O autoconhecimento como chave para a liberdade emocional
No #feminina de hoje eu vou lhe fazer uma provocação: Você conhece as suas fronteiras emocionais? Se você ainda não tem essa clareza, lhe convido a entender o papel do autoconhecimento na sua liberdade emocional e reconhecer a qualidade dos seus relacionamentos.
- Autoconhecimento e Fronteiras Emocionais· SociedadeIdentificação de emoções·Reações a situações de pressão·Relação entre sentimentos atuais e passado·Validação de sentimentos e história pessoal
- Qualidade dos Relacionamentos· SociedadeEstabelecimento de limites pessoais·Respeito aos limites emocionais·Confronto e validação na relação
Olá, tudo bem? Eu sou a Paula Chantelli e no Feminina de hoje nós vamos falar sobre o autoconhecimento como chave para a liberdade emocional. Fica comigo que esse tema tá interessantíssimo hoje, tá? Então vamos lá. Eu quero começar o Feminina de hoje te fazendo uma provocação: você conhece as suas fronteiras emocionais? Conhecer as suas fronteiras emocionais depende diretamente do autoconhecimento. E como é que você trabalha em cima do autoconhecimento?
Primeira coisa sobre autoconhecimento é aprender a identificar as suas emoções, dar nome para elas, principalmente nas situações de desconforto. Quando você se vê numa situação de pressão ou de frustração ou de provocação, como é que você reage a isso? O que é que você sente no momento em que as coisas estão acontecendo? Você sente raiva? Você se sente exposta? Você sente vergonha? Você sente inveja? Você sente angústia? Você sente um aperto no peito?
O que é que você sente quando as coisas estão acontecendo? Por que que identificar isso é tão importante? Porque você está criando um ambiente de coerência emocional. E quando você cria um ambiente de coerência emocional, você tá começando a ganhar clareza sobre os seus processos internos. Preste atenção porque cada sentimento desse que você está sentindo tem uma relação íntima com um fato do seu passado. Às vezes, lá atrás, quando você era criança, quando você era adolescente, você se sentiu abandonado, você se sentiu rejeitado, você se sentiu exposto por alguém, Você foi desrespeitado, alguém ultrapassou o limite seu e você não tinha recursos para lidar com aquilo, mas aquilo ficou bem guardadinho no fundo do seu coração.
E quando chega no hoje, né, quando alguém te provoca, quando alguém te desrespeita, quando alguém te diz alguma coisa, aquilo ali dói, mas você não sabe, você ainda não tem clareza que aquilo tem uma relação estreita com o seu passado, que aquilo não começou agora, aquilo começou bem antes de você imaginar que isso era importante. Então assim, ter clareza sobre os seus processos emocionais, você começar a fazer esse processamento emocional, vai ser muito determinante para a qualidade das suas relações.
Porque assim, eu vou citar um exemplo meu aqui só para você ter uma ideia mais clara, né, sobre o que é que isso significa. Esses dias a vida me convidou a entender a minha história, né, a entender o que é que estava por trás do meu comportamento em relação a uma pessoa. Quando eu parei para pensar sobre isso, eu percebi que eu precisava legitimar a minha história, que existe uma história por trás do meu comportamento, dos meus sentimentos.
Eu aprendi a validar isso exatamente quando me provocaram, quando tentaram descaracterizar o meu sentimento, quando tentaram dizer que não era importante. Que isso era irrelevante, que eu tinha que superar isso de qualquer maneira, mas existe um processo por trás disso e esse sentimento que eu tenho, ele não é aleatório. Esse medo específico a que eu tô me referindo, ele nasceu de uma história e eu preciso abraçar isso. O problema é que muitas vezes isso vai causar um desconforto no outro.
Porque o outro, para se sentir confortável, não quer ter que lidar com sua parte feia. Isso é um direito do outro, isso é legítimo também, mas é muito mais legítimo para mim abraçar o meu sentimento. Isso não quer dizer que eu vou morar nesse sentimento, mas eu querer ter uma garantia de que o outro não vai ultrapassar aquele limite Também é legítimo, também é um direito. Então, nesse episódio de hoje, eu quero lhe convidar a abraçar a sua história, a entender que o seu comportamento, os seus sentimentos não são dignos de vergonha, são dignos de validação, né, dignos de reconhecimento.
De que existe um processo por trás do seu sentimento, existe um histórico. É assim que a gente estabelece fronteiras, é assim que a gente finca as estacas dos nossos limites, né? E que isso é legítimo, isso é autêntico de sua parte abraçar isso, entender isso. Ter vislumbre e entendimento sobre isso. Porque senão qualquer um vai chegar de lá para cá tentando te descaracterizar, tentando dizer que isso não importa. E aí vai passando, vai derrubando os seus limites, vai chutando o pau da barraca, e você vai achando que isso é amor, mas não é.
É por isso que é tão importante ter autoconhecimento, sobre os seus, dentro dos seus processos, dentro dos eventos do passado, da sua história, enfim, para que ninguém desrespeite os seus limites, para que você não tolere desrespeito, para que você não tolere que ignorem algo que é importante para você, algo que tem peso, que tem significado. Então assim, se a pessoa não é capaz de respeitar essa parte sua da história, né, essa parte sua que tem história, melhor dizendo, ela não vai ser capaz de respeitar você como um todo, em sua totalidade, né.
Tem pessoas que simplesmente querem ignorar, né, as suas dores, as suas marcas, porque querem se sentir confortáveis, não querem ter que serem, como é que fala, elas não querem ser confrontadas pela sua dor. Mas isso também conta uma história, né? Isso também conta um processo. E se essa pessoa não é capaz de respeitar os seus processos, talvez ela não sirva para você. Isso não quer dizer, novamente, isso não quer dizer que você vai morar na dor, que você vai viver dentro da sua dor, mas você vai ter clareza sobre ela.
E quando você tem clareza, você começa a encontrar os mecanismos também para cura, tá bom? Eu quero que você reflita nisso hoje, tá certo? Obrigada pela sua audiência, um grande beijo para você e até o próximo episódio.