A fé dentro de casa [Dt 6.6-9]
II. Fé ensinada na vida comum
III. Fé que identifica e protege
Preletores
- Amor de DeusChamado a ouvir e amar · Ativação da fé pela graça · O inferno e o ódio a Deus
- Palavra de DeusPalavras como ordenanças autoritativas · Coração como centro do intelecto e racionalidade · Fé inteligente e ancorada no entendimento
- Proteção da família e da féMarca distintiva do povo de Deus · Delimitação de influências · Atualização no livro de Apocalipse
- Meditação litúrgica e simbologiaFilactérios e mezuzá · Mãos para conduta, olhos para o pensamento · Fronteiras de proteção e influência
- Casas com presenças espirituaisImportância da oração em família · Exemplo dos pais · Não adianta igreja cheia e casa vazia de Deus
- A fé como prática diáriaManifestação na vida cotidiana · Fé como conversa constante · Oposição do mundo e discipulado
Você que está em casa é convidado também a abrir a sua Bíblia nesta passagem. Nós vamos meditar nela nesse instante. Convido você que está aqui a fazer a leitura comigo desse trecho. Também vamos ter o texto aí projetado para você fazer essa leitura comigo. Vamos ler juntos. Deuteronômio 6.
de 6 a 9. Vamos ler. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração. Tu as inculcarás a teus filhos e delas falarás assentada em tua casa.
e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te, também as atarás como sinal na tua mão, e serão por frontal entre os olhos, e as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.
Senhor, abençoa o nosso coração. Obrigado, Deus, porque temos esse privilégio tão grande de abrir a Tua Palavra, de buscar a Tua presença e de contar, ó Deus, com o Teu Espírito Santo, trazendo para o nosso coração, Senhor Deus, a Tua Palavra que transforma a nossa vida, que salva, santifica, consola o nosso coração.
Pedimos que nessa hora, oh Deus, o Senhor manifeste a tua misericórdia sobre nós e que essa palavra faça diferença para o bem, para cada um de nós, para o agrado do teu coração, para a vitória contra o inimigo, no nome de Jesus. Amém, Senhor Deus.
Pela graça de Deus, depois de quase dois meses, basicamente, a gente está reiniciando as nossas meditações aqui nesse livro tão precioso que é o livro de Deuteronômio. A gente abriu esse capítulo 6 pela última vez, no dia 2 de março, para vocês terem uma ideia.
E logo depois, a gente passou o mês de março celebrando o aniversário da igreja, recebendo outros preletores, durante todo o mês, um mês de muitas visitas aqui na nossa igreja, abençoando, edificando o nosso coração. Quando terminou a celebração do aniversário, a gente já iniciou a celebração da Páscoa, já foi um negócio assim, engatado, emendado, uma coisa na outra.
e logo depois eu já saí um pouquinho para alguns dias de férias. No interregno também eu preguei lá na 5ª Igreja de Belo Horizonte, na semana passada eu estava lá na Igreja de Franca, porque alguns compromissos embolaram. Enfim, agora a gente está chegando mais uma vez ao texto. Também não posso deixar, nesse momento, de transmitir aqui os cumprimentos dos conselhos de ambas as igrejas, tanto da 5ª de Belo Horizonte como também de Franca.
que mandaram cumprimentos à nossa igreja. Não posso deixar também aqui de agradecer à igreja por esse período de orações e de apoio enquanto eu estive descansando, estive de férias. Na verdade, eu estive aplicado quase três semanas a um curso intensivo de netologia.
um curso muito gostoso. A gente nunca forma e tem vontade de continuar lá nas aulas, mas, graças a Deus, foi um tempo muito bom e eu quero agradecer a todos que oraram, que puderam contribuir para esse momento. Que Deus abençoe muito as suas vidas.
E hoje, então, a gente retoma de onde a gente parou, a última vez que a gente abriu esse livro, a gente leu Deuteronômio 6, 4 e 5. Então, o que a gente está fazendo é meditar no texto a partir desse ponto. Esses versículos 4 e 5 de Deuteronômio trazem aquilo que os estudiosos chamam de Shemá.
É o grande chamado a ouvir, porque começa dizendo assim, ouve, Israel, e daí prossegue. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor é o teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de toda a tua força. Então, é um chamado muito tocante, um chamado de Deus, para que nós o ouçamos, conheçamos, amemos, sirvamos como um Deus único, como um Deus suficiente.
Esse chamado, ouve, Israel, o Senhor Deus é o único Senhor, amarás, pois, o Senhor teu Deus, e aquilo que segue, é o chamado da aliança. É o chamado daquilo que, lá no Novo Testamento, Paulo vai chamar de vida pela fé.
Aqui, no contexto de Deuteronômio, a gente vai aprendendo que essa vida pela fé é ativada por graça, porque é o chamado do Deus que, graciosamente, libertou Israel do cativeiro do Egito. O Deus que, graciosamente, já conduziu essa nova geração de israelitas a algumas vitórias contra os reis amorreus.
Ela sempre, veja só, a fé é sempre ativada por graça, ou seja, a fé sempre deflui do amor de Deus. É porque Deus nos amou primeiro que nós podemos amá-lo. O apóstolo João vai falar sobre isso lá em 1 João 4, 16 até 19.
É porque nós fomos alcançados pelo amor de Deus que agora nós somos capacitados a responder a Deus com amor. Se Deus não nos alcançasse com o seu amor e com a sua graça soberana, nós passaríamos a eternidade odiando a Deus.
Esse é o fato. Algumas pessoas entendem, muitas vezes, o inferno de forma completamente errônea. Não sei se você já viu, já leu isso em algum livro, ou viu isso em alguma cena de filme evangélico ruim, de, de repente, pessoas indo para o inferno e se lamentando mais ou menos assim, porque eu não amei a Deus antes, deveria ter amado a Deus, agora vim parar nesse lugar terrível, etc. Não, não é nada disso.
Aqueles que irão para o inferno vão passar o inferno todo levantando a eternidade inteira, toda inteira, o tempo todo, com os braços levantados, dizendo, Deus, eu te odeio, Deus, eu não aceito a tua soberania. Esse é o grande fato. Quando alguém se dobra e diz, Deus, eu amo o Senhor, isso é sinal da efetivação da obra da graça na vida desta pessoa. Então, esse chamado, ouve, Israel.
O Senhor Deus é o único Senhor, amarás, pois, Senhor, ao teu Deus, de todo o coração, de toda a alma, de toda a força, é feito aqueles que são alcançados por graça. Os que são alcançados pela graça podem afirmar como Davi, lá no Salmo 18, verso 1, eu te amo, ó Senhor, força minha.
Esta é a expressão de alguém que foi conquistado pela graça de Deus. E aqui, nesses versículos 6 até 9, nós somos ajudados a responder a esse chamado. Nós temos que amar a Deus de todo o coração, de toda a nossa força, de toda a nossa alma.
Como fazer isso? Como praticar isso? De certa maneira, a gente precisa entender que a gente está diante de um sermão de Moisés. É o segundo sermão dele. Ele está pregando esse sermão para a nova geração de israelitas que vai conquistar a Terra Prometida, que vai entrar na Terra Prometida, melhor dizendo. E ele está pregando, então, levantando questões extremamente importantes. Agora, ele, nesse momento, diz o amor a Deus tem que estar no centro de todas as coisas.
Como é isso na prática? A partir de agora, até o final do segundo sermão de Moisés, ele vai dizer como colocar em prática esse grande chamado, como responder de forma prática esse chamado para amarmos a Deus. Então, a passagem se ajusta muito a esse primeiro domingo de maio. Por quê? Porque este é o domingo que abre o mês da família presbiteriana.
E essa passagem que nós terminamos de ler, ela reforça que a fé em Deus deve ser conhecida e ela deve ser praticada, antes de tudo, em casa. Olha que interessante.
É sobre isso que fala Deuteronômio 6, de 6 até 9. O texto que a gente leu insiste nisso, mencionando três coisas. Olha só que coisas interessantes. Primeira menção é, há uma fé que é gravada no coração.
Nós somos apresentados a uma fé gravada no coração no verso 6, depois a uma fé ensinada na vida comum no verso 7, e finalmente o texto sugere uma fé que nos identifica e também nos protege nos versos 8 e 9. Vamos tentar entender isso melhor. Olha aí para a palavra de Deus, vamos ver em primeiro lugar, a fé gravada no coração, está aí no verso 6, diz assim, estas palavras que hoje te ordeno estarão onde?
no teu coração. Estas palavras incluem os mandamentos, os estatutos e os juízos de Deus. Está lá no versículo 1 desse capítulo 6. Pode voltar lá e você vai encontrar. Estes, pois, são os mandamentos.
os estatutos e os juízos que mandou o Senhor teu Deus se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir. Então, são todos os estatutos, as estipulações da aliança.
Essas estipulações são necessárias para que o povo viva bem, para que ele tome posse da terra, para que ele viva conforme a vontade de Deus nessa terra que ele conquistará, que ele receberá. Então, tudo isso está contido nesta expressão inicial. Estas palavras aqui em Deuteronômio 6, 6. É bem interessante que essas palavras são proferidas hoje. Parece algo óbvio, não é? Estas palavras que...
Hoje, isso deveria nos fazer pensar. Deus não se calou. Deus continua falando. Ele tem se mantido, ele se mantém interessado nessa presente geração.
O texto está nos ajudando a compreender como o Deus da Bíblia hebraica e cristã é diferente de qualquer outra noção de divindade, das noções especialmente orientais de divindade. Deus não é uma força impessoal. Ele é um ser pessoal que se revela, que fala. E Ele está falando hoje.
Assim como Moisés pôde dizer naquela ocasião, essas palavras que hoje te ordeno, nós, enquanto ouvimos uma pregação como essa, e ouvimos qualquer pregação bíblica, devemos nos aproximar realmente do momento de culto, dizendo, Deus, fala hoje ao meu coração, porque Deus é um Deus que fala hoje. Então, essas palavras que hoje te ordeno, preste atenção, não são meros conselhos.
não são meras sugestões. Deus não está dizendo, essas palavras que hoje te sugiro, não. Essas palavras que hoje te ordeno. As palavras de Deus são ordenanças.
palavras de Deus são autoritativas para nós, isso é muito importante, como povo da aliança nós precisamos ouvir essas palavras, considerar essas palavras, obedecê-las, isso é muito importante, então resumindo, a gente está diante, Moisés, é interessante como Deus usa Moisés, cheio ali do Espírito Santo,
para pregar esse segundo sermão no livro de Deuteronômio, trazendo essa convocação muito solene. A convocação chega por meio de Moisés, mas é a convocação do próprio Deus. A convocação é para que nós amemos a Deus.
Mas agora, quando a gente pensa como praticar isso, nós precisamos entender a utilidade e a atualidade destas palavras. Nós precisamos levá-las a sério. Isso é destacado já no início. Em seguida, a gente vai perceber ainda nesse mesmo versículo que essas palavras devem ser infundidas no nosso coração. Devem estar presentes lá no nosso coração.
E aqui a gente tem aquela pegadinha cultural, porque na nossa cultura do século XXI, coração tem a ver com sentimentos, é ou não é? Mas lá na forma como a Bíblia usa a palavra coração, naquilo que a gente chama de antropologia da Escritura, ou psicologia da Sagrada Escritura, a palavra que é traduzida por coração aqui é a mesma que aparece no verso 5, amarás ao Senhor de todo o teu coração. E essa palavra usada lá na Bíblia hebraica aponta o interesse.
intelecto, aponta a racionalidade humana, não está falando de emoções, também emoções, porque as emoções residem na mente, conforme a gente vai aprendendo cada vez mais nos estudos atuais sobre cérebro e etc.
mas, na verdade, está falando sobre intelecto, racionalidade. E um irmão nosso explica isso da seguinte maneira, ele diz assim, os mandamentos que fornecem a estrutura na qual os israelitas podiam expressar seu amor a Deus deviam estar em seu coração, isto é, as pessoas deviam pensar sobre eles.
deviam meditar neles, de maneira que a obediência não fosse uma questão de legalismo formal, mas uma resposta baseada em entendimento. Deus não quer de nós uma religião oca, só baseada em cerimônias. Ele também não quer de nós uma religião baseada só em legalismo, em cumprimento de regras e deveres formulados por homens. O que Deus deseja de nós é uma fé inteligente.
lastreada, ancorada em um entendimento que é nutrido pelas estipulações da aliança, as estipulações da palavra de Deus. E esse servo de Deus, que é o nosso irmão PC Craig, ele continua dizendo o seguinte, refletindo...
Sobre os mandamentos, os israelitas estariam refletindo sobre as palavras de Deus, ou seja, houve aquilo que consta no verso 1, os mandamentos, estatutos e juízos. E entendendo o caminho de vida colocado pelos mandamentos, elas ao mesmo tempo descobririam a maneira como o amor de Deus era expresso.
Quanto mais você reflete na palavra de Deus, nas palavras de Deus, mais você vai compreender como o amor de Deus se expressa e como você também pode expressar o seu amor por Deus neste mundo, nesta vida. Então é por isso que o texto está dizendo que estas palavras devem residir aí, na sua mente, no seu coração. A fé nutrida por amor e que ao mesmo tempo evidencia o amor a Deus requer que as estipulações da aliança sejam continuamente relembradas.
pensadas. É isso que tem que acontecer. Se a gente for usar aqui uma terminologia paulina, pensando ali, por exemplo, em Filipenses 4, 8, a gente pode dizer isso, que a palavra de Deus deve ocupar o nosso pensamento.
Então, o texto já começa bem desafiador para a gente. Está falando sobre essa fé, que é a fé bíblica, a fé nos termos dessa aliança que Deus está estabelecendo. Essa fé não é uma fé qualquer, ela é muito distinta.
Essa fé, inclusive, que vai depois, como vai ser destacado aqui, ela é vivida, ela começa em casa, mas ela só se desdobra para o resto da casa quando ela flui do coração. Ela tem que estar presente no coração. Isso é assim porque a fé em Deus deve ser conhecida, deve ser praticada antes de tudo dentro de casa, mas antes de ser compartilhada, mesmo em casa, ela deve se fazer presente e operante no coração dos pais.
Olha que interessante, muito desafiador para aqueles que são pais aqui, muito desafiador para aqueles que estão pensando em estabelecer família, para entender um pouquinho essa responsabilidade parental. É o primeiro princípio postulado em Deuteronômio 6, 6 a 9. A fé deve estar gravada no coração. Mas não apenas isso.
A gente tem também aqui em segundo lugar, a gente é convidado aqui a prestar atenção na fé que é ensinada na vida comum. Está aqui no verso 7, conforme a gente lê no verso 7. Olha lá no verso 7. Tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te.
Aqueles que são pais sabem do que eu estou falando. Você diz assim, você, de repente, olha aqui para aquele ser inexplicável que saiu de você, e diz assim, o seu filho, e diz assim, como é que você não se lembra disso que eu já te falei? Já te falei isso mil vezes, menino. Talvez isso nunca tenha acontecido com você, mas acontece com alguns pais, com alguns. Comigo aconteceu algumas vezes. Aí, Deuteronômio chega para a gente e diz, é isso mesmo.
os nossos filhos necessitam que a fé seja inculcada. A gente tem um verbo esquisito aí, o verbo inculcar. Tu as inculcarás a teus filhos. O vocábulo hebraico aqui tem o sentido de afiar. Assim como você afia uma lâmina, tem o sentido de aguçar. Tem o sentido de ensinar incisivamente.
por meio de repetição. Repetir e repetir, repetir, repetir. Repete duas vezes, três vezes, mil vezes, oito mil vezes, um milhão de vezes. É isso. Tu as inculcarás. Essa é a ideia aqui. É uma palavra pesada. Tanto é que a revista Incorrigida traduz assim, e as intimarás.
Essas palavras você vai intimá-las aos seus filhos. A NVI traz, você vai ensiná-las com persistência. E a Bíblia tebe, já bem aí, no sentido bem lato, tu os repetirás. E um servo de Deus vai dizer isso, a devoção de Israel a Deus deveria ser expressa em amor, constante observância e recordação dos seus mandamentos.
O que Moisés está fazendo em Deuteronômio, irmãos? Ele está recordando. Deuteronômio é o livro da recordação. Ele está repetindo aquilo que foi visto lá atrás, nos primeiros livros. Por quê? Porque a nova geração precisa ser lembrada. E não apenas a nova, não apenas os filhos, mas os próprios pais precisam o tempo todo estar lembrando da palavra de Deus, pensando, remoendo a palavra de Deus, meditando na palavra de Deus, ruminando a palavra de Deus, porque essa palavra tem que estar no coração deles.
porque os pais esquecem, nós nos esquecemos. Talvez você tenha uma memória fantástica, você só precisa ouvir uma mensagem uma vez. Às vezes eu preciso ler para mim mesmo a mensagem que eu preguei, porque eu falo, Deus, eu estou precisando desse negócio para a minha vida e eu estou me esquecendo desses negócios que eu mesmo ensinei para a igreja tempos atrás. Nós precisamos ser rememorados. Então é sobre isso que Deuteronômio 6, 6 a 9 está falando.
O outro detalhe aqui interessante, no verso 7, é que Moisés não é o único responsável pelo ensino das palavras.
A gente tem destacado isso aqui nessas exposições de Deuteronômio. A gente tem falado sobre a importância de Moisés como mediador da aliança, aquele que traz a palavra de Deus ao povo no contexto daquela aliança. De fato, ele faz isso. Ele é o profeta daquela aliança. Mas a gente precisa compreender que, nesse momento, o texto está dizendo o seguinte. A fim de assegurar os benefícios da aliança.
a fim de garantir que as promessas da aliança sejam desfrutadas pela nova geração, a educação religiosa dos filhos é responsabilidade dos pais, não de Moisés. Entendeu isso?
Então, não sei se naquela época lá acontecia isso, alguém lá no acampamento dizia, esse menino está dando trabalho, manda para Moisés lá, manda falar com Moisés. E mandava o menino para Moisés resolver o problema. E muitas vezes a gente pensa que é assim, não é? Tem igreja, tem os professores da escola dominical, tem, sei lá, os líderes lá da UPA, ou da UMP, ou os pastores, os presbíteros. A gente acha que a instituição religiosa é a grande resolvedora de todos os problemas dos filhos.
E aqui o texto está dizendo, a responsabilidade primária é a dos pais. Moisés continua tendo importância, o culto no tabernáculo continua tendo importância, a vida institucional, religiosa de Israel continua tendo importância, mas existe uma responsabilidade primária que começa em casa. Os pais devem falar com os filhos sobre as palavras de Deus. Olha aí o verso 7. Delas falarás. Você vai falar estas palavras para os seus filhos.
Quando? Sempre. Porque você vai inculcar, você vai repetir. Até que idade? Desde que ele nasce, até que ele morra, ou que você morra antes. Durante toda a vida é responsabilidade dos pais. Esse menino tem 50 anos. Ele vai ter que ouvir a palavra de Deus quando precisar ouvir. E o pai dele está lá com o rostinho de maracujá, todo enrugadinho, vai ter que ter toda a autoridade para falar para o filho.
e também para os netos, a gente vai entender isso melhor daqui a pouquinho, porque, na verdade, é uma atualização de Deuteronômio 4.9. Olha lá, Deuteronômio 4.9 trouxe isso lá atrás, Moisés agora está repetindo. Então somente, guarda-te a ti mesmo, guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos.
Então, nos termos de Deuteronômio, pai tem voz, avô tem voz, e todos têm que ter ouvidos para ouvir a palavra de Deus. Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Deus. Todo mundo tem que ter ouvido, e essas falas educativas, pedagógicas, são necessárias. Ora, a fé em Deus deve ser conhecida, deve ser praticada antes de tudo dentro de casa, mas para que isso aconteça, os pais precisam assumir a tarefa árdua.
Que tarefa árdua é essa? Repetir tais palavras aos filhos do início até o fim das vidas deles. Gente, não é fácil. Porque chega um momento que às vezes os pais dizem assim, já falei tudo o que tinha que falar. Agora não vou falar mais nada, não.
Mas cabe aos pais fazer isso. É uma missão dada aos pais. Então, você queria ser pai, parabéns. Entenda que é uma tarefa desafiadora. Deus informa. Nós devemos dar graça a Deus, porque não apenas Ele diz, faça isso, mas Ele também nos diz como fazer.
Está aí no verso 7. Delas falarás, assentada em tua casa, andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. É assim que deve ser feito. E aqui você vai ver alguns verbos. Por exemplo, assentar e andar.
falando de coisas opostas. Momento de descanso, de inatividade, momento agora de atividade. Esses dois verbos, eles abrangem todas as atividades da vida. Ou seja, é o texto dizendo, seja qual for a atividade que você fizer com a sua família, aproveite essas oportunidades para falar sobre as palavras. Também a gente encontra que essas ocasiões, ao deitar-te,
Ao levantar-te. Ou seja, são mencionadas aqui a noite e a manhã. O texto está dizendo, então, está abrangendo a totalidade do tempo. Toda hora, em qualquer ocasião.
Toda ocasião é ocasião para você, então, fazer links, fazer relações, ligações entre isso que está acontecendo, essa determinada ocasião e as palavras de Deus, as palavras da aliança.
Um servo de Deus diz assim, a verdade pactual é tão importante que deve estar no centro de todo o trabalho e de toda a vida da pessoa. Ou seja, essa fé em Deus deve ser conhecida e praticada, antes de tudo, dentro de casa, mas para que isso aconteça, ela deve ser entremeada na vida comum.
todos os dias, do início ao fim do dia. É o segundo princípio aqui, assentado, apresentado em Deuteronômio 6, 6 a 9. A fé precisa ser ensinada, vivenciada na vida comum. Isso deve chamar nossa atenção. Mas, em terceiro lugar, a passagem apresenta a fé que nos identifica.
e que nos protege, versos 8 e 9. Também as atarás como sinal na tua mão, te serão por frontal entre os olhos, e as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.
Os judeus ortodoxos, especialmente, eles interpretam isso bem literalmente. Você vai encontrá-los, se você encontra um judeu ortodoxo andando na rua devidamente paramentado, você vai encontrar ele ali com os chamados filactérios, que são caixinhas mesmo, contendo trechos da lei de Deus, às vezes amarrado aqui no chapéu, em frente da testa.
ou amarrados nas mãos. Isso é comum entre os judeus ortodoxos. Mas parece que o sentido aqui talvez não seja tão literal assim, mas eles realmente entendem isso de forma muito literal. Eles também colocam a chamada mezuzah, que é uma caixinha fixada na porta, no portal da casa. Às vezes com essa passagem, Deuteronômio 6, 4, 5, ou também às vezes com outras passagens da Escritura.
mas sempre tentando, com isso, obedecer ao pé da letra essas instruções aqui dos versos 8 e 9. Se você for a um banco que tem aqui na cidade, que é um banco de judeus, e você prestar atenção na entrada da agência...
você vai encontrar uma mesuzá lá, porque esse banco tem isso na entrada de todas as agências, não vou dizer o nome para não fazer propaganda do banco aqui. Mas é interessante compreendermos que essas palavras são muito significativas. Por quê? Elas devem ser atadas como sinal, na mão e entre os olhos. Outras traduções trazem assim, devem ser fixadas na testa, vamos dizer assim, mas o hebraico realmente traz literalmente entre os olhos.
Uma tradução traz assim, serão inabaláveis diante dos teus olhos. Além disso, essas palavras também devem ser escritas nos umbrais e nas portas. Eu acho isso muito interessante, a gente perceber que, de acordo com Deuteronômio, a memória...
das estipulações de Deus, ela pode, ela deve ser auxiliada usando recursos visuais. Eu acho isso tão bom, quando a gente pensa em termos de pedagogia cristã, entender que tem tudo a ver com a escritura, você usar recursos visuais para você ajudar as pessoas a memorizar a palavra de Deus. Eu também concordo com um servo de Deus, chamado W. MacDonald, quando ele argumenta o seguinte, o desejo de Deus era que a lei controlasse os atos,
por isso a referência às mãos, e que Deus também controlasse os desejos. Daí é a referência aos olhos. Mas o texto diz um pouco mais do que isso, porque, veja só, na verdade, a gente tem aqui um termo no verso 8, o termo sinal. É bem interessante isso. O trecho diz, também as atarás como... E aí
Sinal. E essa palavra traduzida como sinal tem o sentido de marca distintiva. Esse é o sentido aqui. Literalmente está dizendo que a palavra no coração produz identificação. O povo de Deus começa a ser identificado pelas palavras de Deus. Entende isso? Essa é a ideia transmitida aqui por Moisés nesse trecho de Deuteronômio.
Ademais, essas palavras no coração produzem, além de identificação, além delas marcarem, identificarem o povo, essas palavras também oferecem delimitação e proteção. Como assim? O que isso quer dizer? Como eu disse, ou como a gente já foi sugerido, inclusive por MacDonald, mãos indicam conduta, mas olhos apontam para a mente.
Os umbrais identificam a residência da casa, mas as portas identificam a entrada da cidade.
Não sei se você está prestando atenção, então, no que está sendo dito aqui. Tem um servo de Deus que vai dizer o seguinte, nós usamos a mão em nossos atos e, portanto, amarrá-las em tua mão é mantê-las como um sinal para a tua conduta, como sempre deve ser considerada e que deve determinar a minha maneira de agir. As estipulações da aliança, as palavras de Deus devem ser consideradas o tempo todo e devem regular o meu modo de agir.
Por isso que elas são marcadas ou fixadas aqui nas mãos. Mas, além disso, olha o que diz esse estudioso. A testa entre teus olhos representa a câmara do pensamento. É como a porta para a natureza intelectual do homem. E, assim como a mente é essa porta que te abre para receber um monte de coisas, de influências, assim também é a porta da tua casa e assim também é a porta da tua cidade.
Não sei que coisa bonita que Moisés está colocando para a gente aqui. Ele está dizendo que a instrução da aliança, as palavras de Deus, essa instrução firma estacas de proteção em nosso redor. Ela delimita círculos concêntricos de influência. As palavras de Deus estabelecem fronteiras ao que entra na cidade, ao que entra na minha casa e ao que entra na minha mente. E, por fim, influencia a minha conduta.
Olha que interessante. Então Moisés está dizendo, as palavras da aliança são importantes então para isso. Veja só, sob outro ângulo, o que ganha espaço na mente, crenças e devoções profundas, afeta a minha conduta, afeta a minha casa e afeta a minha cidade.
Então é sobre isso que Moisés está falando. Ele está falando da importância, então, da gente ter a palavra no coração e compartilhar as palavras no coração com os nossos familiares e entender que elas agora devem estar sendo servidas de instrumento ou de elemento identificador, delimitador e protetor.
Essas duas coisas, gente, não aparecem só no Antigo Testamento, não. Identificação e delimitação ou proteção são atualizadas no livro de Apocalipse. O livro de Apocalipse pega Deuteronômio 6, 6 a 9, e leva para lá. Por exemplo, se você olha no livro de Apocalipse, você vai perceber que tanto os crentes quanto os seguidores da besta são marcados na mão.
E na testa. Parou para pensar nisso? Não é sem razão. E não apenas os crentes são purificados e são resguardados, mas também na Nova Jerusalém não entra nada impuro, nada mal.
Os crentes são purificados na sua vida, na sua mente, e eles agora vivem em uma cidade purificada, em mansões agora, e em uma cidade também resguardada das influências da cultura circundante, maligna. Nada mal existe mais no reino consumado. Deuteronômio 6, 6 a 9, está falando, então, sobre uma fé que nos identifica, que nos protege.
E, dito isso, então, a gente pode concluir. A gente conclui reafirmando o seguinte. Deuteronômio 6, 6 e 9 está falando de uma fé muito específica. Essa fé que tem a ver com esse grande chamado a amarmos a Deus de todo o coração, de toda a alma, de toda a força. E ela é gravada no coração. Ela é ensinada na vida comum. E ela tanto nos identifica quanto ela nos protege. E ela é assim por quê?
Porque, de acordo com Deuteronômio 6, 6 a 9, a fé em Deus deve ser conhecida e praticada, antes de tudo, dentro de casa.
Isso deve fazer diferença, faz todo sentido, especialmente nesse início de mês que a gente denomina mês da família. A fé cristã começa em casa. Nessa viagem que fiz, conheci um casal bem interessante, muito interessados em perguntas teológicas. A gente passou um tempo, especialmente o marido, me fez um monte de perguntas sobre tantos assuntos diferentes.
relacionados à religião, de modo geral, depois ao Antigo Testamento, Novo Testamento, a questões doutrinárias nossas. E ele simplesmente diz isso. Eu sou um agnóstico, eu não creio que Deus seja um Deus pessoal, etc. Tenho algumas perguntas, e me encheu de perguntas. Lá a gente teve uma grande oportunidade de conversar sobre isso.
Mas depois eu fui conversar com a esposa dele, e ela diz, olha, eu também estou distante, mas eu sou filho de luteranos, fui criado na igreja luterana, participei das atividades da igreja. Falei, por que você não está na igreja? Por algo que aconteceu na minha casa.
E isso me decepcionou muito. Agora, não creio mais que o cristianismo realmente funcione mesmo, seja verdadeiro, por causa de algo que aconteceu na minha casa. Ela não entrou nos detalhes, não falou o que foi.
Mas é interessante isso. Algo que aconteceu em casa produziu um efeito que hoje a gente sabe, a gente pode dizer, não, pode simplesmente olhar para a doutrina da eleição e dizer que ela não está entre nós, porque não é uma eleita, não é das nossas, até citando o primeiro João, podemos fazer outras argumentações. Mas é interessante isso. Deuteronômio está dizendo que a fé cristã não é apenas para o domingo.
Ela não tem a ver apenas com esse momento que a gente está aqui, sentado nos bancos, com a Bíblia na mão. Ela não se manifesta somente aqui, no ajuntamento, no santuário, mas ela tem que se manifestar na sala, na cozinha, no quarto, dentro da nossa casa.
se a fé não está presente em nossa casa, ela ainda não corresponde a essa fé bíblica, que é evocada, que é revelada na Sagrada Escritura. Essa fé centrada no amor a Deus, no amor de Deus. Moisés está falando ao povo daquele tempo, se vocês querem se estabelecer bem na terra, se vocês querem conquistar os seus inimigos, se vocês querem se estabelecer...
e desfrutando das promessas da aliança. Vocês devem viver com Deus e devem começar a fazer isso dentro de casa. Olha só que interessante. A gente pode dizer também, a partir desse texto, que essa fé cristã verdadeira não requer uma plataforma pública, uma plataforma de publicação. Ela não precisa de um microfone nem de um palco.
Pelo contrário, ela flui, primeiro, secretamente, dentro de um coração que é nutrido pelas estipulações da aliança. Ela, então, transborda. Essas palavras de Deus nesse coração transbordam. E essa fé começa a se relacionar. Ela é uma fé relacionada, conversada, transmitida, aprofundada, rememorada, logo depois do bom dia.
e ela prossegue sendo trabalhada no café da manhã, no carro, antes de dormir, no meio da bagunça, do meio do dia. Ela não é uma fé evento, ela é mais uma fé que é como uma conversa constante.
Isso é muito interessante. Faz muita diferença na vida da nossa família, se a gente vive isso, e não apenas a gente vive uma fé que só aparece nos domingos, quando a gente está com todo mundo já aqui chegando na igreja. Tem que ser assim. Os pais precisam bater sempre nessa tecla. E por quê? Por que tem que haver esse processo? Por que os pais têm que inculcar? Por que os pais têm que insistir? Porque se os pais não discipularem, o mundo vai discipular.
se os pais não discipularem, a cultura vai discipular e os nossos filhos vão ser levados para longe. A gente pode afirmar também que essa fé cristã verdadeira, ela é visível. Por quê? Porque ela nos identifica. Exatamente ao nos identificar, ela nos protege. Parece uma coisa simples o que eu vou dizer aí, mas você não imagina a barreira de proteção e aí
que é colocada em torno da sua vida quando você chega em qualquer ambiente dizendo eu creio em Deus e na palavra de Deus, eu sou um cristão, eu sou um crente.
isso aí já muda o modo como tudo mais transcorre à sua volta. Lá no seu lugar de estudos, lá entre os seus parentes, lá no seu ambiente de trabalho, onde quer que estejamos. Isso muda todas as coisas. É claro que também isso vai, a partir desse ponto, vai se iniciar uma série de obstáculos e oposições, porque você agora se identificou claramente como um crente. Mas, ao identificar-se, nesse momento, Deus já...
faz com que comece a funcionar essa barreira de identificação, de proteção, de delimitação das coisas.
A fé cristã funciona assim. Ela afeta o modo da gente pensar, o modo da gente compreender a realidade, reagir às pessoas, às circunstâncias. Ela não é uma fé escondida, ela aparece nas nossas escolhas, ela aparece nos nossos atos, nas nossas palavras, ela aparece naquelas coisas que a gente demonstra serem importantes.
Na prática, então, a gente, diante desse texto, pode perguntar isso. O que é que governa as nossas decisões? O que é que molda a nossa rotina? O que é que os nossos filhos veem? O que é que os nossos netos veem? Alguém disse o seguinte, a nossa casa prega sermões todos os dias. Não é interessante isso?
Eu achei bem interessante essa frase. Puxa, a nossa casa prega sermões todos os dias. Mas a gente pode dizer, então, já finalizando, que de acordo com Deuteronômio 6, 6 a 9, Deus deve ser crido, amado, servido a partir da nossa casa. Se a fé não entra na nossa casa, então nós não possuímos uma fé que, de fato, sustente a nossa vida. Não adianta nada uma igreja cheia e uma casa vazia de Deus.
A casa tem que ser cheia de Deus. E é essas pessoas, então, que invocam a Deus em casa. Agora, cheias da presença de Deus, invocada nas suas casas, se reúnem e se ajuntam agora como casa de Deus, como santuário de Deus na comunhão da igreja. Não adianta a gente falar de Deus fora de casa, mas esquecer de Deus dentro de casa.
Isso é extremamente importante. Quando a gente lê biografias de missionários, quanto é triste a gente ver isso. Situações de pessoas que saíram para servir a Deus em outro país, mas esqueceram de viver e de invocar Deus, de caminhar com Deus dentro de suas casas. Isso é extremamente lamentável. Sendo assim, nós podemos fazer algumas coisas muito práticas, como, por exemplo, aprender a separar tempo diário para ler as estipulações da aliança em casa.
para ler a palavra de Deus na nossa casa, nem que seja por poucos minutos, mas estabelecer uma constância para isso. Além disso, falar de Deus nas conversas cotidianas, simples, sem formalidade.
ajudar a nossa família a ver a relação que existe entre a presença de Deus, a bondade de Deus que foi cantada aqui, a soberania de Deus, inclusive a santidade de Deus, com as coisas que a gente faz na nossa casa. Uma outra coisa que a gente pode e deve fazer é orar em casa.
Orar em família. Coisa simples demais, não é? Mas não é fácil de implementar. Especialmente quando os filhos vão crescendo, cada um já vai tendo a sua rotina, um sai para a faculdade, trabalha no horário, volta em hora diferente. E é interessante, eu conheci uma família lá em Brasília, que isso foi acontecendo, os pais entenderam assim, nós vamos orar com os nossos filhos todos os dias.
E foi chegando nessa fase. Quando chegou numa fase difícil, o pai falou, olha, agora a gente vai ter a seguinte regra aqui. Não dá para a gente se encontrar mais nem de manhã, nem na hora do almoço. Então é o seguinte, toda noite, meia-noite, a gente vai orar em família. Então todos já voltaram de faculdade, voltaram de tudo, a gente ora em família. Toda noite, meia-noite, aquela família orava.
achei bem interessante, negócio meio incomum, parece radicalismo, mas eu acho que reflete um pouco essa noção da importância da oração em família, enfim, Deuteronômio 6, 6 a 9, tem muito para nos motivar a ajustar a nossa vida,
para entendermos que o nosso exemplo fala mais, tanto, às vezes, mais do que as nossas palavras. Ele faz muita diferença. E se a gente não conseguir implementar tudo isso já, de uma vez, então, quem sabe a gente possa sair daqui desta noite, pelo menos com esse ideal. Deus me ajude, pelo menos, a começar com uma ou duas dessas coisas, a começar pequeno.
mas que a gente possa começar alguma coisa hoje, porque o propósito de Deus é esse, que nós vivamos a fé dentro das nossas casas. Amém, meus irmãos? Vamos orar ao nosso Deus. Abençoa, Senhor, nossos corações, derrama a Tua graça sobre nós, aplica essa palavra no nosso coração, conforme a Tua vontade, no nome de Jesus. Amém, Senhor.