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13/08/2026 - Morning Call by FUTURO invest

13 de agosto de 202610min
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O pregão de 13 de agosto começa com um ambiente externo mais construtivo, mas ainda sem uma combinação suficiente para indicar uma abertura claramente positiva da B3. O principal tema do dia é a tentativa de reação do Ibovespa após sete quedas consecutivas, em um cenário no qual o alívio vindo dos Estados Unidos encontra contraponto na queda do petróleo e do minério de ferro.

No último pregão, o Ibovespa recuou 0,23%, aos 167.491,07 pontos, enquanto o dólar à vista avançou 0,37%, para R$ 5,1799. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,26%, o Nasdaq Composite avançou 0,54% e o Dow Jones caiu 0,04%, após a inflação ao consumidor dos Estados Unidos vir em linha com as expectativas e reduzir parte das apostas em uma nova alta dos juros pelo Federal Reserve.

Na Ásia, o cenário era positivo durante a madrugada: o Kospi avançava 4,4%, o Nikkei subia 1,86% e o MSCI Ásia-Pacífico fora do Japão ganhava 0,97%. O futuro do S&P 500 operava praticamente estável. Nos juros globais, o Treasury de dez anos estava em 4,688%, enquanto o DXY permanecia próximo da estabilidade, em 99,93.

Entre as commodities, o sinal é mais cauteloso para a B3. O Brent aparecia a US$ 88,213 por barril, com queda de 0,86%, enquanto o minério de ferro denominado em yuans estava em 707,50 yuans por tonelada, recuo de 1,80%. A referência internacional do minério em dólares estava praticamente estável, em US$ 95,09 por tonelada, alta de 0,01%. O Bitcoin era negociado a R$ 330.260,28, com alta de 0,22% no período diário indicado.

Entre os principais assuntos deste Morning Call:

- A possibilidade de repique técnico do Ibovespa, ainda dependente da confirmação do ambiente externo;

- Os impactos da fraqueza do petróleo e do minério sobre PETR3, PETR4, VALE3 e siderúrgicas;

- A aprovação pelo Congresso de mecanismos de contenção das despesas obrigatórias e seus possíveis reflexos sobre juros e câmbio;

- A divulgação das vendas do varejo brasileiro às 9h00;

- O PPI dos Estados Unidos às 9h30, principal gatilho de volatilidade do pregão, acompanhado dos pedidos semanais de auxílio-desemprego;

- A temporada de balanços, com atenção para empresas como Banco do Brasil, Sabesp, Rumo, Rede D'Or, Hapvida, MRV, Raízen e Suzano, além das companhias com resultados previstos ao longo desta quinta-feira.

Na leitura técnica, o método de pivôs clássicos coloca o pivô do Ibovespa em 167.647,48 pontos, com primeiro suporte em 166.985,41 pontos e primeira resistência em 168.153,14 pontos. O cenário-base é de tentativa de estabilização ou repique técnico, mas essa leitura depende da manutenção do ambiente internacional mais favorável, do comportamento das commodities e, principalmente, da reação dos juros e do dólar aos indicadores americanos.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações, análises e opiniões apresentadas não constituem recomendação de investimento, oferta de compra ou venda de ativos, nem substituem uma avaliação individual adequada ao perfil e aos objetivos de cada investidor.

Participantes neste episódio1
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Thomas Franco

Host
Assuntos6
  • Indicadores Economicos· EconomiaPPI (Índice de Preços ao Produtor)·Pedidos de auxílio-desemprego·Treasuries·Dólar global
  • Ibovespa e Commodities· NegociosQuedas consecutivas·Petróleo Brent·Minério de ferro·UOL·Petrobras
  • Temporada de Balanços· EconomiaBanco Central·SBT·Rumo·Rede D'Or·Hapvida·MRV·Raízen·Suzano
  • Cenário Asiático e Risco Global· EconomiaMercados asiáticos em alta·Tecnologia e semicondutores
  • Estoque Fiscal Contábil· EconomiaMecanismos de contenção de despesas·Dívida pública
  • Análise Técnica Ibovespa· NegociosPivô clássico·Suporte e resistência
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
TFThomas Franco

Bom dia, mercado! Aqui é Thomas Franco e este é o Morning Call by Futuro Invest de hoje. A quinta-feira começa com uma leitura dividida para os ativos de risco. Lá fora, o tom é mais construtivo, porque o CPI americano de julho veio em linha com o esperado e ajudou a reduzir a pressão por uma nova alta de juros pelo Federal Reserve. Mas aqui dentro, o Ibovespa chega machucado, vindo de 7 quedas seguidas, e ainda precisa lidar com petróleo e minério de ferro em queda, justamente duas variáveis que pesam muito sobre a composição da B3 ontem.

O Ibovespa recuou 0,23%, fechando perto de 167.500 pontos. O dólar à vista avançou 0,37%, terminando na faixa de R$5,18. Essa combinação mostra bem o que vem incomodando o mercado local, porque mesmo quando Wall Street ajuda, o Brasil ainda sofre com prêmio fiscal, curva de juros pressionada e rotação negativa em ações de peso. Nos Estados Unidos, o fechamento foi melhor. O S&P 500 subiu 0,26%, O Nasdaq avançou 0,54% e o Dow Jones ficou praticamente de lado, com leve queda de 0,04%.

O motor do movimento foi a leitura mais confortável de inflação, combinada com resultados fortes em empresas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial, semicondutores e tecnologia. Esse é o ponto central, porque o mercado americano segue muito sensível à tese de soft landing, com inflação cedendo sem destruição relevante de crescimento. Essa melhora passou para o Ásia durante a madrugada. O índice de ações da região fora do Japão subia quase 1%, o Nikkei avançava perto de 1,86% e o KOSPI disparava mais de 4%, puxado por tecnologia e semicondutores.

Ou seja, o apetite por risco global melhorou. Mas a dúvida para o investidor brasileiro é outra: será que esse fluxo positivo consegue compensar a queda das commodities e a fragilidade técnica do Ibovespa? Por enquanto, a resposta ainda é parcial. O petróleo trabalha em queda nesta manhã, com o Brent na região de US$88 por barril na captura de mercado e também com referência abaixo disso em leituras posteriores da madrugada. A pressão vem de projeções mais fracas para a demanda global e de aumento dos estoques comerciais americanos.

A tensão entre Estados Unidos e Irã ainda funciona como piso geopolítico, mas o vetor marginal de hoje é negativo. Isso coloca cautela sobre as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras, que podem limitar a reação do índice logo na abertura. No minério de ferro, A leitura também exige cuidado. A referência em yuans recuava 1,80%, perto de 707 yuans por tonelada, enquanto a referência em dólares aparecia praticamente estável, ao redor de 95 dólares por tonelada.

Como são contratos e referências diferentes, não dá para tratar isso como contradição direta. Mas, para o humor da B3, O sinal vindo da China pesa, porque Vale e siderúrgicas dependem muito da percepção sobre demanda chinesa, margens industriais e recomposição de estoques. No câmbio global, o índice do dólar estava praticamente estável, perto de 99,93 pontos, enquanto o Treasury de 10 anos seguia próximo de 4,69%. Isso mostra que o mercado aliviou o medo de aperto adicional do Federal Reserve, mas ainda não comprou uma queda forte dos juros longos.

E para o Brasil isso importa bastante, porque o real tende a ficar vulnerável sempre que os Treasuries sobem, especialmente quando o investidor estrangeiro já está mais seletivo com emergentes e commodities. No lado doméstico, há uma novidade fiscal relevante. Câmara e Senado aprovaram mecanismos para limitar o crescimento de certas despesas obrigatórias, com estimativa de economia perto de R$10 bilhões em 2027, segundo a Fazenda.

É uma notícia que pode reduzir marginalmente o prêmio de risco, principalmente na curva de juros, mas não muda sozinha a discussão fiscal. O mercado vai querer ver execução, abrangência e impacto real sobre a trajetória da dívida pública. Então, ajuda, mas ainda não resolve. A agenda do dia tem dois horários decisivos. Primeiro, às 9 horas, sai a pesquisa mensal de comércio no Brasil referente a junho. Em maio, o varejo ficou praticamente estável na margem, com alta de 0,1%, enquanto o varejo ampliado caiu 0,2%.

Para junho, o consenso aponta avanço de 0,3%. Um número mais forte pode ajudar nomes ligados a consumo, shoppings, educação e varejo, mas também pode reduzir o espaço para uma queda mais rápida da Selic se vier acompanhado de demanda resistente demais. Depois, às 21:30, vem o principal gatilho do dia: o PPI americano de julho. O mercado quer saber se a inflação ao produtor confirma a mensagem mais benigna do CPI ou se reacende a preocupação com custos, margens e repasses.

Um número comportado tende a segurar os Treasuries, enfraquecer o dólar global e favorecer ativos de risco. Já uma surpresa para cima pode provocar exatamente o contrário, com alta dos juros americanos, pressão em moedas emergentes e abertura da curva de DI no Brasil. No mesmo horário, saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. Esse dado entra como complemento, Porque o Federal Reserve está olhando inflação e mercado de trabalho ao mesmo tempo.

Se o PPI vier benigno e o emprego mostrar algum arrefecimento, o mercado pode reforçar a tese de juros estáveis ou até de cortes mais adiante. Se os dois vierem fortes, a leitura muda rapidamente e o repique técnico do Ibovespa pode perder força antes mesmo de ganhar tração. No corporativo, a temporada de balanços segue carregada: CEMIG, CPF, L Energia, Cyrela, Grupo Mateus e IRBLW. SA: Edux, Três Tentos, M. Dias Branco, Bradespar e outras companhias estão no radar.

Além disso, o mercado ainda digere resultados de nomes grandes divulgados após o fechamento, como Banco do Brasil, Sabesp, Rumo, Redditor, Hapvida, MRV e Raizen. A palavra do dia deve ser dispersão, porque o índice pode até abrir misto, mas vários papéis devem andar por histórias específicas de margem, alavancagem, guidance, provisões e geração de caixa. Banco do Brasil merece atenção especial porque o mercado está muito concentrado na qualidade da carteira de crédito especialmente no agronegócio, e na evolução das provisões.

Para bancos, o lucro isolado não basta, tá? O investidor quer entender inadimplência, custo de risco, capital e capacidade de preservar dividendos. Qualquer sinal de deterioração mais forte pode contaminar o setor, enquanto uma leitura mais controlada pode ajudar a aliviar parte do estresse recente. Do ponto de vista técnico, o Ibovespa chega perto de uma região importante usando máxima, mínima e fechamento de ontem. O pivô clássico fica na faixa de 167.600 pontos.

A primeira resistência aparece perto de 168.100 pontos e o primeiro suporte fica pouco abaixo de 167.000 pontos. Então a leitura para abertura é objetiva. Acima do pivô, o mercado tenta construir repique. Abaixo do suporte, aumenta o risco de continuidade da pressão vendedora. Minha leitura para os primeiros negócios é de abertura mista, com possibilidade de repique técnico, mas ainda sem sinal suficiente para chamar isso de reversão.

O exterior ajuda, principalmente por causa de Wall Street, Ásia e tecnologia. Porém, petróleo, minério, Vale e Petrobras podem reduzir o alcance dessa reação. Para o investidor, o ponto não é sair correndo atrás de alta curta, mas observar confirmação de fluxo, comportamento do dólar, inclinação da curva de DI e força real dos setores domésticos sensíveis a juros. Para carteiras, isso significa manter seletividade. Ativos de qualidade, com balanço forte, baixa alavancagem e boa geração de caixa tendem a atravessar melhor esse tipo de mercado.

Já nomes muito dependentes de commodity ou de fechamento rápido da curva podem oscilar bastante ao longo da manhã. Em renda fixa, qualquer alívio fiscal e externo pode favorecer marcação a mercado dos prefixados e IPCA+. Mas o PPI ainda é o divisor de águas do dia. Então, o pregão começa com uma janela de estabilização, mas não com um cheque em branco para risco. O mercado global está melhor, o medo de alta imediata do Federal Reserve diminuiu e a Ásia entregou um sinal forte.

Ao mesmo tempo, o Brasil vem de 7 quedas, commodities estão pesando e a agenda das 9:30 pode mudar completamente o humor. O investidor precisa olhar menos para o primeiro candle e mais para a confirmação depois dos dados americanos. Este foi o Morning Call da Futuro Invest, o seu guia diário no mercado financeiro. Até amanhã, pessoal!

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