STF EM GUERRA: QUEM JULGA OS JUÍZES? #011
STF EM GUERRA: QUEM JULGA OS JUÍZES? ⚖️🇧🇷Uma democracia não funciona apenas porque existem leis, tribunais, Congresso e Constituição.Ela funciona enquanto a população confia que essas instituições cumprem as regras que elas próprias exigem dos cidadãos.E o que acontece quando essa confiança começa a desaparecer?Neste episódio do Conversa Direta, usamos as recentes controvérsias envolvendo o Supremo Tribunal Federal como ponto de partida para discutir um problema muito maior:a insegurança jurídica no Brasil e a crescente desconfiança nas instituições.Não estamos falando apenas sobre concordar ou discordar de uma decisão judicial.Estamos falando sobre algo essencial para qualquer democracia:⚖️ As regras são previsíveis?🏛️ As instituições possuem limites claros?📜 A Constituição vale da mesma maneira independentemente de quem esteja sendo julgado?🔎 Quem fiscaliza aqueles que possuem o poder de fiscalizar os outros?🤔 E o que acontece quando ministros do próprio Supremo entram em conflito sobre os limites de suas atuações?É daí que surge uma das perguntas centrais deste episódio:quem julga os juízes?O Poder Judiciário precisa ter independência para tomar decisões impopulares.Mas independência não pode significar ausência de fiscalização, transparência ou responsabilidade.Da mesma maneira, criticar decisões do STF não significa necessariamente atacar a democracia.Em uma democracia saudável, as próprias instituições também precisam poder ser questionadas.E existe ainda um impacto que vai muito além da política.Quando empresários, investidores e cidadãos não conseguem prever como uma regra será interpretada amanhã, surge aquilo que chamamos de insegurança jurídica.Isso afeta:💰 investimentos🏢 empresas👷 criação de empregos📈 crescimento econômico🏠 património e contratos⚖️ direitos individuais🌎 e até a imagem do Brasil no exteriorPorque dinheiro e investimento podem conviver com impostos altos, burocracia e dificuldades.O que é muito mais difícil administrar é não saber quais serão as regras amanhã.Mas existe também o outro lado da discussão.Um país sem instituições fortes também vira refém do poder político, econômico e de interesses particulares.Por isso, o problema não é simplesmente termos um STF forte.A pergunta é:como construir instituições fortes sem criar instituições que pareçam estar acima de qualquer controle?Neste episódio discutimos exatamente essa linha delicada entre independência, poder, fiscalização e confiança pública.E talvez a questão mais preocupante seja esta:💬 E para você: ainda é possível confiar nas instituições brasileiras?O problema está nas instituições ou nas pessoas que temporariamente ocupam esses cargos?Deixe sua opinião nos comentários.👍 Deixe o like🔔 Inscreva-se no canal📲 Compartilhe este episódio com alguém que também acredita que nenhum poder deve estar acima do questionamento.Instagram dos apresentadores:André de Oliveira - https://www.instagram.com/brasileironaeuropa/Luís Felipe Stroher - https://www.instagram.com/luis.stroher/🎙️ CONVERSA DIRETA PODCASTA notícia é apenas o começo da conversa.📲 ACOMPANHE O CONVERSA DIRETA▶️ YouTubehttps://www.youtube.com/channel/UCOu3J2kJsMFrj1JHt9RrAFA📸 Instagramhttps://www.instagram.com/conversadiretapodcast?igsi=MWFhOG55b3Q4aHB3cg==🎧 Spotifyhttps://open.spotify.com/show/0344ITZ6j3pZjWD30VUbHk🍎 Apple Podcastshttps://podcasts.apple.com/pt/podcast/conversa-direta-podcast/id6801036410🎵 Amazon Musichttps://music.amazon.com/podcasts/cdd1df31-9b8b-4e1f-8a4d-b1c62aecd03c/conversa-direta-podcast?utm_source=chatgpt.com📻 Goodpodshttps://go.goodpods.com/3uSXON📲 Canal do WhatsApphttps://whatsapp.com/channel/0029Vb8rW9BHrDZbexdFxY0Z#STF #AlexandreDeMoraes #SupremoTribunalFederal #InsegurançaJurídica #Justiça #Instituições #Democracia #SegurançaJurídica #PolíticaBrasileira #Brasil #Constituição #EstadoDeDireito #ConversaDiretaPodcast
- A insegurança jurídica no Brasil afasta investimentos e prejudica o crescimentoinvestimento estrangeiro·segurança jurídica·STF·Alexandre de Moraes
- A falta de segurança jurídica no Brasil e a saída de grandes empresasParaguai·Uruguai·Argentina·Prozis·Alpargatas·JBS
- O impacto das decisões do STF na vida de pequenos e médios empreendedoresgamers·TikTok·rendimentos de redes sociais·investimento em tecnologia
- A importância da educação e da mentalidade para o desenvolvimento do paíseducação·mentalidade·Dinamarca·Noruega
- A dependência do Estado e a falta de planejamento financeiro individualSegurança Social·INSS·aposentadoria·investimentos
Seja bem-vindo, pessoal!
Tudo bem? E aí, André, gostaram do rock and roll da Conversa Direta?
Para avisar o pessoal, agora eu estou gravando vocês.
Exatamente, vocês estão sendo seguidos.
Estou sendo seguido.
Com o seguidor.
A gente comprou aqui o óculos da... Na verdade, a Meta enviou para a gente.
Cara, na verdade quem comprou foi o Luiz, que tem dinheiro. Eu não tenho dinheiro para comprar isso.
E o objetivo é trazer um pouquinho do bastidor, né, André?
Exatamente.
Então, esses cortes vão estar lá no Instagram, Conversa Direta Podcast.
Exatamente.
E nos Shorts do YouTube.
Nos shorts, nas calças, tudo.
É isso aí. E a ideia é trazer um pouquinho do dia a dia e dos cortes aqui, ficar um pouquinho mais dinâmico. Mas é só uma brincadeira aqui. Bora.
Bom, pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim. Obrigado mais uma vez por comparecer aqui no Conversa Direta. André Oliveira.
Luiz Felipe Stroher.
Stroher. Stroher. Nome assim bem brasileiro.
É bem brasileiro, né?
É bem brasileiro.
É com bigodinho assim.
É Stroher? É Stroher. Bom, Vamos lá, pessoal. Assim, nós temos ali uma cabeça de... Não é o que você está pensando, uma cabeça de ovo de Páscoa. Pronto, não é bonito?
É bonito, é bonito, é enfeitado, tem o coelhinho, tem as orelhinhas.
Exatamente. Então, nós vamos ver um vídeo aqui para vocês e depois vamos falar desse assunto, que eu acho que é importante refletirmos sobre o que está acontecendo com o Brasil.
Brasil, Varonil.
Deixa eu ver se tem volume aqui, cara. Facilo sempre no volume. Aí, agora sim, é a dança dos famosos. Adoro esse vídeo, cara.
Muito bom, velho.
Cara, muito bom, velho. Olha, por acaso... Vou deixar, vou deixar, vou deixar. Eu gosto muito desse cara aí que coloca esses vídeos aí, o tal de Antônio Oliveira, do canal O Brasil na Europa. Tá fazendo propaganda do meu canal aqui, porra.
Não é propaganda do teu canal, agora o podcast vai ter que pagar royalties. Exato.
Bom, como vocês viram, a dança da cadeira do poder está totalmente infiltrado, né? Bom, quer começar você ou não? Eu começo eu, cara.
O que eu queria deixar claro aqui no vídeo de hoje é que os últimos episódios a gente tem recebido alguns, alguns carinhos, né, de pessoas que não gostam da direita. E é engraçado porque eles ofendem de uma forma, tentam ofender, né? Eles tentam ofender com coisas que não dizem respeito àquilo que eles pregam, né?
Exatamente.
Eles defendem as cores, aquela bandeira com as cores e etc., e eles vieram falar mal da gente, ofender, tentando ofender a gente de forma pejorativa, dizendo coisas homofóbicas, vamos ser bem claros.
Sim, como se a gente ligasse para isso.
Ligasse para isso. E é muito engraçado, eu defendo isso Mas eu te ofendo com isso ao mesmo tempo. É uma coisa estranha, né?
Não faz sentido, não faz sentido.
Eu tô aqui para defender a causa, para dizer que eu sou a favor dos LGBT, tarará tarará, e daí quando ele quer ofender alguém que é de direita, ele te chama de homossexual, de viadinho, etc. Então onde tá a coerência? Esse é o primeiro comentário que eu queria fazer, que não tem a ver com o vídeo lá de hoje.
Desse povo ali é difícil, cara.
Esse é o ponto, esse é o ponto, esse é o ponto. Então, basicamente, o que a gente quer trazer nesse vídeo de hoje é falar um pouquinho sobre a questão da corrupção no Brasil e a questão de onde está a segurança jurídica, a segurança geral das coisas que a gente depende aí para funcionamento.
Se é que existe, né?
Se é que existe.
Deixa eu pôr aqui o logo do nosso logo aqui, cara. Vai ficar bonito, pode falar. Fala lá.
Então, basicamente é isso. Esse vai ser o ponto central do vídeo, da nossa conversa e da nossa conversa direta. E a gente está aqui pensando sobre até que ponto nós podemos confiar na maior instituição jurídica do Brasil, que é o STF. Aí eu te pergunto, André, tem capacidade de algum investidor grande ter segurança jurídica de colocar a sua empresa no Brasil com a atual jurisdição lá, de forma geral, o juridiquês funcionando do jeito que está?
Eu acho que não. Não só acho, como eu não preciso achar, né? Tá implícito na quantidade de investimento que o Brasil atrai perto de países do mesmo tamanho ou da mesma dimensão. Está tudo dito. Agora, o investidor de forma geral, seja você um investidor pequeno, médio ou grande, é o que você falou, ele procura segurança o máximo possível. Nenhum investimento é totalmente seguro.
Claro.
Todos têm risco.
Para tudo existe risco.
Exatamente, tudo tem risco. Agora, existe um risco que de alguma forma você consegue controlar.
Que é calculado.
Que você calcula e você coordena e você atua. E depois existe um risco que é um risco como esse, que é você põe o dinheiro num país, E de repente o STF, um juiz dá uma canetada e não pode mais atuar lá, acaba com a tua vida, por exemplo, né? Acaba com o teu investimento todo.
Não, é só usar exemplo agora dos gamers, né, que tava com aquela, qual é, uma plataforma que eles faziam lá, subiam os gameplay deles, etc. E agora parece foi o STF, não foi?
Foi, foi, cortou.
Quantos, quantos gamers, enfim, cara, eles investem Não é uma coisa assim que eu acho que eu acompanho, etc. Não acompanho. Mas imagina quanto de dinheiro você não investe em uma máquina, em um computador, em um videogame X, etc. São muito dinheiro. Tem gente que num setupzinho para jogar uns jogos relativamente simples desse mundo, cara, investe R$100 mil. Isso é quase que abrir uma pequena empresa, entendeu? Uma empresa assim de fundo de quintal, mas é uma empresa, pô.
Claro.
E daí depois o STF vem lá e não, tu não pode mais apresentar o teu trabalho nessa plataforma, que aí é onde vem o teu sustento.
Como aconteceu também com o TikTok, né? Eu não lembro se teve para ser cortado lá pelo STF. Sim, sim, sim, também. Quantas pessoas vivem dos rendimentos do TikTok no Brasil?
Muitas famílias. Não, e independente de a gente achar que se é uma forma justa ou não de receber, ou honesta, enfim, não é nem questão de honestidade. As pessoas estão entregando, elas entregam conteúdo, elas entregam produtos, elas entregam serviços, elas entregam, como chama, cursos.
E elas, ok, pode existir ali no meio pessoas que fazem coisas más, pessoas, pode, como tudo, como tudo, na farmácia, em tudo tem gente boa, tem gente ruim, entende? Eu acho que assim, um exemplo do meu negócio, que também participa, é um bom exemplo. Se Portugal agora falar, ó, YouTube acabou em Portugal, Eu consigo, eu sei que eu consigo me reerguer, mas eu vou levar uma paulada grande, cara, porque o meu negócio está estruturado numa dinâmica de redes sociais.
Sim, sim. Então, e mais o YouTube, ou seja, eu acabo por buscar minhas leads de negócios de imóveis, que você também participa, no YouTube. Se o Portugal acabar com o YouTube, é complicado. Ah, eu tenho a licença de imóveis, eu posso abrir uma loja física? Posso. Mas até eu conseguir fazer isso, é uma paulada que eu levo na cabeça. Como dizia o Mike Tyson, todo mundo tem um plano até levar um soco na cara. Eu levo um soco na cara, fico meio tonto uns 6 meses, aí para me reerguer mais 6 meses, no fim eu perdi um ano da minha vida, no mínimo.
Da tua vida e de quem está em volta.
Que está em volta.
Tem toda essa estrutura, como o André falou, eu trabalho com ele e a gente tem essa dinâmica de usar o YouTube, eu também subo vídeos lá e tal para tentar atrair público. Mas se isso cair... É mal.
Exatamente.
É muito mal.
Nós estamos falando assim, no fundo o que acontece é, nós estamos falando de famílias que vivem de redes sociais, pequenos investidores, como você falou, R$50 mil, R$100 mil. O cara que compra, até nós falamos disso no outro podcast, que é o cara que compra um Mac no Brasil custa R$15 mil, R$20 mil.
Exato.
Então, tem muita gente que investe um pouco do dinheiro que tem para comprar um Mac, um iPhone, um microfone, não sei o quê, faz um podcast como esse. E de repente, acabou.
Não pode mais utilizar.
E depois você tem todo um público que também investe, são pessoas no Brasil que investem em pequenos e médios negócios, R$300 mil, R$400 mil, um restaurante, não sei o quê, e por algum motivo mudam, eles canetam uma lei e aquilo quebra o negócio. E depois você fala, ah, mas o investidor de milhões no Brasil? Esse sinceramente não... Por quê? Porque eles são, na minha visão, eles são avisados antes.
Sim, eles têm ali uma cobertura. Uma cobertura, exato.
Entendeu? O cara que tem muito dinheiro, que chega no Brasil com, vamos supor, R$50 milhões, R$100 milhões, esse cara para chegar lá, eu posso estar enganado, mas acho que não, ele de alguma forma está perto dos políticos, está perto do poder.
Perto do que acontece ou o que vai acontecer.
E 6 meses antes ele é avisado.
Sim, olha o fluxo de saída que teve para o Paraguai, por exemplo, nesse ano e ano passado. Foi absurdo.
E essa brincadeira do vocário que a gente pôs aqui tem a ver com isso, que é a rede de influências. O fato de um fulano que está preso, investigado pela Polícia Federal, teve informações privilegiadas, conversas com o homem mais poderoso do Brasil, que é o Alexandre de Moraes. Ou seja, acima do STF não tem nada.
Tem o Alexandre de Moraes.
Quem é que manda no STF?
Quem é que fiscaliza? Esse é o ponto central, né? A gente tá falando aqui dos YouTubers e tal, dos gamers, etc., mas a gente quer trazer essa luz para o que tem em volta, né? Abaixo, à volta, em cima, enfim. Quem é que coordena? Quem é que fiscaliza? Quem é que analisa? Por exemplo, o Alexandre de Moraes agora foi, parece que ele foi afastado da investigação das fake news lá por conta disso tudo. Então, um ministro do Supremo Tribunal Federal já foi afastado de uma função que ele tinha sobre as fake news, porque tem alguma coisa que pode conflitar. Cara, qual investidor vai ter segurança em um país assim, André?
Não. E cara, é tudo muito estranho. Você vê, a mulher dele também era advogada do Vocaro, ganhou R$130 milhões. Onde é que o povo— por exemplo, eu te pergunto, numa vida você conseguiria acumular R$130 milhões do jeito que você vivia no Brasil?
Não, esquece.
Então 98% da população brasileira nunca sequer vai conseguir acumular R$1 milhão, entendeu? Quanto mais uma paulada de alguns anos que ela representou lá o escritório, ganhar R$130 milhões, entendeu? Então é assim, cara, e é por isso que se o Brasil... Aí volta para outro podcast que a gente fez aqui, que você deveria assistir. Se o Brasil não mudar a mentalidade, não mudar a educação, não adianta, é um buraco mais fundo.
Exato, esse é o ponto. E vai ter também um outro episódio que a gente vai lançar mais à frente, que é o das bets, né, André? Que também é algo que a gente vai focar bastante nessa questão da educação financeira. O povo de forma geral, ele carece, eu acho, de ter pessoas que instruam. Então assim, vamos usar aqui o YouTube como exemplo. Hoje muita gente usa o YouTube para aprender coisas boas, coisas más. Coisas boas, coisas más.
Exato, falou perfeito, falou perfeito. É isso aí. Mas quando tu não tem acima de ti uma segurança jurídica, se a gente falar qualquer coisa aqui, a gente vai ter que ter atenção. Que a gente tá tratando do STF. A gente não sabe quem no STF é mau, que não é, ou se tem alguém mau lá. Agora, se eles quiserem, o podcast cai.
Não, esse aqui não cai porque você abriu a conta, abrimos a conta em Portugal, né?
É, abrimos a conta em Portugal.
É, então não consegue derrubar, não consegue derrubar.
Menos mal.
Mas o que que eles falam? Não, não consegue, não consegue porque ele não tem autoridade legal sobre esse território, vamos dizer assim. Porque acaba por ser... Até quando você abre a conta, eles perguntam em que país você está abrindo.
Sim, eu tive que colocar Portugal porque também a gente é daqui. Exatamente. Tu vai voltar para o Brasil?
Eu vou, semana que vem.
Ah, tá.
Para sempre, eu vou morar lá para sempre.
Vai votar no Lula, né? Tinha me dito.
Vou votar no Lula. Tá, perfeito. Desculpa, é assim.
Opa! Depois tu fala que eu que sou bolsonarista.
Não, até que eu errei, foi o dedo errado. O que acontece é, ele não consegue derrubar nosso podcast, mas nós temos lá familiares, temos conta bancária, amigos, investimento, não sei o quê. Aí ele pode, se quiser, chegar lá. E esse é o problema. Todo mundo critica os Estados Unidos. Eu não critico, mas muita gente critica. Mas os Estados Unidos têm uma coisa que eu acho interessante, para mim eu acho que é interessante, é perigosa, mas é interessante.
Que é, não sei se você sabe disso, nos Estados Unidos você pode fazer uma manifestação de rua apoiando o Hitler.
Pode?
Pode. Pode não tem, todos os anos tem. Você pode sair com a sua hacha, com tudo. A Constituição te dá o direito de falar o que você quer.
A gente já tinha falado disso em algum momento em particular.
Entendeu? Ela te dá o direito de falar o que você quer. Agora, claro, você vai depois arcar com as consequências. Claro, claro. Se eu falar que o Trump roubou não sei o quê, eu posso falar lá. Só que depois, se vier os advogados atrás de mim... Quando você fala, na minha opinião, do Brasil e STF, o que você sente?
Medo. É isso.
Porque as consequências não vêm no particular. Entendeu onde eu quero chegar? Vamos supor, eu vou para os Estados Unidos e falo que o Trump roubou não sei o quê, o erro não sei o quê, não sei o quê. Os advogados do Trump, não é do presidente Trump, vão atrás de mim. No caso do STF, o que você vai sentir é o Estado te penalizando. Vai te penalizar. Sim. Você vai ser preso.
Mas e o que é aqueles comentários que de vez em quando eles fazem? Falam sobre Corinthians, não sei o quê. Eles falam uns comentários assim nada a ver no meio de sessões.
Já viu isso?
Já vi, já vi. Cara, é ridículo vendo. É ridículo. Eu acho que é o nosso dinheiro, entre aspas, né? O nosso, e muito dinheiro. Exato, esse é o ponto. Em que pé que a gente tá para as pessoas que estão ali fazendo esse serviço, esse desserviço? Hoje é desserviço, mas esse serviço, o que que eles entregam de fato? Eles não estão entregando nada. Eles demoram anos para decidir coisas relativamente simples e dias para resolver coisas relativamente muito difíceis, como a gente já falou já de várias situações.
Ele pega um assunto denso e caneta, caneta e deu. Porque não é do meu lado político, ou não é daquilo que eu penso, ou não é meu amigo. É isso que eu sinto, é isso que eu sinto. Não tô dizendo que eles fazem isso de caso pensado, mas é o que eu sinto que parece ser. Então, como que o investidor que calcula todos os riscos vai chegar, vai fazer todo o cálculo de uma operação? Vou para o Brasil, vou gastar tanto. Por 6 meses vai acontecer isso.
Daí tem a equipe de marketing, vai trabalhar a publicidade do meu negócio. Aí vai acontecer aquilo, aquilo, aquilo, aquilo, aquilo, aquilo.
Quando você fala, eu vou ver aqui uma coisa, mas continua.
Perfeito. Fiz todo esse planejamento, vou investir, sei lá, uma empresa grande que vem de fora do Brasil para trazer dinheiro. A gente tá falando de pessoas querem trazer dinheiro para o Brasil, levar dinheiro para o Brasil. Vou levar R$100 milhões para o Brasil para esse investimento dar certo. Vai ter pessoas trabalhando, vai ter o capital, vai gerar, vai ter imposto ligado a tudo isso. Perfeito. Por, sei lá, vamos colocar aí um ano, a empresa talvez não vai gerar lucro. Mas eu sei que durante um ano eu tenho capital para me defender.
Perfeito.
Até aí o cálculo do risco vale. Quando ele vai olhar para as instituições que regem isso, prefeitura primeiro, porque vai ter que ter uma matriz, vai ter que ter um ponto, prefeitura, governo do estado, governo federal, justiça federal, tanto de trabalho quanto civil quanto qualquer outra situação em volta disso. Ele vai chegar, ele vai olhar isso tudo, ele já vai se assustar. Quando ele chegar na STF, ele já não tem base, entendeu?
Já não tem suporte nenhum. Aí o que que ele faz? Vou investir ali ou vou investir no Paraguai? Vou investir no Uruguai ou na Argentina? Ou vou ir para Europa? Ou da Europa vou para os Estados Unidos? Enfim, o dono da Proz aqui não tá abrindo nos Estados Unidos o mercado, cara. O mercado do Brasil para A Prozis é uma empresa de suplemento e enfim... Portuguesa. É portuguesa e são produtos muito bons. Bilionária. Bilionária, já está em quase toda a Europa e está indo para os Estados Unidos. Por que não vai para o Brasil? O público do Brasil é bom, André.
Eu acho que ele está no Brasil.
A Prozis?
Eu acho que está no Brasil sim, cara.
Não sei, cara.
Mas vê aí. Mas o que acontece... Veja uma coisa interessante. Quando você fala do investimento no Brasil, o que é que nós sentimos? Nós sentimos que é um investimento, é o que eu sinto, não é um investimento tecnológico industrial, é um investimento quase que de sacar dinheiro, entende? Por exemplo, nos anos 70, 80, foi feito investimento no Brasil no sentido tecnológico, fábricas como A Toyota, a Ford colocaram lá alguns milhões de dólares para dar mais emprego aos brasileiros, dar mais tecnologia, construir carros, etc.
Agora eu te pergunto, que empresa tecnológica do novo momento, que é a IA, etc., está colocando alguns trilhões no Brasil para abrir data center para desenvolver IA no Brasil. O que que o Brasil serve? Para que que o Brasil serve? Para você fazer como faz a Nestlé. A Nestlé compra o café do Brasil, investe no café brasileiro, compra, leva para Suíça, empacota naquelas cápsulas de café que você bebe e cobra 10 vezes mais. O mesmo café custa 10 vezes mais.
Aí você pergunta assim: Como é que a Suíça é o maior vendedor de café do mundo? Não tem uma plantinha de café na Suíça, não tem um galhinho de café lá. Como é que você explica isso? Porque no fundo o Brasil vai ser sempre um país que vai ser sugado. Como é que eu posso explicar isso? Vai ser sugado a mão de obra, as pessoas que vão lá cortar o café, não sei o quê, ou as máquinas e tal. Para depois trazer para lugares...
Não só mão de obra, também o produto em si. O produto em si, né?
Exatamente. E depois vai para países ricos e tecnológicos e de mentes, com pessoas com inteligência empresarial. Eles pegam esses produtos, empacotam de uma forma bonita e te vendem 10 vezes mais caro.
Que nem a laranja, suco de laranja, etc. Vai para os Estados Unidos a nossa laranja do Brasil, E volta na caixinha.
Exatamente.
Então assim, aí tu lê atrás do rótulo, tipo a marca americana, e tu lê atrás do rótulo, produto de fato veio do Brasil.
Sim. Então você fala assim, ó, ok, o investimento no Brasil já é pequeno, já é, não é tecnológico, é um investimento quase que social, né? E mesmo assim é baixo. Por quê? Porque Não há segurança jurídica.
É. A Proz, eu estava vendo aqui, eles têm alguns produtos, eles podem enviar para o Brasil. Alguns produtos eles podem enviar, outros não. Mas eles enviam.
Não tem lá?
Não, não tem lá a operação, não está lá. Por exemplo, eu quero aqueles elásticos para treino, eles enviam para lá, porque não passa pela segurança sanitária. Agora, o Wei, eu não sei, por exemplo. Eu acho que eles têm que ter uma aprovação do Wei deles para poder entrar lá. Aí não sei o que é dentro do site que pode ou não pode, mas tem coisas que podem, tem coisas que não podem.
Aliás, se você está vendo esse podcast, sugiro que você veja o livro do Mike Pillans, que chama-se... Que eu vou ver aqui... Que é Por que ser um socialista?
Por que ser um socialista?
Eu acho que é isso, deixa eu ver aqui. Mike Billions.
Mike Billions é o proprietário da Prozis?
É o dono da Prozis. Por que Sou Socialista?
Por que Sou Socialista?
O cara é bilionário em euros e ele lançou um livro chamado Por Que Sou Socialista. Você já viu esse livro? Não. Eu vou te dar de presente. Quer ou não?
Quero, quero.
É top. Top? Então você abre o livro, é muito legal.
Ah, tá, tá, já vi.
Ah, lembrou?
Lembrei, lembrei, lembrei.
Tem a seguinte, você abre o livro, eu vou comprar.
Cara, tem que ter para levar para lá e para cá e fazer... Muito bom.
O livro é bom, hein?
O livro é muito bom.
Tem 30, 40 páginas, tem escrito assim, só uma frase: Não sou porque não dá certo. Muito bom. O cara tem tanto dinheiro... Pensa assim, o cara tem tanto dinheiro, ele detesta tanto o socialismo que ele investiu o dinheiro dele Para fazer um livro que ele sabia que não vai ser comprado assim, não vai virar um best-seller, mas deve ter vendido. Não, eu vou comprar aquele livro.
Deve ter vendido.
Aliás, vou te falar uma coisa, cara. Aliás, outro dia meu filho falou assim, pai, porque eu gosto do Michael Jackson, gosto dessa geração dos anos 80 e tal, gosto de ouvir Dire Straits, etc. Meu filho falou assim, pai, se o senhor encontrasse com o Michael Jackson, O que que o senhor faria? Eu falei, filho, provavelmente nem pedir um autógrafo, coitado. O cara está aqui em Portugal jantando, eu vou lá pedir, encher o saco do cara. Ou seja, o que eu quero dizer? Há pessoas que eu gostaria de conversar.
Trocar ideia.
E não teria um sentido de fã, entendeu? Ah, vou tirar uma foto com o Michael Jackson, vou tirar um autógrafo.
Que nem a gente falou do Elon Musk.
É, o Elon Musk, sim.
Sentar na mesa com ele, não vai rolar não.
Gostava de conversar com ele, saber as ideias dele. Captar um pouco do... E o Mike Billions também, esse português, é um cara que eu admiro bastante, bem inteligente, um cara que chegou. Eu gosto de pessoas que chegaram.
Como é o sobrenome dele?
É Miguel, mas chama-se Mike Billions.
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Já viu o vídeo do Trump? Ele tem um podcast, pessoal, ele tem um podcast legal. Vocês colocam podcast no YouTube, Mike Billions. Ele fala desses assuntos de investimento, traz convidados para... Para falar sobre isso, é legal.
Ele é um cara que a gente aceitaria aqui no podcast.
Não, se você quiser vir aqui vai ser um prazer, Mike, ia ser uma honra.
O André gosta muito de você.
Ia ser uma honra e você teria que assinar o livro que você fez.
É, dar um autógrafo em todas as páginas.
Mas para dizer o quê? Esses caras, é o que você estava falando da Proz, esses caras não vão colocar dinheiro no Brasil a sério, fazer uma fábrica lá, entendeu?
Porque eles sabem que da noite para o dia O risco que existe é muito alto.
Entendeu? O cara chega lá e fala, é o que você falou, esse conteúdo do seu Whey, a Anvisa, canetada. Pronto, acabou.
Caneta.
O cara põe lá alguns milhões e perde tudo, entendeu? Então, não ter uma democracia forte, política estável e instituições estáveis não atrai investimento.
Pronto. E quem perde é sempre cidadão. Esse que é o pior.
Não, veja só, olha só, engraçado Portugal. Portugal tem uma perninha para a esquerda, sempre teve. Eu estou aqui há 23 anos, a gente sente que agora tem mudado um pouquinho. Acho que Portugal está um pouquinho mais à direita, mas sempre teve uma perninha para a esquerda. Mas você fala assim, porra, mas Portugal está atraindo muito investimento. Só de hotéis aqui são milhões e milhões e milhões. Por quê? Porque de alguma forma você sente que a política portuguesa é estável.
Tem uma certa estabilidade.
Tem uma estabilidade, você não sente isso?
Não, total.
Cara, eles estão lá se engafanhando lá no parlamento e tal, mas depois as coisas avançam.
Avançam.
Eu sempre senti isso aqui. Eu sempre tive a sensação que os caras estão ali e tal, está estranho, pronto, foi, está andando. Dentro da União Europeia, para quem não sabe, pesquisem, Portugal é visto como uma instituição política que funciona. Sim. Ok? Então você fala, cara, como é que Portugal desse tamanho, tamanho de Pernambuco, atrai tanto dinheiro?
É.
Porque o investidor vai colocar o dinheiro onde ele é melhor tratado.
Não, a gente está falando de organização.
Exatamente.
A gente está falando de organização. Vou dar um exemplo. Vou te dar um exemplo. Tu tem 4 filhos. Tu tem uma empresa. E tu já tá assim, pô, já deu, agora eu quero passar minha empresa para os meus filhos. Quem é que tu vai pegar para ser o cara que vai comandar? O mais organizado.
É normal.
Tu tem confiança em quem? Em quem é o mais organizado, em quem distribui melhor o tempo dele, em quem investe melhor o dinheiro, em quem é comprometido com as coisas que faz.
É normal.
E a mesma coisa para um dono de uma empresa colocar o dinheiro dele em algum país, ou em algum estado, ou em alguma cidade. Lá no Rio Grande do Sul era assim, tu via exatamente, as pessoas escolhiam algumas cidades do Rio Grande do Sul e outras não. Por quê? Porque eram regidas por alguns partidos específicos. Claro que daí existia o complô, que é o que eu acredito que pode ser o que tá acontecendo hoje. As pessoas, o Banco X se envolve com aquela pessoa porque ela dá uma segurança jurídica para ela, porque ela consegue canetear, enfim, fazer o que...
Isso acontece nas cidades, acontece nos estados, imagina no país. E a gente não está falando de pouco dinheiro. O André deu um exemplo aqui, esse caso da esposa do Alexandre de Moraes, R$132 milhões.
Cara, é muito dinheiro. Quantas escolas dá para fazer com esse dinheiro?
Olha, é muito louco. Se for no governo atual, tu faz uma ponte de madeira.
É, uma ponte de madeira. Não, nem vamos falar. Temos que fazer um podcast sobre isso, cara. Mostrar essas coisas todas, que é uma loucura.
Sim, que é o descaso com o dinheiro público, com o nosso dinheiro.
Mas pensa assim, qual é a vantagem que o político tem em tratar bem o seu dinheiro? Você acha mesmo que um político é um bom gestor de dinheiro?
Não é, mas deveria ser.
Mas não é. Tudo bem. Não é e não é só não é aqui, em Portugal também não é. Isso é um fato. É melhor que o Brasil, mas não é.
Mas daí a gente volta na educação.
Exatamente. Por que na Noruega, Dinamarca é? Eles só investem... A Dinamarca nos anos 70, Eles tiveram um problema com petróleo. Não sei se vocês sabem disso, pesquisa muito interessante sobre isso. Porque eu, com o meu canal, o outro canal Brasil na Europa, eu estive muito perto de fazer uma entrevista com uma representante da União Europeia, da Dinamarca, em Lisboa. Isso foi em 2019. E eu estudei bastante o assunto que ela propôs, que era por que a Dinamarca tem tanta bicicleta.
E eu achei interessantíssimo, cara. Por que a Dinamarca tem tanta bicicleta? Porque nos anos 70, a Dinamarca teve um problema sério com o petróleo, falta de petróleo.
E o deslocamento das pessoas.
Eles mudaram todo o mindset das pessoas e das ruas, prepararam as ruas durante alguns anos para ter mais bicicleta.
Ciclovias, etc.
E eu fui lá em 2014, cara, é impressionante. Uns países riquíssimos, você não vê gente ostentando os Porsches, as pessoas andam de bicicleta. Todo mundo anda de bicicleta, cara. Você vê pouco carro na rua. Então, isso é uma preparação de mindset do cidadão, entendeu? É uma preparação que sai da cabeça de um político que está comprometido com você e com o país para uma mudança estrutural a 30, 40, 50 anos. Ok? O que a gente vê no Brasil e aqui também um pouquinho em Portugal?
Não há esse compromisso tanto. Aqui é um pouquinho, mas não há compromisso nenhum, cara. O compromisso é com o bolso dele.
É isso que me pega. Eu acho que essa facilidade para entrar no mundo político que tem, uma pessoa que financia a outra e que não sei o quê, porque daí eu te financio e depois você me ajuda com a minha empresa e assim assado, etc., é questão cultural, é questão de educação, entendeu? Isso está enraizado nas pessoas, chega a ser ridículo. Eu acho que quando tem uma pessoa que— e eu acredito que as pessoas têm vocação para as coisas e ela tem vocação para ser político, para de fato estar à frente, organizar o Estado, seja no município, seja nível federal, se ele tem essa capacidade de organização, esse entendimento, essa coisa de poder organizar tudo e deixar tudo mais Azeitado e liso para o dinheiro funcionar, para o dinheiro que a gente paga fazer funcionar o país, eu acho que ela tem que ir.
E eu acho que as pessoas deveriam investir nela, não só o voto, mas de fato. Se eu tivesse uma empresa e soubesse de alguém que fosse... Cara, talvez eu ia ajudar a financiar a campanha do cara para o cara explodir, deslanchar. Agora, quando as pessoas fazem esse investimento esperando uma recompensa, isso é muito mal, cara.
Volta tudo no mesmo assunto, educação, o povo vota mal, as pessoas também... O político não nasce da árvore, ele nasce do povo. Alguém tem que nascer para virar um alguém.
E da família, e a família tá atacada.
Agora, volta na mesma história, ou seja, eu fui da área de educação física anos, se eu virar agora ministro, eu poderia ser ministro? Poderia. Da saúde? Não. Da cultura? Talvez. Mas será que eu teria capacidade de gerir um ministério? Uma pasta dessa? Eu sou um médico, eu vou ser ministro da Saúde. Olha, menos mal, cara. Tudo bem, eu tenho experiência, eu tive em hospital 20 anos, eu conheço as coisas, como é que funciona e tal. Mas será que eu tenho o perfil de gestor de hospital?
Esse é o ponto.
Isso é outra coisa.
Isso é outra coisa. Você está gerindo milhões e bilhões.
Exatamente.
É um monte de dinheiro.
Enquanto não houver essa capacidade de entender isso, de colocar na mão... Para mim é seriedade.
É seriedade. Eu tenho seriedade com o que eu estou fazendo aqui e eu preciso colocar pessoas competentes que entendam daquele assunto. E não é, infelizmente, a política não é. É assim, o André foi meu melhor cabo eleitoral. Ele me levou em 20 eventos durante a campanha. E me apresentou 300 pessoas em cada evento. Esse cara é top. Esse cara me colocou lá em cima, ele me conseguiu 50 mil votos através desse número de pessoas que enraigaram, que foram aquela raiz que vai se criando, a rede de contatos.
Esse cara é top, esse cara eu vou ter que recompensar ele. Como é que eu vou recompensar ele? Vou colocar ele no ministério. Vou colocar ele num cargo de alta patente lá, que... Assessor XYZ. Cara, não faz sentido, entendeu? Não faz sentido para que o Estado de fato, como uma engrenagem, trabalhe. Não faz sentido. Para mim, isso é colocar areia nas engrenagens. Tu tá jogando terra nas engrenagens. Tu tá querendo que ela de fato vá à falência.
Porque se o povo não tiver dinheiro para pagar os impostos, eles se tornam cada vez mais corruptos. Tava falando com um amigo esses dias. Por que as pessoas no Brasil tentam dar um jeitinho muitas vezes na questão dos impostos, porque é muito imposto. E cada vez que o imposto aumenta, tem mais pessoas que talvez não eram de fazer esse tipo de coisa fazendo. Ela tem um limite.
Isso justifica o erro?
Não justifica o erro. Não estou querendo dizer que justifica o erro. O que eu estou querendo dizer é que a forma com que é tratada a educação no Brasil é a forma com que os políticos tratam a política pública. E daí essa terra que é jogada, cada vez é para de fato enterrar a política, a educação, a questão da civilidade, educação do, da pessoa ser honesta de fato. Porque as pessoas, elas, eu acho que a maioria das pessoas, elas têm um limite.
Tem gente que não se rende, perfeito. Agora, a maioria chega num teto, cara, que eu acho que ela olha assim, também sufoca, né, cara? É, sufoca. O que que elas fazem? Sai do país, elas abrem empresa em outro lugar, elas vão viver outras coisas, elas desistem de empreender.
Não, e desiste de pagar imposto.
Não, não, esse é o primeiro ponto, eu acho. Elas desistem de pagar o imposto de forma correta, elas tentam de várias formas encontrar uma forma de não pagar o total. E ok, né, vai fazendo assim. Só que se todos fizerem assim, cara, o Brasil vai para água abaixo.
Cara, tem um vídeo no YouTube Tem a ver com o que você está falando. Tem um vídeo no YouTube de 2007. Eu falo sempre da Dinamarca, Noruega, porque eu acho que são exemplos.
Sim, são bases.
Temos que buscar um exemplo.
Um exemplo de que deu certo.
Exatamente. Tem um vídeo de 2007, 2007 ou 2008, depois pesquisem aí. A Dinamarca teve um excedente fiscal e o povo foi consultado se eles queriam reduzir os impostos, que é um dos impostos mais altos do mundo, Imposto de trabalho, etc. E se eles queriam dinheiro de volta?
No Brasil acontece dinheiro de volta.
E o que eles responderam? Primeiro, não queremos reduzir imposto, desde que a qualidade do serviço público seja a mesma. Isso foi em referendo, foi colocado em referendo. Por quê? Porque lá a escola pública tem comida biológica, orgânica, tem transporte... E eu não sou um grande apoiador de coisas públicas, mas lá funciona. Lá funciona. Lá funciona o hospital, tudo bonitinho. E o povo disse, não, não queremos o dinheiro de volta e guardem o dinheiro.
Imagina, políticos, guardem o nosso dinheiro, está melhor na mão com vocês do que conosco.
E no Brasil e em Portugal é totalmente o contrário.
Olha que loucura.
Falou de Portugal também.
Nós não queremos que reduzam o imposto.
Porque funciona.
Porque lá você tem tudo, que você paga um imposto alto, mas o estado consegue te dar as coisas com qualidade, transporte, educação, saúde, etc.
A gente falou no BNI, a gente falou esses dias sobre, até tem que postar esse vídeo que a gente estava em Torres Vedras falando sobre aquele jogador do Grêmio lá, o Braithwaite. Ele falou, ele deu uma entrevista e ele falou, o pessoal pode pesquisar aí. Ele é dinamarquês, é um jogador dinamarquês que joga no Rio Grande do Sul. Enfim, ele vai para todos os estados. Basicamente, né? Claro, tem estado que não tá na Série A do futebol, mas ele vai para todo lado.
Ele tem, a esposa dele tem um restaurante em Porto Alegre e ele disse quando ele vai da casa dele para o restaurante ou do restaurante para casa ou para o CT, para o estádio, para o centro de treinamentos, ele vê muita gente em estado de miséria.
Muita miséria, muita pobreza.
Muita pobreza. É gente morando em barraca na beira da estrada, é gente pedindo dinheiro no meio do centro de Porto Alegre, da capital. E ele disse, eu não estava acostumado com isso. Claro, ele jogava na Espanha, jogava, jogou na Espanha, jogou acho que na Turquia também. Enfim, é um jogador que basicamente sua carreira, a carreira dele foi na Europa. E ele disse, é um choque, todo dia é um choque. Todo dia ele que ele chega no centro de treinamento, vai falar com os amigos dele do ali de Porto Alegre que ele fez, né?
E ele sempre coloca essa questão: como a gente pode fazer para ajudar? Imagina, ele é um jogador de futebol, ok, ele ganha milhões de dinheiro, ele é um dos jogadores mais ricos do mundo porque ele tem um monte de investimento em restaurante pelo mundo, sabia?
Não sabia.
Esse cara é bem interessante de ficar perto para ver se ele não vai lançar alguma coisa legal para a gente absorver. A esposa dele também participa dos negócios e tal.
Legal.
E ele é um dos investidores em restaurante, em imóveis no mundo. E aí o pessoal, a cabeça dele é isso aí. Então, e ele fala, eu não, que ele não se sente bem, ele sai e daí ele vê ali uma pessoa pedindo dinheiro, ele fica abismado. Por quê? Porque não tá acostumado com isso. Na Espanha tem pobreza? Claro que tem pobreza. Na Dinamarca também deve ter algum local que tem algum tipo de pobreza, mas não é, não é esse impacto. Exato.
E é aquilo que a gente falou também sobre a questão de mudar o ambiente. Quando os meus pais, meus sogros vieram para cá, eles tiveram um impacto muito grande com isso também, porque eles pensavam assim, pelo menos isso lá em 2022 quando a gente veio, eu falava para os meus pais, né, pai, mãe, nossa, aqui é muito bom, é muito legal, a gente tá gostando imenso, o Miguel tá muito bem, né, meu filho tá muito bem e tal, tá gostando muito, a gente tá tendo experiências incríveis aqui.
E minha mãe achava que eu tava tentando reconfortar ela, entendeu? Porque eu tava longe, tava sentindo falta da família. É normal a gente ter saudade. A mala mais pesada do imigrante é a saudade da família, principalmente. E ela achava que eu tava tentando reconfortar ela. E quando ela veio para cá, não foi isso. Ela percebeu que não foi isso. Tanto que na segunda semana a gente saiu para caminhar um dia à noite, eu e ela, e ela falou assim, não, se tu voltar para o Brasil, eu vou mandar te internar.
Porque de fato Lá o fluxo das coisas é diferente e a gente percebe que o ambiente ele vai— eu não sou muito adepto àquela coisa assim, o ambiente te molda. Não, eu acho que tu que tem que mudar o ambiente que tu tá. Só que é uma força tão forte no ambiente que ela é capaz de te moldar.
Eu acho que a diferença que tu está falando é o seguinte: o ambiente vai te moldar, Vai, vai, vai. Mas você tem que ter capacidade de olhar para o ambiente e falar, não quero isso, sai fora.
Ou sai fora ou tenta mudar. Tu pode conseguir mudar o teu ambiente.
Sim, sim, tu pode, é fácil.
Eu vou dar um exemplo simples. Vou dar um exemplo simples. Tu tem ali, tu mora em um bairro humilde, um bairro classe baixa. Não vou nem colocar classe média, classe baixa.
É um bairro humilde.
E na frente, e teus vizinhos ali, tu já mora há muitos anos, é amigo de todo mundo, todo mundo se dá bem. O que é muito comum, as pessoas se dão bem normalmente. Pelo menos lá onde eu morava, as pessoas estavam bem. E tu vê que a rua está suja. Primeiro que tu faz é a tua casa. A tua casa não pode ser uma casa suja, teu patrimônio não pode ter uma parte suja, por óbvio. Na frente da tua casa, tu vai começar a limpar na frente da tua casa.
Talvez tu vai até dar uma mão para o vizinho que é mais velho. Vou ajudar o senhor a limpar a sua casa aqui, a parte da frente, para mudar um pouquinho o ambiente da rua. Eu acredito que o exemplo arrasta. Então, tu fazendo aquilo durante um tempo, conversando com os vizinhos, os vizinhos vão começar a limpar também. Eu acredito nisso. Eu acredito que isso dá certo. Só que tu tem que ter muita força de vontade para fazer isso, velho. Não é fácil.
O problema é que se você— Eu acho que tem alguma razão. Só que no caso do Brasil, eu acho que vai acontecer que você vai fazer uma vez, duas, três, o exemplo vai demorar muito para ser arrastado e você vai desistir.
Esse é o ponto. Por que eu estou na Europa? Por que eu vim para cá? Por que eu saí do Brasil? É porque Aquilo que eu vivia, eu comecei a perceber através de vídeos de amigos que tinham saído do Brasil que eu não precisava ter aquele estresse, sendo que eu tenho que dar atenção para minha esposa, eu tenho que cuidar dela, tenho que cuidar do meu filho, tem que dar atenção para ele. Como é que eu vou fazer isso bem se eu não tô bem?
Claro.
Uma, eu fui a um retiro uma vez e o padre, ele perguntou, ele mandou todo mundo colocar a mão para frente assim. Todo mundo coloca a mão para frente assim. Vocês são o suporte, um suporte, um conforto. Esse, isso aqui é como se fosse o espaço das pessoas que vocês vão colocar aqui dentro. Agora pensem nas pessoas que vocês querem colocar aqui. É como se fosse um charger, um carregador de baterias. Vocês querem colocar pessoas boas aqui.
E a gente foi pensando, né, assim, todo mundo de olhos fechados pensando, ah, Ah, minha época era minha namorada, minha namorada, minha mãe, meu pai, o meu tio, meus amigos, meus compadres, sei lá. E daí ele disse assim, tá, agora abre o olho e olha para todo mundo que tá ali assim, imagina todo mundo ali. Pô, daí tu imagina todo mundo ali. Daí ele falou assim, como é que tu vai ser esse suporte se tu não te colocou ali dentro também?
Se tu não quer recarregar tua bateria, se tu não quer melhorar, se tu não quer estar em outro ambiente? Eu não vou conseguir dar suporte para minha família da forma que eu quero, que eu desejo, que eu espero se eu estiver lá, entendeu? Naquele ambiente ali. É muito mais difícil, é muito mais demorado, é muito mais penoso do que eu me afastar um pouco, sair. Não estou dizendo nem que eu quero voltar para o Brasil, mas eu vou conseguir dar um suporte diferente.
Eu vou conseguir daqui um tempo poder dizer para o meu irmão, para minha irmã que a gente consegue fazer alguma coisa junto diferente do que eu fazia lá. Porque lá provavelmente eu não ia conseguir ajudar eles como eu quero.
Cara, o maior exemplo do que você está falando, já viu quando você pega um avião, tem as instruções? Das máscaras.
É isso, é coloque em si primeiro para depois ajudar quem tá do lado. O teu filho, o meu filho, minha esposa.
É porque se você desmaiar, se eu desmaiar, eu desmaiei, tô morto. Sim, os outros também. Uma criança vai morrer também, não vai ter suporte, né?
É mais ou menos isso. E muitas vezes isso no dia a dia aqui, eu sempre tento lembrar disso, porque tem vez que a gente tá focado em quem tá em volta, e é justo, né? Nós somos pai de família, a gente tem uma esposa e filhos para cuidar. E tu quer dar aquele esporte, quer dar aquele esporte. Ontem eu fui caminhar, eu te falei, né, fui caminhar. E daí, cara, eu tava sentindo meu ombro pesado e eu fiz assim, ó, coloquei a mão atrás assim no trapézio aqui, tava, cara, era uma pedra, velho.
Eu cheguei em casa, eu olhei para minha esposa, olha assim, nossa, eu não tinha me tocado, eu tô tão tenso. E eu não sabia por quê. Semana passada me deu aquela parada dos braços e eu não tava entendendo por quê. Eu é sem respirar direito, sem prestar atenção nessas coisas, sabe? Tomar água, dormir, coisas simples que eu preciso estar bem para poder fazer para eles. Então são detalhes. E o que eu sinto é que lá eu não consegui isso, cara.
E daí envolve... O que tem a ver com o assunto? É essa segurança, entendeu? Tu não tem segurança de bandido, ladrão, etc. Tu não tem segurança jurídica para crescer, para desenvolver, para ampliar.
O dinheiro não sobra, não guarda?
O dinheiro não sobra, é, exato. Tu está sempre batendo, dando o bumbum.
A sua educação não funciona? Os teus filhos agora estudam aonde lá, cara?
Hoje, sinceramente, cara, o mais velho... Aqui tem escola pública. Tá, é escola pública.
E lá, como é que você ia fazer com 2?
Cara, o Miguel ia para escola pública também, não ia conseguir colocar. E não é porque eu não queria, porque eu não ia conseguir colocar ele numa escola particular. Lá uma escola particular para o ensino fundamental deve estar uns 5 pau. 6 pau lá onde eu morava.
Você ganhava 7, né?
Na época é, agora talvez ia estar ali na casa dos 10, 12, porque a projeção, tinha projeção para isso, mas tipo...
Que seja 10.
Que seja 10, a metade é só para escola. Aí o mais novo que tem 1 ano agora ia para uma creche, no mínimo R$3.000. Uma creche boa, né?
E agora uma coisa que eu queria trazer aqui, que é interessante, que é... E você vai falar, pô, mas vocês fugiram do assunto do STF. Não, não, repara que não vou voltar lá.
Não, tá tudo, eu acho que tá tudo ligado, tá tudo ligado, porque a minha mente, o André me conhece desde a primeira conversa. A gente falou, eu te disse, eu lembro disso lá na frente do teu apartamento, eu disse, eu quero participar de uma coisa grande, lembra? Eu quero construir algo grande. Eu não tinha segurança para isso lá. Imagina a gente abrindo um podcast lá, imagina a gente abrindo uma empresa que vende suplemento. Que é uma coisa que eu já tinha pensado até por conta do teu outro projeto.
Imagina abrindo isso, cara. Qual a segurança que a gente tem? Nada. É surreal o tamanho da dificuldade que o empreendedor no Brasil tem. O Thales Gomes, eu gosto dele, eu gosto de acompanhar o conteúdo dele.
Eu também acompanho.
E sempre que eu vejo ele falar, eu vejo ele colocando em números ali a dificuldade que é ter uma empresa como a dele.
Eu só acho estranho como... Cabeças como o Thales Gomes continuam no Brasil, só pode ser por amor.
Porque se eu tivesse a grana dele, eu acredito que eu não estava mais lá. É, mas eu acho que ele já investiu tanto... A gente estava falando de investimento antes do podcast. Tu viu aquela pessoa que investiu 20 mil euros numa ação e ela vê a ação dar uma caída e ela, não, ela vai subir, ela vai melhorar. Eu acho que é isso, é o que eu acho. Eu acho que ele já investiu tanto tempo e ele já percebeu que dá.
Ele ganha dinheiro com o Brasil, isso é óbvio, porque ele tem lá 54 empresas.
Sei lá quantas empresas ele tem, não sei. Eu conheço a G4, é que eu conheço a G4 e eu me baseio por ela. Não é uma empresa fraca.
Não, não. Ele, pelo que eu percebi, são 540 as maiores empresas do Brasil, ou seja, 70% do— eu acho que foi isso que ele falou— do PIB das empresas do Brasil estão no G4. É um valor astronômico.
É muito dinheiro.
Eu acho que ele ganha dinheiro com o Brasil, mas não sei se eu, com o dinheiro que ele tem, Permanecia, continuava fazendo vídeo, batendo nisso aqui. Eu não tinha essa paciência toda, entendeu?
Eu acho que ele tá na vibe do preciso ajudar, é o que eu sinto dele. Preciso ajudar porque se afundar... É porque ele poderia ir para qualquer outro lugar e ganhar dinheiro em qualquer outro lugar.
É isso que ele tem capacidade de fazer.
Eu sei, eu sei. Mas para e pensa agora, fazendo aqui, é o que eu imagino, é que se eu estivesse no lugar dele, é o que talvez O que eu faria? Eu tenho dinheiro para ajudar, para mudar o rumo do Brasil. Imagina se ele de fato consegue, como ele tem tentado fazer, mudar o rumo do Brasil e daqui a 15, 20 anos essa mudança no meio do caminho, como a gente diz, né, vai durar 30, 40, 50 anos, ele olhar para trás e deixar legado. Thales Gomes foi o investidor, o empresário.
Eu vou te dar um exemplo, o Trump. Trump, ok que ele não ia sair dos Estados Unidos, etc., mas ele é um cara que vai deixar um legado.
Ah, vai, positivo e negativo.
Positivo e negativo, tudo bem, mas ele vai deixar um legado. Ele vai ser lembrado pelos Estados Unidos tanto por ser presidente como pelas empresas dele, mas ele vai deixar um legado. E eu acho que esses caras, Thales Gomes, o Pablo Marçal mesmo, tantos outros aí, o senhor da van, aquele, eu não gosto de chamar de velho, Ele mesmo saía.
O Werderwein, ele falava que foi o Werderwein.
É, ele saía. Tá ligado que ele é gremista, né?
Sei, sei, sei.
Ele tá patrocinando o Grêmio agora. Cara, são pessoas que já investiram tanto no Brasil, entendeu? Ele já arriscou tanto pelo Brasil.
Uma coisa interessante, você tava falando desse jogador da Dinamarca, eu tava aqui pensando numa coisa interessante, que é esse cara, você falou que super investidor, etc. Na Dinamarca, as pessoas têm uma certa vergonha de depender do Estado. Então, elas têm tudo do Estado, não precisavam se preocupar em investir, ser investidoras ou fazer mais dinheiro. Por outro lado, o Brasil, as pessoas acham que têm tudo do Estado, esperam que o Estado seja o pai. Entendeu o que eu quero dizer? O que eu quero falar?
Nossa, que dor escutar isso. É ridículo, escutar isso é muito mal. É muito mágico.
Entendeu o que eu estou querendo dizer?
Sim, sim.
Você tem um país que dá às pessoas tudo, elas nem precisavam se preocupar em ser grandes investidores e eu vou aprender a gerir, a investir, não sei o quê.
Deixa eu só falar uma coisa.
Depois você tem o brasileiro que não estuda nada, não lê nada, não sabe merda nenhuma.
Nunca investiu em nada.
E quer que o Estado seja o pai dele.
Agora deixa eu fazer uma pergunta. Se fosse lá no Brasil que eventualmente o Estado dissesse: Não, vamos fazer um referendo para ver o que vocês querem fazer com esse dinheiro que sobrou aqui.
Ah, cara, devolve minha conta.
Devolve meu dinheiro.
Que eu vou pôr na Betes. Eu vou conseguir ganhar dinheiro com a Betes.
Com a Betes, é. Tigrinho.
Só se for a tia Betes.
Tigrinho. Tia Betes.
Eu te mandei aquele vídeo, né?
Tia Betes é tia ré.
Se o mercado imobiliário não der certo, meu plano B é o abraçado com a mulher de 90 anos.
Olhando para a câmera assim, tipo...
É isso, eu acho que no fundo muito brasileiro está esperando o plano B, cara.
Plano B. Cara, mas é por isso que eu falo, é complicado olhar para o Brasil e saber que a insegurança jurídica lá prejudica esses caras. Para e pensa, se esses bilionários aí, milionários, bilionários, deixassem o Brasil hoje, como tem acontecido com outros investidores que nem aparecem na mídia, se esses outros abandonasse. Olha, cara, cansei.
Vamos abandonar.
Tudo bem, mas imagina o que aconteceu com o Brasil.
E está acontecendo, a Alpargata foi embora. Quantas empresas já foram para o Paraguai? Aliás, quer ver?
Vamos ver aqui, empresas... Pesquisa, pesquisa que a gente tem pesquisado.
O negócio é bem feio, cara.
E pesquisa também depois, se puder, pesquisa como é que estão os dados relacionados. Isso a gente vai trazer depois Empresas, famílias... Vai aparecer no podcast sobre as bets, mas a gente fala de investimento, que vai se vincular aqui os assuntos.
O Paraguai.
Até o investimento, até o investimento, ele tem um peso absurdo de imposto. A gente tinha aqui um caso de um cliente que queria vir para Portugal comprar imóvel e ele estava fazendo o cálculo de quanto ele ia pagar de imposto anual só por morar em Portugal.
JBS. Karsten, Lupo, JBS foi também. JBS, Karsten, Lupo, Kid, Efisa Madeiras e Embalagens, Fiasul Têxtil, Grupo Das Calçados, Dóller, deve ser uma empresa alemã que entra no Brasil, Têxtil, Lunelli, Riachuelo, Estrela Brinquedos, M. Dias Branco Alimentos, não sei, Vale, Mineração. Camil, alimentos. E tem aqui uma lista interminável. E aqui está dando imposto mais baixo, regime especial interessante, energia mais barata, custos trabalhistas menores, menor burocracia, proximidade com o Brasil, possibilidade de exportar para o Brasil e outros mercados da América do Sul e Latina.
Tinha que fazer um... Claro, a inteligência artificial ia ajudar até certo ponto, óbvio. Mas tinha que fazer assim, olha, tem uma empresa de 1.000 funcionários, atua hoje em São Paulo e depois colocar a mesma empresa atuando na capital do Uruguai, Paraguai.
Associação, sim.
Para fazer um comparativo. Só para ter uma base.
Para já, os impostos no Paraguai são 10%, nas empresas são 10% fechado.
É o máximo, né?
Fature 1 bilhão, 1 trilhão, é 10%. No Brasil, É escalonado, é como Portugal também, Portugal é escalonado. Só que aqui o escalonado, se você fizer reinvestimento, você consegue diminuir. Buscar, né? Lá o escalonado é a paulada.
É a paulada, não tem volta. Mas é isso que me pega, André, como que o Brasil vai para frente com essa segurança jurídica?
Porque tudo vai acabar... Segurança não, insegurança.
É com a segurança atual, a segurança insegura. Mas como que um proprietário de uma empresa, ele olha para segurança, para Justiça do Trabalho, ele sabe os problemas que temos hoje no Brasil com a Justiça do Trabalho. Tudo favorece o funcionário. E não quero tirar razão aqui de quem—
às vezes tem razão.
Não, não, eu não quero tirar razão de quem justamente processa uma empresa porque de fato houve algo mal ali, aconteceu alguma coisa de errado, tá tudo bem. O problema é que a gente sabe que não é só isso. Visto o nível e o grau de educação do brasileiro médio, tá muito mal, cara. Então esse é o primeiro ponto. Aí colocou a empresa lá, foi processado, sei lá, por 5, 10 funcionários durante 2, 3 anos, teve 5, vamos colocar 10 processos em 3 anos.
Aí vai para uma terceira instância, que seja uma coisa mais séria, tu fecha a empresa para pagar funcionário.
Tem muito isso.
Tu fecha a empresa para pagar funcionário. Outra coisa, isso é uma coisa que eu não sei como é que acontece, mas tem empresas que as pessoas abrem, as pessoas abrem, Fazem ali um empréstimo para empresa por um tempo, sei lá, um valor X, e daí operam mais 2, 3 meses e dão como massa falida, massa falida. E tum, funcionário na rua, todo mundo na rua, e essa galera não sei o que que faz com a grana. Por que que não existe travas para esse tipo de situação?
E no fim das contas quem paga é geral, né? O empresário bom e o funcionário bom. E aqui a gente está tentando, a nossa conversa direta, me corrija se eu estiver errado, André, é para quem quer, para quem é de fato quem quer fazer o correto, independente se tu é funcionário ou se tu é empreendedor, é para quem quer trocar uma ideia, bater papo sobre isso, entendeu? É para você que não concorda com o capitalismo, escutar um pouquinho de quem quer o bem das pessoas, de quem quer fazer as coisas funcionarem.
Nem todo mundo, volto a falar da vocação, nem todo mundo tem vocação para abrir uma empresa, para gerir. Tem gente que de fato tem a vocação, cara, para entrar às 8 e sair às 5 da tarde, e tá tudo bem. Eu não sei se teu pensamento é ter 200 mil empresários em Caldas da Rainha.
Ah, eu gostava.
Não, mas tô dizendo assim, A população completa, todo mundo é empresário.
Era ótimo.
Tu acha? Não sei se era ótimo. Não sei se era ótimo não.
Cara, de alguma forma eu sou um comunista.
Porque tu quer que todo mundo tenha o melhor do melhor. Tudo bem, eu te entendi. Só que o que eu estou querendo dizer é que maus empresários também é mau.
Claro.
É isso que eu estou querendo dizer.
Mas quando você fala de ter, você fala de gente boa, né, cara?
Não, não, não.
Qualquer um.
Pega hoje, quantos habitantes tem em Caldas?
50 mil.
50 mil que estão em Caldas, todos serem empresários, não dá, cara. As pessoas, elas não têm capacidade. Muitas pessoas, eu não tenho capacidade por enquanto de ter uma empresa com 1.000 funcionários, 200 funcionários, 100 funcionários. Não tem capacidade hoje. Agora, daqui um pouco eu vou ter. Tem pessoas que não querem ter, elas não querem ter esse compromisso. Elas querem acordar segunda de manhã para o trabalho delas, chegar de noite em casa e dormir, terça-feira para o trabalho, até sexta.
Aí sexta-feira ela volta para o trabalho, ela faz um churrasco, ela vai à janta fora.
É a vida que leva.
É a vida que leva. E tá tudo bem se ela quer ser assim. Nem quero que essa pessoa que abre uma empresa, porque ela vai, vai.
Mas o que é mais maluco, cara, é que é o que você falou, tá tudo bem se essa pessoa quiser ser assim, tá tudo bem, mas Mas ela não pode criticar que exista um empresário que queira ganhar 50 vezes mais que ela. Por quê? Porque se não houver esse empresário, não tem emprego, cara. Não tem emprego.
Cara, é exatamente esse o ponto.
Essa gente tem que ter na cabeça, cara.
Esse é o ponto que eu estou querendo enxergar.
Esse é o ponto. Eu quero ver quem é que ia dar emprego se não houver empresário. O Estado não tem projetos e processos para todo mundo ser funcionário público. Não dá, não tem.
É muito engraçado isso, cara.
Quando o cara fala assim, aquele dono do supermercado é um pilantra, capitalista, não sei o quê, e está ele lá trabalhando no supermercado...
Só quer me explorar.
Só quer me explorar, não sei o quê. Colocou uma arma na minha cabeça, eu estou aqui obrigado. Cara, eu não tenho paciência para gente assim, cara. Eu falei no podcast qualquer aqui que eu falei, essa vibe de conversa eu não tenho paciência, cara.
Fora, né?
Já me aconteceu de estar em almoço, às vezes casal, estamos com uns amigos que a gente não conhecia, Você vai visitar um casal e tem lá dois casais que você não conhece. Cara, quando começa essas conversas, cara, ai, porque meu patrão me explora, não sei o quê. Teve uma vez que eu perguntei assim, mas teu patrão te obriga a ficar lá? Tem alguma coisa que você deve?
Não consegue sair e procurar outro trabalho?
Não, veja bem, mas eu preciso desse trabalho, como é que eu vou pagar minhas contas?
E eu... Ou aquele comentário assim, pelo menos no Brasil não era assim.
Então tá, então por acaso era um casal português que aconteceu isso.
Mas se eu fosse brasileiro e já aconteceu comigo, então volta para o Brasil.
Claro, volta para o Brasil.
Se está ruim, está mal, se aqui com esse salário tu não consegue comprar tuas coisas, tu não consegue viver, tu não consegue visitar a Espanha, Alemanha, França, não consegue, né, de certo, então volta para o Brasil, que de lá tu vai conseguir visitar, pode ter certeza.
Cara, isso é muito estranho, cara. Depois assim, tudo que nós falamos aqui, o que tem a ver? Tem a ver que volta na mentalidade do brasileiro. Então, é claro, não estamos aqui generalizando. Então, toda essa dancinha do Moraes, isso aqui vai cair tudo no mesmo lugar. Tudo no mesmo lugar. Entendeu?
É isso, né? Eu acho que o episódio de hoje foi para a gente falar um pouquinho dessa insegurança jurídica.
Enquanto ele falava, eu ganhei aqui mais 400 euros. Pronto, tá bom.
Subiu a ação?
Boa.
Basicamente, se você é um advogado que fale sobre essas questões jurídicas ou é um político de esquerda— de esquerda não, né? De esquerda não, né?
Cara, eu debato qualquer um. Se a pessoa for educada, não ficar me xingando de mãe, eu tô tranquilo. Aliás, nem tudo na direita eu aceito e gosto, não tem nada a ver. Eu não vou apoiar coisas erradas.
Exato.
Acho que sim, minha mente é mais à direita no sentido de ser mais empreendedor, de não acreditar tanto no Estado, de não querer que o Estado mande na minha vida, não mandar tanto.
É porque quando depende de alguém nesse aspecto, essa pessoa vai ter uma influência sobre ti e no caso o Estado.
Eu sei que a gente já está aqui com não sei quantas horas, acho que 8 horas, mas só um detalhe importante. Quando você falou disso, lembrei. Cara, quando você... E tem gente que pensa isso. Quando você fala assim, não, eu tenho que pagar a Segurança Social. Para quem não sabe, Segurança Social é o INSS no Brasil. Porque um dia eu quero me aposentar e o governo vai me dar lá 500 euros por mês.
Um troquinho.
O que você está falando? Você está falando assim, eu vou deixar a minha vida na mão de uma instituição que chama-se Estado Português ou Brasileiro, E que se ela falhar lá na frente, o meu plano falhou. Como é que você tem coragem de fazer isso? Não é possível você ter coragem de fazer isso.
E a maioria das pessoas fazem isso. E é engraçado que aí você tem um trabalho ali que, sei lá, você recebe, vamos colocar 1.000 euros para deixar redondo. Aí você tem aquele trabalho, daí você paga a Segurança Social, etc. E lá na frente você vai ganhar 300, 400 euros.
É o que vai ganhar. É o que vai ganhar? Aliás, aqui no site da Segurança Social tem como você simular o quanto você ganharia hoje. A última vez que eu fiz isso foi ano passado, até fui curiosidade, fui ver, estava em 470 euros. Gente, não é por nada, o meu supermercado é 600 por mês. E eu não como queijo todo dia, queijo de 20 euros e vinho, não bebo vinho. É um supermercado normal, comida boa.
Arroz, feijão, massa.
Arroz, feijão.
Uma carninha vermelha, uma carninha branca.
Exatamente. Peixinho. Aliás, tem queijo de 20 euros que eu não compro, não vou comprar. Então assim, você é louco, cara. Se você deixar a tua vida na mão do Estado, você é louco. Outra coisa é: Ok, eu vou pagar seguro social porque eu sou obrigado, mas eu vou fazer investimentos em ações, eu vou fazer investimentos no caso do Brasil, é mais interessante que aqui, que é o plano privado. No Brasil, o plano privado é mais interessante que aqui.
E você vai criar outras, eu vou criar uma empresa, eu vou trabalhar no Estado, com o Estado, mas vou criar uma empresa. Você vai gerar outras rendas. Cara, você é louco, ficar esperando que o Estado te... E eu não sei, agora com essa era dos robôs, isso aqui é uma conversa para outras conversas, mas vai começar a entrar os robôs, quem é que vai pagar a Segurança Social? Eu não sei, isso vai ser uma loucura, cara.
Mas aí vai sobrar mais Segurança Social, não tem que pagar Segurança Social, robô.
Não, a pessoa vai continuar viva, vai continuar viva.
Tô zoando, tô zoando. Você tá louco, cara. Comenta aqui embaixo se você é louco. Você é louco pela Segurança Social ou pelo INSS?
Sabe o que eu tive agora rapidamente? Eu estava lembrando, eu tive um cliente em 2018, 2019, estava para comprar um imóvel. E ele, acho que foi no Cabral, o Cabral foi preso, não lembro, no Rio de Janeiro. O governo do Rio de Janeiro cancelou os pagamentos dos aposentados durante uns 2 ou 3 meses.
Ah, eu vi, eu lembro disso.
Lembra disso?
Lembro, lembro. Isso aí foi um tendel.
O cara ficou numa situação bem complicada.
Tem gente que depende de fato, e é pincelão.
Dependia daquilo, cara. Se ferrou, é.
Bom, esse é outro assunto também que eu— sobre a questão de pensões, etc., pensão militar, etc., também é uma parada que dá um bom assunto também, porque tem uma galera que depende disso e é um valor substancial. Não é aquele limitezinho do INSS de R$5.000 por mês.
Sim.
É uma paulada.
É o caso desse aí. O cara estava desesperado, ele cancelou a compra porque ele ficou, acho que foram só uns 4 meses que ele ficou sem receber Vamos supor, ele recebia R$20 mil, eu lembro, uma coisa assim, R$15 mil, R$20 mil. Ele está falando que ele ficou 4, 5 meses sem receber R$100 mil, R$80 mil, sei lá, não lembro, uma coisa assim.
E normalmente...
E pagando aluguel e pagando a vida dele, as contas dele, o carro, o pneu novo.
E normalmente, quando vai subindo de valor, vai subindo... O ideal é subir um pouquinho, não usar tudo, óbvio. Eu ganho 1.000 euros hoje e gasto 1.000 euros. Ok, no mês que vem eu ganhar 2.000 euros, ok eu gastar 1.100, 1.200 e guardar os 800, mas não, as pessoas normalmente seguem. Então, se eu ganhei 2.000, eu vou gastar 1.900. Comprar um carro novo. Vou comprar um carro novo. Então, elas começam a se estender. E normalmente, um cara que ganha R$20 mil por mês, ele vai ter um custo de vida de R$15 mil, R$16 mil, R$17 mil. Imagina ficar devendo R$15 mil, R$16 mil, R$17 mil por mês.
Tem cara que vai ao banco pedir dinheiro emprestado para fazer investimento?
Tem.
Tem maluco para isso?
Tem, tem. Eu conheço. Beleza, pessoal. Um abraço.
Um abraço.
STF, estamos de olho.
Estamos com vocês.
Estamos com vocês.
Cara, eu queria pôr de novo aqui a nossa musiquinha, mas não tô encontrando. Ah, tá aqui, tá aqui, cara.
Ame-nos ou odeie-nos.
É verdade.
Até mais, galera! Um abraço!