24/09/2026 - Morning Call by FUTURO invest
O pregão desta quinta-feira começa com um cenário global mais defensivo e uma dinâmica de forças opostas para a Bolsa brasileira. De um lado, o petróleo acima de US$ 100 sustenta o setor de energia e pode favorecer a Petrobras. Do outro, juros americanos elevados, futuros de Nova York em queda e fraqueza dos mercados chineses limitam o apetite por risco e aumentam a atenção sobre Vale, bancos e empresas mais sensíveis ao custo de capital.
No último pregão, o Ibovespa caiu 0,86%, aos 185.814,09 pontos, enquanto o dólar comercial encerrou a R$ 5,1682, alta de 1,28%. PETR4 avançou 2,59%, acompanhando a valorização do petróleo, enquanto VALE3 recuou 1,76%.
No exterior, o S&P 500 caiu 0,75%, o Nasdaq Composite perdeu 1,13% e o Dow Jones recuou 0,68%. Nesta manhã, os futuros americanos seguem no campo negativo, enquanto a China também apresenta pressão, com quedas no CSI 300, Shanghai Composite e Hang Seng.
Entre os principais termômetros do dia, o Brent opera a US$ 103,51 por barril, em alta de 0,4%, enquanto o minério de ferro está em 711,5 yuans por tonelada, com queda de 0,07%. O DXY gira em torno de 101,14 pontos, os Treasuries permanecem pressionados e o Bitcoin opera próximo de R$ 436,4 mil, com queda de aproximadamente 2,6% em 24 horas.
No Brasil, o principal gatilho da agenda é o Relatório de Política Monetária do Banco Central, que pode influenciar a curva de juros, o câmbio e os setores mais sensíveis ao custo de capital. Nos Estados Unidos, o mercado acompanha os pedidos iniciais de auxílio-desemprego e as vendas de casas novas, em um momento de atenção renovada sobre a força da atividade econômica e seus efeitos sobre a política monetária.
No episódio, você também acompanha:
- os possíveis impactos do petróleo sobre PETR3 e PETR4;
- a pressão sobre VALE3 diante da fraqueza da China e do minério de ferro;
- o comportamento dos grandes bancos após as quedas do último pregão;
- os efeitos potenciais dos juros americanos sobre ativos brasileiros;
- o encontro entre Estados Unidos e China e seus possíveis reflexos sobre o sentimento global;
- os cenários projetados para a abertura da B3.
Pelos pivôs clássicos calculados com os dados do último pregão, o Ibovespa tem suporte em 184.736,06 pontos, resistência em 187.832,06 pontos e pivô em 186.754,03 pontos.
A leitura apresentada pela FUTURO Invest é de abertura mista, com possibilidade de rotação setorial e viés defensivo, em um pregão que deve continuar sensível à direção dos juros globais, ao comportamento do petróleo e à comunicação do Banco Central.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações, análises e opiniões apresentadas não constituem recomendação de investimento, oferta de compra ou venda de ativos, nem substituem uma avaliação individual adequada ao perfil e aos objetivos de cada investidor.