Episódio 11 – A Culpa Também Nos Adoece
E se cuidar de quem amamos também significar reconhecer que não conseguimos fazer tudo?
Durante muito tempo, confundi amor com sacrifício. Acreditei que ser uma boa filha significava estar sempre disponível, resolver tudo, aguentar tudo e nunca dizer “não consigo”.
Até chegar ao momento em que tive de escolher: “Ou ela… ou eu.”
A decisão de colocar a minha mãe num lar foi uma das mais difíceis da minha vida. Mas hoje consigo vê-la de outra forma: não como abandono, mas como um ato de amor e responsabilidade.
Ela precisava de cuidados específicos e especializados que eu, enquanto filha, não conseguia proporcionar. E procurar um lugar onde pudesse ser bem cuidada não significava deixar de amá-la.
Neste episódio, falo sobre culpa, limites, envelhecimento, o peso das expectativas sociais e sobre uma verdade que muitas filhas precisam de ouvir:
Não precisas de destruir a tua própria vida para provar que amas os teus pais.
Porque cuidar também pode ser pedir ajuda.
Cuidar também pode ser estabelecer limites.
E, às vezes, cuidar também é reconhecer: “Eu não consigo. Mas vou encontrar quem consiga.”
A pergunta deste episódio:
Quantas vezes tens confundido amor com sacrifício?