Inteligência artificial na estética: criando problemas onde não existiam?
Este episódio discute os dilemas éticos do uso de inteligência artificial em dermatologia estética, a partir de um caso clínico fictício. Quando um algoritmo aponta 'defeitos' que o paciente não havia notado, quem deve guiar o tratamento: a máquina ou o médico? O artigo analisado alerta para o risco de medicalizar variações normais e reforçar padrões de beleza restritivos. • A IA na estética age como um juiz de normas sociais, não como apoio a uma decisão clínica sobre doença. • O uso pode gerar demanda por tratamentos desnecessários e causar ansiedade no paciente. • O dermatologista deve ser o intérprete crítico dos resultados, protegendo a autonomia do paciente.
Estudo comentado: Ethics of artificial intelligence in aesthetic dermatology. Journal of the American Academy of Dermatology (2026). DOI: 10.1016/j.jaad.2026.03.062
Conteúdo educativo, não substitui uma consulta médica.