LULA NA ONU: “O BRASIL NÃO É QUINTAL DE NINGUÉM” — SOBERANIA OU DISCURSO ELEITORAL? #014
A tribuna da ONU deveria ser o espaço para o Brasil apresentar ao mundo a sua visão sobre guerras, economia, segurança, diplomacia e os grandes desafios internacionais.Mas foi isso que aconteceu?Neste episódio do Conversa Direta, analisamos o discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU e questionamos se uma parte significativa da fala presidencial esteve realmente à altura de um encontro internacional ou se acabou funcionando como extensão do discurso político utilizado na campanha brasileira.Lula falou sobre soberania, interferência estrangeira, desinformação, negacionismo, segurança pública, mudanças climáticas e conflitos internacionais. Também levou para a tribuna referências diretas ao processo eleitoral brasileiro, que acontece poucos dias depois do discurso. Agência BrasilEntre as frases que chamaram atenção:“O Brasil não cabe no quintal de ninguém.”O presidente também afirmou que o Brasil não permitirá interferências internas ou externas contra a vontade popular e voltou a utilizar o combate ao “negacionismo” como parte central da sua narrativa. Agência BrasilNo episódio, a nossa discussão é justamente:🌎 A ONU virou palco para a campanha eleitoral brasileira?🗳️ Um presidente candidato deveria levar a disputa política doméstica para uma tribuna internacional?🎤 Há diferença entre defender a soberania do país e utilizar frases de efeito para mobilizar o eleitorado?🇧🇷 Esse discurso representa o Brasil ou representa principalmente a estratégia política de quem governa?Também discutimos aquilo que consideramos uma crescente preferência por slogans, provocações e frases destinadas a repercutir nas redes sociais, em vez de um debate mais profundo sobre os problemas que o Brasil enfrenta.A crítica deste episódio não é simplesmente a Lula estar na ONU.A pergunta é outra:o presidente estava falando para os líderes do mundo ou para o eleitor brasileiro?💬 Assista ao episódio e tire a sua própria conclusão.Deixe nos comentários: o discurso foi de estadista ou de candidato em campanha?👍 Deixe o like🔔 Inscreva-se no canal📲 Compartilhe este episódio🎙️ CONVERSA DIRETA PODCASTA notícia é apenas o começo da conversa.📲 ACOMPANHE O CONVERSA DIRETA📸 Instagram do Podcasthttps://www.instagram.com/conversadiretapodcast?igsi=MWFhOG55b3Q4aHB3cg==🎤 André de Oliveirahttps://www.instagram.com/brasileironaeuropa/🎤 Luís Felipe Stroherhttps://www.instagram.com/luis.stroher/🎧 Spotifyhttps://open.spotify.com/show/0344ITZ6j3pZjWD30VUbHk🍎 Apple Podcastshttps://podcasts.apple.com/pt/podcast/conversa-direta-podcast/id6801036410🎵 Amazon Musichttps://music.amazon.com/podcasts/cdd1df31-9b8b-4e1f-8a4d-b1c62aecd03c/conversa-direta-podcast?utm_source=chatgpt.com📻 Goodpodshttps://go.goodpods.com/3uSXON▶️ YouTubehttps://www.youtube.com/channel/UCOu3J2kJsMFrj1JHt9RrAFA📲 Canal do WhatsApphttps://whatsapp.com/channel/0029Vb8rW9BHrDZbexdFxY0Z#Lula #ONU #LulaNaONU #Eleições2026 #PoliticaBrasileira #Brasil #Soberania #ONU2026 #ConversaDiretaPodcast
- O discurso de Lula na ONU como extensão da campanha eleitoral brasileirafrases de efeito para eleitorado·Lula como presidente candidato·palanque mundial para baboseiras
- O Bolsa Família como compra de votos e a falta de contrapartidaaumento do Bolsa Família·dinheiro público para vício·necessidade de fiscalização e regras
- A soberania do Brasil e a ingerência externa em processos eleitoraisBrasil não cabe no quintal de ninguém·democracia em xeque·ingerência externa em eleições
- A ineficácia da ONU e o desmando das superpotênciasONU falhando em missões·credibilidade da ONU baixa·Conselho de Segurança imobilizado
- A contradição da esquerda em negar a realidade e a ascensão da direitaesquerda nega realidade humana·pessoas que abandonam a esquerda·Jojô Toddynho como exemplo
- O uso da tecnologia e inteligência artificial no futuro da guerra e da sociedaderobôs na linha de frente·IA e poderio militar·preocupação com o uso da IA
Fala, pessoal! Vem pra conversa direta você também!
Fala, André, beleza? Tá ficando punk rock o negócio.
É, mas eu vou trazer outras versões. MPB? Uma versão MPB?
Vai trazer o pagodinho ou não?
Vou trazer a versão Caetano Veloso.
Caetano Veloso. Vem pra conversa direta.
E aí, Luiz, beleza, cara?
Beleza, graças a Deus.
Estamos juntos, Conversa Direta mais uma vez, toda terça e quinta aqui, eu e Luiz André Oliveira.
Luiz Felipe Stroer. Estou gravando aqui com óculos.
Cara, como é que fala teu nome? Stroer?
Stroer.
É mistura? Não, como é que é?
A minha esposa estava vendo que Stroller em alemão, em vez de ser a HER no final, 2 Ls no lugar da H, é carrinho de bebê.
Ah, é? Então é isso aí.
Luiz Felipe Carrinho de Bebê. Isso.
Cara, o teu nome ainda é melhor do que nós vamos falar hoje. E olha que o teu nome Carrinho de Bebê é foda.
É foda, é foda. É um nome forte.
E aí, pessoal, vamos lá. Vocês estão acompanhando aí nosso excelentíssimo... Nosso não, o seu.
Opa, opa, alguém foi detectado uma ameaça. Sabe aquele memezinho? Foi detectada uma ameaça no Windows de alguém.
O nosso excelentíssimo senhor doutor, excelentíssimo presidente, companheiro de companheiras.
Não consegui imitar.
Qual dedo que ele perdeu foi esse aqui, cara?
Cara, é um dos mindinhos que ele perdeu. Deu perdido.
Deu perdido total. Bom, sabe que ele foi na ONU. Eu não sei se a ONU sabe que ele foi, mas a gente sabe que ele foi à ONU. O Trump sabe que ele foi.
O Trump sabe que ele foi. Hoje ele quis mostrar para o que ele veio, sabe? Aquela frase, hoje eu vou se consagrar.
Se fosse no Carnaval, hoje eu vou aparecer.
Hoje eu vou aparecer.
E é isso. Vocês estão acompanhando isso? Depois escreva aqui nos comentários e também diga o que você achou da presença, do que ele falou etc. Nós vamos debater um pouquinho aqui sobre isso.
E é isso. Esse vídeo vai para quinta, vai no ar na quinta-feira. Então hoje é terça, dia 22/09. Então quinta já vai ter passado esse burburinho, mas a gente quer saber de você. O que você achou das benditas frases do presidente? A frase mais emblemática talvez, Brasil não cabe no quintal de ninguém. É isso que o nosso presidente fala na ONU. São coisas desse nível. Então aqui, basicamente, a gente vai ler aqui uma matéria para a gente poder discorrer um pouquinho com você sobre aquilo que ele tem falado, porque ele trouxe temas sensíveis, temas até que nós já debatemos aqui no canal, André. Então, a escala 6x1, as bets, falou de coisas do Pix.
Cara, a gente já trouxe vários assuntos aqui, eu recomendo vocês fazerem um um conversaflix, maratona, maratonaflix, um conversaflix. E é isso, e é isso.
Beleza, então vamos lá. Eu vou soltar aqui algumas frases, a gente vai batendo, né?
Batendo em quem, cara?
Batendo em quem a gente acha que tem que bater. Ó, ele afirmou que diferenças ideológicas não devem ser obstáculos para maior integração entre vizinhos. Ele tava falando, óbvio, sobre os Estados Unidos. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculos para maior integração entre os vizinhos. O presidente citou também a situação da Venezuela e declarou que a população merece decidir seu próprio destino. Porque também tá tal debate forte, né, sobre a Venezuela.
Tem um monte de gente falando sobre um acordo lá que tem sobre petróleo, etc. E eu acho que Ele está aqui querendo utilizar um pouco disso tudo que ele falou para o discurso político, para a campanha eleitoral, que é óbvio, ele é político. Não espero que ele faça outra coisa.
Que dia que é? Outubro? Que dia que é?
Eu acho que deve ser 6 de outubro, 2 de outubro, 4 de outubro. Está bem perto. Está bem perto, são o quê mais?
Aliás, cara, para ele foi muito bom.
São mais 15 dias aí.
Ele teve agora um palanque mundial para falar as baboseiras dele e o povo brasileiro que gosta dele.
Quando eu vi que tinha 21 minutos de discurso, eu fiquei, cara, ele consegue falar por 21 minutos.
Cara, acho que eu tenho mais humor do que ele, não consigo falar por 21 minutos.
Loucura, loucura. Então ele deu uma entrevista, né, ontem para CNN, e ele falou que o Trump age como imperador. Um dia antes dessa integração na ONU, ele falar isso eu acho um pouco exagerado, entendeu? Falando de uma forma como se ele fosse interferir nas eleições brasileiras. Qual é o medo dele? Ele não é o presidente do povo. Tu acha que o Trump tem alguma gerência sobre... Tem. Não, indireta.
Indireta tem, tem.
Se a gente for falar que ele tem direta, então as urnas já...
Não, mas indireta ele consegue, assim como ficou provado que o Putin teve ingerência na primeira eleição do Trump. Trump teve, teve, conseguiu. Porque agora com os bots, com isso tudo, né, consegue se mudar um pouquinho o pensamento das pessoas.
Sim, sim. Não, não é, mas é indireta. Eu digo assim, direta, não, direta não acredito. É porque eu fico pensando assim, ó, se a tua proposta de vida, de enfim, é tão boa, tu não precisa ter medo de uma força externa, cara.
Não vai longe, o Bukele É, o Bukele tá fazendo um ótimo trabalho, reconhecido no mundo inteiro, e ninguém fala dele. Ninguém, ou seja, quando fala, não é para falar bem, porque vão falar mal do quê? O cara mudou o país.
Quem fala mal é quem não consegue gerir os problemas que ele geriu.
Exatamente, entendeu?
Tá maltratando os presos, as pessoas que cometeram crimes, os hediondos e tal. Aí, o que que tu tá fazendo com quem cometeu?
Tiraram a carne dos coitados presos. Mas que presos que é? Não, era pessoa só que degolavam Mulheres e crianças e idosos.
Não, e aquela coisa assim, não, eu sou vegano, eu não sei o quê, mas não pode tirar a carne dos presos.
Cara, é muito louco, cara.
E o último episódio a gente falou sobre contradição, pessoal. Então, quão contraditórios são algumas bandeiras que levantam por aí afora. Quer mais uma frasinha de impacto?
Tá, bora.
Top. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais. A divisão do mundo em zona de influência, investidas neocoloniais por recursos estratégicos, constitui gestos anacrônicos.
Não entendi nada.
Eu não sei se ele entendeu o que ele falou. Eu não sei se ele entendeu o que ele falou, cara.
Esse povo Parece um pouquinho, agora nós moramos aqui, eu estou aqui há 23 anos, parece um pouquinho aquele brasileiro que não tem o que falar de Portugal, quando não tem argumento, não sabe falar, não tem sequer argumento, pronto. Não tem vocabulário para falar. Então, o que ele fala? E o nosso ouro? É igual.
Não é e o nosso ouro, roubaram o nosso ouro.
É quando você fala do colonialismo americano, imperialismo, os caras, é verdade, os americanos sempre foram o xerife do mundo, cara. Não esquece e vão continuar sendo por muitos anos, cara, por muitos anos. Agora, sabe o que é interessante? Você joga futebol?
Jogo, tento.
Tenta jogar, né?
Gosto.
A bola foge de você, mas pronto.
Eu sou a bola muitas vezes, mas enfim.
Cara, todo lugar, toda empresa, jogo de futebol, tudo que junta pessoas tem sempre um mais forte. Normal.
Tem alguém que se preparou mais, alguém que se destaca pela liderança.
Todo lugar, toda uma empresa, um clube de futebol, até se você juntar uns amigos para jogar futebol, vai ter sempre um que vai querer ser o líder.
E se destaca, de fato.
Eu não estou dizendo que o Trump merece a liderança não, os Estados Unidos, mas a verdade é que se não for os Estados Unidos, vai ser outro. Você prefere a China ou os Estados Unidos?
A China. Eu tenho que ir pela lógica da entregada aqui.
Não, cara, é isso. Mil vezes Estados Unidos do que a China, cara.
Sim, óbvio.
Nada contra os chineses, chineses em si, os chineses que moram aqui.
A gente está falando do regime.
É de regimes, nós estamos falando de ideologias, não estamos falando das pessoas em si. Até porque a gente tem aqui um monte de chinês aqui em Portugal.
Pois.
Mas é isso, cara. Eu acho que é ridículo você... Ficar com essa conversa do colonialismo, não sei o quê, já foi. Ah, o ouro de Portugal, já foi, cara. Esquece lá isso, para frente.
Agora vamos para aquilo que vai ser até agora os próximos 15 dias no Brasil. O discurso do presidente foi: a gente vai votar pela democracia ou pelo negacionismo, justificando que quem votar no Flávio Bolsonaro vai votar pelo negacionismo.
Quem assistiu, assiste nossos aqui, nossos episódios, sabe que eu não sou grande fã da família Bolsonaro. Mas uma coisa eu vou dizer: se tem alguém que nega a maioria das coisas, são as esquerdas.
Sim, que negam a realidade humana, negam o aborto, negam o que que é homem e mulher, negam a capacidade do brasileiro de ter algum serviço, algumas coisas ou liberações. Por exemplo, a gente falou da maconha na outra né, da cannabis. Aqui na Europa, de certa forma, funcionou a liberação. No Brasil, a gente tem quase certeza que não ia funcionar. Então é esse, essa questão de tentar aplicar um mundo ideológico que tá no imaginário dentro de uma realidade que não vai se adaptar.
Infelizmente, eu acredito que não tenha como. Em outros países do mundo não funciona. No Brasil Tem coisas que eu acho que é quase impossível.
Cara, eu vi um podcast, até ia te mandar, esqueci. Eu acho que vale muito a pena ver, cara. É um podcast de uma ativista portuguesa, já tem uma senhora, tem 70 anos. A história dela é muito louca, cara. Ela viveu uma história, ela era militante do Partido Comunista nos anos 40, 50, mas militante, ela falou de profissão mesmo. Mas havia um motivo, havia aqui a ditadura, O Partido Comunista era contra a ditadura, havia toda essa parada.
E agora ela é extremamente contra comunista, assim, ela faz palestra sobre isso, ela explica o que que o comunismo fez mal, não sei o quê, entendeu? Ela tem livro sobre isso, a mulher é uma figura importante aqui em Portugal. E ela, cara, tava falando assim, o comunismo acaba, o esquerdismo, o comunismo acaba por negar os fatores básicos da vida, a realidade básica da vida, não é?
Deixa eu te fazer uma pergunta: quantos comunistas que viraram, que abandonaram a esquerda, tu conhece ou sabe? E quantas pessoas ferrenhas da direita ou tradicionalistas, enfim, abandonaram a direita e foram para esquerda?
Mas qual é o teu ponto de vista?
O ponto de vista é que quem é que quem Eu estou falando de pessoas adultas, pessoas acima talvez dos 24, 25, que de fato conheceram, se aprofundaram o que é a direita, o que é o tradicionalismo, o que é o conservadorismo. Eu estou usando assim como base esses 3 pontos para colocar do lado da direita. Pode ter aqui um pouquinho mais de alguma outra ideologia?
Na direita tem um espectro muito grande.
Sim, exato.
É que você está falando só da direita conservadora, não existe só. Por exemplo, a AIL, a Iniciativa Liberal em Portugal, Portugal não é conservadora, não é conservadora, e portanto ela abre também margem para ir para esquerda. Não, não, não, não, não, não, não.
Aí ele não, aí ele não, aí ele não, mas o liberalismo sim. Liberalismo começou com a esquerda, tá?
É que você tá confundindo o liberalismo econômico com liberalismo da esquerda, da Revolução Francesa. Sim, exatamente.
São coisas diferentes, são coisas diferentes, tudo bem. Mas é quando abre assim o foco liberalismo também, ele abre uma gama que pode ir para um lado ou para o outro, é isso que eu quero dizer. Mas o que eu tô querendo dizer assim, essa coisa assim mais pé no chão, digamos assim, quando tem uma pessoa que tava desse lado estudando, indo atrás com 23, 24, 25 anos, difícil essa pessoa, talvez ela pode, ela não precisa necessariamente militar ou qualquer coisa assim.
E eu acredito que muitos acabam nesse nesse bolo, que é o quê, cara? Vou cuidar da minha vida, da minha família. Eu preciso dar foco neles, porque a partir daqui talvez eu consiga mudar o mundo. A partir daqui eu consigo expandir os horizontes para que depois do meu quintal as coisas mudem de fato. Mas eu não vou conseguir mudar o quintal do vizinho sem antes cuidar da minha família. Eu acho que isso acaba aí. Eu não vejo pessoas assim para esquerda.
Sim, é verdade.
Eu não vejo ela saindo da direita e indo para esquerda. Agora, ao contrário, sim. A pessoa, ela entra numa fria tão grande na esquerda porque ela entra num mundo de paranoia que depois, quando ela cai em si, ela acorda, ela, cara, eu tô vivendo uma viagem, uma loucura. As pessoas acham que o mundo é utópico, que eu vou falar frufru e a pessoa vai falar grugru e todo mundo vai se amar e vai ser uma coisa linda absoluta e o mundo vai ser colorido.
Elas não contam que não é assim. E quando elas percebem que quem tá em cima do palanque, quem tá em cima do palanque, eu falo as minorias, as pessoas que estão em cima das minorias, estão se aproveitando das minorias, o que elas estão fazendo de fato com as minorias, elas se revoltam. E daí sim elas saem da esquerda e vão para direita. E daí elas viram militantes de fato da direita. Isso, eu vou dar um exemplo simples aqui para o brasileiro que tá vendo, Jojô Toddynho.
Por que que uma negra gorda, tô usando aquilo que a esquerda, ó, por que que ela saiu do espectro da esquerda e hoje é uma direitista? É uma pessoa que todo mundo conhece. Tem esse exemplo que você falou aí, existem mais exemplos, a gente podia ficar aqui.
Sim, eu acho que a esquerda o que fez da minha de opinião foi, chegou um momento na esquerda que, veja, a direita de forma geral nesse espectro grande, você pega por exemplo o PSD, que no Brasil seria o PMDB, você tem ali a direita mais caviar ali, mas chega, no Brasil não temos um chega porque não temos problemas com imigração, não temos um chega, tem o Vox na Espanha que é meio que um chega, tem um espectro mais nacionalista, católico, você tem o IEL, tudo bem, a maioria são católicos, mas não falam tanto dessa questão, você tem aqui uma série de coisas.
E as pautas são sempre as mesmas: abertura da economia, o que é seu é seu, o que é privado é seu, etc. Então eles têm, a direita sempre teve essas pautas. A esquerda, quando perde pauta, vai buscar uma pauta que tá solta. Que é as minorias, o pet, a cor, o gay, não gay. Porque assim, nós já falamos sobre aqui, nos anos 80, cara, ninguém discutia se travesti é travesti ou gay. Para nós só havia 3 coisas basicamente, né, que era homem, mulher e gay, que pode ser homem, homem, mulher ou bissexual, etc.
E agora nós temos o LGTB+, que eu nem sei falar, mesa, cadeira, cavalo, cachorro.
Cara, é muito louco isso, né? Então E aí a esquerda, depois que quando perde alguma pauta, vai buscar essas minorias, né?
E cara, eu sinto assim, ó, que todo mundo deveria se sentir abraçado e tá tudo bem isso, entendeu? Tá tudo bem. O problema é de fato utilizar isso para ganhar eleição, porque todo mundo tem um pet, todo mundo tem um pet ou já teve um pet ou simpatiza com animais de estimação. Todo mundo tem alguém na família ou é ou tem alguém na família que é homossexual ou enfim. Teve algum problema com homofobia de fato, a pessoa foi agredida, etc.
Eu conheço pessoas que foram agredidas, etc. Cara, e tudo isso é trágico, é ridículo, entendeu? Não deveria existir palco, vez para isso. Tá tudo certo. Só que eles utilizam disso para subir em cima das pessoas. E depois, quando— o que eu quero dizer é que os líderes muitas vezes, eles estão fazendo coisas ali que até ofendem aquelas minorias por trás dos panos. E daí, quando isso vem à tona através de uma liderança que tava no meio, eu não consigo perceber por que que as pessoas que estão abaixo não vê, não escutam, entendeu?
Até com provas, tem coisa que tem provas. Ó, tem prova aqui que a fulana de tal que defendia o negro, homossexual, não sei o quê, tava ofendendo negro e homossexual.
Cara, a maior ofensa é a Erika Hilton que dizia que você tem que se assumir como negro, cabelo pixainho, não sei o quê. Agora vê o que que ela virou, né, cara. Ela própria é uma dicotomia da negritude dela.
E é um retrato da esquerda no Brasil hoje.
Não, cara, um retrato, eu sou eu e você, feio, mas estamos no retrato. Aquilo é uma caricatura, né?
É uma caricatura.
Aquilo é uma caricatura da negritude, na minha visão.
É, eu quero honrar a minha origem E aquilo que eu defendo. E sabe o que ela parece? As branquelas, sabe? As branquelas, só que de cor escura, de pele escura. Então ela, cara, tá fora do discurso, entendeu? Eu discurso, mas eu não vivo ele.
Ela tem direito de fazer o que ela quer, não é? Ela pode ser, até porque ela pode...
Só que eu acho, agora é minha opinião, eu acho errado.
Mas o discurso dela tinha que ser coerente, né?
Isso, é minha opinião. Eu acho errado tu dar um discurso A e fazer o B.
Eu não acho errado, eu acho que ela... Eu entendo o que você quer dizer com o errado, mas vamos colocar ao contrário. Ela até poderia mudar de opinião, ela tem direito de fazer isso. E agora eu sou loira, antes eu sou loira.
O discurso também mudar. Mas o discurso mudar. Isso. Agora eu vi que... Vou dar um exemplo aqui, eu não estou dizendo que é melhor. Eu vi que ser loira e cabelo liso é melhor do que ter o cabelo escuro e ter o cabelo encaracolado, enfim. Agora eu defendo isso. Quero que todas as minhas seguidoras e afiliadas aqui ao meu partido recebam bolsa todo mundo.
O Lula vai dar o monjaro, cara?
Não, tá brigando.
Ué, pois quiser ir, porra.
Não vi, não vi, não vi.
O Lula deu 15% de aumento no Bolsa Família semana passada, acho que foi sexta-feira. Você não viu isso?
Não, o aumento sim.
E agora prometeu o monjaro para todo mundo.
Meu Deus do céu. O que as pessoas não fazem para ganhar um beijo na boca? Para ganhar uma eleição, opa, desculpa.
É isso, cara.
Ó, mais frases, mais pérolas. Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem desvirtuar o debate público durante a campanha, mas possuímos um sistema eleitoral moderno e robusto. Você que confia nas urnas eletrônicas cegamente, parabéns, você tem um sistema moderno e robusto, sistema eleitoral. Outra: sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia internos e externos atentem contra a vontade popular.
A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo país soberano.
Venezuela também era soberana há pouco tempo atrás.
Uma imprensa livre. O que a gente mais tem visto onde o presidente Lula tem passado, as carreatas e comícios, etc., é pessoas externas, né, fazendo protestos, e a polícia, Polícia Federal, os seguranças deles prendendo essas pessoas, tendo ali, não sei se prendendo todas, mas assim, ali combate. Você não pode falar que o presidente é um ladrão. Você não pode falar que o presidente é isso, que o presidente é aquilo. Aí tem um cidadão que está ali, que paga imposto, que quer manifestar a indignação dele por conta do governo, não pode.
Não consegue, né? Não consegue. Você viu aquele português que foi tentar divulgar o filme dele contra o Moraes lá no Brasil? Não conseguiu entrar.
Não vi.
Há um português que ele fez um filme do Moraes. Depois você pesquisa aí. Chama, acho que não sei o quê, morais fake, uma coisa assim. E ele chegou no Brasil, não conseguia entrar. Essa é democracia.
Esse é o ponto, é a liberdade vai até onde? Até ferir ele?
É, cara, democracia eu acho que não existe lugar nenhum, nenhum, nenhum, nenhum país do mundo. Democracia plena, 100%, não existe nem na Dinamarca, nem na Suécia. Mas você tem países mais democráticos. Como já falei aqui, os Estados Unidos, eu não apoio, mas os Estados Unidos permite você criar um grupo nazista e sair na rua de bandeira. Você não pode proibir eles de dizer o que pensam e apoiarem o nazismo. Não apoio. Então é o que você falou, você não pode chamar o Lula de ladrão lá no Brasil, não sei o quê, não sei o quê, mas você lá nos Estados Unidos consegue. Criar um partido nazista, partido não, um grupo nazista.
Um grupo nazista.
Você vai falar errado? Não sei, é muito questionável. Ou seja, há país mais democrático que o seu, mas eu acredito fielmente que não existe país 100% democrático. Se você pegar na ferida de um governante da Marquesa ou do rei da Suécia... Sim.
Entendi.
Entendeu o que eu quero dizer?
Entendi, entendi.
Na Suécia é assim.
O Estado de alguma forma vai te... Vai. Vai te punir de alguma forma, que seja, sei lá.
Eu não acredito, 100% democracia, entendeu? Aliás, quando o irmão lá da rainha foi preso recentemente, o Andrew, sim, sim, a gente comentou, tu comentou no outro episódio, tem na Netflix um documentário sobre isso, cara, o que aconteceu com alguns jornalistas. E olha que Inglaterra extremamente democrático, entendeu?
Então assim, sempre não tá falando do filho da Da ministra lá da Dinamarca?
Ah, não, não, não, esse é outro. O Andrew é um já um senhor assim de idade, que era irmão do Charles.
Sim, sim, sim.
E ele lembra daquele pedófilo, o que foi, morreu, o Epstein? Epstein tem vídeos deles dois juntos, né? Juntos, festas, não, em festas e festas, entendeu? Fotos e tal. E aquilo foi um escândalo. Você imagina, o príncipe o filho da rainha da Inglaterra foi preso mesmo, foi pego lá. Agora pega aí nas notícias, tem um monte de coisa.
Loucura, eu digo loucura tudo isso acontecer. Esse do Epstein e tem aquele, o rapper, aquele...
O Dili.
O Dili, é. São coisas que aconteciam e acontecem e a gente não tem nem...
Não, cara, a gente vive num mundo à parte.
É um mundo à parte dessa parada.
Graças a Deus a gente vive em uma superfície.
Não, graças a Deus mesmo. Eu digo assim, tanta coisa acontece fora que não vem à tona no mundo.
Então eu acho que não existe, mas ou seja, o Brasil tá no fundo da democracia, cara.
É, mas o Lula pensa diferente de você, tá? Só para te deixar bem claro, é que o Lula pensa diferente.
Eu digo com infelicidade, eu não falo com felicidade.
Ele também citou aqui, ó, crescente desmando das superpotências, que segundo ele detém o privilégio de insensatez, da insensatez. Desde que ocupei pela primeira vez essa tribuna em 2003, este é o momento mais crítico das Nações Unidas. O sentimento que me move hoje é o da indignação. A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa.
Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército nem arsenais, nunca foi tão pequena. Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel.
Isso, dou razão a ele.
O papel da ONU era esse.
A ONU é fantástica. E aquele português, eu acho muito fraquinho ele, cara. Ele é uma figura, o— como é que chama o nome dele? Ele foi primeiro-ministro aqui em Portugal, foi presidente de Portugal, que é o representante, é o representante da ONU. Ele é português, sabia? Não sabia.
Não tinha nem ideia.
Eu gosto do nome dele agora. Ele foi presidente aqui de Portugal. Eu acho ele uma figura fraca, sabe? É como aquele, o presidente da NATO.
É uma figura fraca, cara. Não passa confiança, tranquilidade?
Não, nem tranquilidade. Não passa empalma.
Firmeza. Eu digo tranquilidade assim.
Arrisca entrar aqui para você ver.
É isso que eu quero dizer. É que tu tem que manter o teu povo tranquilo. Para a gente ter tranquilidade, tem que ter alguém firme.
O Putin entrou um drone, vamos fazer aqui uma reunião. Uma reunião o quê? Entendeu? É o que a Meloni fala da Itália. Uma reunião o quê? Já entrou o drone, vocês vão esperar o quê?
Quer que entre nas casas de vocês?
É, entendeu? Então, eu acho assim, eu acho meio fraquinho, cara. Coitado. É uma figurinha.
Sabe, mas agora com relação ao que o Lula tá falando, eu concordo com ele, mas a forma com que ele passa isso tem sentido em quê? Vamos aqui frear a guerra para aqueles que estão fazendo mal, mas não tem arsenal, aqueles que estão prejudicando a humanidade, mas não tem como se defender também de uma potência mais forte. Não tô aqui apoiando guerra, longe de mim. Muita gente sofre, muita gente chora, muita gente morre que nem devia estar ali no meio.
Mas até que ponto as coisas elas são contidas sem uma pressão e uma força mais forte vindo de cima, entendeu? De cima.
Por isso que Estados Unidos é a potência que é, não é? Militarmente, quem é que bate Estados Unidos, cara?
Dificilmente a Rússia vai Eu acho que a Rússia não consegue. O que eu tô querendo dizer é que elas—
com a ogiva nuclear, sim, obviamente, né, cara? Eles têm 3 mil.
Não, não, mas eu penso até em— porque eu acho que o sistema de— agora falando na questão mesmo de militar, de trabalho militar, das tropas, das forças militares, eu acho que a Rússia tem, detém ali um capital humano pesado, cara. Os caras têm um trabalho absurdo também.
Ele não se aguentou nem com a Ucrânia, está há 3 anos para conseguir invadir a Ucrânia e não conseguiu. Invadir no sentido de tomar a Ucrânia, 3 anos, vai fazer 4, vai conseguir pegar os Estados Unidos?
Não, pegar não. Mas qual é o outro país agora?
Polônia.
Tu acha que a Polônia é mais forte que a—
Não, a Polônia está do lado ali.
Não, mas eu estou querendo dizer assim, Estados Unidos, quem é que bateria de frente aos Estados Unidos?
China? Uma junção China e Rússia. China e Rússia, é. Coreia do Norte?
Também não tem grande poder, mas junto com vários também é um estilo militar diferente. É que nem, é que nem assim, como é que é a invasão que teve lá nos Estados Unidos? Tentou invadir, se ferrou, que os cara também não tinha um poder militar muito forte, mas a técnica deles era diferente por causa do terreno.
O Vietnã, Vietnã, Vietnã, eles perderam. Os Estados Unidos perdeu a guerra.
Sim, é isso que eu tô dizendo. A técnica militar, técnica de guerra, o terreno, isso tudo vai definir quem é quem.
Mas eles perderam a guerra no Vietnã, não perderam território americano.
É isso que eu quero dizer. Sim, sim, é isso. Eu fico pensando, por exemplo, assim, teve na época que eu tava no quartel, no Exército Brasileiro, ali os sargentos, os oficiais, os tenentes, eles contavam ali sobre operações que eram feitas Brasil e Estados Unidos, que um brasileiro para os Estados Unidos fazia ali estágio, né, ficou ali um mês, 15 dias, enfim, algum tipo de treinamento. E também tinha os americanos que vinham para o Brasil fazer ali treinamento na selva, treinamento no Pantanal, no sertão, eles falam a Caatinga, né, a Caatinga, etc.
E os caras chafurdavam, eles não estão preparados para aquele terreno, treinamento deles não é para aquele terreno. Eles podem ter ali muito equipamento, mas o corpo deles padece ali, cara. Os cara 2, 3 dias quebra, quebra. Eles não estão preparados. E é isso que é o benefício de cada zona, né? Cada um vai ter um conhecimento da sua área. Isso é, digamos, a maior proteção, talvez. Mas é, no Vietnã é loucura, né? Os caras faziam as estacas lá com fezes e tal. Os americanos se ferraram lá, cara.
Eu também.
Se ferraram.
Agora pensa assim, cara. Daqui a 5 a 10 anos, vai, não, não, 5 anos, não vai mais precisar mais humanos para ir para linha de frente, vai ser robô.
Quem tiver os melhores robôs, cachorros, drones, aquelas. Sim, olha o que foi agora, teve um ataque agora da Rússia, né, de novo contra a Rússia, né, contra a Rússia, a Ucrânia contra a Rússia, né, 400 e tal drones, 400 e tal, loucura, né, cara.
Então agora Esses trem não estão saindo fora do coisa nenhuma, mas tem tudo a ver.
Sim, porque a gente tá falando do contexto de defender geopolítica e guerras que vão atrapalhar o contexto mundial. Olha o combustível aqui.
Agora pensa assim, você tá falando interessante, porque o Vietnã, com a força humana, inteligência lá do terreno, conseguiu frear. É, porque Estados Unidos quiser jogava lá uma bomba de Hiroshima e tava um abraço. Quando for robô humanoide, não sei o quê, eu te pergunto, o terreno vai fazer diferença? Você tem 400 drones, logo logo você vai ter 4.000, vai ter 10.000 drones.
Os soldados vão estar criando drone para não ser explodido.
Os soldados humanoides vão estar criando drone. Entendeu? Os robôs vão estar em linha de guerra criando drones. Cara, eu acho que os países que já são fracos, né, essa conversa tem muito mais a ver com o país africano, coitados que não tem exército, não sei o quê, não tem base militar, entre outros, né, vão ficar mais fracos ainda, cara. Quem é que vai ser o poderio? Que é, aliás, saiu uma notícia que lá o o dono do ChatGPT com o Elon Musk, fizeram uma reunião, estão muito preocupados com a IA, querem parar a IA.
Você viu essa história? O que o Trump falou ontem? Vai parar é o cara. Ao contrário, eu vou pôr mais dinheiro. Porque o Trump já se apercebeu que quanto mais IA, quanto mais inteligência artificial, quanto mais robô, mais não sei o quê, é onde eles vão ter mais poderio.
É quem vai dominar.
É quem vai dominar.
Vai ser 3 ou 4 países. Basicamente, eu penso assim, as pessoas, tem muita gente preocupada com isso, cara.
Eu sei.
Muita gente preocupada com isso. A gente não quer que se use isso para o lado mau das coisas.
Mas vai ser usado, cara.
Não, vai ser usado, eu sei. Mas o objetivo de se criar tecnologia é para facilitar a vida do ser humano.
Mas qual ser humano?
Não, independente. Independente. Independente.
Mas não é independente, cara. Eu, para minha vida, para tua, você que tá no outro país lá que eu quero invadir, cara, tô nem para você.
Não, tudo bem, tudo bem. Mas o que eu tô querendo dizer, o que eu tô querendo dizer, ó, vamos começar por coisas melhores.
É muito religiosa, eu entendo, sem ficar religioso.
Não, não, não, não tô querendo dizer, não é nem isso.
Eu também sou humano.
Não, não, não tô querendo dizer isso, cara. Eu talvez não me expressei bem, não é isso que eu tô querendo. O que eu tô querendo justificar das tecnologias é que de fato elas foram para ajudar a humanidade. Pelo menos pensa— Exato, isso é isso, é esse o ponto. Celular, computador, então—
Computador é uma tecnologia.
Exato, então assim, tudo isso é criado, penso eu, que inicialmente para auxiliar o ser humano a ter uma vida mais tranquila, mais confortável, melhor, mais prazerosa, que ele consiga desenvolver mais rápido as coisas, etc. Agora é exatamente isso que o André falou. Entre um país que tem 5.000 robôs trabalhando para aquele país e um país que não tem nenhum robô trabalhando para aquele país, qual é o país que vai desenvolver mais rápido?
É o que tem mais tecnologia, Estados Unidos, China.
É isso que eu estou dizendo. Agora, vamos voltar um pouquinho. Se na escola dos meus filhos cada um recebe um... Eles chamam aqui de portátil, um computador, um notebook para estudar e lá no outro país eles recebem só cadernos, livros, Quando recebe caderno, né, cara? Quando recebe caderno e livro. Agora...
Quando tem cadeira, né?
É. Então, qual jovem, qual criança vai desenvolver mais rápido? É isso que eu estou querendo dizer. Óbvio que tudo isso pode ser utilizado para guerra, para dominar outro país, dominar outra nação que está mais enfraquecida, etc. Mas penso eu, queria eu que não fosse isso, queria eu que fosse de fato: Olha, a gente está criando aqui uma tecnologia, um robô, etc., para facilitar o dia a dia dos cidadãos que estão aqui. O André vai querer comprar um robô para faxinar a casa dele.
Espera, já tem robô que faxina, tem dois. Mas eu quero aquele da Tesla mesmo.
Que vai lá fazer, faz comida e tal. Exato.
Eu vou instruí-lo para ele estar o tempo todo me elogiando, que eu preciso de muito elogio.
Para funcionar bem.
Seu podcast é muito bom, você falou coisas inteligentes.
O teu treinamento na academia está funcionando. O cara barrigudo lá. Então eu fico pensando nisso, entendeu? Por que frear algo que pode ser utilizado para o bem, que deveria ser utilizado para o bem? Qual o medo das pessoas que querem frear isso, cara?
Cara, isso é muito complicado, cara. Eu acho que o mundo vai mudar muito, cara. Eu penso muito nisso, vai mudar muito, cara. Ó, veja assim, ó, o Lourenço, seu filho tem quantos anos, o mais novo?
O mais novo tem 1,5.
E o outro tem? 5.
6,5.
6,5. Guardem esse podcast, o seu filho não vai fazer escola de condução, escola de direção.
Miguel ou Hugo?
O mais velho.
Não vai fazer escola de condução? Lógico que não.
Daqui 12 anos vai tirar carta? Já tem lá os carros, já está rodando os carros do Elon Musk sem volante e sem acelerador.
Ok, você acha que o seu filho vai tirar carta de condução?
Daqui 12 anos já vai ter carro sem direção.
Se ele quiser voltar a morar no Brasil, aí vai precisar. É isso, é esse o ponto que eu tô querendo chegar, esse ponto. Tu entrou perfeito. A gente recebeu lá no início agora do Letival, Miguel tem um portátil que ele pode tirar aqui para— ele vai receber um computador da escola para poder utilizar em casa, na escola.
Mas, cara, mas é que tá aí. E por que que o Brasil vai continuar sendo o Brasil? Porque o Lula tem esse discurso escravagista, colonial, imperial, não sei o quê. Mas eu te pergunto, o que que ele tá fazendo para que a juventude brasileira tenha capacidade de criar negócios, software, para tirar essas amarras? É, o que ele está fazendo para a juventude brasileira produzir software, produzir tecnologia? Nada, cara. O Brasil vai ser um país que vai continuar produzindo as coisas, o café, e a Suíça vai pegar os grãos e vai vender 5 vezes mais caro, porque tem a maquinaria, tem a tecnologia.
O Lula está fazendo. Ele está liberando mais 15% do Bolsa Família. Você já pegou os seus 15% a mais? É isso, cara. É isso. É manter... E fala para mim, isso não te cheira a cheiro de escravidão?
Claro que é. Claro que é. Claro que é, bicho. É assim, eu só acho mal também que as pessoas aceitem isso. Eu jamais aceitaria, cara. Eu poderia precisar de dinheiro e aceitaria, até porque eu estou pagando o INSS aqui, que é a Segurança Social, eu tenho direito. Eu falo sempre isso no meu outro canal. A Segurança Social, o seguro... Porque os portugueses às vezes confundem Assistência social com seguro-desemprego. É, aquele brasileiro está no seguro-desemprego.
Cara, eu paguei, eu estou pagando há 23 anos segurança social. Se eu ficar desempregado um dia e precisar, eu vou usar.
Ponto.
Eu vou usar porque eu paguei, porra.
Agora... Você tem ideia de quanto você já pagou de segurança social? Já fez esse cálculo?
Muita grana, cara.
É uma coisa que vale a pena fazer.
Tem uma média aí de R$250 por mês, no mínimo, R$250, R$300 por mês. Vezes 23 anos, é uma grana aí. Mas tudo bem, está tudo bem. Eu acho que é importante ter a Segurança Social, etc. Agora, se eu ficar 10 anos usando subsídio de assistência, aí você pode falar mal de mim.
Não, não precisa não. Não vou colocar nem 10, coloca 3. Duvido que...
Mas eu não vou fazer isso.
Não, eu sei, é isso que eu estou dizendo. Duvido que te conhecendo ficaria 1 ano e 6 meses.
Não, cara.
Tu vai estar sempre... A gente falou hoje de manhã disso. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo, democracia ou extremismo, soberania ou subordinação. Essas escolhas demandam coragem, vontade política e clareza de objetivos. Isso é o que se espera de um estadista. Isso também é a realidade, mas ele não cumpre, velho. Esse encontro aqui da ONU, ele basicamente, para o Lula, né, agora falando especificamente do Lula, serviu para ele fazer campanha.
Tá, ele tá falando de pluralismo e o unilateralismo. Eu te pergunto, quando você se associa ao Irã, à Rússia, a um grupo, só a um grupo de uma ideologia, não é um unilateralismo? É ou não é? Não sei.
É, eu acho que é.
Claro que é.
É aquela coisa de, isso é um fato, isso eu já vi muito, e tem vezes que as pessoas que não param para observar e não para para estudar isso acham que, ah, estão exagerando daquilo. Fale deles daquilo que você é, entendeu? Aponte o erro deles, mas do seu erro, né? Chame-os daquilo que você é. Eles fazem exatamente isso, velho, exatamente isso. Você é um extremista, você é um taxista, um faxista, não sei o quê. E eles fazem exatamente a mesma coisa, mesma coisa que eles estão dizendo.
Sei lá, cara, é muito louco, cara. E o Lula na ONU é mais louco ainda.
Lula defendeu o fim das bets no Brasil e da jornada de trabalho 6 por 1, bandeiras de campanha sobre isso, né, de reeleição. Um de bets e o da jornada 6 por 1. Sobre bets e sobre a jornada 6 por 1. A indústria milionária das bets transforma o vício em lucro. Sua disseminação vertiginosa está endividando e destruindo milhões de lares. O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio. Ele falou isso. Agora eu te pergunto: e quem utiliza o dinheiro público do Bolsa Família para jogar? Que foi uma das coisas que a gente debateu.
Não, você viu? Eu te mandei o vídeo, cara. Eu tô aqui, eu tô aqui luxando com o teu dinheiro. Trabalha aí que eu tô luxando. O moleque lá no Brasil com o cartão da Bolsa Família falou assim, olha aí, tô aqui luxando no McDonald's com o teu dinheiro.
Eu pensei que você ia dizer que ele tava no Madeiro comendo hambúrguer de primeira qualidade. Ah, ele tava no McDonald's.
Luxando.
Puxa, meu.
Luxando no McDonald's, cara.
Mas isso dá vontade de dizer assim...
É isso, cara, é esse pensamento.
As pessoas não têm noção do que é luxo, cara. Elas não sabem o que é conforto, velho.
Luxo é diferente de conforto.
Tudo bem, tudo bem, mas elas não sabem nem que é um nem que é outro.
O meu carro é confortável, mas não é luxuoso, cara.
Tudo bem.
Você acha o Tesla luxuoso? Eu não acho um carro luxuoso, nem acho um carro extremamente bonito.
Não.
Você fala assim, sei lá, um Aston Martin, entendeu? Nem digo um Ferrari, sei lá, uns carros assim são carros luxuosos. Sim. Não só no preço como na qualidade do material.
Sim, sim, sim.
É tablier feito à mão, entendeu? O volante é feito à mão, o couro é feito à mão. Isso é luxo, é extra luxo. Um Tesla, cara, produção lá, os robôs, mas é confortável, é muito confortável, é um carro que eu recomendo.
Mas o que eu tô querendo dizer é, o McDonald's é luxuoso?
Não.
É confortável para questão digestiva, saúde? Não, cara. Tem nada, McDonald's entrega nada, te entrega agilidade, te entrega rapidez, alegria.
Não, para molecada, rapidez, alegria. Adora o combo, não sei o quê.
Perfeito, mas não tem nada a ver com luxo, pô.
Não, cara, não.
Moleque tá louco, cara. Ridículo, ridículo. Ó, não vamos ceder às pressões multinacionais que querem privatizar o nosso Pix, uma infraestrutura de pagamentos pública e gratuita que fez da inclusão financeira uma realidade para milhões de brasileiros.
É, não posso tirar a razão dele.
Pix foi lançado em prol do governo. Não, tô de zoeira, brincadeira.
Só não posso tirar a razão dele. Sim, sim.
Não, eu também acho que não, eu também acho que não tem. Só que aqui são citações puramente eleitoreiras. Ele tá falando coisas aqui que é eleitoreiro. Por exemplo, essa questão, voltando à questão das bets, Se ele acha que de fato é um vício que prejudica diversas famílias, etc., etc., por que que ele não batalha como presidente? Por que que ele não faz uma pressão?
É só aumentar os impostos.
Não, esse é um ponto, mas ele também vai ter que fazer pressão. Não é ele que aumenta.
O Betis é o imposto mais baixo do mundo, é no Brasil.
Mas não é ele que aumenta na canetada, ele vai ter que fazer uma pressão. Por que que ele não faz a pressão para aumentar o imposto? Por que que ele não faz uma pressão para o dinheiro que ele está emprestando, ele, eu digo o Estado, está emprestando, ele seja fiscalizado. A pessoa quer pegar emprestado porque ela está precisando, porque ela precisa do Bolsa Família para viver, tudo bem, perfeito. Eu acho que deve existir um auxílio para as pessoas que necessitam de fato e por um período determinado, é isso que eu defendo.
Na minha cabeça é o que faz sentido. Agora, essas pessoas durante esse período vão ter que demonstrar onde é que elas estão gastando aquele dinheiro que ela recebeu do Estado. Porque não é dela. Eu sei que é difícil, mas é isso que eu tô querendo dizer. Ele não deveria simplesmente anular algo ali sem dar visão do que tá acontecendo aqui. Porque na verdade a gente não tá falando só de bet aqui quando eu tô querendo dizer esse controle.
Esse controle não tô falando só de bet, tô falando de cigarro, tô falando de bebida alcoólica, tô falando de droga, tô falando de tudo, entendeu? A pessoa ganha lá R$900, R$1.000, sei lá, R$600, sei lá quanto é que é O Bolsa Família, como é que é as diretrizes, enfim. E esse dinheiro vai em besteira, cara. Muitas vezes vai em besteira.
Vai em cigarro, vai em tudo, né?
Vai em álcool, vai em droga, em fliperama, em sei lá, tô chutando coisas aqui que são vícios. Mas não tá sendo efetivamente gasto para ela mudar de vida. Porque eu fico pensando, o Bolsa Família é para quê? É para pessoa ter um gás para ela conseguir virar a vida dela. Mudar a vida dela.
Mas, cara, pensa assim, ó, como é que você muda a tua vida? Como é que você mudou a tua vida aqui em Portugal? Fácil, só é você explicação do óbvio.
Indo atrás, trabalhando, mudando.
Sim, sim, você mudou de profissão, sim, mudou de atitude, sim, quis aprender mais, sim, aprendeu outra profissão, perfeito, se esforça, ok. O cara que ganha R$600 por mês, mas não é obrigado a ir para uma formação.
Esse é o ponto.
Eu deveria, ok, eu vou receber lá agora, parece que tá R$800, cara.
É que eu acho que tem até bônus por quantidade de filho, umas paradas assim.
Então assim, o cara para ganhar aquele dinheiro, ele tinha que frequentar um curso de formação profissional mínimo, digital, aprender a criar uma empresa digital, webinário, caneco. Ok, agora o que que esse dinheiro só vai bater a fome, aumentar o vício?
Mas é isso, esse é o ponto que eu tô querendo dizer. E tu tá indo pelo mínimo, e já seria ótimo ter que participar de um curso, já seria ótimo, já seria muito bom.
Do SESP, do SENAC lá, do que é, já seria obrigado.
Isso, isso não pode ter tipo 20% de faltas, tipo tinha que ter regra, entendeu?
Ou então tem que passar no curso, sim, senão perde a bolsa.
Não, mas daí já tá sendo muito liberal entre aspas, porque daí eles não iam saber aproveitar. Eles iam se jogar, eu faço lá no final.
Como assim não, cara? Imagina, um curso mesmo sério tem que fazer.
Não, tudo bem, mas se tu não der limite, é isso que é foda. A gente tá falando, cara, a gente tá falando de cultura.
Não, isso aí a gente já falou no outro.
A gente tá falando de cultura e educação. Se tu deixar aberto para o gajo ali, o rapaz ou a senhora, que ela pode faltar, mas ela tem que passar, Não, não, não é isso não.
Você vai fazer um curso de eletricista no SESC ou no SENAI. Cara, esses cursos devem ter falta mínima, falta máxima.
É isso que eu tô dizendo.
Pronto, é isso.
E depois tem que passar com uma aprovação X.
É fácil passar no curso, acho eu. Você tem que saber ligar 2 fios, cara, pelo menos.
Eu fiz um curso de elétrica predial, foi foda.
Então você tem que saber pelo menos ligar 2 fios sem levar um choque.
E ainda assim acontece.
Exatamente. Então, ou seja, não acredito que uma escola como o Senai iria permitir que um cara que vai lá passe assim, entendeu?
É, mas é isso que eu estou querendo dizer. Esses benefícios do governo deviam impor regras para de fato aquilo ser efetivo para o próprio Estado.
Claro.
Por exemplo assim, a gente vai... Te tive até um valor maior, ó, R$1.500 por 6 meses. Depois você vai baixar para R$750 por mais 6 meses. Nesse período tu não pode errar nisso, só o momento que tu errar tu perde. Depois de 1 ano segue a tua vida, porque a gente já te deu incentivo o suficiente para te deslanchar. O que que eu tô querendo dizer com isso? Eu entendi o que tu falou sobre a minha pessoa. Mas eu fico pensando também, eu preciso de ajuda, eu preciso de algumas ajudas.
E eu acho que as pessoas de fato precisam de um empurrão para pelo menos conseguir avançar sem se preocupar com outras coisas. Só que o que o governo faz hoje não é isso. O que o governo faz é dar dinheiro e comprar voto.
Para mim, isso é comprar voto. É a velha história, você dá uma cana de pesca ou você dá o peixe?
Exato.
O governo dá o peixe e o peixe já assado.
Já sabe, prontinho, exato. Então, minha perspectiva: o governo deveria auxiliar pessoas que estão na faixa da pobreza, da extrema pobreza? Sim, eu acho que sim. Mas deveriam existir objetivos e metas dentro daquele percurso de ajuda. Vai ser 6 meses? Vai ser 1 ano? Vai ser 1 ano e meio? Ah, Luiz, mas teria que se criar um sistema. Puts, é muito difícil criar sistemas hoje em dia, com um monte de AI e um monte de gente... Trabalhando com isso.
O governo com um monte, o estado com um monte de gente lá fazendo nada, não consegue fiscalizar. Não, só fiscaliza aquilo que não deve, né?
Não, aí a IA vai conseguir fazer isso, cara.
É isso que eu tô dizendo.
Só que aí ela vai chegar, aí ela tá no Brasil, mas tá no Brasil através de que empresas? Empresas americanas, entende? Então quando é que a IA vai chegar, a IA brasileira vai chegar para conseguir fazer esse trabalho de fiscalização? Nunca, cara, muito difícil. Vai sempre depender de uma empresa americana. Bom, acho eu.
Não, tudo bem, essa parte até pode ser, mas eu digo com relação ao dinheiro que está sendo gasto com esse modelo de benefício. Ele tinha que ter um controle diferente.
Acho que isso não é um modelo de benefício, esse é um modelo de compra de voto.
Sim, sim, é.
Não é benefício.
Exato.
Portugal tem um modelo de benefício. Agora, e isso é uma coisa interessante que os portugueses, os brasileiros que não sabem de Portugal falam merda na internet. Que assim, Portugal tem um subsídio chamado de inserção social, que acho que é 230, 250. Pesquisa aí quanto é que é.
Nossa, que dinheiro!
É, mas aí que tá. Aí os cara fala assim, vocês viram quanto é que um aposentado em Portugal ganha? Coitadinho, cara, é duro. É verdade, 250 euros gasto eu praticamente por semana em supermercado, um pouco menos, mas gasto 180.
Não, mas quando você vai comprar alguma coisinha para fazer um almoço, uma janta para um amigo, já dá isso.
Já dá isso. Mas sabe o que acontece? Acontece que essas pessoas, a maioria delas, nunca, ouve o que eu vou dizer, nunca descontaram 1 euro em segurança social. Entende? Então, é diferente de você descontou 30 anos e está recebendo um apoio, está precisando, coitado, teve um problema e tal. Outra coisa é você nunca descontou nada e o governo fala, para você não morrer de fome, eu te dou 250 euros. Pronto, é diferente. Você não vai exigir de uma pessoa de 70 anos que vai fazer um curso profissional, sim, tá na beira da fome.
Ok, agora um rapazinho desse, tô luxando com o teu dinheiro, moleque tinha o quê, 18, 19, 20 anos lá, 20 anos, é um fedelho.
Se você tá vendo esse podcast, você é um fedelho, você é um otário.
Ele tá perdendo a chance de fazer algo na vida, cara, de crescer, de porra Eu acho que eu tenho 54 anos e vou dizer, nunca eu vi tantas oportunidades das pessoas ganharem dinheiro como hoje, cara. E com tanta facilidade, cara. Você faz uma capa de um vídeo, você pergunta para o ChatGPT.
As ferramentas estão na nossa mão.
As ferramentas são brutais, cara. Aqui, o meu outro canal, o Brasil na Europa, eu fiz todo ele com isso aqui, todo ele praticamente inteiro até hoje.
Loucura, né?
E o moleque tá falando que tá luxando com Bolsa Família, cara, com McDonald's. Ele que é otário.
Ó, valor de referência do RSI: 247,56 euros.
É isso.
Agora, como pedir? Agora já sei como pedir aqui. Obrigado, André.
Pronto. Não, cara, assim, ó, as pessoas podem precisar. E eu acredito realmente, até porque eu tenho uma pessoa na família que precisa de apoio estatal. Não tá usando, mas em algum momento pode vir a precisar. E eu acredito realmente que existam pessoas que precisam de apoio estatal, como você falou, de um empurrão, de um apoio, etc. Mas tem que sempre ter condições, cara, tem que ter contrapartida.
Exato, é isso que eu penso, cara, tem que ter contrapartida, porque senão fica muito de mão beijada. E infelizmente o ser humano, falo por mim, o ser humano ele é, ele A carcaça, a gente fala assim no quartel, a carcaça é vagabunda. Se ela tem opção de sentar, ela vai sentar. Se ela tem opção de deitar, ela vai deitar. Se ela tem opção de dormir, ela vai dormir, entendeu?
Vai sentar? Não.
O que eu tô querendo dizer é que a gente sempre olha o conforto, que é o conforto. E é por isso que quando muitas vezes ganha um pouquinho mais, já troca de carro. Ganha um pouquinho mais, já troca de telefone. Ganha um pouquinho mais, já muda de casa. Ganha um pouquinho mais, já entendeu? Tu nunca consegue te manter numa zona de conforto mais difícil, menos confortável, uma zona de desconforto, para ter lá na frente um conforto maior ou conquistar alguma coisa ou enfim, ajudar pessoas.
Isso chama-se preferência temporal.
Exato. Só que o problema é que quando tu usa a preferência temporal com o dinheiro dos outros é tranquilo.
Aí é mole.
É esse o ponto.
Dar presente com o dinheiro dos outros é fácil. É... Eu adoro.
Meu pai falava uma coisa que era: Coisaca dos outros é tranquilo, né? Coisa catua.
É verdade.
Coisa aqui catua que eu quero ver. Então é isso, eu acho que é justo, eu acho que é justo que a gente ajude, mas é justo também que quem receba ajuda seja honesto e... E tente devolver, digamos assim, entendeu? De certa forma.
Sim, sim, sim.
É uma entrega que ela deveria ser assim, entendeu? Aí eu vou ajudar aqui o Estado ou aquela pessoa, mas aquela pessoa precisa de fato ser ajudada, entendeu? E tem vezes que tu nem quer para ti, porque só que ela faça por ela mesma, para ti não precisar mais meter a mão.
Claro.
Já teve alguém que tu ajudou assim?
Já.
Por exemplo, sei lá, vou usar um exemplo de morador de rua, que talvez é o mais fácil para as pessoas observarem. Não vou falar aqui de parente ou amigos, ou enfim. Tu foi lá e deu uma cesta básica para aquela pessoa uma semana. Ó, vai lá, não precisa pedir hoje aqui, mas vai, procura fazer um curso ou fazer alguma coisa para te conseguir um dinheirinho extra aí. Mas aqui já tá a refeição para semana, para o mês. Ah, muito obrigado, pô, muito obrigado.
No outro dia ela tá lá de novo no mesmo lugar esperando alguém entregar uma cesta básica para ela. Essa é a diferença, entendeu?
Cara, já fiz já.
Talvez a pessoa nunca vai chegar para ti, André, tá aqui, lembra aquela cesta básica que tu me deu? Tá aqui o dinheiro que tu gastou, ou tá aqui outra cesta básica para te repor na tua casa, que talvez faltou para ti também. Tu nem espera que ela faça isso, cara. Tu só espera que tu... Penso eu, eu sou assim. Eu espero que ela não esteja ali naquele mesmo lugar pedindo, que ela esteja conquistando, entendeu? Que ela daqui a pouco, o cara conseguiu, agora eu estou tranquilo, já tenho o leite, o feijão e arroz aqui para o meu filho, para minha esposa.
Eu vou, cara, vou quebrar pedra em algum lugar para conseguir uma grana, mas não vou mais ficar pedindo, entendeu? Não vou mais tirar de outra pessoa, vou suar aqui meu trabalho.
E é, mas isso é muito de perfil, cara. Tem gente que não tem essa mentalidade.
Enfim, e aí, quem construiu esse perfil? A escola, o Estado, os pais? Eu acho que é um, é um, e eu não tô tirando a culpa da pessoa, do indivíduo. Longe de mim, longe de mim, longe de mim, não, longe de mim. Eu acho que a pessoa que comete um crime, que a culpada é ela, não é alguém que induziu ela, que não sei o quê.
Educação, a educação é o único elevador social que existe, ponto. Educação é o único elevador social que existe. A gente repara que os países que investe menos na educação, as pessoas têm mais problemas de pensar assim.
Última frase para a gente acabar.
Por exemplo, o Dinamarca, etc.
Sim, sim.
Até Portugal também, que investiu bastante em educação, saiu do— tinha uma estatística até que uma vez eu vi no outro canal, Portugal até os anos 40 tinha uma taxa de analfabeto de 60%.
Caraca. É que Portugal também tem várias produções coloniais, então o pessoal estava muito no campo. Eu sinto isso aqui em vários locais. Tu fala com as pessoas mais velhas aqui, não, trabalhava colhendo fruta, trabalhava sal, né? Eu tenho as salinas aqui, né? Loucura isso.
Sim, mas conseguiu mudar, cara.
Você vê, sim, pô, um salto absurdo, né? Frase para encerrar aqui o podcast: o Brasil não subestima o desafio representado pelo crime organizado. Estamos preparados para enfrentar as organizações criminosas que atuam Que aterrorizam as nossas comunidades.
Cara, isso parece a frase dele. É este ano que eu vou acabar com a fome. É esse mandato, todo brasileiro, como é que ele falou, vai comer um prato de arroz com feijão, uma picanha. 2003.
É o mesmo discurso. Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime.
Ótimo, ótimo, cara.
Porra, esse é inteligente, né? Ele é assim, cara.
Sabe o que se eu fosse o Trump, sabe o que eu faria? Eu faria tremendous, tremendous discourse.
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Cara, e dava para ele o dinheiro e falava, agora vai, mostra então.
Mostra, vai lá, mostra.
Aí eu falava, é? Tá, eu vou te dar então aqui, galerinha do FBI, da CIA, não sei o quê, da SWAT, toma lá, mais não sei quantos bi, tem um ano para resolver.
Se borrava nas calças.
Não fazia nada.
Não fazia nada, não, desviava.
Esse faz de tudo.
Não, desviava para educação, desviava para—
Não, eu tô falando isso porque esse é 50/50% financeiro e intelectual, por isso essa resposta dele.
Não, desviava para educação, para saúde, entendeu? É que ele não pode pensar só no tráfico de drogas e armas, etc. Ele tem que pensar—
Não, entendi, entendi.
Entendeu? Então, basicamente é isso que eu queria dizer. Cara, eu vi um vídeo agora só fazendo— Eu vi dois vídeos, esse de ontem de ontem para hoje. Um era um discurso do nosso querido presidente Lula. Vou te parafrasear. Nosso presidente Lula falando, ele falou assim, eu quero, ele falou imitando o outro candidato, né, o Flávio, eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia. E daí ele fala assim, ele falou, ele disse, ah, eu quero, ele imitou o Flávio falando isso, depois falou, e eu quero me reeleger para manter o teu pai na cadeia e te colocar na cadeia.
Falou uma coisinha assim, a briga dos dois, minha, para ver quem tá na cadeia, velho. Esse é o nível do presidente do BR, de quem tá competindo com ele. Tu entendeu?
Entendi, entendi.
A gente tá indo, a gente tá indo pela régua mais baixa possível. A gente não olha assim, pô, Esse cara aqui, ele tem boas ideias, ele mostrou que ele já administrou empresas e estados e cidades e fez a coisa acontecer. E, putz, não, não. E o outro candidato, sabe, tipo, não, esse aqui, ele, Marcel, também pode ser Marcel. Não, Renan e o Marcel. Renan, teu amigo, pô, MBL.
Só se for Renan Calheiros.
E o outro vídeo dele, cara, que recebeu uma resposta do Padre Paulo Ricardo, se eu não me engano, ou fizeram uma montagem muito boa, que era o Lula falando assim: a Igreja Católica, ela vai perder muitos fiéis porque ela tá ultrapassada.
Eu vi, eu vi, eu vi.
E ela tinha que ter ali mais abertura às mulheres para ser Padres, bispos, não sei o quê, tarará, tarará, tarará. Aí o padre Paulo Ricardo: Ah, você que é o foda, você que é o inteligente. A igreja que tem 2000 e tal anos, que tem um monte de filósofo, tem um monte de doutor da igreja, tem um monte de santo, tem um monte de monge, tem um monte de freira, tem um monte de irmãos, irmãs, tem fiéis seguidores, que tá ali anos e anos combatendo um monte de outras besteiras que acontece no mundo, Não sabe disso, mas você que é o Lula, que frequenta outras religiões, você que sabe da igreja.
É, vou parar de seguir a igreja, eu vou seguir você, ô padre. Vou votar em você, vou votar em você, vou seguir você, porque você que é o foda, você que sabe tudo, cara. É vergonha alheia atrás de vergonha alheia.
Isso que eu acho, bicho. Saiam o mais rápido possível. Posso dizer o que eu penso? Saia o mais rápido possível, se você tem condições. Se você tem um pouquinho de condições de 3 neurônios, saia, cara, por enquanto. Se o Brasil melhorar, você volta.
As pessoas estão— as pessoas ainda acham, elas têm muita esperança, cara. Eu admiro isso, elas confiam que as coisas vão mudar. Eu tenho um amigo que falou hoje comigo isso: o Lula vai perder, tá visto. Eu vou ficar no Brasil e vou Seguir investindo aqui porque o Lula vai perder.
Cara, não sei quanto tempo já tá disponível, mas vou te falar uma coisa. Há uma coisa que Portugal e Brasil tem muito em comum, e esse é meu medo, que é no futebol e na política são muito parecidos. Insistem em velhos também, também, mas não é só isso, que assim, entra um treinador Capta de tempo para provar o que sabe. Aí ele perde 3 jogos, o que acontece?
Ele é demitido.
Então o que eu acho que vai acontecer é que a direita, ou seja quem entrar, com muito boa vontade, vai demorar, vai precisar do seu tempo para mudar o Brasil. Ele não vai ter esse tempo e o povo vai voltar a votar na esquerda.
Mas tu acha que Portugal é assim também?
É um pouco assim. Um pouco assim também, não tanto, mas um pouco assim também. Você vê pelas equipes de futebol, tem muito essa característica. Por isso que eu acho assim, aqui a transição ficou sempre entre PS e PSD, PS e PSD. Era um pouco mais esquerda, um pouquinho mais à direita, um pouquinho mais esquerda, um pouquinho mais à direita, entendeu? Era, era, ok, começou mal, volta o PS. E o PS, tá vendo? Eu falei, PS. Você viu os comentários dos portugueses no geral?
São assim, cara. É, você votou, David, é mesmo, bem feito, você votou nesse aqui. Aí, porra, os capos de tempo, meu.
Mas eu acho muito louco isso, cara, porque de 2013 até 2015, 2016, era o PT.
Sim.
No último mandato, PT se aliou com PMDB, que era o Temer. Que é a esquerda caviar, digamos assim, se fantasiava de direita. Aí o Bolsonaro assumiu, um ano depois teve pandemia. Aí agora voltou o PT.
Mas então a pergunta é: por que voltou o PT?
Tudo bem, tudo bem. Mas aí voltou, daí você tem esse discurso: Putz, o PT não conseguiu fazer nada porque o Bolsonaro destruiu o Brasil. Em 4 anos, sendo que o PT governava desde 2003.
Como é que destruiu o Brasil?
Não tem lógica, cara, não tem lógica. Eu não sou bolsonarista, eu tô dizendo que é um fato, não tem lógica, não tem lógica.
Mas é que tá, por isso que infelizmente, cara, é uma, a gente volta sempre para o mesmo lugar: educação e cultura. Ou seja, se a direita ganhar, vai ficar lá 4 anos, vai ter seus problemas para resolver, me desmontar, vai conseguir resolver, e a esquerda vai voltar, vai ficar 8 anos.
Vamos trazer para um campo mais prático do dia a dia de quem tá assistindo e nosso. Você quebrou por algum motivo, você tá vendo suas contas estão falidas, você tá até no negativo, você vai ter que se readaptar ao seu cotidiano e a sua vida familiar, econômica e de conforto. O que que você faz? Você basicamente talvez vai ter que mudar de lugar, de casa, vai ter que pôr um imóvel menor ou de valor inferior, carro, estrutura mais barata, estrutura mais barata.
E tu vai ter que manter isso por um tempo até pagar conta, até pagar dívida e reerguer capital para poder depois de algum tempo de fato investir em conforto. As pessoas não têm esse pensamento na política, porque o Estado imprime dinheiro. É ele que se vire. Agora ele assumiu o poder, agora que se vire. Isso era nos municípios, nos estados é assim também. Prefeito assume com a dívida do prefeito antigo, porque se o prefeito antigo sabe que vai perder, percebeu que vai perder, e eleição de fato perde, nos últimos meses de mandato ele torra o dinheiro que ele tem no caixa. E a bomba fica para o próximo prefeito.
A gente volta para a mesma história, educação e é isso.
E aí, o que você acha? O que você faria?
Os caras estão me xingando aqui. O André não gosta do Brasil. Não, eu gosto, adoro o Brasil, cara. E já falei isso no meu outro canal, eu acho que se o Brasil melhorasse 30%, 50% dos brasileiros voltavam para o Brasil, que estão pelo mundo espalhados.
Com empresas fora do Brasil, com negócios fora do Brasil, dando emprego para outras pessoas que não são brasileiras.
Cara, hoje eu falei com um investidor, até te contar isso. Falei com um investidor brasileiro por causa daquele imóvel lá do Selavi, que em princípio vai ficar com um. Não conhecia ele, é novo, é um cliente novo. E ele tem algumas empresas, cara. Eu tenho 3 sócios, um está nos Estados Unidos abrindo porta, o outro está onde?
Paraguai. Paraguai!
Está abrindo portas, o cara fabrica lanchas e jet ski. Está abrindo portas no Paraguai, cara. E ele já falou, eu vou sair do Brasil em algum momento. Então é isso.
É complicado. Eu tenho clientes nossos da imobiliária que estão esperando o resultado das eleições.
Eu sei. E vai acontecer uma coisa muito louca, que se o Bolsonaro ganhar, Bolsonaro for ganhar, a galera, os L vão vir para cá, vão fugir para cá. Porque eu não vou suportar viver no país do Bolsonaro. E ao contrário também, se o Lula ganhar, o pessoal vai vir para cá. Para nós é bom, cara.
É, cara, eu só acho que é mais ou menos que nem tu falou, o tempo de melhora do Brasil, independente de quem ficar, de quão correto vai ser, de quão honesto vai conduzir, vai demorar uns 20, 30 anos, no mínimo.
No mínimo. É que o problema é o seguinte, Você fala assim, eu vejo com 30, 40 anos, do momento que você fala assim, imagina, você está correndo o Brasil, você vai lá visitar a família, você fala, cara, está melhorando, está diferente, o ambiente está diferente, as empresas estão voltando, as pessoas estão... A coisa está estranha.
Está fluindo.
Está fluindo. Aí você fala, a partir daqui são 40 anos. Só que o problema é que você não sente, você não consegue encontrar esse ponto que você fala, não, está melhorando.
Na verdade, o ponto que você encontra é, está decaindo. É isso. Tem um compadre nosso agora que tá lá, tá no Brasil, né? Foi visitar a família. Ele disse, putz, tá foda.
Mas aí, meus amigos, cara, a gente fala pra cacete, velho. Tô até meio zaroi aqui, cara. Até minha lente caiu lá dentro.
Tem musiquinha, hein? Vai dar ali?
Ah, não, põe no final aí você depois, na edição. Começa nosso rock and roll do Conversa Direta.
Põe o seu comentário, põe o seu gosto, compartilha esse bate-papo aqui com amigos que têm interesse nesse tipo de assunto e deixem aí nos comentários quais assuntos e temas vocês querem que a gente traga aqui para a gente trocar uma ideia.
Eu tenho uma ideia, cara. Se você não pôr um comentário, você é um bolsonarista. E se você não pôr um gosto, você é um lulista.
Ah, algum lado vem. Boa. É isso. Um abraço, pessoal. Fiquem com Deus. Tchau, tchau.
Conversa direta, fala tudo sem roteiros, toda terça e quinta aqui no YouTube.