#270 - Ela NÃO PRESTA Mas é Minha Amiga
🔥Maria é casada mas adora arrumar treta e namoradinhos por aí, levando o caos também pro trabalho! Um chefe manipulador tenta sabotar o casamento de sua funcionária, e uma startup lida com conflitos de forma "disruptiva". Crimes, demissões, festinhas, gente tímida e gente indomável! É o #MomentoMárcioCanuto - 🎧sobe o som e desce o play! 🔊
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- Cântico de MariaGravidez e triângulo amoroso · Trabalho na farmácia · Amizade e lealdade
- Controle e ManipulaçãoChefe manipulador · Conflitos de geração Z
- Exaustão social e desesperançaAssalto na farmácia · Síndrome de Estocolmo
Não preciso trabalhar, meu marido tem dois entretes.
Empregados e desempregados da nossa grande nação brasileira Começa mais um programa Dois Empregos Eu sou o Klaus Aires e estou aqui, como sempre, com o meu amigo Caio Olá Klaus, olá queridos ouvintes Estamos aqui mais uma vez reunidos Já entrando, Klaus, nesse climinha de outono, meu querido
Sabe quando você respira, Cláudio? Você já sente entrar um arzinho um pouquinho mais frio na sua garganta, entendeu? É o outono que chegou, galera. Sim, sim. É o outono. É bom, né? É boa, época boa. Eu gosto, eu gosto. Clima ameno, né? Sai um pouco daquela churrasqueira que estava aqui, Caio. Exato, exatamente.
É ou muito quente ou chuva intensa, né, Klaus? E aí realmente... Exato. Esses dias, Bauru foi destruído, então, né, cara? Fiquei sabendo. Bauru foi alagado, o que não é nenhuma novidade, né? Aqui não precisa chover muito para a Avenida Nações Unidas ficar abaixo de água, mas realmente foi triste, cara. Levantou asfalto, muita gente foi pega de surpresa.
É, geralmente, quando já tem esses alagamentos, acaba arrastando uns carros. Mas dessa vez, arrastou foi o asfalto mesmo, cara. Fiquei chocado. Inclusive, cara, o asfalto saiu e depois acharam uma moto embaixo do asfalto. Meu Deus, cara. Tipo, o asfalto se sobrepôs à moto. Meu Deus, cara. Isso é uma coisa bizarra. Nós estamos falando isso aqui, mas a hora que for ao ar nesse episódio, já vai ter sido essa chuva aí uns 15 dias, provavelmente. Ah, ah. Ah, ah.
Espero que não tenha outra dessa até lá, cara, mas é isso. Caraca, cara. Caraca, compra um barco, hein, Caião? Ah, é necessário. Mas, né, já que essas chuvas intensas estão passando e a gente tem aquele climinho agora, Caião, mais ameno, vou falar um pouco para a galera aqui das novidades de outono e inverno que já chegaram com bastante antecedência aqui no site da Basicamente, no precinho para você que gosta de roupa tecnológica.
A jaqueta corta-vento é novidade. Boa! E ela é interessante porque repele líquidos, né? Não mancha, seca rápido. Tem aquelas vantagens de ser prática, mas o que eu achei mais legal é que ela é bem compacta. Isso. Você põe ela toda dobradinha na sua bolsa, na sua mochila. Eles falam até que a galera que vai para as festinhas aí, que usa aquela bolsinha lateral, aquela pochete, né? De...
festa, pode garantir ali a sua corta-vento sem ter que ficar carregando um trambolho, né? Isso aí é maravilhoso, porque a corta-vento é como o próprio nome diz, Klaus, ela corta o vento. É mesmo, é? Ou seja, você tá lá, sem tá com aquela camada muito grossa, você tá com uma camada fininha, porém o vento não...
penetra no seu corpo ali na sua região vital, Claus. Você estará protegido. Então é sempre uma boa opção. E, cara, falar pra você, essas jaquetas corta-vento, tem muita por aí que custa caro, viu, bicho? E a da basicamente está no preço bom, viu, cara? Então dá uma olhada lá que vale a pena.
Tá num preço bom, várias cores. Inclusive tem camiseta modal, né? Que é aquela que não amassa, não desbota, não pega cheiro, né? Bem respirável. Tem cores novas também. Então confira lá. A gente tem os cupons aqui, fazbarulhoae, que te dá desconto.
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A maioria é masculina. Tem muita mulher também? Tem muita mulher também. Mas mesmo você que é homem, você conhece alguma mulher aí que pode se interessar. Então indique, né? Por que não? As rigatinhas é sempre uma barbaridade os descontos que tem ali. Pechincha, né?
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Caio, então vamos lá, já conversamos bastante, tá na hora de soltar a vinheta e pro nosso... Dois Empregos, orgulhosamente apresenta... Momento Márcio Canuto!
Que alegria, que alegria, Caio. Boa, boa, boa. A primeira história aqui, ela é da Adriana. Claro, não poderia ser diferente. Ela diz... Fala, Klaus e Caio, tudo bem? Estava ouvindo o programa e tive um lapso de memória e pensei... Por que não mandar a minha história, não é mesmo? Façam como a Adriana, galera. Isso. Ouçam, dei risada, mas já pensem como vocês podem mandar também. Vou contar sobre o emprego mais desgraçado que tive o desprazer de ficar.
Uma farmácia. Foi meu primeiro emprego e entrei com 16 anos e fiquei aproximadamente 3 anos. Vi, vi, vi, passei por cada coisa lá que, sinceramente, está na minha lista negra de nunca procurar emprego novamente. Mas não vou falar do serviço em si e sim de uma única pessoa que me marcou demais lá dentro. São os personagens, né, Klaus, que a gente encontra por aí. Vamos ver. Exato. Se uma empresa tem 100 pessoas, basta um desse para desgraçar a vida de todo mundo.
O raio de atuação, assim, né? Um arrombado cobre ali, coisa dos 200 metros quadrados, cara. Sim. Fácil. Eu gosto dos personagens, porque você falou do arrombado, né? Às vezes, Klaus, não é nem um arrombado. Às vezes é o cara que é comédia, às vezes é o cara tirador de sarro, entendeu? Então, às vezes, um cara move a empresa, a empresa parece que orbita ao redor desse personagem. Não sei se é o caso desse que eu não conheci aqui, né?
Vamos ver. Isso acontece muito, cara. Vamos ver, é verdade. Eu treinei muitas meninas lá, porém, ninguém queria ficar.
Às vezes ficavam dois, três meses e saiam e começava a minha saga de trabalhar sozinha durante dias e semanas e treinar alguém. Era meio que um ciclo que nunca tinha fim e honestamente o meu ainda durou muito. Até que um dia pensei que seria mais um dia cansativo até entrar ela, a Maria.
A Maria era de uma beleza que, digamos, nem nem. Nem muito bonita, nem muito feia. É igual a nós, Caio. É aquela pessoa que não chama atenção de ninguém nem por ser muito bonita, nem por ser muito feia. Mas o dia que você arruma, todo mundo... Nossa, como você está bonito. No dia que vai em um casamento. É, não acontece muito comigo não, viu, Claus? Isso aí...
É aquela pessoa que as pessoas reparam que existe no dia que vai num casamento, tá ligado? É, tem isso, tem isso. Chegou muito comentário pra gente, né, Klaus? Quando a gente apareceu lá com o Marcio Canuto no nosso episódio em vídeo. Só falando que a gente era feio. Exatamente. Exatamente.
Era sempre assim, tipo, pô, finalmente vi a cara dos dois, mas era melhor se não tivesse visto e tal. Exato, exato. Perdi o encanto. Jogando a nossa baixa estima lá no alto. Exatamente. Aí ela diz aqui, era de uma beleza singular. Alta, cabelos cacheados, morena e a cereja do bolo, doida. Vixi, é só de ouvir falar...
Aí, vai de cada um, por exemplo, aqui o Silas já acharia ela linda. É, só aqui nessa parte. Logo, fiz amizade com ela, visto que era muito comunicativa. O que não posso dizer do pessoal do turno da manhã. As meninas do caixa odiavam ela. E até hoje eu nunca entendi muito bem o motivo. Olha, eu nem preciso conhecer, eu já te falo. O motivo é, se ela era muito comunicativa antes das oito da manhã, é por isso que odiavam ela. É, já é um motivo, hein, cara. É, é.
Falava que ela tinha o nariz muito empinado e de vez em quando dava respostas atravessadas. Maria era o tipo de pessoa que ouvia as coisas e não ficava calada. Barraqueira. Mas dá pra ficar em dúvida, né, cara? Será que ela é barraqueira ou será que ela tinha razão? Porque às vezes precisa também, viu? É verdade. Até que houve um dia que Maria atrasou. Diz que perdeu o horário e chegou completamente esbaforida. Foi aí que senti o cheiro da maconha.
Eu moro em comunidade, conheço o cheiro de longe, mas nunca tinha conversado com a Maria sobre isso e foi nesse dia que ela abriu o jogo pra mim. Ela fumava todo santo dia e eu nunca tinha sentido o cheiro nela. Rapaz, mesmo fumando todo dia, ela ainda ficava dando umas respostas atravessadas, arrumando briga. Imagina se não fumasse, hein, bicho?
Pois é, né? O Dois Empregos, cara, ele tá quebrando pra mim a imagem do maconheiro tranquilão. É. Porque a gente recebe umas histórias dos maconheiros invocados, né? Você tem razão, cara. Ah. Tem razão. Nesse dia, a Maria abriu muitas coisas da vida dela. Era casada, mas vivia arrumando homem por fora do casamento. E certa vez percebeu que o vizinho de frente, janela com janela, observava ela muito dentro de casa. Maria disse que ele vivia mandando beijos e pedia pra ficar com ela. E mesmo sabendo que ela morava com o marido. Rapaz.
Bicho, não, isso aqui é de uma audácia. O cara não basta ele querer furar o olho do vizinho. Ele está flertando a mulher dentro da casa dela, pela rua, tá ligado? É isso, da casa do cara, né? É, dentro da casa do cara, pela rua. Caraca. É. Maria comentou que vários momentos que estavam sem dinheiro para a erva...
Esperava o vizinho aparecer na janela e começava a fazer um striptease só pra ele. Pra depois pedir dinheiro. Rapaz, do céu. Mas como que funcionava isso, bicho? Que isso, cara. Será que ela fazia tipo as mulheres fruta dos anos 2000? Fazia com os paparazzi? Você tá ligado?
Obrigada dessa história. Ah, de combinar, assim? Que pagou peitinho na praia, não sei o que. É, exato. Mas combinava sem combinar. Tinha lá o flagra, fulana perde o biquíni, não sei o que. Mas não era flagra. Ela saía, o paparazzi saía, eles cruzavam olhares, mas um fingia que o outro não estava ali. Opa, saiu do mar. Tinha muito...
isso mesmo, né, cara? E era meio combinadão, tá ligado? É, lógico, lógico. Será que ela, né, pagava um peitinho ali e depois falava, vizinho, tô precisando pagar uma conta. Poxa, tô precisando comprar o sabão em pó e não falava no assunto. Eu acho que era por aí, cara. Pode ser, cara. Não sei qual era o modus operandi, não, cara. Realmente.
Me cheira. Porque se a coisa for combinada antecipadamente, é meio esquisito também, né, cara? Tipo assim... Eu acho que isso aqui era não verbal, cara. É, eu também acho. Porque está muito na zona de perigo, entendeu? É, é verdade, cara. Ela só mandava o boleto, né? É.
É, então. Aí ele dá. A Maria conta que tinha um namorado também, que era louca por ele, super apaixonada. Caraca, cara. Então, ela tinha um triângulo amoroso. É mais que três pontas isso aí, viu, Cláudio? É um polígono, né? É um polígono amoroso. Ela tinha o marido, o namorado, o vizinho. O vizinho, que era só para um stripezinho de leve ali. E vai saber o que mais. Aí fala, e ela simplesmente sumia de casa e ia ficar dias com ele. E quando voltava, dava uma desculpa merda para o marido. E ele aceitava. Não.
Desça daí, seu corno, desça daí. Isso aqui é corno de vocação também. Isso aí não é corno manso, é corno mansíssimo, treinado, adestrado e tudo mais, cara. Inofensivo, né, cara? Não é possível isso. Exato. Parece chifre consentido isso aqui, cara, porque... Veja bem, né? Veja bem. Ela tá dando muita bandeira. Pô, eu não consigo imaginar, Klaus...
motivo pra minha mulher ficar dois dias fora de casa, bicho. E não me falar, tá ligado? E você não saber, é. E você não saber o que ela tá fazendo, né? Eu não consigo imaginar um motivo. Ah, mas foi atropelada, tava na UTI. Foda-se! Dá um jeito de me avisar, bicho. Não tem isso, entendeu? Pois é, Caio. Eu não sou casado ainda, né? Eu namoro, mas eu acho que já tem anos que eu não fico...
Um dia sem trocar pelo menos uma mensagem com a minha namorada, ter ideia da vida dela, acho que é mais normal, né? Isso aí é coisa de corno manso. É, é pronto. Me parece, me parece, Caião. Isso aí. Marido esse que ela soltou já foi ator pornô.
É uma atrás da outra, que é isso? É, cara... Essa mina é uma caixinha de surpresas, cara. É uma caixinha de surpresas, porque você descobrindo um dia só que ela fuma todo dia, casada com ator pornô e tem caso com dois, três, pelo menos parcela essas coisas. Isso. É, vai aos poucos, né? Pra contar pros colegas uma coisa por vez, né? É, isso.
Ela simplesmente largou a boba em cima de mim e fiquei completamente chocada. Maria disse que ele já fez alguns filmes, mas usava outro nome. Ele usa João como nome artístico. Essa informação é importante. João trabalhava como técnico de internet, mas fazia filmes por fora. Acredito que seja para aumentar o orçamento. Em um desses filmes, chegou a gravar com outro homem, se é que vocês me entendem. Mas tá tudo completamente muito bem entendido aí, cara.
É porque ator pornô tem dessas mesmo, viu, Clones? Grava com o que vier, né, bicho? Não tem essa, né? É um duelo de espadas técnico, né? Isso, é tudo profissional, né? É profissional, exatamente. Porque, assim, o sexo sem a câmera, ele é um negócio íntimo. É. Mas ligou a câmera e estamos trabalhando. Isso. Tudo absolutamente normal. Exatamente, é. Ela prossegue aqui. Ela levava super de boa. Diz que foi um momento que não estavam juntos. Tinha um entregador na farmácia.
Se encantou pela Maria. O cara era enorme, mas falava manso. Tinha os braços maiores que minhas coxas. Quando ele ia almoçar ou lanchar, eu detestava comer ao lado dele. Era uma coisa horrenda. Um pão acabava em duas mordidas. Qualquer coisa que ele comia era enfiando metade na boca. E todos na farmácia inteira achavam a coisa mais feia. Eu não consegui entender se o cara era gordo ou forte. Ou fordo, né? Eu acho que era fordo, né? Era fordo.
E falava manso. Eu imaginei, não sei porquê, o Charles Rigpedia. Cara, é grande que fala manso, né? Ô, Caio! Ele é maravilhoso, né, cara? Charles, meu primo perdeu os dois braços de uma perna. Está parecendo picolé. Meu amigo, o que eu tenho a ver com isso? Me responde.
A Maria viu uma oportunidade aí de tirar dinheiro dele e se envolveu. Cara, a menina era muito... Apesar de tudo que ela fala aqui, dela, né, fumar umzinho e tal, mas ela era muito espertinha, desenrolada, né, cara? É. Ela já via quem que estava afim ali e já dava um jeito de tirar a graninha. Ela era meio o Sal Goodman da farmácia, né? Isso, parece que ela estava sempre disposta a tirar a vantagem de tudo aquilo que a vida coloca na frente dela, né, cara? É.
Mas nem houve uma oportunidade aí de tirar dinheiro dele e se envolveu. Chegou aí na casa dele algumas vezes, fez o cara comprar maconha para ela. E essa situação chega a ser engraçada, porque o cara era quieto demais, quase não abria a boca para nada. E ela comentava que ria muito disso. Rapaz... O cara era meio tímido e tal, imagina ele indo na boca, né?
Enfim, aproximadamente dois meses se passaram e veio a notícia, a Maria engravidou. Êêêêê! Solta só na placinha do ratinho, Silão. Essa notícia eu acompanhei de camarote, já que ela fez o teste na farmácia mesmo e vi todo o desespero dela. Ah, mas agora aí ficou a dúvida, hein, cara, de quem que é essa criança, cara? Pois é, rapaz. Porque tem o marido, tem o Charles Henrique Pérez...
O vizinho do striptease eu acho que está safe, né? Porque acho que não dá para engravidar por striptease só, né? É, não, não dá. Por wireless. É, o outro namorado lá também é uma possibilidade, então é complicado. Do marido eu acho que não foi, acho que não foi, porque é uma pessoa aventureira, assim, ter filho do próprio marido é quase que uma ofensa. É verdade.
Eu acho que é ou é do namorado ou é do Charles, cara. De qualquer forma, vamos ter que chamar o Ratinho, Klaus. Não vai ter jeito. Ela fala, foi aí que tudo desandou. Maria começou a brigar muito com os entregadores. Ela faltava demais porque passava muito mal, vivia saindo cedo, chegando mais tarde. Nesse meio tempo, eu sempre me ferrei para segurar tudo sozinho.
Maria se tornou uma grávida cheia de não me toque. E, cara, eu tenho impressão... Não sei, não convivi com muitas grávidas, cara. Que a grávida tende a escolher um extremo. Que é a grávida, eu faço tudo, eu tô malhando, eu tô colocando prateleira, não há tempo a perder. E a grávida não me toque.
Eu tenho essa impressão. É verdade, cara. É verdade. Porque tem umas que realmente, né, cara? Pula de paraquedas, vai na academia, pula de bungee jump. Tá nem aí, né? Agora tem outras que realmente... É porque tem gravidez de risco também, né, Claus? Às vezes detectou ali no começo. Tem o corpo de caramba.
Cada pessoa reage diferente também, né? Ela fala... Tinha uma mulher que trabalhava no caixa da manhã que era gorda. Não uma mulher gordinha, mas gorda mesmo. Não tem problema algum. O problema é que a mulher andava largada demais e pra piorar fedia. Nós estamos falando de uma pessoa suada aqui, Caio. Certo. Para contextualizar, eram duas meninas no caixa da manhã e duas à tarde. A outra que trabalhava com ela conhecia a mulher gorda desde nove e disse que sempre foi assim.
fedia. A situação era tão feia que a gente precisava colocar uma sacola na cadeira todos os dias. Quando ela ia embora, antes da gente ir embora, jogava a sacola no lixo, pra ela não saber. Isso era uma regra nossa, por segurança mesmo. Eu não entendi ela deixar uma poça de suor na cadeira, você não quer dizer isso? Acho que a hora que ela ia embora elas colocavam uma sacola em cima da cadeira pra não entrar em contato com o suor dela. Acho que é isso, né? É, alguma coisa assim. Que doideira, hein, cara?
Ninguém tinha coragem de falar nada. Até que um dia a Maria achou que a mulher tinha ido embora e colocou a sacola sem saber. Quando a fulana chegou e viu, não entendeu nada. E por conta do susto, a Maria foi grossa com ela, desencadeando uma puta briga.
Cara, eu não tava esperando tomar esse rumo, porque a gente tava entretido aqui na coisa da gravidez, né? É, é, é. E aí agora virou uma briga por sacola na cadeira. Não tô entendendo mais nada. Uma grávida no meio. É. A situação da Maria foi tão feia que ela chegou a brigar com o entregador, meu amigo, e ele pegou implicância com a Maria e só se referia a ela como choquito. Ela tinha um nariz grande e muita espinha. E uma choquita brilha típica, né, cara? É, é, pra espinha.
principalmente na adolescência ali, sempre alguém te chama de choquito ou você conhece alguém que é o choquito. Sim. Uma dessas brigas com o meu amigo, ele ameaçou. Vou achar o vídeo do seu marido comendo ou dando para outro homem e divulgar aqui dentro da farmácia. Eu já sei o nome dele mesmo. Caraca!
Que bacharia. A treta foi enorme. Maria entrou em desespero e eu precisei remediar um pouco a situação. No fim das contas, meu amigo achou mesmo o vídeo, mas eu preferi não ver por respeito a Maria. Logo ela entrou de licença maternidade e veio o plot twist. Maria foi uma mãezona. Olha aí. Sempre foi uma preocupação nossa como que a criança ia crescer, porque Maria era porra louca, não ligava pra nada. Mas durante a gravidez, interrompeu a maconha, ficou firme com o marido e colocou a vida no lugar. Olha aí, rapaz.
Cara, eu acredito nisso, velho. Tem mulher que a maternidade dá uma... A gravidez ajustou a vida. É, dá uma calibrada na cabeça. Não sei se é amor pela criança, se é coisa hormonal. Acho que é um pouco de tudo, cara. Tem mulher que dá um reset, né? Beleza, cara. Que beleza. Caraca, cara. Olha só isso. A criança era muito bem cuidada, limpa e cheirosa. E Maria deixava de comprar coisas para si, para comprar para a filha.
Caraca, cara. Que beleza, cara. Olha aí, a gravidez salvou a mulher, hein, cara? Pois é, bicho, você vê. Até o corno deixou de ser corno. É, até o corno foi descorneado. Cara, eu achava que o único caso no Brasil do ex-corno era o Bruno Suter, né? Mas parece que é um tipo de milagre que pode acontecer.
Ah, tem bastante por aí, tem bastante. Mas, cara, coisa porque eu acho bonito isso, porque às vezes tem a porra louca e tem a santinha, e todo mundo fala, tem que achar uma santinha para casar, mas às vezes a porra louca e a santinha são a mesma pessoa, só que em diferentes momentos, né? É, verdade. Aqui ela simplesmente se endireitou. Enfim.
Foi a mulher mais louca que conheci na farmácia, que me deu mais trabalho do que podia pensar, mas que leva para a vida. Eu já falei na cara dela que Maria não presta para trabalhar, é preguiçosa dentre diversas coisas ruins, mas é uma amizade sincera para a vida. Isso que é amiga, hein, cara? É amiga escrevendo aqui. Não presta para trabalhar, é preguiçosa, e diversas outras coisas ruins.
Mas é uma boa amizade. Exatamente, cara. Caraca. Tenho mais histórias pra contar da farmácia. Como da vez que quase caí numa briga com um balconista que precisou de interferência do gerente pra parar. Mas fica pra próxima e valeu. Boa, boa. É isso aí. Obrigado, Adriana. Bom, só faltou a informação. Eu não sei se ela sabe, né? Mas faltou a informação. Eu fiquei muito curioso pra saber de quem é a criança, viu, Cláudio?
É, eu também. Eu confesso que eu fiquei muito curioso. Eu também, eu também, cara. E, pô, eu achei legal que foi a amiga que escreveu essa história, porque eu lembrei daquela música do Tiririca, né? Ele é corno, mas é um amigo. Muito bom, isso aí. Obrigado, Adriana. Fechou. Bora para a próxima, então, Klaus. Bora.
Na próxima, quem mandou foi a Babi Gen Z. Olha aí, mais uma mulher, hein, Claus? Eu falei hoje que a maioria da audiência é homem e chegou aqui duas histórias femininas até agora, hein? Vamos lá. Olá, pessoal. Claus, Caio e Bãozinho. Cê tá, Cilinhas?
Muito se fala sobre como a geração Z é péssima no trabalho, mas ninguém se pergunta o que é ter um tiozão como chefe dessa geração. E acreditem, não é fácil. É o conflito. É. A história que vou contar é recente. Eu e meu namorado morávamos juntos há quatro anos. Nos casamos na igreja e logo nos mudamos para uma cidade nova.
Já tinha conseguido um trabalho em um shopping, mas eu decidi que poderia tentar algo melhor. Trabalhador de shopping é tipo trabalhador de supermercado, não tem vida. É verdade, cara. Shopping é ruim, cara, porque ele fecha 10 da noite, né? Você tem que trabalhar de domingo, então é sempre uma escala embaçadíssima, cara. Um abraço aí pros trabalhadores de shopping que são guerreiros. É, ó. Aí ela diz. Então, fiz uma entrevista em um dia que durou duas horas. No final...
Fui contratada no mesmo dia. Só pediram pra fazer o exame admissional no dia seguinte e começaram a trabalhar logo em seguida. Durante a entrevista, o cara foi logo me perguntando sobre religião, signo, até me pediu pra cantar uma música da igreja pra saber se eu realmente era evangélica. Meu Deus, que isso? Que isso, cara?
Ele fez uma prova do The Voice, né? É. Caraca, cara. Mas isso não prova que alguém é evangélico? Todo mundo que nasceu nesse país conhece a música do Show da Fé. Pois é. Ou conhece a música Para Nossa Alegria. Esses dias eu estava andando aqui em Taubaté, passei em frente a uma igreja lá do R.S. Soares e tinha a foto do próprio, um outdoor assim na frente, cara. Pronto, aquilo, com todo o respeito à fé das pessoas, aquilo estragou o meu dia. Que?
Porque no momento que eu passei em frente a foto do RG Soares, o meu cérebro ficou o resto do disco. Estou seguindo a Jesus Cristo. Em loop, assim, cara. Eu não consegui pensar mais em outra coisa. Não saiu mais na minha cabeça, cara. É certo. Arruinou-de. Não existe ateu na hora que começa a abertura do show da festa. Não tem, não tem. Ela fala, eu cantei. Porque na época eu precisava muito do emprego.
Eu já deveria ter notado que a entrevista estava cheia de red flags, mas como eu precisava do trabalho, eu acabei deixando passar. Trabalhei lá por uns 48 dias. É bem específico, hein? O lugar era muito quente e eu comecei a ter crises de pressão baixa. Meu chefe, que era o Gru, achou que era crise de ansiedade e começou a fazer várias perguntas sobre o meu marido. Ah, chefe psicanalista? É, que isso.
Eu não vi maldade nisso a princípio, até que ele começou a sugerir que o meu marido estava atrapalhando a minha vida e que eu deveria largá-lo porque eu ficaria melhor sozinha. E eu achando que ele estava seguindo os astros, mas ele está seguindo outra coisa. É, rapaz, que isso.
É um safadão. Não, é brincadeira, né, bicho? Eu, numa cidade nova, sem apoio de ninguém, além do meu marido, pensei, isso tá errado. Mas ele foi tão manipulador que quando meu marido veio me buscar no trabalho, eu desabei no carro. Falei que queria terminar o relacionamento e não conseguia explicar o motivo. Que isso, cara?
O que é isso? Caraca, cara. O cara entrou na sua cabeça. Que doideira, bicho. Caraca. Não, eu imagino o dia inteiro aloprando ela demais, assim. Porque como que consegue, cara? Pois é. Às vezes ela já tinha brigado com ele, né? Tinha tido, sei lá, algum atrito, alguma coisa que ele explorou a fresta ali. Isso, é. Ele aproveitou de alguma coisa que ela falou ali na cabeça dela, tornar o problema maior do que é, né?
Que doideira. E quando a pessoa está na má fé, é complicado. Seu marido bebe água, sabe quem que bebia água também? Hitler. É. É complicado. É isso. Aí ela fala, o cara tinha me lavado a cabeça o dia inteiro e só depois percebi o quanto ele tinha mexido com a minha cabeça. Em um dos dias em que não fui trabalhar, comecei a me sentir mal e fui ao UPA, onde fizeram vários exames. O diagnóstico foi apenas pressão baixa, nada de grave.
No outro dia, ele havia me liberado para ir fazer exames, que eu disse que faria, mas não fiz. Fiquei em casa, pois não queria ter que pagar para algo que eu sabia que estava ok. Estávamos meio sem dinheiro. Porém, quando voltei ao trabalho, no dia seguinte, o Gru começou a me pressionar sobre os exames. Eu, com medo de que ele começasse a me perguntar demais, acabei mentindo, dizendo que estava com vitaminas baixas.
Mesmo sabendo que não era bem isso. E ele, claro, não parava de falar sobre como o meu marido não me cuidava. Meu Deus do céu. Aí ele começou a contar sobre a esposa dele. Dizendo que cuidava dela. Que ele se depilava. Que ele...
Rapaz, olha só que cara de conveniente, cara. Que canalha. Ninguém precisa saber sobre a depilação do chefe, Cláudio. Ninguém. Só o corno lá que trabalhou de ator pornô, talvez isso seja relevante de alguma forma, saber a depilação das pessoas que trabalham com você. De resto, não é necessário, né?
Ela prossegue. E ainda falou que se quisesse a esposa depilada, ele pagava a depilação a laser pra ela. Que isso, cara? Cuidado, moça, cuidado. Isso aí, como dizia o Alborguete, você já viu o Alborguete brigando com o Henrique Cristo? Não, nunca vi, não. Henrique Cristo jovem ainda lá na época. Aí tinha as Inrisetes aí, o Alborguete falava assim, cuidado, mocinha, isso aí, ele gosta é na ostra. Põe o áudio aí pra mim, Silão, por favor.
A moça apareceu aí, aí eu reconheci que ele é Jesus Cristo, não foi pela aranha gratinada não minha. Que ele é chegado numa aranhazinha gratinada. Ele gosta de uma ostrazinha de pelo. Chegadinho numa ostrazinha de pelo, tá? Não vem contar essa cascata pra mim não. Vem com esse abalela na minha, que ele é chegado numa ostra de pelo aí, tá?
Cuidado, mocinha. Cuidado. É. Aí ela fala, foi aí que eu saquei. O Gru me queria. Pô, mas só agora você foi entender isso, cara. Não acredito. Mas não para me chamar de netinha. Agora, vale dizer, o Gru tinha a voz mais irritante de todas. Sério, parecia que eu estava ouvindo o Gru de meu malvado favorito a todo momento. Nossa, velho. Imagine uma mistura de grosseria com aquele tom de quem acha que é melhor que todo mundo. É, pois é.
Eu tentava mudar de assunto sempre que ele começava com essas histórias, mas ele não parava de me perguntar se eu já tinha terminado com o meu marido. Cara, o cara é insistente, hein, bicho? Nossa, cara, que vontade de esfregar a cara do sujeito na brita, né? Não, bizarro. Chegou o ponto dele ligar pra minha mãe, sim, eu juro, e dizer que meu marido não me cuidava e que eu tinha emagrecido muito. Cara, que isso, bicho? Ele ensinou que minha mãe não queria que eu ficasse com o meu marido também.
Nossa, cara, mas olha o tanto que o cara se mete, bicho. Cê é louco, cara. O cara é muito insistente, cara. O que me deixou muito triste e até meu marido ficou magoado, pois sempre teve uma boa relação com ela. Quando eu contei pra minha mãe o que estava acontecendo, ela se assustou muito e disse que não queria que a gente se separasse de jeito nenhum. Ela não sabia de nada disso e, claro, não queria que eu passasse por isso. Cara, olha o nível da manipulação do cara, hein?
Com o tempo, eu comecei a ter crises de ansiedade diárias por causa da pressão constante do Gru sobre o meu casamento. Cara, é uma insanidade isso daqui. Ela chegou lá, Cláudia, ela estava tendo problema de pressão baixa. Ela saiu com a pressão baixa e a ansiedade, pronto. E talvez sem o casamento, né? Não sei, vamos ver aqui. Cara, isso daí, se ela começa a juntar provas materiais desse rolê todo que esse cara está fazendo, ela arranca até o último par de meias dele, viu? Ele vai ficar sem dinheiro para fazer laser, viu? É.
Se tiver prova, infelizmente ele vai ficar peludo, né? Vai ficar peludo, é, é.
Ele chegou a me chamar novamente pra falar sobre os exames, dizendo que ia pagar um médico pra mim. Eu não sabia mais o que fazer. Isso aí é a jogadinha de poder. É. É a jogadinha de poder. Quando um cafajeste te fala assim... Eu pago, né? Igual quando tem influencer brigando na internet, aí um fala pro outro assim... Eu pago a tua passagem aérea pra você vir aqui e a gente conversar olho no olho. Nunca aceite um canalha que tá te atacando te pagar lá, dele. Isso aí é a jogadinha de poder. Isso aí o cara já quer se botar lá pra cima.
É, não dá, não dá. Tem razão. Sem condições. Como eu já tinha prometido trazer os exames, falei a verdade, dizendo que não tinha feito e ele me xingou muito. Foi uma humilhação. Ele me disse que a confiança dele em mim estava quebrada e que nunca mais confiaria em mim, apesar de ele próprio mentir para os clientes o tempo todo. Vale lembrar que eu fazia meu trabalho de forma impecável, nunca deixei nada errado nesse período. Eu trabalhava muito bem e corretamente, mas o cara era louco mesmo. É.
É pior que eu acho que ele não é nem louco, cara. Ele sabe muito bem o que ele tá fazendo. É uma chantagemzinha emocional. Ou ganha pela culpa, ou ganha por... Ou ele quer comprar ela, ou levar ela pela culpa, ou pela carência, minar o casamento dela. Então, ele tá atirando por todos os lados, porque é manipulador. Exatamente. E o cara tá obcecado aqui também, hein, cara? Me desculpe você que escreveu a história, mas ele não está lambendo fezes nem rasgando dinheiro. Ele não é louco isso aí. É o caralho! É isso. Cadê o hamburguete, se não?
Seu tremendo dum picaredaço, tinha que quebrar a bunda, a bunda. É isso, cara, é isso. Aí ela fala, decidi então que era hora de pedir demissão. É, passou da hora, né? Mas queria terminar os outros 40 dias aproximadamente de trabalho para não pagar a multa. Só que um dia eu já estava cansado e falei, não vou terminar com ele porque ele esteve comigo nas minhas piores fases. Ele ficou puto. Porra.
Cara, doideira isso. Não acreditava. Foi ali que ele viu que não ia adiantar querer insistir em mim. Gritou mandando minha colega falar com a contabilidade e eu já sabia que estava acabando ali. Avisei minha mãe e meu marido, pedi pra ele me buscar e disse que queria voltar pra nossa cidade. A decisão estava tomada, mas esperávamos mais um pouco para não perder a multa. No fim das contas, o velho não conseguiu me pegar e teve que pagar a tal multa.
O cara era maçom, acendia incenso e tudo. Maçom acende incenso? Eu não sabia disso, não. Hum, faço ideia, cara. Não entendo nada da maçonaria. Que faço ideia do que essa galera faz.
Eu só sei que eles gostam de prédios e salões bonitos. E triângulos, né? E triângulos, é. E no fundo, não passava de um safado manipulador e sem caráter. Ah, e vale ressaltar que ele não era só chefe, não. O sujeito era o dono da empresa. Uma pessoa que se dizia tão cheia de princípios, mas no final das contas se mostrava um lixo humano.
Forte desabafo. Nossa, cara, mas um cara desse... Dá para você ter tanta ideia para ferrar um cara desse, entendeu? Você pega lá... Eu já vi na internet, é só seguir. Está tudo pronto aí na internet. Você pega lá a foto do The Rock, aí você pega uma aí, a transforma em mulher, cria um perfil no Facebook, dá em cima dele e deixa ele fazer a dele e depois manda para a esposa. Boa. Ele dando em cima do The Rock mulher. Perfeito, hein? Olha que fantástico.
Essa foi boa. Pior que ficou bonita, viu, The Rock, mulher? Sei como, né? É parte do charme da pegadinha, viu? Sim, sim. Mas é, cara, é um lixo humano mesmo. Que bom que ela percebeu em tempo do cara não conseguir minar o casamento dela, cara. Pois é. Tem gente que...
E sabe os pontos onde apertar realmente para fazer a pessoa surtar, né? É, não caia nessa, galera. Aí, numa dessa, peça demissão porque a sua saúde vale mais. Você arruma outro trabalho e vamos que vamos, né? Ninguém precisa passar por isso. Exato, exato. Bom, vamos para a próxima, né, Caião? Bora.
A próxima aqui é de um ouvinte anônimo. Ele diz, Olá, Papai Natal e dono dos bancos de ônibus. Como é que é? É que tem aquela empresa Caio que faz ônibus. Ah, tá. É, tem razão. É minha, né? É minha empresa. Claro, claro.
E salve Silão, você tá bonzinho? Certo dia estávamos eu e a farmacêutica na farmácia apenas. Hoje tá forte de farmácia, hein? É verdade, hein? O normal é ter três funcionários, mas fim de semana ficam apenas dois. Isso acaba sendo propício pra delitos. Já que às vezes não tem como olhar tudo enquanto atende os clientes. E como no final de semana geralmente tem pouco movimento...
É mais fácil alguém chegar na moralzinha e levar o dinheiro do caixa. É, toma cuidado que o pessoal está entrando em... A mão leve. É, entrando em farmácia para roubar Listerine. Toma cuidado. Roubar Listerine e jogar na cabeça. Perigosíssimo o bandido do Listerine. Como é que é? O cracu do Colgate. Tome cuidado com ele.
Mas pra dizer a verdade, geralmente são bons dias Pouco trabalho, recebo mais Não preciso atender velho chato E principalmente velhas assediadoras Caraca, cara, tem isso? As véia vão na farmácia pra assediar o bagunista? Sabia disso não Caraca, isso é totalmente nova pra mim
ele falou no plural, deve ser comum de acontecer. É comum, recorrente. Quebra histórias na minha mesa, por favor. Continuando, dia tranquilo, farmácia vazia, então chega o cara mais suspeito para assaltar uma farmácia, ou seja, alguém com camisa do Flamengo. Sacanagem. Aqui é Flamengo, porra!
Cara, esse que manja de futebol, tem essa zoeira aí? Tem, tem. É, no Rio é mais o Flamengo, né? Aqui em São Paulo a gente falaria que ele tava com a camisa do Corinthians, né? Ah, sim. É, mas no Rio é o Flamengo que tem essa fama aí. É que, na verdade, são os dois times mais populares, assim, né? Então, time da massa, né?
O sujeito chegou e parecia gente boa. Chegou perguntando o preço dos remédios e tudo mais e parecia meio acanhado, se posso assim dizer. Meio nervoso, pra ser mais exato. Soando frio. Normal. Tem gente que vai na farmácia já nas últimas consequências. Ele perguntava sobre o preço dos remédios enquanto buscavamos no sistema. Ele metia papos como, nossa, mas tu viu o jogo da semifinal da Copa do Brasil? Amassamos, Corinthians! E eu respondi, é normal. Pior que vi, pena que o Hulk comeu o rabo do meu Vasco. E belezinha.
Eram papos de futebol, mas o papo dele foi indo pra direção do É, tá difícil, as coisas tão meio caras, né? A vida tá difícil, e etc. A gente já tinha ouvido assuntos do gênero de vários tipos de pessoas. Tem gente que vai no comércio pra desabafar mais do que pra comprar de fato. E como a farmácia de fim de semana é bem vazia, a gente acaba conversando também. Mas de repente, ele sacou um...
3 oitão e ficou aquele clima de... Mas que porra é essa? Que isso, cara? Porque de cara ele não disse nada. Ficou parado sem dizer nada. Uns 10 segundos. Segundos que fiquei pensando, esse arrombado vai assaltar depois de puxar papo? Eu vou ser morto? Por que ele tá demorando tanto? Será que eu tô marcado?
É, é uma pergunta, né, cara? Porque, tipo, o cara puxou papo, né, cara? Trocou uma ideia de futebol ali, falou sobre a situação não tá fácil, não sei o quê, e daí vai pra um assalto? Estranho, né? No mínimo. É, né, cara? O cara chega na farmácia e mete o Clóvis de Barros Filho, né? A dificuldade da vida diante da potência de existir, né? É.
Aí puxa um revólver. E não fala mais nada, né? E a partir daí não fala mais nada. Aí ele fala que se eu tivesse merda pronta, eu tinha me cagado ali mesmo. Mas com nervosismo ele anunciou. Isso é um assalto, beleza?
Caraca, cara, que papo furado. Maravilhoso. Dá vontade de falar, não, não, não tá beleza não. Não, que isso. Pô, que mancada, né, velho? Toda essa amizade aí bonita que a gente tem, né? Na minha mente pensei, não me diga, puxou o trabuco pra ter outro assunto? Tenho cara de cobrador de ônibus de Fortaleza? E beleza é o caralho, é claro, isso é um assalto beleza, eu nunca vi essa frase na minha vida. Que isso, cara.
Isso é um assalto? Beleza, interrogação. É uma maneira diferenciada, né, cara, de anunciar um assalto. Muito, muito. Cara, você já viu a história do bandido educado? Putz, tem um filme sobre o cara, esqueci o nome do filme. Nunca vi, não. Putz, eu não tô lembrando. Tem um filme sobre o cara, porque ele entrava nos lugares, aliás, ele entrava especificamente em fast food, trancava todo mundo na geladeira, mas antes ele dava um casaquinho. Tô aqui pra você não passar frio. Entra aí, pode ficar frio.
Tá tranquilo, eu mesmo vou chamar a polícia para tirar vocês daqui meia hora, vocês são tudo aqui fora. Vai na boa, vai em paz, eu só quero dinheiro e tal. Pá, fechava a galera, pegava o dinheirinho dele bonitinho, ligava para a polícia e ia embora, cara. Ele driblou a polícia de maneiras inacreditáveis, fizeram um filme sobre o cara de tão absurdo aqui a história.
Maravilhoso. Maravilhoso. É um cara que leva a profissão a sério, entendeu? Ele está preocupado com o bem-estar do cliente dele, entendeu? E eu acho que tem que ser assim mesmo, cara. Evita o trauma. O Bom Bandido, Caio. Veja, galera, veja esse filme. Porque eu vi o Bom Bandido, o filme, e eu pensei, pô, que filme criativo. Aí fui ver depois na internet. Não, não é criativo. Tudo que aconteceu no filme foi real, cara. Caraca, sério? É, a bicha se chama o Bom Bandido.
Ah, eu já vi esse filme. Aliás, não vi o filme, mas eu vi a chamada para o filme. Ele é novo, né? Ele é recente, esse filme. É recente, é recente. Mas está no streaming. Não lembro se eu vi na Amazon, sei lá. Eu acho que eu vi a chamada em algum streaming, alguma coisa assim, cara. Ele é bom, cara. Eu não sei se é um filme espetacular, mas pelo fato de ser real, eu achei muito interessante. Não, vou assistir. Vou assistir. É.
Aí, enfim, será que é o bom bandido aqui, né? Parece que sim, cara. Parece que sim. Ele disse que queria que eu pegasse três latas de leite em pó pra criança e mais umas fraldas. Caraca. Na hora até fiquei com um pouco de dó. Fiquei pensando, rapaz, o cara tá tendo que recorrer ao assalto pra sustentar filho. O Brasil tá uma merda mesmo. Quando ele saiu, ligamos pra polícia e fiquei com esse pensamento na mente. Pelo menos uma criança vai comer.
Passou certo tempo, a polícia achou ele. Descobrimos que ele trocou tudo que levou por droga. Êêêê!
Às vezes ele fez esse rolê até pra... Pra amolecer o coração, né, cara? Achando que depois a pessoa não ia chamar a polícia. Doideira, hein, cara? Caraca, cara, olha só, bicho. O que mais me deixou puto, no fim das contas, não é ele ter me assaltado, é perceber que me deu uma leve síndrome de Estocolmo, porque eu tive dó daquele merda.
Essa é a intenção, cara. É, você se sente trouxa, né, cara? Que raiva, pô. O cara é muito canalha, bicho. E às vezes é também porque se for pego dele tem o alime. Não, foi um crime de desespero. Caraca, cara. Desculpa os erros de escrita. Valeu, Klaus Kays Silão. Sua edição está cada dia melhor, men. Faz um curso aí para nós. Falou. Aê, Silão. Está na hora do Silão lançar o curso, hein? Faz aí uma masterclass, uma imersão com a galera. Vamos ensinar todo mundo a editar.
E ficar milionário como o Silas com o podcast, hein? Boa, boa, boa. É mentira dele. Não, mas zoeiras à parte, se o Silas fizer um curso, vende mesmo, hein? Sei lá, fica aí. Eu acho também. Um incentivo, cara. Porque, cara, pô, ele já editou mais de mil programas aí pela vida. Você acha que ele não tem o que ensinar? Tem muito. Tem muito o que ensinar e tem a marca dele, né, cara? Que aí é só com ele mesmo, né? Então tem que ensinar a galera. Sensacional.
Cara, eu acho que cabe mais uma curtinha aqui, hein, Klaus? Vamos para mais uma? Vamos lá, Caio, no pique. Então a próxima é do carinha que trabalha logo ali. Ele disse... Olá, Caos e Caio. Eu sou o carinha que trabalha logo ali e vim contar sobre o meu primeiro emprego como CLT. Nessa época, eu era recém-formado em sistemas de informação e comecei a trabalhar em uma startup. Nome bonito para uma empresa que vai te explorar. É verdade.
Além de ser esculachado por um chefe FDP, eu ainda tinha que trabalhar sempre após o horário sem receber nada. Meus colegas de trabalho eram, no mínimo, peculiares. Mas um deles se destacava pelo hábito de jogar água na própria cabeça enquanto trabalhava. Isso mesmo, ele refrigerava o próprio processador. Hahaha.
Pois bem, chegamos ao final do ano com muito sofrimento e como recompensa tivemos o prazer de compartilhar uma mesa de bar com os chefes. Eu não ficava bêbado com facilidade naquela época, o que me garantia que eu não falaria o que realmente gostaria. Porém, os diretores não seguiam essa mesma regra. Quando já estávamos quase encerrando a noite, um dos diretores olhou para a fonte humana
E disse, você é um programador de merda. Que isso, cara? Nossa. Do nada. Que violência. Mas o nosso dobrador de água não deixou por isso mesmo e respondeu em seguida. É pra combinar com essa empresa de merda. Que isso?
Que coisa maravilhosa. Ao ouvir a ofensa, o diretor partiu pra cima. Imaginem dois homens de meia idade pesando umas cinco arrobas cada um. Se não fosse a agilidade minha e dos meus colegas, esses dois planetas teriam colidido.
Depois que os ânimos se acalmaram, cada um foi pra sua casa. Quando voltamos ao trabalho, eu esperava algum tipo de consequência, mas estava todo mundo trabalhando normalmente. Bem, era mesmo uma empresa de merda. Exato, exato, cara. Maravilhoso. Tá aí um bom diagnóstico, porque quando absurdo acontece... O absurdo pode acontecer em qualquer lugar. Sim. Mas se as pessoas já nem reagem, meu amigo, é porque... Ah, já era, né? Já foi pro vinagre, cara. Foi pro vinagre.
Caramba Maravilhoso, cara Os caras saem da porrada, velho Num dia e no outro nada acontece Tá aí uma coisa que eu peguei um certo preconceito, cara O nome startup, tá ali Ah, somos uma startup e tal Aí tem essa coisa do negócio pequeno e inovador Só que acaba sendo um lugar que estrala o chicote pra caramba Porque não, aqui tudo tem que ser escalável Tudo aqui tem que ser performance driven Tudo aí, bicho É, parece desculpa
Desculpa para você fazer o cara trabalhar mais que o necessário, mais que o combinado. Desculpa para você não ter nenhuma formalidade. Não, é porque aqui o ambiente é inovador. Então a gente pode madrugar, pode ficar fazendo... Pode sair no soco. É isso. Complicado, complicado.
Mas é isso, cara. Muito obrigado aí pela sua história. Essas foram as histórias de hoje. Vamos agradecer a galera que mantém aqui a Startup 2 Empregos, né, Caio? Exatamente. Venha ser aqui um investidor anjo, né, Klaus? É, nós somos mantidos pelos nossos anjos. Exatamente.
Ó galera, não é fácil manter um programa aí de 50 minutos semanal, com edição terceirizada, divulgando bonitinho. Então se você quer contribuir com qualquer valor que o seu coração mandar, sem qualquer tipo de fidelidade, tá? Doisempregos.com.br e a partir de R$10 você participa também de sorteios de brindes que a gente faz todo mês e outras ações aí. Tem o nosso grupo secreto com cupons de desconto ainda maiores pra basicamente, fofoquinha todos os dias, é legal.
Chega mais. E se você não tem um dinheirinho para contribuir, manda uma história também. É tudo lá, 2empregos.com.br. Exatamente. Mas mande história e mande dinheiro também. Larga a mão de ser liso. Larga a mão de ser duro. Põe a mão no bolso e ajude o seu podcast. Será que eu vou ter que fazer um strip-tease na janela, Caio? Para alguém contribuir com esse programa? Não faz essa ameaça, senão a gente perde metade dos contribuintes. É de verga, Caio.
É, você vai aparecendo vestido, né, Caio? A galera já vai... Pô, eu não tinha visto a cara de vocês, vocês são feios pra caramba. Pois é, tanto de assinante que a gente perdeu depois disso, né, Paulo? Imagina se a gente mostrar uma teta, Caio. O problemão. É o suficiente, é. Então, vamos agradecer a galera que já ajuda, Caio. Começando aqui pelo Osvaldo Brogliato, Danilo Eduardo Estrela, Leandro Nunes, Lucas Peron, Thiago Gliçói, Caio César, Gabriel Rico e Ben Urbrião. Boa! Boa!
Antônio Você é Louco, tem eles Rodrigo Bastos, Sérgio Gonçalves, Pedro Henrique Schneider João Marcos Vieira André Esquenor, Anderson Alves Joatan Gonçalves e Débora Lancaster Maravilhoso, obrigado, obrigado pessoal Voltamos então, semana que vem Como sempre, Segundona, tamo aí Abraço e tchau Falou!
E aí
Basicamente
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