Caraca, cara. Meu Deus do céu, cara. Faz tempo já que acho que eu perdi o trilho do que está volando. Ah, é uma pessoa só. É, Dante, Ramon e Ledesma. Cantor argentino. Caralho, velho.

É, tá bom. Vim através de uma indicação de ouvintes do Caixa Preta, um podcast de muito sucesso aqui do Rio Grande do Sul, com Arthur Gubert e Pedro Ismanioto. Do que se trata, hein? O Caixa Preta desconhece, Pedro? Mas não conheço, não conheço.

Mas pelo jeito indicaram a gente lá. Algum ouvinte indicou a gente lá. Muito obrigado. Obrigado aí. Um abraço para a galera do Rio Grande do Sul e do Caixa Preta também. Aí ele diz, a história que veio contar é com base nas histórias que já ouvi nos episódios de vocês e não ouvi nada parecido com essa.

Relação de amor e sexo em horário de trabalho com colega de trabalho. Pode? Como é que é? É proibido, mas pode, né? A galera faz. É, o pessoal fala que onde se ganha o pão não se come a carne, né, Klaus? Mas o que a gente vê na prática é bem diferente. Bem diferente.

Tem um amigo que tinha relações com uma colega de trabalho durante o expediente. O ambiente permitia que eles pudessem fazer o ato ali sem interromper, a não ser a chefe maior da corporação. Certo. Caraca, não vou dizer qual a empresa nem o ramo, pois é algo que penso ser até criminoso. E como ainda não prescreveu, tenho receio. Certo.

Eu também tenho receio, viu? Eu fico pensando se depois dos mais de 270 episódios vai chegar o dia que nós vamos ter problema por ler alguma história, cara. Espero que não, vamos manter assim. Até agora não teve, vamos manter isso. Mas o relato que meu amigo me contou era que rolava de tudo, desde bola gato, leia-se em inglês, até as demais variadas...

Posições que o próprio manual Kama Sutra desconhece. Que isso, cara? Tanto em horário de trabalho quanto após o expediente. Tinha bastante tempo e energia. Como é que pode, né, cara? A galera consegue cumprir a jornada de trabalho e ainda fazer uma jornada sexual à parte ali. É muito gás, né, cara? É, não deve cumprir direito a jornada de trabalho, né? Nossa.

É, isso é verdade. A menina era casada e ele também. Nossa! Trabalhavam a maior parte do tempo juntos. E quando resolviam fazer uma confraternização, levavam a família, mas ninguém desconfiava. Meu Deus do céu. Isso aqui tá com cara de programa do ratinho, cara. Tá.

Você lembra quando a gente estudava no colégio o triângulo da combustão, Caio? Triângulo da combustão? Não. É, porque o fogo precisa do calor, combustível e o comburente. Se falta um dos três, não tem. Aqui está se formando o triângulo da combustão. Mas é o triângulo da sacanagem, né? Isso. Sexo, trabalho e família. O cara tá tudo... O circo tá armado já pra pegar fogo. É, falta alguém riscar o fósforo só. É.

Mas aí vem o drama. Tudo durou por mais ou menos três meses. Diria que durou muito até, hein? É. Até que certo dia, depois de terem feito muita coisa durante o horário de trabalho, resolveram fazer um extra em uma determinada rua da cidade. Andaram alguns quilômetros em busca de um local reservado. Foram até o outro município próximo. Caramba. Mas nada agradava. É, devem ter ido em outro município justamente pra evitar a possibilidade de topar algum conhecido, né? Exatamente.

Até que resolveram voltar na rua que sempre iam depois do horário de trabalho. E estavam na maior pegação. Mão naquilo, aquilo na mão. Eis que ela, de vestido, tira a calcinha, tira o jubileu do rapaz pra fora. Jubileu. Jubileu é uma expressão de uma mala...

Malaquias, né? Malaquias é ótimo. Malaquias é de Portugal, né? Sim, sim. Tirou ali o Malaquias do rapaz para fora e sentou como se não houvesse amanhã. Estavam no ápice da loucura e do desejo. Até que se escuta uma batida no vidro do carro.

Era o marido dela. Rapaz. Eita! Agora ficou bom, hein? Agora o pau-tourou. Estava há dias desconfiado dos horários que ela chegava. Ficou de tocar e resolveu ir atrás. Pegou ela com a boca na botija, ou melhor. Com a outra parte no jubileu. Eita, que baixaria boa. Meu amigo conta que o coração dele parou na hora. É, rapaz. Pensou que o cabeça de carroça...

podia ter uma arma e finalizar os dois ali. É, é o que diz, né, Klaus, que mulher casada tem sabor de pólvora, né? Então... Tem sabor de pólvora. É melhor evitar, né, cara? E aí o cara já assumiu dois riscos, né? Justamente comer a carne onde ganha o pão e ir atrás de casada. Então a possibilidade dele ser... De ele acabar numa situação de suicídio com tiro nas costas aí é grande, né? Enorme, enorme.

Mas não, ele puxou o celular e começou a gravar. Ah, tipo, queria já produzir a prova material ali. E às vezes não é nem questão de judicial, viu, Caio? De prova só, não. Às vezes é questão de querer aquela vingança da humilhação, né? Do tipo, espera só tua mãe ver o que você está fazendo, sabe? É, cara. Eu vou ser sincero aqui, viu, Claus? Eu, particularmente, eu prefiro o corno old school.

Aquele que resolve na porrada, entendeu? Ou, sabe, porque... Pô, cara, ficou muito chato esse negócio agora de qualquer briguinha, nego, puxar o celular e querer filmar a treta, entendeu? Isso é insuportável, cara. Isso é insuportável. E quando a pessoa que está envolvida na briga não puxa, tem 10 em volta para puxar, né? Aí eterniza aquela briga, né? Não, não dá.

E você sabe que esses dias eu vi, cara, tava vendo no Twitter, passou lá exatamente o mesmo caso que esse de um corno que pegou a mulher com o outro e ao invés de fazer alguma coisa, ele tirou o celular e começou a filmar. E a mulher que tava traindo ele e o Ricardão começaram a dar risada.

Então, tipo, ele achou que ia humilhar ela por estar traindo ele. E ele é que saiu de corno humilhado, tá ligado? Então, cara, mas é que a gente cresceu num mundo onde o cara que era corno, ele fazia todo o possível pra esconder. Exatamente. Não queria essa reputação de corno. E agora o cara é corno e ele faz todo o possível pra divulgar. Pois é.

Às vezes faz até vídeo de quem me conhece e sabe, pô, de pijaminha e carinha triste e tudo mais. É inacreditável, cara. Eu também acho que falta ali a dignidade. Não, não dá. Se algum dia eu me visse em situação cornolística, eu me reservaria apenas ir embora e adeus. Exatamente. E nunca mais falar com a pessoa e pronto, entendeu? É, pô, manda tomar no cu e vai embora. Você fica ali filmando, você tá estendendo... Você preserva a sua dignidade.

Você está estendendo a sua humilhação, tá ligado? É. Imagina se isso pega com outras categorias de ofensa, né? O cara te assalta. Não, não, deixa eu filmar. Põe a arma aqui na minha cabeça. Olha o cara que vem assaltando aqui. Você estica a situação. Não dá, não dá. Mas enfim, começou a gravar. Até que ela se deu conta e saiu de cima. Tentaram, ela demorou um pouco. Demorou um pouco. Precisou de mais algumas...

Picadas pra cair a ficha. Tentaram conversar, mas nada adiantou. Quando você tá sentado em cima do cara, não tem eu posso explicar que resolva a situação. Dias depois, meu amigo conta que estava chegando da academia pra fazer seu treino diário. Eis que o guampa torta chega nele. Que guampa, dá Deus. Isso é uma gíria muito específica do sul, né? Nunca ouvi isso. Guampa torta, maravilhoso. Guampa torta.

pra torta, indivíduo valente, segundo aqui, Dr. Google. Logo ele pensou, filha da pô, vai me matar pra não ficar mais com ela. Eis a surpresa. Ele queria que meu amigo voltasse a fazer os cois com a mulher. Pois desde que o dia que ele viu os dois juntos...

Ela ficou muito mal. Ah, não, velho. Eu não acredito nisso. Ah, Cláudio, mas você viu, ó. A gente já estava falando desde o começo aqui, cara. Tem todos os sintomas de corno manso. Tem. Pois é. E aí, já teve comentários aqui no programa que a gente fica fazendo piada de corno. A galera fala assim...

pô, mas você tá zoando o cara que é a vítima. Não, aqui ele tá claramente, ele tá pedindo. O Corno Manso, ele é uma figura folclórica, entendeu? Não é questão de zoar a vítima, é questão que tem gente que tem uma vocação pra chifre. Tem. Não, e você vê que esse aqui, ele tanto tem a vocação, que quando ele deixou de possuir os chifres, se é que tem como, né, voltou lá pra implorar pro cara, pra voltar...

Tá a ser corno. Que loucura, cara. Nunca vi isso. Mas eu acho que guampa torta não é valente, não. Eu acho que tem a ver com chifre, viu? Porque apesar do Google ter falado pra mim que é valente, na busca de imagens, aparece várias coisas relacionadas à boia aqui. É o chifrudo, né? É o chifrudo. Deve ser, deve ser um chifrudo. Me salvei da galera me corrigir aqui nos comentários.

Vamos lá. Ah, voltasse a fazer os corres com a mulher, porque ela estava tristinha. E antes, quando tinha o Arrocha quase diário, ela ainda tinha disposição para fazer em casa. Ah, rapaz, ele quer que o cara faça o aquecimento da esposa dele para ela chegar em casa com mais energia, olha só.

Resumo da ópera. Meu amigo frequentou e dividiu o corpinho por mais um bom tempo. Cara, o que essa mulher falou pra esse cara em casa pra ter essa reviravolta? Porque quando ele seguiu ela desconfiado, ele com certeza tava indignado pra ter seguido. E agora ele tá disposto a negociar a situação.

Não, Klaus, eu não caio nesse papo não, cara. Eu acho que esse cara aí é daqueles caras que tem fetiche em ser corno, cara. Eu acho que ele já foi atrás para filmar porque ele gostou de ver. É, deve ser. Às vezes eles armaram essa situação aí para... Ah, é muito estranho esse papo, cara. Muito estranho esse papo. É estranho mesmo. Que isso, cara? O cara voltar lá e falar, ô meu amigo, volta a comer minha mulher, por favor. Que isso, cara? Não, é estranho. Que isso? Muito estranho mesmo.

Aí ele fala, e aí, seus contadores de histórias divertidas e alheias fariam o acordo? Aceitariam comer a mulher do outro com o outro sabendo? Sim. Não, não, não, não. Sem condições, cara. Essa situação é muito bizonha. Sem condição. Muito bizonha. Até porque aqui não foi, tipo, ah, o casal que tem um relacionamento aberto me procurou. Não, foi um negócio todo estranho, todo errado. Ah, tá louco. Pelo amor de Deus. Não, sem condição. Não tem treta.

Forte abraço para vocês. Estou escutando todos os episódios quase que diariamente. Escuto o mais recente aí quando eu finalizo ele e começo a ouvir os antigos. Hoje, dia 12 do 3, quando ele escreveu aqui, estou ouvindo o episódio 16 do The Office e dos mais recentes, o 253. Aceita, Xericardi? Logo eu zero a conta. Ele vai se encontrar no meio, cara. Boa, boa. É engraçado o cara estar ouvindo assim porque eu acho que deve ser meio estranho, né? Acho que o ritmo do programa era diferente. Foi evoluindo, né? É, vai mudando, né?

Logo eu zero a conta. Sucesso para vocês. Acho excelente essa ideia de podcast onde vocês misturam assuntos. O mais sério e pertinente para o mercado com os mais humorados que parecem histórias feitas por IA. E a gente está aqui antes da IA, hein, cara? É verdade. Desde antes da IA. Abraço para todos. Quato.

Ele termina escrevendo 4 com C, U, A, que eu também não sei o que significa. Muitas gírias sulistas. Vocês precisam mandar um dicionário do Rio Grande do Sul aqui pra gente junto. Que dificultou pra nós, hein? É. Nós aqui é interior de São Paulo, meu amigo. Interior com muitos R's. É isso, é isso, é isso. Cabe mais uma, né, Klaus? Cabe, cabe. Vamos lá, no pique. Então vamos.

A próxima quem mandou foi o Gui do Caminhão. Ele diz, fala Júlio na gaita e a bicharada no vocal. Voltei pra contar uma história bizarra. E ele já manda aqui em silão. Sobe aí o alerta de fezes. Atenção. Cuidado. É fezes. Esta história pode conter fezes, urima e outras nojeiras. Fezes com 99% de purê.

Nesses últimos seis anos trabalhando em transportadoras, aprendi que só tem esquisito nesse ramo. Após eu ser demitido da empresa que o meu chefe tomou chifre e transmitiu ao vivo... Ah, é ele, Klaus. Episódio 265 do Chifre Transmitido ao Vivo. Olha só, mais um corno, hein? Mais um corno. Pois é, hoje o episódio tá chifrudo. Tá chifrudo.

Enfim, depois que ele foi demitido, ele fala vim pra outra transportadora na oficina. A minha função, auxiliar administrativo. Uma maneira bonita de ser chamado de escravo de escritório. Nessa transportadora é consultado antecedentes criminais. Mas não adianta, pois o dono ignora e contrata. Já contratou um ladrão, traficante e um ladrão de calcinha. Sim, o cara ficou quatro meses preso por roubar calcinha da vizinha. Ah não, velho. Filho da puta, cara.

Não é possível um negócio desse, cara. Um dia, contrataram um chefe de oficina. Um cara estranho. A cara dele era daquele serial killer estadunidense. Vamos chamá-lo de Michelangelo. Vocês já vão entender por quê. Ô cara, uma observação aqui sobre o negócio do ladrão de calcinha.

Aí outra coisa que eu nunca entendi muito, o cara ter fetiche com calcinha. Às vezes a gente vê que no Japão até vendem calcinhas usadas pra galera que é fetichista. Mas não vem com a mulher dentro, então eu só fico confuso sobre esse fetiche. Eu não entendo bem. É tipo assim, você ir na lanchonete, Klaus, e você pegar só aquele papelzinho que fica embaixo da empadinha, entendeu? É.

Pois é. Pra mim não faz sentido, entendeu? Eu gosto da empada mesmo. A empadinha de camarão Me lembra tanto Uma bocetinha Pois é, Caio. Mas, enfim, tamo aí, né? Aí ele fala. Então chegou lá o Michelangelo, né? Que tinha a cara de serial killer.

Ele fala, ele começou a trabalhar, nada fora do normal, então me entregaram a pasta dele. E lá tinha a consulta de antecedentes. E deu positivo. Ele estava respondendo um processo trabalhista, pelo que entendi. Ele tinha uma pequena oficina, e aí é normal o funcionário processar patrão. Guardei e esqueci.

Então não é nem antecedentes criminais, né, cara? É um processo trabalhista e é outra área, né? É bem diferente de você ser processado por algum crime, né? Enfim, ele fala... Ele era birrento, enchendo o saco, falando que não gostava do café da tiazinha. E falava, café fraco, né? E a Reginalda, tiazinha, respondia... Faz você! Ou no dia anterior ao caso, ela disse... Fraco igual você deve ser na cama. Ih, rapaz! Ih!

Que isso? Os mecânicos riram e Michelangelo não gostou, ficando vermelho. No final daquele dia, ele ficou até tarde. Ninguém esperava o que iria acontecer. Na manhã seguinte, eu estava chegando e vi Dona Reginalda pra fora do banheiro vomitando. O que foi, Dona Reginalda? Perguntei preocupado. Ela se vira com os olhos cheios de lágrimas e fala.

Alguém cagou e esfregou no teto de gesso. Ah, não. Ah, não. Tinha tanta coisa, né? História que eu já tinha até esquecido que ia ser sobre fezes. Eu tava entretido aqui. Cara, por isso que chama Michelangelo, cara, Klaus.

causa do teto da Capela Sistina, provavelmente, né, cara? Pois é, pois é. Apelido maravilhoso, cara. Sensacional. Caramba, cara. O cara passou merda no teto, bicho, não é possível. Eu fiquei em choque e fui conferir, duvidando daquilo.

Fiquei alguns segundos paralisado ao ver aquela cena escatológica. O teto pintado de merda. Saí dali pra não vomitar com o cheiro. Caraca, cara. O dia se passou e o pessoal do TI viu o Michelangelo saindo do banheiro com as mãos sujas e lavando no pátio, cara. O cara ainda fez com a própria mão, velho. Que novo! Então o pessoal do TI acho que viu nas câmeras, né? Acho que foi isso que ele quis dizer, né?

Pois é. No fim, foi mandado embora. Uma punição justa. Ou mais ou menos até então. Lembra do processo que ele estava respondendo? Pois é. Ele discutiu com um funcionário, que trabalhava em uma filial da mesma empresa, mas em outra cidade. E como vingança...

Ele esfregou merda na maçaneta do carro do funcionário e cagou na mochila dele. Que isso? E segundo o funcionário, durante a audiência, Michelangelo disse, caguei mesmo, a sorte dele é que o carro estava trancado. Que isso, cara? Quer dizer, é um profissional da fezes. Não, o cara é o Capitão Cocô, ele resolve...

Tudo com fezes, cara. Não dá. Inacreditável. Que tipo de... Não, errado é quem deu alta, Caio. É. Que isso, cara. Cara, isso aqui não tem que ser processo trabalhista, não. É processo criminal. É. Passou da hora de ser tipificado a cagada terrorista, Clóvis. Pois é. Passou da hora de estar no código penal, entendeu? Cagada terrorista. Tem que dar cadeia nesse país, cara.

Não dá mais pra gente aceitar isso não, Cláudio. O cara é reincidente. Como é que um tapa na sua cara é crime, mas você botar a mão nas fezes que estavam no intestino de outra pessoa, não é. Tá errado. Tá errado. Tá errado. E nesse caso aqui, o cara é reincidente. Então, quer dizer, é a cadeia nele. Não tem outra. Pois é, cara. Não tem outra. Ele conclui aqui. Em resumo.

Após isso, o dono aceitou os antecedentes e começou a passar todos os candidatos pela psicóloga. Excelente, excelente. Aprendeu a lição. Um abraço e um beijo na nuca do Silão. Até mais para o melhor podcast CLT do Brasil.

O cara teve que instituir um psicotécnico porque os caras pintaram o teto com bosta. Cara, não é possível, velho. Não é possível. Agora todo mundo vai ter que passar por um exame psicológico. Não é uma crítica ao chefe. Tá certo o chefe nessa situação, mas assim, agora todo mundo vai pagar por esse crime, entendeu? É, exatamente.

O cara vai ter que fazer um teste. E se alguém perguntar, pô, mas pra uma vaga de transportador eu preciso mesmo fazer esse teste? Amigo, se você soubesse, você entenderia que precisa. Precisa mesmo. Doutor da razão. É, e assim, o teste nem é pra provar, assim, que você é, sei lá, super inteligente, que você se dá bem em determinadas situações.

Não, é apenas pra saber se você seria capaz de passar merda no teto. É basicamente isso. É, de cagar na mão e passar nas coisas, velho. A pessoa que faz isso, a alma dela já foi embora, cara. Foi embora. Eu não entendo. Eu fico chocado até hoje. A gente já tá, daqui a pouco, com 300 episódios e eu continuo chocado. Como que as pessoas veem nas fezes um instrumento de vingança, de resolução de conflitos. Né, cara? Porque eu... Velho, pra mim, eu não quero nenhum contato com minhas próprias fezes. Não importa a motivação.

mais que a dos outros, né, Cláudio? É, e não passa pela minha cabeça fazer algo assim. Aliás, eu digo mais, se me pagassem, falasse assim, não, a gente vai te pagar pra você cagar fora do vaso aqui, passar em algum lugar, eu falaria, eu não sou capaz disso. Eu vou ter prisão de ventre, entendeu? O meu cérebro bloqueia esse tipo de coisa. Não sai, cara. Eu não entendo esse desprendimento que a pessoa tem de todas as convenções sociais e de tudo, cara.

Pra chegar nesse ponto, viu? Absolutamente surreal. Cara, o cara botou fezes na mão e passou no teto, velho. Como que faz isso, cara? Com frieza, né? Com frieza, né? É, não, é inacreditável, cara. Tem que interditar um cidadão desse mesmo, viu? Quem é capaz disso é capaz de saber sei lá do quê. É, pois é. E nessa mesma história a gente já ficou sabendo que o cara é reincidente. E pode ter muito mais, né, cara? A gente só ficou sabendo de duas aqui. Às vezes ele é um serial killer da merda mesmo, cara. Ele é. Ele é um...

Um cagador em série, né, cara? Ele é um... É, um... Serial Fezes, exatamente. Serial cheater, né? Serial cheater, gostei. Gostei dessa expressão. É um serial cheater. Sem dúvida, cara. Se investigar, vocês vão achar vários outros crimes. É. Desde o... Do ensino fundamental. Ah, mas vem da infância, certamente, cara. Já vem cagando aí no armário do professor. Já vem cagando aí em vários empregos. É. Caraca, cara. Que história desgraçada. Mas é isso. Essas foram as histórias de hoje.

Obrigado aí, Gui do caminhão, hein? E cuidado, olhos bem abertos, viu? Nunca se sabe se tem um cara desse aí vivendo na sua cidade, cara.

Vamos agradecer, Caio, aos ouvintes? Bora, bora. Vamos lá, porque, galera, é o seguinte, graças à contribuição financeira e voluntária dos nossos ouvintes é que a gente pode manter o programa semanal, certo? Você contribui com o valor que você desejar, não tem nenhuma... É um compromisso com frequência, com...

quantidade, a gente só deixa valores sugeridos lá no site se você quer contribuir a 2empregos.com.br e eu começo agradecendo a galera lá do Plano Patrão Caião, que é o Oswaldo Brogliato Danilo Eduardo Estrela Lucas Peron, Thiago Gliçói, Caio Cesar Gabriel Rico e Ben Urbrião Boa, e lá no Plano Você é Louco tem eles Rodrigo Bastos, Sérgio Gonçalves Pedro Henrique Schneider, João Marcos Vieira André Esquenor, Anderson Alves e...

Débora Lancaster. Boa, voltamos então semana que vem. Com sorte aí com um programa mais limpinho. Até segunda-feira e tchau. Falou.

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