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Coluna Palmeiras #233 - Confiança

04 de maio de 202633min
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Episódio pós jogo contra o Santos para falar sobre os problemas do time mesmo com as mudanças realizadas.

Participantes neste episódio1
O

Ouvinte da Coluna Palmeiras

Host
Assuntos6
  • Análise do derbyProblemas de execução do plano de jogo · Dificuldade de retenção de bola e pressão alta · Falhas técnicas dos jogadores · Adaptação de jogadores a novos estilos de jogo · Necessidade de confiança para os jogadores
  • Observação de jogadoras experientesGomes e a necessidade de adaptação · Andreas Pereira e a perda de confiança · Arthur e a falta de inteligência tática · Arias e a falta de funções definidas · Maurício e sua importância no meio de campo · Pacheco e sua contribuição em campo · Sousa e sua atuação pela direita · Flaco López e a dificuldade em reter a bola
  • Filosofia de jogo e metodologiaFlexibilidade tática do treinador · Busca por um estilo de jogo sólido · Diferença entre ser 'coach' e 'técnico de futebol' · Capacidade de extrair o máximo dos jogadores · Projeto de longo prazo e contratações
  • Palmeiras na LibertadoresDificuldade em liderar o grupo · Comparação com temporadas anteriores · Presença de Abel Ferreira na beira do campo
  • Flamengo em competiçõesDesempenho consistente do Flamengo · Diferença financeira entre os clubes · Estratégia do Palmeiras para competir
  • Mercado de Transferências do FluminensePerda de jogadores na janela · Necessidade de reposição · Preparação para a Copa do Mundo
Transcrição83 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá, ouvinte da Coluna Palmeiras, tudo bem com você? Tô chegando aqui pra gravar no domingo, dia 3 de maio, acabando o feriadão, né? E a rodada ainda não terminou, deixa eu ver qual jogo ainda tá rolando, eu sei que tem Corinthians e Mirassol. Ó, tá terminando, o Bragantino virou sobre a Chapecoense, o Fluminense tomou um pau do Inter lá no Sul, perdeu de 2x0, que até é bom pra nós, né, que o Fluminense tava ali meio perto.

Mas a gente tem muito para falar sobre o Palmeiras, porque a gente empatou mais um clássico, enquanto no Campeonato Paulista a gente venceu todos. Agora no Campeonato Brasileiro, pelo menos os clássicos do primeiro turno, foram uma vitória contra o São Paulo, que foi um jogo que a gente aceitou a maneira com a qual o Palmeiras ganhou.

Mas talvez se esse jogo tivesse acontecido mais recentemente ele teria sido um problema, né? O empate com dois a mais contra o Corinthians e agora esse empate contra o Santos. E eu comentei de algumas alterações que poderiam ser feitas do ponto de vista de nomes no time do Palmeiras e foram as exatas alterações que foram feitas.

Eu disse que a linha de quatro defensores tanto fazia, ele trocou o Jai pelo Kelvin. E eles colocaram os exatos jogadores que eu falei no meio de campo e não funcionou. Isso significa que eu sou burro? Talvez. Porém, não é sobre isso que eu quero falar. Eu quero falar sobre como talvez essa alteração tenha sido levemente precipitada, mas ela certamente foi extremamente mal executada.

E o episódio vai girar em torno disso, do quão mal executado foi o plano de jogo ontem, se é que houve algum plano de jogo. Então, quem me ouviu no episódio passado sabe que eu havia pedido uma maior consistência no meio de campo e que o Arias pela esquerda poderia abrir certos espaços, né? Mas quais foram os problemas de execução que eu vi? Vamos lá.

Primeiro de tudo, o que saiu de bom muitas das vezes saía sim da proximidade entre Flaco e Andréas, conforme eu havia cobrado, uma das coisas que eu acabei dando um pouquinho mais de destaque. Porém, não foi a dinâmica de jogo do Palmeiras. Outra coisa que me incomodou muito, a dificuldade de retenção de bola.

E de pressão alta. São duas coisas que eu disse que esse esquema poderia propiciar e que não aconteceram. E isso não aconteceu por qual motivo? O que eu enxerguei que fez com que isso não ocorresse? Primeiro assim, existe uma necessidade por parte de alguns jogadores do Palmeiras em esticar a bola. Então muitas das vezes que nós observávamos o time mais postado para poder receber a bola à frente.

havia a tentativa de explorar bolas longas. Principalmente na figura do Gomes, né? Então o Gomes é um jogador que é muito importante para nós, ele é um ótimo jogador e por aí vai. Mas eu entendo que se a ideia da comissão técnica é ter um time que saia mais tocando e que tente ocupar mais território inimigo para poder vencer a partir de uma estratégia como essa, há necessidade de que o Gomes se adapte a esse estilo de jogo. Ele não pode...

Na primeira oportunidade que ele tiver. É pegar a bola para dar estourão para frente. Outra coisa. O Andreas. A gente leva o primeiro gol. Numa bola perdida pelo Andreas. Olha, sinceramente. Vocês sabem que eu não sou muito de faltinha. Mas eu acho que os dois lances foi falta.

Na transmissão, eu estava vendo pelo Premiere, disseram que o rapaz lá, esqueci, o Paulo César, disse que não foi nada. Eu discordo, eu vejo um carrinho sem pegar a bola, depois eu vejo outro combate sem pegar a bola também. E assim, a gente pode discutir uma questão de intensidade, se foi para o jogador cair ou não e tal. E a gente pode discutir também.

O fato de que o Arthur não conseguiu ser muito inteligente na hora de fechar o Rollaser. E deu basicamente o corredor central para que ele pudesse ou tentar tocar. Ou que ele pudesse acertar um bom chute. O que ele conseguiu foi acertar um bom chute.

A despeito disso, a gente teve diversos problemas de transição. E o que que isso... Por que que eu enxerguei isso, tá? Aí é uma questão que é um pouco complicada. Eu acho que houveram muitas falhas técnicas. A gente teve diversos lances que foram ou domínios muito ruins. Então, por exemplo, a gente poderia ter ido para o intervalo com o jogo já 1x1, o que daria uma outra perspectiva para o segundo tempo.

Porém o Arias erra um gol no qual ele recebe uma bola extremamente limpa do Marlon Freitas e não consegue dominar. E por não conseguir dominar ele não consegue finalizar bem. E foram incontáveis lances em que a bola era tocada para o Andréas, ele ia fazer o giro e perdia a bola. Em que o Flaco tentava mais uma vez prender a bola, não era bem sucedido e perdia a bola. Teve lance perigoso que foi o Kelvin indo recuar a bola para a zagueira e tocando no pé de jogador.

do Santos, então assim, eu acho que o grande vilão ontem, na minha modestíssima opinião, foram as falhas técnicas. Eu posso enumerar diversos lances, não só esses lances que foram de transição, como eu disse, que geravam um domínio ali por parte do Santos em certos momentos da partida, mas que dificultavam também a nossa criação de jogada, então bolas que eram passadas com muita força.

Eu me recordo muito de alguns lances em que os nossos jogadores se desmarcavam e o Maurício, por exemplo, ia tentar passar a bola e não conseguia porque ela tinha sido tocada com muita força. Então, eu acho que o momento, ele pede para que o Abel se feche com o grupo e encontre uma forma mais segura de poder jogar. No episódio anterior...

Quando eu fui comentar desses diversos problemas táticos que eu estou enxergando no nosso time, eu não comentei a respeito de... Eu não comentei a respeito de...

Qual que é a característica do Abel, né? Que também, assim, é uma coisa que eu mesmo já comentei diversas vezes. Que é o fato de que o Abel, ele se apega muito a tentar encontrar um jeito de jogar e ficar nesse jeito de jogar, né? Eu não comentei a esse respeito, mas... Sempre foi assim. Então, se o Abel, ele pode, ele pode, se ele consegue utilizar um tempo.

para poder encontrar a melhor formatação de jogo e insistir nela, é o jeito com o qual o Abel se sente mais confortável. Eu nunca vi na figura dele um técnico muito flexível. Por mais que ele seja capaz de fazer certas variações, eu não vejo nele um técnico que utilize de muitas variações. Ele se sente muito mais confortável, adotando uma forma de jogar que seja sólida e que dê bastante firmeza para o time.

E para mim, nesse momento, ele está buscando algo nesse sentido. O que eu quero dizer é que...

Vai haver alguns problemas e a gente vai encontrar falhas. Só que os problemas são muito mais de ordem técnica do que de ordem sistêmica. E na minha opinião é muito mais de ordem técnica do que de ordem sistêmica. E aí vocês podem discordar de mim à vontade. Eu vi algumas thumbs de vídeo do YouTube. Diversas pessoas que também tentam falar um pouco mais de tática criticando o sistema.

Eu acho que a partir do momento que você tem um jogador como o Evangelista vindo fazer a saída de bola no meio dos dois zagueiros, para fazer a famigerada saída de três, você já tem um problema. A partir do momento que o Gomes está jogando de ala direito, você tem outros problemas e, na minha opinião, isso tem muito a ver com a iniciativa dos jogadores. Tanto que a saída do Gomes e a entrada do Emiliano Martínez melhora o time, mas isso é outro tipo de comentário.

tudo isso que eu citei sobre falhas técnicas, o próprio gol anulado que poderia nos dar a virada é uma finalização que não é das melhores do Arthur, né? Do Arthur, não, desculpa, do Alan. Então eu entendo que essas falhas técnicas, obviamente, elas não são porque nossos jogadores são ruins. Eu não acho que o Flaco é ruim, apesar de ele estar num momento complicado.

no que se refere a reter bola e etc. Mas você pega, por exemplo, o Andrés Pereira, que ontem deu outra assistência, e foi um excelente passe para gol do Flaco. Ele, para mim, obviamente fica muito claro que ele não é um mau jogador, mas eu acho que existem algumas situações às quais ele está sendo exposto que tem sim afetado a confiança dele nele mesmo. E isso...

Hoje, para mim, deveria ser o alvo da comissão técnica. Qual é o estilo de jogo que deixa os jogadores mais confortáveis para que eles possam se ver em situações na qual a pressão não é muito grande e que isso faça com que a confiança retorne.

Então eu acho que o Maurício, por exemplo, ele ter sido sacado do time num momento em que ele exercia uma função muito importante de... Não apenas ofensiva, porque nós tivemos jogos nos quais as intervenções ofensivas dele foram muito importantes, mas que ele tinha se adaptado numa função mais ali de ir e voltar no meio de campo e de ser... Ele teve um determinado recorte na temporada em que ele era o jogador do Palmeiras que mais recuperava a bola.

com essa questão dos dois volantes que não tem por ofício marcar, ter um jogador como o Maurício era fundamental. E aí entra o Sos e ele sai. E aí o Sos a gente observa que ele pode fazer outras funções e que ele pode atuar em outras áreas do campo. E ele vinha atuando de uma maneira muito única ali, como eu costumo brincar como cosplay de Vitor Roque, não exatamente sendo bem sucedido.

se a gente for avaliar algumas intervenções que ele fazia, talvez até a gente possa elogiar as atuações, mas se a gente for pensar no macro, para o funcionamento do time, ele não necessariamente vinha tendo grandes performances, e quando se comparado com o Vitor Roque, apesar de eu achar que não necessariamente a comparação é justa, a gente tinha uma distância muito grande de um para o outro.

Então, qual que é o meu ponto aqui para vocês? Eu acho que a comissão está precisando, de fato...

se reinventar, e a questão da reinvenção do Abel ela sempre é um tema, né, pra que os jogadores eles sintam confiança num jeito de jogar e sejam melhor explorados. Tem algumas saídas que eu acho que o próprio jogo de ontem ele nos dá, né, existem alguns caminhos que eu entendo que essa partida que não foi tão boa sirva pra uh...

para o Abel usar como apoio. Não é a primeira vez que ele usa o Allan de lateral direito e o Allan vai muito bem.

nessa função. Eu havia dito que o Alan não vinha justificando a cadeira cativa que ele tinha no time. Eu não volto atrás nessa minha opinião. Eu acho que ele não vinha jogando bem. Só que nessa função um pouco mais comprometido e com o Sosa à frente dele especialmente, ele acabou indo bem. Então assim, a gente sabe que o Abel sempre teve a ideia de em certos momentos ter três zagueiros.

Talvez seja uma boa ideia. Talvez ele possa jogar com três zagueiros. Talvez ele possa usar o Emiliano Martínez como um desses três zagueiros. Que é um jogador que não tem entrado mal. Eu não estou dizendo que ele entra e muda jogo. Eu sei que às vezes quando a gente fala sobre um reserva entrar bem, a expectativa é essa. Mas ele não tem entrado mal. Desculpa, vazou um áudio aí. E...

Então eu acho que ele pode perfeitamente ser aproveitado. E aí a gente pode ter o... A gente pode perfeitamente ter o Alan ali numa segunda linha, numa linha de meio de campo, como o Alan pela direita. Ou o Abel poderia fazer uma espécie de dobra de laterais com o GI, com mais compromissos defensivos. E o Alan como uma espécie de Alan direito.

Então, assim, o ponto que a gente tem a respeito desse tipo de situação é que a gente precisa de saída e precisa que jogadores estejam em situações confortáveis. Esse é um ponto que eu acho que é interessante.

Outra coisa, a nossa profundidade pelo lado esquerdo. Ontem a gente não teve novamente. Em alguns momentos, o Arthur conseguiu fazer ultrapassagens para conseguir chegar até o fundo. E conseguiu explorar algumas jogadas da defesa do Santos estar mais deslocada para o nosso lado direito, para o seu lado esquerdo, e espaço que ele poderia ter para poder explorar as costas da defesa, inclusive.

Aconteceu duas vezes e ele não conseguiu nem finalizar direito e nem passar a bola. Isso é um problema. A gente precisa que o Arthur seja mais efetivo, mais eficaz. Principalmente em jogadas tão limpas como essa. Outra coisa, o Abel precisa encontrar um jeito para o Arias jogar. O Arias não pode ser só um jogador que vai ter lampejos.

E que vai ficar correndo atrás de lateral. Ele precisa ser um jogador com funções mais bem definidas quando o Palmeiras estiver com a bola. E eu reforço a crítica que eu fiz nele no episódio anterior. Ele não está tendo facilidade em se associar com quem fica próximo dele e flui o jogo. Muitas das vezes ele segurou ultrapassagens do Arthur, ele não conseguiu observar.

alguns lances em que ele poderia progredir com a bola, e isso faz falta, a gente tem essa dependência.

de profundidade pela esquerda ser dada pelo lateral, né? O Piqueires é muito bom em fazer isso, então isso tem pesado, são jogadas que estão faltando, são pontos-chave que estão faltando e que muitas das vezes não necessariamente não estão sendo atingidas por uma questão do nome que ali está, mas por uma questão da performance que ele tem, né? Então...

Talvez o próprio Arias ser deslocado pela direita. Eu sei que eu estou dando um monte de hipótese aqui. Mas é que elas são para poder tentar verificar se existe a possibilidade de a gente consertar. Algo que aparentemente não está funcionando. A manutenção do Maurício no time titular. E ele pela esquerda o Arias pela direita. Com o Alan como uma possibilidade de segundo tempo. Pode ser uma boa? Pode ser uma boa. Mas quem que vai se aproximar do...

Do Maurício. Vai ser o Evangelista. Ele vai ser mantido no time. Ou a gente pode ter o Pacheco. Junto com Andrés Pereira. E Marlon Freitas. E eles seriam um pouco mais liberados. Ou Marlon Freitas. Fazer uma espécie de revezamento. Do posicionamento com o Pacheco. Porque eu entendo. Que o Pacheco. Ele todas as vezes que jogou. Ele é um jogador que sinalizou. Que ele merecia ter atenção.

Então, ontem ele entrou bem, na minha opinião ele ajuda a melhorar o time. Ele é um jogador que começa a controlar mais rebotes, que o Palmeiras precisa pegar. E o Palmeiras precisa pegar rebotes, eu acho que a tal da segunda bola. Ela é muito fundamental para um time como o Palmeiras que rifa muito a bola, apesar de eu estar aqui conversando com vocês sobre métodos onde o time não rifaria tanto a bola.

Mas como eu estou falando com vocês também sobre zonas de segurança, zonas de conforto, pode ser que rifar a bola seja uma zona de conforto para o Palmeiras. Então, ter jogadores que têm posição física para poder pegar rebote é fundamental. E o Pacheco demonstrou ser esse tipo de jogador. Então, eu entendo que talvez a presença dele pode ser muito importante.

Parece-me que é uma boa saída também. Então a gente poderia ter Pacheco, Marlon e Andréas. Outra coisa, o Andréas precisa começar a acertar mais também. Ou ele precisa ser um jogador que tenha mais capacidade de controlar a bola. Ele precisa se sentir mais próximo de jogadores que consigam trabalhar a bola com ele. Porque foram muitos lances nos quais ele tentou conduzir a bola e foi desarmado. Por que ele está tentando carregar a bola tanto assim?

Não sei. Eu acho que isso é uma questão um pouco complicada. Porque a gente não pode abrir mão do Andrés Pereira. A gente precisa que ele esteja jogando bem. Nós temos lembranças muito recentes do Palmeiras ser muito forte com ele jogando bem. Só que a gente não pode se dar o luxo de ter esse tipo de risco. Porque muitas das vezes o time que está nos enfrentando precisa explorar alguém no nosso meio de campo para poder roubar a bola e nos atacar com velocidade.

E a gente precisa que alguma solução também seja encontrada para que o Flaco não vire um centroavante que fique enfiado entre os zagueiros ou que recue muito para poder buscar a bola. Ele precisa conseguir atacar espaços que são mais intermediários. Ele precisa trabalhar da intermediária. Ele precisa ser capaz de se sentir seguro de executar bons passes.

E do jeito que está, ele está ficando ou muito enfiado, muito adiantado entre os zagueiros e não conseguindo aproveitar o seu melhor. Ou vindo buscar muito a bola e também não conseguindo aproveitar o seu melhor devido a essa distância. Então assim...

São mudanças que a gente precisa que os jogadores tenham, muitas vezes de postura, de capacidade técnica, que podem dar excelentes resultados para nós e que podem ser beneficiadas, podem ser potencializadas por um esquema melhor. Aí entra a questão da reinvenção do Abel.

É óbvio e eu acho que isso fica muito nítido e provavelmente tem gente que me ouve que considera que o Abel não deveria mais estar no Palmeiras, aquela história de fim de ciclo. E eu vou de novo, infelizmente, muretar sobre isso porque eu não tenho uma opinião muito lógica, muito clara, eu não sei dizer exatamente o que eu acho sobre isso. Eu vejo que agora tudo que ele faz desde sempre e que não necessariamente era um problema ou que em outros momentos até era exaltado...

passa a ser um problema. Então, as respostas não estão diretas. Eu vejo algumas pessoas falando que antes o Abel respondia de forma direta. Não exatamente, ele sempre respondeu de acordo com o que era interessante para ele naquele momento da resposta. Então, assim, o ponto é... Eu estou incomodado com o ambiente de futebol do Palmeiras e eu entendo que todo mundo que me ouve também está. Pessoas que não me ouvem, então, devem estar mais ainda.

Só que assim, qual é a avaliação que está sendo feita de que as mudanças que a gente precisa vão chegar lá? Eu acho que tem algumas sinalizações sobre o time do Palmeiras que elas me causam um pouco mais de alarme, que elas me deixam um pouco mais nervoso em relação ao que esperar do Palmeiras. E uma delas é a dificuldade que a gente está tendo na Libertadores. A gente está com uma vitória e dois empates e não é líder do grupo.

E até então, com times piores ou em situações em que também parecia que o Palmeiras não estava jogando tão bem, nós não tínhamos essa dificuldade. A gente vinha conseguindo se impor contra esse tipo de time, porque era só a gente ter paciência e se impor tecnicamente que as coisas aconteciam. E esse ano já não está acontecendo.

Isso me causa um pouco de estranheza. E na Libertadores, inclusive, a gente tem a presença do Abel na beira do campo, que não está acontecendo no Campeonato Brasileiro, devido àquela punição que ele sofreu do STJD lá, especialmente por algumas partidas, por duas partidas. Ficou um negócio meio confuso. O STJD acabou punindo o Abel por uma questão até mesmo de recorrência.

Então assim, qual é a capacidade que o Abel está tendo também de lidar com o elenco de maior qualidade? Até que ponto é mais fácil você conseguir convencer jogadores que não são tão bons tecnicamente a se esforçar para poder atingir um resultado que seria acima da expectativa de você pegar jogadores que são muito bons tecnicamente e combiná-los?

Será que é essa a dificuldade do Abel? Eu acho que isso é muito mais um tema para debate do que para a gente sair respondendo. Não dá para saber. Eu acho que isso começa a se abrir essa possibilidade sim. Até que ponto o Abel é capaz de pegar excelentes jogadores e tirar deles algo no qual a técnica sobressaia.

Porque, por exemplo, o próprio Andreas, que a gente sabe que é privilegiado tecnicamente, muito do que ele tem feito, às vezes, é algo que se destaca muito pela polivalência dele, né? E não necessariamente por ele sendo técnico, assim, o Marlon. O Marlon, eu acho que ele consegue, às vezes, sim, pôr um pouco mais pelo seu próprio estilo de jogo, mas muito do que se comentou dele foi sobre liderança e etc.

O próprio Gomes, que é um símbolo do Palmeiras e que ele consegue ficar cada vez mais consolidado durante a Era Bel, é carrinho, é ir para a área cabecear, essas coisas. E eu não estou fazendo uma crítica, eu acho que o Gomes é um ótimo zagueiro, ele consegue ir muito bem no Paraguai também, é muito respeitado na seleção paraguaia, então ele não é ruim, mas eu quero dizer assim, ele é um jogador que se destaca por entrega.

O Arias é um jogador que se destaca por entrega também, mas ele é um jogador técnico. Então, até que ponto o Abel é capaz de ser mais...

Técnico de futebol mesmo e menos coach, entendem? Eu acho que isso é uma coisa que ele mesmo deveria pensar. Talvez conversar com seus jogadores, tentar entender as posições em que eles se sentem mais confortáveis, como encaixar isso, treinar isso. Eu sei que tem pouco tempo, ele tem reclamado da questão dos períodos de folga, né? Seja para treinar, seja para recuperar os jogadores. Mas...

Eu acho que existe um bom fundo de verdade em achar que ele é melhor em extrair o algo mais do que em combinar bem atletas que tenham qualidade. E não necessariamente ele ser melhor em tirar o algo mais de jogadores é ruim e não vai dar em nada. Mas...

Será que isso é o suficiente dentro do próximo passo que a diretoria quis dar? Porque eu acho que a partir do momento que a diretoria foi abrir os cofres para poder trazer jogadores muito caros como o Victor Roque, como o Arias, o próprio Andrés Pereira, não vamos também achar que o Andrés Pereira foi barato, ele deve ganhar bem. Ou o próprio Sousa, que é um reserva de mais de 10 milhões de euros.

Eu entendo que a diretoria quis dar um próximo passo, né? Será que o Abel é o comandante certo para esse próximo passo? Do ponto de vista de projeto, tá? Como eu disse, pode ser que dê certo com ele sendo mais motivador do que estratégico. Mas será que a gente não precisa encontrar alguém que consiga extrair o melhor do Palmeiras?

Ou será que um técnico que seja muito direcionado a fazer o melhor time possível do ponto de vista técnico, mas que não necessariamente consiga fazer com que os jogadores se sintam motivados depois de vencer, coisa que a gente já viu que o Abel é capaz, consegue bater de frente com o Flamengo? Porque em termos financeiros a gente sempre vai estar atrás. Então se a gente depender de contratar os melhores jogadores para ter o melhor time em campo, o Flamengo vai estar sempre à frente do Palmeiras.

Qual que é a resposta que o Palmeiras quer dar para o Flamengo? Tudo isso são coisas que devem ficar passando na cabeça da diretoria, ou não, né? Sei lá se eles pensam nisso. Mas assim, que deve ficar passando na cabeça do Abel também.

E são situações que levantam bastante questionamento. Eu não sei quais são as respostas corretas. Eu gostaria que o time melhorasse. Em certo momento do ano, pareceu que ele iria melhorar. Eu não acho inválida a tentativa que foi feita no jogo contra o Santos. Eu não acho que foi uma loucura as substituições. Eu vi muita gente criticando a forma com a qual... . .

A comissão substituiu para lançar o Palmeiras para frente. Eu achei muito interessante o fato de que o Palmeiras tentou ganhar do Santos em casa como se estivesse jogando um jogo de mata-mata. Primeiro porque eu acho que isso é um respeito ao clássico, apesar da postura do primeiro tempo ter sido bem passiva e não ser um respeito ao clássico. Eu acho que tentar vencer a qualquer custo passa essa sensação. E o segundo ponto é você dar o valor que cada jogo de campeonato brasileiro tem.

E aí você jogar nessa dinâmica de mata-mata para poder vencer, sabendo que no dia seguinte seu rival teria um jogo no qual ele teria plenas capacidades de vencer. É verdade que não venceu, por muito pouco, porque o Vasco empata no finalzinho.

E que poderia tornar as coisas mais complicadas do que elas já estão. Porque a sensação que eu tenho é de que o Flamengo não vai mais perder jogo no Campeonato Brasileiro. Está dando essa sensação. Eles estão bem encaixados. O Leonardo Jardim está conseguindo rodar bem o elenco. A sensação de bom futebol que vem da parte deles é muito grande. Mesmo eles tendo perdido o Arrascaeta.

com a lesão lá na clavícula, eu estou com essa sensação. Então, o que eu tenho observado é que a barra está sendo posicionada cada vez mais alto para que os times possam ultrapassar e o Palmeiras precisa de muito fôlego, muita força para conseguir esse movimento. Então, o resultado negativo do Flamengo no Campeonato Brasileiro é um empático vasco, um clássico maluco.

Então É isso Pra não ficar um show de horrores Também eu já falei bem do Pacheco

Eu acho que ele é uma boa notícia. Eu gostei do Sousa pela direita. Eu acho que ele consegue dar uma profundidade que tem faltado. A gente fez diversas jogadas ali pela ponta direita depois da entrada dele. Ele consegue brigar, ele consegue imprimir velocidade, chegar ao fundo para poder fazer bons cruzamentos ou para acionar algum outro jogador que venha descer por ali. O nosso gol sai com uma jogada do Andrés pela direita. A bola é aberta para ele. Ele não dá um cruzamento, ele dá um passe.

para que o Flaco pudesse fazer a finalização. A jogada do gol anulado é do Sousa pela direita. Então acho que existem algumas finalizações de coisas que podem ser exploradas pela comissão. Como eu disse, o final do jogo tem uma pressão por parte do Palmeiras e muitos dos rebotes que são vencidos passam pela presença do Pacheco. É um jogador que tem posição física para cobrir uma grande área do campo.

eu achei isso bem interessante, eu acho que isso é uma coisa que deveria ser prestado mais atenção por parte da comissão, a gente está aí vendo o Danilo praticamente garantindo sua vaga na Copa, sendo um jogador fundamental no Botafogo, e é sempre bom lembrar que ele estava lá na base do Palmeiras também, de repente começou a ser utilizado, e ele não tinha esse hype todo na base.

O Pacheco até tem, mas o que eu quero dizer é assim, às vezes tem jogadores que... O jogo de base, o jogo do profissional, eles são jogos diferentes em todos os aspectos. Então da mesma forma que alguns perfis de jogadores têm muita facilidade de se destacar na base, às vezes porque eles são muito rápidos e tal, e quando sobem para o profissional essa vantagem física não é obtida, existem alguns outros jogadores que precisam se associar mais, que precisam...

cumprir mais funções dentro de campo para que seu valor possa aparecer, que não parecem grandes coisas na base, porque esse destaque individual não vem, ele é mais atrelado a uma boa performance coletiva. Então tudo isso para mim são respostas que a gente precisa ter rápido. Nós não podemos fazer com que esse último mês de jogos antes da parada para a Copa do Mundo seja algo muito...

Muito mole, né? A gente não pode ir para a Copa do Mundo com muita dificuldade, especialmente levando em conta que eu acredito que a gente vai perder jogador na janela. Eu não tenho certeza se vai ter reposição, se tiver como vão ser essas reposições. O que eu sei é que a gente deve sim perder jogador na janela e, portanto, chegar o melhor possível para poder parar, descansar, treinar e etc. vai ser fundamental, né?

Mas e você, meu caro ouvinte? O que você acha de tudo isso que eu falei? Você acha que eu tenho razão naquilo que eu estou falando? Você acha que o time tem jogado mal com as substituições que eu conjecturei? Meio que... Dão a entender que eu não sei o que eu estou falando. Ou que uma coisa tem nada a ver com a outra. Vocês concordam que o momento técnico de alguns jogadores está sendo muito ruim?

Eu queria que vocês participassem respondendo esse tipo de pergunta pra mim ou deixando perguntas nessa direção, né? Eu publiquei o último episódio apenas na sexta, né? Que eu falei pra vocês a respeito das dificuldades que eu tava tendo pra poder gravar. Inclusive lá eu explico bastante a esse respeito. Ele nem foi muito ouvido ainda, tá? Mas o Luiz deixou um comentário. Eu vou agradecer ao Luiz que ele sempre participa. E obviamente eu vou falar a respeito do comentário dele aqui agora. Eu não falei no começo, Luiz, porque...

A gente tinha bastante para falar sobre o jogo, né? Mas vamos lá. Primeiro ele me elogia, né? Como sempre, um podcast com conteúdo sem polêmicas forçadas. Isso aí eu garanto para vocês que não vai ter, tá? Não é do meu perfil, eu nem consigo. Vejo que o Palmeiras realmente passa por uma fase em que os adversários aprenderam a se defender contra nós. A obediência tática muitas vezes nos prejudica. Na minha opinião, é necessário soltar o meio de campo, Andrés e Marlon e o ataque.

Senão a gente não quebra linhas de defesa e fica preso nos cruzamentos. Concorda? Concordo. Ou a gente tem que fazer boas jogadas de linha de fundo. Esses cruzamentos que são muito rifar a bola para a defesa. Ou você pega, por exemplo, o jogo contra o Corinthians. Quer ficar cruzando bola na cabeça do Gustavo Henrique, isso aí não dá. Agora, jogadas como a do Sôcia e a do...

e a do Gol, que foi do Andrés ontem, são sempre bem-vindas, porque elas vão pegar a defesa numa situação ruim. E infelizmente pela esquerda a gente não está tendo isso. Não sei quais são as soluções que a gente pode ter para poder ter isso de uma forma um pouco mais equilibrada. Mas é isso, gente. É um time que recebeu muito investimento, gerou muita expectativa e não tem conseguido necessariamente entregar os resultados que a gente gostaria. Estou preocupado, vamos ver.

Eu acho que o Abel é capaz de reagir e de fazer com que o time possa render mais uma vez. Eu não sou do tipo que trata tudo como uma tragédia, não. Até porque estar na liderança num momento ruim e conseguir sustentar a liderança é uma coisa que é positiva, dadas as circunstâncias.

Mas é isso, gente. Eu volto assim que possível. Muito provavelmente já depois de jogo contra a Libertadores. Vamos ver o que a gente vai conseguir, né? Achar. Mas é isso. Muito obrigado e até a próxima.