Episódios de Aquele Podcast de Jogos

S01E03 | Onimusha: Way of the Sword

20 de setembro de 202628min
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Neste episódio mergulho no universo de Onimusha, com o primeiro título da série em 20 anos. Desta vez é Miyamoto Musashi que assume o protagonismo. Será que é o regresso em grande da série, num ano em que a Capcom parece imparável?

Participantes neste episódio1
F

Flávio Batista

Host
Assuntos6
  • Onimusha: Way of the Sword como o GOTY pessoal do apresentadorlançamento do jogo em 2026·primeiro contato com a série Onimusha·experiência com a demo na Switch·30 horas de jogo na Nintendo Switch 2
  • O combate de Onimusha: Way of the Sword e suas mecânicasnão é um Souls-like·mecânicas de parry, deflect e dodge·importância da estamina·Gauntlet e absorção de almas
  • A representação de Miyamoto Musashi e a narrativa do jogoMusashi como protagonista brincalhão·influência dos filmes japoneses dos anos 50·personalidade do personagem no jogo·Musashi se tornando Onimusha
  • Aspectos visuais e técnicos do jogo em diferentes plataformasvisual escuro de Kyoto no século 17·beleza do RE Engine·desempenho na Nintendo Switch 2·realismo no manuseio das katanas
  • A progressão do jogo e suas falhas no terço finalhub em Eastern Kyoto e side quests·elementos de RPG e skill trees·chefes reciclados e dificuldade·dungeon final prolongada
  • A qualidade da dublagem, trilha sonora e atuação dos personagensdublagem japonesa original·acting dos personagens·música excelente·captura de faces dos personagens
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
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Hoje venho vos falar de Onimusha: The Way of the Sword, lançado dia 4 de setembro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series, PC e Nintendo Switch 2. 20 anos depois do lançamento do último jogo da série, será que este jogo vale a pena? Será que a série regressa em grande? Vamos descobrir a seguir. Ora, bem-vindos a mais um episódio daquele podcast de jogos. O meu nome é Flávio Batista e como já puderam ver pela intro e tudo mais, hoje trago-vos Onimusha: Way of the Swords, que é um jogo de uma série que eu nunca joguei.

Eu joguei tanta série e gosto tanto de samurais, mas nunca joguei Onimusha. Já tive para jogar o primeiro, principalmente quando saiu o remaster, mas depois não tive essa oportunidade. E decidi entrar no Way of the Sword porque gostei dos trailers quando foi anunciado, que até pensei que fosse Souls. Depois percebi que o protagonista era o Musashi, o samurai favorito de muita gente, e também joguei a demo. Joguei a demo quando saiu logo, eu joguei no PC, e depois agora há pouco tempo, pouco antes do jogo sair, joguei a demo na Switch e eu não tinha percebido que a demo tinha recebido um update.

E eu acho que da primeira vez que joguei gostei, mas não me convenceu. Depois da demo que nos dá um bocadinho mais do jogo e uma boss fight melhor, é que eu percebi que o jogo tinha ali qualquer coisa que me ia fazer perder nele. E assim foi. Decidi pegar numa cópia do Onimusha da Nintendo Switch 2, o que é raro eu jogar este tipo de jogo multiplataformas na Switch 2, mas apeteceu-me tirar o pó e gostei do desempenho de demo. E pronto, lá meti 30 horitas neste jogo.

E spoiler alert, até agora, à data que estou a gravar, final de setembro, é o meu GOTY. Uma coisa que eu não tenho falado muito este ano é sobre o Game Awards e os gotes e para aí fora, mas este, por enquanto, enquanto não houver para aí GTAs, que é outra liga, não é? Eu acho que se vai manter o meu gote. E vamos ver, curioso, tem 3 jogos de jogo do ano, os meus, no meu top 5 deste ano, pelo menos 3 são da Capcom. E isso é bom, é bom que a Capcom está em boa forma, a Konami também.

São duas companhias ali da mesma altura que sempre lançaram grandes bangers, tiveram fases e agora estão excelentes. Ora bem, o Onimusha, como já disse na intro, foi lançado dia 4 de setembro para PC, PlayStation 5, Xbox Series e Nintendo Switch 2. Passou-se 20 anos desde o último lançamento do Onimusha mainline, ou seja, o Onimusha Dawn of Dreams. Entretanto, também só saiu um web game e um remaster e pouco mais, nada relevante.

Então, 20 anos é muito tempo para um IP destes que na altura tinha muito sucesso. Eu lembro, mentira, eu acho que joguei um bocadinho, ou então foi a demo do Onimusha 3, aquilo que tem o Jean Reno. É estranho o Jean Reno num jogo de samurais, mas acho que o jogo até é bom. Eu gostei tanto deste Way of the Sword que eu brevemente vou pegar no Onimusha original, no remaster, e ver se gostar desse vou avançar para os próximos. Ora bem, falando deste jogo, é um jogo desenvolvido pela Capcom em RE Engine, claro, o engine proprietário deles.

Tem comportamento, isto é melhor, monta mensagem. Que é muito, é muito engraçado, que é o samurai favorito de muita gente, porque historicamente ele era grande patrão, né? E o jogo tem uma abertura muito fixe. É o Musashi a lutar contra o mestre de uma escola, ele vence, e depois tem os alunos todos a ir atrás dele. E tem diálogos muito fixe, porque a personalidade do Musashi está muito porreira, não está aquele Wise full wise a dizer frases bonitas e a ser correto a toda hora.

É muito brincalhão, é muito goofy, e também é um bocadinho espelho dos filmes dos anos 50. E isto é importante porque estava a conhecer a cara do Musashi, e basicamente eles falaram com a família do ator e quem tem a propriedade do Toshiro Omifune que era quem fazia a trilogia de Musashi dos anos 50, desses clássicos do cinema japonês, e é a cara dele. E por isso, mesmo que vocês nunca tenham visto os filmes, vocês vão reconhecer esta cara certamente.

Então ele tem aquele ar brincalhão, e às vezes até há situações sérias, mas que ele consegue dar ali uma atrapalhada. E sim, fica atrapalhão, pronto, que usava uma palavra mal. Já começamos 5 minutos, né? E já começamos nisto. E achei muito engraçado esse, essa intro. É um bom tutorial, é diferente da demo. Atenção, o tutorial é um bocadinho diferente porque temos aí 2 horas de jogo antes de chegarmos ao conteúdo da demo, ou 1 hora e pouco.

E consegue nos dar um contexto fixe sobre o que é que, como é que vai ser o personagem, como é que está a personalidade do Monroi Axios neste jogo. Pronto. Como o próprio nome indica, ele torna-se Onimusha, não pela sua vontade, mas porque foi obrigado. E então andamos por Kyoto a limpar Genma, que são os demónios maus, digamos assim, deste jogo. Andamos a limpar eles e temos um leque de vilões, um vilão principal e outros que andam ali à volta.

Que eu também gostei bastante. Ora bem, vamos começar pelo, se calhar, pelo visual. É um jogo um bocadinho escuro, né? Estamos a falar de Kyoto, século— não sabes em que século? Que falhanço, não é? Que falhanço ter que ir aqui. Jamie, vê lá aí como é que é. Século 17. Isto século 17, não é? Não estão à espera que seja tipo Camorosso no Yakuza, que é tudo cheio de neons e não sei o quê. E muitas vezes o céu está tapado por causa da influência dos genma nesta cidade.

Então é tudo um bocadinho escuro, mas tudo o que tem cor é bonito. Aliás, mesmo dentro desta escuridão existem espaços verdes claros com com água e por aí fora. E é um jogo bonito, é um jogo muito bonito. O RE Engine faz elevar essa beleza, não é? É um engine fixe e na Nintendo Switch 2 corre muito bem. O jogo, claro, durante o gameplay tem algumas coisas em low ou em medium, não sei, pronto, perde ali um bocadinho de qualidade, mas é um jogo que em modo portátil se joga lindamente, é muito bonito, o ecrã da Switch é brutal.

Quando se liga uma televisão 4K, se estivermos perto da televisão vamos notar muitas imperfeições. Se estivermos afastado, que é o meu caso, está-se bem, está-se bem. Nota-se a diferença de uma cutscene para o gameplay, claro, mas não me fez confusão. E em termos de performance, de frames, o jogo permite-nos dar lock a 30. Eu pus unlocked e assim, pá, está a correr tão mal. Não, não, lindamente. E um jogo que isso tem que correr bem, é um jogo de precisão, não tanto se calhar como um Souls, mas precisamos ter alguma precisão e não dá muito jeito o jogo estar a travar.

Mas o jogo aqui na Switch corre bastante bem pelo que vi nas outras plataformas. PS5, Xbox Series deve correr fixe. No PC, a demo, quando eu joguei, ele fez-me aquele check hardware e meteu-me os melhores settings e estava perfeito, estava brutal, bonito. Não se notava que tinha baixado os gráficos e corria a 60 frames estáveis. Com de novo não sei. Se alguém jogou no PC, diga-me aí, mas acredito que é um jogo que não é tão agressivo como se calhar o Resident Evil em termos gráficos.

Por isso acredito que deve correr bem em máquinas médias. Era um jogo, cá está, muito bonito de samurais, e é um jogo que respeita muito a cultura samurai. E houve ali um cuidado no realismo da forma como Musashi manuseia as katanas, a katana e o wakizashi. Se vocês repararem, tanto em cutscenes, também tem gameplay, tanto tem idle animation. Separarem de mexer o personagem, ele vai colocar a katana de forma correta sempre. Há aqui um cuidado nisso.

E mesmo nos golpes que ele utiliza para combate, vai, há um certo realismo. Vamos dar um exemplo: vocês têm um bicho que é 3 vezes o vosso tamanho e ele tem uma moca gigante. E ele ataca-os. Eu, quando percebi que estava para fazer parry a isto, ou deflect, fiquei passado, né? Tipo, que fixe, meu! Mas ele simplesmente não bloqueia com a katana na horizontal e fica ali a fazer um teste de forças com o gajo, não. Ele deflecta, vai para o lado e vai amortizando a queda.

No meio de tanto demónio, de tanta coisa mística, os movimentos do Musashi e mesmo saltos que ele da campanha, há um ou outro durante o gameplay que salta nos sítios mais altos, mas se for muito alto ele fica estatelado no chão. Mas em tudo o resto, mesmo no próprio combate, tirando as partes demoníacas em que ele vai adquirindo, claro, é tudo muito pés assentos na terra, é muito credível, e eu gostei muito disso. Gostei bastante disso.

Falando do combate em si, não é um Souls, que é algo que quem está a ver de fora, quem não pesquisa muito sobre o jogo, vai só ver vídeos, pode pensar que é Souls. Não é todo, é um jogo de ação muito bem executado. É um jogo difícil, atenção, não é um jogo tão fácil. Se calhar mais difícil do que alguns Souls, porque nos Souls muitos deles vocês conseguem fazer cheat alguns bosses, ou seja, no tipo de elementos que usam algum item especial.

Aqui não, aqui é pura skill, aqui não há shortcut. É mesmo, vocês têm que saber quando defender, quando dar parry, quando dar dodge, ou seja, usar o vosso arsenal todo, incluindo o arco e por aí fora. Imaginem um inimigo que ataca. Vocês podem fazer ou deflect ou parry ou um sidestep. Normalmente quando eles atacam sem arma é um sidestep. Se fizerem isso no timing correto, ganham uns free attacks. Se for um golpe com arma, é deflectir ou defender.

Existem dois tipos de defletir diferentes. Um é counter, o outro é só defletir. O defletir anula o ataque do adversário e nós atacamos de volta. O parry dá-nos uma janela se calhar mais curta para nós atacarmos de volta, mas o inimigo perde muita estamina. E a estamina aqui é muito importante, tanto para nós. Nós não perdemos estamina ao atacar, atenção, ao contrário dos Souls. Nós atacamos estamina se apenas perdermos um ataque, que é também para não estarmos a defender ad infinitum.

E quando o inimigo fica sem stamina, se forem mobs normais, vocês ganham uma execution. Se for um boss, também ganha execution, mas tira-lhe uma percentagem grande de vida. Ou se vocês optarem por acertar numa zona menos letal, vocês ganham mais orbes. Em vez de tirar tanta vida. E as orbes, explicando aqui as orbes, nós temos a Gauntlet, que é o item, digamos assim, mais icónico de Onimusha, não é? Que é o que faz os Onimushas serem Onimushas.

Essa Gauntlet absorve almas de genma, e essas almas podem ser vermelhas, que são uma currency para nós trocarmos por habilidades ou itens, as douradas que nos dá vida, as azuis que nos dá um certo poder, e depois dá umas roxas que é algo que é usado mais perto do final do jogo. E o gameplay é muito isto. Os bosses por vezes são muito difíceis, mas são super satisfatórios. E é engraçado porque eu já vi outras pessoas também a jogar ao meu lado e a forma de jogar é diferente.

Eu no início estava muito mais parry normal. Essas pessoas voltava mais para o counter. Há aqui um, até certo ponto nós podemos jogar da forma como queremos. Eu senti que mais para o fim do jogo já tinha que usar isso tudo, porque senão era penoso. Então tive que adotar outras técnicas mais para o fim, mas até aí, brutal. E é isso, eu acho que é dos melhores jogos de ação em termos de gameplay que temos aqui, o combate é mesmo muito satisfatório, muito fixe.

E demora muito tempo até nos fartarmos e começarmos a achar que o jogo é aborrecido. Pai, eu tenho 30 horas de jogo, foi com esse timestamp que acabei, mais ou menos, mais coisa, menos coisa. E pai, não me fartei. O gameplay é brutal, alguns bosses melhores que outros, claro. Se calhar Podia-me fartar quando era zonas com muitos mobs e já lá vamos, porque o jogo até faz um balanço mais ou menos fixe até certo ponto nisso. Mas eu quero deixar essa parte mais para o fim.

Ora, o jogo joguei em japonês, claro, como Deus manda. Não, claro, existe também a dublagem americana, mas eu optei pela original como quase sempre e gostei. Reconheci algumas vozes do mundo de anime. Mas gostei muito. Acho que o acting está muito fixe e surpreendentemente a história está muito boa e tem um leque de personagens muito, muito fixe, muito sólido, incluindo os nossos aliados, os vilões. O vilão é excelente, excelente, excelente, excelente.

E acho que à medida que o jogo vai avançando, principalmente na reta final, isso fica mais recente, que estes vilões e estes aliados são São personagens muito bons. Acho que o acting está brutal do Musashi. Então, estilo de show, acho que é uma— e narrativamente é fixe, ok? Essa parte dele não ser 100% wise e ser um bocado trapalhão, há ali o humor, duas alturas do jogo em que isso narrativamente é muito fixe, cria momentos bacanas.

E acho que nessa parte, mesmo na narrativa, não é o melhor jogo de sempre, nem lá perto, mas num jogo que é tão bom em termos de ação, consegue nos dar uma história que também nos agarra e é interessante. Algumas side stories, muitas side quests, e torna-se maior parte das pequenas, pá, missa algumas, estão lá mesmo só por estar. Outras boas e outros bits da história principal que eu acho que deviam ser side content ou postgame ou mesmo a meio do jogo.

Quero vos falar um bocadinho então sobre a progressão do jogo. A progressão do jogo, eu pensava pela demo que ia ser um bocadinho tipo Souls, no sentido anda em frente, apesar do Souls ter uns hubs com ramificações, mas pensei que fosse Chega ao nível, fazemos tudo que temos no nível, boss, siga para o próximo nível. Mas não, nós temos o hub que é Eastern Kyoto e que à volta está corrompido pelos genma. E à medida que vamos avançando no jogo, obrigatoriamente vamos ter que ir abrindo mais a zona e vamos tendo side quests aí, que é o que faz com que nós ganhamos mais materiais e outro tipo de currency.

Para evoluir o nosso personagem. Atenção, isto não é RPG, isto é um jogo de ação puro com pequenos elementos de RPG em que vocês podem aumentar um bocadinho o dano que dão com a arma, stamina, saúde, algumas coisas com o gauntlet. Depois temos umas skill trees muito simples, nada por aí além, onde vamos aumentando as nossas habilidades base. E também as armas de demónios, que é o que diferencia aqui um bocadinho, que nós a arma principal é katana wakizashi, claro, obviamente.

E vamos ganhando umas armas de demónio que têm efeitos diferentes e também podemos evoluir o que é que cada uma faz. Mas atenção, nenhum upgrade que eu tenha percebido é overpower. Sim, vocês podem ir fazendo as 7 quests para ter mais poções de vida, para as poções serem mais fortes, uma habilidade ou outra que são importantes. Como por exemplo, vocês para absorver as almas têm que estar parados ou não estar a fazer nada a não ser andar.

Existe uma habilidade que diz que enquanto estamos a atacar podemos puxar as orbes e pode dar jeito para ganhar vida, para Ganhar demónio, onipower, que é o poder dos demónios, né? Mas nada disso nos torna overpower. São coisas que dão muito jeito, sim, mas não vão fazer assim aquela diferença significativa. O conjunto, tudo sim, acredito que sim, mas não há nenhum upgrade que vocês tenham que ter para ser os maiores. E isso é fixe, porque vocês podem estar ali a morrer muitas vezes no mesmo boss e não vos vai dar a cena de, epá, vou sair, vou evoluir e depois volta aqui.

Normalmente vocês ficam e sabem que conseguem de retalho é skill. Os combates são skill pura e o resto ajuda um bocadinho, não ajuda assim tanto. Mas estava a dizer, e a progressão varia entre essas zonas mais lineares, voltar a Eastern Cute, fazer coisas no open world entre aspas open world, mas eu achei isto tranquilo, não muito interessante. Eu acho que o open world aqui, mais uma vez entre aspas open world, não é muito interessante.

Não há muita coisa para fazer para além das sidequests. Por vezes o mapa aqui é confuso e no início do jogo era uma parte que eu dispensava, era voltar aqui para fazer sidequests e fazer coisas. Fiz algumas, até havia coisas que eu queria realmente evoluir Mas não fiz questão de os completar todos. E acho que o jogo brilha mesmo quando temos dungeons. Mais uma vez, dungeons entre aspas são zonas que normalmente a forma como vamos para lá é muito suave.

Não é tipo, corre para aqui, tipo não. A história leva-nos lá de forma, dá-nos a mãozinha para irmos até lá. Não é tipo, dropa-nos lá do nada. E essas zonas são muito fixe e normalmente onde têm os bosses mais porreiros. Onde é que a progressão falha muito? Ok, aqui falha, e é um gosto um bocadinho pessoal, a parte de ter o hub e por aí fora, porque eu acho que este hub não é tão bem feito quanto isso. Eu acho que o jogo falha é no, se calhar, no último terço, onde tem lá, por exemplo, um conjunto de bosses que é muito difícil, que a história desses bosses não contribui muito para o avanço da história principal ou acrescenta nada.

Isto já numa reta final onde nós queremos acabar o jogo. E eu acho que esses bosses eram perfeitos para ser uma sidequest perto do fim do jogo, desbloqueava, olha, está aqui isto para fazer, é fixe, é difícil, bora lá. A última dungeon overstays its welcome, não só porque é muito grande e nós sabemos que já não há mais nada para fazer para além disso em termos de história, e atira-nos vários bosses que foram muito difíceis durante a campanha e volta-nos a atirar esses bosses em sucessão praticamente nessa zona.

Nós só queremos ir para o boss final. E atenção, o boss final parece-me que é o boss mais difícil do jogo, porque há bosses que podem ser muito difíceis para mim e para vocês serem fáceis, mas neste caso parece-me que realmente o último boss É muito difícil porque a primeira fase é chata como o caraças e as outras fases são completamente diferentes da primeira. No set mantém-se um bocadinho, mas sim, ali coisas muito diferentes.

E depois tem uma cutscene pelo meio, não sei o quê, parece que a batalha é mais intensa. Mas eles porem esses bosses antes do boss final é chato. Assim como nós a meio do jogo temos um boss que é um demónio de asas que afinal final é apenas um mob mais requintado em que temos que lutar com ele, papai, uma dezena de vezes durante o jogo todo. E eu, um bicho lixado, é chato. É um jogo japonês que chega ali ao último terço, quer esticar o jogo, ter mais conteúdo, ter mais horas de jogo.

Eu não quero compreender. É, os jogos japoneses são assim, RPGs, este tipo de jogos sempre foi assim, sempre será. Aparentemente não me estragou experiência, mas acho que se o jogo fosse um bocadinho mais contido e tivesse dado conteúdo opcional post-game melhor, se calhar o jogo recebia ainda mais uns pontinhos na minha consideração. Mas continuo a achar que o jogo é excelente, a narrativa excelente, brutal. Ora bem, o que tinha que dizer nas minhas notas?

Consultar as notas em live. Live não, que isto é diferente. Problemas do jogo é esse, bosses reciclados. Muitas side quests também se passam em zonas antigas, zonas pequenas e tal. E é isso, é um jogo que o level design está fixe nessas áreas mais fechadas. Área aberta falha um bocadinho. Boss battles excelentes. Cinemáticas durante as boss battles, os efeitos de quando nós damos deflect aos ataques, pá, são tão rewarding. Muito bom.

Isto é Capcom no seu melhor. Onimusha: Way of the Sword é Capcom no seu melhor. Podia melhorar, podia. Talvez no próximo Onimusha. O jogo está a vender bem. A Capcom já disse que quer dar revival a outros IPs que têm adormecido, e o Onimusha acredito que já para continuar, porque a malta curtiu o BD. E acho que sim, acho que é uma boa cena. Falta-me falar da música. A música é excelente, a música acompanha muito bem tanto as boss battles como o jogo quando não está a ter assim tanto ação quanto isso.

Voice acting excelente, performance brutais, mesmo a capture das caras dos personagens Porque os personagens secundários nem tanto, mas no caso do Musashi esmeraram-se. Está muito fixe mesmo, tanto no Musashi como no vilão principal, os dois vilões principais, digamos assim, ou um antagonista, se quisermos chamar o vilão principal, e o Andrew. Portanto, ele aparece no início, vocês sabem que ele é um dos bots de demo. Acho que está muito fixe, acho que Capcom tem que continuar a apostar nestes IPs.

Eu não gosto muito de estar a dizer o que é que vou fazer no próximo episódio, porque este episódio foi gravado antes do episódio que vem a seguir. Mas isto aconteceu porque o Onimusha está mais fresco, não é? E eu queria— eu acabei o jogo ontem e queria logo falar, não queria deixar passar muito tempo sem falar dele enquanto está fresquito. Mas posso dizer que o próximo jogo é da Capcom. É um jogo muito estranho de 2012, exclusivo Xbox 360 e PS3.

Vocês já devem saber qual é. E é um jogo que eu gostava que eles remasterizassem para a malta consegui-lo jogar agora. Há uma forma de jogar agora, mas não tem tudo. E vocês vão descobrir isso no próximo episódio que sai daqui a 15 dias. Malta, gostei muito do Onimusha, gostei muito. Foi o meu primeiro Onimusha, fiquei muito surpreendido com o jogo. Palminhas para Capcom, é um ano excelente para Capcom. Em relação aqui ao podcast, pá, obrigado pelo apoio.

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Boss, muito obrigado por terem, muito obrigado por terem estado desse lado e até ao próximo episódio.

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