Episódios de Cinema Falado - Rádio Executiva

Podcast Cinema Falado 09-05-2026

10 de maio de 202656min
0:00 / 56:14
Participantes neste episódio3
L

Lisandro Nogueira

HostApresentador
L

Luiz Antônio Sukita

Co-hostEditor de som
A

Arley Matos

ConvidadoIncentivadora do Cinema Falado
Assuntos7
  • Aniversário do Cinema Falado11 anos de programa · Agradecimentos à equipe e ouvintes · História do programa desde 2015
  • Mudanças de VidaAutotransformação e autoconhecimento · Crítica a manuais de autoajuda · Resistência à mudança · Mudanças não planejadas e o acaso · Adam Phillips e o livro 'Sobre Querer Mudar'
  • Filme O Diabo Veste Prada 2Empoderamento feminino e machismo · Competição entre mulheres no sistema · Superficialidade e falta de profundidade do filme · Financiarização da vida e captura da subjetividade feminina · Miranda Priestly e a reprodução de padrões masculinos
  • Música Cristã BrasileiraShakira elogia a MPB · Luísa Sonza e a Bossa Nova · Elis Regina e a interpretação de 'Madalena' · Vanessa da Mata e 'Só Você e Eu' · Gonzaguinha e 'É Bonita'
  • Reflexão sobre a vida boaA importância de dançar · A solidão e a depressão · A financiarização da vida · A busca por sentido e felicidade
  • Trabalhos em cinema e televisãoA importância da sala de cinema · Montagem e edição acelerada dos filmes atuais · Crítica ao filme 'O Riso e a Faca'
  • GratidãoAgradecimento à Rádio Executiva · Menção a Rafael Veiga e Lute Fernandes · Menção a Marília do relacionamento com clientes · Menção a ouvintes em Cuiabá e Campo Grande
Transcrição135 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Executiva FM.

Subo nesse palco, minha alma cheira talco Como um bumbum de bebê, de bebê Minha aura clara, só quem é clara e vidente pode ver, pode ver Trago a minha banda, só quem sabe onde é Luanda Saberá lhe dar valor

Pesa pra quem preza o louco Bum, bum do tambor Do tambor Fogo eterno pra fugentar O inferno pra outro lugar Fogo eterno pra consumir O inferno fora daqui

Palco aberto vai começar. O espetáculo está no ar. Cinema falado completando 11 anos. Gente, são 11 anos que a Lâmina da Voz e o Escudeiro estão aqui toda semana com essa crônica cinematográfica, com essa crônica musical e contando histórias de vidas. Eu sou Arlen Matos e vi esse cinema falado nascer. Lisandro e Suquita estão aqui há 11 anos.

Lisandro é disciplinado, é persistente e tem um editor de som muito competente. É Luiz Suquita. 11 anos, não é pouca coisa não, hein? E agora com você, a lâmina da voz Lisandro Nogueira. Parabéns pelos 11 anos de programa. Você, hein? Você é persistente, hein, cara? Maravilha! Arley Matos abriu o programa.

no dia do nosso aniversário. Pois é, 11 anos aqui com você, ouvinte. Pois é, 11 anos levando uma conversa, uma reflexão, mas também nos divertindo. E obrigado, Arlen Matos, grande incentivadora do Cinema Falado.

Gente, a gente também aqui, a gente conta histórias, né? A gente toca música boa pra iluminar sua manhã. Manhã goiana, manhã brasileira, insistindo com o Brasil. Brasil é complicado, Brasil não é fácil. Mas a gente insiste e tocando música brasileira. Se a Shakira vem no Brasil e falou que é a melhor música do mundo, então a MPB é a melhor música do mundo, segundo ela. Então vamos nessa, com alegria. Bora nessa, seu Jorge.

Transcrição e Legendas Pedro Ribeiro Carta

Buguesinha...

Vai de motorista com seu carro esporte Vai zoar na pista Final de semana, na casa de praia Só gastando grana Na maior gandaia Vai pra balada, dançando a destaca Com a sua triba até de madrugada

São 11 anos de programa e agradecimentos aqui ao pessoal da Rádio Executiva. Rafael Veiga, que me convidou em abril de 2015. Nossa, faz tempo. O Rafael é diretor da rádio até hoje, grande incentivador do Senhor Falado. E é músico, é uma rádio de músicos.

Lute Fernandes, coordenador da rádio, gente finíssima, sabe tudo de Rádio Lute. E abraço aqui para toda a equipe de produção, Bruna, Pedro, Jean, as meninas das vozes, Arlen Matos, Maristela, e muito obrigado e agradecimentos especiais para quem está aqui na minha frente, o mago do som, Luiz Antônio Sukita, Sukita, que não é japonês.

Não é. Ele é brasileiro, é goiano raiz. E ninguém faz edição melhor do que Luiz Suquita. Nota mil. Ah, não posso esquecer. Abraço para Marília do relacionamento com clientes, que me trata tão bem. Marília é ótima. E também trata bem os nossos patrocinadores.

Gente, esse programa é seu. Esse programa é seu. Ouvinte do programa que está aqui com a gente desde abril de 2015. Tanta gente boa ligada no Cinema Falado todos esses anos com a gente. Toda semana. Esse programa é de Goiânia para o Brasil e para o mundo. E como dizem vários ouvintes, o Cinema Falado é para animar a festa das manhãs goianas. Da manhã...

brasileira Bora dançar Bora dançar para comemorar os 11 anos do programa no ar toda semana com você vamos nessa esse só para bater no seu pai você vai curtir comigo e vai dançar todo mundo aí porque nesse barato nesse esperto nesse swing vamos ver vamos dançar vamos agulha balançar

Bicho, o broto do seu lado Já teve um namorado e teme um compromisso Gavião, há sempre um do seu lado Se diz gato malhado, mas não é nada disso

A porta da escola, mas não tem chance não Pai, juiz, a leva pro cinema Com mais cinco morenas O que mais sempre quer

É isso mesmo, esse programa é para ouvintes atentos e desatentos que de repente sabem que dançar ou não dançar. Quem não dança, segura a criança, se você dançar, você não dança. Quem não dança, quem não dança, tem neurose em alto grau. Quem não dança terá dificuldades enormes em entrar no reino dos céus.

Jesus só vai abrir a porta dos céus para quem dança, porque dançar é um ato de humildade, é se expor ao outro, é sair de dentro de você. Dançar para não dançar.

Porque se não dançar, dança nessa vida. Então, por exemplo, lutar contra o tédio, lutar contra a morte, lutar contra a mediocridade e a ignorância, lutar para não ser manobra de ninguém, ficar na mão de ninguém, ter a mínima autonomia para desfrutar das coisas interessantes dessa vida.

Gente, isso aqui, o que é isso? Que começão de programa, né? Que coisa boa. A gente gosta assim, né? De começar esquentando, né? Agitando. E aí? E aí, já saiu pra passear com os cachorros? Já pegou aquele saquinho branco, indefectível, que você leva pra passear com os dogs? Já tava aí pela rua? Agradeça sempre aos cachorros.

por eles se sacrificarem morando em apartamentos, que nunca foi o seu habitat natural.

O cachorro nunca poderia morar em apartamento, mas eles moram para fazer companhia para você e aplacar sua solidão ou seu tédio, ou te dar alegria. É, porque viver é muito difícil. É, olha, e vou falar uma coisa, e sair no final de semana, pela manhã, para ir na padaria, para muitas pessoas, já é uma vitória. Foi o que eu ouvi hoje pela manhã. Lembre-se sempre... Lembre-se sempre...

Dos deprimidos. Na sua solidão, os deprimidos têm algo a dizer muito importante sobre esse mundo. E na sua tristeza também, os deprimidos mostram que há algo fora do lugar e que o problema é menos deles. E muito mais, muito mais...

de um mundo que tem algo de errado e de muito estranho. Gente, é isso. É criar um tipo de mundo que puxa a vida, né? Então pense sempre nos deprimidos. Se está aumentando o número de gente deprimida, é porque tem algo de muito errado e estranho no mundo.

Um mundo gozado, contraditório, um mundo de muitas religiões e religiosos. Mas que parece que Deus neste mundo foi abandonado. Fala-se muito em Deus, mas ele certamente não suporta esse mundo do jeito que está. É preciso repaginar, reconstruir e amar um pouco mais.

Jesus voltar, porque se continuar desse jeito, ele não vai querer voltar, não. Viver é bom, é viver é bom. E no meio do oceano, de muitas ondas altas e perigosas, tem sempre uma ilha maravilhosa, maravilhosa, para você ouvir uma música legal e sossegar seu espírito e poder falar, vale a pena, apesar de tudo que foi o que eu ouvi hoje pela manhã no café.

Vale a pena, apesar de tudo.

Um árvore milenar, um nôo no bairro É um chão que aboia, é um oiseu no ar É um tronco que morre, é a neige que fond O mistério profundo, a promessa de vida É o sucesso do vento ao sábado das colinas É uma velha ruína, o vidro do nele É a pique que chacasse, é a verse que verse Des torrents da Grécia, são os de Mars

É o pé que avance, não passa, não passa, não passa, não passa É a mão que se torne, é a pierre que lhe lança É um trou na terra, um chão que se chemina Um rosto de racine, é um pouco solidaire É um oiseu no ar, um oiseu que se pose Um jardim que lhe arrose, uma source de clé Uma echada, um clou, é a fiebre que monte É um conto, um conto, é um pouco, é um pouco, é um pouco,

Um poço, um gesto, é como do fife argentino É tudo isso que o Natan, é tudo isso que nos resta É do bairro, é um joelho, um bobo, um bobo Um álcool trafiquado, o caminho mais curto É o livro de um hipo

Um corão sômeia, uma voz de churruia, é a boca, é a boca. Um passo, um pão, um capô que croce, é um chaleiro que passa, é um belo horizonte. É a saison das chuvas, é a fonte das glas, são os de março, a promessa de vida.

Uma perda, um bato, um José e um Jack Um sapo que ataca, uma entaia e talão Um pão, um pão, um pão, um chemin que se mime Um resto de resígne, um pão, um pão, um bão, uma trache

Transcrição e Legendas por QTSS Um mistério profundo

O resto da racine, é um pouco solitário É o hiver que se faz, a fim de uma saison É a neige que se fonde, são as eeiras de mar A promessa de vida, um mistério profundo São as eeiras de mar, em teu coração, tu te fonde

Stay Skent é a cantora americana que ama música brasileira Ela cantou Águas de Março em francês Águas de Março é do Tom Jobim, esse gênio

E hoje ainda eu vou comentar o filme O Diabo Veste Prada 2. Mas já pergunto pra você de cara. Gente, o Diabo Veste Prada 2, ele depõe contra as mulheres? Ou ele exalta as mulheres? Ele exalta as mulheres ou ele depõe contra as mulheres? Ou esse filme, na verdade, reproduz o machismo? Eu comento agora o Diabo Veste Prada.

Transcrição e Legendas por Quintena Coelho

Abraço para a Denner em Cuiabá. Poxa vida, ouvintes nossos em Cuiabá, em Campo Grande, no Mato Grosso também. E também, olha aí, a Mauri em Pirinópolis, nosso ouvinte há muitos anos. Salve a Mauri.

E aí, gente, vamos entrar num papo reto aqui? Você já pensou em mudar de vida? Fazer uma autotransformação? Eu não estou falando aqui que estou falando de você culpar alguém pela sua vida chata e ruim. Não é isso.

Estou falando da autotransformação quando você vê que precisa mudar de vida. Eu li agora, olha a dica legal, eu li agora o livro do Adam Phillips, que fazia muito tempo que eu queria ler. E ele nos convida a uma reflexão quase subversiva sobre a natureza da autotransformação.

Anota o nome do livro do Adam Phillips, chama-se Sobre Querer Mudar. Olha, ele é bem diferente desses manuais de autoajuda, de coach, que promete um mundo novo, promete um mundo novo em 10 passos ou 10 dias. No livro do Adam Phillips não é nada disso. A vida não é fácil, não tem coisa fácil. Aprenda a viver melhor em 10 dias. Isso é bobagem.

O Adam Phillips explora porque somos tão obcecados com a mudança. Ah, o ano que vem eu vou mudar. Segunda-feira eu começo a dieta. Agora eu vou mudar. Eu vou mudar de barra. Eu vou mudar, vou mudar, vou mudar. Mas olha que gozado. Ao mesmo tempo que somos muito resistentes a mudar. A gente é resistente. A gente fala em mudar, mas a gente é resistente a mudar.

Será por quê? Bora falar sobre mudar de vida, se autotransformar? E ainda vou dar dicas de filmes para você, para você ir pensando nisso aí. Está querendo mudar de vida? Suquita, você quer mudar de vida ou quer mudar de bairro? O que você quer, Suquita? Bom, uma pergunta rápida aqui, hein? A gente muda de vida ou só desloca os problemas e os B.O.s?

do cotidiano. O que você me diz? Pensa aí. A gente muda de vida ou só desloca os problemas? Pensa aí. Gente, o que está realmente em jogo quando desejamos transformar nós mesmos?

O que está em jogo? Porque eu mesmo já me peguei várias vezes. Vou mudar, agora vai ser diferente. No livro do Adam Phillips, que se chama Sobre Querer Mudar, ele critica de cara a mudança como forma de punição. É porque é o seguinte, às vezes queremos mudar apenas para dar satisfação a alguém, ou porque nos achamos insuficientes. Aí a gente quer dar satisfação e a gente quer mudar.

Uai, tem um filme sobre isso, famoso, é cisne negro, cisne negro, lembra? A Nina no filme, ela busca a perfeição técnica, mas essa busca não é um desejo de liberdade, de mudança mesmo.

É um desejo de autodestruição. É. Ela queria se machucar, se aniquilar, para atingir o ideal. E atingir o ideal, o desejo de alguém. Não era, no fundo, o desejo dela. E tem uma coisa que me chamou a atenção no livro, que diz que as mudanças na vida, as mais bonitas...

são aquelas que a gente não planeja. E agora, como é que fica? Todo mundo fala em planejamento, planejamento, planejamento, vou mudar de vida, agora vou... Não. No livro do Adam Phillips, que é muito bom, ele fala o seguinte, são as contingências da vida, as mudanças mais significativas acontecem por acaso, muitas das vezes, contingência, acontece.

E já aconteceu com você? Pinta um acontecimento e aquilo muda a sua vida. Já pensou? Vamos dar outro exemplo. Na série Fleabag, a personagem da Phoebe, na série Fleabag, ela muda para sentir e se ver como alguém que merece o amor. Ela para de se ver apenas como um erro. Ela se acha um horror, um erro. Mas como uma pessoa que está sempre errada, julgada,

ela se sente errada, julgada, e como é que ela faz para ir para outro lugar bem melhor? Então veja a série Fleabag, que é fascinante, e conheça a danada da personagem da Phoebe. Que figura essa encara a mudança para valer? Então veja a série Fleabag na Prime Video, para você conhecer uma personagem interessantíssima, e também para você se conhecer bem e viver melhor.

Gente, eu estava conversando com duas pessoas no Jota Pereira, lá na Rua 55, no centro de Goiânia, que é o melhor lugar de Goiânia, apesar que está abandonado, mas ainda é o melhor lugar de Goiânia para mim e para você. Pois é, eu estava lá degustando aquele biscoito de queijo que é fenomenal. Jota Pereira foi aberto em 1963.

Já pensou? Bom, aí eu falei que eu tinha terminado de ler o livro do Adam Phillips, que tem o nome de sobre querer mudar. E que mudar não é, por exemplo, querer ser outra pessoa, que é uma grande roubada.

uma grande bobagem. Você ficar idolatrando ídolos da música ou do cinema. Ah, eu queria ser igual fulano. Ou então tem gente que fala ah, eu queria ser igual meu amigo. Ele sim resolve bem os problemas. Isso é uma bobagem. Você tem que se conhecer. E outra coisa que eu disse lá tomando café de bule. Café de bule.

Mudar, se autotransformar, não quer dizer mudar para sermos mais corretos, para sermos mais aceitos pelos outros. Não é isso. O bonzinho, né? O bonzinho. Eu vou ser bonzinho porque aí todo mundo vai gostar de mim. Eu vou mudar. Agora eu vou ser bonzinho. Vai se lascar se você fizer isso. O grande lance, gente, é não se sabotar. E sabe como é que você não se sabota? Se conhecendo.

É, se conhecendo. Você pode se conhecer de várias formas. Fazendo uma análise, uma terapia, um bom pai de santo, um bom padre, um bom guru. Não é? Deve ser raro, mas deve existir. Esses livros de autoajuda convencionais inchem a nossa cabeça com o papo de que mudar é criar disciplina, metas e ter força de vontade. Isso é o óbvio. Isso é o óbvio.

E não é isso, mudar é ter curiosidade sobre o mundo e aceitar que você erra e ampliar as possibilidades de ser o que você já é.

Não querer ser ninguém é se voltar para você mesmo. Lembra do filme Trem Fantasma? Trem Fantasma do Paul Thomas Anderson. Lembra do Trem Fantasma? O cara cria no filme uma rotina para não mudar. Mas aí pinta o imprevisto, que quebra a rigidez do cara. Pinta o imprevisto. A gente tem medo do acaso, mas o acaso é muito interessante. Sabe qual é o imprevisto?

Pinta um amor. É, pinta um amor pra mostrar que ele é uma pessoa amável. Ele não se achava amável. Que ele pode ser amado. E ele vai ser amado. Mas isso só acontece. Você vai ser amado quando você também merecer ser amado. Fazer por onde. Não é? E a primeira coisa é você amar você mesmo. E se conhecer. Então leia o livro ótimo do Adam Phillips. Sobre querer mudar. E acolha.

O imprevisto, o acaso. Não fica com medo. Olha a Vanessa da Mata vai entrar cantando umas coisas assim. Que ótimo.

Ainda mais é tão sério Só você me importa Tô fechando a porta E é só você Pra mim sempre foi duro Minha vida ia correndo Cheguei em um ponto Que não sentia mais Meu coração não via Era cegueira pura Mas quando vi você Ele me disparou

É tanta gente doida, tanta gente carente Eu que já vi de tudo nisso, tenho certeza Que nesse mundo cão de tantas malvadezas Você é um presente que eu não posso perder Amor, se for por seu carinho Se for por seus beijinhos Diga ao povo que fico

Só você me importa Tô fechando a porta E é só você e eu

As ruas que andei sem rumo certo Não foi tão bom Ninguém que chegou da vossa saudade Era o vazio Nada do que lá fora me deram Tinha sua qualidade

Amor, se for por seu carinho, se for por seus beijinhos Diga ao povo que fico e mudo tudo Amor, nada mais é tão sério, só você me importa Tô fechando a porta e é só você e eu

E é só você e eu E é só você e eu

Vanessa da Mata em Só Você e Eu, gostou? Biscoito Fino da MPB, que a Shakira falou que é a melhor música...

do mundo. Shakira falou, convidou Caetano, Bethânia, Anitta e Vete Sangalo pra cantar com ela. Ela não chamou outro pessoal pra cantar com ela, da música hegemônica que tem no Brasil hoje, que canta em falsete. Ela cantou a fineza da MPB. Então, gente, completando 11 anos de programa hoje, Sukita...

Suquita, ouça isso. Suquita, eu olho para você. Como nós envelhecemos bem, né Suquita? Nós estamos aqui desde abril de 2015, Suquita. É, Lisandro, é muito tempo, hein? Vamos passar o número do nosso WhatsApp? É 629-8581-9270. 629-8581-9270.

É isso aí, Luiz Suquita. Cinema falado aniversariante. Volta já pra falar do filme que depõe ou exalta as mulheres. É o Diabo Veste Prada 2. Será que ele depõe mesmo contra as mulheres? Ou ele, na verdade, é mais uma exaltação ao universo feminino? O que você me diz? O que você pensa? Eu volto pra falar sobre isso. Então, é o cinema falado no ar. No mar. No lar.

no bar. Em qualquer lugar, 11 anos aqui pra você. Executiva FM

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Transcrição e Legendas por QTers

Cinema falado de volta no final de semana do seu aniversário. 11 anos no ar, gente. 11 anos. Eu e o Luiz Suquita aqui toda semana pra você. E toda semana uma crônica cinematográfica e musical. Ainda conta história.

história, né? Oi, Luiz, nós já contamos história aqui nesses 11 anos, hein? Gente, e outra coisa, e essas manhãs de maio? Quem é que curte? Você curte essas manhãs? Essas sombras de final de tarde no mês de maio? O sol vai se pondo, e eu passo, por exemplo, em alguns bairros de Goiânia, tá aquelas sombras de final de tarde, vai esfriando. Olha, manhãs de maio, é tudo de bom.

Ó, aí cantando é Ayana, Ayana Lee, voz boa, né?

Tá gostando dela? A Yana Lee, jovem cantora que ganha o mundo com sua música. Olha, essa música é uma indicação da nossa ouvinte Virginia Ferro, que sabe um bocado de culinária e gastronomia. Essa cantora é boa, hein? Olha aí. Você não me deixa de ser forte, quem não é o homem, mas é o homem. Se você quiser ser meu homem, oh, yeah.

E com essa música eu já te convido pra conversarmos sobre o filme Diabo Veste Prada 2. Primeiro que o seguinte, quando esses filmes começam, Diabo Veste Prada 2, 3, 4, põe um pé pra trás, põe um pé pra trás, como se diz no interior de Goiás. É melhor você ficar atento a riar seu cavalo.

E logo eu já te pergunto, se você já viu o filme, eu te pergunto, ele depõe contra as mulheres? Ou ele exalta o universo feminino? Ou o embate entre mulheres no filme, onde homens não são quase nada? Gente, homem não vale nada, né? Porque nesse filme, então... Gente, é o seguinte, eu fico me perguntando...

Esse embate entre mulheres no filme é uma forma do sistema ganhar muito dinheiro com empoderamento feminino recente? O que você me diz? O que você pensa? O sistema está ganhando muito dinheiro com esse papo de empoderamento feminino recente? Ou as mulheres estão trabalhando pra caramba?

E alguém tá ganhando dinheiro em cima disso. O que que você me diz? Gente, uma coisa boa do filme O Diabo Veste Prada 2 é que ele está levando muita gente de volta às salas de cinema. Eu fui assistir duas vezes já e eu... Poxa vida, eu assisti com uma sala lotada. Ontem, né? Na sexta, lotado.

Assisti o filme duas vezes no Aurum Cinema. Aurum, olha que nome. É o novo cinema lá no Oscar Niemeyer. E vi que as pessoas gostam muito da tela grande. Gente, cinema é tela grande. Cinema é tela grande. E ver qualquer filme na tela grande é outra coisa. É muito melhor.

Sabe por quê? Na tela grande, na sala de cinema, dá pra você observar claramente como os filmes hoje são acelerados. A montagem e a edição é bem rápida, que é pra acompanhar a nossa correria, a nossa ansiedade radical.

Gente, no Diabo Vestiparada 2, os diálogos ficam exprimidos, e muitas das vezes pela rapidez, eles ficam superficiais e surgem frases de efeito a esmo. Isso é um grave problema do filme. O filme não tem densidade. São frases de efeito aqui e ali.

E tem a ver com a sua superficialidade quando abordam temas importantes como a mudança radical na comunicação. Com o fim do modelo de revistas de moda feitas no papel. E transformou, foi para o mundo digital. Mas isso não é aprofundado. E é outro problema do filme, não tem profundidade. Aí eu volto nas perguntas. E por favor.

Quando for assistir o filme, pergunta, esse filme depõe contra as mulheres? Ou o embate entre mulheres no filme, onde homens não são quase nada? É uma forma do sistema ganhar muito dinheiro com o empoderamento feminino recente? Ou o filme exalta o universo feminino? O que você me diz? Gente, duas décadas depois, a Miranda, a Meryl Streep, depois dela...

duas décadas depois, esnobar sua secretária, que é a Anne Hathaway, a poderosa do mundo da moda, está agora em crise e perdendo poder no Diabo Veste Prada 2. Sua ex-secretária agora, poxa, tem poder. E elas vão entrar no embate entre elas e com outra mulher em ascensão, que também quer muito poder.

Os homens que aparecem são, até certo ponto, irrelevantes. Com detalhe, o cara que detém o dinheiro, o herdeiro, vai rivalizar com outra mulher de origem oriental, também muito poderosa. Gente, vou dar minha opinião clara.

se o Diabo Veste Prada depõe ou não contra as mulheres. Mas antes, vamos ouvir da trilha sonora do filme um superclasso da Great American Songbook, que é o livro de ouro das canções americanas, em língua francesa. Que é pra você ir tentando responder. O Diabo Veste Prada 2.

Depõe contra as mulheres ou exalta o universo feminino? Então vamos ouvir essa música e pensa nisso aí. O sistema incentiva a competição entre as mulheres para explorá-las ainda mais? Agora essa música é bonita, você ouve e pensa. E eu volto. Depois da música.

Transcrição e Legendas por QTers

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Transcrição e Legendas por QTSS

A CIDADE NO BRASIL

Aí, da trilha sonora do filme O Diabo Veste Prada 2. Olha, eu fico com a ideia de que o filme depõe contra as mulheres ao colocá-las para competir entre elas, inclusive reproduzindo padrões masculinos. A Mary Striep, a Miranda, ela não reproduz.

um certo machismo? Ou não? E será que estou errado em achar que uma mulher, que uma mulher salva Miranda e de outra mulher ambiciosa, refletindo um padrão masculino? Estou enganado. Ou é um filme, ou é um...

É uma forma de mostrar que as mulheres estão dando troco no universo masculino que sempre as oprimiu. Isso é uma pergunta. Será que o Diabo Veste Prada 2 é para mostrar que as mulheres sempre foram muito oprimidas? E que agora elas estão dando troco? Será? Gente, é o seguinte. O filme nos mostra que o novo lance do sistema, o novo luxo do sistema, não são as bolsas de or.

mas a captura da subjetividade feminina, essa é a minha opinião clara. O sistema está capturando a subjetividade feminina e ganhando muito dinheiro.

Gente, o sistema abre as portas do topo da pirâmide no selvagem mundo rico da moda. Gente, só que o seguinte, o pedágio para entrar nesse mundo é a entrega da própria humanidade. Eu tenho uma amiga minha aqui em Goiânia que ela trabalha pra caramba. Ela fala, poxa, Lisandro, o sistema me explora.

Ela tem um padrão bom de vida, mas ela sabe o preço. Entrega o cotidiano, o dia. É o empoderamento feminino como uma nova e sofisticada forma de servidão? Estou enganado? Será isso? Manda mensagem. Eu faço essas perguntas. O que você acha? A própria Miranda Meryl Streep, será que ela não repete gestos e autoritarismo dos homens machistas? Eu te pergunto.

É para isso que é o empoderamento? Então envia mensagem pelo WhatsApp nosso aqui, anota aí. 62-985-81-9270 Vou repetir. 62-985-81

9, 2, 70. E veja o Diabo Veste Prada na sala de cinema, na tela grande, que é muito melhor do que assistir qualquer coisa no streaming em casa. Vai lá no Novo Cinema, o Aurum Cinema, lá no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Vai lá, vai lá e vambora conversar sobre esse filme. Eu dei minha opinião aí, né? Bom, e abração pro Eduardo.

Eduardo, Luiz Eduardo e a Evelyn, todos ouvintes do Cinema Falado. E pro pai do Eduardo, saudoso jornalista Helio Rocha, que tá no céu ouvindo a gente. Lembra dele, Suquito, do Helio Rocha? Figuraça, né? Pois é. Gente, a Shakira veio ao Brasil. E quem que ela convidou pra cantar com ela? Óbvio, todos eles, a Nata, da MPB. Convidou Maria Bethânia e Caetano Veloso.

Já pensou? E Shakira mostrou que a música popular brasileira é o máximo. Gente, e é verdade, você vê que uma cantora pop como a Luísa Sonza, super pop, o que ela fez agora? Ela gravou um álbum inteiro cantando Bossa Nova, que você vai ouvir agora. MPB Noir nos 11 anos do Cinema Falado.

Só tinha de ser com você A viagem ser pra você Se não era mais uma dor Se não, não seria o amor Aquele que a gente não vê Amor que chegou pra mim

Que é feito de azul Me deixa morar nesse azul Me deixa encontrar minha paz Você que é bonito demais Se ao menos pudesse saber Que eu sempre fui só de você Você sempre foi só de mim Eu sempre fui só de você Você sempre foi só de mim

Que eu sempre fui só de você Você sempre foi

Se ao menos pudesse saber Que eu sempre fui só de você

Que eu sempre fui só de você Você sempre foi só de mim Que eu sempre fui só de você Você sempre foi só de mim Luisa Sonza, rainha do pop, cantou Bossa Nova, hein? Só tinha que ser com você Vinícius e Tom Jobim Ah, não deixe de assistir no Cinecultura o filme O Riso e a Faca

É, o riso e a faca. Se em Diabo Veste Prada o sistema explora as mulheres, nesse filme brasileiro explora os médicos. Os médicos. É baseado na experiência longa do Drauz Varela. O filme mostra um cirurgião competente, mas em crise. Qual que é a crise dele? O sistema capacitou esse cirurgião para que ele possa operar bem, mais e mais, transformando a cura.

Em métrica financeira, aí o cara pira o cabeção. Então, seja em O Diabo Veste Prada ou no filme O Riso e a Faca, o diagnóstico é o mesmo, é a financiarização da vida. É o dinheiro pelo dinheiro. O dinheiro é bom, mas o dinheiro pelo dinheiro é o fim da picada. Te leva para o buraco. Pois é, e essa financiarização da vida transformou nosso trabalho, nossas virtudes, transformou isso em quê?

Tanto Miranda como o médico do filme O Riso e a Faca, eles estão do topo. Mas o topo é um lugar solitário, onde ética e afeto foram sacrificados, em nome de uma performance vitoriosa, e repito, do dinheiro pelo dinheiro, e que no fim sobra solidão. Tô cansado de ouvir isso de gente empoderada. Homem e mulher ganham dinheiro, têm uma vidona...

mas se sente só. Mesmo casado ou com namorada ou com namorado, se sente só. Então veja o Diabo Veste Prado no Aurum Cinema, lá o novo cinema, lá no Oscar Niemeyer, e o Rios e a Faca no Cine Cultura na Praça Cívica. Gente, toda vez que se fala nas cantoras brasileiras, eu lembro-me de uma interpretação de Elis Regina.

que ela interpretou uma música do Ivan Lins e do Ronaldo Monteiro. Falar nisso, o Ivan Lins vem agora, no final do mês aqui em Goiânia, com o João Bosco. A Elisa Regina cantou Madalena. Talvez seja a melhor interpretação dela, pelo menos para mim. Vê se você concorda. Ela canta como se a música fosse um acontecimento. A energia, a atenção na sua interpretação. A Elisa Regina engole a música que tem uma letra...

Banal. Elis canta tão bem que a música e seu canto nos arrebata. Sua voz é uma presença dramática, que é uma característica dela, também da Maria Betânia. Então vambora ouvir e deguste agora a voz de uma cantora brasileira extraordinária. Veja como é que ela sobe e desce, como é que ela leva as notas lá em cima. Ela é demais. Elis enginha.

Comparado tanto meu Fique certo quando o nosso amor desperta Logo o sol se desespera E se esconde lá na serra

Nem tão pouco se admite Quem do nosso amor duvide Até a lua se arrisca num palpite Que o nosso amor existe Forte ou fraco, alegre ou triste É a amada problema O meu peito percebeu Que o mar é uma gota Comparado ao pranto meio

Quando o nosso amor desperta Logo o sol se desespera E se esconde lá na serra

Madalena, o que é meu não se divide Tampouco se admite Quem do nosso amor duvide Até a luz se arrisca num palpite Que o nosso amor existe Forte ou fraco, alegre ou triste

Manda-lê Manda-lê

Se divide, é nem tão pouco se admite Quem do nosso amor convide Até a lua se arrisca no palpite Que o nosso amor existe Forte ou fraco, alegre ou triste

Madalena, Madalena, Madalena, Madalena. Demais, hein? Elisagina em Madalena. Que interpretação, hein? Bom, gente, abraço pro pessoal da TAM, lá no aeroporto aqui em Goiânia. Caio, Evelyn e Joseni. Pô, e vocês são ótimos. Poxa, como atende bem esses três, viu?

Bom demais. E olha, nos 11 anos do Cinema Falado, obrigado, muito obrigado aos nossos patrocinadores. Cicobi, Sesc, Catral, Colégio Arena, Aurum Cinema e o Café Munho Fino, do Roberto. Ei, Roberta!

E vamos nessa, Luiz do Quinta? Um chopp nos aguarda. Afinal, a vida já é muito dura para deixar um chopp para depois. E fica aqui na executiva, quando terminar o cinema falar, porque vem aí e vi expressa. Então, neste final de semana estamos comemorando 11 anos. Meu Deus, já 11.

Mas tudo meu demora, né? E na passagem do mês de abril para maio de 2015? Nossa senhora! Começamos o Cinema Falado e estamos aqui até hoje por causa de você que gosta deste programa. Eu e o Lúcio Quinta desejamos o melhor para a sua vida e para a nossa também, né, Suquinta? Lembre-se sempre!

Na hora H, os artistas que vêm cantar aqui como Dua Lipa, Madonna, Lady Gaga, Paul McCartney e agora Shakira, eles enaltecem a MPB a música popular brasileira, a música que representa qualidade, a música brasileira de qualidade. E a Shakira cantou para 2 milhões de pessoas, com Maria Bethânia, uma música do Gonzaguinha. Então, no nosso aniversário de anos e anos, vamos terminar o programa com o Gonzaguinha. Saudoso Gonzaguinha.

Filho do rei do baião, Luiz Gonzaga, um dos cinco homens mais importantes do Brasil. Pois é, então canta junto com a gente agora, comemora com a gente esses 11 anos no ar, neste final de programa, e lembre-se, afinal, a vida é breve e a arte é longa, muito longa. Esse programa é pra você. Um grande abraço. Eu fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida, é bonita e é bonita, no gogó.

Viver e não ter a vergonha de ser feliz Cantar e cantar e cantar A beleza de ser um eterno aprendiz Ah, meu Deus, eu sei, eu sei Que a vida devia ser bem melhor e será Mas isso não impede que eu repita É bonita, é bonita e é bonita

É bonita, é bonita, é bonita e é bonita E a vida? E a vida o que é de galáver não Ela é a batida de um coração Ela é uma doce ilusão Mas e a vida?

Ela é maravida ou é sofrimento? Ela é alegria ou lamento? O que é, o que é, meu irmão?

Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo É uma puta, é um tempo que nem dá um segundo Há quem fale que é um divino mistério profundo É o sopro do criador, numa atitude repleta de amor Você diz que é luta e prazer, ele diz que a vida é viver Ela diz que melhor é morrer, pois amada não é e o verbo é sofrer

Na moça e na moça eu ponho a força da fé Somos nós que fazemos a vida Como der ou puder ou quiser Sempre desejada Por mais que esteja errada Ninguém quer a morte Só saúde e sorte

E a cabeça agita Fico com a pureza da resposta das crianças É a vida, é bonita e é bonita E não terá vergonha de ser feliz

A beleza de ser uma dela brinque Ah meu Deus, eu sei, eu sei Que a vida devia ser bem melhor e será Mas isso não impede que eu repita É bonita, é bonita e é bonita

Eu sei que a vida devia ser bem melhor e ser real Mas isso não impede que eu repita É bonita, é bonita

Podcast Cinema Falado 09-05-2026 | Castnews Index — Castnews Index