Editorial: O plano do PT para o Brasil
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Gazeta do Povo
- Plano Brasil Sem IntocaveisManifesto do oitavo Congresso Nacional · Terceiro mandato de Lula · Socialismo democrático · Democratização da comunicação · Democratização do campo · Democratização do judiciário
- Críticas ao JudiciárioLibertação de Lula da cadeia · Demolição da Lava Jato · Perseguição a críticos do governo · Ativismo judicial · Nomeação de Jorge Messias para o STF
O editorial de hoje, da Gazeta do Povo, fala sobre o plano do PT para o Brasil. O Partido dos Trabalhadores encerrou seu oitavo Congresso Nacional com a aprovação e a divulgação de um manifesto em que exalta os feitos, alguns reais, outros ilusórios, outros fora de contexto, do terceiro mandato de Lula e repete o mantra da herança maldita, para explicar tudo o que não deu certo.
É um documento redigido com o olhar para as eleições de outubro, obviamente, mas quem quer que o leia com critério perceberá que ele acaba sendo uma ótima peça publicitária para a oposição. Afinal, boa parte do que está ali, se tornado realidade, seria uma verdadeira catástrofe para o Brasil.
A começar, claro, pela declaração de que o horizonte programático do partido é o socialismo democrático, uma impossibilidade em si, já que não existe nenhum exemplo bem-sucedido de regime socialista que também seja democrático, e a história mostra muito bem que, tendo de escolher entre o socialismo e a democracia, líderes com a mesma ideologia do petismo sempre ficam com aquele e acabam com esta.
Não à toa, tudo o que aparece no manifesto com o termo democratização significa, no fundo, que o setor em questão deve ser colocado sob a tutela do partido, o autoproclamado representante do povo. Democratizar, a comunicação, por exemplo, é o eufemismo para a censura ditada pelo governo.
democratizar o campo é o código para violação do direito de propriedade, e assim sucessivamente. Curiosamente, entre os alvos da democratização petista está, agora, o judiciário. Ao que tudo indica, já não basta, para o petismo, que a justiça brasileira, especialmente os tribunais superiores, tenha livrado Lula da cadeia e limpado sua ficha, tenha demolido a Lava Jato, esteja perseguido ferozmente os críticos, famosos e anônimos, do governo, deixando-se no meio. E aí
e faça ativismo judicial em prol das plataformas petistas em assuntos de comportamento. É preciso botar o cabresto de vez nos juízes e ministros. E o documento ainda foi redigido, aprovado e publicado antes de o Senado humilhar Lula, recusando o nome de Jorge Messias para o STF. É de se imaginar o que os petistas teriam incluído no manifesto a respeito do judiciário se ele tivesse sido escrito após a derrota.
Quanto trata de economia, o petismo se limita a uma ladainha de indicadores positivos, comparados com o mandato anterior, sem considerar o estrago feito pela pandemia, primeiro com a devastação dos negócios graças ao fecha-tudo, e depois com a enorme pressão inflacionária oriunda da retomada da atividade econômica.
Como já se esperava, o petismo afirma ter trazido, abre aspas, a inflação de volta à meta, fecha aspas, uma afirmação duplamente mentirosa. Primeiro, porque a meta é de 3% ao ano, enquanto os 4,5% são apenas o limite superior da banda de tolerância. Segundo, porque o mérito por não deixar a inflação fugir do controle é da política monetária contracionista do Banco Central, não do governo.
A contribuição de Lula vai na direção contrária, provocar inflação ao basear toda a sua política econômica no estímulo ao gasto governamental e ao consumo das famílias, um roteiro que, de acordo com o manifesto, será mantido em um eventual quarto mandato lulista.
E, com a dívida pública crescendo quase 10 pontos como proporção do PIB no atual mandato, o PT ainda tem a disfaçatez de afirmar que, abre aspas, todos esses resultados foram conquistados em conjunto com a melhora das contas públicas, fecha aspas. Em resumo, o que o PT promete é mais controle estatal sobre a sociedade, mais intervencionismo na economia e mais estímulo à irresponsabilidade no gasto público.
Uma receita desastrosa, evidentemente, mas que o petismo tenta embalar de forma bonita, embora um tanto passivo-agressiva, ora ressaltando números como baixo desemprego, ora afirmando que, se não mantiver o PT no poder, o país cairá nas garras da extrema-direita fascista.
Nada que o Brasil já não conheça, vindo de onde vem. Mas é um sinal forte de que o petismo não tem mais nada a oferecer ao país além das receitas antigas que dão resultados de curto prazo enquanto plantam estagnação e recessão econômica e que ocultam o avanço do Estado sobre a sociedade usando a camuflagem da democratização. Essa é a opinião da Gazeta do Povo.
Essa narração foi gerada por inteligência artificial, sob supervisão jornalística.