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21/09/2026 - Morning Call by FUTURO invest

21 de setembro de 202613min
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O mercado brasileiro inicia a semana com uma fotografia externa mais favorável, apoiada pela queda do petróleo, avanço dos futuros americanos e recuperação das ações de tecnologia. No Brasil, porém, o cenário político e fiscal continua no centro da precificação, enquanto investidores acompanham as primeiras projeções econômicas após o corte da Selic para 13,75% ao ano.

O Ibovespa encerrou sexta-feira em queda de 0,41%, aos 185.229,17 pontos, acumulando perda de 1,06% na semana e interrompendo uma sequência de quatro semanas de alta. O dólar comercial terminou em R$ 5,1442, avanço de 0,10%. Nos juros, o DI para janeiro de 2027 fechou em 13,555%, o janeiro de 2029 em 13,840% e o janeiro de 2031 em 14,020%.

Em Nova York, o fechamento foi misto: Dow Jones caiu 0,18%, S&P 500 avançou 0,17% e Nasdaq Composite subiu 0,40%. Nesta manhã, o cenário melhora, com futuros do S&P 500 avançando 0,6% e futuros do Nasdaq subindo quase 1%, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia.

O petróleo é um dos principais vetores do pregão. O Brent recuava cerca de 2%, para US$ 101,70 por barril. A queda reduz parte da pressão sobre inflação e juros globais, mas também diminui o suporte para a Petrobras. PETR4 vem de queda de 0,23%, para R$ 48,50, enquanto PETR3 recuou 1,09%, para R$ 53,41.

Na Ásia, o Kospi avançou 1,65%, para 7.007,72 pontos, com Samsung Electronics subindo 4,98%, enquanto o Japão permaneceu fechado por feriado. O yuan atingiu 6,6950 por dólar, maior nível em mais de três anos e meio, antes do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping previsto para esta semana.

No Brasil, a política segue como um dos principais gatilhos. A pesquisa BTG/Nexus mostra Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 37% no primeiro turno, dentro da margem de empate técnico. Em um eventual segundo turno, são 46% contra 45%, também tecnicamente empatados. O cenário eleitoral permanece relevante para as expectativas fiscais e para a curva de juros.

Entre as ações, VALE3 vem de queda de 1,53%, para R$ 73,37. Sem uma referência suficientemente padronizada para o minério de ferro nesta manhã, a leitura para Vale e siderúrgicas permanece dependente do comportamento da commodity e do ambiente asiático. Nos bancos, Itaú PN caiu 0,59%, para R$ 42,33, e Bradesco PN recuou 0,88%, para R$ 17,99.

Na agenda, o mercado acompanha o Boletim Focus, primeira rodada de projeções após o corte da Selic para 13,75%, além do Índice de Atividade Nacional do Fed de Chicago nos Estados Unidos e da balança comercial semanal brasileira.

No corporativo, Petrobras entra no radar após o pedido do Ministério Público Federal para suspensão da licença de perfuração do bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial. A EZ Tec também se destaca após assinar contrato de R$ 1,17 bilhão com o Itaú Unibanco para locação do complexo Esther Towers.

A leitura inicial para o pregão é de abertura com viés positivo, apoiada pelo exterior, mas com possibilidade de rotação entre setores e menor contribuição da Petrobras. Dólar, curva de juros brasileira, Brent, Treasuries e cenário eleitoral permanecem entre as principais variáveis para acompanhar ao longo do dia.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações, análises e opiniões apresentadas não constituem recomendação de investimento, oferta de compra ou venda de ativos, nem substituem uma avaliação individual adequada ao perfil e aos objetivos de cada investidor.

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