Episódios de Review de Leigo

#7 - PSYCHO KILLER (2026)

17 de setembro de 20267min
0:00 / 7:40

No novo episódio do Review de Leigo, falo sobre Psycho Killer (2026), um terror slasher que resgata a estrutura dos filmes de assassinos dos anos 80: um criminoso misterioso, mortes violentas e uma protagonista movida pela vingança. Vale o play? Descubra neste episódio.

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Sem enrolação. Só o que importa.

Apresentado por Rafael Franças.

Participantes neste episódio1
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Rafael Franças

Host
Assuntos6
  • Apresentação do filme Psycho Killer e sua homenagem aos slashers dos anos 80estrutura de filmes de assassino·terror e suspense·homenagem ao terror clássico
  • A avaliação final do filme e a recomendação para o públicoagrada quem gosta do gênero·não reinventa a fórmula·nota de 2 baldes e meio de pipoca
  • A história de Jenny Archer e sua busca pessoal por vingançapolicial rodoviária do Kansas·assassinato brutal do marido·serial killer Satanic Slasher·investigação pessoal
  • A homenagem do filme ao terror clássico e suas limitaçõesassassino misterioso·mortes violentas·protagonista perseguindo o criminoso·antagonista como mal encarnado·falta de novidades na fórmula
  • A motivação da protagonista e a complexidade de suas decisõesbusca a partir do luto·raiva e necessidade de justiça·investigação não racional
  • O assassino como estereótipo do vilão de terror e sua crueldadesímbolos satanistas·mortes extremamente violentas·violência em câmera lenta·maldade quase absoluta
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RFRafael Franças

Fala pessoal, eu sou o Rafael e esse é o Review de Leigo, o podcast onde a gente fala de filmes e séries de forma rápida, sincera e objetiva. No episódio de hoje eu vou falar de Psycho Killer, Um filme de terror e suspense que resgata bastante daquela estrutura dos filmes de assassino dos anos 80. Mas será que essa homenagem ao terror clássico funciona? Então bora para o review. A história acompanha Jenny Archer, uma policial rodoviária do Kansas que presencia o assassinato brutal do próprio marido.

O responsável pelo crime é um serial killer conhecido como Satanic Slasher, um assassino que deixa símbolos ocultistas nas cenas dos crimes e que parece estar sempre um passo à frente da polícia. Depois da morte do marido, Jane transforma a investigação em uma busca pessoal. E aí que entra uma das características mais interessantes da personagem. Ela não está simplesmente tentando cumprir o seu trabalho como policial. Ela quer encontrar o homem que matou o marido.

Só que o assassino não facilita. Ele desaparece, deixa pistas e continua fazendo novas vítimas. Enquanto Jane tenta entender quem ele é e principalmente onde ele está. Conforme a investigação avança, ela começa a perceber que está lidando com alguém muito mais perigoso do que imaginava. Psico Killer me lembrou bastante bastante os filmes de terror dos anos 80. Isso não é necessariamente uma crítica, pelo contrário. O filme parece realmente querer resgatar aquela estrutura do terror clássico.

Temos o assassino misterioso, as mortes violentas, uma protagonista perseguindo o criminoso e um antagonista que parece existir simplesmente para ser o mal encarnado. Eu acho que o filme consegue fazer isso. O problema é que, em alguns momentos, essa homenagem também acaba sendo uma limitação, porque se você já assistiu muitos filmes desse gênero, provavelmente vai reconhecer várias dessas escolhas, e talvez o principal problema seja justamente esse: Psycho Killer não traz muitas novidades pra fórmula.

Uma coisa que melhorou bastante a minha percepção sobre o filme foi pensar um pouco mais na motivação da protagonista. Durante boa parte da história, algumas decisões da Jenny me fizeram pensar: Por que ela tá fazendo isso? Só que depois eu parei pra pensar que aquela mulher está procurando o assassino que matou o marido. E algumas dessas decisões começam a fazer um pouco mais sentido. Ela não está fazendo uma investigação completamente racional.

Ela está agindo também a partir do luto, da raiva e da necessidade de encontrar algum tipo de justiça. E quando eu comecei a enxergar a personagem dessa maneira, o filme melhorou um pouco pra mim. Porque você entende que aquela busca não é simplesmente profissional. É pessoal, e isso muda a maneira como você interpreta algumas das escolhas dela. Agora, se tem uma coisa que chama atenção no filme é o próprio assassino. Ele é praticamente o estereótipo do vilão de terror.

Temos símbolos satanistas, mortes extremamente violentas e aquelas cenas em que a violência parece querer chamar atenção pra ela mesma. Inclusive, algumas mortes são apresentadas em câmera lenta, quase como se o filme quisesse que você observasse aquele momento. Isso contribui para construir o personagem como alguém que representa uma maldade quase absoluta. Ele não é exatamente aquele vilão que você fica tentando compreender ou justificar.

É um assassino, é cruel, é perturbador, e o filme faz questão de deixar isso muito claro. Só que novamente, isso também me fez pensar nos filmes de terror de décadas atrás, porque é muito aquela lógica do vilão que é simplesmente mau. E pra quem gosta desse tipo de terror mais clássico, isso pode funcionar muito bem. Agora, pra quem espera alguma coisa diferente, talvez seja um problema. Porque o filme parece estar mais interessado em homenagear uma fórmula do que reinventá-la.

E acho que essa é uma grande questão de Psycho Killer. Ele faz várias coisas que já vimos antes. E aí vai depender muito do que você procura. Se você gosta de filmes de serial killer, terror, slasher, e daquela estética mais tradicional do gênero, provavelmente vai encontrar muitas coisas interessantes aqui. Mas se você está procurando uma história que apresente uma nova abordagem para esse tipo de vilão ou que subverta completamente a fórmula, provavelmente vai ser um pouco decepcionante assistir.

E tem uma coisa que eu acho importante destacar: a estrutura do filme funciona melhor quando você aceita que ele quer ser esse tipo de filme. Quando eu parei de esperar que ele fosse trazer alguma grande novidade e passei a enxergá-lo como uma homenagem, a experiência melhorou. Só que isso não foi suficiente pra mim, porque homenagem é uma coisa, repetir uma fórmula é outra. E eu acho que Psycho Killer fica justamente nesse meio termo.

Ele conhece muito bem o gênero que está homenageando, mas não consegue transformar esse conhecimento em algo realmente novo. Então no final eu fiquei com aquela sensação de, ah, eu já vi isso antes. Só que não necessariamente de uma forma ruim, é mais aquela sensação de que o filme poderia ter ido um pouco mais além. E sabe por quê? É um filme que eu acho que pode agradar bastante quem já gosta do gênero. Ele traz um assassino misterioso, a perseguição, a vingança, a violência gráfica e toda aquela atmosfera de terror mais tradicional.

Mas, ao mesmo tempo, acho que o filme acaba ficando preso demais à própria homenagem. Ele resgata elementos que funcionaram muito bem no passado, mas não apresenta grandes novidades. E vale o play? Pra mim, sim, mas principalmente pra quem gosta do gênero. Se você curte filmes de serial killer, slasher, terror anos 80 e não se importa em assistir uma história que segue uma fórmula já conhecida, acho que vale dar uma chance. Agora, se você está procurando algo que reinvente o gênero ou apresente um assassino realmente diferente, talvez esse não seja um filme ideal.

Minha nota para esse filme é de 2 baldes e meio de pipoca. É isso, eu sou o Rafael e esse foi mais um Review de LEGO. Não esqueça de compartilhar, siga o podcast nas plataformas de áudio, divulgue para o seu amigo que gosta de filmes e séries. É isso, tudo de bom para vocês, um abraço e até o próximo programa.

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