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11/08/2026 - Morning Call by FUTURO invest

11 de agosto de 202610min
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O pregão de 11/08/2026 começa com sinais mistos e uma disputa clara entre o suporte vindo das commodities e a cautela com juros e inflação. O Ibovespa encerrou o último pregão em queda de 0,19%, aos 172.179,93 pontos, e chega à sessão com perspectiva de rotação setorial, enquanto o mercado doméstico concentra as atenções na Ata do Copom e no IPCA de julho.

No exterior, Wall Street terminou a sessão anterior perto da estabilidade, mas no campo negativo: S&P 500 caiu 0,06%, Nasdaq Composite recuou 0,32% e Dow Jones perdeu 0,11%. Na Ásia, o Nikkei 225 avançava 2,08% durante a apuração, enquanto os futuros americanos indicavam estabilidade.

O petróleo segue como um dos principais vetores do mercado. O Brent encerrou a US$ 87,72 por barril, com alta próxima de 5%, refletindo o aumento do prêmio geopolítico relacionado ao Estreito de Ormuz. O movimento favorece PETR3, PETR4 e produtoras independentes, depois de PETR4 já ter avançado 3,33% no último pregão. Para VALE3 e siderúrgicas, a leitura é mais cautelosa diante da ausência de um sinal suficientemente validado do minério de ferro para a sessão asiática.

No mercado doméstico, o dólar à vista fechou a R$ 5,1107, alta de 0,52%, enquanto os juros globais permanecem pressionados, com o Treasury de dez anos próximo de 4,71%. O Bitcoin operava em torno de US$ 63,9 mil na referência utilizada no episódio.

Entre os principais temas analisados neste Morning Call estão:

• Ata do Copom às 8h, após o corte da Selic para 14,00%, e seus possíveis sinais sobre a continuidade do ciclo de flexibilização monetária;

• IPCA de julho às 9h, principal dado quantitativo da manhã e potencial gatilho para juros futuros, dólar e ações domésticas;

• balanço do BTG Pactual, previsto para antes da abertura da B3;

• resultado da Natura, que reportou lucro líquido de R$ 35 milhões no segundo trimestre;

• reação de EMBR3 após os resultados e a revisão de projeções para 2026;

• JBS, após queda de 5,7% de sua ação em Nova York;

• possíveis impactos do petróleo sobre Petrobras e demais companhias ligadas à commodity.

Na análise técnica, pelo método de pivôs clássicos, o Ibovespa tem primeiro suporte em 171.490,90 pontos e primeira resistência em 172.902,27 pontos, com pivô em 172.213,25 pontos.

O cenário-base apresentado pela FUTURO Invest é de abertura mista com rotação setorial. Energia pode continuar liderando caso o Brent sustente os níveis observados, enquanto varejo, construção, shoppings e outros setores sensíveis aos juros dependerão principalmente da reação da curva à Ata do Copom e ao IPCA.

Neste episódio, analisamos os sinais que podem confirmar essa leitura, os riscos capazes de alterar a direção do mercado e os principais ativos que funcionam como termômetro para os primeiros negócios da B3.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações, análises e opiniões apresentadas não constituem recomendação de investimento, oferta de compra ou venda de ativos, nem substituem uma avaliação individual adequada ao perfil e aos objetivos de cada investidor.

Participantes neste episódio1
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Thomas Franco

Host
Assuntos3
  • Agenda Econômica Brasileira· EconomiaAta do Copom·IPCA de julho·Selic
  • Comercio Exterior· NegociosIbovespa·Wall Street·Nikkei 225
  • Resultados Corporativos· NegociosBTG Pactual·Natura·Embraer·JBS
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
TFThomas Franco

Bom dia, mercado! Aqui é Thomas Franco e este é o Morning Call by Futuro Invest de hoje, 11 de agosto de 2026. O pregão começa com uma mensagem importante para quem olha apenas o número final do Ibovespa. A queda de 0,19% de ontem com o índice na faixa dos 172 mil pontos, não conta pra história etária inteira. Por trás desse fechamento quase de lado, tivemos uma bolsa bem dividida, com Wall Street pressionando tecnologia, juros globais mais altos tirando apetite por ações de crescimento e petróleo fazendo o papel de colchão para evitar uma piora maior aqui na B3.

O ponto central da manhã é que o mercado não chega com cara de movimento homogêneo, Chega com cara de rotação, energia continua forte, setores sensíveis à curva de juros chegam mais travados. Bancos olham para resultado e para atividade. E o investidor local vai passar as primeiras horas tentando encaixar duas variáveis decisivas: a ata do Copom e o IPCA de julho. Esse é o tipo de combinação que pode mudar o humor da curva de DI antes mesmo de o investidor pessoa física abrir o home broker.

Na fotografia de ontem, o Ibovespa oscilou entre a região dos 171.500 pontos e quase 173 mil pontos. Fechou muito perto do pivô técnico, o que reforça a leitura de equilíbrio frágil. Não houve capitulação, mas também não houve força ampla. A sustentação veio principalmente do bloco de petróleo. As ações preferenciais da Petrobras subiram 3,33%. PRIU avançou 6,6%, Petro Reconcavo ganhou quase 5% e Brava Energia também ficou no campo positivo.

Quando um setor pesa tanto no índice e anda sozinho, a pergunta pra hoje não é só se a bolsa sobe. É se a alta consegue ganhar amplitude. Em Nova York, a leitura foi parecida. O S&P 500 caiu 0,06%, O Nasdaq perdeu 0,32% e o Dow Jones recuou 0,11%. Nada com cara de pânico, mas também nada com cara de euforia. Tecnologia pesou, especialmente depois de a Intel anunciar uma operação bilionária de venda de ações, enquanto a Nvidia também caiu forte.

O mercado olhou pra isso como mais um lembrete de que valuation elevado precisa de notícia muito boa pra se sustentar. Quando o juro longo americano sobe e o petróleo encarece, qualquer ação de crescimento fica mais sensível, porque o desconto dos fluxos futuros fica mais pesado. E aí entra o principal elo entre o mundo e a B3 hoje: o petróleo. O Brent fechou perto de US$88 por barril, com alta próxima de 5%, enquanto o WTI terminou na faixa de US$82.

O movimento veio da redução das apostas em uma solução rápida para o impasse no Estreito de Ormuz. Irã e Estados Unidos seguem distantes em pontos centrais e esse ruído mantém prêmio geopolítico na commodity. Para o Brasil, isso tem duas leituras ao mesmo tempo: ajuda a Petrobras e produtoras independentes, mas também pressiona a inflação global, treasuries, dólar, e expectativas de juros. Na Ásia, o contraponto foi melhor. O Nikkei avançava mais de 2%, o mercado australiano também trabalhava positivo e os futuros americanos vinham praticamente estáveis na referência noturna.

Esse detalhe é importante porque reduz a chance de uma abertura contaminada por aversão global ampla. Mas não resolve o problema de fundo. O Treasury de 10 anos seguia perto de 4,71%, Um nível alto o bastante para lembrar que o custo global do dinheiro continua apertado. Então, o ambiente é de suporte seletivo, não de sinal verde generalizado. No câmbio, o dólar comercial fechou ontem em R$5,11, alta de 0,52%. O movimento acompanhou a alta dos juros americanos e a cautela com o petróleo para empresas importadoras, varejo, companhias alavancadas e setores de margem comprimida, esse combo é menos confortável.

Já para exportadoras e empresas com receita em dólar, o câmbio pode funcionar como proteção parcial. Por isso, a abertura deve exigir leitura fina de composição do índice, não apenas do placar do Ibovespa. A agenda doméstica é o coração do dia. Às 8 da manhã, saia a ata da última reunião do Copom. Lembrando que o Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14% ao ano, mas evitou dar um compromisso firme com um novo corte.

A ata vai ser lida linha por linha em busca do tom sobre expectativas, mercado de trabalho, atividade, serviços e balanço de riscos. Se o texto abrir espaço para continuidade gradual da flexibilização, a curva pode aliviar. Se vier duro demais, os DIIs podem subir e travar o apetite por bolsa doméstica. Logo depois, às 9 da manhã, vem o IPCA de julho. E aqui o mercado vai olhar menos para a pá-manchete isolada e mais para a composição.

Alimentação, serviços, núcleos de fusão, itens administrados, tudo isso importa. Em junho, a inflação tinha vindo em 0,16% e a prévia de julho, o IPCA-15, desacelerou para 0,06%. Se o número cheio confirmar uma dinâmica mais benigna, pode reforçar a tese de corte gradual da Selic. Mas se houver pressão em serviços ou núcleos, o mercado pode interpretar que a desinflação ainda não é suficiente para dar conforto ao Banco Central.

A combinação entre ata e inflação é mais poderosa do que cada dado isolado. Uma ata mais equilibrada com IPCA benigno tende a favorecer varejo, construção, shoppings, utilities e empresas de duration longa. Uma ata hawkish ou um IPCA desconfortável tende a sustentar dólar, abrir juros e concentrar desempenho em commodities e bancos. É exatamente por isso que o pregão tem cara de rotação. O investidor vai reposicionar carteira conforme a curva reagir, tá?

No corporativo, o mercado olha para o BTG Pactual antes da abertura. O banco divulga resultado do segundo trimestre, com teleconferência marcada para o fim da manhã. O número é relevante não apenas para as units do BTG, mas para a leitura de mercado de capitais, crédito, gestão de recursos e apetite por risco institucional. Se o resultado mostrar força em receitas recorrentes e boa disciplina de risco, pode ajudar o setor financeiro.

Se vier com sinais de pressão em margem ou desaceleração, o papel pode sofrer mesmo em um dia de bancos mais defensivos. Natura também entra no radar com pressão potencial. A companhia informou lucro líquido de R$35 milhões no segundo trimestre, queda recorrente muito forte na comparação anual. E isso vem depois de a própria empresa já ter antecipado retração de receita consolidada, citando demanda fraca no Brasil e desafios operacionais internos.

Aqui o mercado deve procurar sinais de margem, caixa e plano de recuperação. Mas, pela fotografia inicial, o papel chega com risco de ajuste negativo no leilão. Embraer segue como termômetro de realização. Ontem, a ação fechou em alta de 2,31%, depois de chegar a subir bem mais durante a sessão. O resultado foi forte, com lucro ajustado relevante e revisão positiva de guidance para margem operacional e fluxo de caixa. Só que o fechamento distante da máxima mostra que parte do mercado aproveitou para colocar lucro no bolso.

Hoje, a questão é saber se compradores voltam a defender o papel ou se o movimento vira continuidade de realização. JB. Esse também merece atenção pela referência de Nova York. A ação caiu 5,7% lá fora depois da notícia de que Wesley Batista Filho assumirá como CEO global a partir de janeiro de 2027. Mudanças de comando costumam gerar reprecificação, principalmente em empresa global. Com ciclo de commodities, câmbio, margens internacionais e governança no centro da tese.

A reação americana serve como pista importante para a largada brasileira. Nos níveis técnicos, o Ibovespa tem primeiro suporte perto de 171.500 pontos e primeira resistência perto de 172.900 pontos. Como o fechamento de ontem ficou praticamente colado ao pivô, a abertura deve ganhar leitura pela direção do rompimento. Acima da resistência, com petróleo firme e juros domésticos cedendo, a bolsa pode ganhar tração. Abaixo do suporte, com dólar forte e DI abrindo, aumenta o risco de pressão vendedora mais ampla.

Então, o mapa da manhã é claro: Brent mede o prêmio geopolítico. Curva de juros brasileira mede a leitura de ata e IPCA. Petrobras mede o quanto energia consegue sustentar o índice. E a amplitude da bolsa mostra se o movimento é saudável ou estreito. O cenário base é de abertura mista, com rotação setorial e seletividade. Melhora se a inflação vier comportada e o Copom deixar espaço para cortes graduais. Piora se petróleo alto contaminar juros globais, se o IPCA frustrar ou se o dólar ganhar força logo cedo.

Este foi o Morning Call da Futuro Invest. O seu guia diário no mercado financeiro. Até amanhã, pessoal!

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