22/09/2026 - Morning Call by FUTURO invest
O pregão desta terça-feira começa com uma leitura mais equilibrada entre a herança positiva da sessão anterior e novos sinais de cautela no exterior. O principal gatilho do dia é a Ata do Copom, que pode influenciar diretamente os juros futuros, o dólar e os setores mais sensíveis à trajetória da Selic.
No último pregão, o Ibovespa avançou 0,74% e fechou aos 186.595,60 pontos, enquanto o dólar à vista recuou 0,72%, para R$ 5,1080. Em Nova York, o S&P 500 subiu 1,49%, o Nasdaq Composite avançou 2,26% e o Dow Jones ganhou 0,71%, em uma sessão marcada por força das ações de tecnologia e alívio nos Treasuries.
Para a abertura de hoje, porém, o cenário externo perdeu parte desse impulso. Os futuros americanos operavam próximos da estabilidade, enquanto o Treasury de dez anos voltou para a região de 4,969%. Na Ásia, Hang Seng, Kospi e Shanghai Composite encerraram com pequenas altas, enquanto a bolsa de Tóquio permaneceu fechada por feriado.
Entre as commodities, o contraste é relevante para a B3. O Brent voltou a US$ 101,67 por barril, criando um vetor mais favorável para PETR3 e PETR4, enquanto o minério de ferro fechou em 708 yuans por tonelada em Dalian, com queda de 1,0%, aumentando a atenção sobre VALE3 e siderúrgicas.
O episódio também analisa:
- a Ata do Copom, após a redução da Selic de 14,00% para 13,75% ao ano;
- os indicadores e discursos previstos nos Estados Unidos, incluindo ADP, Richmond Fed e falas de dirigentes do Federal Reserve;
- o comportamento do dólar, dos Treasuries e do Bitcoin, negociado a US$ 85.310 na referência utilizada;
- os possíveis impactos do petróleo, minério e China sobre Petrobras, Vale e siderúrgicas;
- o anúncio da Rede D’Or de R$ 400 milhões em juros sobre capital próprio;
- os principais cenários para a abertura, com possibilidade de rotação setorial;
- os níveis técnicos do Ibovespa pelo método de pivôs clássicos: suporte em 185.416,86 pontos, pivô em 186.425,55 pontos e resistência em 187.604,30 pontos.
A leitura inicial é de uma abertura mista, com o comportamento dos juros domésticos após a Ata do Copom, a direção do Treasury de dez anos e a divergência entre petróleo e minério funcionando como principais termômetros do pregão.
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