Episódios de Review de Leigo

#9 - O DIABO VESTE PRADA 2 (2026)

24 de setembro de 20266min
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Nesse episódio do Review de Leigo, falo sobre O Diabo Veste Prada 2 (2026), estrelado por Meryl Streep e Anne Hathaway, uma comédia dramática que revisita personagens conhecidos quase duas décadas depois, tentando atualizar sua história para o mundo atual da moda, tecnologia e redes sociais. Vale o play? Descubra neste episódio.

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Sem enrolação. Só o que importa.

Apresentado por Rafael Franças.

Participantes neste episódio1
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Rafael Franças

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Assuntos5
  • A nostalgia de rever os personagens de O Diabo Veste Prada 2saudade dos personagens·reencontro com velhos conhecidos·experiência muito boa
  • A decepção com a continuação e a nota final do filmenostalgia não é prato principal·experiência curiosa·nota um balde de pipoca
  • A história genérica e pouco inovadora de O Diabo Veste Prada 2história genérica·pouco a acrescentar·trama poderia estar em qualquer comédia
  • A falta de identidade e energia em comparação ao primeiro filmeprimeiro filme com identidade forte·falta de energia·não queria apenas ser lembrado
  • A tentativa falha de atualização do filme para o mundo atualelementos contemporâneos·tecnologia e redes sociais·cultura do cancelamento·não constrói nova história
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RFRafael Franças

Fala pessoal, eu sou o Rafael e esse é o Review de Lego, o podcast onde a gente fala de filmes e séries de forma rápida, sincera e objetiva. No episódio de hoje vou falar de O Diabo Veste Prada 2, um filme que traz de volta personagens que fizeram muito sucesso há quase duas décadas. Então, bora para o review! Quase duas décadas depois do primeiro filme, O Diabo Veste Prada 2 nos leva novamente para o universo da moda, e principalmente para perto de personagens que ficaram marcados na cultura pop.

Miranda Presley, Andy Sachs, Emily Colton estão de volta, interpretadas novamente por Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt. E o filme começa justamente explorando aquilo que provavelmente levou muita gente ao cinema, a saudade. Rever Miranda, rever Andy, rever Emily, voltar a ouvir aquelas vozes e reconhecer aqueles personagens depois de tantos anos, provoca uma sensação muito boa. Só que a história agora apresenta uma nova situação para Miranda, que precisa lidar com as mudanças do mercado editorial e com um cenário muito diferente daquele que conhecemos no primeiro filme.

Ao mesmo tempo, Andy e Emily também estão em momentos diferentes de suas vidas e carreiras. E é a partir desses personagens que o filme tenta construir uma nova história. O Diabo Veste Prada 2 consegue fazer uma coisa muito bem: despertar nostalgia. Nos primeiros minutos eu estava completamente comprado. Heve Miranda, Andy e Emily depois de quase 20 anos é uma experiência muito boa. Você reconhece os personagens, lembra daquele primeiro filme e por alguns minutos parece que está reencontrando velhos conhecidos.

O problema é que a nostalgia passa. Depois que você mata a saudade dos personagens, começa a prestar atenção na história. E foi justamente aí que o filme começou a piorar. Porque eu achei a história genérica e com pouco a acrescentar àquilo que a gente já conhecia no primeiro filme. E antes que alguém diga que o filme não tentou se atualizar, eu acho importante reconhecer que ele tenta. Tecnologia, redes sociais, memes, velocidade da informação.

E até a cultura do cancelamento fazem parte da história. Afinal, quase 20 anos se passaram, o mundo da moda mudou, o jornalismo mudou e principalmente a maneira como consumimos informação mudou. Então faz sentido que esses elementos estejam presentes. O problema é que pra mim eles não são utilizados de uma maneira realmente interessante. Parece que o filme colocou elementos contemporâneos pra mostrar que está atualizado, mas não conseguiu construir uma história nova a partir deles.

E essa é uma diferença importante. Não basta colocar a tecnologia, memes, cancelamento e uma história pra torná-la atual. Eu esperava que o filme perguntasse o que essas mudanças fizeram com aquele universo. E o que aconteceu com aquela indústria que conhecemos no primeiro filme? O filme até passa por essas questões, mas pra mim não mergulha nelas. E isso acaba reforçando o meu principal problema. Ele parece muito mais interessado em nos lembrar do primeiro filme, do que em construir uma nova história.

O primeiro Diabo Veste Prada tinha uma identidade muito forte. A gente acompanhava a Indy entrando naquele universo, conhecendo o Miranda, tentando entender aquele ambiente e, principalmente, descobrindo até onde estava disposta a ir para fazer parte dele. Tinha transformação, tinha conflito e tinha um carisma. E aqui eu senti falta disso. Temos atores excelentes, temos personagens que já conhecemos, temos referências ao filme anterior, Mas parece faltar energia.

É como se o filme estivesse constantemente dizendo: lembra disso? Lembra daquilo? Lembra desse personagem? Então, eu lembro. Só que eu não queria apenas ser lembrado do primeiro filme. Eu queria uma razão pra me importar com esse novo. E eu acho que esse é o grande problema de uma continuação feita tantos anos depois. Nostalgia pode ser um ótimo ingrediente, mas não pode ser o prato principal. Eu estava disposto a gostar do filme, e talvez por isso a decepção tenha sido maior.

Porque o começo me entregou exatamente o que eu queria, a sensação de reencontro, mas depois eu queria uma história. E o que eu encontrei foi uma trama que pra mim poderia estar em qualquer outra comédia, qualquer outra comédia dramática, né? O mundo mudou, os personagens voltaram, mas a história não mudou o suficiente. O Diabo Veste Prada 2 foi uma experiência curiosa pra mim, porque eu entrei no filme com uma expectativa muito boa e a nostalgia funcionou, rever aqueles personagens foi divertido, mas depois que a sensação passa, eu comecei a perceber que o filme tinha muito pouco a acrescentar.

E vale o play? Pra mim, não. Se você é muito fã do primeiro filme, talvez vale assistir simplesmente pela experiência de rever esses personagens. Mas se você está esperando uma continuação que tenha algo novo e interessante pra dizer, eu acho que pode acabar se decepcionando. E minha nota é um balde de pipoca, galera. É, é isso. O Diabo Veste Prada 2 conseguiu matar a saudade, mas não conseguiu criar uma nova. Eu sou o Rafael e esse foi mais um episódio do Review de Leigo.

Não se esqueça de seguir, compartilhar, recomendar o podcast para aquele amigo que gosta de filmes e séries. É isso, tudo de bom pra vocês, um abraço e até o próximo episódio.

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