Transportes públicos gratuitos: solução ou ilusão?
Se o transporte público é gratuito para quem entra, significa que deixou de ter custos?
Os veículos, a energia, os motoristas, as oficinas, as paragens e a informação continuam a ter de ser pagos. A única coisa que muda é quem recebe a fatura — e que outras prioridades deixam de receber esse dinheiro.
Neste episódio do Prioridade, explico por que razão não defendo a gratuitidade universal. Defendo tarifas acessíveis, apoios para quem realmente precisa e investimento naquilo que torna o transporte público competitivo: frequência, rapidez, fiabilidade, cobertura e prioridade na rua.
Analisamos os exemplos de Tallinn e do Luxemburgo e distinguimos três objetivos frequentemente confundidos: aumentar passageiros, combater a pobreza de mobilidade e retirar automóveis das ruas.
Transportes públicos acessíveis, sim. Apoio a quem precisa, sim. Gratuitidade universal, não.
Porque preço zero não significa custo zero — e grátis para entrar serve de pouco se o autocarro não chega.