Episódios de Dois Empregos

#271 - Um DEDINHO de Tempero

13 de abril de 202642min
0:00 / 42:20

O Churrasqueiro tomou umas 🍻 e acidentalmente passou um tempero diferenciado no frango da festa! Um candidato vai pra uma entrevista e o dono da empresa mete um papo sobre aquele senhor alemão de bigode! 😬 E um programador descobre que má ação também tem punição! É o #MomentoMárcioCanuto - 🎧Sobe o som e desce o play! 🔊🔥
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🎙️Edição: Silas Ravani | Comercial: contato@klausaires.com

 

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Participantes neste episódio1
A

Adriano

HostJornalista
Assuntos3
  • História do churrasqueiro bêbadocasamento e a mãe da noiva · serviço de buffet · corte acidental e sangue no frango
  • História do programador e a chave perdidaperda de chave da picape · experiência de trabalho no Canadá · relação com o seu Steven
  • Entrevista de emprego bizarraperguntas absurdas na entrevista · discussão sobre Hitler · experiência de trabalho em marketing digital
Transcrição111 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Não preciso trabalhar, meu marido tem dois entretes.

Desempregados e desempregados da nossa grande nação brasileira. Começa mais um programa Dois Empregos. Eu sou o Klaus Eres e estou aqui, como sempre, com meu amigo Caio. Olá, Klaus. Olá, queridos ouvintes. Estamos aqui mais uma vez reunidos para tentar arrancar aquele sorriso do ouvinte. Klaus, vamos ver se...

conseguiremos, né? É verdade, Caio, estamos sempre na luta aí, mas antes da gente ir pra mais um clássico momento, Márcio Canuto, quero pedir aos ouvintes, se eles não estão a fim de arrancar um sorriso nosso, pra variar um pouco a dinâmica através de um apoio financeiro com o seu rico dinheirinho lá no 2empregos.com.br

Porque com o dinheiro que a gente recebe das doações dos ouvintes é que é viável manter o programa semanal com a edição terceirizada e os esforços de divulgação, né, Caião? Exatamente, cara. A galera tem que sacar, Klaus, que realmente faz muita diferença o dinheiro que os assinantes...

mandam pra gente aqui, pra gente poder pagar o silão, enfim, colocar o programa semanalmente no ar. Não é assim um... Ah, é um dinheirinho que ajuda ali, tal, não sei o que. Não, é fundamental. É fundamental. Se por um acaso a gente perder os assinantes, o programa cai, né, cara? Não tem como a gente manter. A conta é simples. Se o dinheiro em caixa é suficiente pra eu pagar a edição de 4 episódios por mês, temos 4 episódios por mês. Isso.

Se não é, muitas vezes a gente acaba batendo na trave, hein, Caio? Muito. Se não é, eu tenho que reduzir o número de episódios, infelizmente. Então, ajudem a gente aí a ficar fora dessa zona de perigo, com o valor que você sentir no coração. Isso que a gente chama de assinatura não tem qualquer fidelidade. A gente sugere valores mensais. Você pode contribuir um mês só, ou vários. Ou já adiantar tudo e fazer ali o anual. A gente ainda manda uma caneca para a sua casa.

E quem participa, vem pro nosso grupinho secreto, tem os sorteios de brindes, consulte lá as informações, tá tudo no nosso site, doisempregos.com.br. Boa, é isso. Considere ajudar o seu podcast favorito. É isso mesmo. E também no doisempregos.com.br é onde o pessoal manda as histórias que entram no... Dois Empregos, orgulhosamente apresenta... Momento Márcio Cânico! Aê!

gancho, hein? Você viu? Maravilhoso. Aqui é comunicação is my passion. Aliás, ô, Caio, falando em comunicação, você viu o cara que zerou a redação da FUVEST porque usou termos muito rebuscados? Eu vi, cara. Que doideira isso aí, bicho. Pois é, cara. Ele pôs umas frases, você viu que coisa absurda, cara? Eu não parei pra ver se o que ele escreveu faz sentido, né? Porque ele usou termos ali que eu nunca ouvi na minha vida, né? Faz sentido? Faz sentido.

Faz algum sentido, mas o zero foi merecido, cara. Porque ele escreveu o que dava para escrever em cinco linhas. Floreou, faltou com a clareza. É redundante, o texto é muito redundante. Ele repete as mesmas ideias num parágrafo e outro, com palavras diferentes e tal. Teve um amigo meu que falou, cara, será que esse cara estava usando algum miarro, um pontinho escondido, alguma coisa? Porque é estranho, cara. Não é um jeito natural de se escrever, mas pode ser a cabeça dele.

O que você pensa? O cara que tem esse vocabulário na cabeça, ele deve ter capacidade de escrever um texto mais coerente, né? Então, é realmente esquisito. Olha isso aqui, ó. Perpasse e altivez pela procela a grande eloquência condoreira em cuja máxima forismática revela a tétrica languidez do sofrer recônito. Caralho, é maravilhoso. Aí, cara, zerou e tá processando a faculdade, cara.

Aí eu falei, mano, ele quer entrar no curso de direito, confundindo a banca com a redação complicada e profissão da faculdade. Dá logo o diploma, precisa fazer o curso. Já é, é um Sol Goodman. Já dá um honoris causa para ele. Ele é o Sol Goodman brasileiro. A gente não pode ficar sem um talento desse no nosso mercado de trabalho, cara. Pois é, pois é. Aí, pessoal, olha o padrão que queremos aqui para as histórias do Momento Mais Conuto, viu?

Até parece. Caraca, cara. Pô, não, o cara exagerou, né, bicho? Pô, se Machado de Assis lesse esse texto, ele ia falar, putz, não tô entendendo, tá ligado? Não, mas que tal? O Olavo Bilac não escrevia assim, pô. Todo mundo falou, ah, ele zerou por falar difícil. Eu acho que não foi por falar difícil, acho que foi porque não tem clareza nenhuma no texto, cara, é muito confuso. Entendi.

Tem sentido, ele tem uma mensagenzinha lá sobre como a linguagem muda ao longo do tempo e cria dificuldades para as pessoas expressarem suas angústias e tal. Daria para tirar 10 com a ideia dele, mas a execução foi tenso. Certo. Falando em redações de altíssimo padrão, Caio, vamos para o momento mais com a nota aqui?

Vamos ver, vamos ver se vai ter uma dessas hoje. Vamos ver. A primeira é do Vinícius, ele fala... Fala, Frodo e Sam Sméagos, você está preciosinho? Me chamo Vinícius, sou programador, mas é a história que trago hoje de quando eu trabalhava como jardineiro aqui na Terra-média, digo, Canadá, que aprendi que às vezes nenhuma má ação fica sem punição. Pô, no Canadá é o contrário, então... Que isso, galera? É, inverteu o hemisfério, né? É, inverte... É...

Assim como a água da descarga corre ao contrário, a punição também. Vim pra cá fazer uma especialização em desenvolvimento web. E quando terminei o curso, decidi ficar e tentar arrumar um emprego na área. O mercado de tecnologia por aqui piorou bastante nos últimos anos. E a média de tempo pra conseguir alguma coisa é em torno de oito meses, até pra profissionais mais experientes. Obviamente, sendo ainda um júnior, comigo não foi diferente e eu tive que procurar outro serviço enquanto não conseguia a vaga sonhada. Felizmente, logo consegui um trampo em jardinagem.

Como eu não tinha experiência em jardinagem, fui alocado como ajudante do seu Steven. Um senhorzinho baixinho, forte, peludo, que fumava como uma chaleira e tinha pés desproporcionalmente grandes em relação ao corpo. Exatamente como você descreveria um hobbit. Ah, tá explicada a temática que ele escolheu aqui. Seu Steven era muito bondoso, me ensinava o serviço com gentileza e tolerava meus erros de principiante com muita paciência e sabedoria. com muita ferroa.

Era um software de Gandalf rodando no hardware de Hobbit. Essa redação aqui tá boa, né? Tá boa, tá boa. Essa, se eu fosse banca, tava provadíssimo na FUVEST, hein? A maior parte do serviço consistia em recolher folhas secas e detritos das propriedades e em cada local que íamos, sempre voltávamos com latões de lixo de 100 litros cheios de entulho que carregávamos na picape da empresa.

O emprego era braçal e sofrido, mas pelo menos eu tive a sorte de ter um parceiro e tutor como o seu Steven, que ajudava a deixar a labuta mais leve. Onde que vinha a desgraça aqui, cara? Até agora tá tudo muito bom, tudo muito bonito, né? Apesar do emprego ser meio arrombado, né, cara? Você ficar recolhendo folha e tal, não é fácil, não. Pra quem sai do Brasil em busca de algo melhor, né, cara? Não é fácil, não. É, mas muitas vezes o começo é esse perrengue mesmo. Exatamente.

Eis que em um belo dia quente de verão, fizemos um serviço numa grande propriedade no centro da cidade, que levou a manhã inteira pra concluir. Terminamos por volta do meio-dia, e nós dois estávamos exaustos e famintos, esperando a hora de voltar pra picape pra comer e descansar. Assim que enchi o último latão de lixo, comuniquei ao Steven que já estava voltando pra picape.

Vendo que eu estava morrendo de fome, ele prontamente entregou a chave do veículo para que eu pudesse começar a almoçar logo, já que ele ainda não tinha terminado sua parte do serviço. Peguei a chave e, em vez de guardar no bolso da calça, decidi levar na mão mesmo. E este, meus amigos, foi meu grande erro. Como o latão estava pesado e eu tinha que carregá-lo com as duas mãos...

Uma das mãos tive que dar jeito de segurar tanto a alça do latão quanto a chave. E assim que cheguei na picape, só queria me livrar logo do peso enorme. Então fiz um grande esforço pra levantar o latão e virar de uma vez na caçamba da picape, que já estava quase transbordando de entulho. Nesse momento, a chave escapou e caiu primeiro na caçamba, sendo impiedosamente soterrada pelo infinito conteúdo do latão. Putz, cara.

Só fui perceber a tragédia quando fui tentar abrir a porta da picape e notei que a chave não estava mais em minhas mãos. Ele nem percebeu que a chave caiu, cara. Ele não percebeu. Caraca, cara, agora ele vai ter que revirar 100 litros de lixo. Naturalmente, eu gelei em completo estado de negação. Revirei todos os bolsos, olhei dentro das luvas de carpintaria, dentro do sapato, do boné, dentro da cueca, ao redor da picape para ter certeza...

que o pior não havia ocorrido, mas não teve jeito. Aquela pequena chave estava no meio de todo aquele mar de entulho e para piorar o chaveiro era verde amarelado, a mesma coloração de folhas secas que ocupavam a caçamba. Putz, a chave era camuflada. Era efetivamente uma agulha no palheiro. Putz, cara.

E eu me preparava pra ter um piripaque do Chaves quando chegou o Sr. Steven com um latão de 100 litros de entulho, sorriso na cara, feliz por ter terminado o serviço em glória e já pensando no sanduíche e maço de cigarros que o esperavam dentro da picape. Vocês devem imaginar como foi horrível ter que olhar no fundo dos olhos daquela boa alma e dizer com a voz fraca e trêmula, Sr. Steven, perdi a chave da picape.

E o cara deve ter pensado, pô, mas eu te dei a chave há dois minutos e você perdeu no caminho? Como assim? Nem dá pra perder. Dali até aqui, né? Não tem como perder, né? A feição dele foi de alegria pra ódio num piscar de olhos. Igual o gif do Gus Fring. Aí ele mandou uma referência aqui. É, queria ficar sério de uma hora pra outra, assim.

Ele ficou louco, de um jeito que eu nunca tinha visto ele ficar. Começou a gritar e xingar, dizendo que o dia de trabalho estava arruinado e ele não ia poder voltar para casa, já que a picape também era o veículo pessoal dele. Me desculpei copiosamente, mas nada que eu dizia podia acalmar a fúria daquele projeto de Tasmania. Depois de se juntar a mim na procura, desesperada no topo da pilha de empulho...

Steven tirou uma lona enorme da caçamba, estirou no chão, pegou uma pá, me entregou outra e disse, vamos esvaziar a caçamba e procurar por camadas. Meu Deus, cara. Eles tiveram que refazer o serviço. Retrabalho, né? Pois é. Ao contrário do que muitos pensam, o verão do Canadá pode ser tão rigoroso quanto o inverno. E aquele dia, em particular, estava fervendo.

E lá ficamos nós, no sol do meio-dia, famintos, desidratados, descarregando uma caçamba que tínhamos passado a manhã inteira, enchendo num sol de 35 graus, procurando a maldita chave, enquanto o nosso almoço e água nos observavam de dentro da picape. Inalcançáveis. Cara, eu já citei isso em alguns outros momentos. O ingrediente fome torna tudo pior, cara. É, rapaz, torna. Exatamente isso que eu tô pensando. Eles com fome...

A natureza fazendo o seu trabalho ali, né, Caio? De deixar a comida geladinha e a água quentinha para eles quando eles finalmente abrissem o carro atrasados, né? Não, e num calor de 35 graus, cara, dependendo do lugar que eles armazenaram essa marmita aí, meu amigo. Sei não, hein? Pois é.

Seu Steven só não fez picadinho de mim naquele dia porque nossa motosserra também estava dentro da picape. Meu Deus. Depois de não sei quanto tempo ele desistiu de procurar, ligou na sede da empresa, explicar o que tinha esquecido e pedir por uma chave reserva. Por ser o horário de pico no centro e a empresa ficar do outro lado da cidade, o tempo estimado para o reforço chegar e nos acudir era de mais de uma hora. E devo dizer, foi a hora mais longa da minha vida.

Eu tô angustiado só de ler. Continuamos procurando por toda a propriedade... Sabe por quê, cara? Às vezes eu fico nervoso porque eu tô meio... Em cima da hora de um compromisso e não acho o meu celular. Sim. Já dá uma batedeira, tá ligado? É. Imagina isso aqui, cara. Que raiva. Continuamos procurando por toda a propriedade e nos apegando num fiapo de esperança que talvez a chave tivesse caído no meio do caminho. Depois de revirar todo o perímetro duas vezes, resolvi voltar pra picape e continuar procurando na caçamba, que ainda tava meio cheia, enquanto Steven continuava revirando cada pedaço daquele lugar. Certo.

Certo de que seria demitido assim que voltasse, já estava planejando a viagem de volta ao Brasil, quando em determinado instante vi algo cintilar no meio do lixo enquanto um cor angelical parecia soar ao meu redor. Era bendita a chave. Aê, caralho. Caros leitores e ouvintes, palavras não são suficientes para descrever o tamanho do alívio que senti naquele momento. Emocionado, corri para avisar para o seu Steven que nossa busca infindável tinha acabado.

E pude ver em primeira mão a transformação do Hobbit em Gollum dele, que tascou aquela chave das minhas mãos como se fosse o próprio anel. Literalmente rindo e saltitando de felicidade. Imediatamente abrimos a picape, ele ligou de volta para a empresa para avisar que tudo havia se resolvido e não precisava mais de ajuda. E que já estavam aos três blocos de distância.

A ajuda estava chegando, então. Depois de comermos nosso muito esperado almoço e enchermos a caçamba com o entulho de volta, seguimos viagem para tentar acabar o resto do serviço do dia. Mesmo depois de todo o estresse que eu fiz ele sofrer, o Steven me perdoou completamente. Continuou falando comigo e me tratando bem, como se nada tivesse acontecido. Pô, o cara é da hora mesmo, né, bicho? Firmeza. Legal. Firmeza.

E foi um acidente, né, cara? Não dá pra dizer que foi um negócio que você fez, assim, de uma extrema irresponsabilidade. É, não, não. Apesar de todo esse sofrimento causado pela minha má ação, acreditem, minha punição não tinha sequer começado. Meu Deus. Naquele dia, eu tinha marcado de encontrar a namorada depois do trabalho. E por conta do ocorrido, o expediente terminou bem mais tarde. Então, eu tive que sair literalmente correndo pro local do encontro assim que saí do serviço. Chegando lá, todo sujo e suado, descobri que a garota queria me encontrar naquele dia justamente pra terminar por buscar.

Caraca, velho Nossa, cara Desgraça não podia vir só, né? Tinha que vir Tinha que vir com Acompanhada Combo O relacionamento não ia bem E eu já estava pensando Em acabar mesmo Mas mesmo assim Um término é sempre Uma situação merda De se passar Se ele estava pensando Em terminar Mas não tinha certeza

Eu acho que rola aquela coisa também do... Bom, eu vou falar uma coisa mesquinha aqui, mas vocês que estão ouvindo, não vão me julgarem fingir de santos, porque passa isso pela cabeça da pessoa. De, putz, era pra eu ter terminado antes. Você se sente meio derrotado. Pô, já estava ruim, mas era pra eu ter terminado. Porque o ruim não era eu, você nunca pensa que o ruim é você. Exatamente. Pra ela estava bom, estava ruim pra mim. É, então...

Acontece, meu amigo, eu entendo esse sentimento, viu? Ele não falou aqui que ele se sentiu assim, mas eu... É, eu falou. Eu imagino porque eu já me senti assim na minha vida, de que tá querendo terminar um relacionamento, não sabe bem como, e aí vem, infelizmente, esse acontecer. E às vezes não é nem que você não sabe como, às vezes você tá pensando assim, vai que ainda melhora. É. Que a gente sai, né, dessa situação meio merda, né? E aí vem esse balde de água fria.

Esse acontecimento foi apenas o aperitivo da punição. O que é isso? Meu Deus do céu. O que é isso? Ainda vem mais, cara. O que é isso, cara? É, cara, é... Que falam, né? Sorte no jogo, azar no amor, não sei o quê, né? Aqui a vida se equilibra. O cara tem um chefe legal, tolerante, gente fina. Porém, no momento que ele saiu do serviço... É que começou a merda. Assim que voltei ao meu prédio, levei a mão ao bolso para pegar a chave, ela não estava lá. Sim, meus queridos. Agora a chave que eu perdi foi a do meu prédio. Ah, não. Ah, não.

Aí eu já passo a desconfiar Que ele tem algum problema específico com chaves, cara Que isso? Pois é, cara De repente você tem que comprar aqueles negócios de tiozão De você prender a chave no passador de cinto, tá ligado? Caraca, cara Da mesma forma como eu tinha feito mais cedo Revirei a bolsa, bolsos, boneco, é Que todos os outros lugares onde essa chave podia estar Mas ela não estava em lugar nenhum Meu Deus

como o mais perfeito exemplo da milenar lei de talhão, o que eu tinha feito com o pobre senhor Steven, agora acontecia comigo no exato mesmo dia. Cara, eu estou achando que foi o seu Steven, que na verdade não é tão bom assim, que foi lá e sabotou você e roubou sua chave, cara.

Será? Ah, eu acho, cara. Já a ponto de coringar completamente, reuni um pouco de sanidade que me restava pra ligar pro primeiro chaveiro que apareceu na minha pesquisa desesperada no Google, que me disse que chegaria em 30 minutos. Mas era claro que ele não chegaria em 30 minutos. Assim como eu obriguei o seu Steven a esperar horas pela chave dele, eu tive que esperar quase duas horas pra...

Aquele miserável daquele chaveiro chegar no meu apartamento. E depois de duas horas refletindo sobre todas as decisões de vida que me levaram àquele ponto, o chaveiro chegou e terminou de piorar meu dia a cobrar 250 dólares. Meu Deus, é. É, ele coloca aqui quase 900 reais, né, cara? Pois é. Será que hoje seria... É o dólar canadense, né? Ah, o dólar canadense. Ah, tá. Então, deve ser isso mesmo. Caramba, cara. Quase 250... Cara, 250...

Isso aqui é foda, eu lembrei um dia que eu me tranquei para fora de casa aqui, né? Na real, a meu molho de chaves, a do carro é junto com a de casa. E aí eu deixei o carro no mecânico e pela primeira vez na vida, eu esqueci de separar as chaves antes de deixar com o mecânico e fui embora. Mas não fui direto para casa. Eu estava animado, queria andar a pé, fui, passei no mercadinho, enrolei, não sei o quê, cortei cabelo, cheguei em casa, putz, ficou no mecânico, o mecânico já fechou. Nossa.

Aí ligava, não atendia, falei, agora durmo para fora, pego o Uber até a casa do Silas, o que eu faço, né? Aí eu pensei, não, eu moro perto do chaveiro, vou ver se o cara não vem aqui, às vezes ele cobra qualquer cinquentinha aí e já abre aqui. Aí ele, não, não, beleza, manda uma foto aí da tua fechadura. Na hora que eu mandei a foto, ele, cara, você teve muito azar, porque se fosse qualquer outra marca, eu abriria rapidamente e cobraria barato. Mas eu vou ser sincero com você, essa daí fica uns 300 reais, porque é uma das fechaduras mais difíceis que tem de abrir. Caralho!

É uma notícia boa que você não queria ouvir nesse momento, né, Cláudio? Exato, exato. Se fosse um bandido tentando entrar, eu ficaria feliz, mas era eu tentando entrar. E a minha chave, a única chave reserva que eu tinha estava dentro de casa e eu me tranquei para fora, então não ia dar certo. Aí, cara, eu tive muita sorte que eu falei, ó, se eu não achar outro jeito, eu te ligo de volta. E aí não precisou porque eu acabei conseguindo, depois de muita insistência, falar com o mecânico e mandar um Uber Moto lá buscar a chave para mim. Aí saiu bem mais barato. É, mais barato que R$350.

Mas desde então eu tenho amigos que têm cópia da minha chave fora da minha casa. Porque eu só fui me preocupar com isso depois do perrengue, né? As a gente só se preocupa depois. É isso. Aí ele fala que ia ser isso, 250 dólares, serviço que ele fez em 10 segundos. Caraca, cara.

Pô, eu vou falar para você, hein? Atenção você que nos ouve do Canadá. Nunca precise de chaveiro no Canadá, hein? Está muito absurdo esse preço aí. Ou então vire chaveiro no Canadá. Ou vire chaveiro, é, é. É verdade. E assim teve fim o meu dia 29 de julho de 2025. Cara, esse dia ficou guardado para sempre na memória, hein, cara?

que foi um soco atrás do outro, né, cara? Chego aos meus 35 anos de idade sem lembrar de nenhuma data de término de namoro, mas eu acho... E nem de lembrar de data de ter me trancado para fora. Agora, pelo fato de ter tudo acontecido no mesmo dia, ele guardou a data, cara. É. 29 de julho de 2025. É, ficou marcado, cara.

Um dos dias mais desgraçados. Felizmente, não fui demitido porque consegui encontrar a chave da picape a tempo, em tempo. E dias depois, revirando o interior da picape, descobri que a chave havia caído debaixo do banco do passageiro em algum momento. Da maneira mais poética que a justiça pode ser. A punição por ter perdido a chave da picape foi perder a minha chave na própria picape. É, a picape engoliu a sua chave, na verdade.

a teoria do Caio tá fazendo mais sentido aqui. É, cara, eu não duvido, eu não duvido, cara. Eu não quero abalar relações aqui, não é minha intenção que o cara, depois de mais de ano aí, mais de ano não, não chegou a dar um ano, mas enfim, depois de quase um ano aí o cara tretar com o seu Steven, mas eu desconfiaria, viu, cara? Sei não, é mão leve do seu Steven.

Pois é, cara. Ele fala que umas três semanas depois consegui o meu emprego dos sonhos como programador e minha vida melhorou muito desde então. Nunca mais tive contato com o seu Steven, mas sei que ele nunca mais vai confiar a chave da picape para nenhum outro aprendiz. Adoro o podcast de vocês. Quem me fez companhia durante longas horas em que fiquei recolhendo folhas durante aqueles tempos. Ah, que legal, cara. Ele ouve a gente desde... Pô, da hora. Talvez naquele dia a gente estivesse lá, Caio. É isso, cara. Pô, bizarro isso, hein? É.

Pois é. Obrigado por terem lido minha história e vida longa ao Dois Empregos. Obrigado por mandar, cara. É nóis, estamos juntos. Um abraço. E, cara, cuidado com o tipo de calças que você usa, viu? Porque quando eu coloco uma calça mais leve, assim... Essas calças de ginástica ou moletãozinho, não sei o quê. Tem que tomar mais cuidado.

A minha chave tende a querer escorregar para fora do bolso quando eu estou dirigindo. É, ela não tem a aderência da jeans, né? Eu já tive que descer de elevador de novo lá para procurar no chão do carro alguma coisa que ficou para trás. Uma carteira, qualquer besteira que tivesse no meu bolso. Já aconteceu algumas vezes, viu? Você tem razão. É isso. Então, cara, um grande abraço aí para o nosso ouvinte Vinícius e um abraço para o Steven também, mas não sei, eu estou desconfiado desse velho, viu, cara?

Ai, ai, cara. É, só falta a ex-namorada dele também ter perdido chave por aí, né? Era o dia, às vezes era o dia. Tá certo, fica a lição. Vire chaveiro no Canadá. Bora pra próxima. Bora, Caião.

A próxima quem mandou foi o Adrianos. Ele diz o seguinte. Fala Chaves, Kiko e Chiquinha. Vocês estão bonzinhos? Estão bonzinhos. Aqui é o Adrianos. Sou motorista de aplicativo e faço uns bicos de churrasqueiro às vezes.

Nossa, esse cara tem história, hein, cara? É maravilhoso, hein? Que combo, que combo. É o combo da alegria, hein? Acompanho o podcast desde o episódio 8 e sempre ouço enquanto estou no trânsito. Minha história é sobre os bicos de churrasqueiro que eu faço, ou fazia. Já vão entender. Ele fazia com o meu pai, ele fala. A grande parte das festas de aniversário ou casamento eram tranquilas. Nada muito fora da caixa. Um bêbado falando bobagem, uma tia reclamando do bolo, a sogra reclamando da família da esposa. Nada além do normal.

Mas a história que venho contar, em que foi a minha última aventura como ajudante do meu pai, foi em um casamento onde iríamos oferecer o buffet completo com arroz, salada, vinagrete, farofa, além das carnes. Quero. Rapaz, foi a fome que eu estou, Cláudio. É, rapaz, nós estamos gravando sem jantar aqui. Essa gravação está acontecendo às 19 horas, tá? Dia útil, não jantamos ainda. É isso. Fiquei até triste com essa leitura aqui, viu? Mas está fácil.

Ele fala coisa tranquila. O sistema era self-service, então era só repor as comidas e as carnes. Além de eu e meu pai, que ficávamos por conta das carnes, foram duas ajudantes pra preparar os outros pratos e ajudar na reposição. Até aí tudo bem. Até a mãe da noiva chegar e já ir dando ordens.

Pra como se ela tivesse em uma rede de restaurantes com estrela Michelin. Falando como deveríamos fazer, o que deveríamos fazer, reclamando dos temperos e o pior de tudo, falando barbaridades sobre a própria filha e como ela tinha mau gosto pra escolher as coisas. Reclamando, obviamente, da refeição que estávamos fazendo e do sabor do bolo que foi encomendado. Puta merda. Nossa.

É casamento, ele falou. É a mãe da noiva, né? Cara, o duro de casamento, Klaus, é justamente isso, velho. É o estresse que envolve a parada, tá ligado? Parece que todo mundo quer dar algum palpite ali na festa e tal. Todo mundo já. É infernal isso aí, viu, bicho? Eu já vi casamentos sendo arruinados por causa disso. Eu acho que...

Quando eu casar, Caio, vou ver se minha namorada prova essa ideia, hein? Eu vou colocar no bolso do paletó diversos boletos. Aí, cada palpite, um boleto. Em vez de eu me estressar com as pessoas dando palpite, a gente já faz negócio, entendeu? Você quer dar palpite? Ó, o preço é esse aqui, ó. Já tira ali uma conta de luz. Às vezes, na sorte, a pessoa leva a conta de gás, que é mais baratinho, entendeu? Aí pode dar o palpite. Aí ele fala...

Ela vinha trazendo a caixa do bolo que seria servido aos convidados. Bolo que nós deveríamos cortar e servir. Eu, muito proativo, fui pegar a caixa com ela e guardar na geladeira. E já meti um amassão na caixa danificando o bolo.

Meu Deus. Meu Deus do céu. E a velha já me olhou com cara de, eu tinha razão, todos aqui são incompetentes. E saiu resmungando. Isso passou, focamos em deixar o máximo de carnes assadas para o almoço e ir administrando conforme fossem acabando. Em um determinado ponto, a noiva, muito gente boa, liberou...

bebida alcoólica para nós da cozinha, já que estava tudo sob controle. E eu, que não posso ver uma oportunidade de garotear, fui seco na cerveja e na caipirinha. Ê, dele. Pô, gente boa noiva, hein, cara? Ao contrário da mãe dela aqui. Pois é. Gente boa. Liberou a galera a tomar uma cervejinha ali. Aí ele fala, depois de umas cinco garrafinhas e umas quatro caipirinhas... Ih, exagerou um pouco, hein? A vergonha e o bom senso sumiram.

Eu comecei a dar em cima da bartender, que era uma tremenda gata, mas era esposa do barman. Meu Deus do céu. Nossa, cara. Já estou vendo o furacão se formando aqui. É, está ficando nebuloso. Eu chavequei as companheiras de cozinha, ficava chamando elas para dançar, oferecia bebida e meu pai também, embriagado, dava corda. Meu Deus do céu.

Tô achando que não foi uma boa ideia a noiva deliberar da bebida pra galera, cara. Até que lá pelas tantas, voltamos a preparar uma reposição de comidas. E eu, no meu auge da falta de reflexo, comecei a cortar as sobrecoxas.

E eu tinha esquecido de pôr as luvas. Estava com as mãos higienizadas, eu acho. Mas mesmo assim, o certo era usar as luvas. Não só pela higiene, mas porque sem elas eu arranquei boas lascas de pele da minha mão. Meu Deus! Ai, rapaz. Cara, se cortar com essas facas bem afiadas assim de churrasco é embaçado, véi.

E óbvio que eu não percebi na hora. É, tava mamado, né? E acabei servindo a sobrecoxa alacavaco de dedo com molho de sangue para os convidados. Meu Deus! Caraca, cara. Que isso, bicho?

Cara, isso aqui é sério, velho. Isso aqui é muito sério, cara. Serviu bagulho com sangue, cara. Eu, como qualquer pessoa normal faria, fingi demência. Lavei as mãos, coloquei as luvas e continuei o serviço. E bebendo mais um pouco. Por que não, né? Por que não?

Por fim, depois que o nosso horário tinha acabado, estávamos recolhendo as coisas e retirando o lixo. A noiva foi então elogiar o serviço, dizendo que estava tudo muito bom. Mas o frango ali no final estava com um gosto diferente e não estava tão legal. É, é um molho vermelho aí, né? Especialidade da casa. Cara, que horror, velho. Nossa, mano. Pelo amor de Deus.

Meu pai sagaz sabia que eu tinha feito merda, porque só eu mexi com o frango o dia todo. E eu, bem tranquilo ou bêbado, chamem como quiser, falei que tinha usado o tempero que a mãe dela tinha me sugerido.

Caraca, cara. Até hoje eu não falei pro meu pai que era tempero humano. Meu Deus, cara. E depois disso, ele não me chamou mais para ajudá-lo. Com razão, né? Eu espero que você não tenha uma hepatite, tá, cara? Que você tenha um sangue bem... Isso, limpinho, né? Limpinho, tá? Porque que medo, cara. Igual o dia que o Caio falou do tio dele que se cortou no toboágua, aí todo mundo falou...

Eu peguei um trauma de tomar água. Eu acabei de ter outro trauma agora, cara. Trauma de ser servido sangue do cozinheiro. Isso. Caraca, cara. Cara, eu acho que isso deve acontecer com mais frequência do que a gente imagina, viu, cara? Não digo sangue especificamente, mas o cara se cortar enquanto tá fazendo a sua comida, tá ligado? E algo do corpo dele vai pra sua comida, entendeu? Agora, o sangue é preocupante, né, cara? Porque tem uma série de doenças aí. Mais uma coisa.

Pois é algo e outra coisa, tipo, a galera sentiu o gosto, né? Deve ter sido... É, não sei se foi por causa disso, né, cara? Mas... Triste. Triste. Enfim, ele termina. Bom, é isso. Desculpem pela história grande e os erros de português. Um grande abraço por trás e valeu. Os erros de português foram de boa, cara. O problema foi o seu erro pra cortar o frango. Esse erro aí é muito mais imperdoável. Os erros com a faca.

Faca. Dizem que é mais fácil você se cortar com uma faca cega do que com uma faca boa, né? Porque a faca cega, você fica forçando pra tentar fazer ela entrar e aí que ela escapa. É, isso acontece. Porém, quando você se corta com uma faca boa, cara, o corte é bizarro. Eu já tive essa péssima experiência e, putz, dói, mano. É, evite, evite. E não para de sangrar o dedo. É um negócio impressionante.

É, não, é... O foda de você cortar dedo cozinhando assim é que... Depois você precisa do dedo pra tudo, né? É. Daí meio que estraga seu dia, na verdade, né? Total, total. E você encostar na roupa, mancha a roupa. E você tem que fazer um curativo safado, embrulhar o dedo ali. E aí ficar com aquilo. E aí esquece, encosta em tudo, dói. É um saco. Cortar o dedo é um saco. Eu acho que eu prefiro... Eu acho que eu prefiro perder a chave, Cláudio. É, melhor, melhor.

É isso, cara. Valeu, um abraço aí para você. Lave essas mãos, hein. Evite usar facas quando estiver mamado, por favor. Isso, por favor. Aliás, essa dica vale para todos, né? É, é isso aí.

Bom, a próxima história aqui, Caião, é do Adriano e ele fala... Olá, Sam e Sung. Meu nome é Adriano e essa história de quando comecei a trabalhar com marketing digital. Passei por várias entrevistas, mas nenhuma chegou perto dessa. Era uma empresa que fabricava aqueles tecidos para a festa infantil. O famoso kit Pegmont.

A vaga era simples. Designer júnior. Fazer postagens pro Instagram. Salário, R$ 1.600. Pensei em entrevista tranquila, rápida, sem emoção. Ledo engano, pois já começou errada. Cheguei 20 minutos mais cedo e só fui atendido 1 hora e 20 depois do horário marcado.

Meu Deus. Quando finalmente entrei, a entrevista tinha três pessoas. O dono, uma advogada e uma funcionária que seria a minha supervisora. Já achei curioso, mas seguimos. Depois de uns 10 minutos de perguntas básicas, o dono muda o tom e manda. O que te move na vida? Ah, maravilhoso. Maravilhoso. Achei estranho, mas respondi educadamente. Buscar conforto pra minha família. Então ele continuou com perguntas sem noção.

Se você tivesse que escolher entre manter sua honra ou ter muito dinheiro, o que escolheria? Isso aqui já começa a virar aquelas perguntas do 3-8, tá ligado? 3-8.

O que tu prefere? Você prefere estuprar seu pai ou sua mãe? Que isso, cara? É, é, é. E nenhum dos dois, pô, tá maluco? É, é isso aí, é isso aí. Se você tivesse que escolher entre manter a honra ou ter muito dinheiro, o que escolheria? Nesse momento eu já estava completamente perdido. Eu só queria um emprego para pagar a faculdade, fazer post no Instagram baixando coisas do Freepik. Que ele...

E ele me perguntando sobre honra e muito dinheiro. Ô, cara, o cara fazer interrogatório sobre princípios e valores e ambições, realmente, pagando R$1.600 é meio deslocado, né, cara? É, então, tipo assim, o cara perguntar assim, pô, você prefere sua honra ou ganhar muito dinheiro, sendo que o salário que ele tá oferecendo é R$1.600, é muito descolado da realidade, né, cara? É, pois é. Isso aí parece, Klaus...

Aquela galera igual eu e você, assim, quando vai entrar, se matricular numa academia e fala pro professor, assim, não, mas eu não quero ficar, eu não quero ficar fortão, assim, igual você, não. E o cara olha e fala, não, fique tranquilo, meu amigo, você não vai ficar. Você não vai, é.

Não corre esse risco, entendeu? Cara, um dos papos mais tortes que tem é o cara que chega para alguém que é muito bom numa coisa e fala, não, eu não quero fazer isso assim, ficar que nem você não, até porque eu não tenho tempo. Nossa, isso aí dá um ó. Eu no design já ouvi muito isso, na fotografia também. Ou na fotografia é pior, porque fala assim, é porque eu não tenho uma câmera dessa aí. Meu amigo, se você tivesse, entendeu?

Você não sabe apertar um botão, cara Muito menos fotometrar uma câmera, entendeu? Mas enfim Cara, o Brasil é composto de pessoas Que tem certeza que seriam melhores treinadores Que o treinador da seleção, Cláudio Exato Então por que não vão achar isso de um designer De um fotógrafo, do que quer que seja Você ainda falou muito, Caio A sua frase podia parar aqui O Brasil é composto de pessoas que tem certeza Esse é o problema É verdade As pessoas tem muita certeza, cara

Descerniz de tudo. É. Puta, é verdade, cara. Acabou a causa. Acabou. Não existe mais o medo de passar vergonha. Não existe. E o não sei, né? O não sei foi... Não, não tem mais. Tá entrando em extinção. Não tem mais. A pessoa... Não existe mais o medo de passar vergonha. Não existe mais o medo de ser burro. Não tem mais problema ser burro, cara. É. Não tem mais problema ser burro. Precisamos resgatar o medo de ser burro. É.

As pessoas têm orgulho de ser burro, cara. Eu não consigo entender isso. É, a gente precisa... Eu devo ser burro, não é possível. É, cara, a gente precisa resgatar o medo de ser burro. É urgente, urgente. Aí, continua aqui, né, na entrevista. Falando de honra, valores, defender aquilo que acredita. Até que perguntou, você consegue defender o que acredita? Eu, tentando ser simpático e quebrar o gelo, soltei a pior frase possível. Consigo sim, sou bom em argumentação. Consigo defender até o que não acredito.

É, ele deve ter lido aquele clássico do... Acho que é do Schopenhauer, né? Que tem o... Como ganhar um debate sem ter razão, né? É, caraca, cara. Deve ser isso, cara. Todo mundo ficou em total silêncio. Foi aí que ele se animou. Ah, então você é o bonzão? Fui, cara. O cara se sentiu desafiado. Quero que você defenda a seguinte afirmação. Se conseguir argumentar, te contrato agora. Pô, cara, mas...

O que isso tem a ver com avaliar a competência do cara para criar post para a rede social? Nada, nada. Eu sei que tudo bem, o cara tem que saber convencer de alguma maneira para criar post para a rede social, mas não sei se esse é o caminho. Ele respirou fundo e disse essa monstruosidade. O nazismo só existiu porque Hitler era gay? Meu Deus.

Se me provar o contrário, o emprego é seu. Se provar o contrário, eu achei... Não, eu achei que ele tinha falado esse absurdo para testar a habilidade do cara de defender o absurdo. Não. Mas não, ele falou esse absurdo querendo ser contrariado. Caraca, velho. O nazismo só existiu porque Hitler era gay. Cara, isso aí é o que eu costumo chamar de assassino à lua, né? Você sabe que não tem assassino à lua, mas como que você começa a explicar?

Por onde que você começa a explicar isso? Exatamente. É difícil. É difícil. Então, pelo jeito, para ele, era um fato dado de que o nazismo só existiu porque o Hitler era gay. É isso? É. Beleza. Recentemente surgiu a notícia aí. Eu acho muito bizarro isso, cara. Como agora, em 2025, 26. Não sei se foi um pouco antes, sei lá. Pessoal falando que Hitler tinha micropênis. Ah, pronto. Os caras estão de sacanagem, né, bicho?

Eu já tinha ouvido falar que Hitler perdeu a bola na guerra, não sei o quê. Cara, a galera inventa muita coisa, né? Como que vai saber? Quem é que vai saber, cara? Pois é, cara. O Elvis estava vivo até esses dias e tinha zilhões de livros publicados sobre ele, o caramba. E aí, o café da manhã do Elvis, cada livro fala uma coisa, tipo, você não sabe o que um dos caras mais famosos do mundo comia 30 anos atrás. Como é que você vai saber o tamanho do pau do Hitler, cara? O tamanho do pênis do Hitler, cara. Não, é... Porra, é brincadeira, cara.

Espero que vocês estejam ouvindo no Spotify, porque o tanto de vezes que a gente falou o nome desse senhor aqui do YouTube, esse episódio já deu, YouTube Music, acho que já dá para falar deles. Eu lembro que na época que saiu essa notícia, eu vi um comentário maravilhoso, o cara falando, pô, estão querendo manchar a imagem dele.

É difícil, é difícil. É difícil manchar mais a imagem dele. É, não, agora... Eu acho que você queimar pessoas vivas num campo de concentração é um demérito maior do ter pau pequeno. Eu acho. É, agora realmente...

Eu já ouvi muito que também, às vezes, existiu porque ele era um artista frustrado, porque ele foi rejeitado na escola de artes, não sei o que. Não, isso ele era mesmo, né? Mas até então, porque Hitler era giga. De onde que ele tirou o que era? E se fosse, como que isso...

Prova que ele ia criar o nazismo a partir disso. Veio disso, né? É. Nossa, cara. Não, no máximo que dava pra fazer aí é dar uma lição de lógica no cara, né? De liçãozinha de lógica do Enem, né? Falar, não, aqui essa sua sentença tem três premissas, né? A premissa, um é inválido. Talvez, né? Pra tentar argumentar. Nesse exato momento, entendi porque tinha uma advogada sentada ali.

Maravilhoso. O cara já é conhecido por ser meio que o Michael Scott do rolê, né? É isso. Tem que pôr uma babá. Ela imediatamente interrompeu e disse que eu não precisava responder. Olha, não respondo, não respondo. Não vamos aumentar a quantidade de crimes que estão sendo cometidos aqui nessa série. Não, é, vamos parar por aqui. O dono ficou completamente indignado, levantou a voz e gritou. E eu e ele estávamos tendo um papo cabeça. Muito, muito. Isso aqui é de uma intelectualidade.

Inacreditável. Ai, meu Deus do céu, cara. Está aí uma boa redação para a FUVEST também, né?

Uma boa saída para ele, cara, era justamente ter respondido aquela frase que você leu no começo do episódio que o cara colocou na redação da FUVEST, cara. Aquela frase responderia muito bem isso aqui, Cláudio, porque eu não ia entender ninguém, entender nada. Ah, exato, é, do não sei o quê, das condoreiras, aforismático, é, mete umas palavras difíceis lá e ele ia falar, carai, vou contratar mesmo, o cara é bom. Exatamente. Aí depois de gritar para advogado, ele virou, né, virou para mim e perguntou, tem alguma coisa de errado aqui? Não, o que é isso? A minha resposta seria Hitler.

Hitler é a coisa de errado, é. O fato de estarmos falando sobre Hitler já é errado. Uma entrevista de emprego, né? Eu olhei para ele e pensei, R$1.600 é muito pouco para isso. Isso daí também é outra coisa errada. O salário está errado, o assunto está errado, o horário que começou a entrevista está errado, os senhores estão errados. É difícil achar uma coisa certa aqui.

É, é. A única coisa certa é que já tinha a presença de um advogado. É verdade. Preventivamente. O que já indica que havia um histórico aí, viu, Cláudio? Pois é. Em algum momento eles olhavam e falavam, é, melhor a gente colocar uma advogada nas entrevistas, né? Exato, exato. Algo aconteceu. Cara, será que era o 3-8 que estava interrogando o cara ali, que estava entrevistando o cara?

Levantei e falei que, infelizmente, meu horário tinha acabado e fui embora. Plot twist. Ele realmente desistiu do entrevista. Desistiu, mas está certo, né, cara? Dias depois, me ligaram oferecendo a vaga de designer pleno. Que isso? Acho que era medo de processo. Aceitei. Erro grave. Cara, que loucura. Caraca, cara. Foi nessa empresa que minha supervisora bateu um consolo na mesa, na frente de todo mundo.

A sala desabou por causa de um vazamento e várias outras histórias que ficam para outro episódio. Mandei um abraço para o meu amigo Gustavo Big Sad e vida longa ao Dois Empregos. Boa, maravilhoso, cara. Então é isso aí, cara. Um abraço aí para o... Será que é o Gustavo Tristão? Pode ser, né, cara? Um abraço aí para o Gustavo Big Sad e vida longa ao Dois Empregos.

Cara, já teve algum outro episódio que a gente mandou um abraço? Acho que é pra esse mesmo cara, né? Gustavo Muito Triste, alguma coisa assim. Pô, cara, será que é isso? Todo mundo está mandando abraços pro Gustavo Tristão? Eu acho que já é o segundo abraço aí pro Gustavo. Tá dado, né? Um abraço pra você. Tá aí, é isso.

Essas foram as histórias de hoje. E vamos agradecer a galera. A gente já nem precisa passar o chapéu de novo, né, Caião? Já pedimos no começo. Quem puder, apoie lá no 2empregos.com.br. E tem a galera que já apoia e que a gente agradece por nome aqui. Os grandes ricaços aqui, premiadíssimos do 2empregos. Exatamente. Não apoie Hitler, apoie 2empregos. É uma ótima campanha, ótimo marketing, Caião.

Acho que eu não vou fazer porque o Instagram cai, né? Mas é uma boa campanha. Melhor evitar. Sabe quem não apoiava o Desemprego? Hitler. Exatamente. Você quer ser como ele? Prove que estou errado.

Excelente, excelente. Então, aqui, Caio, no patrão a gente tem o Osvaldo Brogliato, o Danilo Eduardo Estrela, Lucas Peron, Thiago Gliçói, Caio César, Gabriel Rico e Ben Urbrião. Boa, e lá no plano Você é Louco tem eles. Rodrigo Bastos, Sérgio Gonçalves, Pedro Henrique Schneider.

João Marcos Vieira, André Esquinor, Anderson Alves e a Débora Lancaster. Maravilha, maravilha. Obrigado, pessoal. Como sempre, então voltamos segunda-feira que vem. Valeu, um abraço e tchau. Falou.

E aí